Olhares do Brasil: Paraty RJ, por Lula Marques

Paraty é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localizado no litoral sul do estado, dista 258 quilômetros da capital, a cidade do Rio de Janeiro. Em 1667, teve sua emancipação política decretada após várias revoltas populares contra o centralismo que Angra dos Reis exercia sobre a cidade, em especial após a revolta liderada por Domingos Gonçalves de Abreu, tornando-se assim independente. Junto ao oceano, entre dois rios, Paraty está a uma altitude média de apenas cinco metros. Hoje, é o centro de um município com 930,7 km² com uma população de 39 965 habitantes (densidade demográfica: 35,6 h/km²). A cidade foi, durante o período colonial brasileiro (1530-1815), sede do mais importante porto exportador de ouro do Brasil.

O fotógrafo Lula Marques mostra nesse ensaio por Paraty, a beleza e os detalhes das sombras, que em muitas vezes passam despercebidas no nosso dia a dia.

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No seu aniversário cidade de Goiás/GO ganha duas obras restauradas

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entrega, neste sábado (25/7), quando se comemora o aniversário da Cidade de Goiás, o Museu de Arte Sacra e a Escola de Artes Plásticas Veiga Valle.

A primeira etapa da obra do Museu de Arte Sacra da Boa Morte estava em andamento desde novembro do ano passado. Os trabalhos no local foram feitos em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus ( Ibram) e com recursos de R$ 500 mil, advindos do Fundo Nacional de Cultura (FNC).

Entre os trabalhos executados no Museu de Arte Sacra estão ações emergenciais, como drenagem e reforços estruturais, e ainda, serviços essenciais, como revisão das instalações elétricas, substituição de reboco, recuperação das esquadrias e repintura. Foi contemplada também a elaboração do projeto executivo para a segunda etapa da obra de restauração, a ser realizada pelo Ibram.

A segunda obra entregue é a Escola de Artes Plásticas Veiga Valle, que reabre as portas após dez meses em obras de restauro e requalificação. O Iphan foi o responsável por conduzir os trabalhos, que contaram com recursos de R$ 1.385.682,99, repassados por meio do PAC Cidades Históricas.

Entre os serviços executados durante a obra estão o reordenamento das atividades de aula no bloco principal do edifício, a instalação da direção e copa no bloco que abrigava a cadeia, e a execução de um novo anexo, para receber as salas de música e de modelagem, além de adequadas instalações sanitárias. Novos espaços de permanência também foram propostos, melhorando a interligação da escola e resguardando sua integridade.

A escola é parte do conjunto tombado na cidade de Goiás e oferece diversos cursos, como desenho, escultura, pintura, gravura e história da arte, já tendo recebido entre seus professores alguns dos maiores nomes das artes plásticas em Goiás.

Ela é formada por edifícios do século XIX, com características da arquitetura vernácula de Goiás, e foi transformado em escola de artes em 1968.  As obras serão entregues no sábado (25) durante as comemorações do aniversário da cidade de Goiás e festa de Sant’Ana, sua padroeira. Na ocasião, o Estado de Goiás celebra a data com a transferência de sua Capital para a cidade.

Educação Patrimonial na Arqueologia é abordado em Festival de Inverno

O Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum de Artes 2015 iniciou na última quarta-feira, 8 de julho, em Minas Gerais, com o tema O que te afeta. Dentro da programação do evento, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizará o Seminário Educação Patrimonial na Arqueologia.

O evento, que acontece até o dia 19 de julho, tem o intuito de reafirmar a importância das manifestações culturais, do diálogo entre a população local e os visitantes, da troca promovida pela arte. Promovendo shows, exposições, oficinas, peças de teatro e de dança, mostras de cinema e atividades para as crianças.

Entre os dias 15 e 17 de julho, a Casa do Patrimônio de Ouro Preto oferecerá por meio de um ciclo de debates a reflexão sobre a prática da Educação Patrimonial nos processos de reconhecimento e valorização nas ações relacionadas à arqueologia e à preservação do patrimônio cultural.  As mesas do Seminário contarão com professores acadêmicos e representantes de instituições da sociedade civil, a fim de colocar em diálogo as diferentes perspectivas e explanar, sobretudo, o vínculo da atual política institucional sobre o tema.

Confira a programação:

15/07

Manhã:

Mesa 1 – Educação Patrimonial, Arqueologia e preservação do patrimônio cultural: uma construção.

Esta mesa tem por objetivo apresentar as diretrizes institucionais sobre a Educação Patrimonial bem como identificar suas relações com as ações do campo da Arqueologia e da preservação do patrimônio cultural.

– Sônia Regina Rampim Florêncio – CEDUC/DAF/Iphan

– Danilo Curado – CNA/DEPAM/Iphan

– Marcus Vinicius – DPI/Iphan

Tarde:

Mesa 2 – Educação Patrimonial na Arqueologia: trajetórias e possibilidades.

Esta mesa apresentará a trajetória da Educação Patrimonial na arqueologia bem como seus desdobramentos nas práticas atuais nos processos de licenciamento.

– Cilcair Andrade – Museu Nacional da UFRJ

– Márcia Arcuri – Departamento de Museologia EDTM UFOP

16/07

Manhã:

Mesa 3 – Educação Patrimonial na Arqueologia de Contrato.

Esta mesa abordará a Educação Patrimonial nos processos de reconhecimento, valorização e preservação do patrimônio cultural nos processos de licenciamento.

– Camila Moraes Wichers – UFG

– Carlúcio Baima – PEP MP – CNA/Iphan

Tarde:

Mesa 4 – Sociedade Civil e Educação Patrimonial na Arqueologia

O objetivo dessa Mesa é o de apresentar e refletir sobre práticas de Educação Patrimonial no âmbito de instituições da sociedade civil.

