Estrada de ferro Mauá-Fragoso, no Rio de Janeiro, terá gestão compartilhada

Estação Guia de Pacobaíba, na Praia de Mauá, parte do conjunto arquitetônico da primeira ferrovia do país. Foto: William de Moura / O Globo

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro (IPHAN-RJ) e o governo municipal de Magé (RJ) firmam nesta quarta-feira, 26 de junho, o Acordo de Cooperação Técnica para o desenvolvimento de atividades relativas à gestão compartilhada do patrimônio arquitetônico, artístico e cultural da estrada de ferro Mauá-Fragoso.

O objetivo é contribuir com a preservação sustentável do patrimônio tombado federal no município de Magé e com Preservação da Memória Ferroviária Brasileira, bem como colaborar com os demais entes públicos e privados, no estabelecimento de uma gestão compartilhada na região.

A ferrovia Mauá-Fragoso foi a primeira do Brasil construída em 1854 por iniciativa de Irineu Evangelista de Sousa – o Barão de Mauá, em um percurso de cerca de 14 km. Em 30 de abril de 1954, no ano de seu centenário, a Estrada de Ferro Mauá Fragoso foi considerada Monumento Histórico Nacional, através do Decreto nº 35.447-A do então Presidente da República Getúlio Vargas, e tombada pela Secretaria de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN).

A solenidade que acontece às 10h no saguão do Palácio Anchieta, sede do governo Mageense, contará com participação de Cristina Lodi, superintendente do IPHAN no Estado do Rio de Janeiro; Jorge Feijó, da Secretaria Estadual de Planejamento; a superintendente do Patrimônio do Estado do Rio de Janeiro (SPU/RJ), Marina Esteves; e Lauro Coelho, do Ministério Público.

Prefeitura e Iphan assinam termo de preservação do Centro Histórico em São Luiz-MA

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior e a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Maranhão (IPHAN-MA), Kátia Bogéa, assinaram nesta segunda-feira (10), o Termo de Compromisso de Preservação do Patrimônio Cultural. O objetivo é implantar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas em São Luís.

Objetivo é implantar o Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas em São Luís.

O documento sela a parceria do IPHAN com a Prefeitura para criar articulações com a sociedade civil e viabilizar a execução das obras previstas pelo programa. Para Edivaldo Holanda Júnior, a assinatura do termo representa o compromisso da gestão em zelar pelo patrimônio histórico da cidade, além de reafirmar os desafios a serem enfrentados. “O Iphan terá todo o nosso apoio logístico para realizar as obras de intervenção do PAC. Iremos trabalhar, também, nas parcerias com a população para que todos estejam envolvidos no processo”, afirmou.

Objetivo é implantar o Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas em São Luís.

Em 1997, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) concedeu ao Centro Histórico de São Luís o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Para Kátia Bogéa, superintendente do Iphan no Maranhão, esse título reforça a grande responsabilidade do município em executar políticas públicas que preservem o patrimônio. “Teremos 160 milhões (de reais) em recursos para revitalizarmos toda a área do Centro. É uma nova São Luís que estamos construindo com todas as esferas administrativas e a sociedade”, destacou.

O objetivo do Termo de Cooperação é promover o desenvolvimento sustentável da área central da cidade, conciliando suas funções de centro urbano e bairro residencial, por meio da instalação de ações e obras estratégicas que busquem a reabilitação urbana. Serão 49 intervenções que viabilizarão a restauração do patrimônio histórico, além de solucionar problemas de mobilidade urbana e acessibilidade.

AÇÕES

Entre as ações aprovadas no PAC das Cidades Históricas, estão a conservação do Teatro João do Vale, a restauração da fachada de azulejo do sobrado da Praça João Lisboa; a requalificação da Praça da Alegria e a restauração da Escola de Música do Maranhão, além do sobrado da Baronesa de São Bento (onde funciona a Coteatro). O Termo prevê, também, a restauração da Igreja de Santo Antônio, do Palácio das Lágrimas (UFMA), da Praça João Lisboa, Largo do Carmo, Estação Ferroviária de São Luís, Palácio Cristo Rei e Praça Deodoro, entre outras ações.

Via Jornal Pequeno

Edifício da Estação da Luz passará por revitalização

O edifício da Estação da Luz, patrimônio histórico do Século XIX, será revitalizado. A Advocacia Geral da União (AGU) confirmou a legalidade das autorizações expedidas pelos órgãos de Proteção ao Patrimônio Histórico ao negar o pedido do Ministério Público Federal (MPF) que alegava irregularidades e solicitava a não revitalização do Edifício.

As unidades da AGU e a 2ª Vara Federal de São Paulo não identificaram nenhuma ilegalidade no procedimento de revitalização capaz de impedir a realização das obras.

A decisão declara que os órgãos administrativos de proteção IPHAN, Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) possuem a capacitação técnica para de avaliar intervenções em bens tombados. A Advocacia Geral também apontou que as autorizações concedidas para a restauração do edifício foram feitas com base em ampla discussão, participação, revisão, formulação de diretrizes e readequação do projeto.

O Prédio de arquitetura inglesa e importante relevância histórica para o Brasil é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1996 e foi escolhido em 2006 para abrigar o Museu da Língua portuguesa. O museu interativo é um dos mais visitados da América Latina e tornou-se parada obrigatória no circuito cultural de São Paulo por trazer uma proposta inovadora que utiliza tecnologia de ponta e diversos recursos multimídia para preservar, valorizar e divulgar um dos idiomas mais falado no mundo.

Quem visita o Museu da Língua Portuguesa durante os finais de semana e feriados tem a oportunidade de mergulhar na história do importante prédio da Estação da Luz. As visitas monitoradas têm em média 50 minutos de duração e percorrem pontos históricos e arquitetônicos da Estação, contando um pouco da história do prédio, da ferrovia Santos-Jundiaí e de seu impacto para a economia e sociedade brasileiras, principalmente no final do Século XIX e na primeira metade do Século XX.

O Edifício
Localizado no bairro da Luz, foi construído com o objetivo de sediar a recém-criada Companhia São Paulo Railway, de origem britânica. Sua maior importância, no entanto, era na condição de infraestrutura econômica para o país: por ali passava o café que seguia para o porto de Santos para exportação.

