Novo site do IPHAN reúne informações sobre o Patrimônio Mundial no Brasil

Sem título-1O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) disponibilizou em seu novo portal  a relação completa dos bens brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Estão elencados os monumentos culturais e naturais e também o patrimônio intangível. Para visualizar o material basta acessar o site do IPHAN (www.iphan.gov.br) na aba Patrimônio Cultural >> Patrimônio Mundial. A iniciativa faz parte do projeto de revisão dos conteúdos da página eletrônica.

Já estão disponíveis para consulta pública as atas das reuniões do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. É um acervo rico com registros das deliberações e considerações de pensadores e intelectuais como Manuel Bandeira, Edgar Roquete Pinto, Afonso Arinos de Melo Franco, Silva Telles, Paulo Santos, entre outros, que atuaram como conselheiros do Patrimônio Cultural. O material inclui as atas desde a sessão inaugural, em 1938, realizada no gabinete do então ministro da Educação e da Saúde, Gustavo Capanema, quando passou ao diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rodrigo Melo Franco de Andrade, a presidência do Conselho Consultivo.

Dentro do processo de revisão dos conteúdos do site do IPHAN estão previstas, entre outras, as inclusões da bibliografia geral do patrimônio cultural; de um banco de teses e dissertações; de uma seção para artigos e ensaios; e da livraria eletrônica do IPHAN.

Congonhas/MG comemora 30 anos do título de Patrimônio Mundial da Unesco

cong_mg_com_trint_anos00841

Foto: Welerson Athaydes

A cidade histórica de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, sedia a partir do dia 17 de maio uma vasta programação cultural, em comemoração aos 30 anos do título de “Patrimônio Mundial”, conferido em 1985, pela UNESCO, ao Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

O secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, estará presente na solenidade de abertura das comemorações no espaço cultural da Romaria, com o tradicional Festival da Quitanda que, nesta edição, destaca o “Patrimônio dos Sabores”, representado pelo resgate das receitas de quitandas da culinária mineira.

O conjunto histórico de Congonhas, construído na segunda metade do século 18, é singular por reunir, em um só lugar, uma Igreja em estilo rococó, além da obra-prima de Aleijadinho: os 12 profetas e as 64 estátuas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo.

Organizadas pela Prefeitura Municipal, as atividades acontecem até 6 de dezembro – data oficial do anúncio do título –, com a cooperação  da UNESCO e apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Exposições, palestras, debates, festivais, inaugurações de espaços culturais, ações de reconceituação do sítio histórico e programas de educação patrimonial integram a agenda festiva ao longo do ano.

Um dos pontos altos da comemoração dos 30 anos do título de Patrimônio Mundial será a inauguração da nova sinalização interpretativa do sítio histórico em frente ao Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

Iphan elabora projeto de restauração da Casa de Chico Mendes em Xapuri/AC

Casa obedece a um sistema construtivo tradicional da região (Foto: José Aguilera)

A enchente do Rio Acre, em abril, deixou danos por toda a cidade de Xapuri (AC). Um dos pontos atingidos foi a casa do líder seringueiro Chico Mendes, que ficou parcialmente submersa pelas águas. Para restaurar o bem tombado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai elaborar um projeto voltado para requalificação urbanística e ambiental para as margens do córrego na área de entorno da casa.

O objetivo da ação é garantir à área boas condições de segurança, saneamento, salubridade e conforto ambiental. Para isso, será preciso realizar a estabilização do solo, em processo gradual de escorregamento nos fundos do imóvel, o condicionamento correto das águas de superfície e subterrâneas e a elaboração de projeto paisagístico.
Por se tratar de um bem tombado, o Projeto de Conservação e Restauração já existente na Casa será revisto e, com sua conclusão, a expectativa é que o Iphan possa viabilizar as obras no segundo semestre deste ano.

O acervo da Casa de Chico Mendes, que também é tombado, foi retirado do imóvel antes da cheia. A Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansur do Estado do Acre, que realizou a ação, mantém o acervo sob seus cuidados. Os profissionais receberão orientações de técnicos especialistas do Iphan para tratar das questões referentes à conservação do acervo e para a realização do inventário de bens móveis da Casa de Chico Mendes.

A Casa de Chico Mendes fica no centro de Xapuri, município do Acre. Foi lá que o líder sindical e seringueiro Francisco Alves Mendes Filho passou os últimos dois anos da sua vida, dedicada ao seringalismo, ao movimento de resistência dos trabalhadores locais e à luta contra a devastação da Amazônia. Foi nesta casa, onde hoje funciona uma sala de memória em sua homenagem, que ele morreu assassinado há 20 anos, na noite de 22 de dezembro de 1988, após ter escapado de sucessivos atentados.

O pedido de tombamento da casa foi entregue em 2007 ao Iphan por Elenira Mendes, filha do seringueiro e presidente do Instituto Chico Mendes, em conjunto com o Comitê Chico Mendes, representativo de mais de vinte instituições, entre elas o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular (CDHEP), o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) e a União das Nações Indígenas do Acre e Sul do Amazonas (UNI).

A casa de Chico Mendes é um imóvel simples, que obedece a um sistema construtivo tradicional da região, ainda de uso frequente. A casa cabocla em madeira coberta de telha de barro possui apenas quatro metros de largura e pode ser edificada em menos de uma semana. Todo composto de tábuas verticais, inclusive as portas e janelas, o imóvel possui telhado em formato de V, de telha francesa.

A necessidade de proteção dessa singela construção de madeira, pintada de azul turquesa, surgiu a partir de 2005, devido a uma descaracterização do bosque que compõe a paisagem da casa, com a derrubada de algumas árvores e uma invasão urbana. O parecer de tombamento faz alusão à Constituição Federal, que, em seu artigo 216, define que “constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”.

“A Casa de Chico Mendes é, sem sombra de dúvida, uma casa histórica, porque remete simbolicamente à memória de uma pessoa importante que se notabilizou pela sua ação incansável em prol dos trabalhadores rurais, índios e seringueiros e pelas suas ideias preservacionistas que encontraram acolhida no mundo inteiro”, destaca José Aguilera, arquiteto do Iphan que apreciou o processo de tombamento.

