Iphan prorroga prazo para inscrições no Prêmio Boas Práticas de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial

As inscrições para o Prêmio Boas Práticas de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, no âmbito do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial – PNPI 2015 estão disponíveis até o próximo dia 25 de janeiro de 2016.

Com edições anuais desde 2005, o X Edital do PNPI é edição comemorativa dos 15 anos da Política de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, premiando 34 instituições de qualquer região do país que tenham desenvolvido ações bem sucedidas voltadas à promoção e valorização de bens culturais de natureza imaterial.

Podem participar instituições privadas sem fins lucrativos que tenham desenvolvido no mínimo uma das seguintes ações para a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial em território nacional: mapeamento, pesquisa, produção bibliográfica e audiovisual, ações educativas, formação, capacitação, transmissão de saberes, apoio à organização e à mobilização comunitária e promoção da utilização sustentável dos recursos naturais relacionados à preservação de bens culturais.

As atividades devem estar sempre associadas à valorização das referências identitárias de grupos, à gestão participativa e autônoma da preservação de práticas e manifestações culturais tradicionais de grupos formadores da sociedade brasileira. É condição fundamental para a aprovação do projeto a comprovação da participação e do consentimento prévio das comunidades envolvidas ou das instituições que as representam

Inscrições
As inscrições do Edital PNPI 2015 são gratuitas e deverão ser entregues ou encaminhadas via SEDEX ao Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI-Iphan) no período de 10 de dezembro de 2015 a 25 de janeiro de 2016. O resultado final será publicado pelo DPI no dia 15 de março de 2016.   Informações complementares poderão ser obtidas pelo telefone (61) 2024.5400 ou pelo endereço eletrônico dpi@iphan.gov.br. Acesse a íntegra do Edital no site do Iphan.

Círio de Nazaré arrasta multidão de fiéis em Belém do Pará

Fotos: Cristino Martins/ Agência Pará
Wilson Dias/ Agência Brasil
Anderson Silva/ Agência Pará

Morre Apolônio Melônio, referência do bumba meu boi no Maranhão

Mestre_Apolonio_Melonio_maranhao_001

Foto: Site Boi da Floresta

Mestre Apolônio Melônio, de 96 anos, fundador do Boi da Floresta, um dos mais tradicionais do sotaque da baixada, morreu por volta das 21h desta terça-feira (2). Deacordo com familiares, a causa da morte foi insuficiência renal. Ele morreu após passar 14 dias internado a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Alta Complexidade Dr. Carlos Macieira, no Calhau, em São Luís. Ele foi internado no dia 20 apresentando quadro clínico de infecção urinaria e insuficiência respiratória grave.

Mestre_Apolonio_Melonio_maranhao_002

Dica de culinária caiçara para a Semana Santa : Tainha na folha de bananeira

Tainha na folha da bananeira.
Ingredientes.
1 tainha de 1kg a 1,5Kg, limpa e aberta.
1 limão amarelo (limão do sítio)
sal
Uma folha da bananeira passada no bico do gás.
1 cebola média
Cheiro verde a gosto.
De 8 a 10 folhas de alfavaca.
1 xícara de camarão sete barbas ou pitú.
1 pimentão pequeno.
2 dentes de alho.
1 pimenta sem as sementes.
2 xícaras de farinha de mandioca
Barbante.
Palitos de dente.
Modo de fazer.
Temperar a tainha depois de limpa com o suco do limão e sal a gosto e deixar ao lado para descansar.
Levar numa frigideira um pouco de óleo, a cebola,o tomate, o alho, o pimentão, o cheiro verde e a alfavaca todos picadinhos e temperar com sal.
Quando o refogado já estiver consistente colocar o camarão e refogar junto por mais uns 5 minutos ( camarão não se cozinha muito).
Adicionar a farinha para fazer uma farofa meio molhada, provar o sal e colocar a pimenta sem sementes e bem picadinha,
Farofa feita, pegar a tainha e com uma colher vá recheando a barriga dela.
Feita esta etapa vamos pegar os palitos de dente e espetá-los em suas laterais e tecer o barbante para fechar.
Colar um bom pedaço da folha da bananeira numa assadeira e embrulhá-la.
Após levar ao forno médio entre 30 a 40 minutos.
Desembrulhar e servir com um arroz branco e salada.

fotos: Myrian Teresa/Divulgação

fonte: Casa do Patrimônio Vale do Ribeira

Unesco reconhece Roda de Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

cap1A 9ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda acaba de aprovar a inscrição da Roda de Capoeira, um dos símbolos do Brasil mais reconhecido internacionalmente, na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A aprovação ocorreu na manhã desta quarta-feria, dia 26 de novembro, na reunião do Comitê, que acontece, em Paris. Agora a  Roda de Capoeira se junta ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA), à Arte Kusiwa- Pintura Corporal (AP), ao Frevo (PE), e ao Círio de Nazaré (PA), já reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Segundo a presidenta do Iphan, a inscrição da roda de Capoeira na lista representativa promoverá o aumento de sua visibilidade desse, mas também de outros bens culturais relacionados aos movimentos de luta contra a opressão, sobretudo aqueles pertencentes às comunidades afrodescendentes. “A roda de capoeira expressa a história de resistência negra no Brasil, durante e após a escravidão. Seu reconhecimento como patrimônio demarca a conscientização sobre o valor da herança cultural africana, que, no passado, foi reprimida e discriminada”, conclui Jurema Machado.
Originada no século XVII, em pleno período escravista, desenvolveu-se como forma de sociabilidade e solidariedade entre os africanos escravizados, estratégia para lidarem com o controle e a violência. Hoje, é um dos maiores símbolos da identidade brasileira e está presente em todo território nacional, além de praticada em mais de 160 países, em todos os continentes. A Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira foram reconhecidos como patrimônio cultural brasileiro pelo Iphan em 2008, e estão inscritos no Livro de Registro das Formas de Expressão e no Livro de Registro dos Saberes, respectivamente.
A Roda
Profundamente ritualizado, o espaço da Roda reúne cantos e gestos que expressam uma visão de mundo, uma hierarquia, um código de ética, e revelam companheirismo e solidariedade. É na roda de capoeira que se formam e se consagram os grandes mestres, se transmitem e se reiteram práticas e valores tradicionais afro-brasileiros. Forma redes de sociabilidade, gera identidades comuns e laços de cooperação entre seus integrantes. É o lugar de socialização de conhecimentos e práticas; de aprender e aplicar saberes, testar limites e invenções, reverenciar os mais velhos e improvisar novos cantos e movimentos.
Metaforicamente representa a roda do mundo, a roda da vida, onde há lugar para o inesperado, onde ora se ganha ora se perde. A roda também tem a função de difundir os símbolos e valores relacionados à diáspora africana no território brasileiro. Leva a mensagem de resistência sobre o sistema escravagista.

