A importância de Griôs na socialização de saberes e de fazeres da cultura

Tela: O Contador de história, de Eduardo Lima Fonte: http://www.artmajeur.com/pt/artist/eduardolima/portfolio – O contador de historia 2012 80×100 cm ~ Pintura, Óleo

Por Helânia Thomazine Porto

A palavra griô tem origem na tradição oral africana, utilizada para designar mestres portadores de saberes e fazeres da cultura, esses transmitidos oralmente. Segundo a griô Adwoa Badoe, entre os povos do oeste da África, os griôs são aqueles que há séculos preservam e transmitem as histórias – principalmente as que se referem aos grandes líderes e à formação dos reinos, mas também às pessoas comuns. Tradicionalmente, os griôs contavam a história de seu povo na forma de poemas ou canções. Com o passar do tempo e com as mudanças que se processaram nas sociedades africanas, as maneiras de contar as histórias e mesmo alguns de seus episódios foram sendo alterados, de maneira a adaptar as narrativas tradicionais ao mundo contemporâneo.

A palavra griô ao ser incorporada à cultura brasileira teve seu sentido ampliado, sendo agregadas ao oficio do griô outras ações, como cantoria, dramaturgia, danças, além da contação de histórias; mas sem perder a sua referencialidade, quanto à valorização de transmissão de saberes por meio da tradição oral.

Para a literatura africana o dono das histórias, o primeiro griô, teria sido Kwaku Ananse, o Homem Aranha. Pois, ele foi o único que conseguiu trazer para a Terra as histórias. Ananse o responsável pela divulgação de contos populares e mitos africanos por toda a África, Europa, Ásia e Américas. Para conhecer um pouco desse universo, trago o mito que explica o surgimento das histórias no mundo.

A História das Histórias

“Há muito tempo atrás, as pessoas não tinham nenhuma história. À noite, as crianças sentavam-se em torno das fogueiras, chegavam para os velhos e pediam: – Conta-nos uma história!

Mas eles não podiam contar.

– As histórias – diziam – pertencem todas a Nyame, o Deus do Céu, e ele as guarda no seu baú de ouro, ao lado do seu trono dourado.

Um dia, Ananse, o tecelão da aldeia, decidiu que iria subir até o céu para negociar as histórias. Então, ele levantou cedo e teceu uma teia imensa de prata, que se estendia até o céu, e por ela subiu.

Ao chegar ao céu, Ananse falou a Nyame, que desejava comprar suas histórias. Ao ouvir aquilo Nyame riu muito de Ananse, falando em seguida:

 – O preço das minhas histórias, é que você me traga Osebo, o leopardo de dentes terríveis, Mmboro, os marimbondos que picam como fogo e Moatia, a fada que nenhum homem viu.

Nyame imaginava, que desta forma, faria Ananse desistir da ideia, mas Ananse apenas respondeu:

 -Pagarei seu preço com prazer, ainda lhe trago Ianysiá, minha velha mãe, a sexta filha de minha avó.

Outra vez o Deus do Céu riu muito e respondeu:

-Ora Ananse, como pode um velho fraco como você, tão pequeno, pagar meu preço?

Desta vez, Ananse não respondeu, virou-se e desceu pela sua teia de prata que ia do chão até o céu. Foi pegar as coisas que Nyame exigia. Correndo por toda selva, finalmente encontrou Osebo, o leopardo de dentes terríveis. Que falou assim quando percebeu sua chegada:

-Ah, Ananse! Você chegou na hora certa para ser o meu almoço.

-O que tiver de ser será. – disse Ananse, que continuando ainda disse:

– Mas primeiro vamos brincar de jogo de amarrar?

Osebo que adorava jogos e brincadeiras, logo se interessou.

– Mas como se joga este jogo?

– Com cipós, eu amarro você pelo pé com o cipó, depois desamarro, aí, é a sua vez de me amarrar. Ganha aquele que amarrar e desamarrar mais depressa. – disse Ananse, respondendo a pergunta do leopardo.

– Muito bem, rosnou o leopardo já planejando devorar o Homem Aranha assim que o amarrasse.

Ananse, então, rapidamente amarrou Osebo pelo pé, e quando o leopardo estava bem preso, pendurou-o amarrado a uma árvore dizendo:

– Agora Osebo, você está pronto para encontrar Nyame.

Ananse cortou uma folha de bananeira, enchendo uma cabaça com água e atravessou o mato até a casa de Mmboro. Ao chegar, colocou a folha de bananeira sobre sua cabeça, derramando um pouco da água sobre si, e o resto sobre a casa de Mmboro dizendo:

– Está chovendo, chovendo, chovendo, vocês não gostariam de entrar na minha cabaça para que a chuva não estrague suas asas?

 – Muito obrigado! Zumbiram os marimbondos entrando dentro da cabaça do Homem Aranha, que a tapou rapidamente. Após prender Mmboro na cabaça, ele a pendurou na mesma árvore que prendera Osebo, bem ao lado do leopardo dizendo:

– Agora Mmboro, você está pronto para encontrar Nyame.

Depois, foi esculpir uma boneca de madeira, cobrindo-a de cola, da cabeça aos pés, foi e a colocou aos pés de um flamboyant onde as fadas costumam dançar. À sua frente, colocou uma tigela de inhame assado, amarrando um cipó em sua cabeça, e foi se esconder em um arbusto próximo, onde esperando, segurava a outra extremidade do cipó. Passados alguns minutos chegou Moatia, a fada que nenhum homem viu, o último item pedido por Nyame. Ela veio dançando de uma forma que só as fadas africanas sabem dançar, indo até os pés do flamboyant. Lá, ela avistou a boneca e a tigela de inhame e disse:

 – Bebê de borracha. Estou com muita fome, poderia me dar um pouco do seu inhame?

Ananse puxou o cipó de forma que parecesse que a boneca sinalizava um sim com a cabeça, com o sinal de aprovação, Moatia comeu todo inhame, agradecendo após o banquete.

– Bebê de borracha, muito obrigada.

Mas a boneca não respondeu. A ausência de resposta deixou Moatia brava, que em tom de ameaça falou:

 – Bebê de borracha, se você não me responder, eu, eu vou te bater.