Biblioteca Nacional e IMS lançam portal de fotos históricas

IMSA Fundação Biblioteca Nacional (FBN), órgão vinculado ao MinC, e o Instituto Moreira Salles (IMS) lançam nesta sexta-feira (17/4), às 11h, no auditório da FBN, o Portal Brasiliana Fotográfica.
Com o objetivo de contribuir para a preservação do patrimônio fotográfico digital brasileiro, o portal contará com mais de 2 mil fotos históricas do século XIX e das duas primeiras décadas do século XX.
Segundo o presidente da FBN, Renato Lessa, o portal tem o objetivo de ser um espaço para preservação do acervo, ao mesmo tempo em que pretende fomentar a discussão sobre o uso desse tipo de fonte primária para pesquisa. “A Biblioteca Nacional já possui parte de seu acervo digitalizado, mas com esse projeto pretendemos aumentar o alcance de nossas obras”, destaca.
Durante o evento de lançamento, o presidente da FBN e o superintendente executivo do IMS, Flávio Pinheiro, assinarão o Acordo de Cooperação Técnica que dará início ao projeto. A princípio, estarão disponíveis fotos da Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, mas outras instituições – do Brasil e do exterior, públicas ou privadas – poderão aderir ao portal.
A maior parte das fotos mostra paisagens urbanas e rurais, ruas, praças e edificações em geral, de Norte a Sul do país, mas a sociedade brasileira também marca presença a partir dos retratos de índios, da família imperial e de moradores da cidade e do campo. Os curadores do projeto são Joaquim Marçal, da FBN, e Sergio Burgi, do IMS.
Acervo
As fotos da Coleção D. Thereza Christina Maria, colecionadas por D. Pedro II, estão entre os destaques do portal, além de um conjunto de retratos da família imperial, feitos por Joaquim Insley Pacheco. O professor de fotografia da princesa Isabel, Revert Henry Klumb, também está representado com a série completa de estereogramas (fotografia estereoscópica, 3D) com imagens gerais da cidade do Rio de Janeiro e do palácio imperial de Petrópolis.
Segundo o curador da Biblioteca Nacional, a coleção também possui “retratos médicos que parecem ter sido feitos para um ortopedista” e fotos das vítimas da seca do Ceará de 1877-1878 tiradas por José do Patrocínio e usadas em uma reportagem de 1888, no jornal O Besouro.  “A partir do portal é possível entrar no túnel do tempo e conhecer um pouco mais a história do Brasil”, destaca.
Uma vez cadastrados no portal, os usuários poderão selecionar suas fotos preferidas e compartilhá-las em redes sociais. A cada semana, novas galerias de imagens serão destacadas e os curadores do portal desenvolverão comentários e reflexões sobre as fotografias escolhidas.
As fotos foram digitalizadas em alta resolução e poderão ser vistas com uma ferramenta de zoom. A consulta gratuita estará disponível por tema, período ou autoria e poderá ser feita pelo endereço eletrônico http://brasilianafotografica.bn.br.
Serviço:
Lançamento do portal Brasiliana Fotográfica
Data: 17 de abril
Horário: 11h
Local: auditório da Biblioteca Nacional, Rua México, s/n (acesso pelo jardim), Centro, Rio de Janeiro

Prazo das inscrições para o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade é prorrogado

premio-rodrigo-meloAté o próximo dia 15 de maio, estão abertas as inscrições para a 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concurso de carater nacional promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que mereçam registro, divulgação e reconhecimento público em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar.

Serão selecionados oito trabalhos representativos, divididos em duas grandes categorias:

Categoria I – Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação e salvaguarda, envolvendo identificação, reconhecimento e salvaguarda; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro.

Categoria II – Iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

O edital divulgado no  Diário Oficial da União tem premiação no valor de R$ 30 mil como estímulo e forma de reconhecimento aos projetos selecionados.

Para outras informações entrar em contato com Departamento de Articulação e Fomento (DAF/Iphan) pelo e-mail premio.prmfa@iphan.gov.br ou telefones (61) 2024-5462 / 2024-5465.

Acesse abaixo edital e anexos da 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Edital PRMFA 2015

Anexo 1 – Ficha de inscrição
Anexo 2 – Resumo da ação
Anexo 3 – Mudança de categoria

Seis bens culturais brasileiros estão na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial da Unesco

iphaMais seis bens culturais foram incluídos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na Lista Indicativa brasileira do Patrimônio Mundial, em 2015. Poderão ser futuramente apresentados ao Comitê do Patrimônio Mundial, os Geoglifos do Acre (AC), Teatros da Amazônia (AM, PA), Itacoatiaras do Rio Ingá (PB), Barragem do Cedro nos Monólitos de Quixadá (CE), Sítio Roberto Burle Marx (RJ) e o Conjunto de Fortificações do Brasil (AP, AM, RO, MS, SP, SC, RJ, BA, PE, RN) para serem avaliados e receberem o título de Patrimônio Mundial.

Na última atualização da Unesco, em 2014, três bens culturais brasileiros haviam sido incluídos na Lista, juntamente com outros 18 bens naturais e culturais: Cais do Valongo (Rio de Janeiro/RJ), a Vila Ferroviária de Paranapiacaba (Santo André/SP) e o Ver-o-Peso (Belém/PA). Agora a Lista Indicativa brasileira consta de 24 bens no total.

A Lista é composta pela indicação de bens culturais, naturais e mistos, apresentados pelos países que ratificaram a Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco. Essa iniciativa pode ensejar a participação de gestores de sítios, autoridades locais e regionais, comunidades locais, ONGs e outros interessados na preservação do patrimônio cultural e natural do país.

Novos bens culturais brasileiros inscritos na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial

Geoglifos do Acre (Acre): trata-se de estruturas de terra escavadas no solo e formadas por valetas e muretas que representam figuras geométricas de diferentes formas. Foram encontrados na região sudoeste da Amazônia ocidental, mais predominantemente na porção leste do estado do Acre, estando localizados em áreas de interflúvios, nascentes de igarapés e várzeas. As pesquisas arqueológicas nestas áreas, ainda que esparsas, dão conta de informações importantes sobre o manejo da paisagem amazônica por grupos indígenas que habitaram a região entre, aproximadamente, 200 AC – AD 1300, e sugerem um novo paradigma sobre o modelo de ocupação da Amazônia por densas sociedades pré-coloniais.

Teatros da Amazônia (Amazonas e Pará): construídos em finais do século XIX, os Teatros Amazonas e da Paz, localizados na região amazônica brasileira, respectivamente nas cidades de Manaus e Belém, são expressivos monumentos implantados nos dois maiores centros urbanos da região, como símbolos do apogeu econômico alcançado e representado por um modelo de civilidade europeizada, então reproduzido nos trópicos em função do auge do Ciclo da Borracha na América do Sul.

Itacoatiaras do Rio Ingá (Paraíba): localiza-se na zona rural do Município de Ingá, cerca de 105 km de distância da cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba. As primeiras manifestações de arte rupestre na Região Nordeste do Brasil surgiram antes de 10.000 A.C. e, apesar dos escassos estudos sobre estas populações pré-históricas, constata-se a produção de uma arte expressiva de gravura rupestre com elevada capacidade técnica. O sítio das Itacoatiaras do Rio Ingá congrega o mais representativo conjunto conhecido desse tipo de gravura no Brasil, que se notabiliza pelo uso quase exclusivo de representações não figurativas na composição de grandes painéis de arte rupestre, exprimindo o gênio criativo de um grupo humano que se apropriou de padrões estéticos abstratos como forma de expressão, e possivelmente, de conceitos simbólico-religiosos, diferentemente de outras culturas que, em sua maioria, utilizaram-se de representações antropomórficas e zoomórficas.

Barragem do Cedro nos Monólitos de Quixadá (Ceará): a Barragem do Cedro, com sua parede em arco de alvenaria de pedra, foi a primeira grande obra hidráulica moderna do continente sul-americano e uma das pioneiras obras do seu tipo e do seu porte no mundo. Para além de sua funcionalidade de represamento d’água para irrigação, sua implantação, seu desenho e seu esmero de execução resultaram numa paisagem de beleza ímpar, combinando arrojo e elegância, monumentalidade e singeleza, numa simbiose entre o engenho humano e a obra da natureza existente no local, formado por monólitos que dão uma característica singular ao local.

Sítio Roberto Burle Marx – SRBM (Rio de Janeiro): compreendido como obra de arte, o SRBM espelha de forma notável a cultura, a energia criadora e a preocupação científica de Roberto Burle Marx, cuja obra, ao produzir o conceito moderno de jardim tropical, constituiu um paradigma especial no âmbito do movimento modernista brasileiro. Trata-se de um referencial de paisagem construída, um testemunho vivo da mudança do conceito europeu de jardim com rigor formal da composição geometrizada para o conceito de modernidade do jardim tropical, como uma forma de manifestação artística.