 Saiba mais sobre a candidatura da Roda de Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade clicando aqui.  Leia mais sobre o Registro da Roda de Capoeira e do Ofício dos Mestres de Capoeira .                                                                              

I Encontro dos Sineiros de Minas Gerais será realizado nos dias 15 e 16 de novembro

O Toque dos Sinos e o Ofício de Sineiro em Minas Gerais foram reconhecidos como Patrimônios Culturais Brasileiros, em 2009. Essa titularidade propiciou a elaboração de seu Plano de Salvaguarda. Para tanto, entre 2010 e 2013 foram realizadas reuniões com os sineiros dos nove municípios abrangidos pelo Registro – São João Del Rei, Tiradentes, Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Sabará, Congonhas, Diamantina e Serro – momento em que foram discutidas as principais demandas dos sineiros com vistas à salvaguarda de seu ofício e dessa forma de expressão.

Após a apuração de todas as informações verificou-se que apesar das especificidades de cada cidade, existe uma série de questões em comum que aflige os sineiros, tais como a conservação dos sinos e das torres, os obstáculos à transmissão dos saberes relativos aos toques e à sua prática e as dificuldades de organização dos sineiros enquanto grupo.

Assim sendo, com vistas a debater conjuntamente estas questões e elaborar, a partir daí, o Plano de Salvaguarda do Toque dos Sinos e do Ofício de Sineiro em Minas Gerais, será realizado, entre os dias 15 e 16 de novembro de 2014, o I Encontro dos Sineiros de Minas Gerais, na cidade de São João Del Rei.

O Encontro tem o apoio da Prefeitura de São João Del Rei, da Prefeitura de Ouro Preto e Conselho Municipal de Patrimônio de Diamantina.

Além da troca de experiências entre os sineiros e da sistematização do Plano de Salvaguarda, o Encontro objetiva também definir as ações prioritárias a serem desenvolvidas nos anos de 2015 e 2016, no âmbito da salvaguarda do Toque dos Sinos e do Ofício de Sineiro em Minas Gerais.

Serviço:

I Encontro Estadual de Sineiros de Minas Gerais
15 e 16/11/2014
Academia de Letras é Praça Frei Orlando,90 – Fundos-Largo de São Francisco –Centro
São João del-Rei – MG.
Informações: (31) 3222 2440 – Corina Moreira

foto: Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (Pirenópolis) / Wikipédia/Marcos Vinicius Ribeiro dos Santos

Amazonas vai debater o Inventário e Registro do Complexo Cultural dos Bois-Bumbás

foto : Wikipédia/João Guilherme

Nos próximos dias 7 e 8 de outubro, Itacoatiara e Maués (AM) vão receber reuniões de mobilização e difusão sobre o Inventário e Registro do Complexo Cultural dos Bois-Bumbás do Médio Amazonas e de Parintins. O evento é uma realização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O objetivo do encontro é a mobilização dos detentores de Bois-Bumbás no Amazonas, para compartilhar as informações da pesquisa do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), que vem sendo realizado desde 2013.

As reuniões buscam a construção coletiva e participativa da política de valorização e salvaguarda desse bem cultural e, por isso, constitui uma etapa fundamental para o processo de Registro do Complexo Cultural dos Bois-Bumbás do Médio Amazonas e de Parintins (AM).

Vão participar da reunião, além de técnicos do IPHAN, mestres, grupos e brincantes dos Bois-Bumbás das cidades de Itacoatiara, Maués e comunidades adjacentes, e representantes das respectivas prefeituras desses municípios.

Serviço:
Inventário e Registro do Complexo Cultural dos Bois-Bumbás do Médio Amazonas e de Parintins (AM)

Data: 07 de outubro de 2014
Horário: 14h
Local: Centro de Educação Tecnológica do Amazonas – CETAM – Av. Mário André Azza, s/n, Itacoatiara (AM).

Data: 08 de outubro de 2014
Horário: 14h
Local: Museu do Homem de Maués – Rua Floriano Peixoto, s/n, Centro, Maués (AM).

Fonte: IPHAN-AM

Carimbó paraense é declarado patrimônio cultural brasileiro

foto: Agência Pará

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou o registro do Carimbó como patrimônio cultural do Brasil. A decisão, feita por unanimidade, saiu na manhã desta quinta-feira, 11, durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília. O pedido de Registro foi apresentado pela Irmandade de Carimbó de São Benedito, Associação Cultural Japiim, Associação Cultural Raízes da Terra e Associação Cultural Uirapurú, com a anuência da comunidade.

