II Semana da tradição oral reúne contadores e escutadores de histórias em Rio Branco/AC

A Semana de Tradição Oral surgiu em 2012 com o intuito de possibilitar a troca de experiências entre contadores e escutadores de histórias em Rio Branco, por meio de palestras e oficinas. A edição do evento deste ano, começou no domingo (23) e se estende até a quinta-feira (27).

Segunda-feira (24)
15h – Roda de contação de histórias
Local: Espaço Infantil da Biblioteca Pública
18h – Apresentação Cultural
Palestra de Marcos Vinícius sobre “A Tradição Oral e as Comunidades Tradicionais – Seringueiros e Ribeirinos”
Local: Filmoteca Acreana

Terça-feira (25)
9h – Apresentação Cultural
Palestra com Karla Martins sobre “A Tradição Oral e a Literatura Acreana”
18h – Oficina “As Mil e Uma Noites”, com a ministrante Gislayne Avelar Matos
18h30 – Roda de contação de histórias
Local: Centro Cultural Thaumaturgo Filho

Quarta-feira (26)
9h – Apresentação Cultural
Palestra “A Tradição Oral Indígena”, com Ninawa Huni Kui, Miguel Guarani M’Bya e Francisca Arara
14h às 18h – Oficina
Local: Centro Cultural Thaumaturgo Filho
19h30 – Roda de contação de histórias
Local: Espaço Infantil da Biblioteca Pública

Quinta-feira (27)
9h – Apresentação Cultural
Palestra com Gislayne Avelar Matos sobre a obra “As Mil e Uma Noites”
9h às 12h e das 14h às 18h – Oficina
18h30 – Encerramento
Local: Centro Cultural Thaumaturgo Filho

Festa do Pau da Bandeira, no Ceará, contará com registro do IPHAN a partir de 2014

Foto: Verdejandonoradio.blogspot.com

Barbalha. Um dos maiores eventos do Ceará passará a ter registro histórico como patrimônio imaterial, a partir do próximo ano. A depender do trabalho que vem sendo sistematizado e finalizado pelos técnicos do Instituto Nacional de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio da superintendência estadual no Ceará, o inventário sobre a festa será concluído no próximo mês de agosto e encaminhado para avaliação do Conselho Consultivo do órgão, em Brasília. A votação pelos conselheiros deverá acontecer em novembro.

O ritual do pau da bandeira e cortejo no dia da abertura da Festa de Santo Antônio de Barbalha se tornou uma das principais atrações da festa. Milhares de pessoas, todos os anos, vão a cidade participar de um evento que se tornou referência na cultura popular brasileira. Foram colhidos mais de 3 mil registros para compor o relatório que será encaminhado ao conselho.

Festejos

Neste ano, Barbalha foi reconhecida por lei estadual, como Capital dos Festejos de Santo Antônio. A reunião da cultura popular com uma tradição secular, voltada à religiosidade, fortalece a riqueza do patrimônio que a cidade de constitui atualmente.

Segundo o superintendente do Iphan, no Ceará, Ramiro Teles, esse é um registro histórico de grande importância para a cidade, além de ser uma ação de salvaguarda desse patrimônio, que um dia pode até acabar. Mas, diz ele, passa a ser registrado como algo que realmente ocorreu, se um dia tiver que acabar, mostra que teve importância dentro do contexto cultural, social e fez parte de uma história, que será perpetuada pelo forte apelo existente no contexto cultural e religioso de Barbalha.

Embasamento

Uma exposição museográfica permanente, no Casarão Hotel, neste município, mostra o trabalho que tem sido realizado na cidade desde 2003. O objetivo é coletar dados importantes para compor as pesquisas e dar embasamento ao relatório que será apresentado em Brasília. O lançamento foi realizado por meio do Iphan e a Secretaria de Cultura de Barbalha. A exposição permanente sobre a Festa de Santo Antônio, faz parte de uma parceria entre a Prefeitura de Barbalha e o Iphan, autarquia do Ministério da Cultura responsável pela preservação do patrimônio cultural brasileiro. Foi produzida a partir dos resultados do Inventário Nacional de Referências Culturais da Festa de Santo Antônio de Barbalha, pesquisa que compõe a instrução de Registro da Festa como Patrimônio Cultural Brasileiro. Desde 1928, Barbalha abre os festejos em torno de Santo Antônio de Pádua com a celebração do Carregamento do Pau da Bandeira. A celebração tem início ao alvorecer, após a missa na Igreja Matriz de Barbalha em homenagem ao padroeiro da cidade, e é comandada pelo “Capitão do Pau”.

A exposição retrata como as celebrações de Corte, Carregamento e Hasteamento do Pau da Bandeira foram se tornando centrais no calendário de Barbalha, ao mesmo tempo em que passaram a funcionar como elemento identificador de seus moradores. Já o Livro “Sentidos de Devoção” são reflexões tecidas sobre a Festa de Santo Antônio áreas do conhecimento variadas, como História, Geografia, Antropologia, Pedagogia, Cinema e Turismo, evidenciando a natureza interdisciplinar da instrução dos processos de reconhecimento das práticas culturais como Patrimônio Cultural Brasileiro.

Trabalhos

O Iphan ressalta que existem poucos trabalhos acadêmicos defendidos e publicados sobre a Festa e que, dessa forma, a publicação pretende provocar o preenchimento de uma lacuna editorial e também servir de leitura inicial, estimulando novas pesquisas sobre a celebração.

A publicação tem como organizadores Igor de Menezes Soares e Ítala Byanca Morais da Silva, historiadores que integram a Superintendência do Iphan no Ceará, e reúne artigos de diversos autores, abordando variadas facetas da festa e de suas múltiplas leituras.

A seleção de autores e imagens foi fruto das pesquisas desenvolvidas no âmbito do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) da celebração, que compõe o dossiê de registro da Festa como Patrimônio Cultural Brasileiro.

O acervo de registros da festa é composto por entrevistas, fotografias, matérias em jornais, revistas e outros periódicos, além do próprio INRC.

O trabalho conta com a participação de vários organizadores e pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca), Universidade de Fortaleza (Unifor), Universidade Vale do Acaraú (UVA), Universidade Estadual do Ceará (Uece), além da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Ceará (UFC).

