A famosa máscara do faraó egípcio Tutancâmon foi “danificada de forma irreversível”

A máscara de enterro do rei Tutancâmon, relíquia arqueológica mais famosa do mundo, foi danificada durante uma tentativa fracassada de limpeza. A barba trançada azul e dourada caiu e foi colada “às pressas” com um adesivo inadequado, danificando o item ainda mais.

Segundo a Associated Press, parece que a barba foi rapidamente colada de volta por curadores do Museu Egípcio, no Cairo, com epóxi – um “material irreversível” que é completamente inadequado para um esforço de restauração desta importância.

O caso não foi totalmente esclarecido porque três dos curadores do museu estão oferecendo relatos conflitantes. Não se sabe quando o incidente aconteceu, ou se a icônica barba foi acidentalmente derrubada ou removida porque estava solta.

O que sabemos, no entanto, é que os curadores receberam ordens de cima para corrigir a falha rapidamente, e que eles usaram epóxi. Todos os três curadores se recusaram a dar seus nomes por medo de represálias.

“A máscara deveria ter sido levada para o laboratório de conservação, mas eles estavam com pressa para voltar a expô-la rapidamente e usaram esse material irreversível de secagem rápida”, acrescentou o conservador do museu.

O conservador disse que a máscara agora mostra uma lacuna entre o rosto e a barba, enquanto que antes ela estava diretamente ligada: “agora você pode ver uma camada de amarelo transparente”.

A história fica pior. Parece que os curadores acabaram espalhando epóxi no rosto da máscara por acidente; eles usaram uma espátula para tirar o material, prejudicando a relíquia ainda mais:

Outro conservador do museu, que estava presente no momento da reparação, disse que o epóxi tinha secado no rosto da máscara do rei menino, e que um colega usou uma espátula para removê-lo, deixando arranhões. O primeiro conservador, que inspeciona o artefato regularmente, confirmou os arranhões e disse estar claro que eles foram causados por uma ferramenta usada para raspar o epóxi.

O ministério de antiguidades do Egito e a administração do museu não estão respondendo às solicitações da mídia, mas um dos conservadores disse que uma investigação está em andamento.

Tutancâmon foi um faraó (rei do Antigo Egito) que comandou o império entre 1332 a.C. e 1323 a.C. Ele se tornou rei aos nove anos de idade, e permaneceu no trono por cerca de dez anos até morrer, provavelmente devido a uma infecção na perna. Há algumas teorias de que Tutancâmon foi assassinado, mas o consenso entre cientistas é que a morte do faraó foi acidental.

Séculos depois, em 1922, sua tumba foi descoberta quase intacta. Nela estavam peças de ouro, tecidos, armas e textos sagrados, além da famosa máscara azul-dourada. Os artefatos são considerados propriedade do governo egípcio e são mantidos no Museu Egípcio, no Cairo.

Desde 2011, após a Primavera Árabe e a derrubada de Hosni Mubarak, as autoridades não fizeram nenhuma grande melhoria no museu. Há planos de mudar a exibição de Tutancâmon para o Grande Museu Egípcio, previsto para ser inaugurado em 2018.

fonte: Gizmodo

Arqueologia no Acre : Museu Universitário da UFAC e Iphan lançam edital para Projeto Sítio-Escola

A Universidade Federal do Acre, por intermédio do Museu Universitário, e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, na forma do presente edital, tornam pública a abertura de inscrições para a seleção de alunos para participarem do projeto “Pesquisa e Formação nos Sítios Arqueológicos Espinhara e Sol de Campinas do Acre, Municípios de Porto Acre e Senador Guiomard, Estado do Acre”, sítio-escola a ser realizado no período de 03 a 28 de novembro de 2014.

Os objetivos do projeto são a formação inicial de estudantes e pesquisadores na área de arqueologia através de atividades teóricas e práticas de campo e de laboratório, relacionadas à escavação dos sítios arqueológicos Espinhara e Sol de Campinas do Acre, à curadoria de seus materiais e à socialização do Patrimônio Arqueológico com as comunidades locais, considerando os princípios do ensino, da pesquisa e da socialização do conhecimento em todas as etapas da pesquisa arqueológica; desenvolver estratégias que permitam a inclusão dos estudantes em todas as fases da pesquisa arqueológica, da documentação à socialização do conhecimento; formação de um grupo de estudantes interessados na área de arqueologia, para que estejam tecnicamente capacitados para a participação em pesquisas arqueológicas, em especial, no estado do Acre.

As inscrições ocorrerão no período de 29 de setembro a 10 de outubro de 2014 na Sala de pesquisa do Acervo Histórico do Museu Universitário da UFAC (2º piso da Biblioteca Central da UFAC), das 08h00 às 12h00, de segunda à sexta-feira.

O Edital Completo você pode ler aqui em PDF.

Universidade Estadual do Amazonas lança edital para professores de arqueologia

Serão selecionados 4 professores para atuar junto ao Curso de Arqueologia, da Escola Superior de Ciências Sociais.

Leia aqui, na íntegra em PDF o Edital Completo para Professores de Arqueologia da UEA

MAE-USP oferece Cursos de Difusão com arqueólogos internacionais

O Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo oferece durante este semestre três cursos de difusão com professores de outras instituições estrangeiras. Qualquer pessoa interessada nos cursos poderá se inscrever, não havendo requisitos de formação acadêmica anterior. Todos os cursos são gratuitos. Para se inscrever acesse o sistema APOLO da USP, ou comparecer pessoalmente no MAE-USP (Av. Prof. Almeida Prado, 1.466, Butantã, São Paulo).

Veja aqui a relação dos cursos :

01- Introdução ao desenho das indústrias líticas.
Professor: Dr. Fábio Parenti (Instituto de Paleontologia de Roma – Itália)

Data: de 28/03/2014 até 13/06/2014
O objetivo deste curso é oferecer ao público interessado, os elementos de história da ilustração das peças líticas e as técnicas básicas para reproduzir graficamente um artefato lítico pré-histórico, além da capacidade de julgar os desenhos nas publicações.
Mais informações clique aqui

02- Classificação, Evolução e Arqueologia.
Professor: Dr. Ethan Cochrane
 (Universidade de Auckland – Nova Zelândia)

Data: de 14/04/2014 até 28/04/2014
O objetivo deste curso é apresentar aos alunos as ligações fundamentais entre classificação de fenômenos empíricos, a teoria da evolução e a prática da arqueologia científica. o curso é ministrado como um semi-seminário: cada sessão vai incluir palestras curtas pelos instrutores e seminário de discussão. ao final do curso, os alunos deve compreender as características únicas de classificação, em comparação com outros métodos de arranjo, a integração da classificação e da teoria da ciência, bem como a utilização da evolução científica como marco teórico para a arqueologia.
Mais informações clique aqui

03 – A ocupação Humana das Américas.
Professor: Dr. Bruce Bradley (Universidade de Exeter – Inglaterra)
 Data: de 19/05/2014 até 23/05/2014
O objetivo deste curso é oferecer aos ao público interessado uma visão do atual dos principais modelos de ocupação humana nas Américas.
Mais informações clique aqui

fonte: Arqueologia e Pré-História.com

Crescimento da arqueologia brasileira esbarra na falta de profissionais e de infraestrutura

