Brasília sedia evento sobre Sítio da Serra da Capivara, patrimônio mundial

Serra da Capivara: os brasileiros com mais de 50 mil anos, é tema de evento que acontece de 01 de outubro a 15 de dezembro, em Brasília, e traz duas exposições e um ciclo de conferências com especialistas internacionais sobre o Parque Nacional da Serra da Capivara no Piauí, um dos mais ricos sítios arqueológicos do mundo e integrante da lista do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991.

Com acesso gratuito, o público poderá conferir uma exposição museográfica, parte da coleção do Museu do Homem Americano (que fica em São Raimundo Nonato, PI); exposição e produção de cerâmicas feitas pelos moradores das cercanias do Parque, e um ciclo de conferências organizado por várias instituições que promoverá as discussões mais atuais sobre arqueologia, turismo, gestão de áreas protegidas, gestão de patrimônio natural e inclusão produtiva de populações vizinhas, entre outros.

As conferências, que serão realizadas no mesmo período das exposições, acontecerão todas as semanas, sempre às quartas-feiras, das 18h às 20h30, no auditório do Espaço Israel Pinheiro. O Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNA-IPHAN) fará palestra no dia 06 de novembro sobre arqueologia e gestão do Patrimônio Cultural. Desde 1993, o sítio está inscrito como bem cultural do Brasil no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico do IPHAN. Veja aqui todas as Conferências em Programa detalhado.

Parque Serra da Capivara
O Parque Nacional da Serra da Capivara foi criado em 5 de junho de 1979 e está situado no Sudeste do Estado do Piauí, fazendo fronteira com os municípios de São Raimundo Nonato, Coronel José Dias, João Costa e Brejo do Piauí. Possui 129.140 hectares e seu perímetro é de 214 km.

A região do Parque Nacional da Serra da Capivara era, entre 440 e 360 milhões de anos atrás, coberta pelo mar Siluriano-Devoniano, limitado ao sul pelo escudo cristalino do Pré-Cambriano. Por volta de 225-210 milhões de anos atrás, durante o Triássico, um movimento tectônico de grande porte que iniciou a abertura do Atlântico Sul fez levantar o fundo do mar, criando a serra, formada por rochas sedimentares, arenitos e conglomerados. As chuvas esculpiram o relevo formando uma paisagem espetacular com múltiplos monumentos geológicos de rara beleza.

A paisagem atual da região do Parque Nacional da Serra da Capivara é formada por planaltos, serras e planícies. Essas várias formas de relevo são resultado de transformações que foram se produzindo durante milhões de anos nas duas formações geológicas, a Bacia Sedimentar Piauí-Maranhão, ao Norte, e a Depressão do Médio São Francisco, ao Sul.

Serviço:
Ciclo de Conferências “Serra da Capivara: os brasileiros com mais de 50 mil anos”
Local:
Espaço Israel Pinheiro, na Praça dos Três Poderes – Brasília-DF
Data: 2 de outubro a 15 de dezembro.
Horário: De segunda a domingo, das 10h às 18h. As conferências serão às quartas-feiras, das 18h30 às 20h30, com entrada gratuita.

Iphan fará inventário de áreas verdes para proteger projeto de Lúcio Costa em Brasília

Foto: Pedro Ventura / Agência Brasília

Brasília tem a maior renda per capita do país, uma indústria em ascensão e um pujante mercado do agronegócio. Mas a maior riqueza dos moradores da capital até hoje não foi avaliada em números. Os espaços livres e arborizados da cidade são o legado mais valioso do Distrito Federal. Pela primeira vez, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional fará um inventário das áreas verdes. O Iphan contratará uma consultoria para preparar um levantamento completo em toda a área tombada, a partir da base cadastral de terras do DF. Com esse estudo, o instituto pretende aprimorar a preservação da escala bucólica idealizada pelo urbanista Lucio Costa e garantir, para as próximas gerações, a qualidade de vida que tanto orgulha os brasilienses.