A reunião do Conselho Consultivo foi acompanhada por um grupo de artistas do Pará, entre eles cinco mestres do carimbó de Marapanim, considerado o berço desse ritmo. “Esperei nove anos por esse momento. Só quem sabe o amor que eu tenho por essa cultura, consegue entender a emoção que eu sinto agora. A luta pelo reconhecimento nacional do carimbó é uma luta de todos os paraenses, que assim como eu acreditam na força e na beleza da nossa cultura popular”, afirma o mestre Manoel, líder do grupo Uirapuru, uma das associações de carimbó mais antigas da cidade.

Em um barracão de madeira, usado como espaço de oficinas de percussão e confecção de instrumentos típicos de carimbó, mestre Manoel ensina o amor ao ritmo paraense a dezenas de crianças da comunidade. Mesmo sem nenhum tipo de patrocínio, o local funciona como um grande polo de incentivo à cultura popular em Marapanim, considerada a terra do carimbó. “Só eu sei o quanto é difícil manter esse projeto de incentivo ao carimbó, mas a cada novo instrumento fabricado aqui no barracão, a cada nova criança que aprende a tocar percussão, a minha certeza de estar no caminho certo só aumenta”, conta o mestre, que compôs uma música especialmente para ser apresentada durante o evento, em Brasília.

Outro mestre de carimbó também celebra a decisão do IPHAN. Ex-integrante do grupo Uirapuru, mestre Luiz dos Santos, 72, é um dos maiores defensores do carimbó raiz de Marapanim. “Na teoria talvez não signifique muita coisa, mas na prática, o título de patrimônio cultural imaterial do país resgata a autoestima do mestre de carimbó e valoriza ainda mais o ritmo, que passará a ser respeitado e reconhecido em todo o país. Eu, que já estou há mais de 50 anos nesse meio, e já senti várias vezes a falta de reconhecimento pelo meu trabalho, sei que essa decisão vai reacender o amor do público pelo ritmo mais popular do Pará”, conta o idealizador do grupo “Os originais”.

O registro como patrimônio cultural imaterial brasileiro é um instrumento de reconhecimento concedido pelo governo federal a um determinado bem que seja reconhecido como referência cultural em todo o país. A reunião desta quinta-feira, em Brasília, finalizou o processo de registro de bem cultural iniciado oficialmente em 2008, resultado das discussões e mobilizações que grupos e mestres de carimbó realizaram no município de Santarém Novo, nordeste do estado, há nove anos, quando surgiu a campanha.

“Historicamente, Marapanim sempre teve forte ligação com o carimbó. E isso é muito nítido com a presença de diversos mestres e grupos de carimbó espalhados pelos quatro cantos da cidade. Por isso, estamos muito felizes com essa notícia e acreditamos piamente que o carimbó consegue preencher todos os requisitos exigidos para esse tipo de reconhecimento”, ressalta Ranilson Trindade, presidente da Associação Marapananiense de Agentes Multiplicadores de Turismo (Amatur) e coordenador do Festival de carimbó no município, realizado todo mês de agosto.

Filho de mestre Lucindo, apontado como um dos maiores divulgadores do carimbó de Marapanim, o músico Ranilson da Silva, 49, decidiu seguir as tradições herdadas em casa. Desde o ano passado, ele e diversos familiares de um dos maiores nomes do carimbó do estado decidiram criar o grupo “Raízes do Mestre Lucindo”. “A nossa ideia é homenagear um dos maiores defensores da cultura de resistência do Pará e não deixar que a obra do Lucindo seja apagada da nossa história”, explicou o músico.

“A semente do carimbó plantada por mestre Lucindo cresceu e deu frutos. E agora é a nossa vez de mostrar para o Brasil inteiro a importância desse ritmo contagiante. Para nós é uma felicidade e uma honra enormes poder trazer o nome dele não apenas no nosso grupo, mas no sangue da maioria dos integrantes”, declara o músico Edilson Aleixo, 51, o “Chopp”, sobrinho de Lucindo.

Criado há menos de um ano, o “Raízes do Mestre Lucindo” já teve música premiada em festival e aos poucos vem ocupando espaço junto aos maiores grupos de carimbó da região. “A nossa principal função é não deixar morrer o carimbó raiz, cantado e ensinado por mestre Lucindo”, conta o vocalista Anselmo Amaral, 31.

Há mais de dois séculos, o Carimbó mantém sua tradição em quase todas as regiões do Pará, e tem se reinventado constantemente. Seus instrumentos, sua dança e música são resultados da fusão das influências culturais indígena, negra e ibérica; e a memória coletiva dos mestres e seus descendentes tem mantido vivo estes aspectos. Entretanto, a principal característica está nas formas de organização e reprodução sociais em torno desse ritmo, no cotidiano de sociabilidade dos carimbozeiros, seja ele relativo ao dia-a-dia do trabalho ou das celebrações religiosas e seculares.

Iphan lança Edital para Identificação, apoio e fomento à diversidade linguistica : Línguas de Sinais, Línguas de Imigração e Línguas Indígenas.

foto: Agência Brasil/arquivo

Estão abertas até 30 de setembro de 2014, no Portal dos Convênios – SICONV, as inscrições para envio de propostas ao Edital  de Chamamento Público para execução de projetos de identificação, apoio e fomento à diversidade linguística. Este edital contemplará projetos sobre línguas de sinais, línguas de imigração e línguas indígenas. Os projeto deverão abarcar as atividades de mobilização, produção, análise e sistematização de informações e dados textuais, fotográficos e audiovisuais a serem realizadas com base em metodologias de pesquisa sociolinguística.

Os recursos financeiros globais são da ordem de R$ 1.350.000,00 e serão distribuídos para os projetos nas seguintes categorias, excluído o valor da contrapartida:

– 1 projeto orçado entre R$ 300.000,00 e R$ 500.000,00 para projetos sobre Línguas de Sinais;

– 1 projeto orçado entre R$ 300.000,00 e R$ 500.000,00 para projetos sobre Línguas de Imigração;

– 1 projeto orçado entre R$ 300.00,00 e R$ 500.000,00 para projetos sobre Línguas Indígenas.