A Estação da Luz também recebia bens de consumo e de capital importados que abasteciam a cidade, ainda pouco industrializada e reflete o momento histórico em que foi construída, evidenciando o poder do café na trajetória de expansão da cidade. Erguida junto ao Jardim da Luz, por décadas a sua torre dominou parte da paisagem central paulistana.

Após reforma, segunda igreja mais antiga do Brasil é reaberta em Ilhéus

Igreja Nossa Senhora Santana. Foto: Alfredo Filho/Secom

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), há cerca de 30 anos, o segundo templo católico mais antigo do Brasil, a Igreja de Nossa Senhora de Santana, localizada no distrito rural de Rio de Engenho, em Ilhéus, foi reaberta para a comunidade, na manhã do domingo, dia 02, após as intervenções realizadas pelo instituto para a recuperação do patrimônio.

Uma missa celebrada às 10 horas, pelo padre Ademir Amaral, que contou com a presença do prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, e secretários municipais, marcou a entrega da igreja à comunidade católica.

Na oportunidade, o prefeito Jabes Ribeiro destacou a simbologia do templo e garantiu esforços para contribuir com a valorização do sítio histórico e para a melhoria da qualidade de vida da comunidade.

“Além da estrutura física, a reforma da Igreja de Nossa Senhora de Santana representa uma ação de enorme valor histórico, cultural e turístico, pois o distrito de Rio de Engenho forma um conjunto arquitetônico e de belezas naturais entre os mais atrativos da zona rural de Ilhéus”, destacou Jabes Ribeiro.

A reforma foi realizada a partir de mobilização da comunidade, em 2012, com a participação da professora Maria Aparecida Maranhão, representante da família proprietária do terreno. Os serviços incluíram a recuperação das instalações elétricas e hidráulicas, pintura geral, substituição do piso e do telhado, troca da madeira do mezanino, entre outros.

Também foram restauradas as imagens de Nossa Senhora Santana, São Benedito, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora dos Passos, Santo Antonio e do Senhor Jesus Crucificado.

O evento contou com as presenças do presidente da Associação de Moradores de Rio de Engenho, Ednilson do Nascimento Araújo, dos secretários municipais de Desenvolvimento Social e de Meio Ambiente e Urbanismo, respectivamente, Jamil Ocké e Antonio Vieira, além da presença de líderes comunitários. Entre os dias 18 a 28 de julho próximo, está programada a festa de Nossa Senhora de Santana, padroeira da localidade.

Imagens
Construída em 1537, a Igreja é um dos mais importantes monumentos histórico e arquitetônico de Ilhéus e da Bahia. Pertenceu à família de Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil, e foi um local de grande atuação dos jesuítas no Século XVI.

Retirado Tribuna da Bahia

Saiu no G1: Prefeitura, Governo e Iphan fazem acordo para reabrir Forte São Marcelo

Forte está fechado desde março de 2011. Acordo prevê reabertura no próximo verão (Foto: Egi Santana/G1)

A Prefeitura de Salvador através da secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Cultura (Sedes) selou um acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Governo do Estado para reabertura do Forte São Marcelo, localizado na Baía de Todos-os-Santos. A reunião aconteceu na sexta-feira (10). De acordo com informações da Sedes, o acordo prevê a reabertura do equipamento cultural no próximo verão.  Ainda não há data definida para abertura do espaço. O local está fechado desde março de 2011.

Em fevereiro de 2013, um grupo de pessoas fez um protesto contra o fechamento do Forte São Marcelo. Os manifestantes pediam que a fortaleza militar, que está fechada há dois anos, fosse reaberta e voltasse a fazer parte do roteiro cultural da capital baiana.

O protesto foi uma iniciativa da Organização Não Governamental Museu Vivo e foi feito de forma bem humorada. Atores representando personagens históricos da época do descobrimento do Brasil fizeram uma dramatização no local. Além da cena de teatro, os manifestantes cantaram e comeram um bolo para lembrar o fechamento da fortaleza.

Responsável pela proteção do equipamento, o Iphan informou em nota que o monumento foi fechado  com o objetivo de proteger o local, já que o contrato com a associação que era responsável pela manutenção do monumento havia sido rescindido.

O Forte foi construído no século XVII, na entrada do Porto da cidade de Salvador para proteger a capital baiana. O Forte São Marcelo é um dos pontos turísticos mais famosos da Bahia.

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Tecnologia auxilia restauro da Capela Nossa Senhora da Boa Morte em Campinas

Em vez de bisturis, espátulas, estiletes e lâminas, um grupo de restauradores lançou mão de equipamentos de última geração para analisar as paredes e os murais da Capela Nossa Senhora da Boa Morte, localizada no centro da edificação da Santa Casa de Misericórdia de Campinas. Além de acelerar o processo de coleta de dados, as técnicas usadas são consideradas não destrutivas. Após o levantamento, os restauradores irão avaliar a necessidade de intervenção e de que forma ela será feita para se chegar à pintura original. A expectativa é encontrar sob as diversas camadas de tintas um verdadeiro tesouro sobre a história da capela de 142 anos e da cidade de Campinas.

Entre os aparelhos utilizados estão tomógrafo, microscópio digital, termovisor e uma paleta automática. A restauradora-pesquisadora Elizabeth Kajiya, do Instituto de Física Nuclear da Universidade de São Paulo (USP) e do Grupo de Conservação e Restauro da Arquitetura e Sítios Históricos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) trabalha em parceria com o restaurador Antônio Sarasá, responsável pelo projeto da capela. Elizabeth explicou que será feito um levantamento constitutivo do material usado nas pinturas decorativas da capela. Em análise preliminar, já foi possível verificar que há períodos distintos de pintura e que sob uma das paredes do lado direito há um desenho.

O restaurador Antonio Sarasá e Elizabete Kajiya, do Instituto de Física Nuclear da USP, com o aparelho termovisor no interior da capela. Foto: Elcio Alves/AAN

Uma das técnicas que serão utilizadas é a análise de superfície, chamada imageamento. Os restauradores farão uma espécie de escaneamento da pintura sem precisar raspar a parede com o bisturi, como é feito na técnica convencional. “Com a luz infravermelha vamos tentar identificar as camadas internas, as técnicas artísticas utilizadas e, tendo todo esse levantamento, ver se houve intervenções de restauro e diferenciar as etapas.” Além da luz infravermelha, será usada luz ultravioleta, que vai avaliar a interação do material, as áreas de retoques antigos e recentes, e luz rasante, que vai mostrar as deformações, craquelamento e fissuras.

