Atentado ao patrimônio documental brasileiro : Senado aprova projeto que autoriza a destruição de documentos originais

“Um ataque e um atentado ao patrimônio documental brasileiro”, define o professor de informação digital da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp) Charlley Luz, sobre o Projeto de Lei do Senado (PLS) 146/07. O PLS estava engavetado há 10 anos e foi colocado em votação no plenário da Casa em meio a uma semana turbulenta pelo parlamentar Magno Malta (PR-ES).

Aprovado no dia 14, o projeto foi encaminhado nesta terça-feira (20) para a Câmara dos Deputados, onde será avaliado pelos parlamentares. Malta já havia tentado colocar o projeto em pauta no apagar das luzes do ano passado, sem sucesso. Agora, a votação aconteceu em meio a escândalos envolvendo o governo Temer e seus aliados, como a expectativa da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em acatar o pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

O projeto autoriza a destruição do patrimônio documental brasileiro após digitalização, o que especialistas consideram a legalização da queima de arquivo histórico. “O texto aprovado pelos senadores autoriza a destruição de documentos originais. Isto é um ataque, pois sabemos que esta digitalização gera um representante digital que nunca será igual ao documento original por motivos diplomáticos e de garantia histórica e da verdade”, afirma o professor.

De acordo com o texto da lei, os documentos podem passar por uma validação não científica, digitalização e armazenagem em mídia ótica autenticada. Após esse processo, fica autorizada a incineração, destruição mecânica ou outro processo que garanta sua destruição completa. “Neste momento, devemos lembrar de questões tecnológicas que podem interferir na garantia da autenticidade, afinal, a tecnologia não é infalível, está aí toda a dúvida gerada nas apurações de urnas eletrônicas nas eleições, por exemplo”, disse Charlley.

Outro problema na lei, explica o professor, está em quem procederá com o armazenamento e destruição dos documentos. De acordo com o projeto, tal processo fica sob responsabilidade de empresas de software de gestão documental, após autenticação em outras empresas ou cartórios credenciados junto ao Ministério da Justiça. “Esse tipo de reserva funcionaria bem num ecossistema estável com instituições sólidas e as regras do jogo claras, além de requisitos arquivísticos definidos. Da forma como está, é só cadastrar no ministério que está liberada a exploração do serviço”, explica.

Para o professor, “a memória nacional está sob critério da indústria da digitalização”. O Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), responsável por regulamentar e formular políticas nacionais para a área, divulgou nota técnica em repúdio à iniciativa. “O PLS possui equívocos ao alterar importantes dispositivos legais, pois extingue a função genuína de prova ou testemunho de grande parte dos documentos arquivísticos”, diz o texto.

fonte: Rede Brasil Atual

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan se reúne em Brasília para decidir novos tombamentos

A lista de bens protegidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) poderá ter dois novos bens a partir do dia 15 de setembro. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural estará reunido na sede do Iphan, em Brasília, para avaliar a proposta de tombamento da Casa da Flor, em São Pedro D’Aldeia, na Região dos Lagos (RJ) e o registro da Romaria de Carros de Boi da Festa do Divino Pai Eterno de Trindade (GO).

O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 23 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

Tudo caquinho transformado em beleza

Em 1912, Gabriel Joaquim dos Santos (1892-1985), um trabalhador nas salinas, em São Pedro D’Aldeia, na Região dos Lagos (RJ), abusando de sua criatividade decidiu construir sua própria casa. Por causa de um sonho, ele decidiu embelezar a casa com mosaicos, esculturas e enfeites diversos coletados no lixo e a partir de objetos quebrados. Segundo ele, eram “coisinhas de nada”. Foi assim que nasceu a Casa da Flor.

De acordo com o parecer do Iphan, entre as justificativas para o tombamento da Casa da Flor está o ineditismo criativo, que instiga ao debate sobre os processos de produção cultural. O documento destaca que “a Casa da Flor condensa esse esforço de ordenar a desordem, a fragmentação e as oposições, de acordo com um conhecimento do valor das coisas e não da sua utilidade meramente funcional.”

A identidade cultural de um povo muitas vezes está ligada à sua crença e, principalmente, à simbologia que envolve a tradição das práticas e celebrações religiosas. A devoção ao Divino Pai Eterno, em Trindade, começou volta de 1840, quando um casal encontrou um medalhão entalhado com a imagem do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Desde então, muitas pessoas peregrinam até a região, caracterizando esta prática como imersa no catolicismo popular.

Fé e devoção pelas estradas de Goiás

Os carros de bois eram, antigamente, o principal meio de transporte para as famílias das zonas rurais, para viagens de longas distâncias. Por isso, a Romaria de Carros de Bois da Festa de Trindade, especificamente, está relacionada às antigas práticas cotidianas da vida rural. Ainda hoje, permanece como uma tradição cultural, reiterada no convívio familiar por sua representatividade no que se refere às antigas vivências de homens e mulheres do campo.

Centro de Preservação Cultural da USP lança nova edição especial de sua revista

cover_issue_8794_pt_BR

O Centro de Preservação Cultural (CPC) da USP acaba de lançar duas novas edições da publicação eletrônica Revista CPC, o número 21 (2016) e a edição especial Dossiê: O reconhecimento dos bens culturais: método, inventários e repercussões normativas.

De caráter científico, a revista é semestral e dedica-se a refletir sobre questões relativas a patrimônio em seus múltiplos aspectos, publicando artigos inéditos sobre patrimônio cultural, conservação e restauração, coleções e acervos, além de resenhas e depoimentos. Lembramos aos autores que a Revista CPC adota o fluxo contínuo de submissões e que o envio de trabalhos é feito diretamente pelo Portal de Revistas da USP.

Entre outros artigos, a Revista CPC traz os textos “A preservação do patrimônio cultural no contexto do licenciamento ambiental: possibilidades sociais e produção de (des)conhecimento sobre ambiente, cultura e patrimônio” e “Cidade, patrimônio e território: As políticas federais de seleção no Brasil do século XXI”. Na edição especial, estão reunidos os trabalhos apresentados no Seminário Internacional O reconhecimento dos bens culturais: método, in-ventários e repercussões normativas, promovido pelo CPC em maio de 2015, tais como “O legado da arquitetura no século XX: proteção administrativa versus salvaguarda efetiva” e “Inventário de bens culturais: conhecer e compreender”.

