Pinturas rupestres são vandalizadas em São João Batista do Glória, MG

Pinturas rupestres estão sendo destruídas em São João Batista do Glória (Foto: Reprodução EPTV)

As pinturas rupestres desenhadas, provavelmente por nômades, há cerca de 11 mil anos estão sofrendo a ação de vândalos em São João Batista do Glória (MG). O local, conhecido como ‘Letreiro do Glória’, está em processo de tombamento no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas mesmo assim os monumentos arqueológicos não são respeitados.

A área fica em uma propriedade particular na Serra da Canastra e o local ainda está em processo de tombamento, o que deveria garantir proteção pela lei federal, mas que segundo a Polícia do Meio Ambiente, não é respeitada pelas pessoas que visitam o sítio arqueológico.

“Alguns turistas levam partes das pedras onde estão as pinturas rupestres. Eles vêm aqui e querem levar uma lembrancinha  e acabam depredando o espaço”, comenta o sargento Robert Souza Costa, da Polícia Ambiental de Passos (MG).

Sobre as pinturas rupestres
As pinturas rupestres, segundo pesquisadores, foram desenhadas na pedra de quartzito por nômades que provavelmente estavam de passagem pela região há milhares de anos. O vermelho e o rosa foram extraídos das frutas. Elas representavam as caçadas, mas hoje restam apenas 15% do ‘Letreiro do Glória’, como é conhecido. Em várias partes a pichação se mistura com as figuras.

Questionada sobre o vandalismo, a prefeita Aparecida Nilva dos Santos diz que tem consciência da importância das pinturas. “De imediato nada pode ser feito, nós abrimos um conselho, mas ainda derrapamos na falta de legislação para proteção das pinturas”, comentou.

Vale destacar que o artigo 165 da lei federal 3.924 prevê pena de detenção de seis meses a dois anos e multa para quem destruir ou mutilar monumentos arqueológicos, entretanto, o problema do vandalismo onde estão as pinturas é que não existe fiscalização no local.

fonte: G1 Minas Gerais

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