Centro de Preservação Cultural da USP lança nova edição especial de sua revista

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O Centro de Preservação Cultural (CPC) da USP acaba de lançar duas novas edições da publicação eletrônica Revista CPC, o número 21 (2016) e a edição especial Dossiê: O reconhecimento dos bens culturais: método, inventários e repercussões normativas.

De caráter científico, a revista é semestral e dedica-se a refletir sobre questões relativas a patrimônio em seus múltiplos aspectos, publicando artigos inéditos sobre patrimônio cultural, conservação e restauração, coleções e acervos, além de resenhas e depoimentos. Lembramos aos autores que a Revista CPC adota o fluxo contínuo de submissões e que o envio de trabalhos é feito diretamente pelo Portal de Revistas da USP.

Entre outros artigos, a Revista CPC traz os textos “A preservação do patrimônio cultural no contexto do licenciamento ambiental: possibilidades sociais e produção de (des)conhecimento sobre ambiente, cultura e patrimônio” e “Cidade, patrimônio e território: As políticas federais de seleção no Brasil do século XXI”. Na edição especial, estão reunidos os trabalhos apresentados no Seminário Internacional O reconhecimento dos bens culturais: método, in-ventários e repercussões normativas, promovido pelo CPC em maio de 2015, tais como “O legado da arquitetura no século XX: proteção administrativa versus salvaguarda efetiva” e “Inventário de bens culturais: conhecer e compreender”.

As novas edições podem ser consultadas neste link.

Mais informações: site http://revistas.usp.br/cpc

Fonte: : Jornal da USP

IEPHA/MG investe mais de R$ 5 milhões em bens culturais de Minas Gerais

O Governo de Minas Gerais, por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), inicia intervenções em três importantes bens culturais do Estado: a Fazenda Boa Esperança, em Belo Vale, a Praça da Liberdade (BH) e o Centro Histórico de Brumal. Ainda este ano, serão liberados também os editais de licitação de obras nas cidades de Matias Cardoso (Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição), Jequitibá (Igreja do Santíssimo Sacramento), Belo Vale (Fazenda Belo Vale – 1ª etapa de obras de restauração arquitetônica) e Brejo do Amparo, município de Januária (Igreja Nossa Senhora do Rosário). Além disso, serão licitados os projetos para restauração da Casa de Cultura em Oliveira.

Os investimentos do Governo do Estado são de R$ 4.237.936,05, somados ao Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público de Minas Gerais no valor de R$ 659.036,95 e ainda uma parceria público-privada, que investe outros R$ 103.000,00, totalizando mais de R$ 5 milhões. As obras contemplam, entre outras ações, recuperação de estruturas físicas, restauração de elementos artísticos e de imagens sacras, revitalização de pinturas de postes e recuperação de fachadas.

Dentre as obras anunciadas em agosto pelo Governo do Estado, as intervenções nos edifícios Rainha da Sucata e Museu Mineiro foram retomadas no segundo semestre, com o pagamento da dívida de R$ 4,3 milhões, nas quais a execução havia sido interrompida no governo anterior.

O Iepha-MG fará o acompanhamento de todas as etapas das obras.

Relação de obras já licitadas e com ordem de início:

– Fazenda Boa Esperança (Belo Vale-MG): execução de obra emergencial de reforma e recuperação pontual das estruturas físicas e de restauração pontual de elementos artísticos da capela. Valor: R$ 408.000,00; previsão de início: novembro de 2015.

– postes da Praça da Liberdade: revitalização das pinturas de 41 postes que serão pintados e trocadas as cúpulas. Projeto patrocinado pela Claro. Valor: R$ 103.000,00; previsão de início: novembro de 2015.

– Centro histórico de Brumal (Santa Bárbara): execução de obras de reforma e restauração da capela do Senhor dos Passos inclusive adro, restauração da imagem do Senhor dos Passos. Recuperação de fachadas das edificações situadas à rua principal e Praça Santo Amaro. Valor: R$ R$ 659.036,95; previsão de início: novembro de 2015.