Somente no Rio de Janeiro, foram encontradas mais de 200 mil peças da época do Império, várias intactas, na antiga Estação da Leopoldina, no centro, um trecho da Estrada Real do início do século 18, no centro-sul fluminense (Agência Brasil)

A arqueologia brasileira cresceu e apareceu em 2013. São dezenas de sítios arqueológicos descobertos pelo país e centenas de milhares de artefatos sendo recompostos e estudados. Somente no Rio de Janeiro, foram encontradas mais de 200 mil peças da época do Império, várias intactas, na antiga Estação da Leopoldina, no centro, um trecho da Estrada Real do início do século 18, no centro-sul fluminense. Milhares de objetos do século 19 estão em processo de estudo após sua descoberta no Cais do Valongo, zona portuária, local onde embarcaram mais de 1 milhão de escravos africanos e que concorre ao status de patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Se por um lado o crescimento e a valorização da prática foram bem-vindos pelos arqueólogos, o aumento vertiginoso da demanda por profissionais, por fiscalização e por locais adequados ao armazenamento das relíquias é motivo de apreensão para a categoria.

Para o responsável pela pesquisa arqueológica na Leopoldina, Cláudio Prado de Mello, a falta de investimento por parte do poder público na infraestrutura e na contratação de pessoal põem em risco a integridade de centenas de milhares de objetos que não apenas fazem parte da história do país como também podem ajudar a sociedade a entender melhor o seu passado.

“Os arqueólogos estão escavando, mas não há onde guardar [as peças]. Tem material jogado. É uma questão física, não há espaço. Os museus não têm verbas, os funcionários ganham pouco, a fiscalização e a regulamentação da prática são frouxas”, critica Prado de Mello. “Nos países de primeiro mundo, os museus investem em reformas, ampliam seus espaços. Aqui, ninguém se responsabiliza pelo material”.

O Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro (Ipharj), do qual ele faz parte, pretende credenciar-se junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para se responsabilizar pela guarda e estudo do material encontrado na Leopoldina. “O que é um absurdo, pois acaba transferindo o que deveria ser do Estado para as instituições privadas”.

Apesar das críticas, Prado de Mello acha que 2013 foi um ano muito positivo para a arqueologia em relação ao aumento da conscientização da população a repeito da importância de se preservar o patrimônio histórico.

“A população, de forma geral, está respeitando muito o trabalho da arqueologia. A sociedade está se mobilizando para salvar patrimônios como o Museu do Índio, por exemplo [no Rio de Janeiro]. Na Leopoldina, havia uma pressão para se destruir tudo, mas conseguimos preservar este sítio com o apoio da sociedade”, explica.

“Devido à Copa e às Olimpíadas, a cidade [Rio] está sendo escavada toda, então é muito importante que, além da sociedade, o poder público também tenha consciência da importância dos sítios e achados arqueológicos”, completou.

O arqueólogo Eduardo Neves, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP), ponderou que o desafio do setor no Brasil é equiparar a quantidade das pesquisas à qualidade dos trabalhos. “Esse crescimento é bom, mas gera uma série de problemas. Não temos um bom controle de qualidade das pesquisas que estão sendo feitas, estamos produzindo muitos acervos que estão sendo guardados em locais pouco adequados”, lamenta.

Neves considera boa a lei referente ao patrimônio arqueológico, mas lamenta que o seu cumprimento não está se convertendo de fato em produção de conhecimento de melhor qualidade. “Falta planejamento nessas grandes obras, nos levantamentos preliminares, a arqueologia chega no final do segundo tempo e não dá para fazer algo de qualidade”, completa.

A diretora do Centro Nacional de Arqueologia (CNA), Rosana Najjar, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) destaca que a meta do órgão para 2014 é justamente enfrentar o problema da falta de locais adequados de armazenamento e da falta de diagnóstico das coleções.

“Em abril receberemos 80 novos arqueólogos que nos darão fôlego para a fiscalização e, neste ano, já conseguimos estabelecer um ritmo bom com maior qualidade nas autorizações. Além disso, estamos conseguindo abrir diálogo e estreitar as relações e os entes dos licenciamentos: empreendedores, órgãos de licenciamento e pesquisadores”, diz.

Rosana ressaltou que o Iphan pretende visitar cada instituição com acervos, pelo menos uma vez, até o fim do ano que vem. “Faremos uma grande vistoria e depois um diagnóstico e um plano com regras para análise, conservação e guarda da coleção. Em seguida, daremos um prazo para que as instituições se adequem”.

O CNA é responsável pela autorização e permissão de todas as pesquisas arqueológicas no país, seu acompanhamento e fiscalização, além da implementação de ações de socialização do patrimônio arqueológico. Até a segunda semana de dezembro, segundo Rosana, houve 1.361 pesquisas autorizadas, quase o dobro do ano passado.

Cerca de 95% das pesquisas feitas são de contrato, quando há exigência de arqueólogos em obras de impacto ambiental, como rodovias e hidrelétricas. Para atender a essa demanda, o órgão tem cerca de 40 arqueólogos distribuídos entre 27 superintendências.

fonte : Agência Brasil

Iphan garante construção do 3º Museu de Arqueologia em Rondônia

Este slideshow necessita de JavaScript.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), através da Superintendência em Rondônia, realizou, na quinta-feira (5), uma reunião para firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Empreendimento Canaã Geração de Energia, garantido uma série de medidas que visam à construção de um Museu de Arqueologia no município de Ariquemes/RO. O objetivo é diminuir os impactos ao patrimônio arqueológico com a construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Cruz, nos municípios de Cacaulândia e Monte Negro.
O Museu de Arqueologia, segundo o acordo, deve ser construído em 12 meses na sede do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro), em Ariquemes. Após a obra, o Museu será mantido e gerido pelo Ifro. Além da construção da reserva técnica, que abrigará as peças arqueológicas resgatadas nas PCHs Jamari, Santa Cruz e Canaã, o TAC prevê a publicação de mil livros que retratam a arqueologia da região, 10 mil guias didáticos sobre educação patrimonial e cursos com 200 horas/aula para os colaboradores do Ifro e comunidade em geral.
Segundo o superintendente substituto do IPHAN em Rondônia, Danilo Curado, o Museu levará para a região de Ariquemes um centro de pesquisa em Arqueologia, contribuindo para a preservação da memória do povo brasileiro e da cultura local. “As pesquisas apontaram que Ariquemes e demais municípios vizinhos possuem um potencial arqueológico extremamente relevante, tornando imprescindível a existência de um local de pesquisa e exposição permanente”, sinaliza Curado.
O Termo, que teve acompanhamento ininterrupto do Procurador Federal junto ao IPHAN, Dr. Osvaldo Vieira Costa, foi ajustado para as reais necessidades da região de Ariquemes, possibilitando não apenas a criação do Museu, mas de uma série de ferramentas educativas em prol dos cidadãos.

