Rondônia ganha centro de arqueologia; acervo é de mais de 500 mil peças descobertas em 700 sítios arqueológicos

As mais de 500 mil peças arqueológicas descobertas em Rondônia vão ganhar local fixo. O Complexo Arqueológico será construído no campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho, e terá 2 mil metros quadrados. A afirmação é do arqueólogo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Danilo Curado.

Atualmente, as peças estão em dois laboratórios que fazem as coletas na construção das Usinas Hidrelétricas (UHEs) de Santo Antônio e Jirau. Segundo o arqueólogo, o complexo arqueológico será construído com verba das usinas em construção no Madeira. O complexo terá laboratórios e museu.

Conforme o chefe do departamento de arqueologia da Unir, Carlos Zimpel, o centro será o maior da Amazônia Legal. “O primeiro pertence à USP [Universidade de São Paulo], o nosso será o segundo maior do Brasil”, afirmou.

As coletas dos materias começaram em 2008, logo após a instalação das obras. Com a descoberta de 103 sítios arqueológicos na região das usinas, Rondônia soma mais de 700 sítios. Curado também explica que durante a construção da linha de transmissão de energia, que passa por Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, 60% dos sítios encontrados estão em solos rondonienses. “O que me impressiona é a quantidade de descobertas em tão pouco tempo”, comentou Curado.

Pesquisas

Zimpel explica que várias são as linhas de pesquisa do departamento com materiais arqueológicos. Entre as pesquisas está a de Cleiciane Noleto, que há dois anos analisa fragmentos rochosos para identificar como o material era usado pela comunidade que vivia às margens do rio Madeira. “Entre as amostras, existem rochas de 1,5 mil anos”, comentou a acadêmica de arqueologia.

Além das coletas que são realizadas pelas UHEs, Zimpel explica que há um projeto de identificação da comunidade que vivia no Vale do Guaporé (a 700 quilômetros de Porto Velho). “O local é fronteira entre Brasil e Bolívia e queremos identificar a população nativa daquela região”, comentou.

Via Rondonoticias.com.br

Escavações arqueológicas revelam parte da história de Itapemirim/ES

Sem títuloParte da história de Itapemirim, município do Sul do Espírito Santo, está sendo resgatada através de escavações. Um professor e um dentista, que nas horas vagas tornam-se arqueólogos, estão reunindo peças que datam de época anterior ao século XVIII e a cada nova descoberta vem a vontade de continuar pesquisando. Todo o material será exposto na Festa de Itapemirim, na semana do feriado de 7 de setembro, no Parque de Exposições da cidade.

Entre as peças encontradas estão objetos que foram de escravos, pertences do Barão de Itapemirim – político influente do século XIX – e objetos vindos de Portugal. Mas o maior orgulho da dupla de pesquisadores é ter encontrado uma talha mortuária, com ossos de uma criança indígena de cerca de sete anos, nascida antes do século XVIII.

“Encontramos a talha quebrada, mas com os ossos preservados. Agora estamos em processo de restauração. Esses trabalhos começaram quando surgiu a necessidade de descobrir um pouco mais sobre a história do município, que estava enterrada pelo tempo e pelo esquecimento. Então resolvemos tirar tudo isso da terra”, disse o professor de história Luciano Moreno.

Agora, os trabalhos vão ganhar um novo rumo, já que a dupla vai começar a explorar mais sítios arqueológicos da região e também casarões. “Gostamos de descobrir um pouco mais sobre a nossa história. Sou dentista, mas adoro trabalhar com arqueologia”, explicou Gustavo Mezher.

Via G1.com.br

IPHAN-RO aposta em educação patrimonial em arqueologia

boom de investimentos em Rondônia, capitaneados pela construção das Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, têm preocupado o Iphan. Só nas regiões que compreendem as duas usinas, foram encontrados 103 sítios arqueológicos com vestígios de populações indígenas pré-colombianas. De olho na preservação desses santuários da memória, o Iphan aposta na educação patrimonial dos jovens.

Previsto para ter início ainda neste mês, o Programa de Educação Patrimonial em Arqueologia (Pepa) é voltado para cinco turmas do 6º ano do ensino fundamental de escolas públicas de Porto Velho. É nesta fase que os alunos entram em contato com o conteúdo sobre o passado de antes de Cabral aportar por essas terras. “Começaremos com palestras de 30 minutos. Mas, se for de interesse das escolas, o Iphan poderá executar minicursos, incluindo visitas a sítios arqueológicos e orientações a alunos de outras séries”, explica o arqueólogo Danilo Curado, coordenador do projeto.

Se for bem sucedido, o Pepa será levado para escolas públicas do interior do estado. Já as unidades privadas de ensino podem solicitar o projeto a qualquer hora. “Sabemos que os livros e o professor em sala não conseguem explorar com detalhes o que a arqueologia pode trazer. Ao capacitar a população, o Iphan ganha também novos agentes de fiscalização do patrimônio”, afirma Danilo.

Estudante do 8º período de Arqueologia da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e uma das idealizadoras do Pepa, Fernanda Maia destaca a necessidade de conscientizar a população sobre sua história. “Por causa das inúmeras obras aqui, têm aumentado as chances de se encontrar sítios arqueológicos. E, com isso, há o risco de o patrimônio se perder. Para promover o desenvolvimento de uma identidade social mais centralizada e coerente, pensamos em um projeto que começasse pelas crianças, pois, diferente dos adultos, elas exercem sobre a família uma pressão muito maior por mudança”, observa.

Investir em consciência patrimonial para promover educação social é uma das ferramentas de preservação da história apontada pela professora da Unir, Lilian Moser. Para a especialista em memória e patrimônio, apesar de presentes nos discursos, as políticas estatais de preservação e informação sobre o passado na região são incipientes.

“O Estado deveria agir de forma firme, promovendo oficinas para a comunidade e fiscalizando as ações. São inúmeras as igrejas e as comunidades ribeirinhas que têm sido inundadas, apesar dos estudos de impacto para a implantação das usinas defenderem que elas estariam a salvo. A população vê a lei de compensação, como o PAC, como um benefício e não como um patrimônio de todos”, critica Moser, referindo-se à lei que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, um mecanismo para contrabalançar o impacto das atividades sobre o meio ambiente.

Via Revista de História

História indígena é resgatada em Minas com restauração de objetos

Urnas e utensílios domésticos foram remontados e serão levados para Pedrinópolis, no Alto Paranaíba.

