Exposição ‘Pelos Caminhos de Portugal’ é lançada no Acre

Abrindo o mês de Portugal no Acre foi inaugurada no dia 29 de maio a exposição ‘Pelos Caminhos de Portugal’, apresentada no Biblioteca da Floresta, em Rio Branco. A exposição tem como foco levar os visitantes a percorrerem os caminhos de Portugal, conhecendo as principais cidades e suas características.

A exposição é idealizada e coordenada pelo Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour e pelo empenho dos jornalistas Rose Farias e Manoel Souza.

No total, 11 famílias portuguesas que se estabeleceram no Acre, estão sendo homenageadas no evento cultural. O empresário Clodomir Lameira faz parte de uma das famílias que estão sendo homenageadas. Ele acredita que eles contribuíram para o desenvolvimento do estado.

“O primeiro carro de praça do Acre foi o meu, o primeiro ônibus também foi meu, em 1964. Eu levei 38 dias para sair de São Paulo e chegar ao Acre, o estado pra mim, é tudo”, afirmou.

O embaixador de Portugal no Brasil esteve na abertura do evento e disse que para ele, é um motivo de orgulho e prazer participar da inauguração. “O estado tem raízes portuguesas, para mim, tem um significado muito especial, porque a final de contas, é a presença de Portugal no Acre. Esse é um estado que têm raízes históricas muito profundas”, elogiou.

O curador da exposição no Acre, Manoel Souza se diz satisfeito com o resultado. “Nessa exposição quisemos mostrar Portugal como realmente é. A exposição foi feita em forma de um roteiro turístico de maneira que as pessoas viajam até lá como se estivessem em Portugal e depois talvez tenham vontade de ir até lá”, disse.

Português com família acreana
O empresário Arthur Maciel é português e chegou no Acre em 1975. Ele conta que veio por conta do desenvolvimento. “Quando eu resolvi vir para cá foi no tempo do desenvolvimento do estado, quando a pecuária estava no auge. Nós viemos aqui para ficar só uma temporada, mas ai a gente foi se adaptando e acabamos ficando”, disse.

O empresario conta que está no Acre há 34 anos e que construiu uma família de 14 pessoas. “Todo o resto da minha família mora lá em Portugal, eu formei outra família aqui”, acrescentou.

Ele diz que não pretende voltar para Portugal, só a passeio. “Considero o Acre e o Brasil a minha pátria”, finalizou.

G1.com

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