E como a boneca continuo parada, já que Ananse não puxara o cipó, Moatia deu-lhe um tapa na boneca, ficando com a sua mão presa na bochecha cheia de cola. O que só serviu para aumentar a irritação da fada, que novamente ameaçou;

– Bebê de borracha, se você continuar a não me responder, eu vou lhe dar outro tapa.

Como Ananse continuava sem mexer o cipó, a boneca continuo parada. Moatia deu-lhe um outro tapa, ficando agora com as duas mãos presas. Mais irritada ainda, a fada tentou se livrar com os pés, que também ficaram presos. Ananse então saiu de trás do arbusto, carregou a fada até a árvore onde se encontravam presos Osebo e Mmboro e disse:

 -Moatia, você está pronta para encontrar Nyame.

Após deixar Osebo, Mmboro e Moatia, Ananse foi até a casa de Ianysia, sua mãe, sexta filha de sua avó. Ao chegar, olhou para sua mãe e disse:

 – Ianysiá, venha comigo, irei te dar a Nyame em troca de suas histórias.

Ananse começou a tecer uma imensa teia de prata em volta do leopardo, dos marimbondos e de Moatia, depois uma outra teia, que ia do chão até o céu, quando terminou, subiu por ela carregando seus tesouros. Caminhou até os pés do trono de Nyame e o saudou:

– Nyame! Aqui está o preço que você pediu por suas histórias, Osebo, o leopardo de dentes terríveis, Mmboro, os marimbondos que picam como fogo e Moatia, a fada que nenhum homem viu. E como prometido, ainda lhe trouxe Ianysiá, minha velha mãe, sexta filha de minha avó.

Nyame ficou maravilhado, quase não acreditando no que via. Chamou todos de sua corte dizendo:

– O pequeno Ananse, trouxe o preço que peço por minhas histórias, de hoje em diante, e para sempre, elas passam a pertencer a Ananse e serão chamadas de histórias do Homem Aranha! Cantem em seu louvor!

Ananse, ficou maravilhado, desceu por sua teia de prata carregando o baú das histórias de Nyame, histórias que ele conquistara e passavam a ser suas. Chegando em sua aldeia, o Homem Aranha abriu o seu baú, e desta forma as histórias se espalharam pelos quatro cantos do mundo.

No Brasil coube ao Mestre Didi – Deoscóredes Maximiliano dos Santos, a condição de porta-voz autorizado da tradição negra na Bahia. Reconhecido internacionalmente pela estética afro-brasileira, o artista plástico e escritor divulgou em seus contos populares, lendas e mitos africanos, publicados em versão bilíngue, português-yorubá, o sobrenatural em harmonia com o cotidiano.

Em seus contos Mestre Didi escrevia como falava, pois para ele as suas narrativas deviam ser entendidas de forma simples, já que nas narrativas a linguagem se mantem móvel, sempre aberta a uma nova narração individual e oral.

Não só na Bahia, mas em vários estados nacionais estão se estruturando políticas afirmativas para a inserção de griôs em diferentes espaços educativos. No Rio Grande do Sul, a nível estadual, há a Lei Griô, que a exemplo da lei nacional em tramitação, objetiva a valorização e o reconhecimento da tradição oral, buscando entre outras medidas a preservação desses mestres da tradição oral e sua inserção nas escolas. A proposta de inserção de griôs na escola tem como meta o rompimento com a lógica positivista em que a educação é separada da cultura. Além dessa empreitada tem-se também outra, que é a formação de futuros griôs.

Em alguns espaços sociais a inserção desses metres da cultural oral vem se constituindo como uma opção de turismo sustentável, como exemplo “As trilhas griôs da Chamada Diamantina (BA)”, as quais tem em seu roteiro turístico a contação de histórias e de mitos, e a apresentação dos costumes da comunidade. Para isso a comunidade, com apoio de pesquisadores, tem realizado levantamento desse acervo cultural, incentivado os moradores a reconstituírem a história do lugar e a participarem dos projetos. Se constituindo, assim, como uma pedagogia griô.

A cultura na perspectiva griô não é dicotômica. Não se explica o mundo fragmentando-o; ao contrário, aborda-o por todos os ângulos possíveis, explica-o por parábolas, por analogias, por relações simbólicas e por experimentação. Daí a riqueza de se ouvir mitos, lentas e contos, uma vez que o elemento verbal da história, escrito, desprovido de som, de respiração, despojado da relação interpessoal, é apenas sua imagem mumificada.

fonte: www.processocom.org

Concurso Silvio Romero de monografias sobre folclore e cultura popular abre inscrições

Quadro São João na roça , de Antonino – Antonino Museum

Estão abertas, até 22 de agosto, as inscrições para o Concurso Sílvio Romero de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular edição 2014. Criado em 1959, o prêmio é concedido anualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por intermédio do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), para fomentar a pesquisa, estimulando a diversidade e a atualização da produção de conhecimento no país voltada para esse campo de estudos.Os prêmios, nos valores de R$ 13 mil e R$ 10 mil, serão concedidos aos autores dos trabalhos classificados em primeiro e em segundo lugares, respectivamente. A critério da Comissão Julgadora, poderão ser indicadas até três menções honrosas, agraciadas exclusivamente com o título de destaque.Os trabalhos deverão ser entregues até o dia 22 de agosto, às 18h, ao CNFCP, que fica na Rua do Catete, 179, Catete – Rio de Janeiro, RJ – CEP 22.220-000. Nos trabalhos enviados pelos Correios, sob registro, o carimbo de postagem será o comprovante para a observância do prazo.

Acesse aqui o edital completo.

Mais Informações
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP)
(21) 2285-0441 / 2285-0891, ramais 214 e 215
pesq.folclore@iphan.gov.br

Oficina mirim inicia ações do projeto de Salvaguarda do Tambor de Crioula

Na manhã da próxima segunda-feira, dia 7 de outubro, terá início a primeira ação do projeto Salvaguarda do Tambor de Crioula, iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Maranhão (IPHAN-MA), em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e apoio do Comitê Gestor da Salvaguarda do Tambor de Crioula. O projeto será lançado com oficina de Incentivo à Formação de Grupos Mirins, destinada a crianças e jovens de 7 a 15 anos de idade, abordando dança, canto e toque do Tambor de Crioula, com carga horária de 40 horas/aula.