Além das paredes e murais da capela, a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, trazida da França, em 1907, e, aparentemente bem preservada, também será analisada pelos restauradores. Ela deverá ser submetida a um tomógrafo que vai avaliar o seu real estado de conservação. Depois da análise, os restauradores vão poder dizer o quanto a capela está danificada e se precisa ser restaurada. A coleta de dados deve levar 15 dias e a análise das informações deve ficar pronta em quatro meses. Com os dados em mãos, os pesquisadores irão definir se haverá necessidade de intervenção. As possibilidades são restaurar ou conservar como está. “O objetivo final não é a restauração, mas a preservação da história. O mais importante é deixar a história inteira”, afirmou Sarasá, restaurador responsável pelo projeto.

As primeiras intervenções, consideradas emergenciais, começaram a ser feitas na capela em 2009 e foram propostas pelo Instituto de Saúde Integrada (ISI). Elas incluíram a retirada de cupins, limpeza de calhas, reboco externo. Já o trabalho iniciado ontem é considerado a etapa artística. “Até então, foi utilizada a técnica do bisturi, descascando camada a camada até chegar à pintura original. É válida e permitida no processo de restauro, mas tem a desvantagem do tempo, que é maior, e da dificuldade de encontrar profissionais especializados”, afirmou Leide Mengatti, diretora-executiva do ISI. Segundo Reinaldo Masson, um dos restauradores, a expectativa é restaurar 70% da pintura original. O custo estimado do trabalho é de R$ 9 milhões e até agora tem contado com a doação de fiéis e da comunidade.

Riqueza histórica
A capela foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) em 1972 e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) em 1988. O altar-mór da capela, as duas pias de água benta e o piso do presbitério são em mármore de Carrara. As grades que cercam o altar principal foram construídas pela fundição Irmãos Bierrenbach. O frontispício da igreja é adornado por três estátuas artísticas de mármore simbolizando a fé, a esperança e a caridade.

Via Correio Polular

IPHAN apresenta projeto que vai revitalizar o Engenho Central de Pindaré

Secretária de Estado da Cultura, Olga Simão; Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-MA), Kátia Bogéa; Técnicos do IPHAN; Prefeito Municipal de Pindaré Mirim/MA, Walber Furtado; Secretário Municipal de Cultura, José Ribamar Silva; autoridades locais; agentes da cultura do município e sociedade civil participaram, na manhã da última quinta-feira (18.04), na Escola Municipal Raimunda de Nazaré Jansen, de uma audiência pública de apresentação do projeto que visa revitalizar e transformar o Engenho Central em um centro cultural.

COMO É O PROJETO
O projeto conta com uma arquitetura interna moderna e ousada que visa, principalmente, a difusão da cultura local em um espaço próprio. Para a superintendente do IPHAN-MA, Kátia Bogéa, o Monumento é uma referência simbólica tanto para a comunidade da região do Pindaré como para todo o território nacional, já que é tombado pelo patrimônio estadual e nacional. “O Engenho Central tem um valor simbólico e histórico muito grande e por isso, com todos os estudos que fizemos, ele deve ser voltado para a criação de um centro cultural com toda a estrutura interna apropriada”, afirmou a superintendente.

De acordo com os estudos que constam no projeto de revitalização, um dos maiores danos à estrutura física do monumento foi causado pela ação humana. “O item principal avaliado foi o estado de conservação que, na parte externa está bastante degradado, principalmente, pela ação humana; na parte interna o dano maior foi causado pela falta de ventilação que acarretou no umedecimento das paredes do engenho”, concluiu um dos técnicos responsáveis pela elaboração do projeto, Flávio Grillo.

A Secretária de Estado da Cultura, Olga Simão, afirmou durante o evento que essa é uma das muitas parcerias a serem realizadas entre Pindaré-Mirim e Governo do Estado de Maranhão. “Pindaré tem uma cultura muito diversificada que merece, com certeza, ser beneficiada pelas ações do Estado”, afirmou a Secretária.

O centro cultural: Será um espaço voltado para todas as ramificações culturais de Pindaré-Mirim. Ele contará em sua estrutura com salas para exposições artísticas, exibição de cinema, lanchonete, biblioteca e auditório. A previsão para o inicio das obras é para o final deste ano de 2013.

Via Agora Santa Inês

Fortaleza dos Reis Magos será administrada pelo Iphan

Projeto de reforma do Forte prevê investimentos R$ 8 milhões

A administração do Forte dos Reis Magos ficará com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A definição ocorreu durante audiência realizada na tarde de ontem entre a governadora Rosalba Ciarlini, a secretária estadual de Cultura, Isaura Rosado e a ministra da Cultura, Marta Suplicy. Nos próximos dias, a presidenta do Iphan, Jurema Machado, virá a Natal para fazer uma visita às dependências do forte e discutir o projeto de reforma com o Governo.

No começo deste mês, a TRIBUNA DO NORTE publicou reportagem sobre a possibilidade de o Forte ser administrado pelo Iphan. Atualmente, a construção que marca a fundação da cidade de Natal está sob direção da Fundação José Augusto (FJA). Segundo Onésimo Santos, superintendente do escritório local do Iphan, com a concessão, o Governo do RN não terá mais mais nenhuma participação na administração do Forte.

Na reportagem, publicada no dia 4 de abril, ele lembrou que o Governo do Estado nunca teve direito sobre o forte e tinha apenas uma cessão do terreno no entorno. Em setembro do ano passado, documentos encontrados durante uma inspeção de rotina na Fortaleza revelaram que os documentos de cessão entre Patrimônio da União e Governo do Estado estavam vencidos desde 1975, ou há 37 anos. A situação gerou uma discussão entre Iphan-RN, FJA e Procuradoria do Estado, mediada pela Secretaria Regional do Patrimônio da União.