Parceria

Diante das ações de compensação a serem executadas, o Campus do Ifro em Ariquemes, através do diretor Osvino Schimidt, pleiteou o recebimento do Museu de Arqueologia a ser construído pela Canaã Geração de Energia. Após uma série de reuniões, sempre pautadas nas possibilidades orçamentárias de gestão, o IPHAN deferiu o projeto de construção do Museu na sede do Instituto Federal da região.
Conforme o superintendente substituto do IPHAN esclarece, a iniciativa do diretor do IFRO foi plausível, pois o Museu será mantido e gerido por uma instituição pública e educacional, promovendo e dissipando todo o conhecimento sobre o passado humano daquela região. “É uma bela parceria entre Cultura e Educação. É mais um caso de sucesso, pois consentimos que o Instituto Federal possui totais condições logísticas e orçamentárias para gerir um acervo arqueológico, o qual é tido como patrimônio cultural do povo brasileiro”, sintetiza Curado.

Museus de Arqueologia em Rondônia

Ciente da importância indiscutível de Rondônia no cenário da arqueologia brasileira, a Superintendência do IPHAN trabalha desde 2007 na busca por parcerias nos mais diversos municípios do Estado.
Inicialmente, o primeiro Museu de Arqueologia criado em Rondônia foi o Centro de Pesquisa e Museu Regional de Arqueologia de Rondônia. Instalado em Presidente Médici/RO, o Museu foi um resultado profícuo de parceria firmada entre IPHAN e Prefeitura Municipal de Presidente Médici. A contar com um corpo técnico de professores, o museu trata-se da primeira instituição em Rondônia com temática exclusiva voltada para o patrimônio arqueológico.
Já em 2008, no contexto da instalação das usinas hidrelétricas no Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio), o IPHAN solicitou a criação de uma grande Reserva Técnica de Arqueologia – com espaço musealizado – dentro da Universidade Federal de Rondônia. Ainda em andamento, o projeto prevê uma área de 2 mil metros quadrados, a qual irá dar guarda a todo acervo arqueológico resgatado nas usinas do Madeira.
Neste contexto, perpetuando a política de parcerias, o IPHAN firmou o presente TAC no final de 2013. “Apesar de ser nossa atribuição institucional, temos ciência de que sem estas parcerias o trabalho se tornaria subaproveitado. Considerando os três Museus que o IPHAN proporcionou para Rondônia, nosso intuito é de ampliar nossas parcerias, levando cultura e acesso à nossa memória nacional para todos os cidadãos do Estado”, encerra Curado.

Centro Nacional de Arqueologia anuncia os vencedores da 1ª Edição do Prêmio Luiz de Castro Faria 2013

O Centro Nacional de Arqueologia, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), divulga o resultado da 1ª Edição do Prêmio Luiz de Castro Faria, que visa o estímulo à produção acadêmica sobre o patrimônio arqueológico brasileiro.

São vencedores da 1ª Edição do Prêmio Luiz de Castro Faria:
Categoria II – Dissertação de Mestrado
1º Lugar

Irislane Pereira de Moraes, com o trabalho “Do tempo dos Pretos d´antes aos Povos do Aproaga: patrimônio arqueológico e territorialidade quilombola no vale do rio Capim (PA)” – Universidade Federal do Pará.

2º Lugar
Marcela Nogueira de Andrade, com o trabalho “Conservação Integrada do Patrimônio Arqueológico: uma alternativa para o Parque Estadual Monte Alegre – Pará – Brasil” – Universidade Federal do Piauí.

Categoria III – Tese de Doutorado
1º Lugar

Louise Prado Alfonso, com o trabalho “Arqueologia e Turismo: sustentabilidade e inclusão social” – Universidade de São Paulo.

2º Lugar
Carlos Alberto Santos Costa, com o trabalho “Representações Rupestres no Piemonte da Chapada Diamantina (Bahia, Brasil)” – Universidade de Coimbra.

O Prêmio Luiz de Castro Faria é concedido a trabalhos que se destacaram por sua originalidade e contribuição ao campo da arqueologia. Os vencedores foram avaliados por Comissão Julgadora composta por Vanessa de Castro Dutra (CNA/IPHAN), Selmo José Queiróz Norte (DEPAM/IPHAN), Vera Lúcia Calandrini Guapindaia (CAPES/Museu Paraense Emílio Goeldi) e Sibeli Aparecida Viana (Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia/PUC-GO).

O Edital previa três categorias de premiação: I – Monografia de Graduação, II – Dissertação de Mestrado e III – Tese de Doutorado. Como não houve vencedores na primeira categoria e, considerando, o mérito dos trabalhos classificados em segundo lugar nas categorias II e III, Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado, a Comissão Julgadora decidiu, conforme retificação do Edital de Chamamento Público 01/2013, pela divisão proporcional do valor do prêmio da categoria I Monografia de Graduação, entre os segundos colocados.

Arqueologia Brasileira está em debate, em Brasília

As ações desenvolvidas em favor do patrimônio arqueológico no Brasil são o foco da participação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no evento, Serra da Capivara: os brasileiros com mais de 50 mil anos, que acontece em Brasília até o dia 15 de dezembro, no Espaço Israel Pinheiro, na Praça dos Três Poderes. Nos próximos dias 06 e 07 de novembro, a programação do Ciclo de Conferências será coordenada pelo IPHAN que terá, na quarta-feira, palestra do Diretor de Patrimônio Material, Andrey Schlee, sobre as Ações institucionais do IPHAN no campo da arqueologia. Já o técnico do Centro Nacional de Arqueologia, Roberto Stanchi, falará sobre o Panorama da Arqueologia Brasileira.

Os debates do dia 06 contarão ainda com a participação da Diretora do Programa de Antropologia e Arqueologia, da Universidade Federal do Oeste do Pará, Lilian Rebellato, e do do arqueólogo sueco, Christian Isendahl, que abordará sobre Arqueologia Aplicada: Como aprender, com a ajuda do passado, forjar um futuro melhor? O professor da Universidade de Uppsala apresentará algumas reflexões sobre como a arqueologia e a ecologia histórica podem contribuir para os desafios atuais da sustentabilidade. No dia seguinte, os Geoglifos do Acre serão o tema apresentado pelo arqueólogo Deyvesson Gusmão, superintendente do IPHAN no estado, enquanto os Megalitos do Amapá serão discutidos pelo arquiteto João Saldanha.

O evento Serra da Capivara: os brasileiros com mais de 50 mil anos, com entrada gratuita, é realizado pela Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), governo do Estado do Piauí e parceiros (União Europeia, UNESCO no Brasil, ICMBio, representantes da República Federal da Alemanha, Embaixada da França e Embaixada da Suécia). Além dos ciclos de conferências que discutem questões atuais sobre arqueologia, turismo, gestão de áreas protegidas, gestão de patrimônio natural e inclusão produtiva de populações vizinhas, o evento e traz ainda duas exposições: a primeira é parte da coleção do Museu do Homem Americano e a segunda a produção de cerâmicas feitas pelos moradores das cercanias do Parque.

Confira [aqui] a programação completa.

