Olhares do Brasil: Pirenópolis (GO), por Rafael Neddermeyer

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A história de Pirenópolis é uma das mais relevantes do Estado de Goiás. A cidade foi fundada como um pequeno arraial em 1727. Na segunda metade do século XVIII, o crescimento de Pirenópolis ficou paralisado.

Apesar das mudanças das rotas comerciais da região a partir de 1850, o crescimento do centro urbano vai até o fim do século XIX, quando a cidade passou por um período de estabilidade econômica e cultural.do devido à crise da exploração do ouro.

Em 1800 acontece uma retomada da economia, alavancada pela agricultura (principalmente algodão), pecuária e comércio.Nos últimos anos o turismo em Pirenópolis ganhou importância, incrementando a economia local.

Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1989, Pirenópolis está localizada há poucos quilômetros da cidade de Brasília (DF), no estado de Goiás.

A cidade possui curiosidades históricas e culturais e, ao mesmo tempo, locais para práticas de ecoturismo e esportes de aventuras.

Suas simpáticas ruas são preenchidas por casarões, prédios e igrejas em estilo barroco. Estas tradições culturais estimularam o desenvolvimento de um original artesanato local, em que se destacam a fabricação de joias de prata e móveis de madeira.

Há ainda o trabalho da fiação de colchas e cortinas e a criação de objetos em barro e pedra.

Ponte da Cambaúba: 1ª obra do PAC Cidades Históricas fica pronta em Goiás

Totalmente recuperada, a Ponte da Cambaúba, na cidade de Goiás (GO), será a primeira obra do PAC Cidades Históricas concluída no Brasil. Iniciados em janeiro de 2014, os trabalhos serão entregues nesta sexta-feira (6/2), às 18 horas, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura, por meio de sua Superintendência em Goiás.

A lista dos projetos aprovados pelo PAC Cidades Históricas contempla 44 municípios em todo o país.

Depois das cheias do Rio Vermelho, a ponte apresentou graves patologias estruturais, sendo que depois da enchente de 2011 a estrutura chegou a ser interditada pela Defesa Civil.

De acordo com o IPHAN, o sistema construtivo da ponte era formado por fundações em blocos de concreto e pilares de madeira do tipo paliteiro, que atrapalhavam a vazão das águas do rio naquele trecho. Agora, a ponte possui estruturas em concreto com acabamento em madeira, cujo formato minimiza a retenção de detritos trazidos pelas águas, e também teve o seu vão expandido, aumentando o leito do rio e, consequentemente, sua vazão.

Descobertas obras há décadas ocultas em igreja de Pirenópolis

Durante a restauração da Igreja, foram encontradas pinturas decorativas, que estavam há tempos ocultas.

Pirenópolis ganhou mais uma atração. Após três anos de restauração, a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim será reaberta às celebrações religiosas e ao turismo em uma semana. Além de toda a estrutura reformada e pintada, a edificação de quase 260 anos, construída por escravos, teve os mais singelos e belos detalhes totalmente recuperados. Entre eles, pinturas decorativas nas paredes laterais do altar-mor e em grande parte do forro de madeira, cobertas ao longo de décadas por massa e tinta brancas.

Com a restauração, a Igreja do Bonfim passa a ser o mais rico templo de Goiás, do ponto de vista artístico. Desde o incêndio da Igreja Matriz de Pirenópolis, em 2002, o município distante 140km de Brasília não tinha mais templo com todas as características originais. Em Goiás Velho, a outra cidade histórica do estado, também não há igreja com tantos adornos como a do Bonfim.

Essa foi a primeira reforma completa da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Em 2005, ela passou por obras estruturais, que incluíram a recuperação da fachada e a pintura em seu interior. Por falta de dinheiro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) não restaurou os elementos de arte. Ao custo de R$ 600 mil, a obra teve início em 2010. Logo no começo, raspando o reboco e a tinta branca do interior do edifício, técnicos contratados pelo Iphan tiveram a grata surpresa.

Vista geral da Igreja do Bonfim: restauração revelou detalhes de outros tempos.

O lugar tem quatro sinos, sendo o mais velho de 1726.

A imagem de Cristo também sofreu restauração.

Via Correio Braziliense

IPHAN/GO promove Recital de Trompete em Corumbá

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico em Goiás (IPHAN/GO) em parceria com o Ministério da Cultura por meio do programa Tocando a Obra, convidam para o Recital de Trompetes, nesta quinta-feira,  na Igreja Matriz Nossa Senhora da Penha de França, em Corumbá de Goiàs  às 19h.

Com a execução de variados e versões de grandes autores brasileiros, o projeto tem como objetivo aproximar o público dos patrimônios culturais através da musica.

Confira o convite aqui

Serviço:

Tocando a Obra – Recital de Trompete
Local:
Igreja Matriz Nossa Senhora da Penha de França
Data: 04 de Julho de 2013
Horário: 19h

Igreja do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), pode ser tombada

Conhecido como o coração da fé do Centro-Oeste, o município de Trindade, em Goiás, poderá ter sua Igreja Matriz do Divino Pai Eterno tombada como patrimônio cultural do Brasil. A proposta será avaliada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido nesta quarta-feira, dia 5 de junho, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Brasília.

Com uma população de pouco mais de 104 mil habitantes, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a cidade recebe, anualmente, cerca de 2,5 milhões de devotos. A origem desta Romaria tem relação direta com a igreja que, desde sua construção, é polo dinamizador dessas expressões culturais, sendo um componente referencial do evento. A construção materializa a ocupação do interior do país, em que pessoas simples, amparadas em sua fé e movidas por um ideal comum, migram, instalam-se em uma porção de terra e sacralizam o que então era um lugar comum.