As novas edições podem ser consultadas neste link.

Mais informações: site http://revistas.usp.br/cpc

Fonte: : Jornal da USP

Conjunto Moderno da Pampulha é mais novo Patrimônio Mundial no Brasil

Paisagem Cultural do Patrimônio Moderno. Este é mais um título inédito que o Brasil acaba de receber. O Comitê do Patrimônio Mundial, reunido na 40ª Sessão, que ocorre em Istambul, na Turquia, aprovou a inscrição do Conjunto Moderno da Pampulha na Lista do Patrimônio Mundial. A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, acompanhou a votação. Para ela, “o Brasil tem muito a comemorar. O Conjunto da Pampulha está na origem da produção arquitetônica e urbanística brasileira dentro do Movimento Moderno, e deve ser um bem compartilhado por toda a humanidade. Ao integrar a Pampulha à Lista do Patrimônio Mundial, a UNESCO estará reconhecendo o conjunto como uma obra-prima do gênio criativo humano”.

A Pampulha em conjunto
Situado em uma das regiões mais tradicionais de Belo Horizonte (MG) e de grande significado para diversas gerações, no Brasil e no mundo, o Conjunto Moderno da Pampulha foi concebido com o objetivo de criar uma obra de arte total, integrando as peças artísticas aos edifícios e estes à paisagem, e conta com as quatro primeiras obras assinadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer, projetadas na década de 1940. O conjunto possui também jardins planejados pelo paisagista Roberto Burle Marx, painéis com azulejos do pintor Candido Portinari e esculturas de artistas renomados como Alfredo Ceschiatti e José Alves Pedrosa.

Formado por uma paisagem que agrega quatro edifícios articulados em torno do espelho d’água de um lago urbano artificial, o Conjunto Moderno da Pampulha é integrado pela Igreja de São Francisco de Assis, o Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile (Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte) e o Iate Golfe Clube (Iate Tênis Clube), todos bens construídos entre 1942 e 1943.

A área que abriga o Conjunto Moderno era parte de uma antiga fa¬zenda, responsável pelo abastecimento agrícola da cidade de Belo Horizonte. Loteada e urbanizada na década de 1940, o lugar tornou-se um empreendimento modernizador que atraiu a atenção de vários intelectuais e artistas de todo o Brasil, por promover uma interação entre arquitetura, artes plásticas e paisagismo.

Inspirado nas concepções do suíço Le Corbusier (pseudônimo de Charles-Edouard Jeanneret-Gris), criador dos Cinco Pontos da Nova Arquitetura – planta livre, fachada livre, pilotis, terraço jardim e janelas em fita –, Niemeyer planejou os edifícios do Conjunto. Por sua vez, Roberto Burle Marx teve como influência os ideais do resgate da identidade nacional e as vanguardas europeias das artes. Segundo seus próprios depoimentos, o seu contato com a riqueza da flora brasileira em jardins botânicos de Berlim (Alemanha) o fez compreender como seria importante resgatar espécimes nativas nos jardins do país. Embora muitas vezes comparados a telas de pintura, suas criações se revelam vivas por se transformarem com o passar dos anos e por representarem novas e livres maneiras de combinação cromáticas e de harmonias entre espécimes.

Cassino da Pampulha
O local ofereceu à cidade um luxuoso espaço de lazer e de shows que atraiu a elite da sociedade belorizontina. Sua divisão interna estabelecia um ambiente de jogos e uma pista de dança, além de um restaurante. Começou a funcionar em 1942, antes mesmo da inauguração oficial do complexo. Manteve seu uso original até 1946, quando foram proibidos os jogos no Brasil. Em 1957, o edifício foi transformado no Museu de Arte da Pampulha, uso que permanece até hoje.

Casa do Baile
Projetada para ser um restaurante dançante de funcionamento diário, tipo de lazer público até então inexistente em Belo Horizonte, foi concebida para atrair também as classes populares para a Pampulha. Assim como o Cassino, a Casa começou a funcionar em 1942, antes da inauguração oficial do Conjunto. Em 1954, devido ao rompimento da barragem, ela foi fechada, com aberturas esporádicas para alguns eventos. Em 1986 foi reaberta como anexo do Museu de Arte da Pampulha. Entre outras mudanças, em 2002, após passar por obras de restauração, o local foi reinaugurado como Cen¬tro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e Design, uso adequado ao reconhecimento e divulgação de sua importância para a arquitetura moderna brasileira.Croqui do arquiteto Oscar Niemeyer, da Casa do Baile, na Pampulha, Belo Horizonte (MG)

Iate Golfe Clube
Teve como uma de suas funções difundir a prática de esportes náuticos em Belo Horizonte, como o remo e a vela. Seus associados podiam desfrutar dessas atividades, realizadas na lagoa, além das piscinas, quadras e salões de festas. Em 1961, o clube foi vendido para a iniciativa privada e transformado no Iate Tênis Clube.

Igreja São Francisco de Assis
Primeira igreja brasileira construída nos padrões da arquitetura moderna, Niemeyer se apropriou de elementos regionais da cultura religiosa. Distante dos elementos sacros tradicionais, ela permaneceu fechada por vários anos e seu tombamento pelo Iphan, em 1947, garantiu sua sobrevivência. Somente em 1959, o pequeno templo foi aberto à comunidade.

Patrimônio Mundial no Brasil
Além do Conjunto Moderno da Pampulha, o Brasil conta hoje com o total de 19 bens culturais e naturais na lista de 1.031 bens reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio Mundial. Os bens naturais são: Parque Nacional do Iguaçu (PR) – (1986), Costa do Descobrimento: Reservas da Mata Atlântica (BA/ES) – (1999), Reservas da Mata Atlântica (PR/SP) – (1999), Complexo de Conservação da Amazônia Central (AM) – (2000), Complexo de Áreas Protegidas do Pantanal (MT/MS) – (2000), Ilhas Atlânticas: Fernando de Noronha e Atol das Rocas (PE/RN) – (2001), e Reservas do Cerrado: Parques Nacionais da Chapada dos Veadeiros e das Emas (GO) – (2001).
Já os bens culturais estão compostos por: Centro Histórico de Ouro Preto (MG) – (1980), Centro Histórico de Olinda (PE) – (1982), Missões Jesuítas Guaranis – no Brasil, ruínas de São Miguel das Missões (RS) – (1983), Centro Histórico de Salvador (BA) – (1985), Santuário de Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas (MG) – (1985), Brasília (DF) – (1987), Parque Nacional Serra da Capivara (PI) – (1991), Centro Histórico de São Luís (MA) – (1997), Centro Histórico de Diamantina (MG) – (1999), Centro Histórico de Goiás (GO) – (2001), Praça São Francisco, na cidade de São Cristóvão (SE) – (2010), Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar (2012).