Conjunto de Fortificações do Brasil (AP, AM, RO, MS, SP, SC, RJ, BA, PE, RN): o conjunto de fortificações do Brasil apresenta-se como um testemunho material único de um contato produzido entre diferentes culturas do Velho e do Novo Mundo. As fortificações, edificadas em resposta a esses contatos, marcam o sucesso de uma fórmula singular de ocupação do território, onde os moradores do Brasil tiveram um papel mais fundamental do que a ação dos governos das metrópoles do Velho Mundo, ao contrário do que ocorreu em outras colônias europeias no resto do mundo. As construções feitas com o objetivo de garantir a posse e a segurança dos novos territórios formam um conjunto sem semelhança a outros sistemas fortificados edificados no mesmo período em outros lugares do mundo, tendo um importante papel na ocupação territorial da América do Sul. Abrange a Fortaleza de São José, em Macapá (AP); o Forte Coimbra, em Corumbá (MS); Forte de Príncipe da Beira, em Costa Marques (RO); a Fortaleza dos Reis Magos, em Natal (RN); o Forte de Santa Catarina, em Cabedelo (PB); o Forte de Santa Cruz (Forte Orange), em Itamaracá (PE); o Forte São João Batista do Brum, no Recife (PE); o Forte São Tiago das Cinco Pontas, no Recife (PE); o Forte de Santo Antônio da Barra, em Salvador (BA); o Forte São Diogo, em Salvador (BA); o Forte São Marcelo, em Salvador (BA); o Forte de Santa Maria, em Salvador (BA); o Forte de N. S. de Montserrat, em Salvador (BA); a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói (RJ); a Fortaleza de São João, no Rio de Janeiro (RJ); a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, em Guarujá (SP); o Forte São João, em Bertioga (SP); a Fortaleza de Santa Cruz de Anhantomirim, em Governador Celso Ramos (SC); e o Forte de Santo Antônio de Ratones, em Florianópolis (SC).

Proext 2016 abre inscrições

Estão abertas as inscrições para o edital ProExt – 2016. O objetivo do Programa é apoiar as instituições públicas de ensino superior (universidades públicas, institutos federais, centros de educação tecnológica e universidades comunitárias), em ações de extensão universitária que contribuam para a implementação de políticas públicas, com especial enfoque nas políticas sociais. O Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan) tem participação no edital desde 2009, dentro da linha temática de Preservação do Patrimônio Cultural.

As propostas de extensão universitária deverão ter um cronograma de execução, de no mínimo 18 e máximo de 24 meses. Os projetos selecionados poderão receber até R$ 100 mil reais e, para os inscritos na modalidade Programa, a quantia é de até R$ 300 mil reais, para o desenvolvimento das atividades.

As inscrições das propostas deverão ser férias pelos coordenadores e enviadas para a avaliação das Pró-Reitorias de Extensão ou equivalentes, via sistema de informação, no endereço:http://www.sisproext.mec.gov.br.

Edital
Anexo I
Anexo II

Cronograma:
Lançamento do Edital  (16/03/2015)
Credenciamento das IES no sistema (27/03/2015 até 28/04/2014)
Aprovação pelas Pró-Reitorias de Extensão e encaminhamento ao MEC das propostas (30/04/2015)
Avaliação ad hoc das propostas (04/05/2015 à 22/05/2015)
Avaliação pelo CTM (25/05/2015 à 29/05/2015)
Divulgação da classificação provisória no sítio do MEC (09/06/2014)
Interposição de recursos (10/06/2015 à 13/06/2014)
Avaliação dos recursos pelo CTM (15/06/2015 à 26/06/2015)
Divulgação da classificação final ( até 06/07/2015)

Mais informações no site do MEC

Igreja do Bacanga e Sobrado dos Belfort são restaurados em São Luis/MA

25.03 igreja
Tombada pelo Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico do Maranhão, órgão da Secretaria de Estado da Cultura, em 1987, a Igreja de São Joaquim do Bacanga data do século XVII, quando os jesuítas fundaram na localidade um aldeamento para catequese dos índios. Com a criação da Freguesia de São Joaquim do Bacanga, foi reconstruída em 1848, durante as obras do futuro Canal do Arapapaí.
A Vila Maranhão é uma comunidade rural muito antiga, que mantém, por meio da tradição, uma relação afetiva muito forte com a sua igreja matriz. Em 2013, a Superintendência do Iphan no estado recebeu os representantes da comunidade, que entregaram um abaixo-assinado solicitando o apoio da instituição para as obras de restauração da igreja.
Apesar do tombamento ser estadual, o Iphan, por meio de uma compensação ambiental na área da Vila Maranhão, pôde destinar recursos de dano ambiental causado ao patrimônio arqueológico para a restauração de um bem cultural de grande importância para a comunidade impactada. A obra foi realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura.
25.03 igreja 2

Igreja de São Joaquim do Bacanga, na Vila Maranhão, zona rural de São Luís. (Fotos: Gabriela Sobral)

O Sobrado dos Belfort, prédio tradicional do centro histórico de São Luís, no Maranhão, está de cara nova. Erguido em 1756 pelo empresário irlandês Lourenço Belfort, o sobrado teve a fachada de azulejos totalmente restaurada com recursos do PAC Cidades Históricas. A entrega da obra, na qual foram investidos R$ 572,5 mil, foi feita na manhã desta quinta-feira (26) pela presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado.
O evento faz parte da Caravana da Cultura, projeto lançado pelo Ministério da Cultura com o objetivo de estreitar relações e conhecer in loco as principais demandas de artistas, gestores, produtores e fazedores de cultura do Brasil.
26.3 belfort 2Localizado na esquina do Beco do Quebra Costa com o Largo do Carmo, este sobrado de três pavimentos e mirante foi erguido por Belfort durante o governo de Melo e Póvoas, sobrinho do Marques de Pombal, para servir de moradia a sua família. No térreo, o empresário instalou uma das mais importantes casas comerciais da província do Maranhão no século XVIII.
Homem de notável atividade, proprietário e fundador da Fazenda Kylrue, localizada às margens do rio Itapecuru, Lourenço Belfort ocupou cargos importantes na então província: almotacel (fiscal de pesos e medidas), em 1744, 1750 e 1754; vereador, em 1753; e juiz de fora interino, em 1759. Belfort também exerceu altas funções militares, obtendo o posto de mestre de campo, para o qual foi nomeado em agosto de 1768.
Belfort foi o precursor da criação do bicho da seda no Maranhão, dedicando-se também, em larga escala, à cultura de arroz, anil e algodão durante os anos de atuação da Companhia do Grão Pará e Maranhão. Empresário arrojado, amigo do Marques de Pombal e do seu sobrinho governador da Província do Maranhão, instalou, ainda, a primeira fábrica de couros atanados no estado.
No século XIX, o Sobrado dos Belfort passou para o Barão de Coroatá, que em seguida o vendeu ao jornalista Vitor Lobato. O prédio, então, passou a sediar a redação do jornal Maranhense A Pacotilha. No século XX, foi adaptado para a instalação do Hotel Ribamar e, depois, a propriedade passou para a Santa Casa de Misericórdia.
O Iphan recuperou toda a parte estrutural do edifício em 2004 e, agora, em função da requalificação urbanística da Praça João Lisboa e do Largo do Carmo, dos quais o sobrado é um dos principais destaques, realizou a restauração da sua imponente fachada de azulejos.

O Sobrado dos Belfort, prédio tradicional do centro histórico de São Luís, no Maranhão, está de cara nova. (Fotos: Gabriela Sobral)

O Sobrado dos Belfort, prédio tradicional do centro histórico de São Luís, no Maranhão, está de cara nova. (Fotos: Gabriela Sobral)

PAC Cidades Históricas entrega ícones da arquitetura paraense em Belém

Prestes a completar 400 anos, a cidade de Belém, no Pará, receberá, no dia 23 de março, a inauguração da primeira obra do PAC Cidades Históricas no Estado: a revitalização do centenário Mercado de Peixe, que faz parte do conjunto arquitetônico e paisagístico do Ver-O-Peso, tombado pelo Iphan em 1977. O programa é uma das frentes de atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na ocasião, serão entregues também as obras da Igreja do Carmo; da Capela da Ordem Terceira; e da pequena Capela da Adoração.