– Fabiana Pereira Barbosa – Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri

– Elizabete Buco  – FUMDHAM – PI e Ana Stela Negreiros – Iphan – PI

17/07

Manhã:

Mesa 5 – Educação Patrimonial nos currículos dos cursos de arqueologia.

Esta Mesa abordará a questão da inserção da Educação Patrimonial nos currículos dos cursos de arqueologia de forma a identificar as principais abordagens e necessidades das ações educativas durante a formação desses profissionais.

– Márcia Arcuri – UFOP

– Irislane Moraes – UFAP

A história do piso de caquinhos das casas paulistas

Pode algo quebrado valer mais que a peça inteira? Aparentemente não. Mas no Brasil já aconteceu isto, talvez pela primeira vez na história da humanidade. Vamos contar esse mistério.
Foi na década de 40 / 50 do século passado. Voltemos a esse tempo. A cidade de São Paulo era servida por duas indústrias cerâmicas principais. Um dos produtos dessas cerâmicas era um tipo de lajota cerâmica quadrada (algo como 20x20cm) composta por quatro quadrados iguais. Essas lajotas eram produzidas nas cores vermelha (a mais comum e mais barata), amarela e preta. Era usada para piso de residências de classe média ou comércio.

No processo industrial da época, sem maiores preocupações com qualidade, aconteciam muitas quebras e esse material quebrado sem interesse econômico era juntado e enterrado em grandes buracos.

Nessa época os chamados lotes operários na Grande São Paulo eram de 10x30m ou no mínimo 8 x 25m, ou seja, eram lotes com área para jardim e quintal, jardins e quintais revestidos até então com cimentado, com sua monótona cor cinza. Mas os operários não tinham dinheiro para comprar lajotas cerâmicas que eles mesmo produziam e com isso cimentar era a regra.

Certo dia, um dos empregados de uma das cerâmicas e que estava terminando sua casa não tinha dinheiro para comprar o cimento para cimentar todo o seu terreno e lembrou do refugo da fábrica, caminhões e caminhões por dia que levavam esse refugo para ser enterrado num terreno abandonado perto da fábrica. O empregado pediu que ele pudesse recolher parte do refugo e usar na pavimentação do terreno de sua nova casa. Claro que a cerâmica topou na hora e ainda deu o transporte de graça pois com o uso do refugo deixava de gastar dinheiro com a disposição.

Agora a história começa a mudar por uma coisa linda que se chama arte. A maior parte do refugo recebida pelo empregado era de cacos cerâmicos vermelhos mas havia cacos amarelos e pretos também. O operário ao assentar os cacos cerâmicos fez inserir aqui e ali cacos pretos e amarelos quebrando a monotonia do vermelho contínuo. É, a entrada da casa do simples operário ficou bonitinha e gerou comentários dos vizinhos também trabalhadores da fábrica. Ai o assunto pegou fogo e todos começaram a pedir caquinhos o que a cerâmica adorou pois parte, pequena é verdade, do seu refugo começou a ter uso e sua disposição ser menos onerosa.

Mas o belo é contagiante e a solução começou a virar moda em geral e até jornais noticiavam a nova mania paulistana. A classe média adotou a solução do caquinho cerâmico vermelho com inclusões pretas e amarelas. Como a procura começou a crescer a diretoria comercial de uma das cerâmicas descobriu ali uma fonte de renda e passou a vender, a preços módicos é claro pois refugo é refugo, os cacos cerâmicos. O preço do metro quadrado do caquinho cerâmico era da ordem de 30% do caco integro (caco de boa família).

Até aqui esta historieta é racional e lógica pois refugo é refugo e material principal é material principal. Mas não contaram isso para os paulistanos e a onda do caquinho cerâmico cresceu e cresceu e cresceu e , acreditem quem quiser, começou a faltar caquinho cerâmico que começou a ser tão valioso como a peça integra e impoluta. Ah o mercado com suas leis ilógicas mas implacáveis.

Aconteceu o inacreditável. Na falta de caco as peças inteiras começaram a ser quebradas pela própria cerâmica. E é claro que os caquinhos subiram de preço ou seja o metro quadrado do refugo era mais caro que o metro quadrado da peça inteira… A desculpa para o irracional (!) era o custo industrial da operação de quebra, embora ninguém tenha descontado desse custo a perda industrial que gerara o problema ou melhor que gerara a febre do caquinho cerâmico.

De um produto economicamente negativo passou a um produto sem valor comercial a um produto com algum valor comercial até ao refugo valer mais que o produto original de boa família…

A história termina nos anos sessenta com o surgimento dos prédios em condomínio e a classe média que usava esse caquinho foi para esses prédios e a classe mais simples ou passou a ter lotes menores (4 x15m) ou foram morar em favelas.

São histórias da vida que precisam ser contadas para no mínimo se dizer:
– A arte cria o belo, e o marketing tenta explicar o mistério da peça quebrada valer mais que a peça inteira

fonte:  Biblioteca da Fau/USP

Centro Histórico-Cultural da Santa Casa de Porto Alegre promove I Encontro de Educação para o Patrimônio

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A preservação do patrimônio cultural está associada à cidadania e é fundamento para a mudança social. Essa consciência vem crescendo e se difundindo no meio acadêmico, e em espaços culturais, com resultados positivos.

O CHC vem intensificando seu trabalho na aplicação e difusão da Educação Patrimonial, visando sensibilizar a comunidade interna e os visitantes para a importância do passado, como um direito do cidadão.