Esses recursos serão destinados ao custeio das propostas selecionadas e aprovadas nos termos deste Chamamento Público. O valor previsto e a quantidade de projetos poderão ser ampliados desde que haja disponibilidade de recursos para custear outros projetos tecnicamente qualificados, selecionados e aprovados. Projetos aprovados e não contemplados por estarem fora do limite orçamentário comporão banco de projetos do Departamento do Patrimônio Imaterial – DPI e, caso haja ampliação da disponibilidade de recursos, poderão firmar convênio com o IPHAN até o fim de 2014.

Edital de Chamamento Público 04/2014
Anexo I
Anexo II
Anexo III
Anexo IV
Anexo V
Anexo VI
Anexo VII

fonte : Iphan/DPI

Inscrições para 1ª. Edição do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana/2014 vão até dia 19

piEstão abertas, de 28 de abril a 19 de julho, as inscrições para o Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, edital que premiará ações de patrimônio desenvolvidas em terreiros – tombados ou não – a nível nacional.
A documentação comprobatória da ação, bem como os anexos deverão ser enviados via Correios aos cuidados do Departamento do Patrimônio Imaterial, localizado na sede do Iphan, em Brasília. 

O objetivo do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana é promover o reconhecimento das ações de preservação, valorização e documentação desse patrimônio cultural brasileiro. O concurso esta dividido em duas categorias.

A primeira categoria selecionará dez projetos para receber uma premiação de R$ 40 mil cada. Neste caso, serão contempladas ações realizadas de preservação do Patrimônio Cultural Tombado ou em Processo de Tombamento pelo IPHAN, que tenham sido desenvolvidas por associações representativas dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana.

Na segunda categoria serão distribuídos 25 prêmios, de R$ 24 mil cada, para ações de preservação do Patrimônio Cultural que tenham sido desenvolvidas pelas associações representativas dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana de todo o Brasil.

Apenas instituições formalizadas como pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos poderão participar da seleção. As inscrições devem ser encaminhadas via Sedex, ou serviço similar, e endereçadas aos cuidados do Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN até o dia 19 de julho. Postagens enviadas fora do prazo serão desclassificadas.

Confira o edital nos links abaixo:

1ª Retificação do Edital 01/2014
Edital de concurso 01/2014 – Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana/2014
Anexo 1 – Ficha de inscrição
Anexo 2 – Resumo da ação
Anexo 3 – Currículo da instituição proponente
Anexo 4 – Termo de consentimento prévio informado
Anexo 5 – Carta de apoio
Anexo 6 – Apresentação de recurso

foto: FMAC / Prefeitura de Maceió

fonte : Iphan

Conselho de Mestres da Capoeira toma posse no Rio de Janeiro

O novo Conselho de Mestres de Capoeira toma posse no dia 7 de junho em uma cerimônia  no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a presença da presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Jurema Machado. Os componentes foram eleitos em janeiro deste ano. Vão representar o estado do Rio de Janeiro e trabalhar em parceria com o IPHAN em politicas de salvaguarda da Capoeira.

A eleição, realizada na Conferência Regional da Capoeira, no Centro Cultural Cartola, contou com a presença de aproximadamente 300 mestres e capoeiristas. Foram eleitos 30 conselheiros titulares e 30 suplentes, 15 da região metropolitana e 15 do interior do estado. Entre as atribuições do Conselho está a divulgação, identificação e desenvolvimento de pedagogias da capoeira e a criação de fóruns temáticos.

Considerado patrimônio cultural imaterial do Brasil, o ofício dos mestres de capoeira e a roda de capoeira foram registrados pelo IPHAN, respectivamente, no livro de Registro dos Saberes e no de Formas de Expressão, em outubro de 2008.

Festa do Senhor do Bonfim recebe título de Patrimônio Imaterial Brasileiro

Festa do Senhor do Bonfim recebe título de Patrimônio Imaterial Celebração acontece há quase 3 séculos . foto: Divulgação/Fundação Palmares

A Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador, na Bahia, estará em festa nesta quarta-feira (15). A ministra da Cultura, Marta Suplicy, e a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, farão a entrega do título de Patrimônio Imaterial Nacional à Festa do Bonfim. O registro da Festa de Nosso Senhor do Bonfim como Patrimônio Cultural Brasileiro foi aprovado em 05 de junho do ano passado, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.

Realizada sem interrupção desde o ano de 1745, a festa, que atrai para a capital baiana o maior número de participantes, depois do carnaval, articula duas matrizes religiosas distintas – a católica e a afro-brasileira – assim como envolve diversas expressões da cultura e da vida social soteropolitana. Mais que uma grande manifestação religiosa da Bahia, a celebração é uma referência cultural importante na afirmação da cultura baiana, além de representar um momento significativo de visibilidade para os diversos grupos sociais.

À tarde, a ministra Marta Suplicy e a presidenta do Iphan, Jurema Machado, estarão no terreiro de Candomblé Ilê Axé Oxumaré, tombado – por unanimidade – pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em novembro de 2013. Elas participarão de festividade em comemoração ao tombamento, com descerramento de placa comemorativa. A Casa de Oxumaré, sob os mais variados aspectos, constitui-se um dos mais relevantes templos da cultura afro-brasileira. É considerado um dos mais antigos  e tradicionais da Bahia, com grande reconhecimento social.

Afirmação da cultura baiana

Embora se recrie a cada ano, os elementos básicos e estruturantes da Festa do Bonfim permaneceram os mesmos, ou seja, a Novena, o Cortejo, a Lavagem, os Ternos de Reis e a Missa Solene. A celebração, que integra o calendário litúrgico e o ciclo de Festas de Largo da cidade de Salvador, acontece durante onze dias do mês de janeiro, iniciando-se um dia após o Dia dos Santos Reis, e encerrando-se no segundo domingo depois da Epifania, no Dia do Senhor do Bonfim.

