Casa do Patrimônio de Alagoas recebe exposição Bem do Brasil

Sem títuloCom a ideia de levar o espectador a compartilhar, refletir e valorizar o patrimônio cultural brasileiro em suas múltiplas expressões materiais e simbólicas, a exposição itinerante Bem do Brasil: Patrimônio Histórico e Artístico chega a Alagoas, no próximo dia 25 de setembro.

A mostra do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) traz peças de várias regiões do país como violas-de-cocho de Mato Grosso, tambores da Crioula do Maranhão, oratórios mineiros e baianos, imagens de reis, santas e santos de igrejas de Pernambuco e do Museu de Arte Sacra de São Cristóvão (SE), esculturas das Missões Jesuítico-Guaranis no Rio Grande do Sul entre outras.

Também poderão ser conferidos os ex-votos de romeiros do Ceará e Bahia, cajados de pais de santo, cerâmicas indígenas do Espírito Santo, carrancas do Velho Chico, cabeça de Boi Tinga do Pará, máscaras de Cavalhadas de Goiás, bonecos do Jequitinhonha, o jongo do Rio de Janeiro, cerâmicas e cabeças de ex-votos de procedências diversas.

Com curadoria de Lauro Cavalcanti, diretor do Centro Cultural Paço Imperial, design de Victor Burton e patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as obras estão apresentadas em pinturas, gravuras e esculturas, além de filmes e fotografias.

Confira o convite [aqui]

Serviço:
Exposição Bem do Brasil: Patrimônio Histórico e Artístico

Data: 25 de setembro de 2013
Horário: 19h
Local: Casa do Patrimônio do IPHAN-AL
Endereço: Rua Sá e Albuquerque, 157 – Jaraguá – Maceió/AL

Paço Imperial recebe mostra de Beatriz Milhazes até 27 de outubro

Com mais de 60 obras marcantes de Beatriz Milhazes, a exposição “Meu Bem” fica em cartaz no Centro Cultural Paço Imperial até o dia 27 de outubro. A panorâmica da produção da artista traz trabalhos feitos desde 1980, entre pinturas, colagens e gravuras, provenientes de coleções públicas e particulares.

Beatriz Milhazes é conhecida no Brasil  e em outros países por trabalhar com pinturas e gravuras com cores fortes e atrativas acompanhadas de flores, arabescos, crochês e rendas, que lembram o universo feminino. A artista buscou sua referência estética no modernismo de 1922 e principalmente em Tarsila do Amaral.

Poço Redondo é tema de exposição no Rio

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em conjunto com o Ministério da Cultura e o Centro Nacional de Folclore inauguram a exposição da Sala do Artista Popular Fios de Tradição em Poço Redondo, de 29 de agosto a 29 de setembro no Rio de Janeiro/RJ.

O mote é a região do estado de Sergipe conhecida como o Sertão do São Francisco. Numa perspectiva histórica, a Grota de Angico, é o segundo maior destino turístico da região, por ser o local em que o rei do cangaço, Lampião, e integrantes de seu bando foram capturados pelas forças volantes nos idos de 1938.

Os trabalhos artesanais produzidos pelas mulheres do sertão de Sergipe tinham traços e registros marcantes desde o Século XIX sendo comum ouvir relatos de lenços bordados por encomenda para cangaceiros de renome. As obras compõem um variado repertório visual composto por peças de vestuário, enfeites de cabelo, panos de bandeja, cortinas, roupas de mesa e banho surge pelas mãos das rendeiras e bordadeiras, que ao longo de gerações fazem do entrelaçamento de fios uma forma de expressão.

Histórico
Em Poço Redondo, sentadas próximo às janelas para aproveitar a luminosidade, as rendeiras chamam a atenção de quem passa pelo local. No povoado de Sítios Novos, não muito distante da sede do município, é grande o número de mulheres que, uma após outra geração, vêm se dedicando a ornar os cortes de pano com fios que se entrecruzam e entremeiam tecidos em composições graciosas. Os pontos mais frequentes são o ponto-cruz e o rendendê, que na década de 1970 ganhou visibilidade, chegando a ser conhecido como a renda sergipana.