Com essa perspectiva, o CHC realizará nos dias 17 e 18 de julho próximo o I Encontro de Educação para o Patrimônio, no Teatro do CHC.

O evento visa oportunizar a troca de ações e práticas educativas patrimoniais desenvolvidas por cursos de História, Pedagogia, Museologia e Arquivologia de Instituições de Ensino Superior (IES) do Rio Grande do Sul. Professores, acadêmicos, profissionais de equipamentos culturais e interessados por preservar bens do passado são o público alvo do Encontro.

Além das apresentações e debates sobre as ações educativas implementadas pelas IES, duas conferências serão proferidas por especialistas da área, convidados de outros estados brasileiros. Haverá a oportunidade para acadêmicos exporem através de pôsteres, os resultados de suas práticas de Educação Patrimonial.

Confira programação completa

MP de Rondônia promove I Seminário de Patrimônio Histórico e Cultural

00000-seminarioO Ministério Público de Rondônia promoverá, nos dias 25 e 26 de junho, o I Seminário de Patrimônio Histórico e Cultural, a ser realizado no auditório da Instituição, em Porto Velho. O evento, que terá como propósito central a discussão sobre a defesa, manutenção e restauração desses bens no Estado, será destinado a Membros do MPRO, profissionais e acadêmicos ligados ao tema, além da sociedade em geral.

Sob a organização do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, Urbanismo, Patrimônio Histórico e Cultural (CAOP-MA), o seminário tem como parceiros o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF/MPRO), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Fecomércio e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo.

Em dois dias de trabalho, a programação será composta por palestras como o ‘Processo de Tombamento e Atribuições do Iphan’, a ser ministrada pela superintendente do Iphan em Rondônia, Mônica Castro de Oliveira; a ‘Restauração da Câmara de Vereadores no Município de Porto Velho’, pelo professor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Marcos Antônio Domingues Teixeira; a ‘Introdução ao Patrimônio Histórico’ e a ‘Restauração do Forte Príncipe da Beira’, ambas a serem apresentadas pelo arquiteto do Iphan, Giovani Barcelos e, finalizando o evento, a Restauração da Fachadas dos Prédios da Av. 7 de Setembro, em Porto Velho, tema que será abordado pelos arquitetos Vann Oliveira e Vanessa Carvalho.

Durante o seminário, também será feita uma análise sobre a ‘Atuação do Ministério Público em Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural’, a ser conduzida pelo Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Maranhão, Luis Fernando Cabral Barreto.

O seminário é aberto a sociedade em geral, acadêmicos de Arqueologia, História, Geografia, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia e classe empresarial.

Olhares do Brasil: Lençóis Maranhenses, por Rafael Neddermeyer

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Deu no JB : Movimento reúne moradores da Baixada para recuperar patrimônio histórico do Brasil

Um dos mais valiosos patrimônios históricos do Brasil se encontra em estado de calamidade na Baixada Fluminense: a Fazenda São Bernardino, construída em 1875 pelo português Bernardino José de Souza e Melo.

Localizada na Estrada Zumbi dos Palmares, em Tinguá, em Nova Iguaçu, as ruínas perderam bastante a identidade do tempo do império com um incêndio e também com atos constantes de vandalismo: pichações, muito lixo espalhado, matagal, e as paredes e pisos singulares foram arrancados.

Um grupo ligado às causas socioambientais – Quem Ama Cuida – mobilizou os moradores da região para realizar um mutirão neste domingo (21/6), a partir das 9 h, visando recuperar o patrimônio histórico.

Leia Matéria completa no JB

Iguape : Prédio do Correio Velho em 2 tempos

As fotos mostram dois momentos do Correio Velho, em Iguape. A primeira foto é de 2006 e a foto debaixo é atual, de 2015, com o restauro já quase concluído.

Situado na praça Praça Engenheiro Greenhalgh s/nº, é um prédio importantíssimo para a história de Iguape/SP que está, com seu restauro,  ganhando um visual belíssimo e um interior modernizado, fruto de convênio entre Iphan e Prefeitura de Iguape.

fonte : patrimoniovaledoribeira.org

Olhares do Brasil: Pirenópolis (GO), por Rafael Neddermeyer

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A história de Pirenópolis é uma das mais relevantes do Estado de Goiás. A cidade foi fundada como um pequeno arraial em 1727. Na segunda metade do século XVIII, o crescimento de Pirenópolis ficou paralisado.

Apesar das mudanças das rotas comerciais da região a partir de 1850, o crescimento do centro urbano vai até o fim do século XIX, quando a cidade passou por um período de estabilidade econômica e cultural.do devido à crise da exploração do ouro.

Em 1800 acontece uma retomada da economia, alavancada pela agricultura (principalmente algodão), pecuária e comércio.Nos últimos anos o turismo em Pirenópolis ganhou importância, incrementando a economia local.

Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1989, Pirenópolis está localizada há poucos quilômetros da cidade de Brasília (DF), no estado de Goiás.

A cidade possui curiosidades históricas e culturais e, ao mesmo tempo, locais para práticas de ecoturismo e esportes de aventuras.

Suas simpáticas ruas são preenchidas por casarões, prédios e igrejas em estilo barroco. Estas tradições culturais estimularam o desenvolvimento de um original artesanato local, em que se destacam a fabricação de joias de prata e móveis de madeira.

Há ainda o trabalho da fiação de colchas e cortinas e a criação de objetos em barro e pedra.