Um dos pontos altos da festa, e que a individualiza no conjunto das Festas de Santo e Festas de Largo da cidade de Salvador, é a Lavagem do Bonfim, que se segue ao Cortejo, realizada por baianas e filhas de santo e acompanhada por um enorme contingente de moradores, turistas e de devotos do Senhor do Bonfim (Oxalá no candomblé).

Os rituais e celebrações da Festa ocorrem em diversos espaços da cidade de Salvador, tendo seu início o cortejo que sai da Igreja da Conceição da Praia, no bairro do Comércio, e seu ponto focal na Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, situada na Colina Sagrada, na península de Itapagipe, cenário onde é realizada a lavagem das suas escadarias. Esta igreja, construída para abrigar a imagem do Senhor do Bonfim que foi trazida de Portugal no século XVIII, é um monumento tombado pelo Iphan desde 1938, registrado no Livro de Belas Artes. Como Festa de Largo, incorpora práticas religiosas do catolicismo e do Candomblé, associando o culto dos orixás ao culto católico tradicional.

Arquitetura em madeira é tema de simpósio do IPHAN no Acre

A necessidade de identificação, reconhecimento, valorização e fomento à perenidade da produção da arquitetura de madeira no Acre foi o motivo principal que levou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Acre (IPHAN-AC) e o Instituto Federal de Educaçao, Ciência e Teconolgia (IFAC) a realizar o I Simpósio sobre Arquitetura de Madeira que acontecerá dia 10 de dezembro, no Auditório do Palácio da Justiça, no Centro de Rio Branco, capital do estado. Os certificados serão emitidos pelo IPHAN-AC com a carga horária de 4h, após o evento.

Como a arquitetura em madeira é uma característica cultural fortemente expressa no modo de habitar e de construir no Acre, o simpósio busca valorizar, dentro do repertório do patrimônio cultural, os bens edificados acrianos que somam à significância cultural que caracteriza a vastidão da arquitetura e urbanismo no Brasil.

O Simpósio será um espaço para o debate sobre a necessidade crescente de conhecimento e acerca das ocorrências arquitetônicas remanescentes das diversas épocas e, também, a respeito e das políticas públicas para proteger esses elementos arquitetônicos. Durante o evento, será lançado também o Curso de Extensão voltado para a Conservação do patrimônio edificado em madeira que tem como objetivo fomentar a formação de mão-de-obra especializada no mercado de trabalho local. As inscrições para o I Simpósio sobre Arquitetura de Madeira são gratuitas e podem ser feitas por e-mail, telefone ou presencialmente na sede do IPHAN-AC ou no dia do evento.

A proposta é que o simpósio seja realizado anualmente para produzir conhecimento e para compartilhar informações sobre a arquitetura de madeira, a exemplo dos Ofícios Tradicionais, das Técnicas Construtivas, da Arquitetura Vernácula, da Arquitetura Popular, da Arquitetura Contemporânea, entre tantos outros.

Confira [aqui] a programação
Veja o convite clicando [aqui]

Serviço:
I Simpósio sobre Arquitetura de Madeira
Data:
 10 de dezembro de 2013, das 14h às 18h
Local: Auditório do Palácio da Justiça,
Rua Benjamin Constant, 277, Centro
Rio Branco – AC

Círio de Nazaré, no Pará, é declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

A festa à Virgem de Nazaré, que congrega milhares de fiéis todos os anos em Belém do Pará, agora também é Patrimônio da Humanidade. A Oitava Reunião Anual do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, da UNESCO, aprovou nesta quarta-feira, dia 04 de dezembro, a inclusão do Círio de Nazaré na Lista Representativa do Patrimônio Cultural da Humanidade (Veja o material sobre a candidatura do Círio de Nazaré clicando aqui). Agora, o Brasil possui quatro bens imateriais inscritos. Também são Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade o Samba de Roda do Recôncavo Baiano, Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi e o Frevo: expressão artística do Carnaval de Recife.

A reunião do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial na cidade de Baku, no Azerbaijão, de 02 a 07 de dezembro, recebe 800 delegados de cerca de cem países. O encontro fará também um balanço dos dez anos da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, que desempenha papel crucial na promoção da diversidade cultural em todo o mundo. Este ano, além do Brasil com o Círio de Nazaré, outras nove candidaturas serão avaliadas pelos 24 países membros do Comitê, entre eles o Brasil.

IPHAN divulga resultado final da seleção Arte Kusiwa

O Departamento do Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DPI-IPHAN)  torna público o resultado final da seleção do Edital de Chamamento Público nº 5/2013 – seleção de projeto técnico voltado à pesquisa e documentação da Arte Kusiwa – pintura corporal e arte gráfica Wajãpi. O vencedor foi o projeto Sociedade dos Amigos do Museu do Índio.

Confira aqui

Povo shanenawa apresenta seu patrimônio imaterial para Caravana de Cultura e Humanização

Edna Shanenawa convidou Francis Mary e equipe da Caravana de Cultura para conhecer os fazeres da Aldeia Morada Nova (Foto: Assessoria FEM)

Uma das ações da oficina de educação patrimonial que faz parte do projeto Caravana de Cultura e Humanização se refere à pesquisa sobre o patrimônio cultural imaterial (veja box abaixo). Esse estudo é motivado com a ampla participação da comunidade. Assim aconteceu em Feijó, a partir do convite feito à equipe da Caravana pela liderança indígena Edna Shanenawa, para conhecer de perto a cultura daquele povo, o dia a dia da Aldeia Morada Nova. O encontro se deu na quarta e quinta-feira, 18 e 19.

