Paço Imperial recebe a maior mostra já dedicada aos trabalhos de Beatriz Milhazes

Após onze anos, Beatriz Milhazes volta a expor no Rio de Janeiro. No dia 29 de agosto será inaugurada no Paço Imperial, Centro Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), prédio histórico localizado no centro da cidade, a mais abrangente mostra panorâmica de sua produção, reunindo mais de 60 obras, entre pinturas, colagens e gravuras, além de um grande móbile concebido especialmente para o espaço.

Com patrocínio do Banco Itaú e da empresa norueguesa de energia Statoil, curadoria do crítico francês Frédéric Paul e realização da Base7 Projetos Culturais, a exposição Meu Bem apresentará um conjunto dos trabalhos mais marcantes da artista desde o final dos anos 1980, provenientes de diversas coleções públicas e particulares, do Brasil e do exterior. Após a temporada carioca, prevista para terminar em 27 de outubro, a mostra seguirá para o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, onde ficará de 21 de novembro de 2013 a 23 de fevereiro de 2014. Ainda no mês de novembro, a galeria paulistana Fortes Vilaça, que representa a artista, exibirá seus trabalhos mais recentes. Para 2014, está prevista a primeira mostra itinerante de Beatriz Milhazes por museus norte-americanos, tendo como ponto de partida o Pérez Art Museum Miami – PAMM, além dos lançamentos do catálogo raisonné de sua obra, em edição de luxo pela Taschen, e de um documentário sobre a sua trajetória dirigido por José Henrique Fonseca.

As últimas grandes exposições institucionais de Beatriz Milhazes no Brasil aconteceram em 2002 (CCBB-RJ) e 2008 (Pinacoteca do Estado – SP). Apesar de a artista ter continuado a expor sua produção recente em mostras esporádicas em sua galeria paulistana, intercalando-as com uma movimentada agenda internacional, Meu Bem é uma oportunidade única de rever obras históricas, conhecer os últimos desdobramentos de sua produção e identificar neste vasto conjunto alguns dos fios condutores, procedimentos e estratégias compositivas que a tornaram um dos grandes destaques da arte contemporânea no mundo neste início do século XXI. Ao longo dos últimos anos, ela participou de diversas bienais, como as de Veneza e de São Paulo, e realizou 30 individuais em onze países, com destaque para as da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) e da Fondation Cartier (Paris), além de dezenas de coletivas, entre elas a mostra The Encounters in the 21st Century: Polyphony – Emerging Resonances, no 21st Century Museum of Contemporary Art (Kanazawa, Japão).

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