Mais informações:

Secretaria de Cultura e Turismo de Barbalha
Rua da Matriz, 25, Centro
Telefone : (88) 3532.1708

Via Diário do Nordeste

IPHAN auxiliará na preservação do Patrimônio Imaterial da Guatemala

Sem título-1O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão brasileiro integrante do Comitê Intergovernamental da Salvaguarda do Patrimônio Imaterial da UNESCO, auxiliará o Governo da Guatemala a desenvolver ações voltadas à política de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial do país.

A iniciativa decorre do compromisso brasileiro assumido durante a 7ª Sessão do Comitê Intergovernamental da Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO, em Paris, em dezembro de 2012, e organizada pela Assessoria de Relações Internacionais da Presidência do Iphan – ARIN, em articulação interna com a direção do Departamento de Patrimônio Imaterial, e com as autoridades guatemaltecas de patrimônio cultural.

A experiência brasileira desenvolvida no IPHAN, especialmente no que se refere aos inventários e aos modos de reconhecimento do patrimônio cultural imaterial será compartilhada com os órgãos guatemaltecos. O trabalho inicial irá se concentrar em seis municípios e o foco geográfico busca um reflexo da realidade multicultural da Guatemala em quatro grupos importantes (Xinca, Garifuna, Mestizo e Maya).

Para isto, a especialista do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Mônia Silvestrin, Coordenadora-Geral de Identificação e Registro, estará reunida com a Direção Técnica do Patrimônio Cultural Imaterial da Guatemala (PCI), durante uma semana (13 a 19 de junho) para trocar experiências e auxiliar no processo de criação de um sistema de inventário do Patrimônio Imaterial, da projeção de seu banco de dados e armazenamento, bem como no estabelecimento de requisitos do PCI. Esta iniciativa reitera o comprometimento do IPHAN de apoiar ações no âmbito da cooperação Sul-Sul, fortalecendo e exemplificando os princípios da Convenção de 2003, da UNESCO e, neste particular, prestando a assistência técnica àquele país para que possa desenvolver iniciativas nesse campo junto à UNESCO.

Conselho Consultivo registra Festa do Senhor do Bonfim como Patrimônio Cultural Brasileiro

Os fiéis que todos os anos participam da Festa do Senhor do Bonfim na cidade de Salvador (BA) já têm mais um motivo para comemorar. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido nesta quarta-feira, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Brasília, aprovou a proposta de Registro da celebração como Patrimônio Cultural Brasileiro. A Festa do Senhor do Bonfim, realizada sem interrupção desde o ano de 1745 e que atrai para a capital baiana o maior número de participantes, depois do carnaval, articula duas matrizes religiosas distintas – a católica e a afro-brasileira – assim como envolve diversas expressões da cultura e da vida social soteropolitana.

A Festa do Bonfim, que ocorre desde o século XVIII e possui origem na Idade Média (península ibérica), tem fundamento na devoção do Senhor Bom Jesus, ou Cristo Crucificado, está profundamente enraizada no cotidiano da cidade e é elemento importante na constituição da identidade baiana. Embora se recrie a cada ano, seus elementos básicos e estruturantes permaneceram os mesmos, ou seja, a Novena, o Cortejo, a Lavagem, os Ternos de Reis e a Missa Solene. Mais que uma grande manifestação religiosa da Bahia, a celebração é uma referência cultural importante na afirmação da baianidade, além de representar um momento significativo de visibilidade para os diversos grupos constituidores da sociedade soteropolitana.

A festa
A celebração que integra o calendário litúrgico e o ciclo de Festas de Largo da cidade de Salvador reúne ritos e representações religiosas (além de manifestações profanas e de conteúdo cultural), durante onze dias do mês de janeiro. Os festejos começam um dia após o Dia dos Santos Reis e terminam no segundo domingo depois da Epifania, no Dia do Senhor do Bonfim. Um dos pontos altos da Festa, e que a individualiza no conjunto das Festas de Santo e Festas de Largo da cidade de Salvador, é a Lavagem do Bonfim, que se segue ao Cortejo de cerca de oito quilômetros, realizada por baianas e filhas de santo, acompanhada por um enorme contingente de moradores, turistas e de devotos do Senhor do Bonfim.

Os rituais e celebrações da Festa ocorrem em diversos espaços da cidade de Salvador, tendo seu ponto focal na Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, na Colina Sagrada, península de Itapagipe. Esta igreja, construída para abrigar a imagem do Senhor do Bonfim trazida de Portugal no século XVIII, é monumento tombado pelo IPHAN desde 1938. Como Festa de Largo, incorpora práticas religiosas do catolicismo e do Candomblé, associando o culto dos orixás ao culto católico tradicional.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

Queijo Minas Internacional

Queijo artesanal produzido com leite cru, como o da Canastra, é um dos produtos mais tradicionais da culinária mineira. / Divulgação

Reconhecida como patrimônio imaterial brasileiro pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a forma de produção do queijo minas artesanal feito com leite cru será destaque na Superagro 2013, de 4 a 6 de junho, no Seminário Internacional Sobre Indicações Geográficas (IG) e Queijos Artesanais.

O evento terá a participação da França, com profissionais do mercado e de pesquisa, o que fomentará discussões entre os cenários da cadeia produtiva do produto, levantando temas relacionados à legislação e agregação de valor ao produto.

Além de diversas palestras, o fórum irá sistematizar o documento final do Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas, que consiste no levantamento de ações e estabelecimento de parcerias, preservando o modo de produção tradicional do queijo cru.

Participarão do evento representantes de instituições públicas e privadas, de ensino, pesquisa e extensão, organizações de produtores como associações, cooperativas e sindicatos e profissionais com atuação no setor, além de 70 produtores mineiros de cinco regiões do Estado reconhecidas como produtoras de queijo artesanal: Canastra, Cerrado, Araxá, Serro e Campos das Vertentes.

Estima-se que atualmente existam cerca de 30 mil produtores de queijo minas artesanal no Estado.

O seminário contribuirá para reforçar as expectativas promissoras da comercialização do queijo em outros estados brasileiros e a valorização do mesmo, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do setor.