Processo de candidatura
Para o reconhecimento como Patrimônio Mundial, o primeiro passo é a aceitação pela Unesco da inclusão do bem na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial, que funciona como instrumento nacional de planejamento de preparação de candidaturas. Composta pela indicação do Iphan de bens culturais e mistos que integram a proposta brasileira, além da indicação de bens naturais pelos órgãos competentes, a lista indicativa nacional é apresentada pelo Brasil por meio de sua Delegação Permanente junto à UNESCO. A partir da apresentação e avaliação pelo Centro do Patrimônio Mundial, os bens entram ou não na lista indicativa a patrimônio mundial, sendo possível a continuação do processo de candidatura.

Após a inclusão do Conjunto Moderno da Pampulha na lista indicativa do Brasil em 1996, com o objetivo de mobilizar e estruturar o processo de candidatura, que foi efetivamente iniciado em dezembro de 2012, com a sinalização de interesse e compromisso por parte da prefeitura de Belo Horizonte (MG) junto à Presidência do Iphan para o seu desenvolvimento.

Assim, o Iphan favoreceu a constituição dos comitês técnico, estratégico e gestor, envolvendo diferentes atores de interesse, no nível municipal, estadual, do setor público e da sociedade civil. As atividades do Comitê Gestor contaram com a coordenação da Superintendência do Iphan em Minas Gerais (Iphan-MG) e da assistência técnica da Assessoria de Relações Internacionais do Instituto.

Desenho do arquiteto Oscar NiemeyerO dossiê de candidatura elaborado reúne informações e documentação técnica, apresentando argumentos referentes à autenticidade, integridade e ao valor universal excepcional do bem, assim como informações referentes à sua proteção, conservação e gestão. Após a conclusão do dossiê, em 2014, o documento foi entregue ao Iphan em cerimônia realizada na Pampulha no dia comemorativo da cidade, que, por meio da Delegação Permanente do Brasil na UNESCO, o apresentou ao Centro do Patrimônio Mundial.

Após a entrega, o dossiê passou por um processo de avaliação, em que foram observadas questões formais da candidatura. Aprovado, um especialista indicado pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) – órgão assessor para bens culturais junto ao Secretariado da Convenção do Patrimônio Mundial – foi enviado para uma missão de avaliação no local, com a tarefa de elaborar um parecer técnico para ser apresentado a uma comissão avaliadora de técnicos do ICOMOS. A última fase do trâmite é a avaliação final do Comitê do Patrimônio Mundial que, com base no parecer e no dossiê, decide ou não pelo reconhecimento do bem como Patrimônio Mundial.

Prefeitura do Rio de Janeiro: Não à rodoviária no Palácio Imperial! Salve a memória do Brasil!

O prefeito do Rio de Janeiro quer fazer uma rodoviária de grande porte no local das antigas Cavalariças Imperiais, exatamente ao lado de patrimônio tombado como a Quinta da Boa Vista (antigos Jardins Imperiais) e o Paço Imperial de São Cristóvão (hoje o Museu Nacional).

O local serviu de sede para a nossa corte Luso-Brasileira (residência de D. João VI, D. Pedro I, D. Pedro II….).

Como o entorno histórico obviamente não resistirá ao afogamento por este tsunami de trânsito de ônibus, o plano contemplaria construir viadutos (!!!) em volta deste patrimônio nacional.

O  plano original era transformar o espaço em área pública de lazer, mantendo suas características de época. Seria uma benção pois a Zona Norte do Rio é uma das mais carentes de áreas verdes.

A ameaça:

A área pública das Cavalariças Imperiais passou por uma privatização de forma obscura e apressada, sem qualquer debate público.

Não houve qualquer estudo de impacto viário, pré-requisito básico.

Os órgãos de proteção de patrimônio (IPHAN, por exemplo) não foram informados do projeto.

A pouca exposição dada ao projeto pela imprensa, ignora por completo o genocídio cultural e histórico. Você já imaginou emparedar o Louvre em Paris com viadutos e rodoviárias, só porque ele está numa região central daquela cidade?

Este projeto, que é tocado quase em segredo, pode ser detido APENAS através da exposição pública. APENAS uma reação da sociedade pode evitar este desastre. Tantas omissões já obrigariam a administração pública a rever o projeto se este for efetivamente exposto.

O timing não poderia ser melhor: a poucos dias das Olimpíadas nesta cidade, a exposição de tal aberração urbanística surtiria mais efeito pois estaríamos sob mais holofotes nacional e internacionalmente.

Agradecemos o apoio com sua assinatura!  Uma área verde pública não pode virar uma rodoviária no coração histórico do Brasil!

ASSINE AQUI O ABAIXO-ASSINADO

fonte: Defender.org

No dia de seu aniversário, Belém/PA ganha de presente a revitalização do Mercado do Ver-o-Peso

Na comemoração do aniversário de 400 anos de Belém teve parabéns, bolo de chocolate, abraço fraterno, orações e, claro, vários presentes como o convênio assinado na manhã desta festiva terça-feira, 12, entre o governo do Estado e prefeitura municipal, para a reforma e revitalização completa do complexo do Mercado do Ver-o-Peso. “Esse é um presente da população do Pará para a capital paraense”, revelou o governador Simão Jatene. FOTO: CRISTINO MARTINS / AG. PARÁ DATA: 12.01.2016 BELÉM - PARÁ

foto : Cristino Martins / Ag. Pará

O projeto de reforma e revitalização completa do complexo do Mercado do Ver-o-Peso é uma construção coletiva, fruto de várias reuniões realizadas pela Prefeitura com os feirantes que apresentaram as principais reivindicações e sugestões para melhorias. A proposta seguiu também as diretrizes do Iphan e as exigências da Vigilância Sanitária, garantindo a comercialização e armazenamento dos artigos alimentícios de forma segura, limpa e organizada.