O projeto de gestão do Forte, apresentado pelo Iphan-RN, prevê  restauração museológica e arquitetônica do monumento. Os serviços estão orçados em R$ 8 milhões, garantidos pelo PAC Cidades Históricas, que visa visa restaurar museus e monumentos históricos para a Copa do Mundo de 2014 e devem ser liberados até o próximo mês de junho. O Instituto ainda conta com outros R$ 150 mil de recursos próprios  para pesquisa arqueológica visando aprofundar as informações existentes sobre o Forte.

Além da restauração e pesquisa, o Iphan-RN ainda prevê um concurso nacional para escolher a marca oficial do Forte dos Reis Magos a ser utilizada em campanhas publicitária e produtos turísticos.

Via Tribuna do Norte

IPHAN monitora estado de conservação de igreja em Ouro Preto

Os profissionais do Escritório Técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Ouro Preto (MG) acompanham de perto o estado de conservação da Igreja de Nossa Senhora da Conceição. As vistorias rotineiras são realizadas desde 2010, quando começou a tramitar no IPHAN-MG e no Escritório em Ouro Preto o projeto de restauração arquitetônica estrutural, elementos artísticos e complementares. Na vistoria realizada em fevereiro de 2013, foram constatadas peças comprometidas estruturalmente, com início de ruptura de algumas delas, principalmente no sistema da cobertura sobre o coro (trecho inicial da nave).

Para minimizar os riscos à estrutura da igreja, a presidenta do IPHAN, Jurema Machado, determinou nesta terça-feira, dia 16 de abril, que as intervenções necessárias à garantia da estabilidade do bem sejam realizadas de imediato, com recursos do orçamento ordinário. A superintendente do IPHAN-MG também acompanha as ações desempenhadas pelo Escritório Técnico em Ouro Preto e, nos próximos dias terão início às obras de escoramento no coro da igreja. Além dos recursos do IPHAN, estão previstos para a Igreja Nossa Senhora da Conceição R$ 6,5 milhões do PAC Cidades Históricas. O projeto de restauro já foi apresentado ao IPHAN e passa agora por análise da comissão coordenadora do programa.

Testemunha da história
Das mais antigas paróquias de Minas Gerais, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, além de seu tamanho e suntuosidade, destaca-se também pela presença do túmulo de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A construção do templo teve início em 1724, segundo projeto e orientação de Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho.

Com arquitetura típica de primeira metade do século XVIII, a fachada foi modificada em meados do século XIX. A decoração interna da nave também é atribuída a Manoel Francisco Lisboa. A igreja possui oito altares consagrados a Nossa Senhora da Boa Morte, São João Batista, São Gonçalo, São Miguel e Almas, São José, São Sebastião, São Antônio e Nossa Senhora Aparecida. Há também uma imagem de Nossa Senhora da Conceição em tamanho natural, doada pelo Coronel Cícero Pontes em 1893, inspirada na Conceição de Murilo.

Na antiga sacristia, consistório e porão está o Museu Aleijadinho com várias obras do mestre, como os leões de essa, a imagem de São Francisco de Paula, um Cristo crucificado e os lançamentos do óbito do Aleijadinho.

Fonte: ASCOM – IPHAN

Prédio cedido pelo IPHAN a Caxias do Sul é restaurado

Mais um imóvel da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) passará a ter função cultural. O antigo prédio da Oficina de Locomotivas do complexo da Estação Férrea de Caxias do Sul (RS) está restaurado e será entregue nesta quarta-feira, 17, à comunidade.

O prédio foi cedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para uso do município durante 20 anos, após o Termo de Compromisso firmado em 2011. A iniciativa tem como principal objetivo preservar a memória ferroviária local ao promover a revitalização e a reestruturação do espaço para destinação compatível ao seu valor cultural, para fins de lazer e de desenvolvimento turístico.  Os recintos da Estação Ferroviária de Caxias do Sul, de Forqueta, bem como o leito ferroviário destas estações também foram cedidas pelo IPHAN ao município.

Com área de 450 m², a antiga oficina integra o complexo arquitetônico da Estação Férrea, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE). De acordo com a prefeitura, o novo espaço abrigará uma biblioteca parque que realizará ações de estímulo à leitura voltado às crianças, jovens e adultos, como também a promoção da educação patrimonial.

Serviço
Data: 17 de abril de 2013 – Quarta-feira
Horário: 15 horas
Local: Estação Férrea, Rua Augusto Pestana, 50 – Bairro São Pelegrino, Caxias do Sul (RS)

Santa Casa de SP passa por fase final de restauro

Complexo hospitalar foi construído em 1884 pelo escritório de Ramos de Azevedo. Kathia Tamanaha/04.11.1999/Estadão Conteúdo

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, em Santa Cecília, centro da capital paulista, passa por um “plano de restauração das fachadas” que prevê a reforma externa de todos os edifícios do Complexo Hospitalar. Duas obras estão sendo finalizadas: a do prédio da pediatria e da Capela Nossa Senhora da Misericórdia.

Ainda neste mês será inaugurada a fachada da capela, com o resgate da cor laranja original de 1901. O espaço passa por reforma há 12 anos, desde que começou a ter infiltrações no telhado. Durante a obra, foram encontradas camadas de tinta que escondiam pinturas artísticas góticas e retratos de santos feitos pelo artista Gino Catani – o mesmo que pintou as igrejas de Santa Ifigênia e Santa Cecília. O interior e o pé-direito da capela, que estavam cobertos por tinta cinza e imitavam granito, ganharam pinturas coloridas baseadas em fotos de 1919.

Já o prédio da pediatria foi um dos primeiros a receber as obras porque janelas e detalhes do acabamento estavam tão deteriorados que caíam na calçada e colocavam em risco os pacientes que passavam por ali. A reforma externa começou em 2011 e deve ser concluída até o fim deste semestre.