A iniciativa é uma das ações do projeto de salvaguarda do Tambor de Crioula, conveniado entre o IPHAN e a Secretaria de Cultura local e tem como objetivo possibilitar às crianças e jovens adolescentes a compreensão da relevância do Tambor de Crioula, proporcionando, de forma privilegiada, a aprendizagem dos fundamentos técnicos, das disposições corporais e da percepção dos sentidos lúdicos e religiosos da prática dessa manifestação cultural. Para a execução do projeto foram investidos R$ 500 mil por parte do IPHAN e a R$ 125 mil da Secretaria.

A oficina acontecerá no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho de 7 de outubro a 28 de novembro. Os interessados poderão se inscrever na segunda-feira, de 8h às 9h no Centro de Cultura Popular, situado na Rua do Giz, 221 – Centro.

O Tambor de Crioula foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em 2007 e no ano seguinte foram iniciadas as discussões em torno do Plano de Salvaguarda do Tambor de Crioula, com o objetivo de fortalecer essa prática cultural nas suas mais variadas formas de expressão. Dentre as ações previstas voltadas à preservação dos modos de fazer o Tambor de Crioula, serão realizadas oficinas que proporcionam a valorização e transmissão de conhecimentos, ao mesmo tempo em que fomentam a prática cultural do Tambor de Crioula, fortalecendo o sentimento de pertencimento cultural de seus praticantes.

Tem início o Encontro de Culturas Populares e Tradicionais

O sétimo Encontro de Culturas Populares e Tradicionais tem início nesta quinta-feira, dia 3 de outubro, e segue até domingo, 06 no SESC Itaquera, São Paulo. Concebido pela Rede Nacional de Culturas Populares e realizado pelo Ministério da Cultura (MinC) e vários parceiros, o Encontro tem a missão de avaliar as políticas públicas de cultura implantadas nos últimos dez anos e de propor diretrizes para o fortalecimento desta ações.
O evento reúne mestres e mestras da cultura popular, lideranças indígenas, quilombolas, artistas, gestores culturais, representantes da sociedade civil nos conselhos e colegiados de cultura, dirigentes do MinC e o público interessado no debate em torno do futuro da Cultura Popular e Tradicional do país.
Toda esta programação fomenta a realização da Meta 04 do Plano Nacional de Cultura-PNC, que estabelece a necessidade de implantação de política nacional de proteção e valorização dos conhecimentos e expressões das culturas populares e tradicionais. Conheça as 53 Metas do PNC clicando aqui. Veja também o Plano Setorial de Culturas Populares clicando aqui.

Serviço:
Encontro de Culturas Populares e Tradicionais
Local:
SESC Itaquera
Endereço: Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000, Itaquera – São Paulo.

Poço Redondo é tema de exposição no Rio

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em conjunto com o Ministério da Cultura e o Centro Nacional de Folclore inauguram a exposição da Sala do Artista Popular Fios de Tradição em Poço Redondo, de 29 de agosto a 29 de setembro no Rio de Janeiro/RJ.

O mote é a região do estado de Sergipe conhecida como o Sertão do São Francisco. Numa perspectiva histórica, a Grota de Angico, é o segundo maior destino turístico da região, por ser o local em que o rei do cangaço, Lampião, e integrantes de seu bando foram capturados pelas forças volantes nos idos de 1938.

Os trabalhos artesanais produzidos pelas mulheres do sertão de Sergipe tinham traços e registros marcantes desde o Século XIX sendo comum ouvir relatos de lenços bordados por encomenda para cangaceiros de renome. As obras compõem um variado repertório visual composto por peças de vestuário, enfeites de cabelo, panos de bandeja, cortinas, roupas de mesa e banho surge pelas mãos das rendeiras e bordadeiras, que ao longo de gerações fazem do entrelaçamento de fios uma forma de expressão.

Histórico
Em Poço Redondo, sentadas próximo às janelas para aproveitar a luminosidade, as rendeiras chamam a atenção de quem passa pelo local. No povoado de Sítios Novos, não muito distante da sede do município, é grande o número de mulheres que, uma após outra geração, vêm se dedicando a ornar os cortes de pano com fios que se entrecruzam e entremeiam tecidos em composições graciosas. Os pontos mais frequentes são o ponto-cruz e o rendendê, que na década de 1970 ganhou visibilidade, chegando a ser conhecido como a renda sergipana.

Um variado repertório visual composto por peças de vestuário, enfeites de cabelo, panos de bandeja, cortinas, roupas de mesa e banho surge pelas mãos das rendeiras e bordadeiras, que ao longo de gerações fazem do entrelaçamento de fios uma forma de expressão.

Confira aqui o convite.

Serviço:
Fios de Tradição em Poço Redondo
Local:
Sede do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete 179, Rio de Janeiro/RJ.
Data: 29 de agosto a 29 de setembro de 2013.
De terça a sexta, de 11 às 18h. Aos sábados, domingos e feriados, de 15 às 18h.

Avança processo de Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste

Um Encontro de Mamulengo realizado em Pernambuco entre os dias 22 e 24 de agosto tornou mais próxima a aspiração dos praticantes do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste em obter seu Registro como Patrimônio Cultural do Brasil. O evento, promovido pelo Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DPI-IPHAN) e pela Universidade de Brasília (UnB) é uma das atividades do processo de Registro e buscou informar os participantes sobre o andamento e os efeitos do Registro, além de estabelecer parcerias direcionadas ao apoio, valorização e sustentabilidade dessa manifestação cultural.

Com a parceria da Superintendência do Instituto em Pernambuco, e o apoio da Prefeitura de Recife e da Fundarpe, o Encontro reuniu pesquisadores e artistas do teatro de bonecos, representante da Associação Pernambucana de Teatros de Bonecos – filiada à Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (proponente do pedido de Registro ao IPHAN), das Secretarias de Cultura da Cidade do Recife e de Olinda, quinze grupos de Mamulengo com seus acompanhantes de seis cidades pernambucanas e uma de São Paulo, além da Associação de Mamulengueiros de Glória do Goitá (PE), entre outros interessados no assunto.

O referido evento encerrou as atividades de pesquisa, documentação e de mobilização dos detentores para a instrução do processo de Registro em questão. A partir de agora, será realizada a sistematização das informações recolhidas até o momento, na  forma de um  dossiê sobre o bem cultural e de um vídeo que serão apreciados, ao final, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.

