Audiência Pública no Senado debate o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília

A presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) participou na manhã desta quinta-feira, dia 05 de dezembro, da Audiência Pública realizada na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, em Brasília. O convite partiu dos senadores Rodrigo Rollemberg e Cristovam Buarque e teve como objetivo debater o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasilia (PPCUB) e seus efeitos na área tombada e no entorno.

Ao relatar um histórico sobre os debates a respeito da preservação do Plano Piloto, Jurema Machado ressaltou a necessidade de consolidar as normas hoje existentes relativas à área tombada em Brasília, um trabalho que o IPHAN vem desenvolvendo também para todos os sítios urbanos tombados em nível federal no país ou inscritos na lista do Patrimônio Mundial. (Leia aqui a íntegra do discurso da presidenta do IPHAN).

Também participaram da Audiência Pública Romulo Andrade, sub-secretário da Secretaria de Estado de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano (SEDHAB-DF); Maria Elda Fernandes Melo, Promotora de Justiça da 3ª Promotoria de Justiça de Ordem Urbanística (Prourb) do Ministério Público do Distrito Federal; Benny Schvarsberg, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAUNB); Vera Ramos, arquiteta e urbanista diretora de Patrimônio Cultural do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHG-DF); Paulo Henrique Paranhos de Paula e Silva, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), João Gilberto Carvalho, presidente do Sindicato da Construção Civil; e Thiago Teixeira Andrade, arquiteto e urbanista representando a organização Arquitetos por Brasília.

Brasília sedia evento sobre Sítio da Serra da Capivara, patrimônio mundial

Serra da Capivara: os brasileiros com mais de 50 mil anos, é tema de evento que acontece de 01 de outubro a 15 de dezembro, em Brasília, e traz duas exposições e um ciclo de conferências com especialistas internacionais sobre o Parque Nacional da Serra da Capivara no Piauí, um dos mais ricos sítios arqueológicos do mundo e integrante da lista do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991.

Com acesso gratuito, o público poderá conferir uma exposição museográfica, parte da coleção do Museu do Homem Americano (que fica em São Raimundo Nonato, PI); exposição e produção de cerâmicas feitas pelos moradores das cercanias do Parque, e um ciclo de conferências organizado por várias instituições que promoverá as discussões mais atuais sobre arqueologia, turismo, gestão de áreas protegidas, gestão de patrimônio natural e inclusão produtiva de populações vizinhas, entre outros.

As conferências, que serão realizadas no mesmo período das exposições, acontecerão todas as semanas, sempre às quartas-feiras, das 18h às 20h30, no auditório do Espaço Israel Pinheiro. O Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNA-IPHAN) fará palestra no dia 06 de novembro sobre arqueologia e gestão do Patrimônio Cultural. Desde 1993, o sítio está inscrito como bem cultural do Brasil no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico do IPHAN. Veja aqui todas as Conferências em Programa detalhado.

Parque Serra da Capivara
O Parque Nacional da Serra da Capivara foi criado em 5 de junho de 1979 e está situado no Sudeste do Estado do Piauí, fazendo fronteira com os municípios de São Raimundo Nonato, Coronel José Dias, João Costa e Brejo do Piauí. Possui 129.140 hectares e seu perímetro é de 214 km.

A região do Parque Nacional da Serra da Capivara era, entre 440 e 360 milhões de anos atrás, coberta pelo mar Siluriano-Devoniano, limitado ao sul pelo escudo cristalino do Pré-Cambriano. Por volta de 225-210 milhões de anos atrás, durante o Triássico, um movimento tectônico de grande porte que iniciou a abertura do Atlântico Sul fez levantar o fundo do mar, criando a serra, formada por rochas sedimentares, arenitos e conglomerados. As chuvas esculpiram o relevo formando uma paisagem espetacular com múltiplos monumentos geológicos de rara beleza.