“O evento é fundamental para incentivar a legalização de muitas queijarias que ainda operam no mercado informal. O seminário abordará a importância da adesão à Portaria 1305, de 30 de abril deste ano, expedida pelo IMA, cuja resolução estabelece novas diretrizes para a produção do item”, informou a coordenadora de Agregação de Valor e Geração de Renda da Seapa, Ana Helena Cunha.

Segundo ela, com os estabelecimentos ajustados às regras e devidamente cadastrados, os produtores de queijo artesanal do Estado poderão conquistar novos mercados, conseguindo se adequar à legislação, contribuindo ainda para uma maior geração de renda familiar.

“O momento é de trocar experiências com outros países, como a França, que já pratica a Indicação Geográfica (IG) e passou por obstáculos semelhantes aos produtores mineiros no que diz respeito à formalização, adequação sanitária e logística de comercialização do produto. Vamos apresentar no Seminário a operacionalização e os benefícios do registro IG, com a participação de técnicos e produtores franceses”, disse.

A participação da França no evento decorre do Protocolo de Cooperação Franco-Brasileiro sobre Indicações Geográficas, assinado em 2011 entre os ministérios da agricultura dos dois países.

As IG e as Marcas Coletivas, classificadas como “Signos Distintivos”, são importantes ferramentas de desenvolvimento rural, utilizadas para identificar produtos ou serviços por meio de sua origem, qualidade, fabricante ou outra característica própria, além de representarem um fator de competitividade no setor produtivo.

As regiões do Serro e da Canastra já possuem o registro de IG, que deverá ser levado agora para as regiões de Araxá, Campos das Vertentes e Cerrado. “Entre os benefícios gerados pelo registro de IG estão a padronização e melhoria qualitativa do produto”, destacou Ana Helena.

fonte: ClicFolha

II SEMINÁRIO – PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL

PROGRAMAÇÃO:
TERÇA
14/05, 19h – Abertura
“Andanças do Patrimônio”- Instituto Baobá de Cultura e Arte (Ibaô)
Rosiane Nunes /IPHAN
Jô Brandão /MinC
Daisy Ribeiro/ CSPC
Ney Carrasco / Secretaria Municipal de Cultura

QUARTA
15/05 “Capoeira e Jongo: bens locais, reconhecimento nacional”
10h – Roda de Detentores Alessandra Ribeiro David Rosa Topete Capoeira Resistência Danny Soares Marcos A Simplicio Simplicio Rene Ramos Valdomiro Emori
14h – Vivência de Jongo
15h – Vivência de Capoeira
16h30 – Palestra: “Brinquedos e brincadeiras: patrimônio cultural intangível da humanidade” – Regina Márcia M. Tavares
17h30 – Cine Cultura: “Capoeira patrimônio imaterial – TV UFBA”
19h30 – Mesa: Políticas públicas para a salvaguarda no âmbito municipal
(Rosiane Nunes / IPHAN SP – Daisy Ribeiro/CSPC – Gabriel Rapassi – Ney Carrasco/ Sec.Cultura)

QUINTA

16/05 “Os terreiros da Salvaguarda”
10h – Cultura Viva e a Matriz Africana na SCDC – Jô Brandão / MinC (DF) / O Acarajé como bem imaterial – Mãe Eleonora / ABAM (SP)
14h – Patrimônio: desenvolvimento cultural e sustentável
Mãe Isabel – Ponto de Cultura Caminhos/Grife Criolê (SP) / Eliana Souza e Leda Sant’Ana / Bankoma (BA) – Taata Mutá Imê / Nação Angolão Paketan (BA)
15h30 – Palestra “Matrizes africanas na educação: a discriminação de crianças no contexto escolar” – Stela Guedes Caputo (RJ)
17h30 – Cine Cultura “Ori: a valorização de um povo” (filme de Beatriz Nascimento)
19h30 – Vivência “Dança Pé no Chão” – Taata Mutá Imê

SEXTA
17/05 “O patrimônio na roda”
10h – Palestra: “Patrimônios da diáspora: bens materiais e imateriais no contexto do Cais do Valongo, diálogos e interfaces com a Salvaguarda da Capoeira” Carlos Eugênio Líbano Soares (RJ)
14h – Palestra “O Samba de Roda do Recôncavo como patrimônio cultural da humanidade” Rosildo Rosário – ASSEBA (BA) / Lavagem das Escadarias da Catedral Metropolitana de Campinas e sua trajetória (a confirmar)
15h30 – Vivências de Maculelê e Samba de Roda : Mestre Primeiro / ASSEBA (BA)
18h – Mesa de encerramento do II Seminário de Patrimônio Cultural Imaterial
19h – Afoxé Ibaô

SÁBADO
18/05 “Abertura do Ginga Cultural 2013 e X Batizado e troca de cordas – C.C. Capoeira RaízesdoBrasil”
10h – Roteiro cultural na Fazenda Roseira
15h – “X Batizado e Troca de Cordas do Raízes do Brasil” – Contramestre David (Ibaô)
20h – Confraternização no Ibaô – Samba do Casa Caiada

INSCRIÇÕES: https://docs.google.com/forms/d/1MNHRYrMsWd_c2evybeCuKdLKohLC356w4N9UTKMocz4/viewform

* Arte gráfica: produzida em software livre, durante oficina ministrada por Sília Moan Moan do NosDigitais Teia#Projeto Especial Ibaô.

IPHAN-SE encaminhará pedido para que Barco de Fogo seja patrimônio cultural brasileiro

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Sergipe (IPHAN-SE) encaminhará para o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/IPHAN), em Brasília, o pedido de registro como Patrimônio Cultural Brasileiro do Barco de Fogo, uma alegoria pirotécnica ligada aos festejos populares do ciclo junino que só acontece na cidade de Estância, e é uma das manifestações culturais mais significativas do Estado de Sergipe.

A solicitação foi entregue à superintendente do IPHAN-SE, Terezinha Oliva, em encontro realizado no dia 2 de maio, com a presença de fogueteiros e barqueiros, com o apoio da Prefeitura Municipal, da Secretaria de Cultura, da Câmara de Vereadores e do Colégio Estadual Senador Walter Franco.