A montagem meticulosa de cerca de 1.800 fragmentos de barro cozido indígena levou 13 anos para terminar. Depois do trabalho arqueológico e restauro do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) finalmente trouxe de volta a forma de cinco urnas funerárias e cacos de utensílios cerâmicos de tribos que habitaram as regiões Centro-Oeste e do Alto Paranaíba há cerca de 700 anos. O material chegou em 2000, guardado em 24 caixas, e hoje parte será entregue, às 10 horas, ao município de origem, Pedrinópolis, no Alto Paranaíba. Os demais serão enviados de volta a Moema, no Centro-Oeste, em data ainda a ser marcada.

Só para o município de Pedrinópolis serão entregues três urnas, sendo uma de grande porte, uma de médio e uma meia cuia, acompanhados de fragmentos de outros objetos que não puderam ser remontados. “O tempo que levou para devolver as peças se deve mais ao aguardo para que o local onde elas seriam recebidas para exposição, em Pedrinópolis, fosse preparado para recebê-las”, conta a gerente de Elementos Artísticos do Iepha, Jacqueline Mesquita.

Na maior das urnas dá para ver como foi delicado o trabalho de restauro. Como num quebra-cabeça, os pedaços de cerâmica foram montados sobre uma base com o formato e cor aproximada da urna original, trazendo de volta a vida o objeto que serviu inicialmente como depósito e depois como túmulo para os brasileiros que viveram na região 200 anos antes de os portugueses terem chegado ao Brasil. Restauradores chegaram a afirmar que, por se tratar de objetos de uma era da qual restaram poucos vestígios arqueológicos para remontar ao período, esse foi um ingrediente a mais para motivar o trabalho.

De acordo com o Iepha, as peças passaram por processos de restauração, higienização, consolidação e reforço estrutural de modo a permitir que futuros estudos possam melhor identificá-las e associá-las a tradições indígenas em Minas Gerais. Caberá ao município de Pedrinópolis manter a guarda desses bens culturais, que deverão ser expostos e acondicionados em local seguro, por se tratar de Patrimônio Cultural da União.

Trabalho

Fazendeiros da região encontraram os fragmentos de barro cozido e depois de um acordo de restauro com o Iepha o material foi trazido pelo arqueólogo Fabiano Lopes, durante a realização de um curso de restauração de cerâmica arqueológica e materiais pétreos, em 2001. O volume de trabalho no Ateliê de Restauração foi tanto que a reconstrução das urnas foi sendo desenvolvida lentamente. Foi preciso licitar, em 2009, uma empresa especializada para finalizar os procedimentos de consolidação. A equipe da Oficina de Arte Aplicada trabalhou na restauração, pesquisa e documentação das peças por sete meses, garantindo que sua integridade física e documental (histórica) fosse preservada. A restauração teve um custo total de R$ 54 mil.

Contudo, os moradores da cidade ainda vão levar algum tempo para ver as relíquias pré-históricas. É que a Casa da Memória de Pedrinópolis ainda não tem um local de exposição preparado para as peças, que ficarão estocadas. “As obras para ampliação da casa para receber a exposição das urnas deve começar neste ano. São objetos importantes de que ninguém na nossa região tinha conhecimento e agora vamos ver inteiros. É parte da nossa história e todos estão curiosos no município”, disse a ex-presidente do conselho do patrimônio cultural e que está à frente dos trabalhos pela prefeitura, Luana Roberta da Fonseca.

Via Em.com.br

Arqueólogos de Santa Catarina descobrem vestígios com cerca 2 mil anos

Entre os vários objetos exumados têm destaque os elementos metálicos, alguns de armamento pertencentes aos militares que guardavam a mina, como é o caso de duas espadas, uma ponta de seta, vários pilum (uma espécie de dardo pesado utilizado pelo exército romano na antiguidade) e parte de uma ponta de lança; vasilhas de diferentes tipologias, duas lucernas (lamparinas comumente utilizadas para iluminação de locais fechados); e fragmentos de pequenos recipientes em vidro. Os vestígios têm ainda apontado para a existência de estruturas de lareiras e áreas de possível pernoita.

A cavidade, antiga mina romana, possui mais de 600m2 e uma umidade relativa bastante alta, integrando-a nas metodologias da arqueologia subaquática. Duas das suas galerias encontram-se completamente submersas que, ainda que não proporcione o mergulho em caverna, detém determinadas exigências  técnicas à equipe de investigadores que a estuda.

O material recuperado está sendo processado em laboratório de campo, pela equipe de conservação, coordenado por Cláudio Monteiro, em instalações cedidas pela Camara Municipal de Alvaiázere, no sentido de uma estabilização eficaz dos objetos e seu correto acondicionamento até ao laboratório de Arqueologia e Conservação do Patrimônio Subaquático (IPT).

Os trabalhos irão continuar até ao final do mês de julho. Alguns dos vestígios recuperados poderão ser vistos em setembro no Museu Nacional de Arqueologia e no Museu Municipal de Alvaiázere.

Via Porta da Ilha

Saiu no G1: Ossos de indígenas encontrados no Tocantins revelam ritual pós-morte

A antropóloga física Eugênia Cunha dando consultoria sobre análise de ossos (Foto: Vivianni Asevedo/Ascom NUTA)

O Núcleo Tocantinense de Arqueologia (NUTA) da Fundação Universidade do Tocantins(Unitins) está analisando oito restos de esqueletos encontrados na Ilha dos Campos, em 2002, próxima ao rio Tocantins, entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). Os restos, que provavelmente são de índios guaranis, estavam dentro de urnas – com formato oval e feitas de cerâmicas – no sítio abrigo Santa Helena (uma espécie de caverna formada por paredões rochosos, lugar que foi submerso depois da construção da Usina Hidrelétrica de Estreito).

A antropóloga física Eugênia Cunha, presidente da Sociedade Europeia de Antropologia Forense e coordenadora do Mestrado em Evolução e Biologia Humana da Faculdade de Coimbra, Portugal, esteve em Palmas no mês de junho para ajudar na análise dos esqueletos. Segundo ela, as formas como os corpos foram guardados revelam um ritual pós-morte bastante peculiar. Os enterramentos eram chamados de secundários. Os indígenas, primeiramente faziam o enterro superficial. Depois que a carne havia se decomposto, eles tiravam os ossos, lavavam e depois os colocavam em urnas. “Um prova de que o povo se preocupava com a morte e com seus familiares”, segundo a antropóloga.