A paisagem atual da região do Parque Nacional da Serra da Capivara é formada por planaltos, serras e planícies. Essas várias formas de relevo são resultado de transformações que foram se produzindo durante milhões de anos nas duas formações geológicas, a Bacia Sedimentar Piauí-Maranhão, ao Norte, e a Depressão do Médio São Francisco, ao Sul.

Serviço:
Ciclo de Conferências “Serra da Capivara: os brasileiros com mais de 50 mil anos”
Local:
Espaço Israel Pinheiro, na Praça dos Três Poderes – Brasília-DF
Data: 2 de outubro a 15 de dezembro.
Horário: De segunda a domingo, das 10h às 18h. As conferências serão às quartas-feiras, das 18h30 às 20h30, com entrada gratuita.

Iphan fará inventário de áreas verdes para proteger projeto de Lúcio Costa em Brasília

Foto: Pedro Ventura / Agência Brasília

Brasília tem a maior renda per capita do país, uma indústria em ascensão e um pujante mercado do agronegócio. Mas a maior riqueza dos moradores da capital até hoje não foi avaliada em números. Os espaços livres e arborizados da cidade são o legado mais valioso do Distrito Federal. Pela primeira vez, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional fará um inventário das áreas verdes. O Iphan contratará uma consultoria para preparar um levantamento completo em toda a área tombada, a partir da base cadastral de terras do DF. Com esse estudo, o instituto pretende aprimorar a preservação da escala bucólica idealizada pelo urbanista Lucio Costa e garantir, para as próximas gerações, a qualidade de vida que tanto orgulha os brasilienses.

O levantamento do Iphan será feito a partir da planta cadastral do DF. O superintendente do Instituto no DF, José Leme Galvão Junior, explica que o inventário trará a tipificação desses espaços. “Vamos fazer um negativo verde do mapa, ou seja, tudo aquilo que não for lote registrado ou construção será incluído no mapeamento das áreas verdes. Esses espaços serão classificados em suas diferentes tipologias, como parques, áreas verdes remanescentes, canteiros centrais, áreas lindeiras, espaços verdes dentro dos lotes ou áreas não edificantes”, comenta Galvão. “Vamos buscar ajuda do governo local, para termos acesso às plantas da Terracap e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano”, acrescenta o superintendente do Iphan.

Quando idealizou o projeto para o Plano Piloto, Lucio Costa estabeleceu uma das principais diretrizes para a nova capital: “o chão é livre”, previu o urbanista. As árvores frondosas ao lado dos edifícios, os extensos gramados contíguos às superquadras e o verde intenso no horizonte se transformaram na marca da cidade e no grande diferencial da capital. Moradora da Asa Sul há mais de três décadas, a aposentada Maria Zulene Moreira, 70 anos, sente-se em um grande parque. “O verde é essencial e precisa ser preservado. A população precisa ter esse cuidado, porque é a marca da nossa cidade”, comenta Zulene.

Ocupação viável
O superintendente do Iphan explica que conservar a cidade não significa congelar todas as áreas verdes e vazias, mas planejar uma ocupação viável. “Brasília é uma área urbana, não é um parque. Vamos estudar formas de preservar a cidade, mas isso não significa que ela tem que ficar intocada”, comenta Galvão.

Na Entrequadra 106/107 Norte, o gramado costuma acolher crianças durante as brincadeiras, moradores que passeiam com cachorros, mas também usuários de drogas que ocupam o espaço ermo para fumar crack ou maconha. Diante disso, a comunidade das duas quadras começou a discutir um projeto para o espaço. Há quem defenda a instalação de equipamentos de uso coletivo, como academias para idosos, ou a implantação de um bosque com projeto paisagístico feito pelo governo. Alguns brigam por vagas de estacionamento subterrâneas.