O complexo da Santa Casa foi construído pelo escritório de Ramos de Azevedo, em 1884. O desenho, com acabamento gótico e tijolos aparentes, foi escolhido em um concurso de arquitetos em 1876 e o ganhador foi o italiano Luiz Pucci – que projetou o Museu do Ipiranga.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Natal/RN : Casarão da Deodoro em processo de restauração

Imóvel pertenceu à família do médico Varela Santiag. Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

O casarão número 479 da Av. Deodoro da Fonseca, em Petrópolis, um dos últimos prédios de Natal a manter características da arquitetura neoclássica e art nouveau, passa por restauração. O imóvel, que é tombado pelo patrimônio estadual desde 1989, foi adquirido pelo empresário Flávio Azevedo, que pretende instalar no local um escritório da empresa Dois A Engenharia. Azevedo garante que a estrutura original da casa não será alterada e que a restauração está autorizada pelos órgãos competentes. No entanto, de acordo com o chefe do setor de patrimônio da FJA, Sérgio Wycliffe, a instituição que  tem responsabilidade sobre o prédio desconhece a obra.

As obras no casarão da Deodoro começaram há cerca de cinco meses. Segundo Flávio Azevedo, que na manhã de ontem acompanhou a reportagem do VIVER em uma visita ao imóvel, após a restauração, a casa se tornará um misto de espaço social e acervo da história da empresa, com biblioteca técnica e mostruário dos serviços realizados. Nos fundos do terreno da casa  que tem cerca de 1000 m²  será erguido um  segundo prédio com dois pavimentos e garagem, onde funcionará o escritório da empresa.

A intenção do empresário Flávio Azevedo, proprietário do imóvel, é preservar ao máximo os traços originais do casarão. (Foto: Adriano Abreu)

O empresário garantiu que o novo prédio não irá alterar a estrutura da casa principal. Tivemos o cuidado de não usar máquinas para cavar os alicerces, por medo de abalar as estruturas da casa. Todo o trabalho foi feito de forma manual, disse Azevedo. Ele ressalta ainda que a altura da segunda edificação será levemente inferior à da casa principal, de modo a não comprometer a visão do prédio histórico.

Texto: Alexis Peixoto/Tribuna do Norte   Foto:

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Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural avalia proteção de dois novos bens

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural estará reunido em Brasília, no próximo dia 3 de abril, para o primeiro encontro de 2013. Na pauta, além de temas administrativos, estão a proposta de tombamento do Edifício A Noite, na cidade do Rio de Janeiro, e o Registro como Bem Cultural do Brasil da Festa do Divino Espirito Santo, de Paraty, também no estado do Rio.

Em 2012, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou o tombamento dos Centros Históricos de Antonina (PR), Manaus (AM), Oeiras e Piracuruca (PI), do Conjunto da Estação Ferroviária de Teresina (PI), e das pontes Affonso Penna (GO) e Eurico Gaspar Dutra (MS). Os conselheiros também aprovaram o Registro como Patrimônio Cultural do Brasil do Ofício e Modos de Fazer as Bonecas Karajá (GO/TO) e do Fandango Caiçara do litoral de São Paulo e do Paraná.

Edifício A Noite

Vista aérea do Edifício “A Noite”, de 1930 – Extraída do livro “Rio de Janeiro 1900-1930″, de George Ermakoff

Dominando a Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro, o Edifício A Noite lembra os anos de glória da região, quando artistas, empresário e políticos eram atraídos pela vida em torno de multinacionais, agências de notícias, consulados e principalmente da Rádio Nacional. Em 1928, o antigo Liceu Literário Português deu espaço a um edifício de 102 metros de altura, com 22 pavimentos e estrutura em concreto armado, edificado para abrigar o Jornal A Noite, um projeto do francês Joseph Gire, autor do hotel Copacabana Palace e do Palácio Laranjeiras, e do arquiteto brasileiro Elisário Bahiana, tendo Emilio Baumgart como calculista estrutural. Em seus andares estabeleceram-se sedes de empresas multinacionais, das agências de notícias La Prensa e United Press Association, além dos famosos estúdios da antiga Rádio Nacional, reconhecida nacionalmente pela produção de novelas e divulgação de artistas nacionais, eternamente associados à época em que o edifício era foco de uma vida alegre e boêmia. (para saber mais, clique aqui)

Festa do Divino Espírito Santo de Paraty

A celebração do Espírito Santo é uma manifestação cultural e religiosa, de origem portuguesa, disseminada no período da colonização e ainda hoje presente em todas as regiões do Brasil, com variações em torno de uma estrutura básica: a Folia, a Coroação de um imperador, e o Império do Divino, símbolos principais do ritual. Em Paraty, a Festa do Divino vem incorporando outros ritos e representações que agregam elementos próprios e específicos relacionados à história e à formação de sua sociedade. É uma celebração profundamente enraizada no cotidiano dos moradores, um espaço de reiteração de sua identidade e determinante dos padrões de sociabilidade local.

Paratynautica.com

Realizada a cada ano, iniciando no Domingo de Páscoa, suas manifestações e rituais ocorrem ao longo da semana que antecede o Domingo de Pentecostes, principal dia da festa. (para saber mais, clique aqui)

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do IPHAN.

Serviço: Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Dia:
3 de abril de 2013, de 10h às 18h
Local: Sede do IPHAN
SEPS 713/913 Bloco D – Ed IPHAN – Asa Sul
Brasília – DF

Prefeitura retoma as obras de reforma e restauração do Hotel Galileu, em Corumbá/MS

O prédio receberá o novo Centro de Atendimento ao Turista. foto: Alle Yunes

Um dos mais antigos e tradicionais patrimônios históricos de Corumbá está prestes a ser reintegrado ao conjunto arquitetônico da cidade. Situado nas esquinas da General Rondon com a Frei Mariano, o Hotel Galileu é tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, estava há dois anos com suas obras de reforma e restauração paralisadas e agora, graças a um trabalho intensivo da administração pública em parceria com o Ministério de Turismo, tem tudo para ser reinaugurado até o final deste ano.

Os projetos de restauração e reforma do Galileu foram iniciados em 2009, mas em 2010 foi anunciada uma reprogramação dessas obras, que desde então permaneciam paralisadas.

Segundo a diretora-presidente da Fundação de Patrimônio Histórico e Desenvolvimento Urbano (FUPHAN), Maria Clara Scardini, a primeira preocupação da administração municipal era a de não permitir que fosse expirado o prazo, de 26 de março de 2013, para a obtenção dos recursos (de R$ 511.555,85) oriundos do Ministério de Turismo para os projetos de manutenção e restauração do Hotel Galileu.