O Oficio que justifica o pedido será apreciado pelo IPHAN em Brasília e, em caso de parecer favorável, será aberto processo de registro. Os próximos festejos juninos serão acompanhados e documentados pelo IPHAN em Sergipe, bem como a realização do folguedo e suas atividades associadas, como o pisa pólvora, as batucadas e a procissão realizada durante o dia de São Pedro.

Seminário em Campinas discute memória e criatividade como fatores para transformação social

De 14 a 19 de maio de 2013, o Ponto de Cultura e Memória Ibaô realizará o II Seminário de Patrimônio Cultural Imaterial em Campinas-SP. Com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e da Coordenadoria Setorial de Patrimônio Cultural do município, e do Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (IPHAN), o seminário acontece na semana nacional de museus e terá como tema: A memória e criatividade como fatores para transformação social.

O seminário gratuito, com inscrições até 10 de maio, vai reunir pela segunda vez: capoeiristas, jongueiros e demais detentores e comunidades ligadas à salvaguarda do patrimônio imaterial para dialogar com gestores sobre as políticas públicas de preservação dos bens culturais no âmbito nacional. O evento busca ampliar o debate em manifestações culturais de matriz africana, na salvaguarda da capoeira e do jongo no município de Campinas, apresentando novos desafios e possibilidades para a implementação de políticas públicas nacionais do patrimônio no âmbito municipal.

A programação do Seminário conta com mesas temáticas, práticas artístico-culturais, vivências e rodas de conversa, além do X Batizado e Troca de Graduações do Centro Cultural de Capoeira Raízes do Brasil de Campinas.

Veja o convite [Aqui]

Serviço:
II Seminário do Patrimônio Cultural Imaterial
Data: 14 a 19 de maio de 2012
Local: Ponto de Cultura e Memória Ibaô.
Rua Ema, 170 – Vila Padre Manoel da Nóbrega – Campinas/SP
Informações e inscrições:

www.institutobaoba.blogspot.com/pculturaibao@gmail.com

(19) 3342-5911 / 9173-0887 / 9111-4757

Frevando no Centro Cultural Cartola

Nos próximos dias 19 (a partir das 14h) e 21 de abril (a partir das 16h) o Centro Cultural Cartola vai reunir, em sua sede, duas manifestações consideradas patrimônio cultural imaterial brasileiro: o samba e o frevo, este também patrimônio da humanidade.

O evento contará com um seminário, oficinas e apresentações em vídeo e ao vivo, com a participação do Clube Carnavalesco Mixto (com x, mesmo) São Malaquias, de Recife, de bonecos gigantes e de passistas dos dois ritmos.

Frevando no Centro Cultural Cartola tem apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (IPHAN/MinC) e da Superintendência de Museus da Secretaria de Estado de Cultura. O espaço fica na Rua Visconde de Niterói, 1296, na comunidade da Mangueira, e a entrada é franca.

Mais informações: Centro Cultural Cartola – 21 3234-5777

CRESPIAL lança edital para preservação do patrimônio imaterial na América Latina

O Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina (CRESPIAL) lança edital que subsidiará – parcial ou integralmente – projetos voltados à proteção do patrimônio cultural imaterial (PCI).

Os fundos são dirigidos a portadores e gestores do PCI, instituições públicas, privadas, e sociedade em geral, que podem, nesta segunda edição, apresentar projetos em duas categorías: Pesquisa e Proteção do Patrimônio Imaterial. É necessário que as propostas tenham foco nos países membros do CRESPIAL: Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Costa Rica, Cuba, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Perú, Uruguay y Venezuela.

No Brasil, a entidade possui forte parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), eleito para presidir Comitê Executivo do CRESPIAL de 2012 até 2015.

Os projetos serão recebidos de 05 de abril a agosto de 2013. Confira os critérios, etapas, calendários e outras informações no site da Instituição http://www.crespial.org/es/Eventos/Detalle/0244/fondos-concursables-de-proyectos-para-la-salvaguardi ou nos anexos abaixo:

– CRESPIAL – presupuesto y cronograma

– Invitación del Crespial Fondos concursables 2013

– Formulario investigación

– Formulario salvaguardia

Festa do Divino de Paraty – RJ é o mais novo Patrimônio Cultural Brasileiro

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Brasília, aprovou nesta quarta-feira, dia 3 de abril, o Registro da Festa do Divino Espírito Santo de Paraty, no Rio de Janeiro, como Patrimônio Cultural Brasileiro. A proposta para a proteção da manifestação cultural foi encaminhada ao Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/IPHAN) pelo Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), com a anuência da comunidade.

De acordo com o parecer do DPI sobre a festividade (em anexo no final da página), trata-se de uma celebração representativa da diversidade e da singularidade, com elementos próprios, fundamental para a construção e afirmação da identidade cultural do paratiense. A Festa possui, ainda, relevância nacional, na medida em que traz elementos essenciais para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira, além de ser uma referência cultural dinâmica e de longa continuidade histórica.

Paraty e a Festa do Divino
A celebração do Espírito Santo é uma manifestação cultural e religiosa, de origem portuguesa, disseminada no período da colonização e ainda hoje presente em todas as regiões do Brasil, com variações em torno de uma estrutura básica: a Folia, a Coroação de um imperador, e o Império do Divino, símbolos principais do ritual. As festas do Divino constituem-se numa relação de troca com a divindade. São festas de agradecimento, de pagamento de promessas, de cooperação entre os indivíduos da comunidade.

Em Paraty, a festa vem incorporando outros ritos e representações que agregam elementos próprios e específicos relacionados à história e à formação de sua sociedade. É uma celebração profundamente enraizada no cotidiano dos moradores, um espaço de reiteração de sua identidade e determinante dos padrões de sociabilidade local. Constituída por vários rituais religiosos e expressões culturais, a Festa se realiza a cada ano, iniciando no Domingo de Páscoa com o levantamento do mastro. Suas manifestações e rituais ocorrem ao longo da semana que antecede o Domingo de Pentecostes, principal dia da festa. A celebração propicia momentos importantes, símbolos de caridade e de colaboração entre a comunidade, como o almoço do Divino, a distribuição de carne abençoada e de doces.