As quatro construções, que contam a história de ocupação da região, agora, poderão continuar a povoar a memória de seus habitantes, em um momento, no qual o desafio da preservação patrimonial não é só o de manter estruturas e sim reforçar vínculos afetivos e as relações simbólicas, integrando-os, cada vez mais, a vida social da cidade.

mercado-do-peixe1O Mercado de Peixe
O poeta paraense Max Martins diz em um de seus poemas que “a balança pesa o peixe, a balança pesa o homem”, expressando, assim, imagem lírica de que ali não é apenas um local onde se vende mercadorias, mas, sobretudo, um lugar de vida, de trocas simbólicas, da gente que passa por ali, desde o início do século XX.

Inaugurado em 1º de dezembro de 1901, o Mercado, com estrutura de ferro vinda de Londres e Nova Iorque, foi montado pelos engenheiros Bento Miranda e Raimundo Viana. Consolidou-se como o principal cartão postal da cidade e um exemplar artístico da Belle-Époque, período histórico que representou o reflexo da riqueza trazida pelo Ciclo da Borracha, de acordo com a historiadora Maria Nazaré Sarges.

Em janeiro de 2010, o Iphan deu início à obra de Restauração e Conservação de Mercado de Ferro e do Mercado de Peixe do Ver-o-Peso, advinda de uma demanda dos próprios feirantes diante de graves problemas de conservação do edifício. O projeto consistiu na restauração e conservação do edifício com a execução de novas instalações elétricas, hidrosanitárias, proteção contra as descargas atmosféricas e sistema de câmeras; construção de câmara frigorífica; banheiros; adequação às normas da vigilância sanitária; e novo sistema de cobertura. O processo de restauração foi realizado em duas etapas, de maneira que os peixeiros e lojistas não tivessem que ficar sem trabalhar no período.

O valor total dos investimentos, por meio do PAC Cidades Históricas, foi de, aproximadamente, R$ 8 milhões. A primeira etapa da obra foi concluída em 2014, com entrega de 15 lojas, um PM Box e os 30 boxes dos peixeiros, 50% da cobertura, quadro de energia e duas torres. A ação beneficiou diretamente cerca de 231 famílias dos trabalhadores e permissionários que trabalham no Mercado, além das cerca de 4 mil pessoas que frequentam o local diariamente.carmo-belém

Igreja do Carmo
As construções de Arte Sacra no Pará se deram com a chegada de missões religiosas que vinham para atuar na evangelização dos indígenas e dos primeiros habitantes e capitanear a ocupação da região amazônica, durante o século XVII.

A Ordem Carmelita do Maranhão se instala em Belém ano de 1926. Na década de 1620 teve início a primeira construção do templo, atual Igreja do Carmo. A segunda edificação teria sido inaugurada em meados de 1721. A fachada de pedra, importada de Lisboa adossada à igreja por volta de 1756, causou problemas estruturais ao edifício, quando então se contratou o arquiteto Antônio Landi para solucionar o problema.  A intervenção de Landi foi definitiva, formada pela Capela-mor, remanescente da segunda igreja, com o retábulo entalhado em madeira e o altar com frontal de prata lavrada que receberam a nave e os retábulos laterais projetados pelo italiano, a fachada de cantaria também foi preservada.

A Capela da Ordem Terceira, cujo traço também é atribuído a Landi, foi construída anexa à construção do Carmo. Nessa, destacam-se o retábulo-mor entalhado em madeira e o conjunto de imagens sacras barrocas, esculpidas em madeira e relacionadas aos Passos da Paixão de Cristo. À frente, tem-se ainda a pequena capela da Adoração, dedicada á Nossa Senhora de Lourdes. A fachada de pedra permanece até os dias atuais e é única em Belém.

A partir da assinatura de um termo de cooperação com a Arquidiocese de Belém, o Iphan-PA desenvolveu o projeto básico do restauro e, ainda, orientou tecnicamente o desenvolvimento do projeto executivo e a equipe responsável pelar execução da obra. A intervenção realizada na Igreja do Carmo, desde 2013, teve caráter conservativo/restaurativo, os quais possibilitaram a preservação dos elementos construtivos e artísticos integrados: pisos, forros, pinturas; púlpitos, retábulos laterais e retábulo-mor. A restauração inclui a recuperação integral da cobertura, do sistema de calhas e condutores, dos rufos. A fachada de pedra recebeu tratamento com emplastros para remoção das sujidades, com reintegração de áreas com perda.

O Iphan, no cumprimento de suas atribuições legais, associou-se às Obras Sociais da Arquidiocese de Belém e Salesianos do Carmo para viabilizar o projeto e habilitá-lo junto ao Ministério da Cultura com a finalidade de captar recursos por meio das leis de incentivo fiscal, na modalidade Mecenato. A Vale, empresa privada com grande atuação no estado do Pará, tornou-se a patrocinadora única de um projeto que, além da obra, incluía ações de comunicação e divulgação, mas foi além, contratou, diretamente, um projeto de educação patrimonial para atuar paralelamente à intervenção.

O valor total aprovado para captação foi de R$ 5.082.968, 31, que foram destinados á obra e ações de comunicação e divulgação, envolvendo convite, filme, montagem de exposição e multimídia.

Serviço:
9h – Entrega da obra de restauração da Igreja do Carmo e Capela da Ordem Terceira
Data: 23 de março de2015
Local: Praça do Carmo

17h – Entrega da obra de restauração do Mercado de Ferro do Ver-o-Peso
Data: 23 de março de 2015
Local: Mercado de Ferro do Ver-o-Peso, Av. Boulevard Castilhos França, bairro Comércio.

Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade tem inscrições abertas

premio-rodrigoAté o próximo dia 30 de abril, estão abertas as inscrições para a 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concurso de carater nacional promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que mereçam registro, divulgação e reconhecimento público em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar.

Serão selecionados oito trabalhos representativos, divididos em duas grandes categorias:

Categoria I – Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação e salvaguarda, envolvendo identificação, reconhecimento e salvaguarda; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro.

Categoria II – Iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

O edital divulgado no Diário Oficial da União tem premiação no valor de R$ 30 mil como estímulo e forma de reconhecimento aos projetos selecionados.

Acesse abaixo edital e anexos da 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Edital PRMFA 2015

Anexo 1 – Ficha de inscrição
Anexo 2 – Resumo da ação
Anexo 3 – Mudança de categoria

Teatro de Bonecos do Nordeste é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil

A brincadeira continua. O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste – Mamulengo, Babau, João Redondo, Cassimiro Coco (TBPN) foi aprovado, com unanimidade, como Patrimônio Cultural do Brasil e inscrito no Livro de Formas de Expressão do Patrimônio Cultural Brasileiro. A decisão foi anunciada, na manhã desta quinta-feira, dia 05 de março, na 78ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que ocorreu na Sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília. O pedido de inclusão foi solicitado pela Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB), o que afirma a tendência de uma apropriação da sociedade sobre suas manifestações.

Os 22 conselheiros foram favoráveis ao parecer lido pelo relator Conselheiro Luiz Viana Queiroz. Com a aprovação do registro, o Teatro de Bonecos passa a ter proteção institucional, ou seja, mais uma garantia de salvaguarda deste bem cultural, que já se mantém vivo com a força de seus praticantes.