Um variado repertório visual composto por peças de vestuário, enfeites de cabelo, panos de bandeja, cortinas, roupas de mesa e banho surge pelas mãos das rendeiras e bordadeiras, que ao longo de gerações fazem do entrelaçamento de fios uma forma de expressão.

Confira aqui o convite.

Serviço:
Fios de Tradição em Poço Redondo
Local:
Sede do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete 179, Rio de Janeiro/RJ.
Data: 29 de agosto a 29 de setembro de 2013.
De terça a sexta, de 11 às 18h. Aos sábados, domingos e feriados, de 15 às 18h.

Olinda tem mostra fotográfica de seu cotidiano histórico

Sem título-1A partir de 12 de setembro, o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional em Pernambuco (IPHAN-PE) recebe a exposição Olinda Patrimônio Cotidiano.

A Mostra que estará disponível na Casa do Patrimônio de Iguarassu possui realização e curadoria do Instituto de Cooperação Econômica Internacional (ICEI –Brasil) e traz trabalhos de 11 fotógrafos que que registraram em suas lentes o povo, símbolos, ritos e crenças local. Como parte desta ação cultural, no período de 19 a 23 de agosto , foi realizada na Casa do Patrimônio do Município a oficina de fotografia artesanal com a participação de jovens moradores de Igarassu.

A oficina foi um trabalho de educacional e teve como intuito aproximar a comunidade do conceito de patrimônio cultural. Por meio da técnica da fotografia analógica, os alunos pesquisaram sobre o patrimônio material e imaterial de sua cidade, retratando o cotidiano e sua realidade histórica e cultural, comunicando e atualizando visões e interpretações sobre o patrimônio.

Programação
Sem título-1 - CopiaA gastronomia local também estará presente na abertura da exposição, que contará ainda com apresentação do maracatu nação Estrela Brilhante e a entrega dos certificados aos participantes da oficina artesanal de fotografia.

Confira aqui a programação completa

Serviço:
Exposição fotográfica – Olinda Patrimônio Cotidiano
Data:
12 de setembro de 2013.
Local: Sobrado do Imperador, Casa do Patrimônio – Iguarassu (PE)

Exposição no Rio de Janeiro une fé e artesanato

O Ministério da Cultura, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) convidam para a inauguração da exposição Motivos de Fé, na próxima quinta-feira, 04 de julho.

A mostra de arte e artesanato ressalta o fluxo das trocas simbólicas entre vida e afirmação da fé, presentes ora nas imagens esculpidas em madeira e barro, ora elaboradas em tecido e bordados dos estandartes, ou nos presépios e pêssankas.

As visitas poderão ser feitas de terça a sexta das 11h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados das 15 às 18h. Exemplares da Exposição também estarão à venda.
Confira o convite aqui

Serviço:
Data:
4 de Julho
Horário: 17h
Local: Sala do Artista Popular
Endereço: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete, 179, Catete. Rio de Janeiro.
Informações: www.cnfcp.gov.br

Exposição Guerra do Contestado

Sob curadoria do pesquisador Fernando Romero, a exposição “Guerra do Contestado: 100 Anos de Memórias e Narrativas” está aberta para visitação no Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa até 02 de junho de 2013 e trará um acervo com peças entre armas, fotografias, imagens de santos e maquetes de locais e redutos do evento.

Promovida pela Fundação Catarinense de Cultura, a instalação tem quatro salas temáticas e não pretende contar a história do imbróglio, mas expor os diferentes pontos de vista dos estudos sobre ele ao longo dos últimos cem anos. Entre os objetos expostos, há utensílios do cotidiano dos caboclos, armas usadas nas batalhas, obras que retratam os redutos e conflitos da guerra e as maquetes.

A Guerra do Contestado colocou em evidência, pela primeira vez no Brasil, temas fundamentais do mundo contemporâneo: a ecologia, a liberdade religiosa, a posse da terra e a contestação de relações sociais arcaicas em pleno século XX. Teve grande influência nos rumos tomados pela sociedade catarinense no presente e deixou cicatrizes que até hoje reclamam nossa consideração.

