Está desaparecido o Livro Rerum per octennium in Brasília

O livro Rerum per octennium in Brasília (Rervm per octennivm in Brasília), que trata da ocupação holandesa no Brasil, está desaparecido. O bem cultural faz parte do acervo da Biblioteca Ruy Barbosa, do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

O referido livro tem a capa cinza número I, 14, 4, 51 escrito em latim. Segundo o registro da 61º sessão de 6 de novembro de 1898, a citada obra foi doada ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia pelos Visconde e Viscondessa de Cavalcanti.

Qualquer informação que ajude a encontra-lo poderá ser dirigida ao Departamento de Polícia Federal e à Procuradoria da República na Bahia nos contatos:

Polícia Federal
SAS, Quadra 6, lotes 09/10 – ED.SEDE/DPF
CEP: 70037.900 – Brasília/DF
P A B X: (61) 2024-8000
Telefone do Plantão: (61) 3223-2302/2024-8450/8452
E-mail: dcs@dpf.gov.br

Procuradoria da República na Bahia
Rua Ivonne Silveira, 243, Loteamento Centro Executivo, Doron
CEP: 41194-015 – Salvador/BA
Telefone: (71) 3617-2200
Sítio: http://www.prba.mpf.gov.br/

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Encomendada ao humanista Caspar van Baerle (1584-1648), ou Gaspar Barleus, como veio a ser conhecido no Brasil, a obra Rerum per octennium in Brasilia (História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil) se propunha a narrar – ou enaltecer – os feitos do conde Maurício de Nassau. O panegírico, referente aos período em que Nassau esteve à frente do governo neerlandês nas terras brasílicas, foi publicado em 1647 por uma das mais importantes tipografias holandesas, a Ioannes Blaeu, de Amsterdã. Com 340 páginas e 56 ilustrações, entre elas o retrato de Nassau por Theodor Matham (1605-1660), mapas de George Marcgraf (1610-1644) e gravuras de Frans Post (1612-1680), essa edição comporia uma das mais suntuosas publicações do século XVII na República das Províncias Unidas. Em 1660, apareceria uma segunda edição neerlandesa, também em latim, pela tipografia Tobias Silberling, a mesma que havia publicado no ano anterior o texto de Barleus em alemão. A primeira edição em português, também disponível aqui, foi organizada em 1940, em comemoração ao terceiro centenário da ocupação holandesa, com tradução e notas de Cláudio Brandão.

A obra de Gaspar Barleus faz parte das inúmeras publicações sobre o Novo Mundo que começaram a aparecer nas Províncias a partir do século XVI, início das expedições neerlandesas ao redor do mundo. Quando da ocupação das capitanias do Norte do Estado do Brasil – Pernambuco, Itamaracá, Paraíba e Rio Grande – pela Companhia das Índias Ocidentais neerlandesa (WIC), entre 1630 e 1654, a quantidade de publicações aumentou bastante no mercado de livro. Mesmo antes da conquista, já circulavam por lá textos sobre as terras brasileiras, em especial relacionados a sua lucrativa produção açucareira. Diários e roteiros de viagem, crônicas e folhetos, às vezes acompanhados de mapas e gravuras, formavam um conjunto de informações geográficas, botânicas, zoológicas e étnicas sobre os trópicos. No caso particular do Brasil, essas informações se avolumaram em especial a partir da administração nassoviana.

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