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Edital para Fomento do Patrimônio Cultural Imaterial de Grupos de Imigração

O Departamento do Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DPI-IPHAN) lança nesta terça-feira, dia 02, edital para Apoio e Fomento ao Patrimônio Cultural Imaterial de Grupos de Imigração. A iniciativa é uma das ações do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI) instituído pelo governo federal em 2000.

Serão selecionados projetos de apoio a manifestações e práticas culturais de grupos de imigração formadores da sociedade brasileira, que contemplem, no mínimo, uma das seguintes atividades: mapeamento, pesquisa, produção bibliográfica e audiovisual, ações educativas, formação, capacitação, transmissão de saberes, apoio à organização e à mobilização comunitária e promoção da utilização sustentável dos recursos naturais.

A intenção é valorizar as referências identitárias de grupos e comunidades provenientes de processos de migrações internacionais para o Brasil, visando contribuir para a promoção de sua sustentabilidade cultural. As ações propostas devem contribuir para a continuidade da existência de bens culturais e/ou para a gestão participativa e autônoma da preservação de práticas e manifestações culturais tradicionais desses grupos, no âmbito do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial.

Os projetos deverão ser apresentados por Instituições Públicas Estaduais, Municipais ou Privadas sem fins lucrativos. Os interessados deverão incluir proposta no SICONV, no período de 02 de abril a 09 de junho de 2013. Os procedimentos necessários para a participação no processo seletivo deverão ser consultados na íntegra do Edital, disponível no sítio eletrônico do IPHAN – www.iphan.gov.br ou no Departamento de Patrimônio Imaterial, sediado no SEP SUL, E.Q. 713/913 – Lote D, 4º andar, Edifício Iphan, no horário de 9h às 17h. Informações complementares poderão ser obtidas pelo telefone (61) 2024-5431/32/39 ou email:cgsg@iphan.gov.br.

Os projetos deverão ser apresentados de acordo com as condições e exigências estabelecidas no Edital e seus anexos listados abaixo:

Edital PNPI 2013

Cartaz PNPI 2013

Informativo PNPI 2013

ANEXO 1 – Sobre o Programa

ANEXO 2 – Decreto 3551

ANEXO 3 – Termo de consentimento prévio

ANEXO 4 – Apresentação de Projetos – Formulário

ANEXO 5 – Modelo de Ofício de encaminhamento de projetos

ANEXO 6 – Declaração para Instituições Públias

ANEXO 7 – Declaração para Entidades privadas

ANEXO 8 – Declaração de Adimplência e Contrapartida – instituições públicas

ANEXO 09 – Declaração de Adimplência e Contrapartida – Instituições privadas

ANEXO 10 – Declaração indicando Coordenador Técnico

ANEXO 11 – Declaração Coordenador projeto

ANEXO 12 – PNPI 2013 – Declaração de cessão de direitos patrimoniais

ANEXO 13 – Termo de Referência

ANEXO 14 – Recurso Administrativo – formulário

ANEXO 15 – Orientações Gerais para captação de vídeo, áudio e registro fotográfico

Deu no Estadão : Festa de São Benedito, patrimônio imaterial

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou ontem o
processo para reconhecer como patrimônio imaterial brasileiro a Festa de São
Benedito de Aparecida.

Realizada há 104 anos, é uma das mais tradicionais do
País e agrega práticas culturais populares como congada e moçambique.

O festejo vai do dia 31 a 8 de abril.

Fonte : O Estado de S. Paulo

MPMG lança Manual de Segurança e Conservação do Patrimônio Cultural Sacro

Sem título-1Lançado no dia 7 de março, dentro do 23º Encontro dos presbíteros e diáconos da Arquidiocese de Mariana, o Manual básico de segurança e conservação do patrimônio cultural sacro, material que será divulgado em âmbito nacional e elaborado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O manual tem por objetivo apresentar medidas voltadas para a segurança e conservação de edificações religiosas históricas (igrejas, capelas, mosteiros, entre outros) existentes em Minas Gerais.

Com a presença do coordenador da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Artístico de Minas Gerais, promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, o clero de Mariana teve, em primeira mão, as orientações quanto ao conteúdo desse material.

Quanto à importância desse lançamento no Estado, o promotor de Justiça recordou: “Minas Gerais tem o maior número de bens culturais protegidos no país: Ouro Preto, Congonhas do Campo e Diamantina. Nosso dever é ético, pois devemos proteger todo esse patrimônio artístico para as futuras gerações. Esse patrimônio artístico é a marca de Minas Gerais.”

Sobre o lançamento nacional do material dentro do encontro dos presbíteros, o promotor de Justiça falou da importância desse momento, uma vez que se encontra dentro do território da Arquidiocese de Mariana o maior acervo artístico cultural sacro do Estado e um dos maiores do país.

Em relação aos recursos destinados a esses projetos, Marcos Paulo incentivou a formulação de um bom material para aprovação das intervenções e, consequentemente, a liberação dos futuros recursos. “Invistam no projeto de restauro, pois, se você tiver um bom projeto, os recursos são certos para as obras”, garantiu.

O arcebispo metropolitano de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha, agradeceu a presença dos responsáveis por esse projeto. “Agradeço, em nome da Arquidiocese de Mariana, esse lançamento feito aqui neste Encontro dos presbíteros e diáconos de nossa arquidiocese, material de grande importância. Tenho que agradecer essa iniciativa de um manual direcionado à nossa riqueza, uma vez que o patrimônio artístico-cultural sacro é o maior em nosso Estado”.

Em seguida, o coordenador da Comissão Arquidiocesana de Bens Culturais da Arquidiocese de Mariana, diácono Agostinho Barroso de Oliveira, apresentou a cartilha que traz as orientações e o contrato de licença para uso de imagem. Elaborado pela Comissão Arquidiocesana de Bens Culturais e aprovado por dom Geraldo, durante reunião da Fundação Arquidiocesana de Educação e Cultura, o documento tem a finalidade de oferecer aos párocos e administradores paroquiais o modelo oficial de contrato a ser celebrado com pessoas físicas ou jurídicas quando de solicitações para fotografias ou filmagens de bens culturais móveis ou imóveis das paróquias.