Os romeiros e o Santuário
As romarias à Trindade tiveram início em 1840 após a descoberta de uma pequena medalha de barro com a imagem da Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria. A partir daí, famílias de amigos e vizinhos começaram a se reunir para rezar o terço em louvor ao Divino Pai Eterno.

Por alguns anos, a devoção foi praticada naquele ambiente familiar, entretanto, com o crescimento do número de devotos, foi construída por volta de 1843 uma pequena capela coberta de folhas de buriti, para que o público tivesse acesso permanente à relíquia. Tempos depois, em 1866, com as esmolas dos fiéis, foi possível erguer uma capela maior e encomendar ao escultor Veiga Valle a imagem da Santíssima Trindade. O crescente fluxo de romeiros justificou a construção de uma nova Igreja. Em 1911, um dia após a festa, iniciaram as obras no edifício, que foi reinaugurado no ano seguinte, durante a romaria. É este último templo, também conhecido como Santuário Velho, objeto do processo de tombamento.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do IPHAN.

Nesta 73ª reunião o Conselho também avaliará a proposta de Registro da Festa do Senhor do Bonfim, na Bahia.

Exposição sobre patrimônio arqueológico chega à cidade de Goiás

Chega nesta sexta-feira, dia 1º de março, à cidade de Goiás a exposição itinerante Patrimônio Arqueológico: 50 anos de proteção 11.000 anos de ocupação do território goiano. Depois de passar por sei pontos da capital goiana, em 2012, com mais de dois mil visitantes, a mostra ficará na Casa do Bispo – sede Escritório Técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) na cidade de Goiás, até o dia 5 de abril.

Composta por painéis fotográficos, módulos expositores e peças arqueológicas provenientes de sítios pesquisados no estado de Goiás, a exposição proporciona aos visitantes uma viagem pelo nosso passado – desde a pré-história até o período da colonização europeia. O público poderá compreender como e, a partir de qual momento histórico, se iniciou o processo de ocupação do estado de Goiás, conhecer os sítios arqueológicos mais antigos da região, entender o que é Arqueologia, o que os arqueólogos fazem, e como o IPHAN trabalha na proteção deste patrimônio cultural.

A previsão é que, até o final do ano, a mostra tenha passado por vários municípios do interior do estado, entre eles Pirenópolis, Pilar de Goiás, Corumbá de Goiás e Serranópolis, antes de chegar à Brasília.

Veja o convite [aqui]

Goiás debate regulamentação, salvaguarda e incentivo à atividade da Capoeira

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Fundação Cultural Palmares (FCP) e a Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial realizam no próximo dia 28, na cidade de Goiânia, a quinta edição do Ciclo de Debates Pró-Capoeira: Regulamentação, Salvaguarda e Incentivo à Atividade da Capoeira.

A proposta é contribuir para a salvaguarda e promoção da Atividade no Brasil e no Mundo. O Encontro tem como foco de debate a regulamentação da capoeira, e seu reconhecimento enquanto instrumento de identidade cultural brasileira a fim de implementar o Estatuto da Igualdade Racial; a prática da capoeira como profissão, na sua manifestação como dança, competição ou luta e é um vetor importante da cultura que pode se tornar também da economia do Brasil.  A inclusão da capoeira como atividade na legislação desportiva, elevando o capoeirista à condição de atleta profissional também será um dos temas debatidos.

O Ciclo é resultado de uma parceria entre e o IPHAN e a Fundação Cultural Palmares, vinculados ao Ministério da Cultura (MinC). Como uma das prioridades do MinC atualmente é o estabelecimento de uma política pública para capoeira enquanto saber, arte, tradição cultural e instrumento pedagógico, de desenvolvimento físico e social, diversas ações de reconhecimento e incentivo à prática deste bem cultural têm sido empreendidas, entre elas, o Edital Capoeira Viva e os Pontos de Cultura voltados para a prática em vários estados brasileiros.

Em mais uma etapa dos trabalhos pelo fortalecimento das práticas da capoeira como um bem cultural brasileiro, os encontros que têm como objetivo a sistematização de demandas e ações para o Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira – Pró-Capoeira.

O Registro como Bem Cultural Imaterial do Brasil

Em outubro de 2008, a Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira foram reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil. A Roda de Capoeira foi registrada como Bem Cultural de Natureza Imaterial no Livro das Formas de Expressão. É um elemento estruturante desta manifestação, sendo o espaço e o tempo onde se expressam simultaneamente o canto, o toque dos instrumentos, a dança, os golpes, o jogo, a brincadeira, os símbolos e rituais de herança africana, recriados no Brasil. A Roda de Capoeira profundamente ritualizada, congrega cantigas e movimentos que expressam uma visão de mundo, uma hierarquia e um código de ética que são compartilhados pelo grupo.

Já o Ofício dos Mestres de Capoeira foi registrado como Bem Cultural de Natureza Imaterial no Livro dos Saberes. O conhecimento produzido para a instrução do processo permitiu identificar os principais aspectos que constituem a capoeira como prática cultural desenvolvida no Brasil, como o saber transmitido pelos mestres formados na tradição da capoeira. O Ofício dos Mestres de Capoeira é exercido por aqueles detentores dos conhecimentos tradicionais desta manifestação e responsáveis pela transmissão oral das suas práticas, rituais e herança cultural.

Serviço
Ciclo de Debates Pró-Capoeira: Regulamentação, Salvaguarda e Incentivo à Atividade da Capoeira
Data: 28 de dezembro
Horário: 18h30 às 21h30
Local: CREI Centro de Referência da Igualdade – Av. Goiás, 1496 – Centro – Goiânia-GO