Restos de 3 crianças indígenas encontrados em uma só urna (Foto: Vivianni Asevedo/Ascom NUTA)

Foram encontradas quatro urnas, em uma delas tinham três esqueletos – um bebê de seis meses, o outro de três anos e o terceiro de sete anos. Segundo a antropóloga física, o fato de ter três restos guardados em uma só urna pode significar o grau de parentesco entre os mortos. Junto a um dos esqueletos foi encontrado um objeto, chamado de tembetá, que era um adorno utilizado nos rituais de passagem, para perfurar o queixo do indígena, que ao fazer 13 anos, passava da infância para a fase adulta, quando ele já poderia constituir família.

A etnia guarani não é originária do Tocantins. Mas, eles são povos semi nômades. De acordo com Ivan Guarani, 43 anos, integrante do movimento indígena no estado e estudante de direito na Universidade Federal do Tocantins, este ritual foi perdido no tempo, pela inserção de outras culturas e pela falta de terra.

A lavagem dos ossos, na verdade, significa purificação, segundo Ivan. “Quando os portugueses, também chamados de paraíbas pelos indígenas, chegaram no Brasil, eles contaminaram a terra. Quando algum indígena era enterrado, ficava contaminado, por isso era necessário que os ossos fossem lavados para que as almas ficassem limpas e fossem em paz”. Ele diz que este ritual faz parte da crença religiosa, um mandamento do Deus Nhãm Jdará.

Hoje os 46 guaranis que vivem no município de Xambioá, norte do Tocantins, dividem a terra com os carajás. O grupo, do qual o indígena Ivan faz parte, veio de Mato Grosso do Sul e fixou moradia no norte do estado. “Os carajás nos acolheram e a cultura deles é muito diferente da nossa. Além disso nós não temos área própria, razões pelas quais não praticamos mais essa forma de ritual”.

A forma como os indígenas – guaranis e carajás, mais especificamente –  enterram os mortos, nos dias de hoje, é bem parecida com a praticada pelos brancos, segundo Ivan. O ritual foi mudando com o tempo. “Quando eu era criança lembro que o índio guarani era enterrado numa esteira feita de madeira”.

Agora resta saber de qual época pertenciam os povos que praticavam o ritual de purificação dos corpos. De acordo com a professora e coordenadora do NUTA, Antônia Custódia, os exames de DNA, que serão feitos posteriormente revelarão a época em que estes povos viveram.

NUTA
O trabalho feito pelo NUTA tem o objetivo de resgatar histórias e fazer um monitoramento histórico e cultural das regiões impactadas. No local, onde hoje só se vê água da Usina Hidrelétrica de Estreito foram identificados, antes da construção da usina, 100 sítios arqueológicos. Além dos corpos, foram catalogadas cerca de três mil peças artesanais. Os resultados das análises dos achados serão entregues ao Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Via G1.com

Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (MARSUL) deverá ser recuperado, diz MPF

O Ministério Público Federal (MPF) obteve nova vitória na Justiça na busca pela recuperação do Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul), localizado na cidade de Taquara (RS). Desde 2010, quando ingressou com ação civil pública contra do Estado do Rio Grande do Sul visando à conservação do acervo e do próprio prédio do museu, fundado em 1966, a Instituição luta contra o abandono do local. Em junho, foi a vez do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) exigir ações do governo gaúcho.

No último dia 11 de junho, a 4ª turma do TRF4 negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo Estado e determinou o cumprimento dos pedidos do MPF: contratação de empresa ou instituição do ramo de arqueologia (via licitação) que conte com equipe composta, no mínimo, por arqueólogo e museólogo para cuidar do acervo do museu, e contratar outra empresa destinada a solucionar os problemas emergenciais de infraestrutura do prédio.

O Estado alegou inúmeras razões para não cumpri-la, desde ausência de risco a acervo, contratação de um arqueólogo para atender as demandas e até má aplicação de recurso público (em caso de reforma da decisão em instâncias superiores, seria impossível rescindir gratuitamente o vínculo com empresas contratadas via licitação).

O MPF, por meio do procurador regional da República Carlos Eduardo Copetti Leite, lembrou que o aumento de despesas pelo Poder Público é fato inerente ao cumprimento de qualquer obrigação fixada em sentença judicial. Além disso, todas as obrigações impostas versam sobre a conservação de patrimônio cultural brasileiro, cuja responsabilidade é do Estado do Rio Grande do Sul, o qual, independentemente de provimento jurisdicional, deveria dispensar esforços e recursos para suprir a situação de abandono. Também alegou que a contratação de um único antropólogo não resolveria os problemas apontados – todos os argumentos acolhidos pela 4ª turma, por unanimidade.

Construtoras derrubam pirâmide de 4 mil anos no Peru

Foto divulgada pelo ministério da cultura mostra área onde se encontrava a pirâmide (Foto: AFP/BBC)

Autoridades peruanas dizem que uma pirâmide de pelo menos 4 mil anos, localizada no mais antigo sítio arqueológico do país, foi destruída por operários de uma imobiliária. As autoridades estão processando as duas empresas imobiliárias acusadas de derrubar a estrutura, que tinha 6 metros de altura.

A construção fazia parte de um total de 12 pirâmides encontradas no complexo El Paraiso, próxima a capital Lima. Um arqueólogo disse que os responsáveis cometeram “um dano irreparável”.

O sítio, que data do período pré-cerâmico tardio (3500-1800 a.C.), está situado ao norte de Lima. De acordo com o Ministério de Turismo do Peru, o complexo El Paraiso era um centro administrativo e religioso muito antes da civilização pré-colombiana inca.

Rafael Varon, vice-ministro do patrimônio cultural, disse que a destruição ocorreu no final de semana. Ele disse que os trabalhadores utilizaram máquinas pesadas e tentaram destruir mais três pirâmides, mas foram interrompidos por curiosos. Varon disse que queixas criminais foram apresentadas contra duas empresas.

Marco Guilen, diretor de um projeto de escavação em El Paraiso, disse à agência de notícias Associated Press, que as pessoas que derrubaram a pirâmide “cometeram um dano irreparável numa página da história do Peru”.

“Nós não vamos ser capazes de saber de que forma ela foi construída, que materiais foram usados, e como a sociedade que viveu ali se comportava.”

Via Globo.com

Interior do Tocantins abriga o maior monumento fossilizado do mundo

Monumento Natural das Árvores Fossilizadas no Tocantins (Foto: Ricardo Martins/Naturatins)

O Tocantins possui muitas belezas naturais, como serras, cachoeiras e rios que são atrativos do estado. Uma dessas belezas é a floresta que hoje é considerada o maior monumento natural fossilizado do mundo através de pesquisas realizadas pela Universidade de Brasília (UNB): o Monumento Natural das Árvores Fossilizadas. Localizado no município de Filadélfia, a 330 km da capital, o acervo natural ocupa uma área de 32 mil hectares do cerrado tocantinense.