Morre Apolônio Melônio, referência do bumba meu boi no Maranhão

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Foto: Site Boi da Floresta

Mestre Apolônio Melônio, de 96 anos, fundador do Boi da Floresta, um dos mais tradicionais do sotaque da baixada, morreu por volta das 21h desta terça-feira (2). Deacordo com familiares, a causa da morte foi insuficiência renal. Ele morreu após passar 14 dias internado a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Alta Complexidade Dr. Carlos Macieira, no Calhau, em São Luís. Ele foi internado no dia 20 apresentando quadro clínico de infecção urinaria e insuficiência respiratória grave.

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Centro Lúcio Costa seleciona 10 projetos de pesquisa de até R$ 24.000,00

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por intermédio do Centro Regional de Formação em Gestão do Patrimônio – Centro Lucio Costa (CLC) -, Centro de Categoria II sob os auspícios da UNESCO, sediado no Rio de Janeiro, lançou duas chamadas públicas voltadas a artigo e pesquisa.

Serão selecionadas propostas de artigos relacionados às estratégias de valoração de bens culturais nos países de línguas portuguesa e espanhola da América do Sul e de língua portuguesa da África e Ásia, com o objetivo de refletir sobre as apropriações dos valores universais do Patrimônio. As propostas podem ter como recorte tanto a Região como um ou mais países que a compõem, priorizando-se como área temática a Subrepresentatividade dos bens culturais como Patrimônio da Humanidade.

O CLC selecionará até 10 (dez) propostas de artigo, no valor individual total de R$ 5.000,00, buscando contemplar o conjunto dos países da Região e a adequação das propostas aos objetivos e temáticas da Chamada. Clique aqui e saiba mais.

No caso da pesquisa, serão selecionados projetos referentes a preservação e gestão do patrimônio cultural, que analisem ações e políticas realizadas por diferentes setores da sociedade de cada país (de caráter público ou privado), conforme as perspectivas cultural e histórica, nos países de línguas portuguesa e espanhola da América do Sul e de língua portuguesa da África e Ásia, tendo como áreas temáticas prioritárias as Práticas de gestão do Patrimônio da Humanidade e Panorama comparativo de políticas públicas e gestão participativa do Patrimônio da Humanidade entre dois ou mais países da Região.

O CLC selecionará até 10 (dez) projetos de pesquisa, no valor individual total de R$ 24.000,00, buscando contemplar o conjunto dos países da Região e a adequação das propostas aos objetivos e temáticas da Chamada. Saiba mais clicando aqui.

Novo site do IPHAN reúne informações sobre o Patrimônio Mundial no Brasil

Sem título-1O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) disponibilizou em seu novo portal  a relação completa dos bens brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Estão elencados os monumentos culturais e naturais e também o patrimônio intangível. Para visualizar o material basta acessar o site do IPHAN (www.iphan.gov.br) na aba Patrimônio Cultural >> Patrimônio Mundial. A iniciativa faz parte do projeto de revisão dos conteúdos da página eletrônica.

Já estão disponíveis para consulta pública as atas das reuniões do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. É um acervo rico com registros das deliberações e considerações de pensadores e intelectuais como Manuel Bandeira, Edgar Roquete Pinto, Afonso Arinos de Melo Franco, Silva Telles, Paulo Santos, entre outros, que atuaram como conselheiros do Patrimônio Cultural. O material inclui as atas desde a sessão inaugural, em 1938, realizada no gabinete do então ministro da Educação e da Saúde, Gustavo Capanema, quando passou ao diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rodrigo Melo Franco de Andrade, a presidência do Conselho Consultivo.

Dentro do processo de revisão dos conteúdos do site do IPHAN estão previstas, entre outras, as inclusões da bibliografia geral do patrimônio cultural; de um banco de teses e dissertações; de uma seção para artigos e ensaios; e da livraria eletrônica do IPHAN.

Congonhas/MG comemora 30 anos do título de Patrimônio Mundial da Unesco

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Foto: Welerson Athaydes

A cidade histórica de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, sedia a partir do dia 17 de maio uma vasta programação cultural, em comemoração aos 30 anos do título de “Patrimônio Mundial”, conferido em 1985, pela UNESCO, ao Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

O secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, estará presente na solenidade de abertura das comemorações no espaço cultural da Romaria, com o tradicional Festival da Quitanda que, nesta edição, destaca o “Patrimônio dos Sabores”, representado pelo resgate das receitas de quitandas da culinária mineira.

O conjunto histórico de Congonhas, construído na segunda metade do século 18, é singular por reunir, em um só lugar, uma Igreja em estilo rococó, além da obra-prima de Aleijadinho: os 12 profetas e as 64 estátuas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo.

Organizadas pela Prefeitura Municipal, as atividades acontecem até 6 de dezembro – data oficial do anúncio do título –, com a cooperação  da UNESCO e apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Exposições, palestras, debates, festivais, inaugurações de espaços culturais, ações de reconceituação do sítio histórico e programas de educação patrimonial integram a agenda festiva ao longo do ano.

Um dos pontos altos da comemoração dos 30 anos do título de Patrimônio Mundial será a inauguração da nova sinalização interpretativa do sítio histórico em frente ao Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

Iphan elabora projeto de restauração da Casa de Chico Mendes em Xapuri/AC

Casa obedece a um sistema construtivo tradicional da região (Foto: José Aguilera)

A enchente do Rio Acre, em abril, deixou danos por toda a cidade de Xapuri (AC). Um dos pontos atingidos foi a casa do líder seringueiro Chico Mendes, que ficou parcialmente submersa pelas águas. Para restaurar o bem tombado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai elaborar um projeto voltado para requalificação urbanística e ambiental para as margens do córrego na área de entorno da casa.