IPHAN lança edital sobre pesquisa e documentação da Arte Kusiwa

Entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos poderão participar do edital voltado à pesquisa e documentação da Arte Kusiwa – pintura corporal e arte gráfica Wajãpi. O projeto a ser elaborado deverá abarcar as atividades de coleta, produção, análise e sistematização de informações e dados textuais, fotográficos e audiovisuais de caráter etnográfico a ser realizado com base em metodologia de pesquisa antropológica.

As atividades deverão ser realizadas na área de incidência do bem cultural, principalmente, na Terra Indígena Wajãpi no estado do Amapá. Deverão ser observados os padrões de qualidade exigidos para produção científica e audiovisual. O objetivo deste trabalho é prover insumos para a reavaliação da Arte Kusiwa e posterior  tomada de decisão referente à revalidação do seu título como Patrimônio Cultural do Brasil, de acordo com o Decreto nº. 3.551/2000, a Resolução nº. 001/2006 e a Resolução nº. 1/2013, com base na realização da pesquisa e da atualização da documentação a ela relacionada.

Os interessados deverão incluir proposta no SICONV, no Programa 2041120130018, no período de 21 de agosto a 22 de setembro de 2013. Os procedimentos necessários para a participação no processo seletivo deverão ser consultados na íntegra do Edital de Chamamento Público nº 04/2013, disponível em anexo ou no Departamento de Patrimônio Imaterial, sediado no SEP SUL, E.Q. 713/913 – Lote D, 4º andar, Edifício Iphan, no horário de 9:00 h as 17:00 h. Informações complementares poderão ser obtidas pelo fone (61) 2024-5401/2024-5422/2024-5425.

Anexo 1 Certidão de Registro

Anexo 2 Roteiro de pesquisa 

Anexo 3 Orientações Gerais para a Captação de Vídeo, áudio e fotografia

Anexo 4 Modelo Ofício 

Anexo 5 Decl. Inst. Privadas

Anexo 6 Declaração inst públicas

Anexo 7 Inst. privadas Adimplência e Contrapartida

Anexo 8 Inst publicas Adimplencia e Contrapartida

Anexo 9 Formulário Recurso Administrativo

Edital Chamamento Público n. 05-2013 – Seleção projeto Arte Kusiwa

Exposição Bem do Brasil chega ao Piauí

Bem do Brasil: Patrimônio Histórico e Artístico é a exposição itinerante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que poderá ser visitada em Parnaíba, Piauí, do dia 10 de julho até 11 de agosto, na Casa Simplicio Dias. A Mostra será aberta no dia 9 de julho, às 19h, para convidados.

A curadoria é de Lauro Cavalcanti, diretor do Centro Cultural Paço Imperial, design de Victor Burton e tem patrocínio do BNDES. A exposição retrata a diversidade do patrimônio cultural brasileiro em exemplares de todos os estados, representado em pinturas, gravuras e esculturas, além de filmes e fotografias.

Bem do Brasil reúne desenhos, pinturas, gravuras e esculturas de artistas como Taunay, Facchinetti, Djanira, Tarsila do Amaral, Volpi, Ivan Serpa, Amilcar de Castro, Aluisio Carvão, Franz Weissmann, Guignard, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Mestre Valentim, Arthur Bispo do Rosário, Goeldi, Samico, J.Borges e Portinari.

A mostra também traz peças de várias regiões do país, como violas-de-cocho de Mato Grosso, tambores da Crioula do Maranhão, oratórios mineiros e baianos, imagens de reis, santas e santos de igrejas de Pernambuco e do Museu de Arte Sacra de São Cristóvão – SE, esculturas das Missões Jesuítico-Guaranis no Rio Grande do Sul, ex-votos de romeiros do Ceará e Bahia, cajados de pais de santo, cerâmicas indígenas do Espírito Santo, carrancas do Velho Chico, cabeça de Boi Tinga do Pará, máscaras de Cavalhadas de Goiás, bonecos do Jequitinhonha, o jongo do Rio de Janeiro, cerâmicas e cabeças de ex-votos de procedências diversas.

A exposição foi o evento que reinaugurou o Palácio do Planalto, em Brasília, em setembro de 2010, antes de seguir para o Centro Cultural Paço imperial, em dezembro do mesmo ano, no Rio de Janeiro. Bem do Brasil, que também já passou por São Miguel das Missões – RS e Recife – PE, reúne 18 painéis fotográficos com imagens das peças expostas em Brasília e no Rio de Janeiro, acrescidos de obras de acervo local e ampliando a visibilidade dos bens culturais brasileiros.

Exposição no Rio de Janeiro une fé e artesanato

O Ministério da Cultura, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) convidam para a inauguração da exposição Motivos de Fé, na próxima quinta-feira, 04 de julho.

A mostra de arte e artesanato ressalta o fluxo das trocas simbólicas entre vida e afirmação da fé, presentes ora nas imagens esculpidas em madeira e barro, ora elaboradas em tecido e bordados dos estandartes, ou nos presépios e pêssankas.

As visitas poderão ser feitas de terça a sexta das 11h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados das 15 às 18h. Exemplares da Exposição também estarão à venda.
Confira o convite aqui

Serviço:
Data:
4 de Julho
Horário: 17h
Local: Sala do Artista Popular
Endereço: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete, 179, Catete. Rio de Janeiro.
Informações: www.cnfcp.gov.br

Abertas as inscrições para concurso de monografias sobre folclore e cultura popular

Estão abertas até 7 de agosto 2013 as inscrições para o Concurso Sílvio Romero de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular edição 2010. Criado em 1959, o prêmio é concedido anualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por intermédio do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, com o objetivo de fomentar a pesquisa, estimulando a diversidade e a atualização da produção de conhecimento no país voltada para esse campo de estudos.

Os prêmios, nos valores de R$ 13 mil e R$ 10 mil, serão concedidos aos autores dos trabalhos classificados em primeiro e em segundo lugares, respectivamente. A critério da Comissão Julgadora ainda poderão ser indicadas até três menções honrosas, agraciadas exclusivamente com o título de destaque.

Os trabalhos deverão ser entregues ao Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, – Rua do Catete, 179, Catete, Rio de Janeiro, RJ, CEP 22.220-000 -, até às 18h do dia 7 de agosto, ou remetidos pelos Correios, sob registro, até a data indicada, sendo o carimbo de postagem o comprovante para a observância do prazo.

Acesso o edital completo.