O monumento é uma unidade de conservação ambiental do estado que foi criada pela lei 1.179 de outubro de 2000. De acordo com pesquisas realizadas no local, os fósseis têm mais de 250 milhões de anos, sendo assim, são anteriores aos dinossauros. Entre os principais fósseis encontrados no monumento destacam-se as samambaias arborescentes.

A pesquisadora e professora do curso de biologia da Universidade Federal do Tocantins, Etiene Fabbrin, desenvolve pesquisas no local e afirma que este é um indício de que a região central do Tocantins era uma planície costeira com um sistema hídrico durante o período Permiano (quando o mundo era formada por apenas um supercontinente). O clima era tropical e os chapadões indicam que a região já foi um deserto e as dunas se transformaram em rochas.

Pesquisadores estudam o local (Foto: Divulgação/Equipe de Paleontologia da UFT)

Chamados de “paus de pedra” pelos moradores da região, os fósseis são caules de árvores que foram se decompondo e, com o tempo, foram preenchidos com minerais e assim se tornaram pedras. Antes do monumento se tornar uma unidade de conservação e ser protegido pelo estado, os moradores não faziam ideia do valor dessas pedras diferentes. “Antes os moradores não sabiam que eram fósseis, chamavam pedras de pau. E como as pessoas ofereciam a preço de banana uma pedra, eles levavam para vender”, disse o gerente do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas, Vicente Faustino.

O monumento que ainda não tem o título de patrimônio histórico cultural federal, atualmente é protegido e gerenciado pelo Instituto Natureza do Tocantins – Naturatins. Mas de acordo com o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (IPHAN), no Tocantins, Antônio Miranda, um processo licitatório vai ser aberto ainda este ano para que seja selecionada uma empresa para realizar os estudos que vão determinar o nível de proteção e de gestão na área. “A expectativa é que até 2014 o monumento seja considerado um patrimônio histórico cultural protegido e gerido pelo IPHAN”, disse o superintendente.

Atualmente o monumento é pouco procurado para visitas turísticas. A assessoria de comunicação da Naturatins informou que os interessados em visitarem o monumento devem ligar na sede do local, pelo telefone (63) 3391-1034 ou na Coordenadoria de Unidade de Conservação do órgão em Palmas, no número (63) 3218-1034.

Via Globo.com

IPHAN-PR participará do 23º Festival de inverno em Antonina

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Paraná (IPHAN-PR) realiza em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o 23º Festival de Inverno entre os dias 13 a 19 de julho, em Antonina.

A oficina compreende uma série de encontros com os técnicos do IPHAN – dos setores de Arquitetura, Arqueologia, Patrimônio Imaterial e Educação Patrimonial – para compartilhar conceitos e visões que orientam a política nacional de preservação do patrimônio cultural brasileiro e os desafios enfrentados na prática institucional.

Parte da oficina se concentra no debate sobre o tombamento do conjunto urbano de Antonina, parâmetros para a conservação de imóveis em áreas tombadas e requalificação urbana.

As inscrições para o 23º Festival de Inverno da UFPR deverão ser feitas no período de 01 a 09 de julho de 2013 aqui.

Arqueólogos vão pesquisar lagos no Vale do Jaguaribe

Arqueólogos da Universidade Estadual do Ceará (Uece) assinam hoje à tarde convênio com a Prefeitura de Jaguaretama para realização de pesquisas no município. O projeto Lagos do Sertão, que tem a coordenação da doutora em Arqueologia e professora da universidade, Marcélia Marques, deverá iniciar as pesquisas de campo em novembro, após a autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Pela primeira vez, pesquisas nessa área científica chegam a Jaguaretama. A Uece vem realizando esse trabalho desde 1993 na região do Sertão Central, especialmente nos municípios de Quixadá e Quixeramobim. Em 2010, a pesquisadora, juntamente com uma equipe interdisciplinar, composta por professores de outras instituições de ensino e estudantes, desenvolveu o projeto “Caçadores-coletores do Holoceno no Sertão Central do Ceará, Nordeste do Brasil: processo de ocupação e contexto ambiental”, para tentar reconstruir esta época histórica e identificar a existência de animais gigantes na região.

Fortes indícios

A expectativa agora é expandir as pesquisas para o Vale do Jaguaribe, iniciando pela cidade de Jaguaretama. Estudos preliminares mostram fortes indícios da existência de sítios arqueológicos em localidades próximas a leito de rios e lagoas.

Continue Lendo – Via Diário do Nordeste

IPHAN-RN apresenta projeto de socialização de Sítio Arqueológico

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio Grande do Norte (IPHAN-RN) apresentará na próxima sexta-feira, dia 14, para operários e comunidade local, o Projeto de Socialização do sítio Arqueológico Abernal.

A obra no valor de R$ 105 mil, e com prazo para execução de três meses, contempla a implantação de estrutura de visitação turística com delimitação de trilhas, passarelas, local de descanso coberto, com bancos, além de placas de sinalização interpretativas.

Além das obras, foi realizado Serviço de Conservação das gravuras rupestres que compreende a remoção de casas de insetos, fungos, sinais de vandalismo e vegetação. No Seridó Potiguar já existem três sítios socializados, são eles: Xiquexique 1, Xiquexique 2 e Xiquexique 4, localizados no município de Carnaúba dos Dantas; e 1 (um) sítio em obras, o Mirador localizado no município de Parelhas.

Assim como nos outros municípios do estado, a socialização é realizada em parceria com a Prefeitura Municipal de Serra Negra do Norte, que ficará responsável pelo controle das visitações ao sítio após a conclusão das obras.

IPHAN inicia o Programa de Educação Patrimonial em Arqueologia nas escolas de Porto Velho/RO

As acadêmicas de arqueologia Ana Bertolo e Fernanda Maia participam do PEPA-Iphan

As acadêmicas de arqueologia Ana Bertolo e Fernanda Maia participam do PEPA-Iphan. O projeto visa atender as escolas públicas de Rondônia no biênio 2013/2014

A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Rondônia / IPHAN/RO dará início, no próximo mês de junho, ao Programa de Educação Patrimonial em Arqueologia (PEPA). As atividades ocorrerão junto às escolas públicas da rede municipal e estadual instaladas no município de Porto Velho/RO.