Parque Serra da Capivara
Integrante da lista do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991 e inscrito como bem cultural do Brasil desde 1993, o Sítio Arqueológico da Serra da Capivara é um dos mais ricos do mundo. O Parque Nacional da Serra da Capivara foi criado em 05 de junho de 1979 e está situado no Sudeste do estado do Piauí, fazendo fronteira com os municípios de São Raimundo Nonato, Coronel José Dias, João Costa e Brejo do Piauí. Possui 129.140 hectares e seu perímetro é de 214 km.

A região do Parque Nacional da Serra da Capivara, entre 440 e 360 milhões de anos atrás, era coberta pelo mar Siluriano-Devoniano, limitado ao sul pelo escudo cristalino do Pré-Cambriano. Por volta de 225-210 milhões de anos atrás, durante o Triássico, um movimento tectônico de grande porte que iniciou a abertura do Atlântico Sul fez levantar o fundo do mar, criando a serra, formada por rochas sedimentares, arenitos e conglomerados. As chuvas esculpiram o relevo formando uma paisagem espetacular com múltiplos monumentos geológicos de rara beleza.

A paisagem atual da região do Parque Nacional da Serra da Capivara é formada por planaltos, serras e planícies. Essas várias formas de relevo são resultado de transformações que foram se produzindo durante milhões de anos nas duas formações geológicas, a Bacia Sedimentar Piauí-Maranhão, ao Norte, e a Depressão do Médio São Francisco, ao Sul.

Serviço:
Palestras do IPHAN no Ciclo de Conferências Serra da Capivara: os brasileiros com mais de 50 mil anos
Data:
06 e 07 de novembro.
Local: Espaço Israel Pinheiro, na Praça dos Três Poderes – Brasília-DF

IPHAN lança edital para concurso temporário

Começa na próxima sexta-feira, dia 25 de outubro, o prazo de inscrição para o Processo Seletivo Simplificado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para selecionar profissionais de nível superior para desempenhar atividades técnicas especializadas. Para se inscrever, o candidato deverá acessar o site do Instituto Americano de Desenvolvimento (IADES) – http://www.iades.com.br – no período entre 8h do dia 25 de outubro e 22h de 18 de novembro. A taxa de inscrição é de R$ 70 para as áreas de atuação de nível superior nas áreas de Logística, Convênios e Contratos e de R$ 66 para as áreas de Arqueologia, Arquitetura ou Engenharia Civil. A data provável da prova é 15 de dezembro.

São, 31 vagas para a área de Logística, convênios e contratos, 80 para Arqueologia e 52 para profissionais de Arquitetura ou Engenharia Civil, incluindo, entre elas, as vagas destinadas a pessoas com necessidades especiais. A remuneração é de R$ 6.130,00 para a área de Logística, convênios e contratos e R$ 8.300,00 para os outros cargos. As provas objetivas – eliminatórias e classificatórias – terão 50 questões distribuídas entre conhecimentos básicos (Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico Quantitativo, Informática Básica, Direito Constitucional, Direito Administrativo e Administração Pública) e conhecimentos específicos (Conceitos e Legislação aplicada ao Patrimônio  Cultural e Conhecimentos Específicos da Área de Atuação). Os candidatos também passaram por avaliação curricular, de caráter exclusivamente classificatório, valendo no máximo 10 pontos.

A portaria autorizando a contratação dos 163 profissionais, por tempo determinado, para atender necessidade temporária de excepcional interesse público, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 29 de agosto. Os selecionados vão desempenhar atividades no âmbito do IPHAN, devido ao aumento transitório do volume de trabalho em função das ações que serão realizadas pelo PAC Cidades Históricas.

Confira a íntegra do Edital clicando [aqui]

IPHAN-PA sedia palestras sobre arqueologia, comunidade Quilombola e museu comunitário cearense

Patrimônio arqueológico, comunidade Quilombola e Museu Comunitário da Serra do Evaristo, em Baturité, no Ceará, são os próximos temas apresentados no Conversa Pai D’égua: falando sobre patrimônio, projeto realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Pará (IPHAN-PA).

A 13ª edição do Ciclo de Palestras, que acontece às 15h do dia 11 de outubro, tem como objetivo divulgar e refletir sobre diversos aspectos das questões mais atuais do Patrimônio Cultural, trazendo especialistas para abordar esses assuntos. Neste encontro, a mestre e historiadora Verônica Pontes Viana falará sobre a experiência realizada no Museu Comunitário da Serra do Evaristo, localizado em Baturité, a 90 km de Fortaleza, no Ceará.

A criação do espaço, inaugurado no final de setembro, atendeu às reivindicações da Comunidade Quilombola da Serra do Evaristo (CE) e atualmente abriga urnas funerárias, machadinhos polidos, entre outros inúmeros vestígios arqueológicos com mais de 700 anos que compõem o acervo. O maior diferencial do museu é a preservação do acervo arqueológico in loco, diferente do que ocorre com vestígios funerários expostos e depositados em museus do Ceará, sem qualquer informação sobre suas procedências.

Saiba mais sobre o Museu Comunitário aqui.

Ciclo de Palestras 2013 “Conversa Pai D’égua”
O objetivo é divulgar e refletir sobre diversos aspectos das questões mais atuais sobre o tema “Patrimônio Cultural”, trazendo especialistas para abordar esses assuntos. Já foram realizadas doze palestras abordando os temas “Paisagem Cultural e Patrimônio”, “Legislação e Patrimônio Cultural”, “Educação Patrimonial”, “Roteiros Sensoriais Interpretativos Culturais”, “Do Largo das Mercês à Praça Visconde do Rio Branco: um estudo de gestão do patrimônio Histórico em Belém do Pará, 1941-2011”, “De Manaus a Belém: Entendendo o patrimônio cultural amazônico, sua conservação e suas técnicas”, “J. B. Debret – Iconografia de cidades do sul do Brasil”, “Diálogos contemporâneos na arquitetura belenense (1979-2007)”, “A importância da comunicação nas organizações”, “A reconstrução da memória na vila de Lapinha da Serra”; “Propostas de intervenção restaurativa: Capela de Nosso Senhor dos Passos e Igreja de Santo Antônio” e “A valoração como patrimônio cultural do ‘Raio que o parta’: expressão do Modernismo Popular, em Belém/PA”.

Museu Comunitário recebe achados arqueológicos na Serra do Evaristo (CE)

O próximo dia 25 de setembro será de festa na comunidade Quilombola do Evaristo, em Baturité, a 90 km de Fortaleza, no Ceará. A presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Jurema Machado, vai inaugurar o Museu Comunitário da Serra do Evaristo, que receberá o acervo arqueológico resgatado da escavação ali realizada pelo IPHAN-CE. Os trabalhos tiveram início em março de 2012, em um sítio funerário, de onde foram coletados inúmeros vestígios materiais pré-históricos.

A cerimônia de inauguração, que tem início às 13h30, contará com o Seminário Multidimensão do Museu, onde será relatado todo processo que culminou no salvamento do sítio arqueológico e na construção do museu. O Seminário, organizado pela própria comunidade, também ressaltará a sua participação e envolvimento direto nas escavações e na construção do Museu. A festa terá ainda apresentações artísticas de moradores e do cantor Zé Vicente, além de representantes de etnias indígenas e comunidades quilombolas do estado do Ceará.