O objetivo da ação é garantir à área boas condições de segurança, saneamento, salubridade e conforto ambiental. Para isso, será preciso realizar a estabilização do solo, em processo gradual de escorregamento nos fundos do imóvel, o condicionamento correto das águas de superfície e subterrâneas e a elaboração de projeto paisagístico.
Por se tratar de um bem tombado, o Projeto de Conservação e Restauração já existente na Casa será revisto e, com sua conclusão, a expectativa é que o Iphan possa viabilizar as obras no segundo semestre deste ano.

O acervo da Casa de Chico Mendes, que também é tombado, foi retirado do imóvel antes da cheia. A Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansur do Estado do Acre, que realizou a ação, mantém o acervo sob seus cuidados. Os profissionais receberão orientações de técnicos especialistas do Iphan para tratar das questões referentes à conservação do acervo e para a realização do inventário de bens móveis da Casa de Chico Mendes.

A Casa de Chico Mendes fica no centro de Xapuri, município do Acre. Foi lá que o líder sindical e seringueiro Francisco Alves Mendes Filho passou os últimos dois anos da sua vida, dedicada ao seringalismo, ao movimento de resistência dos trabalhadores locais e à luta contra a devastação da Amazônia. Foi nesta casa, onde hoje funciona uma sala de memória em sua homenagem, que ele morreu assassinado há 20 anos, na noite de 22 de dezembro de 1988, após ter escapado de sucessivos atentados.

O pedido de tombamento da casa foi entregue em 2007 ao Iphan por Elenira Mendes, filha do seringueiro e presidente do Instituto Chico Mendes, em conjunto com o Comitê Chico Mendes, representativo de mais de vinte instituições, entre elas o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular (CDHEP), o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) e a União das Nações Indígenas do Acre e Sul do Amazonas (UNI).

A casa de Chico Mendes é um imóvel simples, que obedece a um sistema construtivo tradicional da região, ainda de uso frequente. A casa cabocla em madeira coberta de telha de barro possui apenas quatro metros de largura e pode ser edificada em menos de uma semana. Todo composto de tábuas verticais, inclusive as portas e janelas, o imóvel possui telhado em formato de V, de telha francesa.

A necessidade de proteção dessa singela construção de madeira, pintada de azul turquesa, surgiu a partir de 2005, devido a uma descaracterização do bosque que compõe a paisagem da casa, com a derrubada de algumas árvores e uma invasão urbana. O parecer de tombamento faz alusão à Constituição Federal, que, em seu artigo 216, define que “constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”.

“A Casa de Chico Mendes é, sem sombra de dúvida, uma casa histórica, porque remete simbolicamente à memória de uma pessoa importante que se notabilizou pela sua ação incansável em prol dos trabalhadores rurais, índios e seringueiros e pelas suas ideias preservacionistas que encontraram acolhida no mundo inteiro”, destaca José Aguilera, arquiteto do Iphan que apreciou o processo de tombamento.

Iphan abre seleção de 48 vagas de arqueologia com salário de R$ 8.300,00

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu processo de seleção para contratação por tempo determinado de profissionais de nível superior para atividades técnicas especializadas.

Serão 48 vagas em área de atuação de nível superior de arqueologia. A contratação será por um ano, prorrogáveis por até quatro anos, a critério do Iphan.

O Processo Seletivo Simplificado será realizado em uma etapa, composta por duas fases. A seleção implicará em prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, avaliação curricular, de caráter classificatório.

As provas serão aplicadas em Manaus (AM), Belém (PA), Teresina (PI), Natal (RN), Recife (PE), Aracaju (SE), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Brasília (DF) e Cuiabá (MT).

As vagas são para diversas capitais em todo o país, a carga horária será de 40 horas semanais e o valor do salário será de R$ 8.300,00 (oito mil e trezentos reais).

Edital disponível em:http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp…

Biblioteca Nacional e IMS lançam portal de fotos históricas

IMSA Fundação Biblioteca Nacional (FBN), órgão vinculado ao MinC, e o Instituto Moreira Salles (IMS) lançam nesta sexta-feira (17/4), às 11h, no auditório da FBN, o Portal Brasiliana Fotográfica.
Com o objetivo de contribuir para a preservação do patrimônio fotográfico digital brasileiro, o portal contará com mais de 2 mil fotos históricas do século XIX e das duas primeiras décadas do século XX.
Segundo o presidente da FBN, Renato Lessa, o portal tem o objetivo de ser um espaço para preservação do acervo, ao mesmo tempo em que pretende fomentar a discussão sobre o uso desse tipo de fonte primária para pesquisa. “A Biblioteca Nacional já possui parte de seu acervo digitalizado, mas com esse projeto pretendemos aumentar o alcance de nossas obras”, destaca.
Durante o evento de lançamento, o presidente da FBN e o superintendente executivo do IMS, Flávio Pinheiro, assinarão o Acordo de Cooperação Técnica que dará início ao projeto. A princípio, estarão disponíveis fotos da Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, mas outras instituições – do Brasil e do exterior, públicas ou privadas – poderão aderir ao portal.
A maior parte das fotos mostra paisagens urbanas e rurais, ruas, praças e edificações em geral, de Norte a Sul do país, mas a sociedade brasileira também marca presença a partir dos retratos de índios, da família imperial e de moradores da cidade e do campo. Os curadores do projeto são Joaquim Marçal, da FBN, e Sergio Burgi, do IMS.
Acervo
As fotos da Coleção D. Thereza Christina Maria, colecionadas por D. Pedro II, estão entre os destaques do portal, além de um conjunto de retratos da família imperial, feitos por Joaquim Insley Pacheco. O professor de fotografia da princesa Isabel, Revert Henry Klumb, também está representado com a série completa de estereogramas (fotografia estereoscópica, 3D) com imagens gerais da cidade do Rio de Janeiro e do palácio imperial de Petrópolis.
Segundo o curador da Biblioteca Nacional, a coleção também possui “retratos médicos que parecem ter sido feitos para um ortopedista” e fotos das vítimas da seca do Ceará de 1877-1878 tiradas por José do Patrocínio e usadas em uma reportagem de 1888, no jornal O Besouro.  “A partir do portal é possível entrar no túnel do tempo e conhecer um pouco mais a história do Brasil”, destaca.
Uma vez cadastrados no portal, os usuários poderão selecionar suas fotos preferidas e compartilhá-las em redes sociais. A cada semana, novas galerias de imagens serão destacadas e os curadores do portal desenvolverão comentários e reflexões sobre as fotografias escolhidas.
As fotos foram digitalizadas em alta resolução e poderão ser vistas com uma ferramenta de zoom. A consulta gratuita estará disponível por tema, período ou autoria e poderá ser feita pelo endereço eletrônico http://brasilianafotografica.bn.br.
Serviço:
Lançamento do portal Brasiliana Fotográfica
Data: 17 de abril
Horário: 11h
Local: auditório da Biblioteca Nacional, Rua México, s/n (acesso pelo jardim), Centro, Rio de Janeiro