O projeto foi anunciado logo após os parabéns cantado em volta do bolo de 100 metros, que foi dividido com a população que estava na Castilho França, em frente ao Ver-o-Peso.

O projeto tem investimento total de R$ 34 milhões, sendo R$ 25 milhões repassados pelo governo estadual e o restante de contrapartida da gestão municipal.

Na comemoração do aniversário de 400 anos de Belém teve parabéns, bolo de chocolate, abraço fraterno, orações e, claro, vários presentes como o convênio assinado na manhã desta festiva terça-feira, 12, entre o governo do Estado e prefeitura municipal, para a reforma e revitalização completa do complexo do Mercado do Ver-o-Peso. “Esse é um presente da população do Pará para a capital paraense”, revelou o governador Simão Jatene. FOTO: CRISTINO MARTINS / AG. PARÁ DATA: 12.01.2016 BELÉM - PARÁ

Olhares do Brasil: Sergipe, por Agliberto Lima

fotos: Agliberto Lima/Fotos Públicas

Sergipe é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região Nordeste e tem por limites o oceano Atlântico a leste e os estados da Bahia, a oeste e a sul, e de Alagoas, a norte, do qual está separado pelo Rio São Francisco. É o menor dos estados brasileiros, ocupando uma área total de 21 915,116 km², pouco maior que Israel. Em 2010, sua população foi recenseada em 2.068.017 habitantes.

A capital e maior cidade é Aracaju, sede da Região Metropolitana de Aracaju, que inclui ainda os municípios de Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão – a primeira capital de Sergipe. Outras cidades importantes são: Itabaiana, Lagarto e Estância, todas com mais de 50 mil habitantes.

Sergipe emancipou-se politicamente da Bahia em 8 de julho de 1820. A então capitania de Sergipe del-Rei viria a ser elevada à categoria de província quatro anos depois, e, finalmente, a estado após a proclamação da República em 1889. fonte: Wikipédia

Jornada do Patrimônio vai abrir as portas de imóveis importantes de São Paulo

Além da vasta programação de palestras, cursos e atrações, a Jornada do Patrimônio vai abrir as portas de vários imóveis na cidade de São Paulo ,onde estarão disponíveis acervos e monitores para ensinar um pouco sobre esses pontos importantes da cidade e que acabam passando despercebidos na correria de uma grande metrópole.

Programação por imóveis

Confira todos os imóveis no site oficial da Jornada do Patrimônio .

Banco Central lança moeda comemorativa homenageando Salvador/BA

imageO Banco Central do Brasil lançou a mais nova moeda da série numismática Cidades Patrimônio da Humanidade no Brasil. Desta vez a homenagem é para Salvador (BA), que terá moeda cunhada em prata com valor de face de R$ 5.

A escolha da cidade contou com a participação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por meio da Assessoria de Relações Internacionais (ARIN) e será a sexta da série que homenageia as cidades e centros históricos brasileiros que receberam da UNESCO o título de Patrimônio da Humanidade. Agora ela se junta as moedas já lançadas para Brasília, Ouro Preto, Goiás, Diamantina e São Luís.

O preço da moeda será de R$ 180 reais e inicialmente serão lançadas três mil unidades.

O centro histórico da cidade do Salvador e a Costa do Descobrimento foram reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio Mundial. O Samba de Roda do Recôncavo também está inscrito na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade no Brasil.

Conselho Consultivo do IPHAN vai avaliar tombamento de quatro novos bens nesta quarta (25)

A lista de bens protegidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) poderá aumentar nesta quarta-feira, 25 de novembro, durante a 81ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que estará reunido na sede do instituto, em Brasília. Na pauta estão as propostas de tombamento das estações telegráficas construídas pela Comissão Rondon Vilhena e Ji-Paraná (RO), o Conjunto arquitetônico e paisagístico e acervo de bens móveis do Terreiro Omo Ilê Aboula (BA), o tombamento dos Remanescentes do antigo Teatro de Cultura Artística (SP) e o Edifício Sede do IAB – Departamento de São Paulo (SP).

Esta é a última reunião de 2015, durante o ano o Conselho se reuniu outras três vezes. Nas ocasiões eles avaliaram diversos bens, entre eles, a prática artesanal de fazer cuias, realizada por mulheres de comunidades ribeirinhas do Baixo Amazonas (PA), a maestria do paisagismo de seis Jardins de Burle Marx, no Recife (PE), e a história, arte e beleza do parque Campo de Santana, no Rio de Janeiro (RJ).  Também estiveram na pauta o tombamento do Conjunto Arquitetônico Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora (MG) e da Antiga sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro (RJ), além da proposta de registro com o Patrimônio Cultural do Brasil da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antonio de Barbalha (CE).

Estações telegráficas construídas pela Comissão Rondon Vilhena e Ji-Paraná (RO)

As duas antigas estações telegráficas são um dos poucos vestígios restantes do desbravamento e ocupação da região Norte, Centro-Oeste e, em especial, em Rondônia. Ambas são consideradas testemunhas concretas de uma política específica de integração nacional, da região Norte com o restante do País e de um momento da história da tecnologia no Brasil, com o surgimento das telecomunicações.

Remanescentes do antigo Teatro de Cultura Artística (SP)

O antigo Teatro é um marco na história contemporânea das práticas artísticas do Brasil, um símbolo do movimento espontâneo da própria sociedade para o desenvolvimento de atividades culturais, na qual as iniciativas deixaram de depender do Estado com um propósito de priorizar a arte brasileira e a cultura tradicional. O valor artístico está atribuído ao Painel de afresco de Di Cavalcanti, elemento de maior destaque na fachada.

Conjunto arquitetônico e paisagístico e acervo de bens móveis do Terreiro Omo Ilê Aboula (BA)

O Terreiro Omo Ilê Aboula é um testemunho de resistência do povo de axé. É um espaço que condensa toda a ancestralidade dos antigos terreiros, tornando-se um elo fundamental entre os terreiros de culto a Egunguns fundados por africanos no século XIX e a ancestralidade afro-brasileira. E por isso, é uma casa de notório reconhecimento entre o povo de culto aos ancestrais, uma tradição que sua história fez ser restrita e pouco disseminada, em relação às outras tradições de matriz africana.