Cumprindo com uma de suas atribuições, o de promoção do patrimônio arqueológico, membros do IPHAN irão palestrar sobre a arqueologia, inicialmente pelas escolas da capital rondoniense devido as facilidades logísticas. Após, o PEPA deverá seguir para outras cidades do interior de Rondônia, ampliando o acesso a outras comunidades.

Conforme o arqueólogo do IPHAN em Rondônia, Danilo Curado, o programa foi inicialmente projetado para atender as escolas públicas devido às parcas condições materiais de acesso cultural por parte dos alunos. “Sabemos que o aluno da rede pública possui limitações quanto ao acesso aos bens culturais, nesse sentido, o PEPA prevê, de início, que as palestras sejam realizadas na rede pública. Todavia, aquelas escolas particulares que se interessarem pelo tema poderão solicitar e agendar uma visita do IPHAN na sua escola”, aborda Curado.

Para o Superintendente do IPHAN em Rondônia, Beto Bertagna, o PEPA promoverá a uma significativa parcela da sociedade o acesso ao conhecimento sobre a temática arqueológica. “Dentro das nossas limitações de corpo técnico, pretendemos promover um projeto plurianual que tenha como escopo a importância do patrimônio arqueológico para a formação do cidadão brasileiro. Dando acessibilidade àqueles que não possuem esse trânsito, estaremos cumprindo com uma das principais atribuições como órgão gestor da cultura, que é a promoção do patrimônio cultural do Brasil”, afirma Bertagna.

Estrutura do PEPA

O Programa de Educação Patrimonial em Arqueologia (PEPA) é voltado para os alunos do sexto 6º ano do Ensino Fundamental, momento ao qual estes realizam atividades educacionais na disciplina de História que fazem referência ao passado pré colonial brasileiro. Entretanto, apesar de ser direcionado ao terceiro ciclo do Ensino Fundamental, o PEPA pode ser acompanhado por todos os membros da escola.

As palestras possuirão duração de 30 minutos de apresentação, realizando na sequência a abertura para o diálogo e dúvidas. Não havendo estrutura logística para a realização de palestras, o IPHAN encarregará de providenciar os equipamentos necessários para a sua execução. Havendo interesse de outras escolas, inclusive as vinculadas à rede particular, o contato e solicitação pode ser realizado por meio do endereço eletrônico iphan-ro@iphan.gov.br ou pelo telefone (69) 3223-5490.

Fonte: IPHAN/RO

Encontro reúne arqueólogos e sociedade em Brasília

A capital federal sediará de hoje (14) até a próxima sexta-feira (17) o II Encontro de Arqueologia em Brasília e a II reunião do SAB Centro-Oeste. O evento que conta com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) discutirá questões como as linhas de formação e pesquisa atualmente desenvolvidas nos cursos, avaliação, as políticas públicas e o conhecimento produzido, a arqueologia como subsídio à produção e fruição cultural, além da proteção do patrimônio.

A reunião terá também dois fóruns e será integralmente aberta ao público. Durante os dois primeiros dias serão realizadas mais de 51 apresentações de estudantes e profissionais, provenientes de 18 universidades e 15 instituições de pesquisa de todo o país.

A segunda parte está voltada para o desenvolvimento de atividades educativas e culturais e conta com três exposições e uma grande mostra com mais de 25 filmes, além de onze oficinas a serem oferecidas ao sistema formal de ensino do GDF. O evento, que será transmitido em streaming, acontecerá no Museu Nacional de Brasília e na Biblioteca da Secretaria de Cultura do GDF.

Outras informações podem ser obtidas no site: http://reuniaosabcobrasilia2013.sabnet.com.br/

Veja convite [Aqui]

Serviço
2° Encontro de Arqueologia

Data: De 14 a 17 de Maio de 2013
Hora: 15h às 18h
Local: Setor Cultural Sul, Lote 02, Esplanada dos Ministérios – Brasília – DF.

Iphan discute a preservação do acervo arqueológico da Usina de Samuel, em Rondônia

Reunião-UHE-Samuel

Reunião técnica ocorreu nesta semana em Brasília e reuniu membros da Instituição e da Eletronorte. O objetivo é uma aproximação entre ciência e sociedade

Nesta semana, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio da Superintendência em Rondônia, se reuniu no Centro Nacional de Arqueologia (CNA/IPHAN) em Brasília para propor a preservação do acervo arqueológico originado das pesquisas realizadas durante a construção da Usina Hidrelétrica de Samuel, localizada no município de Candeias do Jamari, em Rondônia.

Membros do Iphan e representantes da Eletronorte, incluindo o coordenador de pesquisa da época, o arqueólogo Eurico Theófilo Miller, discutiram os parâmetros necessários para o tratamento ideal do material arqueológico resgatado durante as pesquisas, que totaliza cerca de 200 mil fragmentos, alguns datados de aproximadamente 8 mil anos antes do presente.

Todo o patrimônio arqueológico proveniente da Usina de Samuel encontra-se alocado dentro do próprio empreendimento, local onde também existe uma pequena área “musealizada”, que contém uma amostra do material arqueológico identificado durante as escavações.

“Por se tratar de um patrimônio cultural do povo brasileiro, e, necessariamente, carecer de cuidados específicos para a sua conservação, a reunião entre Iphan e Eletronorte buscou meios para oportunizar a curadoria do acervo. Outro ponto discutido foi a retirada do material arqueológico das dependências da Usina, propiciando um contato mais facilitado entre pesquisadores, sociedade e o patrimônio arqueológico”, destacou o Superintendente do Iphan em Rondônia, Beto Bertagna.

Preservação da memória

De acordo com o arqueólogo do Iphan em Rondônia, Danilo Curado, a curadoria, seguida da retirada do acervo arqueológico das dependências da Usina de Samuel, vai proporcionar o real sentido do material arqueológico -“o de espelhar parte do passado humano”. “Por anos o acervo arqueológico foi mantido dentro da Usina de Samuel, causando um afastamento entre pesquisadores e o acervo. Desse modo, todo o potencial científico do material não fora utilizado, visto que existem dificuldades naturais em adentrar em usinas hidrelétricas, pois tratam-se de áreas de segurança. Havendo o tratamento de limpeza e catalogação e, posteriormente, o encaminhamento para alguma reserva técnica, o acervo arqueológico de Samuel retornará as suas funções científicas e, acima de tudo, sociais.”, sugere Curado.

Ainda segundo o arqueólogo do Iphan, a maior justificativa para a escavação arqueológica é o resgate da história por meio da cultura material. “Assim, um acervo arqueológico deve ser mantido próximo às comunidades e para elas. É preciso atingir o patamar social”, enfatiza.

