Iphan-MG realiza Fórum Internacional Indicações Geográficas, Patrimônio Cultural e os Queijos de Leite Cru

Entre os dias 04 e 06/06/2013 acontecerá o Fórum Internacional Indicações Geográficas, Patrimônio Cultural e os Queijos de Leite Cru, no ExpoMinas (Belo Horizonte), numa parceria entre o Instituto Mineiro de Agropecuária/IMA, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais/Seapa e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Minas Gerais (IPHAN-MG).

O evento está inserido no contexto do Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas, configurando-se como finalização de uma primeira etapa dos trabalhos desenvolvidos para a salvaguarda desse saber tradicional.

Em 13 de junho de 2008 o Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas, nas Regiões do Serro e das Serras da Canastra e do Salitre foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, registrado no Livro dos Saberes. Desde então, o IPHAN-MG promove encontros para formulação do seu Plano de Salvaguarda, e incentiva o levantamento das demandas dos detentores desse saber e o estabelecimento de parcerias com vistas à continuidade da existência do bem cultural registrado.

Nos anos de 2009 e 2010 foi realizada uma série de reuniões com produtores do queijo Minas artesanal, nas cidades de Medeiros, São Roque de Minas, Rio Paranaíba e Serro, quando foram levantados os principais problemas, desafios e demandas para a salvaguarda desse modo de fazer tradicional.  Em 2012 realizou-se, em âmbito nacional, o I Encontro sobre Produção Artesanal de queijo de leite cru no Brasil – Perspectivas de fortalecimento e valorização, promovido pelo Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, dando-se início à ampliação dessa discussão para todas as regiões do país nas quais essa tradição se mantém.

A partir de agosto de 2012, até o presente momento, foram realizadas, no âmbito do IPHAN-MG, Reuniões de Articulação gerais e regionais, com representantes de produtores do queijo Minas artesanal e de órgãos públicos e da sociedade civil, objetivando a disseminação das reflexões sobre a elaboração do Plano de Salvaguarda desse bem cultural registrado.  Durante essas Reuniões de Articulação levantou-se a necessidade de promoção de um encontro entre os diversos atores sociais mobilizados até o momento, com vistas à troca das reflexões já realizadas e à efetivação dos encaminhamentos necessários à sistematização e execução do referido Plano de Salvaguarda, viabilizando-se a organização das demandas e sugestões de ação levantadas, para elaboração do documento que nortearia o Plano e para composição de seu Comitê Gestor e de seu Conselho Consultivo.

Em 2013 foi proposta, pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (em parceria com o Ministério da Agricultura, do Agroalimentar e da Floresta da França), a realização de um evento para disseminação de reflexões e ações relativas ao instrumento das Indicações Geográficas em sua interface com a produção do queijo Minas artesanal.

Levando em consideração ser essa uma temática presente em grande parte das Reuniões de Articulação do Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas, bem como um dos eixos indicados pelo Dossiê Queijo Minas Artesanal como fundamentais à salvaguarda desse patrimônio brasileiro, propôs-se a extensão da temática do evento com vistas a abranger, também, as discussões relativas ao reconhecimento do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas como patrimônio cultural brasileiro e à elaboração de seu Plano de Salvaguarda. Sendo assim, estabeleceu-se parceria anteriormente citada, com o objetivo de viabilizar a realização do evento.

O Fórum Internacional Indicações Geográficas, Patrimônio Cultural e os Queijos de Leite Cru tem por objetivo geral a mobilização de produtores de queijo Minas artesanal, órgãos governamentais e instituições privadas com vistas à potencialização das reflexões sobre as interfaces existentes entre os instrumentos de Indicação Geográfica e de reconhecimento do patrimônio cultural no âmbito da produção dos queijos de leite cru no estado.

Como objetivos específicos, no que diz respeito especificamente ao campo do patrimônio cultural, temos:
–  Reunir representantes das três regiões – Serro, Serra do Salitre e Canastra – de produção do queijo Minas artesanal, reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro, bem como representantes de órgãos públicos e de entidades civis e pesquisadores envolvidos com a temática.
– Sistematizar as demandas e propostas ligadas à salvaguarda desse Modo de Fazer.
–  Elaborar o documento “Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas”.
–  Compor o Comitê Gestor e o Conselho Consultivo do Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas.

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