Museu do Trem tem exposição com 117 fotos da “maria-fumaça” e novos trilhos

0408TREMTrens modernos em movimento, passageiros apressados nas plataformas, paisagens bucólicas vistas da janela de uma maria ­fumaça e outras centenas de imagens em que ferrovias são protagonistas fazem parte de uma exposição de fotografias aberta no Museu do Trem, no Engenho de Dentro.

Batizada de “O Trem — ontem e hoje, uma viagem no tempo”, a mostra, com 117 imagens, acontece num espaço que tem tudo a ver com o acervo: o museu, ao lado do Estádio Olímpico Engenhão, funciona nas dependências do galpão de pintura de carros da antiga Estrada de Ferro Pedro II.

Além da exposição, os visitantes podem conhecer um rico acervo do passado ferroviário do Brasil. Dentro do museu, há cinco locomotivas e quatro vagões antigos. Alguns preservam o mobiliário e até objetos de decoração originais.

Entre as mais de mil peças disponíveis, destacam­-se a locomotiva Baroneza (na grafia antiga, com z), a primeira a trafegar pelo Brasil, em 1854; e o vagão que servia a D. Pedro II. Está lá também o vagão usado por Getúlio Vargas na década de 1930.

O museu abre de segunda a sexta­-feira, das 10h às 16h, na Rua Arquias Cordeiro 1.046.

Estações ferroviárias do ciclo do café em Valença/RJ são restauradas e devolvidas à população

Duas estações ferroviárias do ciclo do café, em Valença, no Rio, foram devolvidas à população, completamente recuperadas pelo governo do Rio. A de Conservatória  que foi construída em estilo neoclássico, em 1883, continuará a ser usada como rodoviária local. Já a do Barão de Juparanã, que completa 150 anos de fundação, receberá o Centro de Visitação do Parque da Concórdia, além de espaço cultural. As obras, orçadas em R$ 3,2 milhões, resgatam esses espaços como símbolos de uma época de pujança econômica da região

Fotos: Carlos Magno/ GERJ

Olhares do Brasil: Mariana-MG, por Agliberto Lima

Mariana é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Foi a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais. Foi no século XVII uma das maiores cidades produtoras de ouro para a coroa Portuguesa. Tornou-se a primeira capital de Minas Gerais por participar de uma disputa onde a Vila que arrecadasse maior quantidade de ouro seria elevada a Cidade sendo a capital da então Capitania de Minas Gerais.

Olhares do Brasil: Tiradentes – MG, por Agliberto Lima

Suas antigas denominações foram “Arraial Velho de Santo Antônio”, e “Vila de São José do Rio das Mortes” e cidade de São José del-Rei. O nome São José resulta de homenagens ao então príncipe de Portugal D. José I. A vila de São José resultou do desmembramento da vila de São João del-Rei em 1718. As lavras de São José del-Rei foram descobertas por João de Siqueira Afonso, em 1702, nos primórdios do século XVIII.

Ao ser proclamada a República, o governo republicano precisava de um herói que, segundo os novos governantes, representava esses ideais. A escolha caiu sobre o alferes Joaquim José da Silva Xavier, que além de tudo combateu um governo monárquico. Dessa feita, foi mudado o nome da cidade para Tiradentes. Tiradentes tornou-se um dos centros históricos da arte barroca mais bem preservados do Brasil, por isso voltou a ter importância, agora turística, na metade do século XX, foi proclamada patrimônio histórico nacional tendo suas casas, lampiões, igrejas, monumentos e demais partes recuperadas.

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Olhares do Brasil: Paraty RJ, por Lula Marques

Paraty é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localizado no litoral sul do estado, dista 258 quilômetros da capital, a cidade do Rio de Janeiro. Em 1667, teve sua emancipação política decretada após várias revoltas populares contra o centralismo que Angra dos Reis exercia sobre a cidade, em especial após a revolta liderada por Domingos Gonçalves de Abreu, tornando-se assim independente. Junto ao oceano, entre dois rios, Paraty está a uma altitude média de apenas cinco metros. Hoje, é o centro de um município com 930,7 km² com uma população de 39 965 habitantes (densidade demográfica: 35,6 h/km²). A cidade foi, durante o período colonial brasileiro (1530-1815), sede do mais importante porto exportador de ouro do Brasil.

O fotógrafo Lula Marques mostra nesse ensaio por Paraty, a beleza e os detalhes das sombras, que em muitas vezes passam despercebidas no nosso dia a dia.

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Deu no JB : Movimento reúne moradores da Baixada para recuperar patrimônio histórico do Brasil

Um dos mais valiosos patrimônios históricos do Brasil se encontra em estado de calamidade na Baixada Fluminense: a Fazenda São Bernardino, construída em 1875 pelo português Bernardino José de Souza e Melo.

Localizada na Estrada Zumbi dos Palmares, em Tinguá, em Nova Iguaçu, as ruínas perderam bastante a identidade do tempo do império com um incêndio e também com atos constantes de vandalismo: pichações, muito lixo espalhado, matagal, e as paredes e pisos singulares foram arrancados.

Um grupo ligado às causas socioambientais – Quem Ama Cuida – mobilizou os moradores da região para realizar um mutirão neste domingo (21/6), a partir das 9 h, visando recuperar o patrimônio histórico.

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Iguape : Prédio do Correio Velho em 2 tempos

As fotos mostram dois momentos do Correio Velho, em Iguape. A primeira foto é de 2006 e a foto debaixo é atual, de 2015, com o restauro já quase concluído.

Situado na praça Praça Engenheiro Greenhalgh s/nº, é um prédio importantíssimo para a história de Iguape/SP que está, com seu restauro,  ganhando um visual belíssimo e um interior modernizado, fruto de convênio entre Iphan e Prefeitura de Iguape.

fonte : patrimoniovaledoribeira.org

IPHAN retoma atividades de proteção ao Forte Príncipe da Beira, em Rondônia

Forte Pr+¡ncipe 2. Foto Danilo Curado.IphanO Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), através da Superintendência em Rondônia, retomou na primeira quinzena de fevereiro o projeto de estabilização das ruínas do Real Forte Príncipe da Beira, monumento militar instalado no município de Costa Marques/RO. Os trabalhos dão continuidade às atividades iniciadas em 2007, e prevê ações para 2014 e 2015.

O Real Forte Príncipe da Beira é uma fortaleza militar do final do século XVIII, tido como uma das maiores construções portuguesas fora de Portugal. Erguida em plena floresta amazônica, é considerada uma das mais desafiadoras construções realizadas no final de 1700 no Brasil. Sua importância para a história do país e para a formatação do atual território nacional foi reconhecida por meio do tombamento no ano de 1950.

A equipe de trabalho, integrada pela engenheira do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização(DEPAM) da sede do IPHAN em Brasília/DF, Renata Ceridono Fortes e pelo superintendente substituto do Iphan em Rondônia, Danilo Curado, realizou uma vistoria técnica no Forte no último mês de fevereiro.

