No dia de seu aniversário, Belém/PA ganha de presente a revitalização do Mercado do Ver-o-Peso

Na comemoração do aniversário de 400 anos de Belém teve parabéns, bolo de chocolate, abraço fraterno, orações e, claro, vários presentes como o convênio assinado na manhã desta festiva terça-feira, 12, entre o governo do Estado e prefeitura municipal, para a reforma e revitalização completa do complexo do Mercado do Ver-o-Peso. “Esse é um presente da população do Pará para a capital paraense”, revelou o governador Simão Jatene. FOTO: CRISTINO MARTINS / AG. PARÁ DATA: 12.01.2016 BELÉM - PARÁ

foto : Cristino Martins / Ag. Pará

O projeto de reforma e revitalização completa do complexo do Mercado do Ver-o-Peso é uma construção coletiva, fruto de várias reuniões realizadas pela Prefeitura com os feirantes que apresentaram as principais reivindicações e sugestões para melhorias. A proposta seguiu também as diretrizes do Iphan e as exigências da Vigilância Sanitária, garantindo a comercialização e armazenamento dos artigos alimentícios de forma segura, limpa e organizada.

O projeto foi anunciado logo após os parabéns cantado em volta do bolo de 100 metros, que foi dividido com a população que estava na Castilho França, em frente ao Ver-o-Peso.

O projeto tem investimento total de R$ 34 milhões, sendo R$ 25 milhões repassados pelo governo estadual e o restante de contrapartida da gestão municipal.

Na comemoração do aniversário de 400 anos de Belém teve parabéns, bolo de chocolate, abraço fraterno, orações e, claro, vários presentes como o convênio assinado na manhã desta festiva terça-feira, 12, entre o governo do Estado e prefeitura municipal, para a reforma e revitalização completa do complexo do Mercado do Ver-o-Peso. “Esse é um presente da população do Pará para a capital paraense”, revelou o governador Simão Jatene. FOTO: CRISTINO MARTINS / AG. PARÁ DATA: 12.01.2016 BELÉM - PARÁ

Balaio do Patrimônio debate politicas públicas em Belém

O Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional no Pará (IPHAN-PA) realizará, de 16 a 23 de agosto, o Balaio do Patrimônio – 2013, no auditório da instituição, em Belém. Com o objetivo de informar e fomentar o debate acerca das políticas públicas na área do patrimônio cultural, o evento também é parte integrante das comemorações do Dia Nacional do Patrimônio, celebrado em 17 de agosto.

O evento é destinado a gestores, técnicos, profissionais, professores e estudantes que atuam em áreas relacionadas ao patrimônio cultural. O Balaio do Patrimônio 2013 também é aberto a outras pessoas interessada nas temáticas abordadas.

A temática deste ano são as possibilidades e desafios na captação de recursos e realização de projetos. Serão apresentados tanto os meios para obtenção de recursos, como também alguns instrumentos de gestão e identificação de bens patrimoniais e ações que tenham sido efetivadas por meio do acesso a esses recursos públicos e privados de fomento à cultura.

O Balaio do Patrimônio 2013 será composto por palestras, mesas redondas e painel. A abertura abordará a Política Nacional de Preservação do Patrimônio Cultural e será proferida pela presidenta do IPHAN, Jurema Machado. As duas mesas terão como temas Iniciativas de Preservação e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Paraense, apresentando os projetos vencedores da etapa estadual do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2012; e Educação e Patrimônio Cultural, onde serão apresentados projetos que utilizam o patrimônio cultural como instrumento para a educação formal e não formal, realizados, com e sem captação de recursos, em diferentes tipos de instituições e contextos no estado do Pará.

Serviço:
Balaio do Patrimônio – 2013
Data:
de 16 a 23 de agosto de 2013
Local: Auditório do IPHAN-PA – Av. José Malcher, nº 474, Nazaré –  Belém /PA

O desafio de preservar a beleza dos azulejos históricos de Belém

Ao passear pelos casarões dos bairros da Campina, Comércio e Cidade Velha é impossível não deslumbrar-se com os palacetes do período áureo de Belém.  A beleza dos azulejos que compõem as fachadas desses prédios históricos encanta os olhares de quem passa por ali. Mas o que fazer quando há um risco de desaparecimento progressivo desses objetos? A terceira reportagem do UFPA em Série: Patrimônio irá mostrar o que pode ser feito para preservar esses azulejos e o trabalho de alguns projetos que realizam sua restauração aqui na região. Leia a seguir…

Para quem pretende visitar o centro histórico de Belém, além de passear entre os grandes palacetes e construções do período áureo da capital, poderá perceber a beleza e também a fragilidade dos azulejos portugueses. O clima, o descaso e os altos custos para manutenção desses azulejos somam um grande desafio para sua preservação.

Belém possui azulejos com mais de cem anos e muitos estão degradados. Somente alguns deles estão em perfeito estado de conservação. Por isso conhecer seus materiais e descobrir técnicas de restauração que sejam mais duráveis e acessíveis se torna tão importante.