Prazo das inscrições para o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade é prorrogado

premio-rodrigo-meloAté o próximo dia 15 de maio, estão abertas as inscrições para a 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concurso de carater nacional promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que mereçam registro, divulgação e reconhecimento público em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar.

Serão selecionados oito trabalhos representativos, divididos em duas grandes categorias:

Categoria I – Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação e salvaguarda, envolvendo identificação, reconhecimento e salvaguarda; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro.

Categoria II – Iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

O edital divulgado no  Diário Oficial da União tem premiação no valor de R$ 30 mil como estímulo e forma de reconhecimento aos projetos selecionados.

Para outras informações entrar em contato com Departamento de Articulação e Fomento (DAF/Iphan) pelo e-mail premio.prmfa@iphan.gov.br ou telefones (61) 2024-5462 / 2024-5465.

Acesse abaixo edital e anexos da 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Edital PRMFA 2015

Anexo 1 – Ficha de inscrição
Anexo 2 – Resumo da ação
Anexo 3 – Mudança de categoria

Seis bens culturais brasileiros estão na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial da Unesco

iphaMais seis bens culturais foram incluídos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na Lista Indicativa brasileira do Patrimônio Mundial, em 2015. Poderão ser futuramente apresentados ao Comitê do Patrimônio Mundial, os Geoglifos do Acre (AC), Teatros da Amazônia (AM, PA), Itacoatiaras do Rio Ingá (PB), Barragem do Cedro nos Monólitos de Quixadá (CE), Sítio Roberto Burle Marx (RJ) e o Conjunto de Fortificações do Brasil (AP, AM, RO, MS, SP, SC, RJ, BA, PE, RN) para serem avaliados e receberem o título de Patrimônio Mundial.

Na última atualização da Unesco, em 2014, três bens culturais brasileiros haviam sido incluídos na Lista, juntamente com outros 18 bens naturais e culturais: Cais do Valongo (Rio de Janeiro/RJ), a Vila Ferroviária de Paranapiacaba (Santo André/SP) e o Ver-o-Peso (Belém/PA). Agora a Lista Indicativa brasileira consta de 24 bens no total.

A Lista é composta pela indicação de bens culturais, naturais e mistos, apresentados pelos países que ratificaram a Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco. Essa iniciativa pode ensejar a participação de gestores de sítios, autoridades locais e regionais, comunidades locais, ONGs e outros interessados na preservação do patrimônio cultural e natural do país.

Novos bens culturais brasileiros inscritos na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial

Geoglifos do Acre (Acre): trata-se de estruturas de terra escavadas no solo e formadas por valetas e muretas que representam figuras geométricas de diferentes formas. Foram encontrados na região sudoeste da Amazônia ocidental, mais predominantemente na porção leste do estado do Acre, estando localizados em áreas de interflúvios, nascentes de igarapés e várzeas. As pesquisas arqueológicas nestas áreas, ainda que esparsas, dão conta de informações importantes sobre o manejo da paisagem amazônica por grupos indígenas que habitaram a região entre, aproximadamente, 200 AC – AD 1300, e sugerem um novo paradigma sobre o modelo de ocupação da Amazônia por densas sociedades pré-coloniais.

Teatros da Amazônia (Amazonas e Pará): construídos em finais do século XIX, os Teatros Amazonas e da Paz, localizados na região amazônica brasileira, respectivamente nas cidades de Manaus e Belém, são expressivos monumentos implantados nos dois maiores centros urbanos da região, como símbolos do apogeu econômico alcançado e representado por um modelo de civilidade europeizada, então reproduzido nos trópicos em função do auge do Ciclo da Borracha na América do Sul.

Itacoatiaras do Rio Ingá (Paraíba): localiza-se na zona rural do Município de Ingá, cerca de 105 km de distância da cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba. As primeiras manifestações de arte rupestre na Região Nordeste do Brasil surgiram antes de 10.000 A.C. e, apesar dos escassos estudos sobre estas populações pré-históricas, constata-se a produção de uma arte expressiva de gravura rupestre com elevada capacidade técnica. O sítio das Itacoatiaras do Rio Ingá congrega o mais representativo conjunto conhecido desse tipo de gravura no Brasil, que se notabiliza pelo uso quase exclusivo de representações não figurativas na composição de grandes painéis de arte rupestre, exprimindo o gênio criativo de um grupo humano que se apropriou de padrões estéticos abstratos como forma de expressão, e possivelmente, de conceitos simbólico-religiosos, diferentemente de outras culturas que, em sua maioria, utilizaram-se de representações antropomórficas e zoomórficas.