Os visitantes do Museu Comunitário da Serra do Evaristo poderão conhecer urnas funerárias, machadinhos polidos, fusos, entre outros inúmeros vestígios arqueológicos com mais de 700 anos que compõem o acervo. O maior diferencial do museu é a preservação do acervo arqueológico in loco, diferente do que ocorre com inúmeros vestígios funerários expostos e depositados em museus do Ceará, sem qualquer informação sobre suas procedências

As escavações na Serra do Evaristo


As ações realizadas na área pelo IPHAN atendem às reivindicações da Comunidade Quilombola da Serra do Evaristo, certificada pela Fundação Palmares. Um dos grandes destaques do trabalho da equipe, coordenada pelos arqueólogos Igor Pedroza e Cláudia Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi o achado de um esqueleto humano que, de acordo com as observações iniciais do professor Sergio Monteiro, consultor em arqueologia funerária, aponta para um “indivíduo adulto, com mais de 50 anos de idade, de constituição física relativamente robusta, depositado no interior de uma urna funerária em posição sentada e pernas flexionadas”. Com as descobertas arqueológicas está sendo possível estudar os modos de vida das populações que habitaram a área, especialmente aqueles relacionados às práticas funerárias.

Entre os materiais resgatados na Serra do Evaristo estão fragmentos de recipientes cerâmicos, ossos de animais como tatus, lagartos, peixes, pequenos carnívoros e aves. Cinzas e carvões, associados a estes animais nos primeiros sedimentos presentes em uma das urnas, parecem indicar uma deposição intencional dos remanescentes de um ritual, possivelmente um banquete funerário. Pequenas panelas, circunscritas a um sepultamento são também indicativos da realização de rituais.

Além dos arqueólogos e técnicos, as escavações no Sítio Funerário Evaristo contaram com o trabalho dedicado de sete estudantes dos ensinos fundamental e médio, moradores da comunidade Quilombola do Evaristo que atuaram nas atividades de pesquisa e socialização dos resultados. A participação dos alunos foi também motivada pela população local.

IPHAN premiará trabalhos acadêmicos voltados à preservação arqueológica brasileira

O Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNA/IPHAN) lança o Prêmio Luiz de Castro Faria que premiará pesquisas acadêmicas relativas à preservação do patrimônio arqueológico brasileiro. De caráter nacional, os vencedores da primeira edição do Prêmio receberão para as categorias de Monografia de Graduação, Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado R$ 5 mil, R$ 10 mil e R$ 15 mil reais, respectivamente, observando os devidos descontos previstos em lei.

Os trabalhos deverão ser entregues no CNA ou enviados por Correio (por correspondência registrada com Aviso de Recebimento-AR) até às 18 horas do dia 11 de outubro de 2013. O carimbo de postagem do Correio será considerado como comprovante de remessa no prazo. A inscrição será efetivada mediante a apresentação do trabalho e a aceitação por parte do autor concorrente, das disposições que regulam o Concurso. A ficha de inscrição já está disponível no site do IPHAN (www.iphan.gov.br).

Os trabalhos vencedores poderão ser indicados, citados, descritos, transcritos ou utilizados pelo IPHAN, total ou parcialmente, em expedientes, publicações – internas ou externas – cartazes ou quaisquer outros meios de promoção e divulgação do patrimônio arqueológico, incluindo os devidos créditos. Os vencedores serão anunciados no dia 05 de dezembro de 2013.

Outras informações poderão ser obtidas junto ao CNA/IPHANpelo telefone (61) 20246300 ou pelo e-mail premio.cna@iphan.gov.br. O CNA/IPHAN fica na SEPS 713/913, Lote D, 3º Andar, Brasília -Distrito Federal – CEP: 70.390-135.

Confira [aqui] o edital do Concurso

Acesse a ficha de inscrição clicando [aqui]

Iphan acompanha alta tecnologia de scanner 3D em estudos arqueológicos em Rondônia

Inicio do escaneamento. Foto: Divulgação

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), através da Superintendência em Rondônia, vem acompanhando as pesquisas referentes ao patrimônio arqueológico nas áreas diretamente afetadas pela Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho. Em 2012 o IPHAN presenciou a execução do projeto de “Levantamento de Pedrais com Petroglifos com a tecnologia 3D no Rio Madeira”, o qual escaneou em 3D um conjunto de gravuras pré-coloniais contidas nas rochas.

De grande importância patrimonial, os petroglifos, como são conhecidas as gravuras realizadas em pedras, formam um acervo cultural sobremaneira, criando um elo de comunicação entre os seus artistas/criadores e os atuais cidadãos. O projeto de levantamento em 3D foi executado por pesquisadores portugueses e brasileiros, todos contratados pelo consórcio da usina de Santo Antônio, sendo a documentação desse patrimônio cultural o escopo principal do projeto luso-brasileiro.

O resultado obtido no processo é o de modelos tridimensionais, onde é possível visualizar a arte rupestre como se a pessoa estivesse no próprio sítio arqueológico. Dessa maneira, há a possibilidade de criação de um museu virtual, onde o cidadão poderá realizar um tour pela área do sítio, além de contemplar e compreender o passado pré-colonial do Brasil.

Para o superintendente substituto do IPHAN em Rondônia, Danilo Curado, a tecnologia investida durante as pesquisas arqueológicas insere Rondônia no cenário internacional, não ficando atrás dos demais estudos realizados fora do Brasil. “O uso do escanner 3D possui um potencial informativo sem igual, indo além do que é possível verificar a olho nu. Ademais, a possibilidade didática dos dados gerados torna-se incomparável nas práticas educacionais em prol do patrimônio arqueológico brasileiro, bem como na salvaguarda de uma infinidade de dados científicos”, acrescenta Curado.

Segundo o superintendente, o uso da alta tecnologia na coleta e sistematização de dados é mais uma ferramenta que vem a garantir a manutenção da Memória do povo brasileiro. “Além da garantia do armazenamento dos dados de forma digital, o projeto dará acessibilidade aos cidadãos. No contexto atual onde tanto se é discutido sobre o acesso às fontes culturais, havendo como resultado a criação de um museu virtual, milhares de pessoas, em todas as partes do mundo, poderão conhecer por meio da internet alguns exemplares dos sítios arqueológicos da Amazônia”, expõe Curado.

Pesquisa vai possibilitar a criação de museu virtual de arqueologia. O projeto foi executado por pesquisadores brasileiros e portugueses.

“E é essa devolutiva que pretendemos dar à sociedade, ou seja, apresentar o que havia de patrimônio cultural nessas terras, garantindo o direito das futuras gerações de conhecerem o seu passado e a gênese do seu povo. Mostrar ao povo brasileiro que a Amazônia vai além da fauna e da flora, e que o componente humano é uma característica fundamental na história do bioma amazônico. Assim, compreendemos que defender o patrimônio arqueológico é, também, defender a Amazônia”, finaliza Curado.