Para o superintendente Beto Bertagna, o tratamento e a alocação do acervo arqueológico da Usina de Samuel em outra instituição representará um ganho sem igual para a sociedade científica e a comunidade em geral. “Um resgate arqueológico no âmbito do licenciamento ambiental justifica-se, inicialmente, por tratar-se de questões legais quanto ao patrimônio cultural brasileiro”, finaliza.

A Eletronorte se compromissou em contratar uma equipe especializada no tratamento de materiais arqueológicos, além de manter a consultoria constante do arqueólogo Eurico Miller, por acreditar que o pesquisador é uma “memória viva” de toda a pesquisa arqueológica realizada na Usina de Samuel na década de 1980. Em concomitância, a superintendência do IPHAN em Rondônia manterá ações de fiscalização sobre todas as atividades de curadoria, além de auxiliar em questões técnicas quando se apresentarem necessárias.

Histórico

Durante a construção da Usina de Samuel, instalada no município de Candeias do Jamarí/RO, ainda na década de 1980, foram efetivadas pesquisas intensivas de arqueologia, todas coordenadas pelo arqueólogo Eurico Theófilo Miller. Durante os anos de 1987 e 1988, Miller e sua equipe resgataram 101 sítios arqueológicos, totalizando um acervo de quase 200 mil artefatos arqueológicos.

Encontro de Arqueologia debate proteção legal ao patrimônio cultural

Sem títuloComeça no próximo dia 1º de maio o período de inscrições para o V Encontro de Arqueologia do Mato Grosso do Sul que será realizado entre 14 e 17 de maio, no auditório do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. As inscrições deverão ser feitas pelo e-mail muarq.propp@ufms.br.

O evento tem apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Mato Grosso do Sul (IPHAN-MS). Este ano o tema é Aspectos legais de proteção do patrimônio cultural. Outras informações sobre o Encontro podem ser obtidas pelo telefone (67) 3321-5751.

Veja a programação [aqui]

Serviço
V Encontro de Arqueologia do Mato Grosso do Sul
Data: 14 a 17 de maio de 2013, às 19h30
Local: Museu de Arqueologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Memorial da Cultura e Cidadania Apolônio de Carvalho
Av. Fernando Corrêa da Costa, 559, 1º andar – Campo Grande

Jornada de Arqueologia reúne profissionais e estudantes em Santa Catarina

top_hotsiteEstão abertas até o dia 1º de maio as inscrições para a IX Jornada de Arqueologia Iberoamericanas e I Jornada de Arqueologia Transatlântica, que acontecerão de 1º a 4 de maio na Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), em Criciúma – SC. O evento tem como principal objetivo abordar os estudos sobre arqueologia, apontando sua evolução e projetos para um reconhecimento de evidências materiais e conta com profissionais de diversas áreas de conhecimento, entre eles técnicos do Instituto do Patrimônio Artístico e histórico Nacional (IPHAN).

As Jornadas anteriores foram realizadas no Brasil e em Portugal, permitindo uma articulação acadêmica entre pesquisadores dos dois países, envolvidos em diversos projetos comuns. As jornadas são abertas a todos os investigadores interessados na Pré-História e Arqueologia da América do Sul. No site da UNESC (http://www.unesc.net/portal/capa/index/378/6808) é possível obter outras informações sobre e fazer a inscrição.

A taxa para estudante é de R$ 30 e para profissionais é de R$ 60.

Serviço:
IX Jornada de Arqueologia Ibero-americana e I Jornada de  Arqueologia Transatlântica
Data:
 1º a 4 de maio de 2013
Local: UNESC – Av. Universitária, 1105 – Bairro Universitário – Criciúma – SC
Informações: (48) 3431-2500 / http://www.unesc.net/portal/capa/index/378/6808

IPHAN anuncia a criação da maior reserva técnica de arqueologia do norte do Brasil

Cerâmica Antropomórfica encontrada na usina de Jirau (Foto: Danilo Curado/IPHAN-RO)

Cerâmica Antropomórfica encontrada na usina de Jirau (Foto: Danilo Curado/IPHAN-RO)

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), através da Superintendência em Rondônia, anuncia a criação da maior reserva técnica de arqueologia, com cerca de 2.000 m² , do norte do Brasil. Após diversas tratativas que acontecem desde 2009, uma reunião na última semana definiu a construção da Reserva Técnica de Arqueologia na Universidade Federal de Rondônia (Unir).

A Reserva Técnica abrigará todo o acervo arqueológico encontrado nas usinas hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau. Seguindo a legislação sobre o patrimônio arqueológico, o IPHAN decidiu pela criação de uma instituição de guarda de material arqueológico dentro da Universidade Federal de Rondônia. A construção será custeada pelos consórcios das usinas, e na Reserva Técnica estará salvaguardado todo o acervo arqueológico resgatado nas áreas dos empreendimentos hidrelétricos. Para agilizar o processo de construção da Reserva Técnica, o grupo definiu que no próximo dia 24 de abril será assinado o Termo de Cooperação, oficializando a construção do local de guarda do patrimônio arqueológico dentro do campus da Universidade em Porto Velho, capital de Rondônia.

Para o arqueólogo do IPHAN-RO, Danilo Curado, a construção da Reserva Técnica será um grande avanço para a arqueologia no estado devido ao crescente número de sítios arqueológicos identificados em Rondônia nos últimos anos, e aos que ainda deverão ser localizados. Segundo ele, com esse edifício exclusivo para o acervo proveniente das pesquisas de arqueologia, haverá condições materiais possíveis para assegurar, com salubridade, a proteção destes bens da União e da Memória Nacional.

O superintendente do IPHAN-RO, Beto Bertagna, diz que a construção da Reserva Técnica representará a conclusão dos esforços do IPHAN. “Apesar de não constar em lei a obrigatoriedade da permanência exclusiva deste material arqueológico no próprio estado, o IPHAN sempre manteve o direcionamento de que o acervo identificado em Rondônia iria ficar em Rondônia. Essa questão respeita os princípios das cartas internacionais relativas ao patrimônio arqueológico, as quais indicam que o acervo proveniente das pesquisas arqueológicas devem permanecer o mais próximo possível de suas fontes, ou seja, dos sítios arqueológicos e, consequentemente, da comunidade”, finaliza Bertagna.