Barragem do Cedro nos Monólitos de Quixadá (Ceará): a Barragem do Cedro, com sua parede em arco de alvenaria de pedra, foi a primeira grande obra hidráulica moderna do continente sul-americano e uma das pioneiras obras do seu tipo e do seu porte no mundo. Para além de sua funcionalidade de represamento d’água para irrigação, sua implantação, seu desenho e seu esmero de execução resultaram numa paisagem de beleza ímpar, combinando arrojo e elegância, monumentalidade e singeleza, numa simbiose entre o engenho humano e a obra da natureza existente no local, formado por monólitos que dão uma característica singular ao local.

Sítio Roberto Burle Marx – SRBM (Rio de Janeiro): compreendido como obra de arte, o SRBM espelha de forma notável a cultura, a energia criadora e a preocupação científica de Roberto Burle Marx, cuja obra, ao produzir o conceito moderno de jardim tropical, constituiu um paradigma especial no âmbito do movimento modernista brasileiro. Trata-se de um referencial de paisagem construída, um testemunho vivo da mudança do conceito europeu de jardim com rigor formal da composição geometrizada para o conceito de modernidade do jardim tropical, como uma forma de manifestação artística.

Conjunto de Fortificações do Brasil (AP, AM, RO, MS, SP, SC, RJ, BA, PE, RN): o conjunto de fortificações do Brasil apresenta-se como um testemunho material único de um contato produzido entre diferentes culturas do Velho e do Novo Mundo. As fortificações, edificadas em resposta a esses contatos, marcam o sucesso de uma fórmula singular de ocupação do território, onde os moradores do Brasil tiveram um papel mais fundamental do que a ação dos governos das metrópoles do Velho Mundo, ao contrário do que ocorreu em outras colônias europeias no resto do mundo. As construções feitas com o objetivo de garantir a posse e a segurança dos novos territórios formam um conjunto sem semelhança a outros sistemas fortificados edificados no mesmo período em outros lugares do mundo, tendo um importante papel na ocupação territorial da América do Sul. Abrange a Fortaleza de São José, em Macapá (AP); o Forte Coimbra, em Corumbá (MS); Forte de Príncipe da Beira, em Costa Marques (RO); a Fortaleza dos Reis Magos, em Natal (RN); o Forte de Santa Catarina, em Cabedelo (PB); o Forte de Santa Cruz (Forte Orange), em Itamaracá (PE); o Forte São João Batista do Brum, no Recife (PE); o Forte São Tiago das Cinco Pontas, no Recife (PE); o Forte de Santo Antônio da Barra, em Salvador (BA); o Forte São Diogo, em Salvador (BA); o Forte São Marcelo, em Salvador (BA); o Forte de Santa Maria, em Salvador (BA); o Forte de N. S. de Montserrat, em Salvador (BA); a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói (RJ); a Fortaleza de São João, no Rio de Janeiro (RJ); a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, em Guarujá (SP); o Forte São João, em Bertioga (SP); a Fortaleza de Santa Cruz de Anhantomirim, em Governador Celso Ramos (SC); e o Forte de Santo Antônio de Ratones, em Florianópolis (SC).

Cemitério medieval é descoberto sob Universidade de Cambridge

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Fotos: Universidade – Cambridge

Arqueólogos disseram ter encontrado, enterrado sob a Universidade de Cambridge, um dos maiores cemitérios medievais hospitalares da Inglaterra.Mais de 400 esqueletos completos foram encontrados, com partes de cerca de mil corpos, embaixo do prédio de uma das faculdades de Cambridge, o St John’s College.O cemitério foi localizado entre 2010 e 2012, mas imagens dos esqueletos só foram divulgadas agora.

 

Dica de culinária caiçara para a Semana Santa : Tainha na folha de bananeira

Tainha na folha da bananeira.
Ingredientes.
1 tainha de 1kg a 1,5Kg, limpa e aberta.
1 limão amarelo (limão do sítio)
sal
Uma folha da bananeira passada no bico do gás.
1 cebola média
Cheiro verde a gosto.
De 8 a 10 folhas de alfavaca.
1 xícara de camarão sete barbas ou pitú.
1 pimentão pequeno.
2 dentes de alho.
1 pimenta sem as sementes.
2 xícaras de farinha de mandioca
Barbante.
Palitos de dente.
Modo de fazer.
Temperar a tainha depois de limpa com o suco do limão e sal a gosto e deixar ao lado para descansar.
Levar numa frigideira um pouco de óleo, a cebola,o tomate, o alho, o pimentão, o cheiro verde e a alfavaca todos picadinhos e temperar com sal.
Quando o refogado já estiver consistente colocar o camarão e refogar junto por mais uns 5 minutos ( camarão não se cozinha muito).
Adicionar a farinha para fazer uma farofa meio molhada, provar o sal e colocar a pimenta sem sementes e bem picadinha,
Farofa feita, pegar a tainha e com uma colher vá recheando a barriga dela.
Feita esta etapa vamos pegar os palitos de dente e espetá-los em suas laterais e tecer o barbante para fechar.
Colar um bom pedaço da folha da bananeira numa assadeira e embrulhá-la.
Após levar ao forno médio entre 30 a 40 minutos.
Desembrulhar e servir com um arroz branco e salada.

fotos: Myrian Teresa/Divulgação

fonte: Casa do Patrimônio Vale do Ribeira

Proext 2016 abre inscrições

Estão abertas as inscrições para o edital ProExt – 2016. O objetivo do Programa é apoiar as instituições públicas de ensino superior (universidades públicas, institutos federais, centros de educação tecnológica e universidades comunitárias), em ações de extensão universitária que contribuam para a implementação de políticas públicas, com especial enfoque nas políticas sociais. O Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan) tem participação no edital desde 2009, dentro da linha temática de Preservação do Patrimônio Cultural.

