Pesquisas demonstram o potencial arqueológico de Rondônia

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Rondônia (IPHAN-RO) vem acompanhando as pesquisas arqueológicas no estado relativas à Linha de Transmissão (LT) de energia elétrica que ligará a cidade de Porto Velho-RO a Araraquara-SP. Somente em Rondônia, a equipe de arqueologia identificou 51 sítios arqueológicos, o que corresponde a 67% da totalidade de sítios de todo o empreendimento.

Com uma extensão de 2,3 mil quilômetros, a LT conduzirá para São Paulo a energia gerada pelas Usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. Para chegar em Araraquara, atravessará todo o Estado de Rondônia e do Mato Grosso, além de percorrer trechos em Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

As pesquisas arqueológicas foram realizadas de maneira sistemática nas 1,3 mil torres da Linha de Transmissão em Rondônia, além dos canteiros de obras e nos novos acessos abertos para que o maquinário alcançasse o ponto de instalação das torres. A mesma metodologia de pesquisa ocorreu nas 2 mil torres em Mato Grosso, 622 torres em Goiás, 175 em Minas Gerais e 691 em São Paulo.

Segundo o arqueólogo do IPHAN-RO, Danilo Curado, o empreendimento apresenta a riqueza arqueológica do estado de Rondônia. “As pesquisas colaboram também com a crescente importância de Rondônia dentro do cenário arqueológico nacional e, mais do que nunca, justificam a imprescindibilidade do licenciamento arqueológico nos grandes empreendimentos”, salienta Curado.

Para o Superintendente do IPHAN-RO, Beto Bertagna, a quantidade de sítios arqueológicos estudados na Linha de Transmissão, somados aos identificados nas Usinas de Santo Antônio e de Jirau, correspondem a 154 sítios. “Devido à construção desses empreendimentos do ramo energético, inúmeros sítios estão passando por resgate arqueológico, assegurando a preservação do nosso passado histórico. Provavelmente, se não ocorressem tais construções, além do acompanhamento intensivo do IPHAN, boa parte desses sítios seriam impactados pelo intemperismo ou pelo desenvolvimento estrutural, apagando da Memória Nacional todas essas informações da gênese humana”, afirma Bertagna.

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