Em depoimento, momentos após a decisão, a presidente da ABTB, Ângela Escudeiro, diz que “é de grande relevância o reconhecimento de uma linguagem artística que possui tanto alcance nas suas comunidades. Para os mestres que trabalham com esta prática é como se da terra seca começasse a surgir a água que alimenta; alimenta a alma e o trabalho deles. Além disso, dá uma visão ampla para a sociedade que vai mexer com as políticas culturais”.

A brincadeira
O Teatro de Bonecos do Nordeste se tornou uma tradicional brincadeira, com origens no hibridismo cultural, durante o período de colonização do Brasil. A troca intensa possibilitou uma diversidade de temáticas: religiosa, profana ou de costumes populares. E, apesar deste bem ser amplamente conhecido como mamulengo, em cada contexto se desenvolveu de forma diferenciada, por isso, possui diversas denominações: Cassimiro Coco, no Maranhão e Ceará; João Redondo e Calunga no Rio Grande do Norte; Babau na Paraíba; Mamulengo em Pernambuco.

A brincadeira começa com a montagem da empanada, uma espécie de barraca. Depois disso, os brincantes se colocam na parte de trás e então começa o espetáculo com os bonecos em cena e a introdução de um texto poético, a loa. Além da narrativa, a peça contém elementos surpresas, sugeridos, muitas vezes, pelo mestre a partir de um conhecimento prévio sobre o público, por exemplo.

Esta forma de expressão carrega elementos fundamentais para a sustentabilidade da identidade, memória e ainda desempenha um papel agregador que legitima as práticas cotidianas nessas regiões. Dessa maneira, tornou-se uma referência cultural que vem se atualizando, ao longo do tempo, mas que mantém relações de tradição, pertencimento e coletividade no universo cultural na qual se desenvolve.

O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, assim, constitui-se não apenas como um Brinquedo ou, simplesmente, um traço do folclore, envolve, sobretudo, a produção de conhecimento criativo, artístico e com uma forte carga de representação teatral.

De acordo com Fernando Augusto Santos, que pesquisa a brincadeira dos bonecos, este tipo de fazer teatro está estreitamente relacionado a grupos sociais específicos e enraizado no cotidiano dessas comunidades “por suas características, meios e modos de trabalho e sobremaneira por seu caráter dramático, que lhe faz representar, reinventar e mesmo transfigurar a cultura, a coletividade e o mundo, que lhes são próprios e nos quais sobrevive”.

Assim, pela representatividade que possui essa manifestação, a Associação Brasileira de Teatro de Bonecos vêm se articulando para que O Teatro de Bonecos seja reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, pelo Iphan e pela sociedade. No texto de inscrição ressalta-se o que este bem “trata-se de uma expressão teatral genuína da cultura brasileira e muito peculiar do nordeste brasileiro, rica da genialidade de seus criadores e na empatia que estabelece com seu público”.

Casa Rux, em Jaraguá do Sul/SC , celebra centenário e ganha restauração

casa ruxSituada em uma região predominantemente rural, e parte da história da imigração germânica em Jaraguá do Sul, a Casa Rux completa 100 anos em 2015, e está ganhando do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) uma segunda restauração. A demanda foi feita pelos atuais proprietários, que têm interesse em abri-la para visitação e, com isso, complementar a renda da família.

A obra prevê a restauração completa da casa, construída em estrutura enxaimel com alvenarias de tijolos aparentes – incluindo a substituição de peças de madeira comprometidas por umidade e por cupins, como os caibros do telhado e alguns barrotes que sustentam o piso. A previsão é que a obra esteja concluída no mês de outubro, pronta para receber visitantes.

Construída em 1915 por Augusto Rux, bisavô do atual proprietário, Edivino Rux, a casa atual substituiu a primeira residência, de madeira, que permaneceu durante muitos anos ao lado da nova edificação, interligada a esta por uma espécie de passarela de madeira coberta por um singelo telhado de duas águas.

O conjunto é composto ainda por mais quatro ranchos de madeira, que dão apoio às atividades rurais (estrebaria, galinheiro, depósito da produção, materiais e ferramentas…).

Localizada no distrito de Rio da Luz, a Casa Rux faz parte dos Roteiros Nacionais da Imigração. O requinte técnico e dos detalhes da casa enxaimel, a volumetria e o esmero construtivo dos ranchos, a implantação do conjunto no lote e sua relação com a paisagem, proporcionam à propriedade um valor especial, e por isso o conjunto foi reconhecido como patrimônio cultural nacional pelo Iphan em 2007.

Iphan deve abrir novo concurso com 415 vagas

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)  está aguardando autorização Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para a abertura de novo processo seletivo. A estimativa é que 415 vagas sejam oferecidas para os cargos auxiliar institucional, analista e técnico. As lotações dos cargos ainda são desconhecidas.

Para os que pretendem concorrer ao cargo de nível médio, o cargo oferecido é o de auxiliar institucional. Já para os cargos de analista e técnico, o candidato precisa ter formação superior.

O último concurso do Iphan foi organizado pela Fundação Universa e aconteceu em 2009. Na ocasião foram abertas 187 vagas, 117 para nível superior e 70 para nível médio.

Os postos foram distribuídos entre as cidades de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Mariana (MG), Vitória, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, São Miguel das Missões (RS), Campo Grande, Cuiabá, Goiânia, Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Recife, Natal, Salvador, São Luiz, Teresina, Parnaíba (PI), Belém (PA), Boa Vista, Macapá, Manaus, Palmas, Porto Velho e Rio Branco.

Centro Lúcio Costa publica Manual de Gestão de riscos de desastres para o Patrimônio Mundial

Está disponível, em português, o Manual Gestão de riscos de desastres para o Patrimônio Mundial (Managing Disaster Risks for World Heritage), traduzido e publicado pelo Centro Lucio Costa (CLC). Elaborado em 2010, o documento originalmente escrito em inglês e francês, é o segundo da série publicada pelo Centro do Patrimônio Mundial da UNESCO e organismos consultivos (ICCROM, ICOMOS e UICN).

A iniciativa faz parte do Programa de Ação de 2015 do CLC, que priorizou a tradução deste manual por ser uma importante ferramenta de apoio na estratégia para a sua consolidação como um centro de referência, voltado para o desenvolvimento de um conjunto de atividades de formação – pesquisa, capacitação e difusão. O objetivo é promover a qualificação de profissionais e o compartilhamento do conhecimento produzido entre os países da região em que atua e com os parceiros da UNESCO.

A versão em língua portuguesa, que contou com o apoio e validação  do setor editorial da UNESCO, é uma importante contribuição do Brasil para facilitar o acesso de gestores e autoridades envolvidas com a gestão do Patrimônio Mundial em países lusófonos aos métodos de identificação e avaliação de ameaças do patrimônio cultural e natural. O lançamento do Manual será realizado pelo CLC durante o programa de campo A prevenção de riscos para sítios do Patrimônio dos PALOP , que tem início no próximo dia 16 de fevereiro na Cidade Velha em Cabo Verde.

Acesse aqui o Manual.

Ponte da Cambaúba: 1ª obra do PAC Cidades Históricas fica pronta em Goiás

Totalmente recuperada, a Ponte da Cambaúba, na cidade de Goiás (GO), será a primeira obra do PAC Cidades Históricas concluída no Brasil. Iniciados em janeiro de 2014, os trabalhos serão entregues nesta sexta-feira (6/2), às 18 horas, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura, por meio de sua Superintendência em Goiás.

A lista dos projetos aprovados pelo PAC Cidades Históricas contempla 44 municípios em todo o país.

Depois das cheias do Rio Vermelho, a ponte apresentou graves patologias estruturais, sendo que depois da enchente de 2011 a estrutura chegou a ser interditada pela Defesa Civil.