As propostas de extensão universitária deverão ter um cronograma de execução, de no mínimo 18 e máximo de 24 meses. Os projetos selecionados poderão receber até R$ 100 mil reais e, para os inscritos na modalidade Programa, a quantia é de até R$ 300 mil reais, para o desenvolvimento das atividades.

As inscrições das propostas deverão ser férias pelos coordenadores e enviadas para a avaliação das Pró-Reitorias de Extensão ou equivalentes, via sistema de informação, no endereço:http://www.sisproext.mec.gov.br.

Edital
Anexo I
Anexo II

Cronograma:
Lançamento do Edital  (16/03/2015)
Credenciamento das IES no sistema (27/03/2015 até 28/04/2014)
Aprovação pelas Pró-Reitorias de Extensão e encaminhamento ao MEC das propostas (30/04/2015)
Avaliação ad hoc das propostas (04/05/2015 à 22/05/2015)
Avaliação pelo CTM (25/05/2015 à 29/05/2015)
Divulgação da classificação provisória no sítio do MEC (09/06/2014)
Interposição de recursos (10/06/2015 à 13/06/2014)
Avaliação dos recursos pelo CTM (15/06/2015 à 26/06/2015)
Divulgação da classificação final ( até 06/07/2015)

Mais informações no site do MEC

Igreja do Bacanga e Sobrado dos Belfort são restaurados em São Luis/MA

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Tombada pelo Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico do Maranhão, órgão da Secretaria de Estado da Cultura, em 1987, a Igreja de São Joaquim do Bacanga data do século XVII, quando os jesuítas fundaram na localidade um aldeamento para catequese dos índios. Com a criação da Freguesia de São Joaquim do Bacanga, foi reconstruída em 1848, durante as obras do futuro Canal do Arapapaí.
A Vila Maranhão é uma comunidade rural muito antiga, que mantém, por meio da tradição, uma relação afetiva muito forte com a sua igreja matriz. Em 2013, a Superintendência do Iphan no estado recebeu os representantes da comunidade, que entregaram um abaixo-assinado solicitando o apoio da instituição para as obras de restauração da igreja.
Apesar do tombamento ser estadual, o Iphan, por meio de uma compensação ambiental na área da Vila Maranhão, pôde destinar recursos de dano ambiental causado ao patrimônio arqueológico para a restauração de um bem cultural de grande importância para a comunidade impactada. A obra foi realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura.
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Igreja de São Joaquim do Bacanga, na Vila Maranhão, zona rural de São Luís. (Fotos: Gabriela Sobral)

O Sobrado dos Belfort, prédio tradicional do centro histórico de São Luís, no Maranhão, está de cara nova. Erguido em 1756 pelo empresário irlandês Lourenço Belfort, o sobrado teve a fachada de azulejos totalmente restaurada com recursos do PAC Cidades Históricas. A entrega da obra, na qual foram investidos R$ 572,5 mil, foi feita na manhã desta quinta-feira (26) pela presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado.
O evento faz parte da Caravana da Cultura, projeto lançado pelo Ministério da Cultura com o objetivo de estreitar relações e conhecer in loco as principais demandas de artistas, gestores, produtores e fazedores de cultura do Brasil.
26.3 belfort 2Localizado na esquina do Beco do Quebra Costa com o Largo do Carmo, este sobrado de três pavimentos e mirante foi erguido por Belfort durante o governo de Melo e Póvoas, sobrinho do Marques de Pombal, para servir de moradia a sua família. No térreo, o empresário instalou uma das mais importantes casas comerciais da província do Maranhão no século XVIII.
Homem de notável atividade, proprietário e fundador da Fazenda Kylrue, localizada às margens do rio Itapecuru, Lourenço Belfort ocupou cargos importantes na então província: almotacel (fiscal de pesos e medidas), em 1744, 1750 e 1754; vereador, em 1753; e juiz de fora interino, em 1759. Belfort também exerceu altas funções militares, obtendo o posto de mestre de campo, para o qual foi nomeado em agosto de 1768.
Belfort foi o precursor da criação do bicho da seda no Maranhão, dedicando-se também, em larga escala, à cultura de arroz, anil e algodão durante os anos de atuação da Companhia do Grão Pará e Maranhão. Empresário arrojado, amigo do Marques de Pombal e do seu sobrinho governador da Província do Maranhão, instalou, ainda, a primeira fábrica de couros atanados no estado.
No século XIX, o Sobrado dos Belfort passou para o Barão de Coroatá, que em seguida o vendeu ao jornalista Vitor Lobato. O prédio, então, passou a sediar a redação do jornal Maranhense A Pacotilha. No século XX, foi adaptado para a instalação do Hotel Ribamar e, depois, a propriedade passou para a Santa Casa de Misericórdia.
O Iphan recuperou toda a parte estrutural do edifício em 2004 e, agora, em função da requalificação urbanística da Praça João Lisboa e do Largo do Carmo, dos quais o sobrado é um dos principais destaques, realizou a restauração da sua imponente fachada de azulejos.

O Sobrado dos Belfort, prédio tradicional do centro histórico de São Luís, no Maranhão, está de cara nova. (Fotos: Gabriela Sobral)

O Sobrado dos Belfort, prédio tradicional do centro histórico de São Luís, no Maranhão, está de cara nova. (Fotos: Gabriela Sobral)