Prefeitura do Rio de Janeiro: Não à rodoviária no Palácio Imperial! Salve a memória do Brasil!

O prefeito do Rio de Janeiro quer fazer uma rodoviária de grande porte no local das antigas Cavalariças Imperiais, exatamente ao lado de patrimônio tombado como a Quinta da Boa Vista (antigos Jardins Imperiais) e o Paço Imperial de São Cristóvão (hoje o Museu Nacional).

O local serviu de sede para a nossa corte Luso-Brasileira (residência de D. João VI, D. Pedro I, D. Pedro II….).

Como o entorno histórico obviamente não resistirá ao afogamento por este tsunami de trânsito de ônibus, o plano contemplaria construir viadutos (!!!) em volta deste patrimônio nacional.

O  plano original era transformar o espaço em área pública de lazer, mantendo suas características de época. Seria uma benção pois a Zona Norte do Rio é uma das mais carentes de áreas verdes.

A ameaça:

A área pública das Cavalariças Imperiais passou por uma privatização de forma obscura e apressada, sem qualquer debate público.

Não houve qualquer estudo de impacto viário, pré-requisito básico.

Os órgãos de proteção de patrimônio (IPHAN, por exemplo) não foram informados do projeto.

A pouca exposição dada ao projeto pela imprensa, ignora por completo o genocídio cultural e histórico. Você já imaginou emparedar o Louvre em Paris com viadutos e rodoviárias, só porque ele está numa região central daquela cidade?

Este projeto, que é tocado quase em segredo, pode ser detido APENAS através da exposição pública. APENAS uma reação da sociedade pode evitar este desastre. Tantas omissões já obrigariam a administração pública a rever o projeto se este for efetivamente exposto.

O timing não poderia ser melhor: a poucos dias das Olimpíadas nesta cidade, a exposição de tal aberração urbanística surtiria mais efeito pois estaríamos sob mais holofotes nacional e internacionalmente.

Agradecemos o apoio com sua assinatura!  Uma área verde pública não pode virar uma rodoviária no coração histórico do Brasil!

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fonte: Defender.org

Guia do Patrimônio Cultural no País da Copa está disponível on-line > Baixe aqui !

manualCom a Copa do Mundo 2014 o Brasil, anfitrião do campeonato, vai mostrar a torcedores e turistas que, além da paixão pelo futebol, é um dos países mais ricos do planeta quando o assunto é a diversidade cultural. Para apresentar as mais variadas expressões da cultura no Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) lança o Guia do Patrimônio Cultural no País da Copa, um publicação online que destaca monumentos e manifestações tradicionais nas cidades que vão sediar os jogos do campeonato mundial de futebol.

O guia apresenta diversas fotografias e uma pequena descrição a história de cada uma das cidades-sede, seus monumentos e os destaques do Patrimônio Cultural Imaterial das localidades. Em um país com tamanha riqueza e pluralidade como o Brasil, o Guia se torna ferramenta fundamental para aproveitar cada pedacinho da história e conhecer bem os segredos e tesouros da nação verde e amarela.

Acesse em PDF > aqui < o Guia do Patrimônio Cultural no País da Copa e encante-se com a beleza da diversidade cultural brasileira.

Arqueólogos lamentam falta de acesso dos brasileiros a bens históricos

Arqueólogos lamentam a falta de acesso, por parte dos brasileiros, a bens arqueológicos e à história que os cercam. Para o professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o arqueólogo Pedro Paulo Abreu Funari, a divulgação de informações sobre artefatos ligados a pré-história e às culturas indígenas e afro-brasileiras é incipiente no Brasil, o que gera desconhecimento do que realmente seja a arqueologia e sua utilidade.

“Quando você vê um edifício, uma pirâmide, um vaso de cerâmica, você tem uma visão do passado mais fácil de ser acessada e de ser sentida do que a história narrada apenas oralmente. A materialidade da arqueologia ajuda também as pessoas a refletirem sobre as criações e comportamentos humanos”.

Funari lembrou que a arqueologia está geralmente associada a pesquisadores aventureiros e grandes monumentos de países distantes. “Se você perguntar a qualquer um na rua, ninguém vai saber o que é um sambaqui, por exemplo”, ponderou ele, em referência às montanhas formadas por conchas, utensílios e restos de alimentos, habitadas por povos no litoral do Brasil, entre nove e três mil anos atrás.

Ele ressaltou que não basta estudar o material encontrado. “Ele precisa ser socializado, sobretudo, para a comunidade onde esse material foi encontrado. A população local precisa saber que ali existiu uma fazenda, uma tribo indígena, que usavam tais tipos de ponta de flecha para caçar etc”.