Mais de 20 esqueletos achados no Pilar serão estudados na UFPE

Esqueletos encontrados na comunidade do Pilar, no Bairro do Recife, serão estudados na Universidade Federal de Pernambuco. Eles fazem parte de um provável cemitério do século XVI ou XVII, descoberto durante o acompanhamento arqueológico realizado dentro do Projeto de Requalificação Urbanística do Habitacional do Pilar. A descoberta foi feita pela Fundação Seridó, uma organização não governamental que tem convênio com a UFPE. Cuidadosamente, os esqueletos estão sendo removidos da área, protegidos por uma técnica chamada de encapsulamento, para serem estudados na Universidade.

O achado surpreendeu os pesquisadores, já que não havia registros historiográficos que indicassem a existência do cemitério. Os ossos estavam encobertos pela fundação de casas construídas no século XVIII. Até o dia 22 de março, 21 esqueletos já haviam sido encontrados, e não há previsão para o fim das escavações porque novas descobertas continuam ocorrendo.

Confira a reportagem de Eliza Brito, com imagens de Vitória Galvão e edição de Sueli Márcia, e as fotos da escavação feitas pelo fotógrafo Passarinho, da Ascom UFPE.

Fonte: Univesidade Federal de Pernambuco – UFPE

Pesquisa do IPHAN revela a importância do Forte Cumáu, no Macapá

Uma pesquisa realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Amapá (IPHAN/AP), que revelou a importância do Forte Cumáu na história do Brasil, será apresentada no próximo dia 26 de março, no Seminário “Forte Cumaú: História, Arqueologia e Comunidade”.

Palco da complexa luta entre potências europeias ao longo dos séculos XVII e XVIII na tentativa de conquista da região amazônica, o Forte localizado na foz do Igarapé da Fortaleza foi fundado por ingleses em 1631. No ano de 1688 foi destruído pelos portugueses, mas reconstruído posteriormente pelos lusitanos. Porém, em 1697, o espaço foi tomado pelos franceses e então abandonado, restando somente suas ruínas.

Apesar de não indicar ter sido um sítio histórico de demasiada importância em seu tempo – talvez por sua curta duração quanto por suas pequenas dimensões – registra-se seu papel na defesa das fronteiras, na garantia da presença portuguesa em terras brasileiras e no povoamento da região, fazendo parte um sistema de proteção do território brasileiro na época colonial.

Pela pesquisa histórica (levantamento bibliográfico e fontes cartográficas, incluindo a cópia encontrada de uma Planta do Forte de 1765), foi possível confirmar os remanescentes encontrados no Bairro Igarapé da Fortaleza como sendo os do chamado Forte Cumaú. Fato este desconhecido até a realização do estudo. Esta confirmação também pôde ser corroborada pelas escavações arqueológicas que inclusive revelaram o seu sistema construtivo, conhecido como “taipa de formigão”.

A pesquisa demandada pela própria comunidade do bairro teve iniciativa do IPHAN e coordenação do IEPA (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológica do Estado do Amapá). Foram 11 meses de estudos que contou com a participação de uma equipe de pesquisadores, estudantes e moradores do bairro Igarapé da Fortaleza.

No Seminário “Forte Cumaú: História, Arqueologia e Comunidade” serão apresentados os resultados dos quatro eixos de pesquisa: História, Arquitetura, Arqueologia e Divulgação, contribuindo assim para a difusão do conhecimento e para o envolvimento da sociedade civil na valorização deste patrimônio histórico e cultural do Estado do Amapá.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas com antecedência no endereço Núcleo de Pesquisa Arqueológica do IEPA, localizado na Av. Feliciano Coelho, 1509. Informações pelo telefone: 3212 5342 ramal 238.

Veja o Convite [Aqui]

Serviço:
Forte Cumaú: História, Arqueologia e Comunidade
Data: 26 de Março de 2013, das 14h às 18h.
Local: Auditório Waldomiro Gomes do Museu Sacaca (Av. Feliciano Coelho, 1509)

Confira a Programação:
14h: Abertura Oficial do Evento
Palestra 01: A história do Forte Cumaú – Dr. Augusto de Oliveira (IEPA)
Palestra 02: O Forte Cumaú e sua preservação – Msc. Eloane Cantuária (UNIFAP)
Palestra 03: O tombamento de bens arqueológicos – Sr. Djalma Santiago (IPHAN)
16h: Coffe Break
Palestra 03: Arqueologia do Forte Cumaú – Dr. Fernando Marques (MPEG)
Palestra 04: Memória e patrimônio: De quem é o Forte Cumaú? – Msc. Mariana Cabral (IEPA)
Debate: Dr. Augusto de Oliveira (IEPA), Dr. Fernando Marques (MPEG), Sr. Djalma Santiago (IPHAN-AP), Msc. Eloane Cantuária (UNIFAP), Msc. João Darcy de Moura Saldanha (IEPA).

Criciúma/SC recebe em maio a IX Jornada de Arqueologia Ibero-Americana e a I Jornada de Arqueologia Transatlântica

Já está no site a Programação Oficial e o Comitê Científico da IX Jornada de Arqueologia Ibero-americana e I Jornada de Arqueologia Transatlântica – que acontece de 1º a  4 de Maio de 2013 em Criciúma, SC – Brasil.

O projeto de organizar Jornadas de Arqueologia Ibero-Americana nasceu em 2003, na sequência de vários anos de cooperação entre o Instituto Politécnico de Tomar, diversas Universidades do Brasil e o IPHAN. Esta cooperação foi alargada e reforçada a partir de 2004 com o programa de Mestrado IPT/UTAD em Arqueologia Pré-Histórica e Arte Rupestre (Master Erasmus Mundus em Quaternário e Pré-História), e a partir de 2006 com o Doutoramento da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Quaternário, Materiais e Culturas.

As Jornadas anteriores tiveram lugar tanto no Brasil como em Portugal e permitiram sobretudo uma articulação acadêmica maior entre os pesquisadores portugueses e brasileiros, envolvidos em diversos projeto comuns. Na sua base organizou-se um grupo de pesquisa, aberto a novas colaborações, em que se associam cerca de duas dezenas de investigadores. As jornadas são abertas a todos os investigadores interessados na Pré-História e Arqueologia da América do Sul.

Investigadores com campos de pesquisa em Angola e com participação freqüente nas Jornadas de Arqueologia Ibero-americanas propuseram na VIII Jornadas, sediadas em Mação, a Criação da I Jornadas de Arqueologia Transatlântica contemplando com isso abranger as temáticas levantadas naquele país. Como proposta também vincula-se as Jornadas de Arqueologia Ibero-americanas com as Jornadas de Arqueologia Transatlântica acontecendo com isso sempre concomitantemente.