Para o superintendente substituto do IPHAN em Rondônia, Danilo Curado, o Instituto pretende acordar parceria técnica com o Exército, procurando viabilizar o escoramento das ruínas das edificações intramuros. “Esta é uma demanda emergencial, pois diversas paredes se encontram em desaprumo. Desta maneira, conforme os contatos iniciais com o então comandante da 17ª Brigada, General Ubiratan Poty, o Exército poderá ceder o madeiramento e disponibilizara mão-de-obra para a execução do referido escoramento e, por sua vez, contar com acompanhamento e orientação técnica do IPHAN”, afirma Curado.

Após o escoramento emergencial, ação provisória de apoio às estruturas e elementos que apresentam riscos de perda do Bem, deverão ser executadas as obras de estabilização de uma das edificações. “Considerando as dificuldades logísticas inerentes à localidade do Forte, e conforme diretrizes já apresentadas por outros técnicos no passado, e que hoje ainda entendemos ser uma forma de darmos continuidade no projeto, a proposta é a de iniciarmos com uma obra piloto, a qual servirá de parâmetro para a própria execução dos trabalhos, bem como para a apropriação dos custos e especificação técnica destes serviços”, assevera Ceridono.
Para o superintendente substituto do IPHAN em Rondônia, é necessário que ocorram parcerias em prol do monumento. “O Forte Príncipe da Beira não é tão somente um baluarte setecentista. Ele é a representação material dos esforços hercúleos que brasileiros, africanos e europeus dispuseram na Amazônia. Se a quase duzentos e cinquenta anos após sua fundação, nós sentimos hoje a dificuldade de trabalharmos no Forte, é peremptório que reconheçamos todo o suor e sangue empilhado naquelas muralhas de tapiocanga. Para tanto, tal reconhecimento decorre da retomada das atividades no patrimônio”, finaliza Curado.

O monumento

O Forte Príncipe da Beira é uma fortaleza composta de uma muralha de aproximadamente 980 metros de perímetro, erigida em taipa de formigão e protegida por cortinas de pedra tapiocanga aparelhada. Cercado por muralhas que medem 10 metros de altura, a fortaleza é basicamente constituída por uma praça central, onde existem as ruínas de quinze prédios.
Além do tombamento pela União, o Forte é tombado como patrimônio do Estado de Rondônia, sendo reconhecido por meio da Constituição estadual de 1989, artigo 264. Por se encontrar dentro de área militar, a responsabilidade fundiária compete ao Exército Brasileiro.

Forte Pr+¡ncipe. Foto Danilo Curado.Iphan

fotos: Danilo Curado

Mato Grosso do Sul comemora 100 anos da chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil

O ano de 2014 será de grande mobilização para a sociedade de Campo Grande. Há cem anos as duas frentes de trabalho da Companhia Estrada de Ferro Noroeste do Brasil – uma que começou a ser construída em Bauru (SP) em 1905 e outra que saiu de Porto Esperança (MS) em 1908 – se encontram na cidade, possibilitando seu desenvolvimento e futura elevação à capital do posteriormente criado estado de Mato Grosso do Sul. Para celebrar a data, o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional no Estado (IPHAN-MS) está preparando as comemorações e produzindo agenda, calendário e uma publicação sobre a importância da estrada de ferro.

O conjunto da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (EFNOB) em Campo Grande foi tombado pelo IPHAN em 2009. O complexo possui 22,3 hectares e 135 edifícios em alvenaria e madeira, erguidos em datas diferentes a partir da ampliação das atividades e ainda mantém parte dos trilhos que não foram retirados da área urbana de Campo Grande. Entre os imóveis estão as casas dos operários, dos funcionários intermediários e dos graduados, os escritórios, as oficinas, uma escola, a caixa d’água e a estação, construída a partir de 1914, com ampliações em 1924 e 1930. Originalmente, possuía 12 metros de extensão, mas foi expandida para 165 metros de comprimento. O imóvel abrigava áreas para bar, apoio, bilheteria, administração de cargas, serviços médicos e depósito.

A inauguração da estação de Ligação em Campo Grande no dia 12 de outubro de 1914 efetivou a abertura da linha tronco da ferrovia, conectando o estado de São Paulo com o interior de Mato Grosso.  Ainda hoje, o complexo mantém sua coesão formal, o que garante a importância de sua preservação, já que descreve uma narrativa das transformações histórica, política, social, tecnológica e arquitetônico-urbanística dos anos em que foram implementadas.

As vilas, os trilhos e a história
Um dos destaques do conjunto é a rotunda de manutenção, construção semicircular inaugurada em 1951, com 110 metros de diâmetro. Continha oficinas, área de lavagem e depósito de peças, num complexo de amplas coberturas que marcam a sua imponência, identificada pela logomarca da EFNOB. As casas para os operários, tanto as de 1930 quanto o conjunto da rua dos Ferroviários, de 1951, eram, em sua maioria, feitas de madeira, havendo, porém, exemplares em alvenaria. Já para os funcionários intermediários e para os graduados, as construções eram de alvenaria, em terreno único, sendo que as residências para os de nível hierárquico mais alto tinham um melhor acabamento.

A necessidade de garantir a comunicação no extenso território brasileiro, no final do século XIX e início do século XX, foi o grande impulsor do desenvolvimento do setor de transporte no território nacional. Foi nesse cenário de expansão que começou a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil – EFNOB, ligando o litoral paulista, em Santos, com as fronteiras do Brasil com a Bolívia, em Corumbá, atualmente no estado do Mato Grosso do Sul.

Desde o Segundo Império, em meados do século XIX, já se discutia a construção de uma ligação férrea do longínquo Mato Grosso ao litoral brasileiro, um trajeto que só podia ser feito por navegação pela bacia platina, o que dependia de relações com Paraguai e Argentina. Durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) a falta de meios de transporte na região ficou evidente quando o primeiro contingente brasileiro enviado para as trincheiras demorou oito meses para percorrer os dois mil quilômetros entre a Capital do Império e a vila de Coxim, na então província do Mato Grosso.

Foram muitos os planos para a construção da ferrovia, mas todos eles esbarravam em questões políticas, econômicas ou geográficas e não eram aprovados. Somente em 1904 foi criada a Companhia Estrada de Ferro Noroeste do Brasil que recebeu a concessão. Mesmo assim, os trilhos só começaram a ser implantados depois que a Companhia Paulista, percebendo que uma nova via seria prejudicial a seus interesses, divulgou parecer técnico sugerindo que a nova ferrovia partisse da Estrada de Ferro Sorocabana com destino a Cuiabá.

De acordo com o IPHAN-MS, num registro histórico, a importância fundamental para o patrimônio cultural brasileiro da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e de suas estruturas está na dimensão estratégica nacional de que um país desenvolvido passava necessariamente pela integração de seus territórios, o que poderia ser feito com o trem. Essa ação ficou evidente quando em meados da década de 1910 o governo do Mato Grosso assumiu a responsabilidade direta pelo término do trecho da ferrovia entre Itapura e Corumbá, em função dos atrasos das obras e da importância da linha para o estado. Essa era também uma forma de aproximar as relações internacionais entre Brasil, Paraguai e Bolívia. Em 1914 as duas frentes de trabalho se encontram em Campo Grande, conforme o previsto. Era a chegada do trem, símbolo da modernidade naqueles distantes sertões.