Indignação

A opinião do professor da Unicamp é compartilhada pela diretora do Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Nacional (Iphan), Rosana Najaar. Ela lembrou da indignação que sentiu ao ver o desenho de um índio norte-americano apache para ilustrar a cultura indígena brasileira em um livro de história do filho: “As crianças não aprendem arqueologia na escola, nem aprendem direito o papel sobre quem estava aqui antes dos portugueses chegarem, os índios. Então fica muito difícil convencer o cidadão brasileiro de que é importante preservar um caco de cerâmica”, lamentou Rosana. “Não basta divulgar, precisamos educar. E formar os educadores. Os grandes projetos de educação patrimonial são de longa duração,” declarou ela.
Rosana explicou que o Iphan vem buscando, em parceria com o Ministério da Educação, integrar cada vez mais a arqueologia à educação dos brasileiros. “Faz-se arqueologia no Brasil desde os anos 50, o problema é que esse conhecimento não sai do Iphan, não sai da comunidade de arqueologia, mas pretendemos ampliar o canal de divulgação, produzir um conteúdo adequado para os livros didáticos e fomentar esse conhecimento”, explicou.

Para a diretora do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Claudia Rodrigues Carvalho, a arqueologia permite a continuidade da memória social de uma cultura. “Tudo o que somos, o que fazemos tem uma conexão direta com nossas experiências. Nossas lembranças pessoais definem parte do que somos”, disse ela. “Num país construído e marcado pela colonização, temos dificuldade de reconhecer parte importante de nosso passado como nossa própria herança, mas ela existe. A arqueologia tem papel fundamental na recuperação dessa identidade e dessa noção de pertencimento”.

A especialista em sambaquis, Madu Gaspar, do Museu Nacional, defende que os pesquisadores sejam estimulados a contribuir para a produção de livros didáticos. “Existe uma certa ruptura entre a comunidade acadêmica e a produção de livros escolares no Brasil. Somos avaliados pela produção acadêmica, especialmente, em meios de divulgação internacionais, quando deveríamos ser instados a produzir conhecimento para as escolas e ganhar uma pontuação especial por isso”.

A arqueóloga acredita que a elaboração de todos os livros didáticos deveria ser assessorados por um conselho consultor com especialistas nos assuntos abordados. “Alguns erros encontrados nesses livros são absurdos”, lamentou ela.

Disciplina

Outra demanda dos arqueólogos é que seja criada uma disciplina para o estudo da arqueologia nos cursos de pedagogia, para que os futuros professores possam passar esse conhecimento nas escolas.

Para a vice-presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira, Marcia Bezerra, embora o número de exposições de artefatos arqueológicos seja ainda pequeno no país, nos últimos dez anos essa realidade vem mudando, desde a criação da Portaria 230/2002 do Iphan que trata dos projetos arqueológicos e recomenda um trabalho de educação patrimonial.
“Vimos uma multiplicação de projetos educativos envolvendo patrimônio arqueológico no Brasil inteiro. Esses projetos geralmente se dão nas escolas locais, muitas vezes se desdobram na organização de pequenas exposições, na construção de museus regionais ou locais, elaboração de materiais didáticos distribuídos nas redes de ensino, uma série de ações educativas que nos últimos anos cercam a arqueologia brasileira”.

Marcia, que também trabalha no Iphan como coordenadora de Normas e Acautelamentos, apontou que o resgate do passado por meio da arqueologia tem gerado legitimações de identidades e reivindicações de direitos na região. “Tem sido muito interessante ver nas últimas décadas na América Latina, mas também no Brasil, comunidades que se apropriam do patrimônio arqueológico e desse passado para reivindicar direitos a cidadania e a territórios, como é o caso dos coletivos indígenas”.

Marcia comemora o fato de que alguns sítios arqueológicos empoderaram comunidades tradicionais que atualmente não apenas se apropriaram do patrimônio como também buscam produzir seus próprios discursos e narrativas sobre a história deles e do local onde habitam. “São histórias que têm tanta importância quanto as histórias que nós pesquisadores contamos, elas só operam em uma outra lógica”, explica a arqueóloga. “Então o esforço da arqueologia contemporânea é fazer com que as narrativas das comunidades de origem e da ciência possam estabelecer um diálogo”, completou.

ICOM convida para sua 23ª Conferência Geral , no Rio de Janeiro

foto: visitbrasil.com Clique na imagem para ir ao site oficial

O ICOM Brasil tem a honra de convidá-lo(a) a participar da próxima Conferência Geral do ICOM, que será realizada de 10 a 17 de agosto de 2013, na cidade do Rio de Janeiro, RJ.

Será um enorme prazer para o ICOM Brasil receber especialmente seus membros para a Conferência que será realizada pela primeira vez no Brasil, a segunda na América do Sul, com uma programação inédita e interdisciplinar, que está sendo preparada pelos Comitês Internacionais do ICOM, sob a coordenação do Comitê Organizador Brasileiro.