Obras reiniciadas:

Forro do Museu Mineiro – previsão de conclusão: maio de 2016

Rainha da Sucata – previsão de conclusão: abril de 2016

Seis bens culturais brasileiros estão na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial da Unesco

iphaMais seis bens culturais foram incluídos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na Lista Indicativa brasileira do Patrimônio Mundial, em 2015. Poderão ser futuramente apresentados ao Comitê do Patrimônio Mundial, os Geoglifos do Acre (AC), Teatros da Amazônia (AM, PA), Itacoatiaras do Rio Ingá (PB), Barragem do Cedro nos Monólitos de Quixadá (CE), Sítio Roberto Burle Marx (RJ) e o Conjunto de Fortificações do Brasil (AP, AM, RO, MS, SP, SC, RJ, BA, PE, RN) para serem avaliados e receberem o título de Patrimônio Mundial.

Na última atualização da Unesco, em 2014, três bens culturais brasileiros haviam sido incluídos na Lista, juntamente com outros 18 bens naturais e culturais: Cais do Valongo (Rio de Janeiro/RJ), a Vila Ferroviária de Paranapiacaba (Santo André/SP) e o Ver-o-Peso (Belém/PA). Agora a Lista Indicativa brasileira consta de 24 bens no total.

A Lista é composta pela indicação de bens culturais, naturais e mistos, apresentados pelos países que ratificaram a Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco. Essa iniciativa pode ensejar a participação de gestores de sítios, autoridades locais e regionais, comunidades locais, ONGs e outros interessados na preservação do patrimônio cultural e natural do país.

Novos bens culturais brasileiros inscritos na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial

Geoglifos do Acre (Acre): trata-se de estruturas de terra escavadas no solo e formadas por valetas e muretas que representam figuras geométricas de diferentes formas. Foram encontrados na região sudoeste da Amazônia ocidental, mais predominantemente na porção leste do estado do Acre, estando localizados em áreas de interflúvios, nascentes de igarapés e várzeas. As pesquisas arqueológicas nestas áreas, ainda que esparsas, dão conta de informações importantes sobre o manejo da paisagem amazônica por grupos indígenas que habitaram a região entre, aproximadamente, 200 AC – AD 1300, e sugerem um novo paradigma sobre o modelo de ocupação da Amazônia por densas sociedades pré-coloniais.

Teatros da Amazônia (Amazonas e Pará): construídos em finais do século XIX, os Teatros Amazonas e da Paz, localizados na região amazônica brasileira, respectivamente nas cidades de Manaus e Belém, são expressivos monumentos implantados nos dois maiores centros urbanos da região, como símbolos do apogeu econômico alcançado e representado por um modelo de civilidade europeizada, então reproduzido nos trópicos em função do auge do Ciclo da Borracha na América do Sul.

Itacoatiaras do Rio Ingá (Paraíba): localiza-se na zona rural do Município de Ingá, cerca de 105 km de distância da cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba. As primeiras manifestações de arte rupestre na Região Nordeste do Brasil surgiram antes de 10.000 A.C. e, apesar dos escassos estudos sobre estas populações pré-históricas, constata-se a produção de uma arte expressiva de gravura rupestre com elevada capacidade técnica. O sítio das Itacoatiaras do Rio Ingá congrega o mais representativo conjunto conhecido desse tipo de gravura no Brasil, que se notabiliza pelo uso quase exclusivo de representações não figurativas na composição de grandes painéis de arte rupestre, exprimindo o gênio criativo de um grupo humano que se apropriou de padrões estéticos abstratos como forma de expressão, e possivelmente, de conceitos simbólico-religiosos, diferentemente de outras culturas que, em sua maioria, utilizaram-se de representações antropomórficas e zoomórficas.

Barragem do Cedro nos Monólitos de Quixadá (Ceará): a Barragem do Cedro, com sua parede em arco de alvenaria de pedra, foi a primeira grande obra hidráulica moderna do continente sul-americano e uma das pioneiras obras do seu tipo e do seu porte no mundo. Para além de sua funcionalidade de represamento d’água para irrigação, sua implantação, seu desenho e seu esmero de execução resultaram numa paisagem de beleza ímpar, combinando arrojo e elegância, monumentalidade e singeleza, numa simbiose entre o engenho humano e a obra da natureza existente no local, formado por monólitos que dão uma característica singular ao local.