O grupo coordenado por Francis Mary Alves de Lima, presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) subiu o Rio Envira de barco até a aldeia. Da cidade até lá são apenas quinze minutos. A pesquisa teve à frente Irineida Nobre, historiadora do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural (DPHC) da FEM.

Edna Shanenawa recebeu todos em sua casa. Ao começar a entrevista, fez questão de apresentar seu nome indígena: “Me chamo Phashaya, que significa “mulher curandeira”. Na minha época não era permitido o registro. Hoje, com as políticas para o nosso povo, é diferente, e os jovens podem ser registrados com seus nomes. Mas ainda luto pra ter o meu ”, disse.

Em sua casa, Edna falou sobre as manifestações culturais de seu povo. (Foto: Assessoria FEM)

Ainda, Edna falou sobre a história, a cultura, a luta pela terra, a cosmologia e rituais de seu povo. Uma das manifestações que foram revitalizadas nos últimos tempos, segundo relata,  é o Matxu.

“É a celebração com a caiçuma (bebida tradicional feita de macaxeira), com cantos e danças do nosso povo. Ocorre em setembro, e estava esquecido. Nós conseguimos trazer de volta”, disse Edna, pontuando que outro dos projetos que estão sendo realizados é a pesquisa para resgatar uma antiga expressão de seu povo: a pintura nos lábios com o jenipapo.

“Com sete anos, nossos lábios eram tatuados com jenipapo e ficava até à morte. Nos homens, em cor mais forte. Estamos buscando saber como era feito, para que cada vez mais nossa cultura se fortaleça”, disse.

O encontro teve ainda um passeio pela aldeia. Além das famílias, a sede da cooperativa e a Escola Estadual Indígena Tekahayne Shanenawa foram visitadas. “As comunidades indígenas ganharam muito com a educação diferenciada. É uma reivindicação e luta nossa. Mas, sabemos que isso tem a ver também com os governos, quando trabalham pelos povos indígenas”,  comenta Edna. A escola possui 150 alunos e é um espaço do encontro de saberes.

O grupo ainda teve um momento com os jovens compositores indígenas. Os músicos apresentaram canções autorais na sua língua.  “Elas falam de saudade e de amor. Vocês vieram e já estão indo, e a gente já sente saudades”, explica Naintwa, compositor da aldeia.

As pinturas corporais

Tyzã, 17 anos, é exímia na arte de pintura corporal. Edna a chamou para apresentar os desenhos e falar sobre o significado de cada um deles. “O nosso nome verdadeiro é Shanenawa. Nossa tradição não pode morrer. Esses desenhos são a vida e a história do nosso povo”, disse a jovem índia.

Para Francis Mary, esse é apenas o início de um trabalho de pesquisa que servirá para nortear ações na construção de uma política que respeite cada vez mais a diversidade cultural. “Essas vivências são maravilhosas. É uma troca de conhecimentos que une a tradição e a modernidade. A Caravana tem proporcionado esses momentos e o importante a dizer é que as comunidades é que são os agentes principais dessa construção. Estamos de alma lavada com esse aprendizado”, ressalta.

Via Agência Noticias do Acre

Festival de História reúne cinema, literatura, arte, e diversas manifestações culturais brasileiras

Sem títuloAberto oficialmente nesta quinta-feira (19), o 2º Festival de História de Diamantina contou com presença de autoridades locais e nacionais. O coordenador do evento, Américo Antunes, disse que esta edição buscou agregar cinema, literatura, apresentações musicais e culturais de todos os gêneros que oportunizassem a reflexão da história “não somente com um olhar sobre o passado, mas como um compromisso com o presente e transformação ao futuro da sociedade brasileira”.

Para a presidenta do IPHAN, Jurema Machado, o Festival que tem como temática Histórias Não Contadas traz vitalidade ao sítio patrimonial e contribui com o fenômeno da popularização da história que vem acontecendo no Brasil com qualidade à formação da cidadania e da consciência para o presente.

A primeira conferência do dia teve como tema O Outro Lado da História: Tiradentes e a Constituição da Independência dos Estados Unidos da América, proferida pelo historiador britânico especialista em História Ibérica e nas relações entre Portugal e Brasil, Kenneth Maxwell. O brasilianista, autor dos livros “A devassa da devassa” e “Marques de Pombal, o paradoxo do Iluminismo” teve o acompanhamento da doutora Junia Furtado, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), autora de, entre outros livros, de Chica da Silva e o contratador de diamantes: o outro lado do mito, e do professor de estudos brasileiros da Universidade de Princeton (EUA), que atualmente escreve um livro sobre o Rio de Janeiro no século XVIII.

Às 14h, o tema apresentado em mesa redonda foi Arqueologia e Patrimônio: Vestígios, restos e objetos que recontam a história, composta pela especialista em patrimônio arqueológico e diretoria do Centro Nacional de Arqueologia (CNA-IPHAN), Rosaja Najjar; pelo doutor Marcelo Fagundes, coordenador do Laboratório de arqueologia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Também compõe a mesa redonda Valdirene do Carmo, a responsável pela exumação dos restos mortais de Dom Pedro I e de suas duas mulheres, Dona Leopoldina e Dona Amélia; como também o antropólogo Andrés Zarakin.

A programação para esta quinta-feira segue ao longo do dia com oficinas, prosa com autores, mostra de filmes, arenas digitais, exposições etc.

Confira [aqui] programação do IPHAN no FHist:
Veja também a programação completa do Festival clicando [aqui]

Avança processo de Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste

Um Encontro de Mamulengo realizado em Pernambuco entre os dias 22 e 24 de agosto tornou mais próxima a aspiração dos praticantes do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste em obter seu Registro como Patrimônio Cultural do Brasil. O evento, promovido pelo Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DPI-IPHAN) e pela Universidade de Brasília (UnB) é uma das atividades do processo de Registro e buscou informar os participantes sobre o andamento e os efeitos do Registro, além de estabelecer parcerias direcionadas ao apoio, valorização e sustentabilidade dessa manifestação cultural.