Publicação revela belezas de jardins históricos do país

As esculturas, os coretos, as fontes e os mais variados equipamentos dos mais belos jardins de todo o país são a temática do livro Jardins do Brasil, de Carlos Fernando de Moura Delphim, que será lançado nessa segunda-feira, dia 20 de maio, às 20h, em Brasília. A publicação, com informações inéditas, ressalta aspectos de inserção urbana dos jardins das cidades como locais de convivência social ao longo da história. Muitos desses locais abrigam obras de artistas como Aleijadinho e mestre Valentim, além de diferentes espécies de plantas e flores.

O Autor
Carlos Fernando de Moura Delphim nasceu em Lavras – MG e formou-se na Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais. Iniciou seu trabalho na área do patrimônio no final dos anos 70, quando integrou o grupo responsável pela Restauração do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Em seguida, criou o Programa Jardins Históricos na Fundação Nacional pró-memória. Desde os anos 80 tem atuado no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em defesa do patrimônio natural, propondo uma visão mais ampla sobre essa área. Também realizou projetos de paisagismo em vários locais do mundo. No Brasil, dentre seus trabalhos, destacam-se os realizados para Oscar Niemeyer no Memorial da América Latina, em São Paulo, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, e da Universidade Norte Fluminense.

Serviço:
Lançamento do livro Jardins do Brasil, de Carlos Fernando de Moura Delphim
Data:
20 de maio de 2013, às 20h
Local: Livraria Cultura – Teatro Eva Herz
Shopping Center Iguatemi Brasília
SHIN CA 4, Lote A – Lago Norte

Cineastas Indígenas para jovens e crianças

cineastas indígenas para jovens e crianças

O Vídeo nas Aldeias lançou a coleção Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças, um livro-vídeo para estudantes do ensino fundamental de todo país. Patrocinada pela “Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais”, da UNESCO, a publicação traz um guia didático e uma seleção de 6 filmes com temáticas voltadas para o público infanto-juvenil – realizados junto aos povos Wajãpi, Ikpeng, Panará, Ashaninka, Mbya-Guarani e Kisêdjê – em dois formatos:

– Em versão digital, disponível na íntegra para computadores, tablets e outros dispositivos móveis:

Leia ou faça o download do livro
“Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças”. A partir dele, é possível acessar os filmes da coleção, além de outras produções de cineastas indígenas, bem como diversas fontes de pesquisa sobre os povos e temas abordados.

Assista aqui aos filmes da coleção!

A cópia digital interativa do guia dá acesso aos filmes da coleção “Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças”, bem como a outros filmes citados no livro e a sites e livros para pesquisa complementar, como a Enciclopédia dos Povos Indígenas no Brasil Mirim, do Instituto Socioambiental.

– Em breve, o livro acompanhado por dois DVDs, contendo seis filmes e textos didáticos de apoio, estará também disponível em livrarias.

A coletânea reúne títulos consagrados nacional e internacionalmente como a vídeo carta “Das crianças Ikpeng para o mundo”, dos Ikpeng, e “Depois do ovo, a guerra”, dos Panará, assim como dois filmes inéditos, o “Mbya Mirim”, dos Mbya-Guarani e “No tempo do verão”, dos Ashaninka. “Akukusiã, o dono da caça”, dos Wajãpi, e “A história do monstro Khátpy”, dos Kisêdjê, completam a coleção.

Mais informações: Cineastas Indígenas para jovens e crianças.

Exposição ‘Um canto no mundo de Sérgio Cezar’

Entra em cartaz, no próximo dia 11 de abril, quinta-feira, às 17 horas, a exposição da Sala do Artista Popular “Um canto no mundo – Sérgio Cezar”. Realizada pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do IPHAN, a mostra ficará em cartaz até 19 de maio, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer e adquirir o artesanato produzido pelo artista carioca.

Esse “arquiteto do papelão”, como é conhecido, tem o hábito de caminhar pela cidade, reunindo miudezas para seus casarios e favelas. Utilizando-se de instrumentos em sua maioria criados por ele mesmo, usa o verbo “mexer” para explicar o seu trabalho. Ele “mexe” com desenho, argila, pedra-sabão, bijuteria, bronze, estampa em tecido, além da fotografia, que o acompanha desde o início da sua jornada de artista popular. Ele “mexe” com os materiais enquanto cria a escultura e “viaja”, inventando histórias sobre os personagens para as pequenas moradias de papelão.

A atividade de recolher os despojos da vida urbana, de assimilar, reinventar o que recolhe, e de viver com o princípio do reaproveitamento define seu trabalho que acabou chegando à novela Duas Caras, da Rede Globo. As 3.500 casinhas de favelas usadas na abertura ficaram famosas, e a vida e trabalho do artista acabaram virando o curta-metragem “O gigante do papelão”, de 2010.

Inspirado pelas precariedades da cidade, o artista a remonta por meio do lixo e, com o cuidado do recorte e a sensibilidade para escolher o tipo de material para cada detalhe de suas peças, reconfigura e afirma o espaço geográfico da realidade urbana. Munido de olhos atentos para observar a vida da cidade e encontrar novos materiais para suas esculturas, dá vida a pequenas moradias a partir das sobras que recolhe. Os trabalhos estarão disponíveis para visitação e venda.

Sobre o CNFCP
Instituição vinculada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular é responsável por promover ações que busquem, por meio de pesquisa e documentação, conhecer as realidades específicas em que ocorrem as mais diversas expressões do fazer brasileiro, procurando acompanhar as constantes transformações por que passam, bem como apoiar e difundir os processos culturais populares, propondo e conduzindo ações para sua valorização e difusão.

Serviço
Sala do Artista Popular “Um canto no mundo de Sérgio Cezar”
Inauguração: 11.04.2013, às 17h
Período: 11/04/2013 a 19/05/2013
Exposição e venda: de terça a sexta-feira, das 11 às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 15 às 18h

Informações
Setor de Difusão Cultural
(21) 2285-0441, ramais 204, 205 e 206
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Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
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Festa do Divino de Paraty – RJ é o mais novo Patrimônio Cultural Brasileiro

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Brasília, aprovou nesta quarta-feira, dia 3 de abril, o Registro da Festa do Divino Espírito Santo de Paraty, no Rio de Janeiro, como Patrimônio Cultural Brasileiro. A proposta para a proteção da manifestação cultural foi encaminhada ao Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/IPHAN) pelo Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), com a anuência da comunidade.