O levantamento do Iphan será feito a partir da planta cadastral do DF. O superintendente do Instituto no DF, José Leme Galvão Junior, explica que o inventário trará a tipificação desses espaços. “Vamos fazer um negativo verde do mapa, ou seja, tudo aquilo que não for lote registrado ou construção será incluído no mapeamento das áreas verdes. Esses espaços serão classificados em suas diferentes tipologias, como parques, áreas verdes remanescentes, canteiros centrais, áreas lindeiras, espaços verdes dentro dos lotes ou áreas não edificantes”, comenta Galvão. “Vamos buscar ajuda do governo local, para termos acesso às plantas da Terracap e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano”, acrescenta o superintendente do Iphan.

Quando idealizou o projeto para o Plano Piloto, Lucio Costa estabeleceu uma das principais diretrizes para a nova capital: “o chão é livre”, previu o urbanista. As árvores frondosas ao lado dos edifícios, os extensos gramados contíguos às superquadras e o verde intenso no horizonte se transformaram na marca da cidade e no grande diferencial da capital. Moradora da Asa Sul há mais de três décadas, a aposentada Maria Zulene Moreira, 70 anos, sente-se em um grande parque. “O verde é essencial e precisa ser preservado. A população precisa ter esse cuidado, porque é a marca da nossa cidade”, comenta Zulene.

Ocupação viável
O superintendente do Iphan explica que conservar a cidade não significa congelar todas as áreas verdes e vazias, mas planejar uma ocupação viável. “Brasília é uma área urbana, não é um parque. Vamos estudar formas de preservar a cidade, mas isso não significa que ela tem que ficar intocada”, comenta Galvão.

Na Entrequadra 106/107 Norte, o gramado costuma acolher crianças durante as brincadeiras, moradores que passeiam com cachorros, mas também usuários de drogas que ocupam o espaço ermo para fumar crack ou maconha. Diante disso, a comunidade das duas quadras começou a discutir um projeto para o espaço. Há quem defenda a instalação de equipamentos de uso coletivo, como academias para idosos, ou a implantação de um bosque com projeto paisagístico feito pelo governo. Alguns brigam por vagas de estacionamento subterrâneas.

A prefeita da 106 Norte, Rosângela Sotero de Mendonça, conta que a comunidade da região já se mobilizou para remover uma construção irregular do canteiro. “Uma empresa fez um estande de vendas enorme, fora dos padrões, e brigamos pela demolição. Agora, queremos que eles refaçam o gramado, que ficou destruído. Além disso, estudamos propostas a serem apresentadas ao GDF”, comenta a líder comunitária. “Queremos pensar em um uso de baixo impacto, para que as pessoas não fiquem com a ideia de que a área está abandonada, o que acaba atraindo usuários de drogas e marginais”, acrescenta Rosângela.

Do outro lado do gramado, também há apoio por intervenções na área. O prefeito da SQN 107, Antônio Humberto Machado de Sousa Brito, diz que a maioria quer a construção de bosque, parquinho ou estacionamento no local. “É preciso estudar o assunto para saber se nossas ideias estão de acordo com o tombamento. Infelizmente, hoje, o gramado virou ponto de usuários de droga”, comenta Antônio Humberto.

Análise
O diretor de Urbanismo e Projetos da Administração de Brasília, Leandro Mariani, conta que recebe com frequência a visita de moradores interessados em requalificar essas áreas verdes, e garante que as propostas são estudadas pelos técnicos. “Temos uma grande preocupação com esses espaços públicos e com a escala bucólica. Quando recebemos projetos paisagísticos de requalificação das áreas, por exemplo, analisamos com cuidado”, comenta Mariani. Eles costumam dar o aval para parques infantis, pontos de encontro comunitário ou bosques. Estacionamentos em áreas verdes são frequentemente recusados.

A presidente do Conselho Comunitário da Asa Sul, Heliete Bastos, reclama do desvirtuamento de áreas verdes e lembra que a comunidade da região brigou contra a mudança de destinação de alguns terrenos que hoje ainda estão vazios. “Pressionamos o governo, participamos de debates na Câmara Legislativa há alguns anos e conseguimos abortar propostas de mudanças de destinação que permitissem a construção de prédios, por exemplo”, comenta Heliete.