“Assim que assumimos a gestão, tratamos essa questão como uma prioridade, pois sabíamos que o prazo era curto. Graças a um trabalho intenso de articulação política do prefeito Paulo Duarte e da FUPHAN junto ao Ministério do Turismo, conseguimos manter a verba para a reforma e restauração do Hotel Galileu”, explicou.

Segundo Maria Clara, o trabalho agora é o de alinhar com a Caixa Econômica Federal as últimas pendências a fim de adiantar a liberação dos recursos e o inicio das obras. “Fizemos uma reunião na ultima sexta-feira e acertamos todos os pontos com a Caixa. Nossa estimativa é a de retomar as obras em 15 dias”, disse. “Queremos finalizar o ano com a obra pronta para ser reinaugurada”, acrescenta.

Assim que for reformado e restaurado, o prédio do Hotel Galileu acolherá, entre outras coisas, o novo Centro de Atendimento ao Turista.

Importância
A diretora-presidente da FUPHAN, fundação responsável pela gestão do contrato e da obra do Hotel Galileu, destaca a importância de um dos prédios mais antigos de Corumbá, de 1907. “O patrimônio histórico nada mais é do que a materialização da cultura local. Por isso é muito gratificante ver um patrimônio desses ser restaurado e revitalizado”, diz.

Além da riqueza arquitetônica, em estilo eclético, variando entre o neoclássico e o art-noveau, o prédio do antigo Hotel Galileu também traz consigo muitas histórias, como o fato de já ter hospedado presidentes, como Getúlio Vargas e Franklin Roosevelt (EUA). Foi também ali, de uma janela do Galileu, que o sanfoneiro Mário Zan compôs o sucesso nacional “Chalana”.

Hotel Internacional
O Hotel Galileu integra uma área construída de aproximadamente 1 mil metros quadrados, incluindo o anexo situado na rua Frei Mariano, que também foi um hotel (Hotel Internacional).

De acordo com diretora-presidente da FUPHAN, esse prédio também deve ser totalmente reformado e restaurado em breve. “O Hotel Internacional está entre os 17 projetos que a administração municipal encaminhou ao Ministério de Turismo para ser contemplado no PAC das Cidades Históricas”, acrescentou.

fonte: Correio de Corumbá

 

Saiu no G1: Igrejas históricas de São Luís serão reformadas pelo Iphan

Igreja do Carmo está entre as igrejas que
serão reformadas (Foto: Biné Morais/O Estado)

Cinco importantes igrejas históricas de São Luís devem ser reformadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

As igrejas são a Igreja da Sé, Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Igreja de Santaninha, Igreja de Santo Antônio e a Igreja de São João. Os recursos são do PAC.

As demais igrejas da capital também estão com recursos assegurados para projetos de restauração de obras de arte, móveis e estruturas internas, além de reparos nas fachadas.

Via Globo.com

Justiça mantém embargo de obra em Brasília

A preservação do tombamento de Brasília teve uma vitória importante no judiciário. A 6ª Vara Federal da Primeira Região indeferiu pedido de liminar contra embargo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Distrito Federal (IPHAN-DF) a uma obra com irregularidades na Asa Sul. Entre os problemas estão a invasão do espaço aéreo e altura do volume construído em desacordo com as normas. Com bases em denúncias, o IPHAN-DF determinou a paralisação das obras no bloco I, da SQS 312 e determinou a apresentação de documentos para análise.

Segundo o superintendente do IPHAN no DF, José Leme Galvão, a decisão judicial reforça a luta pela preservação do conjunto urbanístico de Brasília. Em seu despacho, a juíza federal Ivani Silva da Luz lembra que é dever do IPHAN proteger, salvaguardar, conservar e manter o Conjunto Urbanístico de Brasília, de modo que não se modifique sua estrutura, a qual foi protegida pelo tombamento histórico nacional. Neste sentido, ainda de acordo com a juíza, “é necessário que se fiscalizem as construções nele realizadas, sejam de reparação, restauração, para que se mantenham as características do projeto original do Plano Piloto”.

A juíza destacou ainda que a construtora, além de não ter observado o gabarito permitido, iniciou a obra sem projeto aprovado pelo IPHAN. Diante do exposto, ela indeferiu o pedido de liminar, uma vez que as características da obra estão “dissonantes com o tombamento federal e a legislação sobre patrimônio histórico e artístico nacional”.

Fortaleza de São José de Macapá comemora em março 231 anos com diversas atividades

Um dos maiores e mais importantes pontos turísticos do Amapá, a Fortaleza de São José de Macapá estará em festa. Para comemorar os seus 231 anos, no dia 19 de março, o Forte desenvolverá diversas atividades socioeducativas e artístico-culturais durante todo o mês, com início no dia 4 até 31/03, nas dependências interna e externa do monumento.

A programação reúne exposições fotográficas, peças teatrais, exibição de filmes, palestras e oficinas relacionadas ao comportamento no trânsito, doenças tropicas e meio ambiente, atividades esportivas sobre bikes (spinning), dentre outras. No dia 19, haverá um cortejo especial, quando a Fortaleza estará recebendo a imagem de São José, padroeiro de Macapá.

De acordo com o chefe de Unidades de Eventos da Fortaleza, Thiago Cavalcante, com o tema “Fortaleza de São José de Macapá: 231 anos de Preservação, Conservação e Responsabilidades Sociais”, o evento objetiva oferecer visibilidade comemorativa à passagem dos 231 anos desse renomado patrimônio e procura estimular, pelo calendário das atividades propostas, as relações entre a comunidade amapaense, assegurando aos alunos das redes pública e particular de ensino o lazer junto com a oportunidade do conhecimento científico.

“A expectativa para essa comemoração é de que a população se aproxime do patrimônio nesse período comemorativo e, por meio das atividades educacionais culturais e científicas, se aproprie desse patrimônio que é nosso”, sublinhou.

Para a realização do evento, a Fortaleza de São José de Macapá conta com o apoio, além do Governo do Amapá – por meio da Secretaria de Estado da Cultura -, de outras instituições como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Secretaria de Estado do Desporto e Lazer, Secretaria Extraordinária de Políticas para os Afrodescendentes e Museu da Imagem e do Som.