Faça o download do manual: http://www.mp.mg.gov.br/portal/public/interno/arquivo/id/42522

Novo edital do IPHAN apoiará projetos voltados à cultura afrodescendente

Sem título-1

O Projeto de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial deverá ser relacionado à música, canto e dança de comunidades afrodescendentes localizadas no Brasil

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) lançará, entre o mês de março e abril de 2013, edital para seleção de projetos com a finalidade de apoiar manifestações e práticas culturais relativas ao patrimônio imaterial de populações afrodescendentes. As atividades dos projetos deverão envolver ações de mapeamento, pesquisa, produção bibliográfica e audiovisual; ações educativas, formação, capacitação e transmissão de saberes; apoio à organização e à mobilização comunitária, à promoção da utilização sustentável dos recursos naturais, entre outras que se relacionem ao universo da música, canto e dança e contribuam para a continuidade da existência de bens culturais imateriais e/ou para a gestão participativa e autônoma da preservação de práticas tradicionais referenciais de comunidades afrodescendentes no território brasileiro.

A realização do Projeto de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial relacionado à música, canto e dança de comunidades afrodescendentes localizadas no território brasileiro integra a participação do Estado brasileiro no âmbito do projeto Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial relacionado à música, canto e dança de comunidades afrodescendentes na América Latina, proposto pelo Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial da América Latina (CRESPIAL), Centro de referência 2 da UNESCO, do qual participam 13 países da América Latina e Caribe, comprometidos com a execução de experiências‐piloto de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial afrodescendente em suas abrangências nacionais.

O tema selecionado – Música, canto e dança de comunidades afrodescendentes – delimita o universo de bens culturais que poderão ser objeto do projeto, mas não estabelece a quantidade máxima de bens e nem a obrigatoriedade de atendimento das três expressões citadas. No entanto, é necessário que o projeto envolva ações que articulem elementos da música, do canto e da dança ou de um desses aspectos de forma específica. Outra recomendação para esse edital é que projeto se desenvolva em comunidades de pequeno ou médio porte, localizadas em território específico, para garantir que a execução, acompanhamento e monitoramento do projeto sejam compatíveis com a sua natureza. Para outros esclarecimentos, os interessados podem procurar o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/IPHAN) enviando e-mail para Desirée Tozi (desiree.tozi@iphan.gov.br) ou para Paulo Peters (paulo.peters@iphan.gov.br).

Anexos:

Folder do Edital

Edital – Práticas culturais relativas ao patrimônio imaterial de populações afrodescendentes

Anexo 1 – Plano de trabalho

Anexo 2  – Planilha Propostas Convênio

Anexo 3 – Termo de consentimento prévio

Anexo 4 – Manual do INRC

Anexo 5 – Sobre o INRC

Anexo 6 – DECRETO 3.551

Anexo 7 – Tipologia de ações de apoio e fomento

Anexo 8 – Formulário de Recurso Administrativo

Anexo 9 – Parâmetros para coleta, tratamento e organização de registros audiovisuais

Anexo 10 –   Ofício de encaminhamento de projetos

Anexo 11 – Declaração de comprometimento do dirigente da instituição pública

Anexo 12 –  Declaração de comprometimento do dirigente da Instituição privada

Anexo 13 – Declaração de Adimplência e Contrapartida – instituições públicas

Anexo 14 – Declaração de Adimplência e Contrapartida – Instituições privadas

Anexo 15 – Declaração indicando Coordenador Técnico

Anexo 16 – Declaração Coordenador projeto

Anexo 17 – Declaração de cessão de direitos patrimoniais

Patrimônio em cena : Círio de Nazaré, em Belém do Pará

Parte do documentário produzido em 2004 pelo Iphan para o registro do Patrimônio Imaterial da Festa do Círio de Nazaré, realizada em Belém do Pará, Brasil. O vídeo é dirigido por Alan K. Guimarães e Walter Mário Costa.

Realizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do Estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

No segundo domingo de outubro, a procissão sai da Catedral de Belém e segue até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta para veneração dos fiéis durante 15 dias. O percurso é de 3,6 quilômetros e já chegou a ser percorrido em nove horas e quinze minutos, como ocorreu no ano de 2004, no mais longo Círio de toda a história.

Na procissão, a Berlinda que carrega a imagem da Virgem de Nazaré é seguida por romeiros de Belém, do interior do Estado, de várias regiões do país e até do exterior. Em todo o percurso, os fiéis fazem manifestações de fé, enfeitam ruas e casas em homenagem à Santa.

Além da procissão de domingo, o Círio agrega várias outras manifestações de devoção, como a trasladação, a romaria fluvial e diversas outras peregrinações e romarias que ocorrem na quadra Nazarena.

O domingo do Círio começa com a celebração de uma missa em frente à Catedral metropolitana de Belém, a Sé, às 5h30. Ao término da missa, às 6h30, é iniciada a procissão que percorre as ruas de Belém até a Praça Santuário de Nazaré, em um percurso de 3,6 quilômetros. Em 2004, o trajeto foi cumprido em 9 horas e 15 minutos, sendo registrado como o Círio mais longo de toda a história.

A cada ano, o Círio de Nazaré atrai um número maior de romeiros, reunindo, além dos fiéis de Belém e do interior do Estado, devotos de várias regiões do país e até mesmo visitantes estrangeiros. Durante todo o trajeto feito pela imagem de Nossa Senhora, os devotos fazem diversas manifestações de fé, além de enfeitar as ruas e casas em homenagem à Santa.

Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como Patrimônio Cultural  Imaterial.

Mérito conquistado não só pela Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, mas também pelo simbolismo da corda do Círio, que todos os anos é disputada pelos promesseiros que enchem as ruas de Belém de fé e emoção; dos carros de promessas, que carregam as graças atendidas pela Virgem; dos mantos de Nossa Senhora, que a deixam ainda mais linda; da Berlinda, que se destaca na multidão carregando a pequena Imagem tão adorada; e do hino “Vós sois o Lírio Mimoso”, canção que embala os milhares de corações que acompanham o Círio em uma só voz.