Veja [aqui]fotos sobre da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil

Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), é tombado pelo IPHAN

Foto: Adenor Gondim

O mais frequentado equipamento cultural do estado da Bahia e um dos mais importantes do Brasil, o Teatro Castro Alves (TCA) passa a ter a proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A proposta de tombamento, feita pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, na manhã de hoje, em Brasília. Situado na principal praça da capital – o Campo Grande – o Teatro Castro Alves evoca as lutas gloriosas da Independência da Bahia e foi fruto das ideias desenvolvimentistas do Governador Antônio Balbino.

O espaço cultural, cujo nome homenageia o Poeta dos Escravos, além de seu valor histórico é também um marco da arquitetura moderna brasileira e palco privilegiado de acontecimentos culturais que marcaram a história recente do Brasil.

Um teatro-origami
Inteiramente dedicado à música, dança e artes cênicas, o projeto arquitetônico do Teatro Castro Alves, com sua armação do origami gigante, como que feito de dobras geométricas de uma peça de papel, foi executado pelo arquiteto José Bina Fonyat Filho, com a colaboração do engenheiro Humberto Lemos Lopes, durante o governo do médico Luis Régis Pacheco. O edifício guarda em sua forma arquitetônica uma série de elementos que lhe garantiram o destaque que na arquitetura brasileira do século XX. Compõem o complexo cultural do TCA a Sala Principal, com capacidade de abrigar 1,5 mil espectadores; Sala do Coro, comporta até 201 espectadores; e a Concha Acústica, além de albergar até 5,5 pessoas. Cada um dos seus seis camarotes, servidos por uma estrutura de apoio com bar e sanitário, comporta 25 pessoas.

Poucos dias antes de sua inauguração programada, em 1958, e depois de obter uma menção honrosa na Primeira Bienal de Artes Plásticas de São Paulo, em 1957, um grande incêndio comprometeu a obra. Queimado, o edifício denunciou sua simplicidade: numa extremidade, uma grande caixa fechada para o palco e apoio (coxia); e na outra, uma lâmina baixa para o foyer. O incêndio o destruiu quase por completo, tendo escapado apenas o vestíbulo ou foyer.

No foyer preservado, foi logo instalado entre 1960 e 1963 o Museu de Arte Moderna da Bahia, originalmente dirigido por Lina Bo Bardi. Desta forma, mesmo antes das artes cênicas, foram as artes plásticas que tomaram conta do complexo cultural. O foyer se impôs com as reveladoras mostras de Carybé, Mário Cravo, Emanuel Araújo, entre outros artistas locais e internacionais. Pouco a pouco, o complexo foi ocupado, constituindo-se num verdadeiro centro de produção e reflexão cultural. Recuperado, foi finalmente inaugurado em 1967. Desde então, o Teatro Castro Alves – assumindo lugar de destaque na vida do país – cumpre com sua missão cultural.

Entre tantos que já passaram pelo maior e mais importante centro artístico de Salvador destacam-se Raul Seixas e Marcelo Nova, Gilberto Gil, Chico Buarque, João Gilberto, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Flávio Venturini, Paulo Autran, Montserrat Caballé, Mikhail Baryshnikov, os Balés Bolshói e Kirov, o maestro Zubin Metha e a Filarmônica de Israel.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do IPHAN.

Nesta 74ª reunião o Conselho também avaliará a proposta de tombamento do Terreiro de Candomblé Ilê Axé Oxumaré, em Salvador (BA), e a proposta de Registro como Patrimônio Cultural Brasileiro da Festividade do Glorioso São Sebastião da Cachoeira do Arari, na região do Marajó, no Pará. (Veja as fotos aqui)

Serviço
74ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

Dia: 27 de novembro de 2013, de 10h às 16h
Local: Sede do IPHAN
SEPS 713/913 Bloco D – Ed IPHAN – Asa Sul
Brasília – DF

Forte Orange completa um ano de portas abertas

Foto: Rafael Medeiros

Devolvido à população após o investimento de R$ 350 mil do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para a realização de uma série de obras e ações de restauração e requalificação, o Forte Orange, localizado na Ilha de Itamaracá, litoral norte de Pernambuco, já recebeu mais de 130 mil visitantes.

O Forte, que fica em uma área de grande importância histórica e cultural e com exuberante paisagem, foi tombado pelo IPHAN em 1938 e na década de 1970 foi objeto de restauração fundamentada por pesquisas arqueológicas, históricas e arquitetônicas. O IPHAN em Pernambuco vem viabilizando a sua manutenção de modo a preservar a memória da presença holandesa e portuguesa e a importância dessa edificação militar para a historiografia brasileira.

Situado na entrada sul do Canal de Santa Cruz, local onde teve início a colonização portuguesa no Nordeste do Brasil, em 1516, foi construído em 1631 pelos holandeses, que invadiram Pernambuco em busca da riqueza promovida pela atividade mercantil da cana-de-açúcar. A obra é um dos marcos do sistema de defesa do litoral brasileiro e em 1654, após a derrota dos holandeses pela Coroa portuguesa, o Forte foi abandonado, ficando em ruínas. Foi recuperado pelos portugueses em 1696 retomando sua função militar.

As intervenções
Entre 2011 e 2012, visando à reabertura do Forte Orange ao público, o IPHAN executou diversas obras, como revisão de telhados; construção de passarelas em madeira para circulação dos visitantes sobre os terraplenos do forte; implementação de sinalização interna e de painel expositivo sobre pesquisas arqueológicas realizadas, bem como projetos de restauração e requalificação do Forte Orange e do seu entorno. Além das ações já realizadas, nos próximos anos, as metas fazem jus ao valor histórico e cultural da fortaleza para o Brasil: em curto prazo estão previstas intervenções com recursos na ordem de 10 milhões de reais provenientes Prodetur.

A restauração arquitetônica do edifício do Forte Orange, considerando o próprio edifício como elemento museológico; a recuperação da praça d’armas, localizando os vestígios das fundações do forte holandês (encontrados durante as pesquisas arqueológicas); implantação de salas expositivas sobre a história da fortificação, incluindo exposição permanente sobre o Forte Holandês; são exemplo dos projetos já elaborados. Em médio prazo, está previsto o investimento de cerca de 20 milhões de reais em obras de contenção do avanço do mar e melhoria dos acessos, com a  duplicação da rodovia de acesso e construção de ponte de madeira sobre o manguezal, bem como a interligação dos elementos turísticos,  com a implantação da Trilha dos Holandeses ligando a fortificação à Vila Velha, passando pela Igreja de São Paulo e pelas ruínas da casa onde abrigou-se o Padre Tenório, personagem da Revolução Pernambucana de 1817.

Serviço:
Forte Orange
Horário de Visitação:
9h às 17h, de terça a domingo
Telefone: (81) 3544.1080
Local: Estrada do Forte, s/n, Itamaracá, Pernambuco

Vale esquecido: Quem cuida dos bens históricos?

