IPHAN acompanha vistoria de Solar incendiado em Salvador

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, lamenta o incêndio ocorrido no último dia 3 de janeiro no Solar Boa Vista, prédio do século XIX, tombado em 1941, que serviu de morada do escritor e poeta baiano Castro Alves. O Instituto está acompanhando os trabalhos de vistoria do prédio e assim que surgirem os primeiros resultados do laudo a ser apresentado pela Comissão de Defesa Civil do Salvador – Codesal, o IPHAN se pronunciará sobre as medidas administrativas a serem adotadas. Em razão da edificação possuir apólice de seguro, após a conclusão da perícia, as obras de restauro, a cargo do Governo do Estado da Bahia serão acompanhadas por nossa equipe técnica. O edifício pertence ao governo do Estado e está cedido ao Município de Salvador.

O Solar da Boa Vista
Solar suburbano, particular, é transformado em casa de saúde, no último quartel do século XIX, sob a guarda e responsabilidade da Santa Casa de Misericórdia. O Solar tem uma construção robusta e defensiva em alvenaria de pedra e divisórias em paredes francesas, desenvolvida em torno de pequeno pátio central, com mirante em forma de torre no plano da fachada lateral. Sua planta, quase quadrada, é comum nas construções residenciais mais abastadas.

As fachadas são emolduradas por cunhais superpostos por coruchéus. O  edifício possui capela com teto em gamela, no pavimento térreo, e um saguão central com escadarias de três lances que dá acesso ao pavimento nobre. Uma característica especial do prédio é a de que em 1867, após retornar da Europa, o poeta Castro Alves instalou-se nele.

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