Edifício Sede do IAB – Departamento de São Paulo (SP)

O edifício se destaca no contexto da arquitetura moderna construída em São Paulo entre as décadas de 1930 e 1940, resultado de um projeto coletivo no qual ficou expresso o desejo de afirmação da arquitetura moderna, sendo emblemático nesse processo. Sua qualidade foi consagrada em publicações especializadas, sendo analisado por diversos autores que se dedicaram ao tema.

Conselho Consultivo

O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 23 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

Serviço:

Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data:
25 de novembro de 2015, das 9h às 18h
Local: Sede do Iphan – SEPS 713/913 Bloco D – Ed Iphan – Asa Sul – Brasília – DF

fonte : Ascom/Iphan

IEPHA/MG investe mais de R$ 5 milhões em bens culturais de Minas Gerais

O Governo de Minas Gerais, por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), inicia intervenções em três importantes bens culturais do Estado: a Fazenda Boa Esperança, em Belo Vale, a Praça da Liberdade (BH) e o Centro Histórico de Brumal. Ainda este ano, serão liberados também os editais de licitação de obras nas cidades de Matias Cardoso (Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição), Jequitibá (Igreja do Santíssimo Sacramento), Belo Vale (Fazenda Belo Vale – 1ª etapa de obras de restauração arquitetônica) e Brejo do Amparo, município de Januária (Igreja Nossa Senhora do Rosário). Além disso, serão licitados os projetos para restauração da Casa de Cultura em Oliveira.

Os investimentos do Governo do Estado são de R$ 4.237.936,05, somados ao Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público de Minas Gerais no valor de R$ 659.036,95 e ainda uma parceria público-privada, que investe outros R$ 103.000,00, totalizando mais de R$ 5 milhões. As obras contemplam, entre outras ações, recuperação de estruturas físicas, restauração de elementos artísticos e de imagens sacras, revitalização de pinturas de postes e recuperação de fachadas.

Dentre as obras anunciadas em agosto pelo Governo do Estado, as intervenções nos edifícios Rainha da Sucata e Museu Mineiro foram retomadas no segundo semestre, com o pagamento da dívida de R$ 4,3 milhões, nas quais a execução havia sido interrompida no governo anterior.

O Iepha-MG fará o acompanhamento de todas as etapas das obras.

Relação de obras já licitadas e com ordem de início:

– Fazenda Boa Esperança (Belo Vale-MG): execução de obra emergencial de reforma e recuperação pontual das estruturas físicas e de restauração pontual de elementos artísticos da capela. Valor: R$ 408.000,00; previsão de início: novembro de 2015.

– postes da Praça da Liberdade: revitalização das pinturas de 41 postes que serão pintados e trocadas as cúpulas. Projeto patrocinado pela Claro. Valor: R$ 103.000,00; previsão de início: novembro de 2015.

– Centro histórico de Brumal (Santa Bárbara): execução de obras de reforma e restauração da capela do Senhor dos Passos inclusive adro, restauração da imagem do Senhor dos Passos. Recuperação de fachadas das edificações situadas à rua principal e Praça Santo Amaro. Valor: R$ R$ 659.036,95; previsão de início: novembro de 2015.

Obras reiniciadas:

Forro do Museu Mineiro – previsão de conclusão: maio de 2016

Rainha da Sucata – previsão de conclusão: abril de 2016

Olhares do Brasil – Ouro Preto/MG, por Agliberto Lima

Operação S.O.S. Patrimônio do MPMG resgata 310 peças sacras na área atingida pela lama

Este slideshow necessita de JavaScript.

Desde o dia 5 de novembro, quando houve o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realiza a operação S.O.S. Patrimônio, coordenada pela Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais. As ações desenvolvidas têm como objetivo diagnosticar a extensão dos danos ocasionados a bens culturais situados nos povoados afetados pela onda de lama.

Durante 14 dias, uma equipe formada por especialistas em patrimônio cultural, fez levantamentos históricos, fotos aéreas e vistoriaram, com o apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente e do Corpo de Bombeiros, as capelas de Mercês e São Bento (Bento Rodrigues), Santo Antônio (Paracatu de Baixo) e Nossa Senhora da Conceição (distrito de Gesteira, Barra Longa).

O diagnóstico, realizado por técnicos do MPMG, Centro de Conservação e Restauração da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (Cecor-UFMG), Arquidiocese de Mariana e Secretaria de Cultura de Mariana, apontou a ocorrência de danos extremamente graves aos templos, que possuem acervos sacros dos séculos XVIII e XIX e são protegidos em nível municipal.

A capela de São Bento, cuja origem remonta a 1718, foi totalmente destruída, restando apenas parte das estruturas de pedra. Altares barrocos imponentes e dezenas de peças sacras estão desaparecidos, provavelmente soterrados pela lama. A capela de Nossa Senhora das Mercês, também do século XVIII, situada na parte mais alta do distrito de Bento Rodrigues, ficou ilhada pela lama, exposta ao risco de furtos e danos por novos rompimentos. Técnicos do MPMG e do Cecor-UFMG, em conjunto com a Arquidiocese de Mariana, resgataram 260 peças do templo, incluindo imagens sacras, cálices, castiçais, sinos, instrumentos litúrgicos etc. Nos distritos de Paracatu e Gesteira, ilhados pelo desastre, policiais militares de Meio Ambiente, em conjunto com representantes da Arquidiocese, resgataram, ao todo, 50 peças sacras, mas muitas outras ainda se encontram desaparecidas sob a lama.

O acervo resgatado foi transferido temporariamente para a reserva técnica do Museu de Arte Sacra de Mariana.

Segundo a professora Bethânia Reis Veloso, diretora do Cecor-UFMG, que integrou a equipe responsável pela operação, apesar da destruição das  histórias centenárias de comunidades que foram as responsáveis pelo desenvolvimento do ciclo do ouro em Minas Gerais e do desaparecimento de grande parte do patrimônio histórico e artístico, foram resgatadas importantes obras do acervo dos templos,  incluindo cálices, objetos litúrgicos e devocionais, vestimentas, imagens religiosas, paramentos, adornos, ornamentos e sinos, mas ainda há muito o que fazer.