Carlos Roberto Reis Graça é proprietário da Pharmacia Popular, em Bananal. Nas palavras dele mesmo, “a mais antiga do Brasil”. “Esta farmácia é de 1830. Meu avô, o terceiro proprietário, Ernane Graça, e meu pai, Plínio Graça, o quarto”, conta.
Com um acervo de encher os olhos, o espaço teria tudo para ser uma parte viva da história do Brasil. Teria…

Atualmente, a Pharmacia Popular nem tampouco integra a lista de bens tombados do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) (veja lista dos patrimônios protegidos abaixo).

“A vigilância queria obras para (que pudéssemos) funcionar como farmácia. O Condephaat não admitia certas obras. Então, nós tínhamos multa da vigilância por não estar dentro das normas exigidas por ela. E se bobeasse, teríamos multas do Condephaat por mexer no patrimônio”, conta Carlos.

“Meu pai, doente, com câncer de estômago, dois precatórios na prefeitura, um meu e um dele. (…) Eu entrei com todos os exames médicos dele pedindo à juíza para que liberasse o dinheiro para tratar da saúde dele, até hoje não recebemos. Então, tive que me endividar para tratar da saúde dele, para ele morrer em paz. Foi quando fui obrigado a acabar com a farmácia mais antiga do país. Fui vendendo seu acervo para colecionadores. No final, depois da morte do pai, três dias da morte, chegaram quatro fiscais do Condephaat querendo tombar o acervo”, continua Carlos.

“Hoje, posso estar aqui dizendo que eu sou o culpado por acabar com a farmácia mais antiga? Eu acabei, assumo, mas será que eu sou culpado?”, completa ele.
Afinal de contas, de quem é a obrigação? Quem deve preservar o patrimônio histórico do país?

Documentário.
Este questionamento é levantado pelo documentário “Tempo Brasileiro – O Vale do Paraíba”, de Gabriel Meirelles Pinto.
“A situação mais emblemática é a da farmácia, pois resume bem o que acontece em todo o Brasil”, explica o diretor do filme a O VALE.

Assim como Carlos, “Tempo Brasileiro – O Vale do Paraíba” traz outros personagens quem vivem às margens do tema. “O filme nasceu de uma pesquisa para entender como as coisas funcionam. Por que um patrimônio tão importante, que é o que temos no Vale do Paraíba, é tão esquecido pela população e pelo governo”, questiona Gabriel.

A antiga Câmara de São José: prédio não é tombado_Foto: Pedro Ivo Prates

Lista dos bens tombados pelo Condephaat no Vale do Paraíba

Aparecida
-Basília de Nossa Senhora Aparecida
Areias
-Casa de Câmara e Cadeia de Areias
– Casa do Capitão-Mor e Casa Vizinha
– Sobrado na Rua Nove de Julho, n.º 136 (antiga Rua das Mercês)
– Sobrado na Rua Quinze de Novembro (antiga João Pessoa)
Bananal
– Centro Histórico de Bananal
– Estação Ferroviária de Bananal
– Sede da Fazenda Resgate
– Sobrado Vallim
Caçapava
– Coleção de Veículos e Acessórios do Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas
Cachoeira Paulista
– Estação Ferroviária de Cachoeira Paulista
Caraguatatuba
– Ilhas, Ilhotas e Lajes
– Serra do Mar
Cruzeiro
– Rotunda
– Solar do Major Novaes
Cunha
– Serra do Mar
Guaratinguetá
– Casa do Conselheiro Rodrigues Alves
– Casa Térrea à Rua Frei Galvão
– EE Conselheiro Rodrigues Alves
– Estação Ferroviária
– Igreja de Santa Rita
Ilhabela
– Cadeia e Fórum de Ilhabela
– Sede da Fazenda Engenho D’Água
Jacareí
– Capela de Nossa Senhora dos Remédios
– Edifício da Manifatura de Tapetes Santa Helena
– Solar Gomes Leitão
Lorena
– Sobrado do Conde Moreira Lima
– Solar dos Azevedos
Natividade da Serra
– Sede da Fazenda Ponte Alta
– Serra do Mar
Paraibuna
– Sede da Fazenda Conceição
– Serra do Mar
Pindamonhangaba
– Casa de Câmara e Cadeia de Pindamonhangaba (atual Palacete Tiradentes)
– Igreja de São José da Vila real
– Palacete Palmeira
– Palácio 10 de Julho
Redenção da Serra
– Igreja Matriz e Antiga Sede da Prefeitura
Santa Branca
– Casa do Ajudante Braga
São José do Barreiro
– Cemitério dos Escravos
– Sede da Fazenda Pau D’alho
São José dos Campos
– Igreja de São Benedito
– Sanatório Vicentina Aranha
São Luís do Paraitinga
– Capela Nossa Senhora das Mercês
– Casa de Oswaldo Cruz
– Centro Histórico de São Luís do Paraitinga
– Serra do Mar
– Sobrado na Praça Oswaldo Cruz
São Sebastião
– Casa com Teto Pintado ou Casa Esperança
– Centro Histórico de São Sebastião
– Convento Franciscano de Nossa Senhora do Amparo
– Ilhas, Ilhotas e Lajes
– Sede da Fazenda Santana
– Serra do Mar
Silveiras
– Sobrado do Capitão Silveira
Taubaté
– Capela de Nossa Senhora do Pilar
– Casa Oliveira Costa
– Chácara do Visconde
– Convento de Santa Clara
– Sede da Fazenda Pasto
Grande Ubatuba
– Edifício Paço da Nóbrega
– Ilhas, Ilhotas e Lajes
– Residência Irmãos Gomes
– Ruínas do Engenho da Lagoinha
– Serra do Mar
– Sobrado do Porto
– Unidades Habitacionais de Picinguaba

A farmácia mais antiga do Brasil, localizada na cidade de Bananal

 Fonte: O Vale

Cerimônia celebra tombamento da Canoa Costeira Dinamar

Último exemplar de embarcação que fazia parte da rotina naval do país, a Canoa Costeira Dinamar terá nesta quarta-feira, 23 de outubro, uma cerimônia para celebrar o reconhecimento como bem cultural brasileiro. Encontrada em 2009 no estado do Maranhão, o exemplar foi escolhido entre as últimas 21 canoas costeiras em atividade na Baía de São Marcos. Assim, foi restaurada e tombada no ano de 2010 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para garantir sua preservação e valorização.

A ação do Instituto só foi possível graças à dedicação voluntária de pessoas e organizações que mantém ativa, com muito esforço, algumas dessas embarcações. É o caso do proprietário da Canoa Dinamar, Mestre Martinho Alves, que receberá às 10h de amanhã, no Sítio Tamancão, Alto da Esperança, a solenidade organizada pelo IPHAN no Maranhão (IPHAN-MA), com apoio do Centro Vocacional Estaleiro Escola e da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia. Também estarão presentes, entre outras autoridades, o Capitão dos Portos da Marinha e o Secretário de Ciência e Tecnologia, de Cultura e de Turismo maranhense.