Clique no link e Confira a programação completa 

fonte : Amazônia Brasil Rádio Web

Santa Catarina : Dificuldades em cuidar de bens tombados em Lages

Foto: Thomas Michel

Entraves burocráticos, falta de conhecimento técnico e desleixo deixam o futuro dos patrimônios históricos lageanos em risco

Na praça João Ribeiro, uma casa amarela, bem cuidada, contrasta com o prédio no lado oposto do mesmo endereço. A edificação onde se encontra a Secretaria de Segurança das Pessoas e do Patrimônio pertence à Cúria Diocesana e está com vegetação crescendo pelas paredes, tamanho descuido com o local. As duas edificações são tombadas, a diferença está no cuidado que seus donos têm.

Estes dois imóveis fazem parte dos 32 bens tombados ou protegidos por lei orgânica no município de Lages. Alguns irreconhecíveis, como o Palacete Gamborgi, na rua Marechal Deodoro, está coberto com placas publicitárias. Mesmo caso do prédio onde se encontra a Casa União, que já foi símbolo do poderio econômico de uma Lages que começava a se firmar como polo madeireiro.

Foi nesta época que a acumulação de dinheiro na cidade trouxe, tardiamente, a Art-Decó e o Modernismo para casas e prédios no centro da cidade. Os cine-teatros Marajoara e Tamoio romperam com o que havia de comum em sua época, trazendo inovações ao misturarem a Art-Decó com a Art-Noveau.

O Tamoio é um dos que também está impregnado de publicidade em sua fachada. Isso acontece porque não há regulamentação, como explica a responsável pelo departamento de patrimônio da Fundação Cultural, Marli de Oliveira Ramos Grass. “Isso pode ser feito, mas depende do conselho de patrimônio cultural e da prefeitura”.

Segundo ela, existe um projeto da prefeitura que foi criado no início da década de 2000, mas não foi tocado em frente. A intenção é dar uma assessoria para valorizar os prédios históricos e reduzir a poluição visual nestes edifícios.

Hoje, quem possui um prédio tombado precisa seguir uma série de regras. Um grande problema, na verdade. Para estas pessoas, a prefeitura dá 70% de isenção de IPTU, a fim de que os proprietários façam reformas nos prédios. Marli questiona “como a dona da casa amarela na João Ribeiro consegue cuidar e os outros proprietários não?”

Segundo ela há vários prédios onde somente os herdeiros dos donos originais estão vivos, o que dificulta a manutenção. As leis de tombamento também dificultam e burocratizam revitalizações. Caso do Mercado Público, que está com obra embargada por conta de licenças ambientais.

Casos como o do sobrado da família Ramos, que desabou em 2000, rende multas pesadíssimas aos proprietários. Para o arquiteto Antônio Rogério de Macedo não adianta tombar e abandonar. “Tombar por tombar acaba tombando de fato”.

Casa do Coronel Juca Antunes pede socorro

Construído por volta de 1860, a casa do Coronel Juca Antunes, no cruzamento das ruas Coronel Córdova e Benjamin Constant está coberta por tapumes. O motivo é uma solução paliativa para que as paredes não caiam na rua. As vigas de madeira que sustentam o local estão podres e há risco iminente de queda da estrutura.

O prédio passou por uma restauração em 2006, mas desde então várias modificações internas foram feitas, que desfiguraram a característica histórica do local. A placa situada no prédio ressalta que é o único exemplar de arquitetura lusitana ainda de pé em Lages.

O arquiteto Antônio Rogério de Macedo ressalta que as linhas portuguesas são mais ricas que as apresentadas no prédio. “Era apenas uma construção que faziam em todo lugar naquela época”. Ainda sim, a responsável pelo departamento de patrimônio da Fundação Cultural de Lages, Marli de Oliveira Ramos Grass, ressalta que o edifício é o mais antigo ainda de pé na cidade.

Esta semana técnicos da Fundação Catarinense de Cultura virão a Lages fazer uma avaliação e levantar soluções para que a casa do Coronel não leve o mesmo fim do sobrado dos Ramos.

Reformar o prédio do antigo Fórum vai custar em torno de R$ 100 mil

Parte de um Termo de Ajuste de Conduta feito pelo Ministério Público, a reforma do prédio onde está situado o Museu Thiago de Castro e a Fundação Cultural será reformado. O projeto já está pronto, faltando apenas as plantas do prédio. Estima-se um custo de R$ 100 mil para a revitalização ser executada.

A princípio serão feitas apenas reformas emergenciais, que tratam de severas infiltrações que comprometem o acervo museológico que ali se encontra. Algumas modificações, como buracos para a colocação de ar-condicionado terão que ser restaurados. O prédio foi repassado do poder judiciário para a Prefeitura de Lages em 2012, quando o município assumiu o acervo e a manutenção do Museu Thiago de Castro.

Para que fizesse a compra, a prefeitura assinou um Termo de Ajuste de Conduta que está com o cronograma atrasado. A administração municipal deve enviar nos próximos dias um plano de ação para definir novos prazos para cumprimento do termo.

Houve falta de critérios em tombamentos

Tanto Marli quanto Macedo são enfáticos em dizer que se tombou muitos prédios sem nenhum critério.

Macedo critica por exemplo, o tombamento do colégio Aristiliano Ramos, que, segundo ele, não tem valor arquitetônico algum. Em contrapartida, a ala antiga do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, que ele considera de importante valor, não está protegida pela lei de tombamentos.

Marli cita que o tombamento indiscriminado de bens pode trazer problemas futuros. O Passo de Santa Vitória, que é protegido pelas leis catarinenses e rio grandenses, é um dos maiores entraves judiciais para a construção da usina hidrelétrica Paiquerê.
Outro caso, como o sobrado dos Ramos, é exemplo da falta de critério para tombamento de imóveis.

fonte : Correio Lageano

Em Rondônia, blog mostra a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré antes e depois de revitalização

Veja neste arquivo Power Point produzido pelo Arquiteto Giovani Barcelos , um comparativo entre o que era a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré no ano de 2008 e , depois, no ano de 2012. Muito útil para professores de história regional e para quem realmente se interessa pela realidade da ferrovia tombada. Clique no link para fazer download     >      ESTRADA DE FERRO MADEIRA-MAMORÉ

fonte: efmm100anos

Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Ouro Preto é fechado para reforma

O Santuário de Nossa Senhora da Conceição, que fica na Praça Antônio Dias, em Ouro Preto, Região Central de Minas Gerais, está fechado para revitalização. A igreja começou a ser desmontada na última segunda-feira e pode ficar interditada por até três anos. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas do governo federal. O Museu de Aleijadinho, que é um anexo do santuário, vai funcionar normalmente durante a obra.