De acordo com o promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, coordenador da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, o diagnóstico preliminar deixou claro a severidade dos danos causados aos bens culturais e a ausência de medidas emergenciais que deveriam ter sido tomadas por iniciativa da própria Samarco, enquanto responsável pela barragem que se rompeu. “Muitos danos são, infelizmente, irreversíveis, como a perda de peças sacras e altares carregados pela lama. Estamos trabalhando para tentar resgatar o máximo de peças e para evitar a destruição do que restou pelo tráfego de máquinas pesadas que estão no local. A Samarco será responsabilizada por todos esses danos, inclusive na esfera criminal”, diz o promotor .img_DSC_5147_gd

Sisem-SP realiza o curso Plano Museológico e Planejamento Estratégico como Ferramentas de Gestão de Museus

Na foto o"Museu Paulista Noite" por PortoBay Hotels & Resorts - Flickr - Wikipédia

Na foto o”Museu Paulista Noite” por PortoBay Hotels & Resorts – Flickr – Wikipédia

O Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), instância ligada à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, em parceria com o Memorial da Resistência, realiza o curso  “Plano Museológico e Planejamento Estratégico como Ferramentas de Gestão de Museus”.

 Gratuita, a atividade acontece nos dias 26 e 27 de novembro (quinta e sexta-feira), das 10h às 12h e das 13h30 às 17h30, no próprio Memorial.  A ação é destinada aos estudantes e profissionais de museus.

Ministrado por Kátia Felipini Neves, coordenadora do Memorial da Resistência, o curso abordará os princípios do Plano Museológico e do planejamento estratégico, as metodologias de trabalho e de implantação de uma forma prática, simples e acessível a todos, uma vez que é dever das instituições elaborar e implementar o Plano Museológico, conforme estabelecido no Estatuto de Museus.

Estão disponíveis 100 vagas e interessados podem inscrever-se no www.sisemsp.org.br, até 23 de novembro (segunda-feira).

O Memorial da Resistência está localizado no Largo General Osório, n° 66, 5º andar, Auditório Vitae – Santa Ifigênia.   Outras informações pelo telefone (11) 3339-8111. 

Igarassu/PE celebra 43 anos de tombamento

foto: Nelson Khron/reprodução facebook

foto: Nelson Khron/reprodução facebook

Canoa grande, esse é o significado do nome da cidade pernambucana Igarassu. Tida como um dos pontos mais importantes de ocupação portuguesa do litoral nordestino, hoje, a cidade celebra 43 de anos tombamento. Devido ao seu valioso conjunto arquitetônico, o reconhecimento realizado pelo IphanGovBr abarca também cerca de 250 edificações que mantém suas características originais dos séculos XVII e XVIII.

Leia sobre esta cidade brasileira caracterizada por seu traçado singelo e harmonioso: http://goo.gl/ja9t3o

fonte : Iphan

No seu aniversário cidade de Goiás/GO ganha duas obras restauradas

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entrega, neste sábado (25/7), quando se comemora o aniversário da Cidade de Goiás, o Museu de Arte Sacra e a Escola de Artes Plásticas Veiga Valle.

A primeira etapa da obra do Museu de Arte Sacra da Boa Morte estava em andamento desde novembro do ano passado. Os trabalhos no local foram feitos em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus ( Ibram) e com recursos de R$ 500 mil, advindos do Fundo Nacional de Cultura (FNC).

Entre os trabalhos executados no Museu de Arte Sacra estão ações emergenciais, como drenagem e reforços estruturais, e ainda, serviços essenciais, como revisão das instalações elétricas, substituição de reboco, recuperação das esquadrias e repintura. Foi contemplada também a elaboração do projeto executivo para a segunda etapa da obra de restauração, a ser realizada pelo Ibram.

A segunda obra entregue é a Escola de Artes Plásticas Veiga Valle, que reabre as portas após dez meses em obras de restauro e requalificação. O Iphan foi o responsável por conduzir os trabalhos, que contaram com recursos de R$ 1.385.682,99, repassados por meio do PAC Cidades Históricas.

Entre os serviços executados durante a obra estão o reordenamento das atividades de aula no bloco principal do edifício, a instalação da direção e copa no bloco que abrigava a cadeia, e a execução de um novo anexo, para receber as salas de música e de modelagem, além de adequadas instalações sanitárias. Novos espaços de permanência também foram propostos, melhorando a interligação da escola e resguardando sua integridade.

A escola é parte do conjunto tombado na cidade de Goiás e oferece diversos cursos, como desenho, escultura, pintura, gravura e história da arte, já tendo recebido entre seus professores alguns dos maiores nomes das artes plásticas em Goiás.

Ela é formada por edifícios do século XIX, com características da arquitetura vernácula de Goiás, e foi transformado em escola de artes em 1968.  As obras serão entregues no sábado (25) durante as comemorações do aniversário da cidade de Goiás e festa de Sant’Ana, sua padroeira. Na ocasião, o Estado de Goiás celebra a data com a transferência de sua Capital para a cidade.

Educação Patrimonial na Arqueologia é abordado em Festival de Inverno

O Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum de Artes 2015 iniciou na última quarta-feira, 8 de julho, em Minas Gerais, com o tema O que te afeta. Dentro da programação do evento, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizará o Seminário Educação Patrimonial na Arqueologia.

O evento, que acontece até o dia 19 de julho, tem o intuito de reafirmar a importância das manifestações culturais, do diálogo entre a população local e os visitantes, da troca promovida pela arte. Promovendo shows, exposições, oficinas, peças de teatro e de dança, mostras de cinema e atividades para as crianças.

Entre os dias 15 e 17 de julho, a Casa do Patrimônio de Ouro Preto oferecerá por meio de um ciclo de debates a reflexão sobre a prática da Educação Patrimonial nos processos de reconhecimento e valorização nas ações relacionadas à arqueologia e à preservação do patrimônio cultural.  As mesas do Seminário contarão com professores acadêmicos e representantes de instituições da sociedade civil, a fim de colocar em diálogo as diferentes perspectivas e explanar, sobretudo, o vínculo da atual política institucional sobre o tema.

Confira a programação:

15/07

Manhã:

Mesa 1 – Educação Patrimonial, Arqueologia e preservação do patrimônio cultural: uma construção.

Esta mesa tem por objetivo apresentar as diretrizes institucionais sobre a Educação Patrimonial bem como identificar suas relações com as ações do campo da Arqueologia e da preservação do patrimônio cultural.