Sítio Roberto Burle Marx – SRBM (Rio de Janeiro): compreendido como obra de arte, o SRBM espelha de forma notável a cultura, a energia criadora e a preocupação científica de Roberto Burle Marx, cuja obra, ao produzir o conceito moderno de jardim tropical, constituiu um paradigma especial no âmbito do movimento modernista brasileiro. Trata-se de um referencial de paisagem construída, um testemunho vivo da mudança do conceito europeu de jardim com rigor formal da composição geometrizada para o conceito de modernidade do jardim tropical, como uma forma de manifestação artística.

Conjunto de Fortificações do Brasil (AP, AM, RO, MS, SP, SC, RJ, BA, PE, RN): o conjunto de fortificações do Brasil apresenta-se como um testemunho material único de um contato produzido entre diferentes culturas do Velho e do Novo Mundo. As fortificações, edificadas em resposta a esses contatos, marcam o sucesso de uma fórmula singular de ocupação do território, onde os moradores do Brasil tiveram um papel mais fundamental do que a ação dos governos das metrópoles do Velho Mundo, ao contrário do que ocorreu em outras colônias europeias no resto do mundo. As construções feitas com o objetivo de garantir a posse e a segurança dos novos territórios formam um conjunto sem semelhança a outros sistemas fortificados edificados no mesmo período em outros lugares do mundo, tendo um importante papel na ocupação territorial da América do Sul. Abrange a Fortaleza de São José, em Macapá (AP); o Forte Coimbra, em Corumbá (MS); Forte de Príncipe da Beira, em Costa Marques (RO); a Fortaleza dos Reis Magos, em Natal (RN); o Forte de Santa Catarina, em Cabedelo (PB); o Forte de Santa Cruz (Forte Orange), em Itamaracá (PE); o Forte São João Batista do Brum, no Recife (PE); o Forte São Tiago das Cinco Pontas, no Recife (PE); o Forte de Santo Antônio da Barra, em Salvador (BA); o Forte São Diogo, em Salvador (BA); o Forte São Marcelo, em Salvador (BA); o Forte de Santa Maria, em Salvador (BA); o Forte de N. S. de Montserrat, em Salvador (BA); a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói (RJ); a Fortaleza de São João, no Rio de Janeiro (RJ); a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, em Guarujá (SP); o Forte São João, em Bertioga (SP); a Fortaleza de Santa Cruz de Anhantomirim, em Governador Celso Ramos (SC); e o Forte de Santo Antônio de Ratones, em Florianópolis (SC).

IPHAN divulga novos furtos a bens culturais da Bolívia e do Peru

Foram furtadas outras peças do patrimônio cultural da Bolívia e do Peru. A embaixada boliviana informa que a Faca e o Livro de São Bartolomeu, dois acessórios de escultura sacra da Igreja de La Puerta, na Província de Tomas Frías, Departamento de Potosí, foram extraviados na madrugada do dia 10 de abril de 2013.

Já na cidade de Arequipa, no Peru, a Cruz Alta, Círio Pascal e o Cetro, artefatos litúrgicos do Templo de São Francisco de Assis desapareceram em 24 de fevereiro deste ano. A Embaixada do país ainda alerta para o furto ocorrido no dia 04 de março de duas obras de arte pertencentes ao acervo do Museu Manos Peruanas, em Miraflores, região de Lima.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) ajuda na divulgação dessas peças com o intuito de colaborar em seu resgate. Para saber mais sobre os bens desaparecidos, clique no quadro de informações.

Caso tenha alguma informação que ajude a recuperar esses bens culturais, entre em contato com o Departamento de Polícia Federal ou com as Embaixadas.

Veja o quadro de informações dos bens [aqui]

Polícia Federal
SAS, Quadra 6, lotes 09/10 – ED.SEDE/DPF
CEP: 70037.900 – Brasília/DF
P A B X: (61) 2024-8000
Telefone do Plantão: (61) 3223-2302/2024-8450/8452
E-mail: dcs@dpf.gov.br

Embaixada da Bolívia
SHIS QI 19 Conj. 13 Casa 19 – Lago Sul – Brasília/DF – Brasil
CEP: 71.655.130 –  Brasília/DF
Telefones: (55-61) 3366-3432 – (55-61) 3366-2238 – FAX: (55-61) 3366-3136

Embaixada do Peru
SES Av. das Nações, Quadra 811, Lote 43
CEP: 70428-900 Brasília DF
Tel. (61) 32429933 – 32429435 Fax: (61) 32259136