A paróquia é uma das mais antigas de Minas (1707) e guarda o túmulo de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Ela compõe um conjunto de igrejas tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na região do Bairro Antônio Dias. As outras paróquias são Igrejas Nossa Senhora das Mercês e Igreja São Francisco de Assis.

De acordo com a coordenadora do museu, Sidneia Santos, as celebrações da Semana Santa serão mantidas na São Francisco de Assis e Capela das Dores. “As igrejas de Ouro Preto têm quase todas a mesma idade. Quando começa a acontecer algum problema em uma, ficamos em alerta. Nos antecipamos e apresentamos um projeto no PAC. Se mantivéssemos aberta na Semana Santa, corria o risco de o Iphan pedir o fechamento durante as celebrações. Por isso a igreja já foi fechada”, afirma Santos.

Os bancos removíveis e outras peças da igreja já foram retirados e serão guardadas no salão paroquial durante obras, mas o início dos trabalhos ainda depende de autorização do Iphan. A coordenadora garante que será um obra de grandes proporções com desmontagem completa das estruturas do imóvel. O PAC Cidades Históricas atuará, inicialmente, em 44 cidades, de 20 estados brasileiros, com a disponibilização de R$ 1 bilhão de reais até 2015 em obras públicas. Outros R$ 300 milhões estão destinados a uma linha de crédito para proprietários de imóveis de cidades tombadas pelo Iphan.

Arquitetura

O santuário foi construído segundo o projeto e sob orientação do mestre de obras, Manoel Francisco Lisboa, pai do Aleijadinho. A área interna tem uma arquitetura típica de primeira metade do século 18 e a fachada foi modificada em meados do século 19, numa imitação neo-clássica da Capela de Nossa Senhora do Carmo de Ouro Preto. A decoração interna, atribuída também ao pai de Aleijadinho, é suntuosa com arcos majestosos no estilo joaino.

Via Diario de Pernambuco

IPHAN restaura futuro prédio do Arquivo Histórico de Antonina-PR

A história da ocupação do litoral paranaense, as relações entre Antonina, Paranaguá e Curitiba e os documentos referentes ao porto e às Indústrias Matarazzo. Esses são apenas alguns dos registros encontrados nos livros pertencentes ao Arquivo Público de Antonina. Para preservar esse material, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-PR), em parceria com a prefeitura de Antonina, está restaurando o prédio da antiga Casa do Boi, que passará a abrigar o Arquivo Público da cidade.

A obra, viabilizada através de recursos do PAC Cidades Históricas, foi iniciada em novembro de 2012 e tem previsão de entrega para o primeiro semestre de 2013. O valor investido é de R$ 454 mil. O projeto arquitetônico foi desenvolvido de acordo com os critérios usuais de intervenção em cidades históricas utilizados pelos órgãos de proteção ao patrimônio cultural.

Serão feitas a restauração da fachada e a recomposição de um dos edifícios do conjunto. Nele, ficará abrigado o acervo documental do município, em local apropriado para conservação e exposição da memória histórica de Antonina.

O imóvel está localizado na Rua Heitor Soares Gomes, na parte mais central da área histórica, e data das décadas de 1920 – 1930. O conjunto possui duas edificações que inicialmente abrigavam quatro residências independentes, com elementos do estilo arquitetônico Art Déco, com resquícios do ecletismo, uma arquitetura de transição.

Igreja de São Pedro dos Cléricos, em Recife-PE, começa a ser restaurada

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Pernambuco (IPHAN-PE) inicia as obras de conservação e restauração da igreja de São Pedro dos Clérigos, no bairro de São José,  em Recife. O templo é tombado pelo IPHAN desde 1938. Construída em 1728, a Igreja é uma das mais significativas obras da arquitetura religiosa  em Pernambuco. Possui  uma rica fachada bastante verticalizada, com a imagem de são Pedro nicho do tímpano. Chamam a atenção de fiéis e visitantes o altar-mor e a pintura do forro da nave principal, de João de Deus Sepúlveda.

A obra  terá duração de 24 meses com orçamento de R$ 3,2 milhões. Serão realizados serviços de conservação e restauração da cobertura, estruturas, esquadrias, cantarias, instalações elétricas e hidro-sanitárias, pisos e pintura. A Igreja ficará aberta a visitação, seguindo uma programação que ainda será divulgada.

Deu no G1 : Iphan autoriza obra para retorno de viagens de maria-fumaça em MG

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorizou a realização de obras emergenciais, nesta terça-feira (29), em parte do trajeto da maria-fumaça entre Tiradentes e São João del-Rei, na Região Central de Minas Gerais. O passeio, que é uma das principais atrações turísticas das cidades, foi interrompido no dia 16 deste mês por medida de segurança. A administradora da ferrovia interditou o trajeto devido a um problema estrutural na ponte do Rio Elvas.

A chuva que atinge o estado fez com que uma grande quantidade de galhos e folhagens se acumulassem na estrutura metálica da ponte, provocando desvio no curso d’água. Com isso, a correnteza desbarrancou a base de pedra da ponte, o que comprometeu a estrutura da construção. De acordo com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), a interrupção deve durar aproximadamente 30 dias.

Veja matéria completa no G1

Campanha em Rondônia busca assinaturas a favor da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré , candidata a Patrimônio Cultural da Humanidade junto a Unesco.

Pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho (Foto: Taísa Arruda/G1)

A centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, é candidata ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).  Desde o ano passado, o comitê pró-candidatura realiza uma campanha em todo o estado, a fim de recolher assinaturas a favor do título à ferrovia.   Veja a matéria completa no site G1

Para participar, basta assinar a petição publica através da página do centenário, clicando aqui

Leia também : A espetacular Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Patrimônio Cultural da Humanidade