Entre os anos de 1912 e 1916, a região do Contestado, cujo território era alvo de disputas entre os estados de Santa Catarina e Paraná, foi palco de um dos mais sangrentos episódios da história do Brasil. Juntou-se à questão das fronteiras a eclosão de um surto messiânico influenciado pelo grande número de pessoas sem terras e sem emprego na região. Eram ex-camponeses, expulsos de suas terras para a implantação de uma madeireira, e ex-operários da estrada de ferro Brazil Railway, que trabalharam na construção e se viram sem trabalho com o fim do empreendimento.

Nesse cenário, surgiram profetas e monjes pregando ideais de justiça, paz e comunhão, indo de encontro ao autoritarismo e à ordem republicana vigentes. Preocupados com o crescimento do movimento popular, os governos estadual e federal começaram a agir contra a comunidade, com o envio de tropas militares para a região. Os sertanejos resistiram à ação da artilharia pesada do exército até 1916, quando aviões foram usados para acabar com o movimento, causando a morte de milhares de pessoas.

Desde então, a Guerra foi narrada de diversas formas pelos diferentes personagens que dela tomaram parte e por aqueles que refletiram sobre ela posteriormente. Analisar essas narrativas é uma forma de recontar essa história com a perspectiva do presente. Recordar as marcas, reavivar as memórias, mostrar os lugares que lembram esse passado deve contribuir para analisarmos com outros olhos o nosso tempo atual e ver que muitos dos temas trazidos pelos rebeldes do Contestado continuam tão vivos como há 100 anos.

O Quê: Exposição “Guerra do Contestado: 100 Anos de Memórias e Narrativas”

Quando: Até 02 de junho de 2013

Onde: Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa (Praça XV de Novembro, em Florianópolis)

Valor: Gratuito

Exposição sobre Roberto Burle Marx segue até o fim do mês, em Recife

Sem títuloAté o dia 28 de abril a Exposição Roberto Burle Marx: a figura humana na obra em desenho pode ser visitada no Centro Cultural Correios, no Recife (PE). A mostra, que já passou por Brasília e pelo Rio de Janeiro, reúne 121 desenhos do artista, produzidos de 1919, aos dez anos de idade, até 1951, que integram o acervo com mais de três mil peças do Sítio Roberto Burle Marx do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN/MinC). Os desenhos sintetizam o período inicial da produção de Burle Marx no campo das artes plásticas, marcado pelo ensino acadêmico. São feitos sobre papel em carvão, grafite, nanquim, lápis de cor, crayon, giz de cera, hidrocor e guache, as obras expostas se subdividem em três conjuntos.

No primeiro deles, há retratos, nus e esboços de figuras, nos quais se percebe a passagem de preocupações relacionadas ao domínio técnico, como o uso do claro-escuro e a proporcionalidade do corpo humano, ao desenvolvimento de uma linguagem própria, inspirada pelo traço cubista e já próxima da abstração, da qual se depreende a generosidade de seu olhar a respeito do ser humano. O segundo conjunto contempla diversas cenas cotidianas, onde cadeiras, mesas e copos denotam a ambiência de bares e restaurantes. Personagens recorrentes, como fuzileiros, marinheiros e jogadores de bilhar, participam de uma atmosfera em que, por vezes, o ponto de vista do observador parece participar das trocas de olhares e palavras comuns a esses locais de convivência e entretenimento. Já o terceiro conjunto é composto de 15 desenhos que não foram apresentados nas duas mostras anteriores, feitos durante uma viagem do artista ao Nordeste brasileiro em 1932, tendo com tema cenas urbanas e rurais, com ênfase nas espécies vegetais encontradas.

O acervo reunido em Roberto Burle Marx: a figura humana na obra em desenho apresenta elementos formais presentes em sua maturidade artística e também revela seu modo de estar no mundo e cultivar amizades e paisagens.

Veja o convite [aqui]

Serviço:
Exposição Roberto Burle Marx: a figura humana na obra em desenho
Data:
 De 6 de fevereiro a 28 de abril de 2013
Visitação: Terça a sexta-feira, das 9h as 18h.
Sábados e Domingos, das 12h as 18h
Local: Centro Cultural Correios
Avenida Marquês de Olinda, 262
Recife Antigo

Exposição sobre o arquiteto Luís Saia pode ser conferida no IPHAN

Está disponível para visitação até o dia 28 de junho, na Sala Mário de Andrade da sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Brasília, a exposição Luís Saia: Memória e Política. A mostra integra a programação do I Seminário Trajetórias profissionais – Urbanistas e Urbanismo no Brasil, também realizada na capital federal, de 10 a 12 deste mês, coordenada pelo Grupo dePesquisa em Urbanismo e História da Cidade da Universidade de Brasília (UnB).