– Sônia Regina Rampim Florêncio – CEDUC/DAF/Iphan

– Danilo Curado – CNA/DEPAM/Iphan

– Marcus Vinicius – DPI/Iphan

Tarde:

Mesa 2 – Educação Patrimonial na Arqueologia: trajetórias e possibilidades.

Esta mesa apresentará a trajetória da Educação Patrimonial na arqueologia bem como seus desdobramentos nas práticas atuais nos processos de licenciamento.

– Cilcair Andrade – Museu Nacional da UFRJ

– Márcia Arcuri – Departamento de Museologia EDTM UFOP

16/07

Manhã:

Mesa 3 – Educação Patrimonial na Arqueologia de Contrato.

Esta mesa abordará a Educação Patrimonial nos processos de reconhecimento, valorização e preservação do patrimônio cultural nos processos de licenciamento.

– Camila Moraes Wichers – UFG

– Carlúcio Baima – PEP MP – CNA/Iphan

Tarde:

Mesa 4 – Sociedade Civil e Educação Patrimonial na Arqueologia

O objetivo dessa Mesa é o de apresentar e refletir sobre práticas de Educação Patrimonial no âmbito de instituições da sociedade civil.

– Fabiana Pereira Barbosa – Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri

– Elizabete Buco  – FUMDHAM – PI e Ana Stela Negreiros – Iphan – PI

17/07

Manhã:

Mesa 5 – Educação Patrimonial nos currículos dos cursos de arqueologia.

Esta Mesa abordará a questão da inserção da Educação Patrimonial nos currículos dos cursos de arqueologia de forma a identificar as principais abordagens e necessidades das ações educativas durante a formação desses profissionais.

– Márcia Arcuri – UFOP

– Irislane Moraes – UFAP

A história do piso de caquinhos das casas paulistas

Pode algo quebrado valer mais que a peça inteira? Aparentemente não. Mas no Brasil já aconteceu isto, talvez pela primeira vez na história da humanidade. Vamos contar esse mistério.
Foi na década de 40 / 50 do século passado. Voltemos a esse tempo. A cidade de São Paulo era servida por duas indústrias cerâmicas principais. Um dos produtos dessas cerâmicas era um tipo de lajota cerâmica quadrada (algo como 20x20cm) composta por quatro quadrados iguais. Essas lajotas eram produzidas nas cores vermelha (a mais comum e mais barata), amarela e preta. Era usada para piso de residências de classe média ou comércio.

No processo industrial da época, sem maiores preocupações com qualidade, aconteciam muitas quebras e esse material quebrado sem interesse econômico era juntado e enterrado em grandes buracos.

Nessa época os chamados lotes operários na Grande São Paulo eram de 10x30m ou no mínimo 8 x 25m, ou seja, eram lotes com área para jardim e quintal, jardins e quintais revestidos até então com cimentado, com sua monótona cor cinza. Mas os operários não tinham dinheiro para comprar lajotas cerâmicas que eles mesmo produziam e com isso cimentar era a regra.

Certo dia, um dos empregados de uma das cerâmicas e que estava terminando sua casa não tinha dinheiro para comprar o cimento para cimentar todo o seu terreno e lembrou do refugo da fábrica, caminhões e caminhões por dia que levavam esse refugo para ser enterrado num terreno abandonado perto da fábrica. O empregado pediu que ele pudesse recolher parte do refugo e usar na pavimentação do terreno de sua nova casa. Claro que a cerâmica topou na hora e ainda deu o transporte de graça pois com o uso do refugo deixava de gastar dinheiro com a disposição.

Agora a história começa a mudar por uma coisa linda que se chama arte. A maior parte do refugo recebida pelo empregado era de cacos cerâmicos vermelhos mas havia cacos amarelos e pretos também. O operário ao assentar os cacos cerâmicos fez inserir aqui e ali cacos pretos e amarelos quebrando a monotonia do vermelho contínuo. É, a entrada da casa do simples operário ficou bonitinha e gerou comentários dos vizinhos também trabalhadores da fábrica. Ai o assunto pegou fogo e todos começaram a pedir caquinhos o que a cerâmica adorou pois parte, pequena é verdade, do seu refugo começou a ter uso e sua disposição ser menos onerosa.

Mas o belo é contagiante e a solução começou a virar moda em geral e até jornais noticiavam a nova mania paulistana. A classe média adotou a solução do caquinho cerâmico vermelho com inclusões pretas e amarelas. Como a procura começou a crescer a diretoria comercial de uma das cerâmicas descobriu ali uma fonte de renda e passou a vender, a preços módicos é claro pois refugo é refugo, os cacos cerâmicos. O preço do metro quadrado do caquinho cerâmico era da ordem de 30% do caco integro (caco de boa família).

Até aqui esta historieta é racional e lógica pois refugo é refugo e material principal é material principal. Mas não contaram isso para os paulistanos e a onda do caquinho cerâmico cresceu e cresceu e cresceu e , acreditem quem quiser, começou a faltar caquinho cerâmico que começou a ser tão valioso como a peça integra e impoluta. Ah o mercado com suas leis ilógicas mas implacáveis.

Aconteceu o inacreditável. Na falta de caco as peças inteiras começaram a ser quebradas pela própria cerâmica. E é claro que os caquinhos subiram de preço ou seja o metro quadrado do refugo era mais caro que o metro quadrado da peça inteira… A desculpa para o irracional (!) era o custo industrial da operação de quebra, embora ninguém tenha descontado desse custo a perda industrial que gerara o problema ou melhor que gerara a febre do caquinho cerâmico.

De um produto economicamente negativo passou a um produto sem valor comercial a um produto com algum valor comercial até ao refugo valer mais que o produto original de boa família…

A história termina nos anos sessenta com o surgimento dos prédios em condomínio e a classe média que usava esse caquinho foi para esses prédios e a classe mais simples ou passou a ter lotes menores (4 x15m) ou foram morar em favelas.

São histórias da vida que precisam ser contadas para no mínimo se dizer:
– A arte cria o belo, e o marketing tenta explicar o mistério da peça quebrada valer mais que a peça inteira

fonte:  Biblioteca da Fau/USP

Centro Histórico-Cultural da Santa Casa de Porto Alegre promove I Encontro de Educação para o Patrimônio

santos

A preservação do patrimônio cultural está associada à cidadania e é fundamento para a mudança social. Essa consciência vem crescendo e se difundindo no meio acadêmico, e em espaços culturais, com resultados positivos.