A prefeita da 106 Norte, Rosângela Sotero de Mendonça, conta que a comunidade da região já se mobilizou para remover uma construção irregular do canteiro. “Uma empresa fez um estande de vendas enorme, fora dos padrões, e brigamos pela demolição. Agora, queremos que eles refaçam o gramado, que ficou destruído. Além disso, estudamos propostas a serem apresentadas ao GDF”, comenta a líder comunitária. “Queremos pensar em um uso de baixo impacto, para que as pessoas não fiquem com a ideia de que a área está abandonada, o que acaba atraindo usuários de drogas e marginais”, acrescenta Rosângela.

Do outro lado do gramado, também há apoio por intervenções na área. O prefeito da SQN 107, Antônio Humberto Machado de Sousa Brito, diz que a maioria quer a construção de bosque, parquinho ou estacionamento no local. “É preciso estudar o assunto para saber se nossas ideias estão de acordo com o tombamento. Infelizmente, hoje, o gramado virou ponto de usuários de droga”, comenta Antônio Humberto.

Análise
O diretor de Urbanismo e Projetos da Administração de Brasília, Leandro Mariani, conta que recebe com frequência a visita de moradores interessados em requalificar essas áreas verdes, e garante que as propostas são estudadas pelos técnicos. “Temos uma grande preocupação com esses espaços públicos e com a escala bucólica. Quando recebemos projetos paisagísticos de requalificação das áreas, por exemplo, analisamos com cuidado”, comenta Mariani. Eles costumam dar o aval para parques infantis, pontos de encontro comunitário ou bosques. Estacionamentos em áreas verdes são frequentemente recusados.

A presidente do Conselho Comunitário da Asa Sul, Heliete Bastos, reclama do desvirtuamento de áreas verdes e lembra que a comunidade da região brigou contra a mudança de destinação de alguns terrenos que hoje ainda estão vazios. “Pressionamos o governo, participamos de debates na Câmara Legislativa há alguns anos e conseguimos abortar propostas de mudanças de destinação que permitissem a construção de prédios, por exemplo”, comenta Heliete.

O psicólogo Carlos Augusto de Medeiros, 39 anos, nasceu em Brasília e se orgulha da capital, principalmente por conta dos extensos espaços verdes. “Essas áreas verdes são muito especiais para os moradores da cidade e são o símbolo da nossa qualidade de vida. É possível correr, passear com os cachorros, fazer esporte, tudo isso em contato com a natureza”, comemora Carlos Augusto.

fonte: Diário de Pernambuco

Seminário de Pesquisa do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do IPHAN – Brasília

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional promove em Brasília, no próximo dia 30, às 14h30, o Seminário de Pesquisa do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do IPHAN.

O PEP/MP é um Programa de Pós-Graduação que visa à formação interdisciplinar de profissionais graduados em diversas áreas de conhecimento para atuarem no campo da preservação do patrimônio cultural. A proposta pedagógica do Mestrado associa práticas de preservação ao aprendizado teórico-metodológico e à pesquisa. O Seminário de Pesquisa é uma das atividades do Programa, que tem como objetivo a apresentação, pelos alunos, das atividades e pesquisas em desenvolvimento em seus departamentos e a discussão dos temas relacionados à preservação com outros profissionais e colegas, professores, estudantes e pesquisadores.

Nesta edição, o Seminário abordará temáticas de educação patrimonial, reconhecimento e preservação do patrimônio cultural quilombola, instrumentos jurídicos de proteção aos direitos coletivos e direitos difusos relacionados aos bens registrados e os desafios na relação entre bens edificados e tecnologias digitais.

Seminário de Pesquisa do PEP/MP IPHAN
Data: 30/04/2013 – 14h30
Local: Sala de Reuniões (sala do Comitê Gestor), 5º andar
Sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
SEPS 713/913 Bloco D, 5º andar, Asa Sul, Brasília, DF

Via Educação Patrimonial

IPHAN leva a Brasília exposição sobre o arquiteto Luís Saia

Luís Saia: Memória e Política é a exposição que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) leva a Brasília a partir do dia 10 de abril. Estará aberta para visitação até o dia 28 de junho, na Sala Mário de Andrade, na sede do IPHAN, em Brasília. A exposição integra a programação do I Seminário Trajetórias profissionais – Urbanistas e Urbanismo no Brasil, também realizada na capital federal, de 10 a 12 deste mês, coordenada pelo Grupo de Pesquisa em Urbanismo e História da Cidade da Universidade de Brasília (UnB).