Essas embarcações, apesar de frágeis, ainda guardam excecionalidades tipológicas e construtivas, além de forte significado simbólico e afetivo local; fazem parte das paisagens e são, muitas vezes, ícones importantes da cultura regional. Os cúteres ou canoas costeiras são um dos maiores barcos tradicionais do Brasil.

O convés é fechado, arrematado por cabine rasa. Na proa há um alongado gurupés (pau de giba) e a bita (frade), que usualmente apresenta forma de cabeça humana. O formato da vela, com cores vivas, é dado pela forte inclinação da carangueja, que, visualmente, converte sua forma quadrada em triangular. Quando navegam, essas embarcações impressionam: inclinam-se suavemente com o vento, enquanto colorem a Baía de São Marcos com as diferentes tonalidades de seus cascos e velas.

Ainda hoje é possível encontrar exemplares que possuem o fundo do casco constituído por uma peça única, acrescida de outras tábuas que dão a forma final ao modelo, porém esta prática foi abolida por escassez de árvores, junto à costa, de tamanho e qualidade adequados.

Os processos de tombamento de embarcações tradicionais no Brasil
Em 2008, o Iphan lançou o projeto Barcos do Brasil cujo objetivo central é a preservação e a valorização do patrimônio naval brasileiro por meio de ações de proteção de embarcações, paisagens e acervos históricos e fomento às atividades relacionadas com os barcos tradicionais – pesca, culinária, artesanato, festejos, transporte de pessoas e mercadorias e outras manifestações.

A partir da identificação de localidades e embarcações singulares, muitas vezes em risco de desaparecimento ou em contextos vulneráveis, o Iphan busca estimular o monitoramento de alguns barcos tradicionais, com o intuito de acompanhar a evolução de sua utilização econômica, seu estado de conservação e preservação e evitar seu desaparecimento.

Como resultado do inventário de varredura do patrimônio naval e dos cadastramentos e diagnósticos quantitativos e qualitativos das embarcações e dos contextos navais de maior relevância e de maior vulnerabilidade, realizado pelo projeto Barcos do Brasil, o IPHAN apresentou os primeiros processos de tombamentos de embarcações tradicionais brasileiras.

Igreja do Rosário, em São Luiz do Paraitinga, é entregue restaurada

Maquete eletrônica da Igreja de São Luiz do Paraitinga

No próximo dia 05 de setembro, a Igreja do Rosário restaurada será entregue à comunidade de São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, em São Paulo. O templo que não desabou na enchente que assolou a cidade no início de 2010, mas foi bastante danificado, passou à época por um serviço emergencial de reforço na estrutura e de conservação do telhado. A obra que será entregue pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Instituto Elpídio dos Santos (IES), teve inicio em 27 de fevereiro de 2012 e custou cerca de R$ 2,4 milhões.

Entre os serviços realizados estão a conservação e restauração dos forros, retábulos, escadas e assoalho de madeira, piso em ladrilho hidráulico, cúpula da torre, acessibilidade à igreja; construção de sanitários; pintura externa; adequação da iluminação externa e interna; implantação de projetos de áudio e vídeo e prevenção e combate a incêndio. Ao realizarem pesquisas para definir as cores externas da Igreja, os técnicos encontraram pintura original à base de cal, com o azul claro como cor predominante e assim manteve-se a área externa.

Localizada no Centro Histórico da cidade, a igreja construída no século XIX, com paredes de taipa de pilão, foi reformada três vezes e demolida no inicio do século XX a pedido do padre italiano Ignácio Gioia por causa de seu péssimo estado de conservação. A nova igreja inaugurada em 29 de maio de 1921, possui estilo eclético com predominância neo-gótico. No fundo do templo estão os túmulos de figuras importantes da cidade, como o Barão de Paraitinga. Outras duas obras na cidade estão contempladas no Convênio firmado pelo IPHAN e IES que totalizam R$ 4,3 milhões.

Enchente de 2010

O trabalho do IPHAN em São Luiz do Paraitinga incluiu ações emergenciais de escoramento, salvamento e limpeza de imóveis atingidos pela enchente, incluindo a Igreja Matriz. Também foram feitas restaurações de imagens sacras e bens integrados às igrejas, um inventário das manifestações culturais tangíveis e intangíveis do município, e o apoio técnico constante à comunidade para a reconstrução da cidade. Como mais uma medida de proteção, o IPHAN em São Paulo concluiu o dossiê de tombamento e, em dezembro de 2010, São Luiz do Paraitinga foi incluída na lista das cidades sob a proteção do IPHAN.

Casa do Patrimônio de Alagoas recebe exposição Bem do Brasil

Sem títuloCom a ideia de levar o espectador a compartilhar, refletir e valorizar o patrimônio cultural brasileiro em suas múltiplas expressões materiais e simbólicas, a exposição itinerante Bem do Brasil: Patrimônio Histórico e Artístico chega a Alagoas, no próximo dia 25 de setembro.

A mostra do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) traz peças de várias regiões do país como violas-de-cocho de Mato Grosso, tambores da Crioula do Maranhão, oratórios mineiros e baianos, imagens de reis, santas e santos de igrejas de Pernambuco e do Museu de Arte Sacra de São Cristóvão (SE), esculturas das Missões Jesuítico-Guaranis no Rio Grande do Sul entre outras.

Também poderão ser conferidos os ex-votos de romeiros do Ceará e Bahia, cajados de pais de santo, cerâmicas indígenas do Espírito Santo, carrancas do Velho Chico, cabeça de Boi Tinga do Pará, máscaras de Cavalhadas de Goiás, bonecos do Jequitinhonha, o jongo do Rio de Janeiro, cerâmicas e cabeças de ex-votos de procedências diversas.

Com curadoria de Lauro Cavalcanti, diretor do Centro Cultural Paço Imperial, design de Victor Burton e patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as obras estão apresentadas em pinturas, gravuras e esculturas, além de filmes e fotografias.

Confira o convite [aqui]

Serviço:
Exposição Bem do Brasil: Patrimônio Histórico e Artístico

Data: 25 de setembro de 2013
Horário: 19h
Local: Casa do Patrimônio do IPHAN-AL
Endereço: Rua Sá e Albuquerque, 157 – Jaraguá – Maceió/AL

Festival de História reúne cinema, literatura, arte, e diversas manifestações culturais brasileiras

Sem títuloAberto oficialmente nesta quinta-feira (19), o 2º Festival de História de Diamantina contou com presença de autoridades locais e nacionais. O coordenador do evento, Américo Antunes, disse que esta edição buscou agregar cinema, literatura, apresentações musicais e culturais de todos os gêneros que oportunizassem a reflexão da história “não somente com um olhar sobre o passado, mas como um compromisso com o presente e transformação ao futuro da sociedade brasileira”.

Para a presidenta do IPHAN, Jurema Machado, o Festival que tem como temática Histórias Não Contadas traz vitalidade ao sítio patrimonial e contribui com o fenômeno da popularização da história que vem acontecendo no Brasil com qualidade à formação da cidadania e da consciência para o presente.