O CHC vem intensificando seu trabalho na aplicação e difusão da Educação Patrimonial, visando sensibilizar a comunidade interna e os visitantes para a importância do passado, como um direito do cidadão.

Com essa perspectiva, o CHC realizará nos dias 17 e 18 de julho próximo o I Encontro de Educação para o Patrimônio, no Teatro do CHC.

O evento visa oportunizar a troca de ações e práticas educativas patrimoniais desenvolvidas por cursos de História, Pedagogia, Museologia e Arquivologia de Instituições de Ensino Superior (IES) do Rio Grande do Sul. Professores, acadêmicos, profissionais de equipamentos culturais e interessados por preservar bens do passado são o público alvo do Encontro.

Além das apresentações e debates sobre as ações educativas implementadas pelas IES, duas conferências serão proferidas por especialistas da área, convidados de outros estados brasileiros. Haverá a oportunidade para acadêmicos exporem através de pôsteres, os resultados de suas práticas de Educação Patrimonial.

Confira programação completa

MP de Rondônia promove I Seminário de Patrimônio Histórico e Cultural

00000-seminarioO Ministério Público de Rondônia promoverá, nos dias 25 e 26 de junho, o I Seminário de Patrimônio Histórico e Cultural, a ser realizado no auditório da Instituição, em Porto Velho. O evento, que terá como propósito central a discussão sobre a defesa, manutenção e restauração desses bens no Estado, será destinado a Membros do MPRO, profissionais e acadêmicos ligados ao tema, além da sociedade em geral.

Sob a organização do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, Urbanismo, Patrimônio Histórico e Cultural (CAOP-MA), o seminário tem como parceiros o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF/MPRO), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Fecomércio e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo.

Em dois dias de trabalho, a programação será composta por palestras como o ‘Processo de Tombamento e Atribuições do Iphan’, a ser ministrada pela superintendente do Iphan em Rondônia, Mônica Castro de Oliveira; a ‘Restauração da Câmara de Vereadores no Município de Porto Velho’, pelo professor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Marcos Antônio Domingues Teixeira; a ‘Introdução ao Patrimônio Histórico’ e a ‘Restauração do Forte Príncipe da Beira’, ambas a serem apresentadas pelo arquiteto do Iphan, Giovani Barcelos e, finalizando o evento, a Restauração da Fachadas dos Prédios da Av. 7 de Setembro, em Porto Velho, tema que será abordado pelos arquitetos Vann Oliveira e Vanessa Carvalho.

Durante o seminário, também será feita uma análise sobre a ‘Atuação do Ministério Público em Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural’, a ser conduzida pelo Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Maranhão, Luis Fernando Cabral Barreto.

O seminário é aberto a sociedade em geral, acadêmicos de Arqueologia, História, Geografia, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia e classe empresarial.

Olhares do Brasil: Lençóis Maranhenses, por Rafael Neddermeyer

Clique nos círculos para ampliar

Olhares do Brasil: Pirenópolis (GO), por Rafael Neddermeyer

Clique nas imagens para ampliar

A história de Pirenópolis é uma das mais relevantes do Estado de Goiás. A cidade foi fundada como um pequeno arraial em 1727. Na segunda metade do século XVIII, o crescimento de Pirenópolis ficou paralisado.

Apesar das mudanças das rotas comerciais da região a partir de 1850, o crescimento do centro urbano vai até o fim do século XIX, quando a cidade passou por um período de estabilidade econômica e cultural.do devido à crise da exploração do ouro.

Em 1800 acontece uma retomada da economia, alavancada pela agricultura (principalmente algodão), pecuária e comércio.Nos últimos anos o turismo em Pirenópolis ganhou importância, incrementando a economia local.

Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1989, Pirenópolis está localizada há poucos quilômetros da cidade de Brasília (DF), no estado de Goiás.

A cidade possui curiosidades históricas e culturais e, ao mesmo tempo, locais para práticas de ecoturismo e esportes de aventuras.

Suas simpáticas ruas são preenchidas por casarões, prédios e igrejas em estilo barroco. Estas tradições culturais estimularam o desenvolvimento de um original artesanato local, em que se destacam a fabricação de joias de prata e móveis de madeira.

Há ainda o trabalho da fiação de colchas e cortinas e a criação de objetos em barro e pedra.

Centro Lúcio Costa seleciona 10 projetos de pesquisa de até R$ 24.000,00

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por intermédio do Centro Regional de Formação em Gestão do Patrimônio – Centro Lucio Costa (CLC) -, Centro de Categoria II sob os auspícios da UNESCO, sediado no Rio de Janeiro, lançou duas chamadas públicas voltadas a artigo e pesquisa.

Serão selecionadas propostas de artigos relacionados às estratégias de valoração de bens culturais nos países de línguas portuguesa e espanhola da América do Sul e de língua portuguesa da África e Ásia, com o objetivo de refletir sobre as apropriações dos valores universais do Patrimônio. As propostas podem ter como recorte tanto a Região como um ou mais países que a compõem, priorizando-se como área temática a Subrepresentatividade dos bens culturais como Patrimônio da Humanidade.

O CLC selecionará até 10 (dez) propostas de artigo, no valor individual total de R$ 5.000,00, buscando contemplar o conjunto dos países da Região e a adequação das propostas aos objetivos e temáticas da Chamada. Clique aqui e saiba mais.

No caso da pesquisa, serão selecionados projetos referentes a preservação e gestão do patrimônio cultural, que analisem ações e políticas realizadas por diferentes setores da sociedade de cada país (de caráter público ou privado), conforme as perspectivas cultural e histórica, nos países de línguas portuguesa e espanhola da América do Sul e de língua portuguesa da África e Ásia, tendo como áreas temáticas prioritárias as Práticas de gestão do Patrimônio da Humanidade e Panorama comparativo de políticas públicas e gestão participativa do Patrimônio da Humanidade entre dois ou mais países da Região.

O CLC selecionará até 10 (dez) projetos de pesquisa, no valor individual total de R$ 24.000,00, buscando contemplar o conjunto dos países da Região e a adequação das propostas aos objetivos e temáticas da Chamada. Saiba mais clicando aqui.