O psicólogo Carlos Augusto de Medeiros, 39 anos, nasceu em Brasília e se orgulha da capital, principalmente por conta dos extensos espaços verdes. “Essas áreas verdes são muito especiais para os moradores da cidade e são o símbolo da nossa qualidade de vida. É possível correr, passear com os cachorros, fazer esporte, tudo isso em contato com a natureza”, comemora Carlos Augusto.

fonte: Diário de Pernambuco

Governador diz que manter de Lamare não tem a ver com IPHAN

Parque Aquático Júlio de Lamare será mantido no mesmo local (Foto: Gilvan de Souza/LANCE!Press)

O Iphan em Brasília  (DF) dará um parecer no próximo dia 8 de agosto sobre o tombamento dos equipamentos do Maracanã, que incluem o Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Parque Aquático Júlio de Lamare e a Escola Municipal Friendenreich. Enquanto esta decisão não sai, a demolição de todos eles está suspensa. Questionado se a decisão de manter o Júlio de Lamare estava vinculada a um possível parecer positivo do Iphan sobre o tombamento, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi enfático em negar a ligação:

– Eu juro que não. Vamos conversar com eles (Iphan), mas creio que só o Maracanã é tombado. A decisão foi mesmo uma revisão da nossa decisão anterior, cedendo aos apelos do Coaracy (Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) – disse o governador, após entrevista coletiva no Palácio Guanabara, nesta segunda.

Nesta segunda-feira, Cabral anunciou a decisão de manter o parque aquático que fica no Maracanã. Caso o tombamento dos equipamentos do complexo do estádio seja confirmado pelo Iphan nacional, a demolição destes prédios teria que passar por todo o processo legal de destombamento, caso o governo mantivesse a decisão. Porém, mesmo com o de Lamare confirmado no mesmo local, o mesmo não se aplica ao Célio de Barros e à Friendenreich, de acordo com a posição atual do governo.

No contrato de concessão do Maracanã estas áreas estão previstas para virem abaixo e darem lugar a lojas, restaurantes, edifício garagem e o Museu do Futebol. Os R$ 30 milhões de contrapartida do Complexo Entretenimento Maracanã S.A. pela demolição e reconstrução do de Lamare em outro local será renegociado com o governo estadual e direcionado para outra obra.

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Encontro reúne arqueólogos e sociedade em Brasília

A capital federal sediará de hoje (14) até a próxima sexta-feira (17) o II Encontro de Arqueologia em Brasília e a II reunião do SAB Centro-Oeste. O evento que conta com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) discutirá questões como as linhas de formação e pesquisa atualmente desenvolvidas nos cursos, avaliação, as políticas públicas e o conhecimento produzido, a arqueologia como subsídio à produção e fruição cultural, além da proteção do patrimônio.

A reunião terá também dois fóruns e será integralmente aberta ao público. Durante os dois primeiros dias serão realizadas mais de 51 apresentações de estudantes e profissionais, provenientes de 18 universidades e 15 instituições de pesquisa de todo o país.

A segunda parte está voltada para o desenvolvimento de atividades educativas e culturais e conta com três exposições e uma grande mostra com mais de 25 filmes, além de onze oficinas a serem oferecidas ao sistema formal de ensino do GDF. O evento, que será transmitido em streaming, acontecerá no Museu Nacional de Brasília e na Biblioteca da Secretaria de Cultura do GDF.

Outras informações podem ser obtidas no site: http://reuniaosabcobrasilia2013.sabnet.com.br/

Veja convite [Aqui]

Serviço
2° Encontro de Arqueologia

Data: De 14 a 17 de Maio de 2013
Hora: 15h às 18h
Local: Setor Cultural Sul, Lote 02, Esplanada dos Ministérios – Brasília – DF.

Seminário de Pesquisa do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do IPHAN – Brasília

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional promove em Brasília, no próximo dia 30, às 14h30, o Seminário de Pesquisa do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do IPHAN.

O PEP/MP é um Programa de Pós-Graduação que visa à formação interdisciplinar de profissionais graduados em diversas áreas de conhecimento para atuarem no campo da preservação do patrimônio cultural. A proposta pedagógica do Mestrado associa práticas de preservação ao aprendizado teórico-metodológico e à pesquisa. O Seminário de Pesquisa é uma das atividades do Programa, que tem como objetivo a apresentação, pelos alunos, das atividades e pesquisas em desenvolvimento em seus departamentos e a discussão dos temas relacionados à preservação com outros profissionais e colegas, professores, estudantes e pesquisadores.