A primeira conferência do dia teve como tema O Outro Lado da História: Tiradentes e a Constituição da Independência dos Estados Unidos da América, proferida pelo historiador britânico especialista em História Ibérica e nas relações entre Portugal e Brasil, Kenneth Maxwell. O brasilianista, autor dos livros “A devassa da devassa” e “Marques de Pombal, o paradoxo do Iluminismo” teve o acompanhamento da doutora Junia Furtado, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), autora de, entre outros livros, de Chica da Silva e o contratador de diamantes: o outro lado do mito, e do professor de estudos brasileiros da Universidade de Princeton (EUA), que atualmente escreve um livro sobre o Rio de Janeiro no século XVIII.

Às 14h, o tema apresentado em mesa redonda foi Arqueologia e Patrimônio: Vestígios, restos e objetos que recontam a história, composta pela especialista em patrimônio arqueológico e diretoria do Centro Nacional de Arqueologia (CNA-IPHAN), Rosaja Najjar; pelo doutor Marcelo Fagundes, coordenador do Laboratório de arqueologia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Também compõe a mesa redonda Valdirene do Carmo, a responsável pela exumação dos restos mortais de Dom Pedro I e de suas duas mulheres, Dona Leopoldina e Dona Amélia; como também o antropólogo Andrés Zarakin.

A programação para esta quinta-feira segue ao longo do dia com oficinas, prosa com autores, mostra de filmes, arenas digitais, exposições etc.

Confira [aqui] programação do IPHAN no FHist:
Veja também a programação completa do Festival clicando [aqui]

Abertas inscrições para a oficina sobre reabilitação em Cidades Históricas

O Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos (SNAPU) e do Programa Nacional de Capacitação das Cidades (PNCC), em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com apoio da CAIXA, realizam a oficina Implementação de Ações em Áreas Urbanas Centrais e Cidades Históricas – Desafios para a Reabilitação com Justiça Social. As atividades serão em Brasília, dias 09 e 10 de outubro, no auditório do subsolo da Secretaria Nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos.

O objetivo da oficina é capacitar os participantes para a implementação de ações em áreas urbanas centrais e cidades históricas. Os trabalhos vão oferecer debates sobre temas estratégicos e buscar a proposição de alternativas para enfrentar alguns dos obstáculos aos processos de reabilitação em centros urbanos e cidades históricas. Confira a programaçao clicando [aqui].

O público-são gestores e técnicos federais, estaduais e municipais; professores e estudantes universitários; sociedade civil organizada e demais profissionais ligados à temática da reabilitação urbana. A inscrição é gratuita e pode ser feita, de 13 de setembro a 04 de outubro, no Portal Capacidades.

Descobertas obras há décadas ocultas em igreja de Pirenópolis

Durante a restauração da Igreja, foram encontradas pinturas decorativas, que estavam há tempos ocultas.

Pirenópolis ganhou mais uma atração. Após três anos de restauração, a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim será reaberta às celebrações religiosas e ao turismo em uma semana. Além de toda a estrutura reformada e pintada, a edificação de quase 260 anos, construída por escravos, teve os mais singelos e belos detalhes totalmente recuperados. Entre eles, pinturas decorativas nas paredes laterais do altar-mor e em grande parte do forro de madeira, cobertas ao longo de décadas por massa e tinta brancas.

Com a restauração, a Igreja do Bonfim passa a ser o mais rico templo de Goiás, do ponto de vista artístico. Desde o incêndio da Igreja Matriz de Pirenópolis, em 2002, o município distante 140km de Brasília não tinha mais templo com todas as características originais. Em Goiás Velho, a outra cidade histórica do estado, também não há igreja com tantos adornos como a do Bonfim.

Essa foi a primeira reforma completa da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Em 2005, ela passou por obras estruturais, que incluíram a recuperação da fachada e a pintura em seu interior. Por falta de dinheiro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) não restaurou os elementos de arte. Ao custo de R$ 600 mil, a obra teve início em 2010. Logo no começo, raspando o reboco e a tinta branca do interior do edifício, técnicos contratados pelo Iphan tiveram a grata surpresa.

Vista geral da Igreja do Bonfim: restauração revelou detalhes de outros tempos.

O lugar tem quatro sinos, sendo o mais velho de 1726.

A imagem de Cristo também sofreu restauração.

Via Correio Braziliense

Taça de 1.600 anos que muda de cor já usava princípios de nanotecnologia

O objeto da Roma Antiga conhecido como “Cálice de Licurgo”, que está atualmente no Museu Britânico e tem mais de 1.600 anos de história, é conhecido por uma peculiaridade: quando é iluminado pela frente, tem a cor verde jade. Quando iluminado por trás, parece ser vermelho sangue. A história sobre a revelação da “mágica” do cálice que muda de cor foi publicada na edição de setembro da revista “Smithsonian”.

O mistério só foi revelado em 1990, quando pesquisadores analisaram em microscópio pequenos fragmentos quebrados do vidro. Eles descobriram que o vidro continha partículas de prata e de ouro tão pequenas que seria preciso mil delas para alcançar o diâmetro de um grão de sal refinado. As partículas tinham, mais precisamente, 50 nanômetros de diâmetro, o que faz dos antigos romanos os pioneiros da nanotecnologia.

Quando a luz bate no vidro, os elétrons dos metais ali contidos vibram de maneira que alteram a cor dependendo da posição do observador. Pesquisadores imaginaram que, quando a taça estava cheia de líquido, isso alteraria a interação dos elétrons e também a cor do vidro.

Como não era possível encher a relíquia com líquido para realizar experiências, cientistas procederam da seguinte forma: fizeram pequeno furinhos em uma plataforma de plástico do tamanho de um selo de carta e espalharam pelos furinhos nanopartículas de ouro e prata, assim como os antigos romanos haviam feito no vidro do cálice.

Quando soluções de água, óleo ou açúcar eram derramadas nos furinhos, eles apresentavam uma gama de cores de fácil distinção – verde claro para água e vermelho para óleo, por exemplo.

O mesmo tipo de tecnologia que os romanos aprenderam a utilizar para fazer arte é utilizada, hoje em dia, na área da saúde. Testes de gravidez caseiros, que envolvem uma reação de mudança de cor, por exemplo, utilizam princípios similares.

O cálice, que foi adquirido pelo Museu Britânico na década de 1950, tem esse nome porque retrata uma cena da vida do rei Licurgo da Trácia.

Via G1.Com

Museu da Borracha passará por reforma após 5 meses fechado

Museu mais antigo de Rio Branco está fechado há cinco meses (Foto: Veriana Ribeiro/G1)

O processo licitatório para as obras do Museu da Borracha, localizado no centro de Rio Branco, devem finalizar nesta semana, após o prédio ficar com portas fechadas para o público por cinco meses, devido o perigo de um incêndio. A expectativa dos gestores do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural do Acre (DPHC) é que o contrato seja assinado até sexta-feira (23) e as obras sejam finalizadas no próximo mês.