Foto: Núbia Selen

A exposição foi criada pelo grupo Urbis (Grupo de Pesquisa em História da Cidade, Arquitetura e Paisagem), do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP) e concebida pelo professor Carlos Roberto Monteiro de Andrade (IAU-USP), que a coordenou em conjunto com o professor Francisco Sales Trajano Filho (IAU-USP), com o professor Paulo Roberto Masseran (Unesp/Bauru) e com o historiador Jaelson Bitran Trindade (IPHAN/SP).

A proposta é apresentar a trajetória profissional, ideias, obras e realizações nos campos da história, arquitetura, urbanismo e do patrimônio cultural brasileiro de Luís Saia. Figura de extrema importância para a arquitetura e urbanismo e para a preservação do Patrimônio Cultural no Brasil, Luis Saia participou de momentos emblemáticos desta história ao lado de grandes nomes como Mário de Andrade, Dina Lèvy-Strauss, Rodrigo Melo Franco de Andrade e João Batista Vilanova Artigas. Luís Saia elaborou diversos projetos arquitetônicos, urbanísticos e planos diretores, dentre outros trabalhos e também marcou a criação do IPHAN em São Paulo, onde atuou por quase 40 anos, escrevendo e executando obras de restauro.

Durante a exposição também será apresentado o filme: A mídia exibe Brasília: contradições de uma cidade nova, realizado em 1967 por Joaquim Pedro de Andrade e co-roteirizado por Luís Saia, juntamente com o crítico de cinema Jean-Claude Bernardet. A história mostra que na cidade em crescimento, ia cercando de favelas o Plano-Piloto, o projeto utópico dos arquitetos Lucio Costa e Oscar Niemeyer.

O filme alterna com o documentário realizado em 1938 no Nordeste do Brasil por Luís Saia (enquanto chefe da Missão de Pesquisas Folclóricas), idealizado e organizado por Mário de Andrade. São 19 filmes de 16 e 35 mm que registram diversas expressões musicais populares: coco, bumba-meu-boi, caboclinhos, maracatu, etc.

Luis Saia
O centenário do arquiteto paulista foi comemorado em 2011. Nascido na cidade de São Carlos, onde iniciou seus estudos, graduou-se em engenharia e arquitetura pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Em 1936 participou do curso de Etnografia e Folclore do Departamento de Cultura da prefeitura paulistana, quando passa a ser colaborador do Departamento de Cultura e do então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o antigo IPHAN, onde substitui Mario de Andrade na Chefia do 4º Distrito, cargo que exerceu por cerca de 40 anos.

Em 1938 chefiou a Missão de Pesquisas Folclóricas do Departamento de Cultura, que percorreu os estados do norte e nordeste do Brasil, registrando o folclore musical dessas regiões e recolhendo, através de gravações, fotografias, filmes, desenhos e notações musicais, informações complementares às gravações realizadas. Luis Saia ainda realizou pesquisas e estudos etnográficos, particularmente sobre o samba rural paulista, nas cidades dos arredores de São Paulo.

No IPHAN-SP foi diretamente responsável pela restauração de mais de 30 edificações, entre elas as casas do Bandeirante e do Caxingui, e pela proposição de tombamento de diversos monumentos e coleções de obras de arte, distribuídas pelos estados do sul do Brasil. Promoveu ainda duas grandes pesquisas sobre coleções de obras de arte e sobre a arquitetura do café.

Também foi coordenador de diversos cursos, como o de Especialização em Restauro de Bens Culturais e Conjuntos Arquitetônicos promovido pelo IPHAN e pela Faculdade de Arquitetura da USP, em 1974. Professor Livre Docente da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, foi ainda responsável pelos Planos Diretores das cidades de Anápolis, Goiânia, São José do Rio Preto, Lins e Águas de Lindóia, além de grande número de projetos de residências, hospitais e pavilhões para exposições. Luís Saia faleceu em 15 de maio de 1975.