A mostra foi criada pelo grupo Urbis (Grupo de Pesquisa em História da Cidade, Arquitetura e Paisagem), do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP) e concebida pelo professor Carlos Roberto Monteiro de Andrade (IAU-USP), que a coordenou em conjunto com o professor Francisco Sales Trajano Filho (IAU-USP), com o professor Paulo Roberto Masseran (Unesp/Bauru) e com o historiador Jaelson Bitran Trindade (IPHAN/SP).

A proposta da exposição é apresentar a trajetória profissional, ideias, obras e realizações nos campos da história, arquitetura, urbanismo e do patrimônio cultural brasileiro de Luís Saia. Figura de extrema importância para a arquitetura e urbanismo e para a preservação do Patrimônio Cultural no Brasil, Luis Saia participou de momentos emblemáticos desta história ao lado de grandes nomes como Mário de Andrade, Dina Lèvy-Strauss, Rodrigo Melo Franco de Andrade e João Batista Vilanova Artigas. Luís Saia elaborou diversos projetos arquitetônicos, urbanísticos e planos diretores, dentre outros trabalhos e também marcou a criação do IPHAN em São Paulo, onde  atuou por quase 40 anos, escrevendo e executando obras de restauro.

Luis Saia
O centenário do arquiteto paulista foi comemorado em 2011. Nascido na cidade de São Carlos, onde iniciou seus estudos, graduou-se em engenharia e arquitetura pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Em 1936 participou do curso de Etnografia e Folclore do Departamento de Cultura da prefeitura paulistana, quando passa a ser colaborador do Departamento de Cultura e do então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o antigo IPHAN, onde substitui Mario de Andrade na Chefia do 4º Distrito, cargo que exerceu por cerca de 40 anos.

Em 1938 chefiou a Missão de Pesquisas Folclóricas do Departamento de Cultura, que percorreu os estados do norte e nordeste do Brasil, registrando o folclore musical dessas regiões e recolhendo, através de gravações, fotografias, filmes, desenhos e notações musicais, informações complementares às gravações realizadas. Luis Saia ainda realizou pesquisas e estudos etnográficos, particularmente sobre o samba rural paulista, nas cidades dos arredores de São Paulo.

No IPHAN-SP foi diretamente responsável pela restauração de mais de 30 edificações, entre elas as casas do Bandeirante e do Caxingui, e pela proposição de tombamento de diversos monumentos e coleções de obras de arte, distribuídas pelos estados do sul do Brasil. Promoveu ainda duas grandes pesquisas sobre coleções de obras de arte e sobre a arquitetura do café.

Também foi coordenador de diversos cursos, como o de Especialização em Restauro de Bens Culturais e Conjuntos Arquitetônicos promovido pelo IPHAN e pela Faculdade de Arquitetura da USP, em 1974. Professor Livre Docente da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, foi ainda responsável pelos Planos Diretores das cidades de Anápolis, Goiânia, São José do Rio Preto, Lins e Águas de Lindóia, além de grande número de projetos de residências, hospitais e pavilhões para exposições. Luís Saia faleceu em 15 de maio de 1975.

Veja o convite [aqui]

Serviço:
Exposição Luís Saia: Memória e Política
Abertura: 10 de abril às 19h
Visitação: de 10 de abril a 28 de junho de 20
De segunda à sexta-feira, de 8h às 18h
Local: Sala Mário de Andrade,
Edifício-sede do IPHAN
SEPS 713/913, Lote D
Brasília – DF

Justiça mantém embargo de obra em Brasília

A preservação do tombamento de Brasília teve uma vitória importante no judiciário. A 6ª Vara Federal da Primeira Região indeferiu pedido de liminar contra embargo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Distrito Federal (IPHAN-DF) a uma obra com irregularidades na Asa Sul. Entre os problemas estão a invasão do espaço aéreo e altura do volume construído em desacordo com as normas. Com bases em denúncias, o IPHAN-DF determinou a paralisação das obras no bloco I, da SQS 312 e determinou a apresentação de documentos para análise.