A coordenação do referido evento na Unesc está sob a responsabilidade dos Grupos de Pesquisa em Arqueologia e Gestão Integrada de Território e Ecologia de Paisagem e de Vertebrados.

SESSÕES TEMÁTICAS

1- Interfaces epistemológicas através do atlântico na arqueologia:
a) Tradição …antropológica x Tradição histórica.
b) Arqueologia, Ecologia e Território.
2- Arqueologia, experimentação e inovação.
3- Arqueologia da transição:
a. Sambaquis e concheiros da faixa atlântica.
b. Sociedades agropastoris e hortícolas.
c. Arqueologia do Contato.
4- Tecnologias pré-históricas e etnoarqueologia.
5- Arte Rupestre e Território – da pesquisa à gestão.
6- Educação patrimonial e Socialização do Conhecimento.
7- Instrumentos analíticos e metodologias em arqueologia.

Os contatos são :

Telefone: +55 48 3444.3761 e +55 48 3444.3760

Setor de Arqueologia da UNESC-Criciuma-SC.

Encontro busca o combate ao tráfico ilícito de bens arqueológicos

Técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), representantes da Polícia Federal e da Receita Federal, do Ministério da Fazenda, estão reunidos na sede do IPHAN, em Brasília, participando do Encontro Sobre Tráfico Ilícito de Bens Arqueológicos. Promovido pelo Centro Nacional de Arqueologia (CNA/IPHAN), o evento tem como objetivo estreitar as relações entre as três instituições para evitar e combater o tráfico ilícito de bens culturais, em especial o arqueológico.

A presidenta do IPHAN, Jurema Machado, abriu o encontro que, no primeiro dia, em 20 de março, contou com palestras dos técnicos do IPHAN, da Polícia Federal e da Receita Federal. O segundo dia, 21 de março, se destina ao reconhecimento de material arqueológico e elaboração de propostas de colaboração entre as instituições. A equipe do CNA mostrará artefatos arqueológicos de diversas partes do país para que os participantes possam ter contato direto com as categorias de bens que são alvo do mercado ilícito.

Esqueletos encontrados no Bairro do Recife contam histórias dos séculos 16 ou 17

Foto: Guga Matos/JC Imagem

Como num jogo de quebra-cabeça, arqueólogos da Fundação Seridó que descobriram um cemitério com 14 esqueletos humanos no Bairro do Recife combinam peças para identificar a origem dos sepultamentos, associados aos séculos 16 ou 17. As pistas são retiradas de ossos e dentes, onde estão preservadas informações capazes de revelar doenças, hábitos de vida e até a raça. O dente incisivo de um deles, por exemplo, não apresenta características de ancestralidade africana ou indígena.

“Provavelmente é um europeu”, diz o arqueólogo forense Sérgio Monteiro, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). No osso da tíbia de um dos esqueletos há sinais de um tumor perto do joelho e calcificação junto do calcanhar, indicando que a pessoa mancava. Marcas no dente de outro esqueleto evidenciam fumante de cachimbo. “O dente se desgasta no lugar onde se prende o cachimbo”, explica.

Ossos ainda em processo de formação revelam a existência, no grupo, de pelo menos três adolescentes com idades de 15 a 17 anos. Talvez fossem grumetes (marinheiros em início de carreira), pondera o professor. Outro esqueleto tem o crânio perfurado, o que pode ter provocado a morte. Até agora, não há indícios de covas, caixões e roupas (botões e metais).

“Pela postura dos esqueletos, eles foram enterrados em covas muito estreitas ou envoltos num manto, com o corpo comprimido. Como não há sinais de caixão, podem ter sido deixados diretamente no chão.” Os corpos enrolados em mortalhas sugerem sepultamentos judaicos, comenta o professor. A hipótese de vítimas de doença em massa (peste) ou de guerra não é descartada.

A medição do crânio, diz ele, ajudará a revelar informações sobre a raça. Exames de isótopos estáveis nos dentes funcionarão como indicadores para descobrir do que se alimentavam. “Com isso, também podemos saber de onde vieram. Pelos dentes bem preservados, a comida era mole.” Esta semana, os pesquisadores iniciaram outra etapa do trabalho, o registro dos sepultamentos com o uso do scanner laser, do Instituto Nacional de Paleontologia e Arqueologia do Semiárido do Nordeste, criado por professores e pesquisadores de universidades federais.

Matéria Original Via Jornal Do Commercio

Obras do PAC revelam tesouros arqueológicos

O novo ciclo de obras de infraestrutura do governo federal revelou tesouros arqueológicos literalmente enterrados há séculos, que não seriam descobertos tão cedo. Analistas do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) gerenciam centenas de sítios arqueológicos e artefatos durante o licenciamento de empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Alguns dos achados remetem a civilizações pré-históricas, em áreas que serão cobertas por reservatórios de hidrelétricas, cortados por rodovias, soterrados por ferrovias ou vizinhas de refinarias.

Na área da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA), há registro de inscrições rupestres. Em Santo Antônio (RO), onde se levanta uma usina de 3,15 mil megawatts ao custo de R$ 15 bilhões, há sítios com artefatos arqueológicos até 4 metros debaixo da terra. Em Jirau (RO), foram encontradas pinturas rupestres em pedras e cerâmicas indígenas.

No Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), um dos maiores empreendimentos do PAC ao custo de R$ 23,5 bilhões, foi identificada uma pequena cidade, da qual resta visível apenas as ruínas da fachada de um convento. A localidade foi inteiramente mapeada e, depois, enterrada novamente, em linha com as melhores práticas internacionais para preservação de sítios: mantê-los debaixo da terra, até que haja dinheiro para um projeto de manutenção e estudo apropriado.

Há também casos de barbeiragem de empresas. Algumas delas, estatais, como a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). Durante as obras do programa Luz para Todos no Piauí, a instalação de um poste causou um buraco no chão de um sítio arqueológico – e um prejuízo de difícil mensuração.

Após o licenciamento, o Iphan tem dificuldades de acompanhar as obras e fiscalizar erros como esse. Até 2007, havia apenas sete arqueólogos no instituto. De lá para cá, o número aumentou para 38, quantidade ínfima quando se verifica que há demanda de 1,4 mil processos de pesquisa por ano, a imensa maioria (95%) relacionada a obras de infraestrutura.

Por lei, cabe ao Iphan analisar os aspectos culturais, no âmbito do licenciamento ambiental, promovido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Além de atender às demandas geradas pelas obras do PAC, os analistas avaliam obras estaduais. Mas foi a chegada de grandes empreendimentos na Região Norte que trouxe à tona ocupações das quais não se tinha notícia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.