A Conferência Geral do ICOM no Brasil será uma ocasião incomparável para ampliar o networking entre profissionais e instituições, além de oferecer uma programação inovadora e de excelência, visitas a pontos turísticos do Rio de Janeiro, festas institucionais, visitas especiais a Museus, e ainda a participação na Feira de Museus, na qual serão expostos produtos e serviços oferecidos por empresas nacionais e internacionais. Enfim, será uma oportunidade única de se conectar com as melhores práticas, instituições e profissionais que atuam em museus, em todo o mundo.

Gostaríamos ainda de contar com o seu especial favor de transmitir enfaticamente este convite a outros profissionais nacionais e estrangeiros e, para facilitar este trabalho, encaminhamos anexos os flyers relativos à Conferência, nos três idiomas oficiais do ICOM. Solicitamos a gentileza de chamar a atenção de todos para o fato de que estão abertas as inscrições Early Bird até o próximo dia 31 de março, com condições especiais para inscrições imediatas.

As informações gerais sobre a Conferência poderão ser obtidas no site oficial www.icomrio2013.org.br

Patrimônio em cena : Círio de Nazaré, em Belém do Pará

Parte do documentário produzido em 2004 pelo Iphan para o registro do Patrimônio Imaterial da Festa do Círio de Nazaré, realizada em Belém do Pará, Brasil. O vídeo é dirigido por Alan K. Guimarães e Walter Mário Costa.

Realizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do Estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

No segundo domingo de outubro, a procissão sai da Catedral de Belém e segue até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta para veneração dos fiéis durante 15 dias. O percurso é de 3,6 quilômetros e já chegou a ser percorrido em nove horas e quinze minutos, como ocorreu no ano de 2004, no mais longo Círio de toda a história.

Na procissão, a Berlinda que carrega a imagem da Virgem de Nazaré é seguida por romeiros de Belém, do interior do Estado, de várias regiões do país e até do exterior. Em todo o percurso, os fiéis fazem manifestações de fé, enfeitam ruas e casas em homenagem à Santa.

Além da procissão de domingo, o Círio agrega várias outras manifestações de devoção, como a trasladação, a romaria fluvial e diversas outras peregrinações e romarias que ocorrem na quadra Nazarena.

O domingo do Círio começa com a celebração de uma missa em frente à Catedral metropolitana de Belém, a Sé, às 5h30. Ao término da missa, às 6h30, é iniciada a procissão que percorre as ruas de Belém até a Praça Santuário de Nazaré, em um percurso de 3,6 quilômetros. Em 2004, o trajeto foi cumprido em 9 horas e 15 minutos, sendo registrado como o Círio mais longo de toda a história.

A cada ano, o Círio de Nazaré atrai um número maior de romeiros, reunindo, além dos fiéis de Belém e do interior do Estado, devotos de várias regiões do país e até mesmo visitantes estrangeiros. Durante todo o trajeto feito pela imagem de Nossa Senhora, os devotos fazem diversas manifestações de fé, além de enfeitar as ruas e casas em homenagem à Santa.

Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como Patrimônio Cultural  Imaterial.

Mérito conquistado não só pela Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, mas também pelo simbolismo da corda do Círio, que todos os anos é disputada pelos promesseiros que enchem as ruas de Belém de fé e emoção; dos carros de promessas, que carregam as graças atendidas pela Virgem; dos mantos de Nossa Senhora, que a deixam ainda mais linda; da Berlinda, que se destaca na multidão carregando a pequena Imagem tão adorada; e do hino “Vós sois o Lírio Mimoso”, canção que embala os milhares de corações que acompanham o Círio em uma só voz.

Após a grande procissão, a imagem da Virgem fica exposta no altar da Praça Santuário para visita dos fiéis durante 15 dias, período chamado de quadra nazarena.

O site oficial da festa é http://www.ciriodenazare.com.br/

Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger encerra inscrições nesta sexta, 8 de março

As inscrições do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger 2012/2013, abertas em 11 de dezembro seguem até esta sexta, 8 de março. O concurso, um dos maiores para trabalhos fotográficos do Brasil, é promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado (SecultBA). Nesta 5ª edição, o prêmio teve uma ampliação significativa: agora são R$ 120 mil distribuídos em três categorias – “Livre Temática e Livre Técnica”; “Fotografia Documental” e “Trabalhos de Inovação e Experimentação na Área de Fotografia” –, reforçando seu papel no intuito de incentivar, divulgar e valorizar a produção fotográfica brasileira. O edital e seus anexos estão disponíveis no site www.fundacaocultural.ba.gov.br. O Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger é aberto a fotógrafos brasileiros ou estrangeiros com situação de permanência legalizada, maiores de 18 anos, que devem apresentar um projeto ainda não premiado no Brasil nem no exterior. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas exclusivamente via Correios. As fotografias devem ser apresentadas impressas, em formato de 20 x 30 centímetros , e serão avaliadas por uma comissão composta por três profissionais da Bahia e dois de outras localidades, todos indicados através de fóruns representativos do setor.