Veja a galeria de fotos do Lançamento da Exposição [aqui]

Veja o convite [aqui]

Serviço:
Exposição Luís Saia: Memória e Política
Abertura: 10 de abril às 19h
Visitação: de 10 de abril a 28 de junho de 20
De segunda à sexta-feira, de 8h às 18h
Local: Sala Mário de Andrade,
Edifício-sede do IPHAN
SEPS 713/913, Lote D
Brasília – DF

Exposição ‘Um canto no mundo de Sérgio Cezar’

Entra em cartaz, no próximo dia 11 de abril, quinta-feira, às 17 horas, a exposição da Sala do Artista Popular “Um canto no mundo – Sérgio Cezar”. Realizada pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do IPHAN, a mostra ficará em cartaz até 19 de maio, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer e adquirir o artesanato produzido pelo artista carioca.

Esse “arquiteto do papelão”, como é conhecido, tem o hábito de caminhar pela cidade, reunindo miudezas para seus casarios e favelas. Utilizando-se de instrumentos em sua maioria criados por ele mesmo, usa o verbo “mexer” para explicar o seu trabalho. Ele “mexe” com desenho, argila, pedra-sabão, bijuteria, bronze, estampa em tecido, além da fotografia, que o acompanha desde o início da sua jornada de artista popular. Ele “mexe” com os materiais enquanto cria a escultura e “viaja”, inventando histórias sobre os personagens para as pequenas moradias de papelão.

A atividade de recolher os despojos da vida urbana, de assimilar, reinventar o que recolhe, e de viver com o princípio do reaproveitamento define seu trabalho que acabou chegando à novela Duas Caras, da Rede Globo. As 3.500 casinhas de favelas usadas na abertura ficaram famosas, e a vida e trabalho do artista acabaram virando o curta-metragem “O gigante do papelão”, de 2010.

Inspirado pelas precariedades da cidade, o artista a remonta por meio do lixo e, com o cuidado do recorte e a sensibilidade para escolher o tipo de material para cada detalhe de suas peças, reconfigura e afirma o espaço geográfico da realidade urbana. Munido de olhos atentos para observar a vida da cidade e encontrar novos materiais para suas esculturas, dá vida a pequenas moradias a partir das sobras que recolhe. Os trabalhos estarão disponíveis para visitação e venda.

Sobre o CNFCP
Instituição vinculada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular é responsável por promover ações que busquem, por meio de pesquisa e documentação, conhecer as realidades específicas em que ocorrem as mais diversas expressões do fazer brasileiro, procurando acompanhar as constantes transformações por que passam, bem como apoiar e difundir os processos culturais populares, propondo e conduzindo ações para sua valorização e difusão.

Serviço
Sala do Artista Popular “Um canto no mundo de Sérgio Cezar”
Inauguração: 11.04.2013, às 17h
Período: 11/04/2013 a 19/05/2013
Exposição e venda: de terça a sexta-feira, das 11 às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 15 às 18h

Informações
Setor de Difusão Cultural
(21) 2285-0441, ramais 204, 205 e 206
difusão.folclore@iphan.gov.brwww.cnfcp.gov.br
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Rua do Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro, RJ 22.220-000

IPHAN leva a Brasília exposição sobre o arquiteto Luís Saia

Luís Saia: Memória e Política é a exposição que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) leva a Brasília a partir do dia 10 de abril. Estará aberta para visitação até o dia 28 de junho, na Sala Mário de Andrade, na sede do IPHAN, em Brasília. A exposição integra a programação do I Seminário Trajetórias profissionais – Urbanistas e Urbanismo no Brasil, também realizada na capital federal, de 10 a 12 deste mês, coordenada pelo Grupo de Pesquisa em Urbanismo e História da Cidade da Universidade de Brasília (UnB).

A mostra foi criada pelo grupo Urbis (Grupo de Pesquisa em História da Cidade, Arquitetura e Paisagem), do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP) e concebida pelo professor Carlos Roberto Monteiro de Andrade (IAU-USP), que a coordenou em conjunto com o professor Francisco Sales Trajano Filho (IAU-USP), com o professor Paulo Roberto Masseran (Unesp/Bauru) e com o historiador Jaelson Bitran Trindade (IPHAN/SP).