De acordo com o IPHAN, o sistema construtivo da ponte era formado por fundações em blocos de concreto e pilares de madeira do tipo paliteiro, que atrapalhavam a vazão das águas do rio naquele trecho. Agora, a ponte possui estruturas em concreto com acabamento em madeira, cujo formato minimiza a retenção de detritos trazidos pelas águas, e também teve o seu vão expandido, aumentando o leito do rio e, consequentemente, sua vazão.

A famosa máscara do faraó egípcio Tutancâmon foi “danificada de forma irreversível”

A máscara de enterro do rei Tutancâmon, relíquia arqueológica mais famosa do mundo, foi danificada durante uma tentativa fracassada de limpeza. A barba trançada azul e dourada caiu e foi colada “às pressas” com um adesivo inadequado, danificando o item ainda mais.

Segundo a Associated Press, parece que a barba foi rapidamente colada de volta por curadores do Museu Egípcio, no Cairo, com epóxi – um “material irreversível” que é completamente inadequado para um esforço de restauração desta importância.

O caso não foi totalmente esclarecido porque três dos curadores do museu estão oferecendo relatos conflitantes. Não se sabe quando o incidente aconteceu, ou se a icônica barba foi acidentalmente derrubada ou removida porque estava solta.

O que sabemos, no entanto, é que os curadores receberam ordens de cima para corrigir a falha rapidamente, e que eles usaram epóxi. Todos os três curadores se recusaram a dar seus nomes por medo de represálias.

“A máscara deveria ter sido levada para o laboratório de conservação, mas eles estavam com pressa para voltar a expô-la rapidamente e usaram esse material irreversível de secagem rápida”, acrescentou o conservador do museu.

O conservador disse que a máscara agora mostra uma lacuna entre o rosto e a barba, enquanto que antes ela estava diretamente ligada: “agora você pode ver uma camada de amarelo transparente”.

A história fica pior. Parece que os curadores acabaram espalhando epóxi no rosto da máscara por acidente; eles usaram uma espátula para tirar o material, prejudicando a relíquia ainda mais:

Outro conservador do museu, que estava presente no momento da reparação, disse que o epóxi tinha secado no rosto da máscara do rei menino, e que um colega usou uma espátula para removê-lo, deixando arranhões. O primeiro conservador, que inspeciona o artefato regularmente, confirmou os arranhões e disse estar claro que eles foram causados por uma ferramenta usada para raspar o epóxi.

O ministério de antiguidades do Egito e a administração do museu não estão respondendo às solicitações da mídia, mas um dos conservadores disse que uma investigação está em andamento.

Tutancâmon foi um faraó (rei do Antigo Egito) que comandou o império entre 1332 a.C. e 1323 a.C. Ele se tornou rei aos nove anos de idade, e permaneceu no trono por cerca de dez anos até morrer, provavelmente devido a uma infecção na perna. Há algumas teorias de que Tutancâmon foi assassinado, mas o consenso entre cientistas é que a morte do faraó foi acidental.

Séculos depois, em 1922, sua tumba foi descoberta quase intacta. Nela estavam peças de ouro, tecidos, armas e textos sagrados, além da famosa máscara azul-dourada. Os artefatos são considerados propriedade do governo egípcio e são mantidos no Museu Egípcio, no Cairo.

Desde 2011, após a Primavera Árabe e a derrubada de Hosni Mubarak, as autoridades não fizeram nenhuma grande melhoria no museu. Há planos de mudar a exibição de Tutancâmon para o Grande Museu Egípcio, previsto para ser inaugurado em 2018.

fonte: Gizmodo

Curso a Distância sobre Patrimônio Imaterial tem inscrições abertas

Até o próximo dia 30 de janeiro estão abertas as inscrições para o curso EAD Formação para a Gestão do Patrimônio Cultural Imaterial no âmbito da COOP SUL, uma realização do Centro Lucio Costa (CLC), em parceria com o Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimonio Cultural Imaterial (Crespial), com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e coordenação técnica da Inspire | Gestão Cultural. São 50 vagas para o curso que acontecerá entre os dias 19 de fevereiro e 04 de maio, com aulas ministradas pela internet. O curso tem a coordenação de conteúdo de Lucas dos Santos Roque e o corpo docente é formado por especialistas do Brasil e da América Latina. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site http://inspirebr.com.br/ead. A seleção dos participantes ocorrerá no dia 10 de fevereiro.

Estruturado em oito disciplinas, o curso tem como objetivo fortalecer as capacidades locais para estruturação e execução de políticas de patrimônio imaterial, nos estados e municípios brasileiros, por meio da capacitação de gestores culturais para atuarem na salvaguarda do patrimônio cultural imaterial – legislação, identificação, reconhecimento, apoio e fomento à sustentabilidade. Também permitirá analisar e discutir os principais conceitos relacionados ao patrimônio cultural brasileiro em suas diferentes dimensões e interações com aspectos de identidade, território e meio ambiente, incentivando o espírito crítico dos participantes e qualificando-os para desempenhar ações mais efetivas e conscientes nesta área específica. O curso é voltado para gestores públicos na área do Patrimonio Cultural Imaterial, responsáveis pela gestão de políticas de salvaguarda deste tipo de patrimônio.

Nos primeiros dias do curso, será ministrada a disciplina Ambientação em EAD, que tem como objetivo quebrar uma possível resistência dos alunos em relação à aprendizagem virtual, otimizar a utilização dos recursos da plataforma do curso e explicitar a metodologia adotada.
Também serão oferecidas as disciplinas:
– Ambientação em espaços virtuais e introdução ao funcionamento do curso;
– A constituição do campo do patrimônio imaterial e seus conceitos estruturantes;
– A Convenção para a salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (Convenção de 2003) e as suas Diretrizes Operativas;
– A Gestão Pública do PCI;
– A participação da comunidade na Gestão do PCI;
– Diferentes possibilidades e metodologias de apoio, fomento, divulgação e promoção do PCI;
– Diferentes possibilidades e metodologias de reconhecimento, identificação, investigação e documentação do PCI;
– Transversalidade e interfaces do Patrimônio Imaterial.

Outras informações podem ser obtidas no site www.inspirebr.com.br ou pelo telefone (31) 3274.4953. Os e-mails para contato são suporte@inspirebr.com.br e michelleantunes@inspirebr.com.br

Fonte: CLC – DPI – Iphan

Iphan abre inscrições para o Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural

Os interessados em participar da seleção das 20 bolsas de estudo do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (PEP/MP/Iphan) poderão se inscrever até o dia 02 de março de 2015.

O Mestrado Profissional destina-se a formar, durante 24 meses, profissionais graduados em diversas áreas de conhecimento para atuarem no campo da preservação do patrimônio cultural. O curso associa as práticas de preservação nas unidades da Instituição, distribuídas no território nacional, ao aprendizado teórico-metodológico e à pesquisa.

O início das atividades será dia 03 de agosto de 2015, conforme determinações do Edital abaixo.

Anexo: Edital
Anexo: Texto 1
Anexo: Texto 2
Anexo: Texto 3
Anexo: Texto 4
Anexo: Texto 5
Anexo: Texto 6

Casa Polaski em Itaiópolis/SC é restaurada

Quase apagada da paisagem dos Roteiros Nacionais de Imigração, a Casa Polaski, localizada em Itaiópolis (SC), foi restaurada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e devolvida à comunidade com direito de administração concedido à Associação Cultural Polonesa de Itaiópolis.

A edificação, construída em 1928, possui representatividade para a arquitetura comercial da região de imigrantes poloneses e, ainda, compõem os Roteiros Nacionais de Imigração. A partir de agora, passa a funcionar como um albergue e um centro de difusão cultural, promovendo oficinas de artesanato, como a pintura de ovos ou o ensino do wycinanki, tipo de recorte em papel; e de danças e culinária típicas.

