Complexo da Pampulha, em Belo Horizonte, completa 70 anos

O Complexo Arquitetônico e Paisagístico da Pampulha, um dos principais símbolos de Belo Horizonte, completa 70 anos nesta quinta-feira (16). Com tombamento nas esferas municipal, estadual e federal, o cartão-postal aguarda análise para receber da Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco) o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Como presente, serão anunciadas nesta tarde, medidas imediatas para recuperação do local.

Igreja São Francisco de Assis, em Belo Horizonte (Foto: Alex Araújo / G1)

A Fundação Municipal de Cultura iniciou neste ano as obras de restauração dos Jardins de Burle Marx, localizados na orla da Lagoa da Pampulha. A previsão é que fiquem prontos em julho de 2013. A despoluição da lagoa está sob a responsabilidade do Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha (Propam). Ela será feita em três fases, com a participação da Companhia de Saneamento de Minas Geras (Copasa), recursos do governo federal e ainda das prefeituras municipais de Contagem e Belo Horizonte. Há esforços para que isso ocorra até o início da Copa do Mundo

“Será assinada uma ordem de serviço, um termo, para que o espelho d’água seja despoluído para que, até o ano que vem, possamos andar de barco e visitar os monumentos”, disse o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas Oliveira. A previsão é que até dezembro deste ano 95% do esgoto que cai na Lagoa da Pampulha esteja tratado. Uma estação com capacidade de bombear 24 milhões de litros de dejetos por dia foi inaugurada na Pampulha.

Inaugurado no ano de 1943, o complexo foi encomendado pelo então prefeito da capital, Juscelino Kubitschek. A obra contou com os trabalhos de decoração de Candido Portinari e Alfredo Ceschiatti, com o projeto paisagístico de Burle Marx e os traços de Oscar Niemeyer.

Assim como em outros bairros da cidade, a ocupação de parte da região é mais antiga que a própria cidade de Belo Horizonte. Na década de 1930, na gestão do prefeito Otacílio Negrão de Lima, começaram as obras de construção de uma barragem, formando uma represa que serviria de reservatório de água para a cidade.  Assim surgiu  a Lagoa da Pampulha, que foi inaugurada em 1938.

O Complexo Arquitetônico e Paisagístico da Pampulha recebe diariamente centenas de pessoas. É formado pelo Museu de Arte da Pampulha, antigo Edifício do Cassino, pela Casa do Baile, Igreja São Francisco de Assis e Fundação Zoobotânica, antigo Iate Golf Clube.

Além disso, os Correios lançam nesta quinta, às 15h, a Praça Dino Barbieri, o selo personalizado, alusivo à data comemorativa.

Revitalização
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o Museu de Arte receberá pintura interna e externa, restauração do piso em taco, limpeza dos revestimentos e o carpete do auditório será trocado. A Casa do Baile terá as esquadrias e o piso restaurados, a cobertura será impermeabilizada e os mármores, limpos. Os jardins de Burle Marx receberão uma intervenção para ter de volta suas características originais. A casa onde morou Juscelino Kubitschek, na orla da lagoa, vai funcionar um museu, a Casa Kubitschek.

A praça Dino Barbieri, em frente à igrejinha, vai abrigar o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), para a prestação de serviços de informação turística. A região receberá nova sinalização, com placas interpretativas em português, inglês e espanhol.

Já a orla, vai receber recapeamento em 18 quilômetros. Ainda segundo a prefeitura, o investimento total na recuperação da bacia hidrográfica e na requalificação da Pampulha será superior a R$ 425 milhões, sendo R$ 158,40 milhões provenientes do município, com apoio do governo federal, R$ 256 milhões do governo estadual, por meio da Copasa, e outros R$ 10,8 milhões em recursos próprios e parcerias firmadas pela prefeitura.

Publicado no site Globo.com

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