Livro desvenda arqueologia do Piauí e Portugal

Resultado de parceria entre o Governo do Estado, através da Fundação Cultural do Piauí (Fundac) e o Instituto Terra e Memória, de Portugal, o livro “Identidades e Diversidade Cultural: patrimônio arqueológico e antropológico do Piauí-Brasil e do Alto Ribatejo-Portugal”, será lançado na próxima terça-feira (27), na galeria do Clube dos Diários, a partir das 19h. Na ocasião, haverá uma exposição “imagens e narrativas de vivências”.

Segundo a diretora do Museu do Piauí Casa de Odilon Nunes, Dora Medeiros, o evento terá a presença do secretário-geral do Instituto Terra e Memória do Museu de Artes Pré-História de Mação de Portugal, Nelson Almeida, que no dia anterior, fará uma visita ao Museu do Piauí.

Dora informa que em sua passagem por Teresina, Nelson vai ministrar a oficina de organização e educação patrimonial em museu no dia 28, a partir das 10h, destinada a museólogos, estudantes de Antropologia e Arqueologia. As inscrições podem ser feitas até a data do evento.

O livro, que já foi lançado em Brasília, tem um perfil gráfico com duas faces, que contemplam  o patrimônio arqueológico e antropológico. De um lado, o Piauí – Brasil e do outro, do Alto Ribatejo – Portugal, duas regiões ricas em sítios arqueológicos. “A obra apresenta uma análise do Piauí e do Alto Ribatejo, fundamentada em pesquisas científicas, práticas culturais, marcadores identitários e registros iconográficos”, diz Marleide.

A obra é um convite para que o Piauí e o Alto Ribatejo, o Brasil e Portugal, se descubram profundamente através das suas complementaridades e diversidades. É um exemplo prático de como a aproximação entre várias áreas do saber pode agir em benefício da construção do conhecimento pelo viés da alteridade.

Rondônia ganha centro de arqueologia; acervo é de mais de 500 mil peças descobertas em 700 sítios arqueológicos

As mais de 500 mil peças arqueológicas descobertas em Rondônia vão ganhar local fixo. O Complexo Arqueológico será construído no campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho, e terá 2 mil metros quadrados. A afirmação é do arqueólogo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Danilo Curado.

Atualmente, as peças estão em dois laboratórios que fazem as coletas na construção das Usinas Hidrelétricas (UHEs) de Santo Antônio e Jirau. Segundo o arqueólogo, o complexo arqueológico será construído com verba das usinas em construção no Madeira. O complexo terá laboratórios e museu.

Conforme o chefe do departamento de arqueologia da Unir, Carlos Zimpel, o centro será o maior da Amazônia Legal. “O primeiro pertence à USP [Universidade de São Paulo], o nosso será o segundo maior do Brasil”, afirmou.

As coletas dos materias começaram em 2008, logo após a instalação das obras. Com a descoberta de 103 sítios arqueológicos na região das usinas, Rondônia soma mais de 700 sítios. Curado também explica que durante a construção da linha de transmissão de energia, que passa por Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, 60% dos sítios encontrados estão em solos rondonienses. “O que me impressiona é a quantidade de descobertas em tão pouco tempo”, comentou Curado.

Pesquisas

Zimpel explica que várias são as linhas de pesquisa do departamento com materiais arqueológicos. Entre as pesquisas está a de Cleiciane Noleto, que há dois anos analisa fragmentos rochosos para identificar como o material era usado pela comunidade que vivia às margens do rio Madeira. “Entre as amostras, existem rochas de 1,5 mil anos”, comentou a acadêmica de arqueologia.

Além das coletas que são realizadas pelas UHEs, Zimpel explica que há um projeto de identificação da comunidade que vivia no Vale do Guaporé (a 700 quilômetros de Porto Velho). “O local é fronteira entre Brasil e Bolívia e queremos identificar a população nativa daquela região”, comentou.

Via Rondonoticias.com.br

Escavações arqueológicas revelam parte da história de Itapemirim/ES

Sem títuloParte da história de Itapemirim, município do Sul do Espírito Santo, está sendo resgatada através de escavações. Um professor e um dentista, que nas horas vagas tornam-se arqueólogos, estão reunindo peças que datam de época anterior ao século XVIII e a cada nova descoberta vem a vontade de continuar pesquisando. Todo o material será exposto na Festa de Itapemirim, na semana do feriado de 7 de setembro, no Parque de Exposições da cidade.

Entre as peças encontradas estão objetos que foram de escravos, pertences do Barão de Itapemirim – político influente do século XIX – e objetos vindos de Portugal. Mas o maior orgulho da dupla de pesquisadores é ter encontrado uma talha mortuária, com ossos de uma criança indígena de cerca de sete anos, nascida antes do século XVIII.

“Encontramos a talha quebrada, mas com os ossos preservados. Agora estamos em processo de restauração. Esses trabalhos começaram quando surgiu a necessidade de descobrir um pouco mais sobre a história do município, que estava enterrada pelo tempo e pelo esquecimento. Então resolvemos tirar tudo isso da terra”, disse o professor de história Luciano Moreno.

Agora, os trabalhos vão ganhar um novo rumo, já que a dupla vai começar a explorar mais sítios arqueológicos da região e também casarões. “Gostamos de descobrir um pouco mais sobre a nossa história. Sou dentista, mas adoro trabalhar com arqueologia”, explicou Gustavo Mezher.

Via G1.com.br

IPHAN-RO aposta em educação patrimonial em arqueologia

boom de investimentos em Rondônia, capitaneados pela construção das Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, têm preocupado o Iphan. Só nas regiões que compreendem as duas usinas, foram encontrados 103 sítios arqueológicos com vestígios de populações indígenas pré-colombianas. De olho na preservação desses santuários da memória, o Iphan aposta na educação patrimonial dos jovens.

Previsto para ter início ainda neste mês, o Programa de Educação Patrimonial em Arqueologia (Pepa) é voltado para cinco turmas do 6º ano do ensino fundamental de escolas públicas de Porto Velho. É nesta fase que os alunos entram em contato com o conteúdo sobre o passado de antes de Cabral aportar por essas terras. “Começaremos com palestras de 30 minutos. Mas, se for de interesse das escolas, o Iphan poderá executar minicursos, incluindo visitas a sítios arqueológicos e orientações a alunos de outras séries”, explica o arqueólogo Danilo Curado, coordenador do projeto.

Se for bem sucedido, o Pepa será levado para escolas públicas do interior do estado. Já as unidades privadas de ensino podem solicitar o projeto a qualquer hora. “Sabemos que os livros e o professor em sala não conseguem explorar com detalhes o que a arqueologia pode trazer. Ao capacitar a população, o Iphan ganha também novos agentes de fiscalização do patrimônio”, afirma Danilo.

Estudante do 8º período de Arqueologia da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e uma das idealizadoras do Pepa, Fernanda Maia destaca a necessidade de conscientizar a população sobre sua história. “Por causa das inúmeras obras aqui, têm aumentado as chances de se encontrar sítios arqueológicos. E, com isso, há o risco de o patrimônio se perder. Para promover o desenvolvimento de uma identidade social mais centralizada e coerente, pensamos em um projeto que começasse pelas crianças, pois, diferente dos adultos, elas exercem sobre a família uma pressão muito maior por mudança”, observa.