Nesta edição, o Seminário abordará temáticas de educação patrimonial, reconhecimento e preservação do patrimônio cultural quilombola, instrumentos jurídicos de proteção aos direitos coletivos e direitos difusos relacionados aos bens registrados e os desafios na relação entre bens edificados e tecnologias digitais.

Seminário de Pesquisa do PEP/MP IPHAN
Data: 30/04/2013 – 14h30
Local: Sala de Reuniões (sala do Comitê Gestor), 5º andar
Sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
SEPS 713/913 Bloco D, 5º andar, Asa Sul, Brasília, DF

Via Educação Patrimonial

IPHAN leva a Brasília exposição sobre o arquiteto Luís Saia

Luís Saia: Memória e Política é a exposição que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) leva a Brasília a partir do dia 10 de abril. Estará aberta para visitação até o dia 28 de junho, na Sala Mário de Andrade, na sede do IPHAN, em Brasília. A exposição integra a programação do I Seminário Trajetórias profissionais – Urbanistas e Urbanismo no Brasil, também realizada na capital federal, de 10 a 12 deste mês, coordenada pelo Grupo de Pesquisa em Urbanismo e História da Cidade da Universidade de Brasília (UnB).

A mostra foi criada pelo grupo Urbis (Grupo de Pesquisa em História da Cidade, Arquitetura e Paisagem), do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP) e concebida pelo professor Carlos Roberto Monteiro de Andrade (IAU-USP), que a coordenou em conjunto com o professor Francisco Sales Trajano Filho (IAU-USP), com o professor Paulo Roberto Masseran (Unesp/Bauru) e com o historiador Jaelson Bitran Trindade (IPHAN/SP).

A proposta da exposição é apresentar a trajetória profissional, ideias, obras e realizações nos campos da história, arquitetura, urbanismo e do patrimônio cultural brasileiro de Luís Saia. Figura de extrema importância para a arquitetura e urbanismo e para a preservação do Patrimônio Cultural no Brasil, Luis Saia participou de momentos emblemáticos desta história ao lado de grandes nomes como Mário de Andrade, Dina Lèvy-Strauss, Rodrigo Melo Franco de Andrade e João Batista Vilanova Artigas. Luís Saia elaborou diversos projetos arquitetônicos, urbanísticos e planos diretores, dentre outros trabalhos e também marcou a criação do IPHAN em São Paulo, onde  atuou por quase 40 anos, escrevendo e executando obras de restauro.

Luis Saia
O centenário do arquiteto paulista foi comemorado em 2011. Nascido na cidade de São Carlos, onde iniciou seus estudos, graduou-se em engenharia e arquitetura pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Em 1936 participou do curso de Etnografia e Folclore do Departamento de Cultura da prefeitura paulistana, quando passa a ser colaborador do Departamento de Cultura e do então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o antigo IPHAN, onde substitui Mario de Andrade na Chefia do 4º Distrito, cargo que exerceu por cerca de 40 anos.

Em 1938 chefiou a Missão de Pesquisas Folclóricas do Departamento de Cultura, que percorreu os estados do norte e nordeste do Brasil, registrando o folclore musical dessas regiões e recolhendo, através de gravações, fotografias, filmes, desenhos e notações musicais, informações complementares às gravações realizadas. Luis Saia ainda realizou pesquisas e estudos etnográficos, particularmente sobre o samba rural paulista, nas cidades dos arredores de São Paulo.

No IPHAN-SP foi diretamente responsável pela restauração de mais de 30 edificações, entre elas as casas do Bandeirante e do Caxingui, e pela proposição de tombamento de diversos monumentos e coleções de obras de arte, distribuídas pelos estados do sul do Brasil. Promoveu ainda duas grandes pesquisas sobre coleções de obras de arte e sobre a arquitetura do café.