A proposta da exposição é apresentar a trajetória profissional, ideias, obras e realizações nos campos da história, arquitetura, urbanismo e do patrimônio cultural brasileiro de Luís Saia. Figura de extrema importância para a arquitetura e urbanismo e para a preservação do Patrimônio Cultural no Brasil, Luis Saia participou de momentos emblemáticos desta história ao lado de grandes nomes como Mário de Andrade, Dina Lèvy-Strauss, Rodrigo Melo Franco de Andrade e João Batista Vilanova Artigas. Luís Saia elaborou diversos projetos arquitetônicos, urbanísticos e planos diretores, dentre outros trabalhos e também marcou a criação do IPHAN em São Paulo, onde  atuou por quase 40 anos, escrevendo e executando obras de restauro.

Luis Saia
O centenário do arquiteto paulista foi comemorado em 2011. Nascido na cidade de São Carlos, onde iniciou seus estudos, graduou-se em engenharia e arquitetura pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Em 1936 participou do curso de Etnografia e Folclore do Departamento de Cultura da prefeitura paulistana, quando passa a ser colaborador do Departamento de Cultura e do então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o antigo IPHAN, onde substitui Mario de Andrade na Chefia do 4º Distrito, cargo que exerceu por cerca de 40 anos.

Em 1938 chefiou a Missão de Pesquisas Folclóricas do Departamento de Cultura, que percorreu os estados do norte e nordeste do Brasil, registrando o folclore musical dessas regiões e recolhendo, através de gravações, fotografias, filmes, desenhos e notações musicais, informações complementares às gravações realizadas. Luis Saia ainda realizou pesquisas e estudos etnográficos, particularmente sobre o samba rural paulista, nas cidades dos arredores de São Paulo.

No IPHAN-SP foi diretamente responsável pela restauração de mais de 30 edificações, entre elas as casas do Bandeirante e do Caxingui, e pela proposição de tombamento de diversos monumentos e coleções de obras de arte, distribuídas pelos estados do sul do Brasil. Promoveu ainda duas grandes pesquisas sobre coleções de obras de arte e sobre a arquitetura do café.

Também foi coordenador de diversos cursos, como o de Especialização em Restauro de Bens Culturais e Conjuntos Arquitetônicos promovido pelo IPHAN e pela Faculdade de Arquitetura da USP, em 1974. Professor Livre Docente da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, foi ainda responsável pelos Planos Diretores das cidades de Anápolis, Goiânia, São José do Rio Preto, Lins e Águas de Lindóia, além de grande número de projetos de residências, hospitais e pavilhões para exposições. Luís Saia faleceu em 15 de maio de 1975.

Veja o convite [aqui]

Serviço:
Exposição Luís Saia: Memória e Política
Abertura: 10 de abril às 19h
Visitação: de 10 de abril a 28 de junho de 20
De segunda à sexta-feira, de 8h às 18h
Local: Sala Mário de Andrade,
Edifício-sede do IPHAN
SEPS 713/913, Lote D
Brasília – DF

Exposição sobre patrimônio arqueológico chega à cidade de Goiás

Chega nesta sexta-feira, dia 1º de março, à cidade de Goiás a exposição itinerante Patrimônio Arqueológico: 50 anos de proteção 11.000 anos de ocupação do território goiano. Depois de passar por sei pontos da capital goiana, em 2012, com mais de dois mil visitantes, a mostra ficará na Casa do Bispo – sede Escritório Técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) na cidade de Goiás, até o dia 5 de abril.

Composta por painéis fotográficos, módulos expositores e peças arqueológicas provenientes de sítios pesquisados no estado de Goiás, a exposição proporciona aos visitantes uma viagem pelo nosso passado – desde a pré-história até o período da colonização europeia. O público poderá compreender como e, a partir de qual momento histórico, se iniciou o processo de ocupação do estado de Goiás, conhecer os sítios arqueológicos mais antigos da região, entender o que é Arqueologia, o que os arqueólogos fazem, e como o IPHAN trabalha na proteção deste patrimônio cultural.

A previsão é que, até o final do ano, a mostra tenha passado por vários municípios do interior do estado, entre eles Pirenópolis, Pilar de Goiás, Corumbá de Goiás e Serranópolis, antes de chegar à Brasília.

Veja o convite [aqui]