Segundo o superintendente do IPHAN no DF, José Leme Galvão, a decisão judicial reforça a luta pela preservação do conjunto urbanístico de Brasília. Em seu despacho, a juíza federal Ivani Silva da Luz lembra que é dever do IPHAN proteger, salvaguardar, conservar e manter o Conjunto Urbanístico de Brasília, de modo que não se modifique sua estrutura, a qual foi protegida pelo tombamento histórico nacional. Neste sentido, ainda de acordo com a juíza, “é necessário que se fiscalizem as construções nele realizadas, sejam de reparação, restauração, para que se mantenham as características do projeto original do Plano Piloto”.

A juíza destacou ainda que a construtora, além de não ter observado o gabarito permitido, iniciou a obra sem projeto aprovado pelo IPHAN. Diante do exposto, ela indeferiu o pedido de liminar, uma vez que as características da obra estão “dissonantes com o tombamento federal e a legislação sobre patrimônio histórico e artístico nacional”.

Exposição Ver-o-Peso, em Brasília, termina essa semana

A próxima sexta-feira, dia 22 de fevereiro, é o último dia para visitação da Exposição Itinerante Ver-o-Peso, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Brasília. Desde o dia 24 de outubro de 2012, a mostra tem recebido visitantes de todas as idades e grupos de estudantes que agendam a visita e são orientados pelos monitores treinados pelo IPHAN-PA. Nesta quinta-feira, dia 21, o secretário de Cultura do Governo do Distrito Federal, Hamilton Pereira, também visitou a Exposição.

A mostra traz a beleza e a tradição do Mercado Ver-o-Peso de Belém do Pará, apresentando os saberes e fazeres do maior mercado ao livre da América Latina. A ideia da Exposição Itinerante Ver-o-Peso surgiu em 2011, a partir da pesquisa e documentação produzidas no Inventário de Referências Culturais mercado. A mostra está distribuída em temáticas. O módulo mercado traz o Ver-o-Peso como um espaço popular, conferindo amplo destaque a literatura local e contextualizando o mercado historicamente. Já o módulo patrimônio cultural sensibiliza a comunidade para a importância e os modos do fazer tradicionais. Também apresenta cronologicamente a histórica da transformação da paisagem urbana do local. Os visitantes também poderão ver os achados arqueológicos coletados durante a reforma do Ver-o-Peso em 2002. Entre eles estão cerâmicas, louças, ferragens e vidros. No módulo saberes e ofícios a exposição destaca as atividades desenvolvidas no Ver-o-Peso durante o século XVII, com ênfase nos modos de fazer, técnicas, processos e produtos. Completando a mostra, há exibição de vídeos e a opção de três roteiros para uma visita visual ao mercado.

Inagurado em 1625 no antigo porto do Pirí, o Ver-o-Peso sofreu modificações ao longo do tempo para se adaptar às necessidade e gostos da Belle Époque, período de cultura cosmopolita na história da Europa que se iniciou no fim do século XIX e durou até a Primeira Guerra Mundial, em 1914. O mercado integra um complexo arquitetônico e paisagístico de 25 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas. Algumas delas são a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo, o Mercado da Carne, o Mercado de Ferro, a Praça do Pescador, a Praça do Relógio e o Solar da Beira. O conjunto foi tombado pelo IPHAN em 1997.

Serviço:
Exposição Itinerante Ver-o-Peso
Local: Galeria Mário de Andrade
Sede do IPHAN
SEPS 713/913, Bloco D, Edifício IPHAN – Asa Sul – Brasília – DF