Lacore – É neste contexto que o Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação da UFPA (Lacore), tem suas atividades voltadas para a atividade de pesquisa visando à produção de conhecimento tecnológico especializado na salvaguarda do patrimônio arquitetônico e urbanístico. Defende a conservação dos azulejos históricos com base no manuseio de reagentes químicos, análises microscópicas e preparação de amostras para análises instrumentais.

Parceria – O grupo trabalha em parceria com outros laboratórios científicos da UFPA no desenvolvimento de técnicas de restauração e conservação preventiva. Trata-se de um laboratório de pesquisa e extensão, que visa à conservação e restauração de bens culturais móveis e imóveis e na iniciação científica.

O laboratório desenvolve três projetos para a preservação dos azulejos em Belém: Patrimônio Azulejar Setecentista de Belém: subsídios para a conservação e restauração dos azulejos do Colégio Santo Antonio; Ciência da Conservação e da Restauração na Amazônia: subsídios para a salvaguarda do Cemitério Nossa Senhora da Soledade; e Analise e concepção do espaço construído na Amazônia, este último envolve diferentes frentes de pesquisa e uma delas é voltada para a questão do patrimônio histórico.

Interdisciplinaridade – Todos estes projetos de preservação de azulejos são coordenados pela professora Thaís Sanjad, e fazem parte das investigações científicas do Grupo de Pesquisa de Mineralogia e Geoquímica Aplicada da Universidade. Atuam de forma interdisciplinar envolvendo as áreas de engenharia, tecnologia, geologia, química e biologia, e ainda em correlações específicas com a história, artes visuais, geografia, entre outras. Mantém parcerias com o Grupo de Mineralogia e Geoquímica Aplicada, do CNPq, o Núcleo de Tecnologia da Preservação e Restauração – NTPR/ UFBA, o ICOMOS Brasil e o Museu Paraense Emílio Goeldi.

Valorização

O principal objetivo das pesquisas é a revalorização das fachadas na capital paraense.  Cada projeto é voltado para uma finalidade, tais como identificação, possibilidades de fabricação de réplicas e técnicas de restauração apropriadas ao nosso clima. “Os azulejos históricos documentam nossa historia e nossa cultura. A cidade de Belém tinha no século XX a maior quantidade de azulejos diferentes nas fachadas das edificações, maior ate mesmo que São Luis, conhecida pelos seus casarões azulejados. Hoje, após inúmeras perdas, esses azulejos correm o risco de desaparecer” afirma Thaís Sanjad.

Segundo Thaís Sanjad, o Lacore busca a interdisciplinaridade da tecnologia da conservação e da restauração, de modo a proporcionar um conhecimento tecnológico básico ao profissional arquiteto e urbanista para atuar na salvaguarda do patrimônio edificado e urbanístico, além das pesquisas relacionadas às intervenções em sítios históricos, visando à reabilitação de áreas de preservação arquitetônica, urbanística e cultural.

“As próximas pesquisas almejam a área da conservação e restauração por meio de investigação acerca da caracterização dos materiais, seus processos de degradação e as técnicas mais adequadas a sua conservação, aliadas a realidade amazônica; a reabilitação urbana em áreas de interesse a preservar; e produção de materiais, entre outros”, finalizou.

Via Universidade Federal do Pará – UFPA

Lançamento do livro “Turismo e Gestão do Patrimônio Arqueológico”

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por meio da Superintendência no Pará, convida para o lançamento do livro “Turismo e Gestão do Patrimônio Arqueológico”, no dia 02 de abril de 2013, às 19h.

A publicação é resultante do projeto de socialização de sítios arqueológicos nos estados do Pará e Amapá, cujos estudos foram fomentados pela Superintendência do Iphan-PA entre os anos de 2009 a 2010. A ação visou a elaboração de projetos para criação de infraestrutura adequada em sítios arqueológicos situados no Parque Estadual de Monte Alegre (PA), em Calçoene e Maracá (AP). Durante o processo, foram necessárias reuniões técnicas, visitas a sítios musealizados no Brasil e no exterior, oficinas e demais atividades, dentre estas, a realização de workshop sobre turismo arqueológico, que culminou na presente publicação.

O workshop Internacional Turismo e Patrimônio Cultural ocorreu na cidade de Belém, no período de 28 a 30 de abril de 2009 e foi promovido pelo Iphan, Naea/Ufpa e MPEG. O presente livro reúne 14 pesquisadores, entre brasileiros e estrangeiros participantes do workshop, além da colaboração do Instituto Cubano de Antropologia/ICAN, cujas contribuições foram cruciais para o desenvolvimento do projeto e podem inspirar o debate sobre modelos de gestão da visitação de sítios arqueológicos em outras partes do país.