Com a parceria da Superintendência do Instituto em Pernambuco, e o apoio da Prefeitura de Recife e da Fundarpe, o Encontro reuniu pesquisadores e artistas do teatro de bonecos, representante da Associação Pernambucana de Teatros de Bonecos – filiada à Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (proponente do pedido de Registro ao IPHAN), das Secretarias de Cultura da Cidade do Recife e de Olinda, quinze grupos de Mamulengo com seus acompanhantes de seis cidades pernambucanas e uma de São Paulo, além da Associação de Mamulengueiros de Glória do Goitá (PE), entre outros interessados no assunto.

O referido evento encerrou as atividades de pesquisa, documentação e de mobilização dos detentores para a instrução do processo de Registro em questão. A partir de agora, será realizada a sistematização das informações recolhidas até o momento, na  forma de um  dossiê sobre o bem cultural e de um vídeo que serão apreciados, ao final, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.

Paisagem Histórica Urbana é debatida por especialistas internacionais no Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro, Patrimônio Mundial, sediará o Encontro Internacional de Especialistas em Paisagem Histórica Urbana, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em parceria com o Centro do Patrimônio Mundial, e o apoio do Centro Lucio Costa (CLC). O encontro que acontecerá no Centro Cultural Paço Imperial, de 03 a 05 de setembro, ocorre em função da Decisão 36 COM 13.II do Comitê do Patrimônio Mundial (São Petersburgo, 2012). Os especialistas vão trabalhar visando à incorporação do enfoque metodológico da Paisagem Histórica Urbana nas Diretrizes Operacionais para a Aplicação da Convenção do Patrimônio Mundial, de 1972, da UNESCO.

Os principais objetivos da reunião são a identificação de formas de integrar a metodologia e o enfoque realizado pela Recomendação sobre a Paisagem Histórica Urbana, aprovada na Conferência Geral daquela organização em 2011, nas Diretrizes Operacionais e revisar textos relacionados. A reunião também contribuirá para uma melhor compreensão dessa Recomendação como um instrumento normativo da UNESCO e uma ferramenta para alcançar melhor integração da preservação do patrimônio cultural nas políticas de desenvolvimento. Os resultados do encontro serão apresentados ao Comitê do Patrimônio Mundial, durante a 38ª Sessão, em junho de 2014, em Doha, Catar.

Estarão presentes no Encontro Internacional de Especialistas em Paisagem Histórica Urbana dois representantes por região, indicados pela UNESCO, em consulta aos organismos multilaterais de representação regional dos Estados Parte que ratificaram a Convenção (Europa Ocidental e Estados Unidos da América; Europa do Leste; América Latina e Caribe; Ásia e Pacífico; África; e Estados Árabes), o Diretor do Centro do Patrimônio Mundial, cinco especialistas da UNESCO, um representante do ICOMOS e um do ICCROM. Participam também a direção do IPHAN, especialistas do Brasil e representantes dos órgãos de preservação dos países do MERCOSUL.

A realização desse encontro no Rio de Janeiro resulta do seu reconhecimento pelo Comitê do Patrimônio Mundial (São Petersburgo, 2012), como uma paisagem cultural de valor universal excepcional para a humanidade, e do que esse reconhecimento como Patrimônio Mundial implica no âmbito de sua gestão. Será um momento para o intercâmbio de informações e experiências entre os participantes que atuam no campo da gestão de sítios urbanos, na perspectiva da paisagem cultural.

Serviço:
Encontro Internacional de Especialistas em Paisagem Histórica Urbana

Data: de 03 a 05 de setembro de 2013
Local: Centro Cultural Paço Imperial
Praça XV de Novembro, 48 – Centro
Rio de Janeiro – RJ

Exposição Itinerante do Patrimônio Imaterial de Mato Grosso chega a Brasília

Entre histórias e conversas, ritos e culturas, chega a Brasília a Exposição Itinerante do Patrimônio Imaterial de Mato Grosso. Os visitantes poderão conferir, de 07 de agosto a 27 de setembro, bens culturais do patrimônio no estado, expostos na forma de obras de arte,  artefatos e fotografias de Mário Friedlander e Laercio Miranda.

Na Abertura, que ocorre logo mais às 18h na sala Mario de Andrade no edifício-sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), serão apresentadas manifestações culturais que ressaltam a riqueza e diversidade cultural do Estado de Mato Grosso, como exemplo do Guaraná Ralado (tradição aprendida com os índios Saterê-Mawê), do Funeral Bororo, das Gravatas Xavante dentre outros.

A musicalidade do ambiente estará garantida por instrumentistas da Viola de Cocho, bem registrado como patrimônio Cultural do Brasil. A mostra financiada com recursos do IPHAN, está aberta ao público de segunda a sexta, de 8h às 18h. De Brasilia, a exposição segue para Primavera do Leste, interior de Mato Grosso.

Bens Registrados no Estado
A Constituição Federal de 1988, nos artigos 215 e 216, estabeleceu que o patrimônio cultural brasileiro fosse composto de bens de natureza material e imaterial, incluídos aí os modos de criar, fazer e viver dos grupos formadores da sociedade brasileira. Atualmente, Mato Grosso possui dois deles registrados no Ministério da Cultura: Ritual Yaokwa e a Viola de Cocho – Modo de fazer.

Ritual Yaokwa é a mais longa e importante celebração realizada por este povo indígena, que habita uma única aldeia localizada na região noroeste do estado do Mato Grosso. Parte fundamental do Yaokwa ocorre quando se dá a saída dos homens para a realização da pesca coletiva de barragem e é considerado o ponto alto do ritual e o grande emblema da etnia. O Ritual Yaokwa foi inserido em 2010 no Livro de Registro das Celebrações.