Também foi coordenador de diversos cursos, como o de Especialização em Restauro de Bens Culturais e Conjuntos Arquitetônicos promovido pelo IPHAN e pela Faculdade de Arquitetura da USP, em 1974. Professor Livre Docente da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, foi ainda responsável pelos Planos Diretores das cidades de Anápolis, Goiânia, São José do Rio Preto, Lins e Águas de Lindóia, além de grande número de projetos de residências, hospitais e pavilhões para exposições. Luís Saia faleceu em 15 de maio de 1975.

Veja o convite [aqui]

Serviço:
Exposição Luís Saia: Memória e Política
Abertura: 10 de abril às 19h
Visitação: de 10 de abril a 28 de junho de 20
De segunda à sexta-feira, de 8h às 18h
Local: Sala Mário de Andrade,
Edifício-sede do IPHAN
SEPS 713/913, Lote D
Brasília – DF

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural avalia proteção de dois novos bens

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural estará reunido em Brasília, no próximo dia 3 de abril, para o primeiro encontro de 2013. Na pauta, além de temas administrativos, estão a proposta de tombamento do Edifício A Noite, na cidade do Rio de Janeiro, e o Registro como Bem Cultural do Brasil da Festa do Divino Espirito Santo, de Paraty, também no estado do Rio.

Em 2012, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou o tombamento dos Centros Históricos de Antonina (PR), Manaus (AM), Oeiras e Piracuruca (PI), do Conjunto da Estação Ferroviária de Teresina (PI), e das pontes Affonso Penna (GO) e Eurico Gaspar Dutra (MS). Os conselheiros também aprovaram o Registro como Patrimônio Cultural do Brasil do Ofício e Modos de Fazer as Bonecas Karajá (GO/TO) e do Fandango Caiçara do litoral de São Paulo e do Paraná.

Edifício A Noite

Vista aérea do Edifício “A Noite”, de 1930 – Extraída do livro “Rio de Janeiro 1900-1930″, de George Ermakoff

Dominando a Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro, o Edifício A Noite lembra os anos de glória da região, quando artistas, empresário e políticos eram atraídos pela vida em torno de multinacionais, agências de notícias, consulados e principalmente da Rádio Nacional. Em 1928, o antigo Liceu Literário Português deu espaço a um edifício de 102 metros de altura, com 22 pavimentos e estrutura em concreto armado, edificado para abrigar o Jornal A Noite, um projeto do francês Joseph Gire, autor do hotel Copacabana Palace e do Palácio Laranjeiras, e do arquiteto brasileiro Elisário Bahiana, tendo Emilio Baumgart como calculista estrutural. Em seus andares estabeleceram-se sedes de empresas multinacionais, das agências de notícias La Prensa e United Press Association, além dos famosos estúdios da antiga Rádio Nacional, reconhecida nacionalmente pela produção de novelas e divulgação de artistas nacionais, eternamente associados à época em que o edifício era foco de uma vida alegre e boêmia. (para saber mais, clique aqui)

Festa do Divino Espírito Santo de Paraty

A celebração do Espírito Santo é uma manifestação cultural e religiosa, de origem portuguesa, disseminada no período da colonização e ainda hoje presente em todas as regiões do Brasil, com variações em torno de uma estrutura básica: a Folia, a Coroação de um imperador, e o Império do Divino, símbolos principais do ritual. Em Paraty, a Festa do Divino vem incorporando outros ritos e representações que agregam elementos próprios e específicos relacionados à história e à formação de sua sociedade. É uma celebração profundamente enraizada no cotidiano dos moradores, um espaço de reiteração de sua identidade e determinante dos padrões de sociabilidade local.

Paratynautica.com

Realizada a cada ano, iniciando no Domingo de Páscoa, suas manifestações e rituais ocorrem ao longo da semana que antecede o Domingo de Pentecostes, principal dia da festa. (para saber mais, clique aqui)

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do IPHAN.