Investir em consciência patrimonial para promover educação social é uma das ferramentas de preservação da história apontada pela professora da Unir, Lilian Moser. Para a especialista em memória e patrimônio, apesar de presentes nos discursos, as políticas estatais de preservação e informação sobre o passado na região são incipientes.

“O Estado deveria agir de forma firme, promovendo oficinas para a comunidade e fiscalizando as ações. São inúmeras as igrejas e as comunidades ribeirinhas que têm sido inundadas, apesar dos estudos de impacto para a implantação das usinas defenderem que elas estariam a salvo. A população vê a lei de compensação, como o PAC, como um benefício e não como um patrimônio de todos”, critica Moser, referindo-se à lei que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, um mecanismo para contrabalançar o impacto das atividades sobre o meio ambiente.

Via Revista de História

Arqueólogos vão pesquisar lagos no Vale do Jaguaribe

Arqueólogos da Universidade Estadual do Ceará (Uece) assinam hoje à tarde convênio com a Prefeitura de Jaguaretama para realização de pesquisas no município. O projeto Lagos do Sertão, que tem a coordenação da doutora em Arqueologia e professora da universidade, Marcélia Marques, deverá iniciar as pesquisas de campo em novembro, após a autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Pela primeira vez, pesquisas nessa área científica chegam a Jaguaretama. A Uece vem realizando esse trabalho desde 1993 na região do Sertão Central, especialmente nos municípios de Quixadá e Quixeramobim. Em 2010, a pesquisadora, juntamente com uma equipe interdisciplinar, composta por professores de outras instituições de ensino e estudantes, desenvolveu o projeto “Caçadores-coletores do Holoceno no Sertão Central do Ceará, Nordeste do Brasil: processo de ocupação e contexto ambiental”, para tentar reconstruir esta época histórica e identificar a existência de animais gigantes na região.

Fortes indícios

A expectativa agora é expandir as pesquisas para o Vale do Jaguaribe, iniciando pela cidade de Jaguaretama. Estudos preliminares mostram fortes indícios da existência de sítios arqueológicos em localidades próximas a leito de rios e lagoas.

Continue Lendo – Via Diário do Nordeste

IPHAN inicia o Programa de Educação Patrimonial em Arqueologia nas escolas de Porto Velho/RO

As acadêmicas de arqueologia Ana Bertolo e Fernanda Maia participam do PEPA-Iphan

As acadêmicas de arqueologia Ana Bertolo e Fernanda Maia participam do PEPA-Iphan. O projeto visa atender as escolas públicas de Rondônia no biênio 2013/2014

A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Rondônia / IPHAN/RO dará início, no próximo mês de junho, ao Programa de Educação Patrimonial em Arqueologia (PEPA). As atividades ocorrerão junto às escolas públicas da rede municipal e estadual instaladas no município de Porto Velho/RO.

Cumprindo com uma de suas atribuições, o de promoção do patrimônio arqueológico, membros do IPHAN irão palestrar sobre a arqueologia, inicialmente pelas escolas da capital rondoniense devido as facilidades logísticas. Após, o PEPA deverá seguir para outras cidades do interior de Rondônia, ampliando o acesso a outras comunidades.

Conforme o arqueólogo do IPHAN em Rondônia, Danilo Curado, o programa foi inicialmente projetado para atender as escolas públicas devido às parcas condições materiais de acesso cultural por parte dos alunos. “Sabemos que o aluno da rede pública possui limitações quanto ao acesso aos bens culturais, nesse sentido, o PEPA prevê, de início, que as palestras sejam realizadas na rede pública. Todavia, aquelas escolas particulares que se interessarem pelo tema poderão solicitar e agendar uma visita do IPHAN na sua escola”, aborda Curado.

Para o Superintendente do IPHAN em Rondônia, Beto Bertagna, o PEPA promoverá a uma significativa parcela da sociedade o acesso ao conhecimento sobre a temática arqueológica. “Dentro das nossas limitações de corpo técnico, pretendemos promover um projeto plurianual que tenha como escopo a importância do patrimônio arqueológico para a formação do cidadão brasileiro. Dando acessibilidade àqueles que não possuem esse trânsito, estaremos cumprindo com uma das principais atribuições como órgão gestor da cultura, que é a promoção do patrimônio cultural do Brasil”, afirma Bertagna.

Estrutura do PEPA

O Programa de Educação Patrimonial em Arqueologia (PEPA) é voltado para os alunos do sexto 6º ano do Ensino Fundamental, momento ao qual estes realizam atividades educacionais na disciplina de História que fazem referência ao passado pré colonial brasileiro. Entretanto, apesar de ser direcionado ao terceiro ciclo do Ensino Fundamental, o PEPA pode ser acompanhado por todos os membros da escola.

As palestras possuirão duração de 30 minutos de apresentação, realizando na sequência a abertura para o diálogo e dúvidas. Não havendo estrutura logística para a realização de palestras, o IPHAN encarregará de providenciar os equipamentos necessários para a sua execução. Havendo interesse de outras escolas, inclusive as vinculadas à rede particular, o contato e solicitação pode ser realizado por meio do endereço eletrônico iphan-ro@iphan.gov.br ou pelo telefone (69) 3223-5490.

Fonte: IPHAN/RO

Iphan discute a preservação do acervo arqueológico da Usina de Samuel, em Rondônia

Reunião-UHE-Samuel

Reunião técnica ocorreu nesta semana em Brasília e reuniu membros da Instituição e da Eletronorte. O objetivo é uma aproximação entre ciência e sociedade

Nesta semana, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio da Superintendência em Rondônia, se reuniu no Centro Nacional de Arqueologia (CNA/IPHAN) em Brasília para propor a preservação do acervo arqueológico originado das pesquisas realizadas durante a construção da Usina Hidrelétrica de Samuel, localizada no município de Candeias do Jamari, em Rondônia.

Membros do Iphan e representantes da Eletronorte, incluindo o coordenador de pesquisa da época, o arqueólogo Eurico Theófilo Miller, discutiram os parâmetros necessários para o tratamento ideal do material arqueológico resgatado durante as pesquisas, que totaliza cerca de 200 mil fragmentos, alguns datados de aproximadamente 8 mil anos antes do presente.

Todo o patrimônio arqueológico proveniente da Usina de Samuel encontra-se alocado dentro do próprio empreendimento, local onde também existe uma pequena área “musealizada”, que contém uma amostra do material arqueológico identificado durante as escavações.

“Por se tratar de um patrimônio cultural do povo brasileiro, e, necessariamente, carecer de cuidados específicos para a sua conservação, a reunião entre Iphan e Eletronorte buscou meios para oportunizar a curadoria do acervo. Outro ponto discutido foi a retirada do material arqueológico das dependências da Usina, propiciando um contato mais facilitado entre pesquisadores, sociedade e o patrimônio arqueológico”, destacou o Superintendente do Iphan em Rondônia, Beto Bertagna.

