A arte de tecer e trançar da região do sisal baiano estará em exposição

As belezas artísticas produzidas com fibras de sisal, ariri, caroá e pindoba poderão ser apreciadas na mostra Traçar, tecer: Valente, Araci e São Domingo. Localizados no semiárido, no nordeste da Bahia, esses três municípios fazem parte da região do sisal e destacam-se na produção do artesanato, atividade secular feminina de trançar e tecer fibras da caatinga.

A exposição promovida pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) será inaugurada na próxima quinta-feira (21) na Sala do Artista Popular do Centro onde também serão vendidos bolsas, cestos, caixas, entre outros. As artesãs dos municípios de Valente e São Domingos trabalham com o sisal e também com a palha da pindoba. Já em Araci, a tradição consiste no trabalho com o caroá, uma espécie de bromélia encontrada na caatinga, do qual é extraída uma fibra áspera e dura.

Da variedade de produtos feitos pelas artesãs que trabalham com o sisal, somente o trançado utiliza a fibra como matéria-prima, os demais produtos – das técnicas de tricô, tear, e macramê – são feitos com o fio, que é comprado já colorido. Desse modo, tapetes, capachos, bolsas, carteiras e cintos são feitos com o fio, e os produtos utilitários, cestas, descansos de panela, jogos americanos, porta-joias e caixas são feitos com a fibra.

Valente é considerada a capital do sisal, onde, além da Apaeb – Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira, responsável pelo beneficiamento da fibra e pela produção de fios e tapetes para exportação, encontra-se a sede da Cooperativa Regional de Artesãs Fibras do Sertão – Cooperafis, que trabalha com 64 artesãs nos três municípios.

De um modo geral, a rotina de trabalho das artesãs de Valente, Araci e São Domingos é dividida entre a sede da cooperativa em cada localidade e o trabalho em casa. O aprender fazendo, comum na atividade artesanal, envolve observação, admiração, respeito e, acima de tudo, preservação das referências culturais que ligam essas mulheres não só ao sisal e ao caroá, mas à caatinga, ao semiárido, e à perseverança diante das dificuldades, fatores que fazem das artesãs mulheres de fibra, mulheres valentes.

Veja o convite [aqui]

Sobre o Centro
O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular é uma instituição vinculada ao IPHAN responsável por promover ações que busquem, por meio de pesquisa e documentação, conhecer as realidades específicas em que ocorrem as mais diversas expressões do fazer brasileiro, procurando acompanhar as constantes transformações por que passam, bem como apoiar e difundir os processos culturais populares, propondo e conduzindo ações para sua valorização e difusão.

Serviço
Exposição Trançar, tecer: Valente, Araci e São Domingos
Inauguração: 21 de fevereiro de 2013, às 17h
Período: 21 de fevereiro a 31 de março de 2013

Exposição e venda
Terça a sexta-feira, das 11h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h
Sala do Artista Popular
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Rua do Catete, 179
Catete – Rio de Janeiro

Realização
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Iphan/MinC

Informações
Setor de Difusão Cultural
(21) 2285-0441, ramais 204, 205 e 206
difusão.folclore@iphan.gov.br
Visite www.cnfcp.gov.br e conheça a instituição

O que você pensa sobre isto ?