Após a grande procissão, a imagem da Virgem fica exposta no altar da Praça Santuário para visita dos fiéis durante 15 dias, período chamado de quadra nazarena.

O site oficial da festa é http://www.ciriodenazare.com.br/

Curso a distância sobre Patrimônio Imaterial contata selecionados

Com o objetivo de ampliar a discussão e mobilizar a sociedade em torno da salvaguarda do Patrimônio Imaterial – considerando a gestão compartilha pela União, Estados e Municípios, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em parceria com a UNESCO, realizará o curso a distância “Patrimônio Imaterial: fortalecendo o Sistema Nacional”.

A fase de inscrições contou com 3.200 solicitantes para as 200 vagas ofertadas inicialmente e demonstrou a dimensão e importância que a temática do patrimônio imaterial tem ganhado em todo o Brasil. Com isto, os organizadores abriram mais uma turma que oferecerá outras 200 vagas aos alunos selecionados a partir das inscrições já recebidas.

A seleção dos candidatos foi pautada por percentuais de proporcionalidade por estados que compõem as regiões do país (sendo Norte – 25%, Nordeste – 25%, Centro-oeste – 20%, Sudeste – 15% e Sul – 15%) e por segmento profissional (Gestores Públicos – 35%, Gestores Detentores – 30%, Professores e Pesquisadores – 15%, Gestores Privados – 20%), em atendimento as diretrizes da Política Nacional de Patrimônio Imaterial e os objetivos do curso.

Os critérios de proporcionalidade se basearam na oferta de cursos de formação na área de gestão cultural por região, o qual apontou para maior carência nas regiões norte e nordeste. Além disso, tendo em vista o foco principal do curso – fortalecimento do Sistema Nacional de Patrimônio –, foi dada maior ênfase aos gestores públicos e aos gestores detentores.

Os candidatos serão informados do resultado da seleção via e-mail cadastrado na plataforma da Inspire.

UNE pede que forró seja Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

Olinda (PE) – Estudantes pedem que o forró seja reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a exemplo do que ocorreu com o frevo no mês passado. Na 8ª Bienal de Arte e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), músicos e especialistas discutem a importância do ritmo e do grande homenageado do evento, o sanfoneiro Luiz Gonzaga.

O sobrinho de Gonzagão, Joquinha Gonzaga, acredita que com a força do movimento estudantil o forró receberá o reconhecimento. “A importância do forró é muito grande. É uma cultura muito rica, uma cultura que meu tio Gonzaga deixou. Nós estaremos aqui de chapéu de couro na cabeça e sanfona no peito para defender o ritmo”, disse.

O forró é o principal ritmo nativo do sertão nordestino. Popular em todo o Brasil, sua disseminação se deu por meio da intensa imigração dos nordestinos para outras regiões do país. Como patrimônio imaterial da humanidade, o forró será protegido a fim de que permaneça vivo para as gerações futuras. O título é concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A lista de patrimônios culturais imateriais reúne, atualmente, 232 elementos de 86 países.

Os estudantes pretendem entregar uma carta com o pedido à ministra de Cultura, Marta Suplicy, que deverá estar presente nesta quinta-feira (24) no evento.

O cantor e compositor Fred 04, vocalista do grupo Mundo Livre S/A e um dos expoentes do movimento manguebeat – surgido na década de 90 em Pernambuco e que envolveu artistas como Chico Science, do Nação Zumbi, misturando ritmos como maracatu, rock, ritmos eletrônicos – reforça a importância do forró e afirma que o ritmo ultrapassa os grupos que o tocam e tem grande influencia também sobre outros grupos e ritmos e sobre o próprio movimento do mangue beat. “Mesmo que não seja de uma forma consciente, acabamos nos envolvendo também pelo ritmo”.

Além de grupos musicais, o forró, sob o nome de Luiz Gonzaga, foi importante para que o sertão brasileiro fosse conhecido, segundo explica o colecionador e especialista em Gonzagão, Paulo Vandeley Tomaz. “Ele foi um grande divulgador do sertão. Criou a música [Olha a Pisada] que divulgou o cangaço, que remete ao bando de Lampião”.

Além de pedir o reconhecimento do forró como Patrimômio Cultural Imaterial da Humanidade, a UNE pede também 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para cultura.

A 8ª Bienal de Arte e Cultura da UNE é considerada o maior evento estudantil da América Latina e deve reunir em Olinda cerca de 10 mil estudantes de todos os estados brasileiros. A Bienal ocorre de 22 a 26 de janeiro e une política estudantil e cultura em mostras de teatro, música e cinema, seminários de esportes, além de apresentações de trabalhos acadêmicos e de extensão. O tema desta edição é A Volta da Asa Branca, uma Homenagem ao Sanfoneiro Luiz Gonzaga, cujo centenário foi comemorado em 2012.

fonte: ABr

IPHAN realiza consulta livre ao povo Huni Kui do Acre

IPHAN dá continuidade às reuniões de Consulta Livre, Prévia e Informada ao povo Huni Kuĩ do Acre sobre o pedido de Registro do Kene Kuĩ como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.

Até o dia 18 de janeiro o IPHAN realiza na Aldeia Nova Vida, da Terra Indígena Kaxinawá/Ashaninka do Rio Breu, a segunda das cinco reuniões de consulta livre, prévia e informada junto ao povo indígena Huni Kuĩ sobre o pedido de Registro do Kene Kuĩ, como Patrimônio Cultural do Brasil.

A ação tem como prerrogativa esclarecer ao povo Huni o que é o Registro de um bem como patrimônio cultural brasileiro. Isso, segundo os princípios da Convenção Organização Internacional do Trabalho – OIT 169, que trata da garantia do direito de povos indígenas e tribais à consulta livre, prévia e informada toda vez que forem discutidas e tomadas decisões que possam afetar seus bens ou direitos.

A primeira reunião ocorreu em dezembro de 2012, na Aldeia São Joaquim, da Terra Indígena Kaxinawá do Baixo Rio Jordão, com cerca de 150 representantes do povo Huni Kuĩ de mais duas Terra Indígenas da região. As próximas reuniões ocorrerão nos meses de, fevereiro, março e abril de 2013. Participam das consultas representantes do IPHAN no Acre, mulheres, jovens alunos(as), professores(as), agentes de saúde, agentes agroflorestais, pajés e lideranças indígenas Huni Kuĩ e a equipe técnica contratada para organizar esses fóruns.