De acordo com o parecer do DPI sobre a festividade (em anexo no final da página), trata-se de uma celebração representativa da diversidade e da singularidade, com elementos próprios, fundamental para a construção e afirmação da identidade cultural do paratiense. A Festa possui, ainda, relevância nacional, na medida em que traz elementos essenciais para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira, além de ser uma referência cultural dinâmica e de longa continuidade histórica.

Paraty e a Festa do Divino
A celebração do Espírito Santo é uma manifestação cultural e religiosa, de origem portuguesa, disseminada no período da colonização e ainda hoje presente em todas as regiões do Brasil, com variações em torno de uma estrutura básica: a Folia, a Coroação de um imperador, e o Império do Divino, símbolos principais do ritual. As festas do Divino constituem-se numa relação de troca com a divindade. São festas de agradecimento, de pagamento de promessas, de cooperação entre os indivíduos da comunidade.

Em Paraty, a festa vem incorporando outros ritos e representações que agregam elementos próprios e específicos relacionados à história e à formação de sua sociedade. É uma celebração profundamente enraizada no cotidiano dos moradores, um espaço de reiteração de sua identidade e determinante dos padrões de sociabilidade local. Constituída por vários rituais religiosos e expressões culturais, a Festa se realiza a cada ano, iniciando no Domingo de Páscoa com o levantamento do mastro. Suas manifestações e rituais ocorrem ao longo da semana que antecede o Domingo de Pentecostes, principal dia da festa. A celebração propicia momentos importantes, símbolos de caridade e de colaboração entre a comunidade, como o almoço do Divino, a distribuição de carne abençoada e de doces.

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Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural avalia proteção de dois novos bens

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural estará reunido em Brasília, no próximo dia 3 de abril, para o primeiro encontro de 2013. Na pauta, além de temas administrativos, estão a proposta de tombamento do Edifício A Noite, na cidade do Rio de Janeiro, e o Registro como Bem Cultural do Brasil da Festa do Divino Espirito Santo, de Paraty, também no estado do Rio.

Em 2012, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou o tombamento dos Centros Históricos de Antonina (PR), Manaus (AM), Oeiras e Piracuruca (PI), do Conjunto da Estação Ferroviária de Teresina (PI), e das pontes Affonso Penna (GO) e Eurico Gaspar Dutra (MS). Os conselheiros também aprovaram o Registro como Patrimônio Cultural do Brasil do Ofício e Modos de Fazer as Bonecas Karajá (GO/TO) e do Fandango Caiçara do litoral de São Paulo e do Paraná.

Edifício A Noite

Vista aérea do Edifício “A Noite”, de 1930 – Extraída do livro “Rio de Janeiro 1900-1930″, de George Ermakoff

Dominando a Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro, o Edifício A Noite lembra os anos de glória da região, quando artistas, empresário e políticos eram atraídos pela vida em torno de multinacionais, agências de notícias, consulados e principalmente da Rádio Nacional. Em 1928, o antigo Liceu Literário Português deu espaço a um edifício de 102 metros de altura, com 22 pavimentos e estrutura em concreto armado, edificado para abrigar o Jornal A Noite, um projeto do francês Joseph Gire, autor do hotel Copacabana Palace e do Palácio Laranjeiras, e do arquiteto brasileiro Elisário Bahiana, tendo Emilio Baumgart como calculista estrutural. Em seus andares estabeleceram-se sedes de empresas multinacionais, das agências de notícias La Prensa e United Press Association, além dos famosos estúdios da antiga Rádio Nacional, reconhecida nacionalmente pela produção de novelas e divulgação de artistas nacionais, eternamente associados à época em que o edifício era foco de uma vida alegre e boêmia. (para saber mais, clique aqui)

Festa do Divino Espírito Santo de Paraty

A celebração do Espírito Santo é uma manifestação cultural e religiosa, de origem portuguesa, disseminada no período da colonização e ainda hoje presente em todas as regiões do Brasil, com variações em torno de uma estrutura básica: a Folia, a Coroação de um imperador, e o Império do Divino, símbolos principais do ritual. Em Paraty, a Festa do Divino vem incorporando outros ritos e representações que agregam elementos próprios e específicos relacionados à história e à formação de sua sociedade. É uma celebração profundamente enraizada no cotidiano dos moradores, um espaço de reiteração de sua identidade e determinante dos padrões de sociabilidade local.

Paratynautica.com

Realizada a cada ano, iniciando no Domingo de Páscoa, suas manifestações e rituais ocorrem ao longo da semana que antecede o Domingo de Pentecostes, principal dia da festa. (para saber mais, clique aqui)

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do IPHAN.

Serviço: Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Dia:
3 de abril de 2013, de 10h às 18h
Local: Sede do IPHAN
SEPS 713/913 Bloco D – Ed IPHAN – Asa Sul
Brasília – DF

IPHAN-AC promove nova consulta sobre o pedido de Registro do Kene, do povo Huni Kui

Dando sequência aos encontros povo indígena Huni Kuĩ sobre o pedido de Registro do Kene como Patrimônio Cultural do Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Acre (IPHAN-AC) realiza, até o próximo sábado, dia 16, encontro na Terra Indígena do Alto Rio Purus. É o terceiro da série de quatro encontros. O primeiro, ocorrido entre os dias 9 e 15 de fevereiro, foi na Terra Indígena do Igarapé do Caucho. Também em fevereiro, de 17 a 22, a reunião foi na Terra Indígena Katukina/Kaxinawá.

O Fórum Geral Fechando a Volta será na cidade de Tarauacá, entre os dias 15 e 17 de abril. As reuniões têm como objetivo esclarecer sobre o processo de registro e estreitar os laços com as comunidades locais para promover uma gestão mais compartilhada do patrimônio. Deste encontro  sairá o posicionamento do povo Huni Kuĩ, anuindo ou não com o registro do Kene como Patrimônio Cultural Brasileiro. As primeiras reuniões contaram com represen

O pedido de Registro é de 2006, feito por lideranças e organizações representativas do povo Huni Kuĩ, para combater os usos ilegítimos do Kene, que vem sendo comercializado sem autorização do povo Huni Kuĩ. O Kene é o nome que se dá aos desenhos geométricos tradicionalmente aplicados à cerâmica, tecelagem, arte em palha, miçanga e ainda à pintura corporal do povo Huni Kuĩ, o maior grupo indígena do estado do Acre, conhecidos também como Kaxinawá. Com aproximadamente 8,2 mil pessoas (IBGE, 2008) os Huni Kuĩ estão divididos em 12 terras indígenas legalmente demarcadas.