“Teve um curto circuito na parte externa do prédio e após análise constatamos que havia a possibilidade de um incêndio se o prédio não fosse interditado. Nós ficamos com medo e fechamos, porque uma vez perdido aquele acervo nunca mais nós conseguiríamos reavê-lo”, comenta Libério de Souza, diretor do DPHC.

De acordo com o diretor, o processo de licitação é demorado e depende de outros setores do governo estadual. A falta de interesse das empresas de construções, segundo ele, dificultam a situação. “Esses pequenos projetos de R$ 30 a 60 mil as empresa não querem, elas acham que a margem de lucro é muito pequena então não concorrem. Até encontrar uma com interesse, responsabilidade, no nosso caso é demorado”, afirma.

O diretor comentou anda que o prédio está fechado para o público, mas que o setor administrativo continuou trabalhando normalmente e que as pesquisas ao acervo eram feitas, sempre que possível, em outro espaço. “Quando é uma pesquisa muito urgente a gente abre um exceção, explicávamos a situação e o pesquisador fazia o estudo sem utilizar energia na sacada da parte de fora. Os guias de visitação nós distribuímos para outros espaços do estado, como todos estão com equipes pequenas, aproveitamos para tirar as férias pendentes dos funcionários”, explicou.

O Museu da Borracha, inaugurado em 1978, é considerado o museu mais antigo de Rio Branco, de acordo com o diretor do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural do Acre.

Via G1.com.br

Em São João del-Rei / MG, Presidenta Dilma anuncia R$ 1,9 bilhão para PAC Cidades Históricas

ETO0556-EditarCom um total de R$ 1,6 bilhão em obras de restauração, o que representa acréscimo de R$ 600 milhões em relação à previsão divulgada em janeiro, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a relação das ações que serão contempladas no PAC Cidades Históricas ao longo dos próximos três anos.
Além dos recursos para obras que serão destinados a 44 cidades de 20 estados brasileiros, outros R$ 300 milhões serão utilizados como linha de crédito para o financiamento de restauro e obras em imóveis privados localizados em áreas tombadas. O Programa do Governo Federal envolve, em sua formulação e implementação, os Ministérios da Cultura e do Planejamento e o IPHAN.
“Conhecer, respeitar e preservar as cidades históricas são requisitos para construirmos nosso futuro como nação democrática, civilizada e capaz de se erguer sobre os prórprios pés. Investindo no patrimônio Cultural estamos investindo em nós mesmos”, disse a presidenta Dilma Rousseff.
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, e a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Jurema Machado, participaram da cerimônia, realizada nesta terça-feira, 20 de agosto, em São João del-Rei (MG).
A ministra Marta Suplicy destacou que “com o PAC Cidades Históricas, a gestão do Patrimônio Cultural ganha uma nova dimensão já que vai além da mera intervenção física nos monumentos protegidos uma vez que reforça o sentimento de pertencimento e de cidadania em relação aos símbolos de nossa cultura”.

Jurema Machado também comemora o anúncio ressaltando que “inserir o patrimônio no programa estratégico de desenvolvimento do governo e uma medida emblemática. Os investimentos – o maior volume já disponibilizado para o IPHAN em toda a sua trajetória – significam também mais vitalidade para os ambientes urbanos, tendo o patrimônio cultural como vetor de desenvolvimento”, conclui a presidenta do IPHAN.
Recuperação
O PAC Cidades Históricas, mais do que conservar imóveis tombados, privilegiará a recuperação de edificações destinadas a atividades que favoreçam a vitalidade dos sítios históricos. Entre as 425 obras, 115 serão em imóveis que abrigam equipamentos culturais, como teatros, cinemas e bibliotecas, além dos 39 que museus cujos edifícios também serão recuperados pelo Programa.
O sistema de fortificações do litoral brasileiro, valioso como patrimônio e como potencial turístico, será contemplado com nove das mais importantes fortalezas, entre elas a de Sao Marcelo, em Salvador (BA), a dos Reis Magos, em Natal (RN), e a de Nossa Senhora dos Remédios, em Fernando de Noronha (PE). Dando continuidade a uma estratégia que vem sendo adotada com sucesso pelo IPHAN para a dinamização das áreas tombadas, 11 edificações integrantes de campi de universidades públicas também estarão entre as restauradas.
O PAC Cidades Históricas dará especial ênfase ao patrimônio ferroviário, hoje sob tutela do IPHAN, com 24 obras que possibilitarão novos usos a estações e conjuntos ferroviários, como, por exemplo, os emblemáticos complexos de Paranapiacaba, em Santo André (SP), e de São João del-Rei (MG). Um vasto conjunto de igrejas tombadas, de valor artístico e cultural, também será preservado.
O modelo de desembolso do programa não prevê repasse integral às prefeituras, mas sim a liberação de recursos à medida em que as obras forem licitadas. Os municípios selecionados nesta primeira etapa foram aqueles que preencheram uma ou mais das seguintes condições: possuir bens tombados em nível federal; ser declarados pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade; possuir conjuntos urbanos em situação de risco ao patrimônio edificado; ou serem conjuntos urbanos que constituam marcos no processo de ocupação do território nacional.
A proposta do PAC Cidades Históricas é buscar a recuperação e a revitalização das cidades, a restauração de monumentos protegidos, o desenvolvimento econômico e social e dar suporte às cadeias produtivas locais, com a promoção do patrimônio cultural.

Dilma destaca potencial econômico de cidades históricas

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (20), na cidade histórica de São João Del Rei, em Minas Gerais, que tais municípios são uma “extraordinária” afirmação do Brasil e autoafirmação do povo brasileiro, além de terem grande potencial turístico e de geração de emprego e renda.

“Não tenho dúvida de que nossas cidades históricas são uma extraordinária afirmação do Brasil, uma extraordinária autoafirmação do povo brasileiro, chamariz para o turismo, para viagens culturais, gerando emprego e renda para a população e receitas para os municípios”, destacou a presidenta, ao anunciar o repasse de R$ 1,6 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas até 2015. Dilma lembrou que o programa tem como objetivos a preservação histórica e a geração de riqueza.

Além de R$ 1,6 bilhão em investimentos, Dilma anunciou uma linha de crédito de R$ 300 milhões para financiar obras em imóveis particulares localizadas em 105 cidades com áreas tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Sabemos que a beleza e a riqueza dos bens públicos são ampliados se a totalidade do sítio histórico for preservada, daí porque, junto com a preservação dos bens públicos, criaremos uma linha de financiamento para a recuperação de patrimônio privado de grande relevância cultural e histórica.”

Na lista do PAC Cidades Históricas, estão municípios como as capitais da Paraíba, do Maranhão e do Pará, João Pessoa, São Luís e Belém, São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e São Luís do Paraitinga, em São Paulo. Segundo a prefeitura.ão João Del Rei, a cidade escolhida para o anúncio dos recursos receberá R$ 550 mil para sinalização turística.