Os Huni Kuĩ

Os Huni Kuĩ, conhecidos também como Kaxinawá, constituem o maior grupo indígena do Estado do Acre, com um total de mais de cinco mil integrantes, divididos em doze terras legalmente demarcadas. Kene Kuĩ, ou simplesmente Kene, é o nome que se dá para os desenhos geométricos do povo Huni Kuĩ. Em português, é traduzido como “desenho verdadeiro”. Aplicados à cerâmica, tecelagem, arte em palha e miçanga e ainda à pintura corporal, tais desenhos são, segundo a cosmologia Huni Kuĩ, herdados de Yube, a jiboia encantada. A jiboia, por sua vez, ensina às mulheres Huni Kuĩ todos os conhecimentos e técnicas necessárias à confecção dos padrões gráficos, saber este de domínio eminentemente feminino.

O pedido de Registro foi encaminhado ao IPHAN em 2006 por várias organizações indígenas representantes do Povo Huni Kuĩ. Contudo, o IPHAN-AC avaliou ser necessária a realização de reuniões de esclarecimento nas Terras Indígenas sobre o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial-PNPI e, em especial, sobre o Registro, a fim de garantir a participação informada e efetiva da comunidade no processo. Ao final das reuniões, espera-se que o povo Huni Kuĩ, entenda os limites e possibilidades do Registro e suas implicações, para assim se decidir pela ratificação ou não do pedido de Registro do Kene.

Serviço:

Reuniões de Consulta Livre ao povo Huni Kuĩ do Acre
Terra Indígena do Igarapé do Caucho: 9 a 15 de fevereiro de 2013
Terra Indígena Katukina/Kaxinawá:17 a 22 de fevereiro de 2013
Terra Indígena do Alto Rio Purus: 12 a 16 de março de 2013
Fórum Geral (cidade de Tarauacá): 15 a 17 de abril de 2013

Fonte: Ascom – IPHAN/AC

38º Encontro Cultural de Laranjeiras é apoiado pelo IPHAN

Com o tema “Lúdica: poder comunicante. Tributo a Luiz Antônio Barreto” o 38º Encontro Cultural de Laranjeiras acontece até o dia 13 de janeiro, e é promovido pela Secretaria de Estado da Cultura – Secult de Sergipe e apoiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

Laranjeiras, cidade histórica, com sítio tombado pelo IPHAN, torna-se palco para apresentações de mais de cem grupos folclóricos de Laranjeiras e os de outros municípios sergipanos. Além dos grupos, haverá shows, apresentações de teatro, exposições de fotografias, pintura e artesanato. E também, cafés culturais, lançamentos de livros e um Simpósio que abordará o tema central com palestras e mesas-redondas. Fará parte da programação um Fórum de Secretários Municipais de Cultura, para debater políticas municipais para este setor.

Durante o Encontro, o IPHAN apresentará os resultados do Projeto “Dia do Patrimônio na Escola”, que foi executado ao longo do segundo semestre de 2012 em escolas laranjeirenses. Uma iniciativa que tem como tema Patrimônio Cultural e envolve diversas instituições como IPHAN, Subsecretaria de Estado do Patrimônio Histórico e Cultural, Secretarias Municipais de Cultura e Educação e a Unidade Cimesa da Votorantim Cimentos.

O historiador pesquisador e folclorista Luiz Antônio Barreto, homenageado pelo encontro, falecido em abril de 2012, é um dos criadores do evento. Deixou como legado, vasta obra de estudo e interpretação do folclore, grande defensor que foi da preservação do patrimônio cultural sergipano.

Histórico
O Encontro Cultural de Laranjeiras foi criado em 1975, com três objetivos principais: a reversão de um passivo de descuido e de desconhecimento da cultura laranjeirense; a ampliação de uma consciência da preservação; e a divulgação para o Brasil e para o mundo, do acervo histórico e artístico das tradições populares e do sincretismo religioso que ao longo destas quase quatro décadas de trajetória está consolidado como um dos maiores do gênero em todo o País.

Confira a programação completa (aqui)

Serviço:
38º Encontro Cultural de Laranjeiras
Data: de 7 a 13 de janeiro
Cidade: Laranjeiras (SE)
Organizadora: Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe

IPHAN e Ufopa realizam Mostra de documentários etnográficos

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e o Programa de Extensão Cultural da Amazônia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) realizam de 7 a 11 de janeiro, das 17h30 às 20h, a Mostra Etnodoc, na sala de exibição do SESC, localizada na rua Floriano Peixoto, 535, centro, Santarém – Pará.

A mostra é uma ação de itinerância dos documentários produzidos a partir do Etnodoc – Edital de Apoio a Documentários Etnográficos sobre Patrimônio Cultural Imaterial. Durante a abertura, serão exibidos os documentários, Memórias Cabanas, dirigido por Clodoaldo Corrêa e o Barco do Mestre com direção de Gavin Andrews.

Etnodoc
Realizado pela Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro, em parceria com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP – e o Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN, patrocinado pela Petrobras, o Etnodoc é o Edital de apoio à Produção de documentários etnográficos sobre  Patrimônio Imaterial e tem por objetivo a documentação e difusão do Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro por meio do apoio à produção de documentários inéditos para exibição em TVs públicas. O Edital conta ainda com a parceria da Secretaria do Audiovisual/SAV e EBC/TV Brasil.

Confira a programação (aqui)

Serviço:

Mostra de documentários etnográficos
Período: de 7 a 11 de Janeiro
Local: Sala de exibições do SESC
Endereço: Rua Floriano Peixoto, 535, Centro – Santarém, Pará.
Realização: Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (ACAMUFEC); Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/IPHAN
Parceria: Universidade Federal do Oeste do Pará; Programa de Extensão Patrimônio Cultural da Amazônia (PROEXT/MEC 2011)
Patrocínio: Petrobrás; Ministério da Cultura
Apoio: SESC