Preservação da memória

De acordo com o arqueólogo do Iphan em Rondônia, Danilo Curado, a curadoria, seguida da retirada do acervo arqueológico das dependências da Usina de Samuel, vai proporcionar o real sentido do material arqueológico -“o de espelhar parte do passado humano”. “Por anos o acervo arqueológico foi mantido dentro da Usina de Samuel, causando um afastamento entre pesquisadores e o acervo. Desse modo, todo o potencial científico do material não fora utilizado, visto que existem dificuldades naturais em adentrar em usinas hidrelétricas, pois tratam-se de áreas de segurança. Havendo o tratamento de limpeza e catalogação e, posteriormente, o encaminhamento para alguma reserva técnica, o acervo arqueológico de Samuel retornará as suas funções científicas e, acima de tudo, sociais.”, sugere Curado.

Ainda segundo o arqueólogo do Iphan, a maior justificativa para a escavação arqueológica é o resgate da história por meio da cultura material. “Assim, um acervo arqueológico deve ser mantido próximo às comunidades e para elas. É preciso atingir o patamar social”, enfatiza.

Para o superintendente Beto Bertagna, o tratamento e a alocação do acervo arqueológico da Usina de Samuel em outra instituição representará um ganho sem igual para a sociedade científica e a comunidade em geral. “Um resgate arqueológico no âmbito do licenciamento ambiental justifica-se, inicialmente, por tratar-se de questões legais quanto ao patrimônio cultural brasileiro”, finaliza.

A Eletronorte se compromissou em contratar uma equipe especializada no tratamento de materiais arqueológicos, além de manter a consultoria constante do arqueólogo Eurico Miller, por acreditar que o pesquisador é uma “memória viva” de toda a pesquisa arqueológica realizada na Usina de Samuel na década de 1980. Em concomitância, a superintendência do IPHAN em Rondônia manterá ações de fiscalização sobre todas as atividades de curadoria, além de auxiliar em questões técnicas quando se apresentarem necessárias.

Histórico

Durante a construção da Usina de Samuel, instalada no município de Candeias do Jamarí/RO, ainda na década de 1980, foram efetivadas pesquisas intensivas de arqueologia, todas coordenadas pelo arqueólogo Eurico Theófilo Miller. Durante os anos de 1987 e 1988, Miller e sua equipe resgataram 101 sítios arqueológicos, totalizando um acervo de quase 200 mil artefatos arqueológicos.

Encontro de Arqueologia debate proteção legal ao patrimônio cultural

Sem títuloComeça no próximo dia 1º de maio o período de inscrições para o V Encontro de Arqueologia do Mato Grosso do Sul que será realizado entre 14 e 17 de maio, no auditório do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. As inscrições deverão ser feitas pelo e-mail muarq.propp@ufms.br.

O evento tem apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Mato Grosso do Sul (IPHAN-MS). Este ano o tema é Aspectos legais de proteção do patrimônio cultural. Outras informações sobre o Encontro podem ser obtidas pelo telefone (67) 3321-5751.

Veja a programação [aqui]

Serviço
V Encontro de Arqueologia do Mato Grosso do Sul
Data: 14 a 17 de maio de 2013, às 19h30
Local: Museu de Arqueologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Memorial da Cultura e Cidadania Apolônio de Carvalho
Av. Fernando Corrêa da Costa, 559, 1º andar – Campo Grande

Jornada de Arqueologia reúne profissionais e estudantes em Santa Catarina

top_hotsiteEstão abertas até o dia 1º de maio as inscrições para a IX Jornada de Arqueologia Iberoamericanas e I Jornada de Arqueologia Transatlântica, que acontecerão de 1º a 4 de maio na Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), em Criciúma – SC. O evento tem como principal objetivo abordar os estudos sobre arqueologia, apontando sua evolução e projetos para um reconhecimento de evidências materiais e conta com profissionais de diversas áreas de conhecimento, entre eles técnicos do Instituto do Patrimônio Artístico e histórico Nacional (IPHAN).

As Jornadas anteriores foram realizadas no Brasil e em Portugal, permitindo uma articulação acadêmica entre pesquisadores dos dois países, envolvidos em diversos projetos comuns. As jornadas são abertas a todos os investigadores interessados na Pré-História e Arqueologia da América do Sul. No site da UNESC (http://www.unesc.net/portal/capa/index/378/6808) é possível obter outras informações sobre e fazer a inscrição.

A taxa para estudante é de R$ 30 e para profissionais é de R$ 60.

Serviço:
IX Jornada de Arqueologia Ibero-americana e I Jornada de  Arqueologia Transatlântica
Data:
 1º a 4 de maio de 2013
Local: UNESC – Av. Universitária, 1105 – Bairro Universitário – Criciúma – SC
Informações: (48) 3431-2500 / http://www.unesc.net/portal/capa/index/378/6808

Já estão em vigor as novas regras do IPHAN para solicitação de pesquisas arqueológicas

Já estão em vigor, desde o dia 1º de março, as novas regras do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para a solicitação de permissão ou autorização para realizar estudos arqueológicos, no que diz respeito à exigência de idoneidade técnico-científica, determinada pela Lei 3.924/61. Como a profissão de arqueólogo ainda não foi regulamentada, o IPHAN solicitou posicionamento da Procuradoria Federal para a implantação das novas regras.

Poderão pedir autorização ou permissão para os estudos profissionais que tenham concluído curso ou programa de nível superior em Arqueologia ou em áreas de conhecimento próprias do trabalho de arqueólogo, reconhecidos pelo Ministério da Educação. O solicitante deverá comprovar a graduação em curso superior, mesmo os de curta duração, ou possuir curso de pós-graduação em Arqueologia.

O IPHAN também instituiu regras de transição, com base nos Princípios da Segurança Jurídica, da Confiança Legítica e da Razoabilidade. Desta forma, os profissionais que tenham recebido autorização ou permissão do IPHAN há cinco anos ou mais, contados a partir de 1º de março de 2013, poderão receber nova autorização ou premissão.  Já os que recebereram a autorização ou permissão há menos de cinco anos, terão prazo de até cinco anos para se adequarem às novas regras.

O objetivo do IPHAN com a medida é a preservação do Patrimônio Arqueológico no país e fazer com que as descobertas ocorridas em função de obras de infraestrutura, por exemplo, tenham a destinação correta, garantindo às futuras gerações o conhecimento da história brasileira e a formação da cultura nacional.

Oficio-Arqueologia-1 Oficio-Arqueologia-2 Oficio-Arqueologia-3

Veja o ofício 001/2013 [aqui]

Eu sei o que vocês acharam no ano passado : As maiores descobertas arqueológicas de 2012 !

Por Fabi Zambelli

Quem aqui se interessa por arqueologia? Mesmo para os leigos, em minha opinião, essa é uma área que desperta interesse e curiosidade. E é por isso que eu decidi fazer uma breve retrospectiva sobre algumas descobertas arqueológicas de 2012!

Veja a matéria completa no blog worldfabibooks