IPHAN integra expedição ao Rio Negro que mapeará lugares sagrados

Ao longo de três semanas, 18 indígenas das etnias Tukano, Tuyuca, Pira-Tapuia, Bará, Desana, Tariano e Makuna, provenientes dos rios Uaupés, Tiquié e Pirá-Paraná estarão em expedição para percorrer o curso do Rio Negro entre Manaus e São Gabriel da Cachoeira. O objetivo é refazer parte da rota dos lugares sagrados e míticos de seus ancestrais, registrando as narrativas orais de conhecedores tradicionais, com o intuito de refazer parte da rota mítica pela qual seus ancestrais alcançaram os territórios onde até hoje vivem.  Essa história faz parte de um extenso acervo de narrativas orais compartilhadas pelos grupos indígenas da família linguística Tukano, falantes de mais de dez línguas, com cerca de 30 mil pessoas, que vivem nas bacias transfronteiriças dos rios.

A expedição, que teve início dia 18 de fevereiro e segue até 11 de março, é parte de um conjunto de ações que vêm sendo apoiadas por diversas instituições, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), o Instituto Socioambiental (ISA) e mais recentemente, o Ministério de Cultura da Colômbia.

Além dos indígenas, participam da expedição conhecedores tradicionais, jovens interessados nesses saberes, documentaristas, lideranças pesquisadores e técnicos das instituições envolvidas. A expectativa inicial é produzir um vídeo-documentário sobre esta parte específica do trajeto mais amplo percorrido pela Anaconda ancestral, que, juntamente com outros materiais gerados, servirá de subsídio à consolidação e desenvolvimento desse programa binacional de cartografia e documentação dos lugares sagrados.

Saiba mais : http://www.socioambiental.org

A arte de tecer e trançar da região do sisal baiano estará em exposição

As belezas artísticas produzidas com fibras de sisal, ariri, caroá e pindoba poderão ser apreciadas na mostra Traçar, tecer: Valente, Araci e São Domingo. Localizados no semiárido, no nordeste da Bahia, esses três municípios fazem parte da região do sisal e destacam-se na produção do artesanato, atividade secular feminina de trançar e tecer fibras da caatinga.

A exposição promovida pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) será inaugurada na próxima quinta-feira (21) na Sala do Artista Popular do Centro onde também serão vendidos bolsas, cestos, caixas, entre outros. As artesãs dos municípios de Valente e São Domingos trabalham com o sisal e também com a palha da pindoba. Já em Araci, a tradição consiste no trabalho com o caroá, uma espécie de bromélia encontrada na caatinga, do qual é extraída uma fibra áspera e dura.

Da variedade de produtos feitos pelas artesãs que trabalham com o sisal, somente o trançado utiliza a fibra como matéria-prima, os demais produtos – das técnicas de tricô, tear, e macramê – são feitos com o fio, que é comprado já colorido. Desse modo, tapetes, capachos, bolsas, carteiras e cintos são feitos com o fio, e os produtos utilitários, cestas, descansos de panela, jogos americanos, porta-joias e caixas são feitos com a fibra.

Valente é considerada a capital do sisal, onde, além da Apaeb – Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira, responsável pelo beneficiamento da fibra e pela produção de fios e tapetes para exportação, encontra-se a sede da Cooperativa Regional de Artesãs Fibras do Sertão – Cooperafis, que trabalha com 64 artesãs nos três municípios.

De um modo geral, a rotina de trabalho das artesãs de Valente, Araci e São Domingos é dividida entre a sede da cooperativa em cada localidade e o trabalho em casa. O aprender fazendo, comum na atividade artesanal, envolve observação, admiração, respeito e, acima de tudo, preservação das referências culturais que ligam essas mulheres não só ao sisal e ao caroá, mas à caatinga, ao semiárido, e à perseverança diante das dificuldades, fatores que fazem das artesãs mulheres de fibra, mulheres valentes.

Veja o convite [aqui]

Sobre o Centro
O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular é uma instituição vinculada ao IPHAN responsável por promover ações que busquem, por meio de pesquisa e documentação, conhecer as realidades específicas em que ocorrem as mais diversas expressões do fazer brasileiro, procurando acompanhar as constantes transformações por que passam, bem como apoiar e difundir os processos culturais populares, propondo e conduzindo ações para sua valorização e difusão.

Serviço
Exposição Trançar, tecer: Valente, Araci e São Domingos
Inauguração: 21 de fevereiro de 2013, às 17h
Período: 21 de fevereiro a 31 de março de 2013

Exposição e venda
Terça a sexta-feira, das 11h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h
Sala do Artista Popular
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Rua do Catete, 179
Catete – Rio de Janeiro

Realização
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Iphan/MinC

Informações
Setor de Difusão Cultural
(21) 2285-0441, ramais 204, 205 e 206
difusão.folclore@iphan.gov.br
Visite www.cnfcp.gov.br e conheça a instituição

Iphan-AC realiza consulta sobre o pedido de Registro do Kene, do povo Huni Kui

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Acre (IPHAN-AC) realizará consultas junto ao povo indígena Huni Kuĩ sobre o pedido de Registro do Kene como Patrimônio Cultural do Brasil. Os encontros acontecerão entre os dias 13 e 21 de fevereiro nas Terras Indígenas Praia do Carapanã (Tarauacá/AC) e Curralinho (Feijó/AC) e objetivam, além de esclarecer sobre o processo de registro, estreitar os laços com as comunidades locais para a promoção de uma gestão mais compartilhada do patrimônio.

O pedido de Registro foi realizado em 2006 por lideranças e organizações representativas do povo Huni Kuĩ com a intenção de combater os usos ilegítimos do Kene com fins de comercialização por parte de terceiros. Assim, o IPHAN-AC iniciou reuniões de esclarecimento e consulta nas terras indígenas a fim de garantir a participação informada e efetiva da comunidade no processo. Ao final das reuniões, espera-se que o povo Huni Kuĩ, entenda os limites e possibilidades do Registro e suas implicações, para assim decidir pela ratificação ou não do pedido de Registro do Kene.