Moradora das mais antigas e que guarda na memória todas as manifestações trazidas pelos imigrantes, Izabel Landowski Kollross declarou que “o momento de reabertura desse lugar é a certeza de que a cultura de nossos antepassados, que vieram com a colonização polonesa, será sempre preservada por toda comunidade e repassada aos mais jovens”.

Na cerimônia, os ritmos Polones e Krakowiak, foram dançados e cantados por crianças, adultos e moradores mais antigos, compartilhando os traços mais característicos, deixados pela ocupação polonesa. Este ato inaugural passa a dar significado a Casa Polaski, ocupada por aqueles que têm sua memória atrelada ao lugar, reforçando a identidade dos que compartilham a cultura.

fonte: Iphan

Novos bens registrados como Patrimônio Cultural Brasileiro

foto: Tetraktys / Wikipédia

Reunindo mestres do Maracatu e do Cavalo Marinho de Pernambuco e representantes do povo indígena Guarani, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na última quarta-feira, dia 3 de dezembro de 2014, aprovou o registro do Maracatu Nação, Maracatu Rural e Cavalo-Marinho, de Pernambuco, e da Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani, que se localiza no Sítio São Miguel das Missões (RS).

O Maracatu Nação, também conhecido como Maracatu de Baque Virado, com a grande maioria dos grupos concentrada nas comunidades de bairros periféricos da Região Metropolitana de Recife, é uma forma de expressão que apresenta um conjunto musical percussivo e um cortejo real, que sai às ruas para desfiles e apresentações durante o carnaval.  No cortejo estão personagens que acompanham a corte real, como o séquito do rei e da rainha do Maracatu Nação e outras figuras, entre elas as baianas, os orixás, as calungas – bonecas negras confeccionadas com madeira ou pano, consideradas ícone do fundamento religioso e marco identitário dos maracatus nação. Os grupos são compostos majoritariamente por negros e negras e carrega elementos essenciais para a memória, a identidade e a formação da população afro-brasileira.

A alegria e as cores dos maracatus e do cavalo-marinho revelam elementos essenciais para a memória, a identidade e formação da população afro-brasileira

O maracatu de baque solto, maracatu de orquestra, maracatu de trombone, maracatu de baque singelo ou Maracatu Rural ocorre durante as comemorações do Carnaval e da Páscoa. É composto por dança, música, poesia e está associado ao ciclo canavieiro da Zona da Mata, também tem apresentações na Região Metropolitana do Recife e outras localidades. Esta herança imaterial é revelada em gestos, performances, nos pantins de caboclos e dos arreiamás, na dança das baianas, nas loas dos mestres, nas indumentárias vestidas pelos folgazões. A expressão do Maracatu Baque Solto está tanto na sua musicalidade, um tipo de batuque ou baque solto, como por seus movimentos coreográficos e indumentária dos personagens e pela riqueza de seus versos de improviso. O aspecto sagrado/religioso/ritualístico é presente no folguedo durante todo o ano, durante os ensaios e sambadas, dando à manifestação a característica de ser o segredo do brinquedo, tão caro a seus detentores.

O Cavalo-Marinho é uma brincadeira popular envolvendo performances dramáticas, musicais e coreográficas é o que caracteriza o Cavalo-Marinho, apresentado durante o ciclo natalino. Ceus brincadores são, em geral, trabalhadores da Zona da Mata, mas também ecoa na região metropolitana de Recife e de João Pessoa (PB), entre outras localidades. No passado, era realizado nos engenhos de cana-de-açúcar e seu conhecimento é transmitido de forma oral. Durante a apresentação são representadas as cenas do cotidiano e do mundo do trabalho rural, com variado repertório musical, poesia, rituais, danças, linguagem corporal, personagens mascarados e bichos, como o boi e o cavalo (que dá nome à brincadeira). Contém ainda louvação ao Divino santo Rei do Oriente e possui momentos em que há culto à Jurema Sagrada.

O local representa a trajetória do povo Guarani, sendo um lugar onde é possível vivenciar o modo de ser dessa comunidade

A Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani se localiza no Sítio São Miguel das Missões (RS). Para o povo Guarani, a Tava é de suma importância por ser o local onde viveram seus antepassados. É também um lugar de referência por ser um espaço vivo que articula concepções relativas ao bem-viver, integra narrativas sobre a trajetória deste povo e é diariamente vivenciada como lugar de atividades diversas e de aprendizado para os jovens. Estar na Tava aciona dimensões estruturantes e afetivas na vida social e na memória dos Guarani-Mbyá, promovendo sentimentos de pertencimento e identidade. Enquanto patrimônio cultural, a Tava converge significados e sentidos atribuídos pelo povo indígena Guarani-Mbyá ao sítio histórico que abriga os remanescentes da antiga Redução Jesuítico-Guarani de São Miguel Arcanjo. O sítio histórico foi tombado pelo Iphan em 1938 e declarado patrimônio da humanidade, pela Unesco, em 1983

O acervo é considerado a maior coleção de brasiliana em mãos particulares

Uma das maiores coleções de origem particular de desenhos, pinturas, gravuras, litografias, mapas, álbuns e livros de viagem sobre o Brasil , a Coleção Geyer , acaba de se tornar Patrimônio Cultural do Brasil. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido em Brasília, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) avaliou o pedido e decidiu pelo tombamento.  Todo o conjunto foi doado ao do Museu Imperial de Petrópolis (RJ) pelo casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer, em 1999.

O precioso acervo de quase três mil peças, reunido ao longo de 40 anos na residência dos Geyer, inclui móveis, louças, objetos de decoração e prataria. O conjunto é considerado a maior coleção de brasiliana em mãos particulares. O casal doou também a Casa Geyer, localizada em um terreno de 12 mil metros quadrados no Cosme Velho, na cidade do Rio de Janeiro, que passará a ser uma extensão do Museu Imperial. A doação de natureza cultural rendeu ao casal Geyer o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Iphan, em 1999. Muitas das peças da Coleção Geyer foram produzidas por artistas, cientistas, exploradores e viajantes estrangeiros que estiveram no país entre os séculos XVI e XIX.

O tombamento da Coleção Geyer mostra a importância histórica e artística desse acervo e, também, a dimensão pública do gesto do casal Geyer em doar ao povo brasileiro uma coleção particular de arte brasiliana do século XIX de significativo valor, não apenas cultural, mas também financeiro.

O tombamento de mais de duas mil peças do acervo do Museu de Arte e Ofício foi aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

Para cada ofício há uma diversidade de ferramentas das quais o profissional pode lançar mão e assim obter meios para executar plenamente seu trabalho. Durante a histórica construção do Brasil, alguns instrumentos tornaram-se símbolos da importância dos ofícios para o desenvolvimento do país. Pensando em resgatar e proteger esses bens culturais ligados às classes trabalhadoras, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília, aprovou o tombamento do Acervo do Museu de Artes e Ofícios, instalado na antiga Estação Ferroviária de Belo Horizonte (MG).

A sugestão de inscrição no livro do tombo decorre da preocupação em legitimar os modos de fazer e viver do homem comum e de toda sociedade brasileira. O historiador Adler Homero de Castro pontua que “os instrumentos podem ser considerados documentos históricos, exemplares de fazeres, técnica, arte e ofícios de grande importância nacional”. Os mais de 2,1 mil bens móveis que compõem o acervo do Museu de Artes e Ofícios, originados da coleção de Flávio e Ângela Gutierrez e doados inicialmente ao IPHAN, agora sob responsabilidade do IBRAM, estão organizados em sub coleções temáticas, como Jardim das Energias e variados ofícios: dos ambulantes, da cerâmica, da cozinha, da madeira, da mineração, da terra, da lapidação, do couro, do fio e do tecido, do fogo, do transporte e da proteção do viajante.

O Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde (Roça do Ventura) é considerado bem cultural de importância significativa para a história religiosa brasileira

A cultura negra muito contribui para formação do Patrimônio histórico, etnográfico e religioso brasileiro. OTerreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde, também conhecido como Roça do Ventura, localizado no município de Cachoeira (BA) é de grande importância na formação histórica do país e de grande influência nas expressões sagradas de matriz africana nas manifestações religiosas no país. A solicitação para o tombamento da casa de candomblé matricial de tradição jeje-mahi foi feita pela presidente da Sociedade Religiosa Zogbodo Male Bogun Seja Unde, Alaíde Augusta da Conceição, a veneranda vodunce Alaíde de Oyá, em dezembro de 2008. Estudos e avaliações realizadas por técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ressaltam que as ações de proteção à casa de candomblé são necessárias em função do risco provocado pela especulação imobiliária.

A importância e simbologia da Roça do Ventura no contexto da tradição Jeje para a história do candomblé no Brasil é amplamente destacada em vários estudos antropológicos e sociológicos que tratam da questão religiosa e no país. Entre os trabalhos estão Brancos e Pretos na Bahia (Estudo de contacto racial), escrito na cidade de Salvador entre os anos de 1935-1937 por Donald Pierson e publicado originariamente em 1942, com várias reedições; Afro-Brazilian Culture and Politics: Bahia, 1970s to 1990s, de Hendrik Kraay; Gaiaku Luiza e a Trajetória do Jeje-Mahi na Bahia, de Marcos Carvalho; A Formação do Candomblé: História e Ritual da Nação Jeje na Bahia, de Luis Nicolau Pares.

O Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde

A ocupação da Roça do Ventura teve início em 1858. Até hoje, o Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde é responsável pela preservação de umas das tradições religiosas de matriz africana, da liturgia do Candomblé de nação Jeje-Mahi originaria nos cultos às divindades chamadas Vodum. O Seja Unde tem fundamental importância na conformação da rede de terreiros do Recôncavo Baiano e sobretudo para a formação histórica do Candomblé como uma instituição religiosa.

O terreiro Zogbodo abrange um sitio natural e elementos edificados, além de árvores referenciais dos ritos Jeje, como as Casas de Hospedagem; Oiá (Altar); Peji (cerimonial), com salão, ronco e cozinha sagrada; Casa dos Antepassados; Fonte de Oxum; Poço; Ponte e Instalações Sanitárias. As Árvores Sagradas existentes no local são Nana, Tiriri, Ogum Eroquê, Avequité, Zogbo, Bessém, Ogum, Ajuzum, Lokó, Badé, Aqué e Parara. Também fazem parte do conjunto o Riacho Caquende – Odé e as margens Aziri e Avinagé.

fonte : Ascom / Iphan

Aplicativo leva turista em passeio virtual pelo Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, obra de Aleijadinho (MG)

A histórica Congonhas, em Minas Gerais, será a primeira cidade a inaugurar a plataforma tecnológica Era Virtual – Cidades Patrimônio (www.eravirtual.org), que proporciona a internautas do mundo inteiro visitas virtuais imersivas ao acervo religioso, artístico e arquitetônico do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos. Essas visitas são um passeio eletronicamente guiado pelo conjunto barroco do Santuário, mundialmente conhecido e admirado, que inclui os famosos Profetas de Aleijadinho e todo o conjunto de arte barroca do Santuário.

O visitante também poderá baixar gratuitamente um aplicativo da cidade para orientá-lo em eventual visita presencial, disponível tanto na AppleStore quanto da Android Market. O Aplicativo será oficialmente inaugurado no próximo dia 17 de novembro e as visitas virtuais orientadas são acompanhadas por áudios e textos educativos, com versão em cinco idiomas, incluindo o de Libras, para deficientes auditivos.

Aplicativo do Iphan para iPhone e Android revela bens tombados do Rio

A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro (Iphan-RJ) disponibilizou ao público um aplicativo para celulares dedicado a todos os bens tombados ou registrados no estado: o Portal do Patrimônio. O programa está proposto através de plataforma colaborativa, permitindo com isso a inclusão, acesso e pesquisa não apenas aos bens protegidos pelo Iphan, que representam o Patrimônio Cultural do país, mas também outros, preservados por leis estaduais e municipais. Forma-se assim uma rede colaborativa com estado e municípios, reunindo em uma única plataforma as informações sobre os bens fluminenses.

Por se tratar de uma rede participativa, a partir da disponibilização do aplicativo para download, o programa estará disponível para todos os municípios do estado do Rio de Janeiro que tenham legislação específica, para que sejam inseridos os seus bens culturais protegidos. Desta forma, em se tratando de acervo dinâmico e crescente, a cada dia novos bens poderão ser lançados, sejam eles edificados ou exemplares do patrimônio imaterial, e disponibilizados por seus gestores aos usuários do programa.

Usando ferramentas modernas como navegação por GPS até os itens cadastrados e notificações automáticas quando o usuário estiver perto de algum bem, sugerindo sua visitação, o aplicativo também possibilita acesso a dados completos do tipo de proteção, além de contatos e horários de funcionamento, em mapa ou lista, apontando patrimônios existentes nas proximidades. Além disso, o usuário pode seguir Roteiros Temáticos, tais como roteiro modernista, roteiro de igrejas ou sítios arqueológicos, e ainda montar seu próprio roteiro favorito, tornando o app um guia bastante completo sobre o patrimônio cultural do estado do Rio.

O Portal do Patrimônio tem como objetivo a divulgação e promoção do patrimônio cultural material e imaterial protegidos em todo estado e a consolidação de uma rede participativa entre a federação, estado e municípios na identificação e divulgação do acervo de bens que representam a memória nacional.

O Aplicativo Portal do Patrimônio  faz parte da estratégia piloto de construção do Sistema Nacional do Patrimônio Cultural do Estado do Rio de Janeiro e encontra-se disponível para download gratuito nas lojas virtuais das plataformas Android (GooglePlay) e IOS (AppStore). Coordenada pelo Iphan-RJ, a elaboração do software contou com o patrocínio na Companhia Imobiliária Metropolitana – CIM.

Donwload

Para Iphone: https://itunes.apple.com/br/app/portal-do-patrimonio/id913756305?mt=8
Para Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.patrimonio.portalpatrimonio

Quarta-feira, dia 5 de novembro tem eleições do CAU

No próximo dia 5 de novembro, cerca de 150 mil arquitetos de todo o país irão eleger, via Internet, os conselheiros federais e estaduais do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e dos CAU dos 26 Estados e do Distrito Federal para o triênio 2015/2017. O voto é obrigatório para todos os profissionais registrados no CAU com menos de 70 anos.

No total, 42 chapas participam do pleito. O número total de candidatos inscritos (titulares e suplentes) é de 1.220, sendo 54 para conselheiros federais. Três chapas concorrem em dois Estados (GO e SP); duas chapas em 11 estados (AM, MS, PE, RJ, RS, SC, MG, SE, TO, PB e RO); e apenas uma chapa em 13 estados (AC, AL, AP, BA, CE, ES, MA, MT, PA, PI, RN, RR e PR) e no DF. Para conhecer os candidatos e propostas de cada chapa, visite o site do CAU de seu estado. Em paralelo, ocorrerá também a eleição para os representantes das instituições de ensino de arquitetura e urbanismo junto ao CAU/BR. Apenas uma chapa concorre.

Os presidentes dos CAU dos estados e do DF serão eleitos pelos conselheiros estaduais e o presidente do CAU/BR pelos conselheiros federais nas primeiras reuniões plenárias de janeiro.

Outras informações podem ser obtidas pelo site www.caubr.gov.br