Serviço: Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Dia:
3 de abril de 2013, de 10h às 18h
Local: Sede do IPHAN
SEPS 713/913 Bloco D – Ed IPHAN – Asa Sul
Brasília – DF

Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger encerra inscrições nesta sexta, 8 de março

As inscrições do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger 2012/2013, abertas em 11 de dezembro seguem até esta sexta, 8 de março. O concurso, um dos maiores para trabalhos fotográficos do Brasil, é promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado (SecultBA). Nesta 5ª edição, o prêmio teve uma ampliação significativa: agora são R$ 120 mil distribuídos em três categorias – “Livre Temática e Livre Técnica”; “Fotografia Documental” e “Trabalhos de Inovação e Experimentação na Área de Fotografia” –, reforçando seu papel no intuito de incentivar, divulgar e valorizar a produção fotográfica brasileira. O edital e seus anexos estão disponíveis no site www.fundacaocultural.ba.gov.br. O Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger é aberto a fotógrafos brasileiros ou estrangeiros com situação de permanência legalizada, maiores de 18 anos, que devem apresentar um projeto ainda não premiado no Brasil nem no exterior. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas exclusivamente via Correios. As fotografias devem ser apresentadas impressas, em formato de 20 x 30 centímetros , e serão avaliadas por uma comissão composta por três profissionais da Bahia e dois de outras localidades, todos indicados através de fóruns representativos do setor.

Justiça mantém embargo de obra em Brasília

A preservação do tombamento de Brasília teve uma vitória importante no judiciário. A 6ª Vara Federal da Primeira Região indeferiu pedido de liminar contra embargo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Distrito Federal (IPHAN-DF) a uma obra com irregularidades na Asa Sul. Entre os problemas estão a invasão do espaço aéreo e altura do volume construído em desacordo com as normas. Com bases em denúncias, o IPHAN-DF determinou a paralisação das obras no bloco I, da SQS 312 e determinou a apresentação de documentos para análise.

Segundo o superintendente do IPHAN no DF, José Leme Galvão, a decisão judicial reforça a luta pela preservação do conjunto urbanístico de Brasília. Em seu despacho, a juíza federal Ivani Silva da Luz lembra que é dever do IPHAN proteger, salvaguardar, conservar e manter o Conjunto Urbanístico de Brasília, de modo que não se modifique sua estrutura, a qual foi protegida pelo tombamento histórico nacional. Neste sentido, ainda de acordo com a juíza, “é necessário que se fiscalizem as construções nele realizadas, sejam de reparação, restauração, para que se mantenham as características do projeto original do Plano Piloto”.

A juíza destacou ainda que a construtora, além de não ter observado o gabarito permitido, iniciou a obra sem projeto aprovado pelo IPHAN. Diante do exposto, ela indeferiu o pedido de liminar, uma vez que as características da obra estão “dissonantes com o tombamento federal e a legislação sobre patrimônio histórico e artístico nacional”.

Estudantes do curso de Turismo da Universidade de Brasília visitam exposição Ver-o-Peso

Alunos do curso de Turismo da Universidade de Brasília – UnB, participantes das disciplinas Sustentabilidade, Ética e Turismo, e Estudo do Turismo 1 ministradas pela professora Iara Brasileiro (e pelo) professor Luiz Carlos Spiller, e Daniela Rocco fizeram uma visita a exposição sobre a beleza e a tradição do Mercado Ver-o-Peso de Belém do Pará. A mostra fica em Brasília, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) até o dia 22 de fevereiro, o agendamento para grupos pode ser feito pelo e-mail expoveropeso@gmail.com ou pelo telefone (61) 2024-5464.

O curso de bacharelado em Turismo da UnB foi implantado no segundo semestre de 2010 e conta com 200 estudantes.  Os estudantes presentes passaram pelas diversas etapas da exposição: o módulo Mercado que traz o Ver-o-Peso como um espaço popular, conferindo amplo destaque à literatura local e contextualizando o mercado historicamente. O módulo patrimônio cultural que sensibiliza para a importância e os modos dos fazeres tradicionais e também apresenta cronologicamente a histórica da transformação da paisagem urbana local, além dos achados arqueológicos coletados durante a reforma do Mercado em 2002.

“A exposição proporciona formação técnica mesclando teoria e prática, além de ser uma oportunidade de se ter contato com a cultura do estado do Pará. Eventos como este proporcionam aos estudantes um aprendizado voltado ao turismo cultural e a preservação do local, bem como diferentes aspectos entre cultura e sustentabilidade. Este conjunto ‘materializa o imaterial’ e é importante não só para a comunidade acadêmica, mas para toda sociedade” afirmam os professores.