As discussões acontecem em fóruns locais e resultarão no Fórum Geral denominado “Fechando a volta”, a ser realizado em abril de 2013 no Município de Tarauacá. Do evento, sairá o posicionamento do povo Huni Kuĩ, anuindo ou não com o registro do Kene como Patrimônio Cultural Brasileiro.

Os Huni Kuĩ e o Kene
Os Huni Kuĩ, conhecidos também como Kaxinawá, constituem o maior grupo indígena do Estado do Acre. Com aproximadamente 8.200 pessoas (IBGE, 2008) estão divididos em doze terras indígenas legalmente demarcadas. O Kene é o nome que se dá para os desenhos geométricos tradicionalmente aplicados à cerâmica, tecelagem, arte em palha, miçanga e ainda à pintura corporal do povo Huni Kuĩ.

As duas primeiras reuniões ocorreram na região do rio Jordão e do Rio Breu, contando com representantes do povo Huni Kuĩ da Terra Indígena Kaxinawá do Baixo Rio Jordão, Terra Indígena Kaxinawá do Alto Rio Jordão, Terra Indígena Kaxinawá Seringal Independência e Terra Indígena Kaxinawá/Ashaninka do Rio Breu. Nestas reuniões estiveram presentes José Carmélio Kaxinawá (Ninawá), presidente da Federação do Povo Huni Kuĩ do Acre – FEPHAC; Judite da Silva, presidenta da Associação das Produtoras de Artesanatos das Mulheres Indígenas Kaxinawá de Tarauacá e Jordão – APAMINKTAJ; e Joaquim Maná, professor, linguista e técnico Huni Kuĩ contratado para compor a equipe que organiza as reuniões, mobiliza as lideranças indígenas e faz a tradução das falas; além de mulheres mestras na arte do Kene Kuĩ, jovens alunos (as), professores (as), agentes de saúde, agentes agroflorestais, pajés e lideranças indígenas Huni Kuĩ.

Serviço:
Reuniões de Consulta Livre ao povo Huni Kuĩ do Acre
Terra Indígena do Igarapé do Caucho: 9 a 15 de fevereiro de 2013
Terra Indígena Katukina/Kaxinawá:17 a 22 de fevereiro de 2013
Terra Indígena do Alto Rio Purus: 12 a 16 de março de 2013
Fórum Geral (cidade de Tarauacá): 15 a 17 de abril de 2013

38º Encontro Cultural de Laranjeiras é apoiado pelo IPHAN

Com o tema “Lúdica: poder comunicante. Tributo a Luiz Antônio Barreto” o 38º Encontro Cultural de Laranjeiras acontece até o dia 13 de janeiro, e é promovido pela Secretaria de Estado da Cultura – Secult de Sergipe e apoiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

Laranjeiras, cidade histórica, com sítio tombado pelo IPHAN, torna-se palco para apresentações de mais de cem grupos folclóricos de Laranjeiras e os de outros municípios sergipanos. Além dos grupos, haverá shows, apresentações de teatro, exposições de fotografias, pintura e artesanato. E também, cafés culturais, lançamentos de livros e um Simpósio que abordará o tema central com palestras e mesas-redondas. Fará parte da programação um Fórum de Secretários Municipais de Cultura, para debater políticas municipais para este setor.

Durante o Encontro, o IPHAN apresentará os resultados do Projeto “Dia do Patrimônio na Escola”, que foi executado ao longo do segundo semestre de 2012 em escolas laranjeirenses. Uma iniciativa que tem como tema Patrimônio Cultural e envolve diversas instituições como IPHAN, Subsecretaria de Estado do Patrimônio Histórico e Cultural, Secretarias Municipais de Cultura e Educação e a Unidade Cimesa da Votorantim Cimentos.

O historiador pesquisador e folclorista Luiz Antônio Barreto, homenageado pelo encontro, falecido em abril de 2012, é um dos criadores do evento. Deixou como legado, vasta obra de estudo e interpretação do folclore, grande defensor que foi da preservação do patrimônio cultural sergipano.

Histórico
O Encontro Cultural de Laranjeiras foi criado em 1975, com três objetivos principais: a reversão de um passivo de descuido e de desconhecimento da cultura laranjeirense; a ampliação de uma consciência da preservação; e a divulgação para o Brasil e para o mundo, do acervo histórico e artístico das tradições populares e do sincretismo religioso que ao longo destas quase quatro décadas de trajetória está consolidado como um dos maiores do gênero em todo o País.

Confira a programação completa (aqui)

Serviço:
38º Encontro Cultural de Laranjeiras
Data: de 7 a 13 de janeiro
Cidade: Laranjeiras (SE)
Organizadora: Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe

IPHAN e Ufopa realizam Mostra de documentários etnográficos

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e o Programa de Extensão Cultural da Amazônia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) realizam de 7 a 11 de janeiro, das 17h30 às 20h, a Mostra Etnodoc, na sala de exibição do SESC, localizada na rua Floriano Peixoto, 535, centro, Santarém – Pará.

A mostra é uma ação de itinerância dos documentários produzidos a partir do Etnodoc – Edital de Apoio a Documentários Etnográficos sobre Patrimônio Cultural Imaterial. Durante a abertura, serão exibidos os documentários, Memórias Cabanas, dirigido por Clodoaldo Corrêa e o Barco do Mestre com direção de Gavin Andrews.

Etnodoc
Realizado pela Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro, em parceria com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP – e o Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN, patrocinado pela Petrobras, o Etnodoc é o Edital de apoio à Produção de documentários etnográficos sobre  Patrimônio Imaterial e tem por objetivo a documentação e difusão do Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro por meio do apoio à produção de documentários inéditos para exibição em TVs públicas. O Edital conta ainda com a parceria da Secretaria do Audiovisual/SAV e EBC/TV Brasil.

Confira a programação (aqui)

Serviço:

Mostra de documentários etnográficos
Período: de 7 a 11 de Janeiro
Local: Sala de exibições do SESC
Endereço: Rua Floriano Peixoto, 535, Centro – Santarém, Pará.
Realização: Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (ACAMUFEC); Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/IPHAN
Parceria: Universidade Federal do Oeste do Pará; Programa de Extensão Patrimônio Cultural da Amazônia (PROEXT/MEC 2011)
Patrocínio: Petrobrás; Ministério da Cultura
Apoio: SESC