No discurso, Dilma ressaltou que o local da cerimônia não poderia ser mais adequado e mencionou os brasileiros ilustres nascidos na cidade: o ex-presidente Tancredo Neves, o escritor Otto Lara Resende, a beata Nhá Chica, filha e neta de escravos, e a poetisa Bárbara Heliodora, que recebeu o tratamento de heroína da Inconfidência. A presidenta lembrou que esteve em São João Del Rei no início da campanha presidencial. “Naquele momento, eu prometi que o Brasil teria um PAC das cidades históricas, e estou aqui para levar a cabo esse PAC.”

Ouça aqui a íntegra do discurso (23min56s)   da Presidenta Dilma.

Palácio da Liberdade em Minas vira museu e revela templo da política e da história

Salas, corredores e móveis do palácio vão ganhar vida e mostrar ao público a intimidade e a vida pública de governantes mineiros

Imagine você entrando numa sala e a foto no porta-retrato começa a falar. De repente, como mágica, alguém surge no espelho do banheiro ajeitando o terno e contando a sua história. Na sala, sobre o piano de cauda, um homem dança em cima das linhas da partitura e usa uma nota musical para remar um barco. Tudo isso poderá ser visto na exposição interativa permanente que marca a transformação do Palácio da Liberdade em museu, devidamente incorporado ao Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Segunda-feira, a mostra será apresentada à imprensa e convidados e a partir de 4 de agosto será aberta ao público nos fins de semanas e feriados, das 10h às 16h.

A exposição Palácio da Liberdade – memórias e histórias ocupa 30 cômodos da antiga sede oficial do governo de Minas e é uma criação do diretor artístico, designer e curador Marcello Dantas. Para dar vida e interatividade à história de 16 governadores mineiros, o autor lançou mão da mais moderna tecnologia de projeção de imagens e áudio, ativada por sensores de presença.

Na animação do porta-retrato, exposto sobre uma mesa de canto no Salão Dourado, quem interage com o público é o ex-governador Aureliano Chaves, que comandou Minas de 1974 a 1978 e foi vice-presidente da República no mandato do general João Figueiredo. No Salão Vermelho, onde está o piano, quem começa a dançar sobre as notas musicais é Benedito Valadares, interventor federal que governou Minas de 1933 a 1945. Os passos de dança do político são animados pela música Será o Benedito e o som vem de uma pequena caixa acústica instalada atrás do piano.

Tancredo Neves

O Salão Vermelho foi reservado à história de Tancredo Neves, que governou Minas de março de 1983 a agosto de 1984. A imagem do político surge em um imenso quadro com moldura dourada. O vídeo mostra como ele foi cativando os brasileiros na campanha das Diretas Já e o impacto da sua morte em 21 de abril de 1985, depois de eleito presidente do Brasil. Na fala do ator que interpreta Tancredo, detalhes da trajetória de vida do político mineiro, destacando seu nascimento, “por mercê de Deus”, em São João del-Rei, em 4 de março de 1910, e as dificuldades financeiras da sua família quando ele era pequeno. A narrativa realça também o fato de ele ter sido escolhido pelo povo nas primeiras eleições diretas para governador de Minas em mais de 15 anos, além de outros fatos significativos de sua carreira política.

A mostra abrange diversos períodos da história da política mineira. Na Sala da Rainha, por exemplo, quem surge do espelho no banheiro é Francisco Sales, presidente de Minas de 1902 a 1906. “Olá, chegou em boa hora”, diz o ator que interpreta o político ao dar as boas-vindas aos visitantes. Na cena, diante de uma requintada mesa de café, apenas as mãos são visíveis. São vários os assuntos desfiados pelo político enquanto interage com o público. Um banquete de histórias e gostosuras, no qual o visitante se sente na companhia de Francisco Sales, que oferece um pedaço de queijo para amenizar o sabor do café, que considera forte demais. “Queijo curado”, ressalta.

Via Em.com.br

Saiu no G1: Diários de Che Guevara viram patrimônio mundial da Unesco

Parte dos manuscritos de Che Guevara, em foto de arquivo de 2008 (Foto: AP)

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) decidiu incluir os manuscritos de Ernesto “Che” Guevara no Registro Memória do Registro Mundial, um projeto que reúne e protege quase 300 documentos e coleções de todos os cinco continentes.

Em cerimônia realizada em Havana, Cuba, na sexta-feira (19), com a presença da viúva, da filha e do filho de Che Guevara, a Unesco oficializou a inclusão dos diários de juventude e outros escritos originais do líder da Revolução Cubana.

Entre os documentos está o diário que ele manteve nas montanhas da Bolívia, onde ele foi executado, em 1967, por militares bolivianos.

As obras de Che Guevara estão entre as 54 novas inclusões do Projeto Memória do Registro Mundial neste ano. O projeto foi criado em 1997 e inclui registros como discos originais da música de Carlos Gardel até as listas de ouro dos exames imperiais da dinastia Qing chinesa.

Agora que foram reconhecidos como patrimônio mundial, os diários serão protegidos e cuidados com a ajuda da Unesco.

Via G1.com

IPHAN-MG entrega restauração à cidade dos sinos

Conhecida como a terra onde os sinos falam, a cidade de São João Del Rei, em Minas Gerais, recebeu restaurado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural em Minas Gerais (IPHAN-MG) o corpo de madeira de um de seus conhecidos entoadores de badaladas.

Atendendo ao pedido da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, zelosa pelo patrimônio cultural, a equipe técnica especializada do IPHAN-MG  restaurou o corpo de madeira para receber a nova bacia e fez as substituições necessárias para que o sino pudesse continuar a soar como antes. Todo o trabalho, que durou dois meses, foi realizado nas dependências da Oficina do IPHAN, na cidade de Tiradentes (MG).

O novo sino, batizado de Simão Stock, em homenagem a São Simão, que nasceu e viveu na Inglaterra no século XXII, fará par com o sino Santo Elias. No último domingo, dia 14 de julho, deu seu primeiro repique e ecoou um belíssimo som pela cidade e estará a postos para soar no dia de Nossa Senhora do Carmo, comemorado na terça-feira, dia 16 de julho.

O sino é como um documento e como tal deve ser preservado. Ele traz informações, fatos e detalhes únicos de uma época, de um momento da história, seja da cidade, do seu momento evolutivo, e do país, assim como da própria construção das igrejas, explica o chefe do Escritório Técnico do IPHAN em São João Del Rei, Mario Antônio Ferrari Felisberto.

Patrimônio Imaterial
O Toque dos Sinos em Minas Gerais constitui forma de expressão que associa os sinos, o espaço onde estão instalados – as torres-, os sineiros e a comunidade que os ouve em um processo de codificação e decodificação de mensagens há muito tempo transmitidas nas cidades de Minas Gerais.

Essa forma de expressão, que associa a estrutura dos toques à ocasião religiosa em que devem ser tocados, contribui para o agenciamento de formas de sociabilidade, originalmente, relacionados à vida religiosa daquelas comunidades, mas que, hoje, ultrapassa essa dimensão, abrangendo sentidos e significados relacionados à sua identidade cultural.

Em dezembro de 2009, o Toque dos Sinos em Minas Gerais foi inscrito o Ofício de Sineiros foram registrados como Patrimônio Cultural do Brasil.