A Viola de Cocho é um instrumento musical singular quanto à forma e sonoridade, produzido exclusivamente de forma artesanal, com a utilização de matérias-primas existentes na Região Centro-Oeste do Brasil. Sua produção é realizada por mestres cururueiros, tanto para uso próprio como para atender à demanda do mercado local, constituída por cururueiros e mestres da dança do siriri. O seu modo de fazer foi registrado no Livro dos Saberes, em 2005.

Os Saberes e Práticas Associados ao modo de fazer Bonecas Karajá são uma referência cultural significativa para o povo Karajá e representam, muitas vezes, a única ou a mais importante fonte de renda das famílias. Atualmente, a confecção dessas figuras de cerâmica é uma atividade exclusiva das mulheres e envolve técnicas e modos de fazer considerados tradicionais e transmitidos de geração em geração.

A pintura e a decoração das cerâmicas estão associadas, respectivamente, à pintura corporal dos Karajá e às peças de vestuário e adorno consideradas tradicionais. Indicativos de categorias de gênero, idade e estatuto social, a pintura e os adereços complementam a representação figurativa das bonecas, que identificam então “o Karajá” homem ou mulher, solteiro ou casado, com todos os atributos que “a cultura” cria para distinguir convencionalmente essas categorias.


Confira a lista de objetos expostos
Consulte também o guia de bens tombados atualizado em 2012

IPHAN-MG entrega restauração à cidade dos sinos

Conhecida como a terra onde os sinos falam, a cidade de São João Del Rei, em Minas Gerais, recebeu restaurado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural em Minas Gerais (IPHAN-MG) o corpo de madeira de um de seus conhecidos entoadores de badaladas.

Atendendo ao pedido da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, zelosa pelo patrimônio cultural, a equipe técnica especializada do IPHAN-MG  restaurou o corpo de madeira para receber a nova bacia e fez as substituições necessárias para que o sino pudesse continuar a soar como antes. Todo o trabalho, que durou dois meses, foi realizado nas dependências da Oficina do IPHAN, na cidade de Tiradentes (MG).

O novo sino, batizado de Simão Stock, em homenagem a São Simão, que nasceu e viveu na Inglaterra no século XXII, fará par com o sino Santo Elias. No último domingo, dia 14 de julho, deu seu primeiro repique e ecoou um belíssimo som pela cidade e estará a postos para soar no dia de Nossa Senhora do Carmo, comemorado na terça-feira, dia 16 de julho.

O sino é como um documento e como tal deve ser preservado. Ele traz informações, fatos e detalhes únicos de uma época, de um momento da história, seja da cidade, do seu momento evolutivo, e do país, assim como da própria construção das igrejas, explica o chefe do Escritório Técnico do IPHAN em São João Del Rei, Mario Antônio Ferrari Felisberto.

Patrimônio Imaterial
O Toque dos Sinos em Minas Gerais constitui forma de expressão que associa os sinos, o espaço onde estão instalados – as torres-, os sineiros e a comunidade que os ouve em um processo de codificação e decodificação de mensagens há muito tempo transmitidas nas cidades de Minas Gerais.

Essa forma de expressão, que associa a estrutura dos toques à ocasião religiosa em que devem ser tocados, contribui para o agenciamento de formas de sociabilidade, originalmente, relacionados à vida religiosa daquelas comunidades, mas que, hoje, ultrapassa essa dimensão, abrangendo sentidos e significados relacionados à sua identidade cultural.

Em dezembro de 2009, o Toque dos Sinos em Minas Gerais foi inscrito o Ofício de Sineiros foram registrados como Patrimônio Cultural do Brasil.

Dia das Paneleiras de Goiabeiras é celebrado no Espírito Santo

Foto: Gildo Loyola

Uma grande festa marcou o Dia das Paneleiras de Goiabeiras, no Espírito Santo, comemorado no último domingo, dia 7 de julho. A data, criada por lei municipal em 1993, celebra o primeiro bem cultural registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em dezembro de 2002, reconhecendo como Patrimônio Cultural Brasileiro um saber que envolve a prática artesanal de fabricação de panelas de barro e conserva todas as características essenciais que a identificam com a prática dos grupos nativos das Américas, antes da chegada de europeus e africanos. Este saber está enraizado na localidade de Goiabeiras, bairro de Vitória, capital do estado.

Durante as comemorações, realizadas no Galpão de Goiabeiras, aconteceu a cerimônia de entrega dos certificados de titulação do Ofício das Paneleiras às detentoras pela superintendente do IPHAN-ES, Diva Figueiredo. Autoridades locais e instituições parceiras participaram da festividade, entre eles representantes do Banco do Brasil, que noticiaram a aprovação de projeto em parceria com a Associação das Paneleiras de Goiabeiras, visando a sustentabilidade do ofício por meio do associativismo. Na ocasião, o IPHAN estabeleceu contatos com o Banco do Brasil e com a Associação para articular o projeto ao plano de salvaguarda do ofício das paneleiras, com ênfase na educação patrimonial.

IPHAN-PR participará do 23º Festival de inverno em Antonina

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Paraná (IPHAN-PR) realiza em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o 23º Festival de Inverno entre os dias 13 a 19 de julho, em Antonina.

A oficina compreende uma série de encontros com os técnicos do IPHAN – dos setores de Arquitetura, Arqueologia, Patrimônio Imaterial e Educação Patrimonial – para compartilhar conceitos e visões que orientam a política nacional de preservação do patrimônio cultural brasileiro e os desafios enfrentados na prática institucional.

Parte da oficina se concentra no debate sobre o tombamento do conjunto urbano de Antonina, parâmetros para a conservação de imóveis em áreas tombadas e requalificação urbana.

As inscrições para o 23º Festival de Inverno da UFPR deverão ser feitas no período de 01 a 09 de julho de 2013 aqui.