Lançamento do livro “Turismo e Gestão do Patrimônio Arqueológico”

Data: 02/04/2013
Horário: 19h
Local: Anexo IPHAN/PA (Av. Governador José Malcher, nº 474, esquina com a Tv. Benjamin Constant)

Via Educação Patrimonial

Entrevista com Dulce Rosa de Bacelar Rocque, presidente do CiVViva — Cidade Velha-Cidade Viva em Belém do Pará

Dulce Rosa de Bacelar Rocque, presidente do CiVViva — Cidade Velha-Cidade Viva —, fala no Programa Jefferson Lima Livre dos problemas do patrimônio histórico edificado do primeiro bairro de Belém e suas peculiaridades; Dulce também aponta algumas possibilidades para amenizá-los, na falta de um projeto amplo, com recursos desburocratizados.

Veja a matéria no site da FAU – UFPA

Novas cores para o Mercado de Ferro do Ver-o-Peso são tema de pesquisa no Pará

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional realiza pesquisa entre os dias 17 e 24 de janeiro para definir as novas cores do Mercado de Ferro, conhecido popularmente como Mercado de Peixe do Ver-o-Peso, em Belém, no Pará. A partir de imagens e pinturas antigas do Mercado, constatou-se que o mesmo já usou diversas cores em seu revestimento. Em épocas mais recentes, tem prevalecido a composição de azul (azul celeste, azul céu, azul oceano) e cinza (platina). Uma votação foi aberta para que a população participe do processo de escolha das novas cores, veja as novas sugestões de cores, vote e dê sua opinião pelo endereço: www.ufpa.br/cma/verosite

Em janeiro de 2012, atendendo a demanda dos próprios trabalhadores do local, o IPHAN deu início à obra de restauração e conservação de Mercado de Peixe, a qual inclui a reconstrução da cobertura com edimensionamento do sistema de calhas e condutores; instalações elétricas e iluminação com implantação de para raios; instalações hidrosanitárias com implantação de sistema de tratamento de esgoto e melhorias nos banheiros; instalação de câmara frigorífica para conservação e estoque mínimo de gelo para as cubas de inox onde o pescado é exposto para venda; restauração dos elementos de ferro que se apresentavam muito oxidados e deteriorados.

Para que o mercado não fosse fechado, foi acordado com a Secretaria Municipal de Economia, os peixeiros e os lojistas, que a obra se daria em duas etapas. A finalização da obra na primeira metade está planejada para março/2013, quando será iniciada a parte restante. Para o remanejamento provisório de alguns comerciantes durante as obras a prefeitura cedeu o Solar da Beira.

Ao realizar as prospecções e cortes estratigráficos no local, os técnicos verificaram que uma intervenção anterior havia utilizado um processo de jateamento no ferro causando a perda de referência cromática. Por este motivo IPHAN apresenta uma proposta de construção compartilhada com a população, de forma a preservar e valorizar o patrimônio arquitetônico.

O Mercado Ver-o-Peso e suas reformas
Inaugurada em 1625 no antigo Porto do Pirí, a Casa de “Haver o Peso”, que inicialmente era apenas um posto de aferição de mercadorias e arrecadação de impostos, viria a constituir um grande mercado aberto. Ao longo do tempo sofreu diversas modificações, inclusive para se adaptar à necessidade e gostos da Belle Époque, período de cultura cosmopolita que, segundo alguns autores, iniciou no fim do século XIX e durou até a Primeira Guerra Mundial. Nesse período o Ver-o-Peso passa por uma grande reforma. O Mercado de Carne recebe o segundo pavimento e o pavilhão de ferro, enquanto que o Mercado de Peixe é construído junto à doca. Os dois mercados integram um complexo arquitetônico e paisagístico de 25 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas: a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo, o Mercado da Carne, o Mercado de Ferro, a Praça do Pescador, a Praça do Relógio e o Solar da Beira.

Em 1897, a empresa La Rocque Pinto & Cia venceu a concorrência para a construção do Mercado de Ferro, edifício exemplar do período artístico da Belle-Époque, seguindo a tendência francesa de art nouveau. Toda a estrutura em forma de dodecágono do Mercado foi importada da Europa, pesando aproximadamente 1.133.389 toneladas, e feita em zinco veille-montaine. No ano de 1892 a obra teve início, sob a responsabilidade dos Engenheiros Bento Miranda e Raimundo Viana, que montaram todo o conjunto no local, uma vez que o Mercado foi comprado de firmas de Nova York (USA) e Londres (Inglaterra). Em 1901 o Mercado vai ser inaugurado, mas inicialmente funcionava apenas com a venda de produtos diversificados.

O conjunto arquitetônico e paisagístico do Ver-o-Peso foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e inscrito no Livro do Tombo Histórico no ano de 1977. Passou por restauração em 2006, que englobou o Mercado de Carne, áreas adjacentes e o Mercado de Peixe.

Veja algumas imagens da pesquisa histórica realizada e dê sua opinião sobre a escolha das cores do Mercado de Ferro visitando o site do Ver-o-Peso www.ufpa.br/cma/verosite