IEPHA/MG investe mais de R$ 5 milhões em bens culturais de Minas Gerais

O Governo de Minas Gerais, por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), inicia intervenções em três importantes bens culturais do Estado: a Fazenda Boa Esperança, em Belo Vale, a Praça da Liberdade (BH) e o Centro Histórico de Brumal. Ainda este ano, serão liberados também os editais de licitação de obras nas cidades de Matias Cardoso (Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição), Jequitibá (Igreja do Santíssimo Sacramento), Belo Vale (Fazenda Belo Vale – 1ª etapa de obras de restauração arquitetônica) e Brejo do Amparo, município de Januária (Igreja Nossa Senhora do Rosário). Além disso, serão licitados os projetos para restauração da Casa de Cultura em Oliveira.

Os investimentos do Governo do Estado são de R$ 4.237.936,05, somados ao Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público de Minas Gerais no valor de R$ 659.036,95 e ainda uma parceria público-privada, que investe outros R$ 103.000,00, totalizando mais de R$ 5 milhões. As obras contemplam, entre outras ações, recuperação de estruturas físicas, restauração de elementos artísticos e de imagens sacras, revitalização de pinturas de postes e recuperação de fachadas.

Dentre as obras anunciadas em agosto pelo Governo do Estado, as intervenções nos edifícios Rainha da Sucata e Museu Mineiro foram retomadas no segundo semestre, com o pagamento da dívida de R$ 4,3 milhões, nas quais a execução havia sido interrompida no governo anterior.

O Iepha-MG fará o acompanhamento de todas as etapas das obras.

Relação de obras já licitadas e com ordem de início:

– Fazenda Boa Esperança (Belo Vale-MG): execução de obra emergencial de reforma e recuperação pontual das estruturas físicas e de restauração pontual de elementos artísticos da capela. Valor: R$ 408.000,00; previsão de início: novembro de 2015.

– postes da Praça da Liberdade: revitalização das pinturas de 41 postes que serão pintados e trocadas as cúpulas. Projeto patrocinado pela Claro. Valor: R$ 103.000,00; previsão de início: novembro de 2015.

– Centro histórico de Brumal (Santa Bárbara): execução de obras de reforma e restauração da capela do Senhor dos Passos inclusive adro, restauração da imagem do Senhor dos Passos. Recuperação de fachadas das edificações situadas à rua principal e Praça Santo Amaro. Valor: R$ R$ 659.036,95; previsão de início: novembro de 2015.

Obras reiniciadas:

Forro do Museu Mineiro – previsão de conclusão: maio de 2016

Rainha da Sucata – previsão de conclusão: abril de 2016

Deu no Estado de Minas : Aprovado o tombamento de 200 casarões em Minas

Uma parte importante da história da colonização de Minas Gerais agora está protegida. Em reunião ontem, o Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou o tombamento definitivo de cerca de 200 imóveis que integram o Centro Histórico de Oliveira, no Centro-Oeste do estado. Além do casario, a decisão contempla o entorno do local, devido a seu valor histórico. A deliberação do Conep pôs fim a um processo que durou 19 meses, pois a prefeitura de Oliveira queria discutir mais a questão e em março do ano passado, quando o tombamento provisório foi aprovado, recorreu da decisão.

No recurso, a prefeitura alegou que o tombamento estava sendo feito à revelia da população e ainda questionava o tamanho da área do entorno incluída no processo de proteção do patrimônio histórico e cultural, entendendo que a abrangência do perímetro tombado deveria ser menor. Analisados os argumentos, o Conep, órgão ligado ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), referendou ontem o tombamento provisório.

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História indígena é resgatada em Minas com restauração de objetos

Urnas e utensílios domésticos foram remontados e serão levados para Pedrinópolis, no Alto Paranaíba.

A montagem meticulosa de cerca de 1.800 fragmentos de barro cozido indígena levou 13 anos para terminar. Depois do trabalho arqueológico e restauro do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) finalmente trouxe de volta a forma de cinco urnas funerárias e cacos de utensílios cerâmicos de tribos que habitaram as regiões Centro-Oeste e do Alto Paranaíba há cerca de 700 anos. O material chegou em 2000, guardado em 24 caixas, e hoje parte será entregue, às 10 horas, ao município de origem, Pedrinópolis, no Alto Paranaíba. Os demais serão enviados de volta a Moema, no Centro-Oeste, em data ainda a ser marcada.

Só para o município de Pedrinópolis serão entregues três urnas, sendo uma de grande porte, uma de médio e uma meia cuia, acompanhados de fragmentos de outros objetos que não puderam ser remontados. “O tempo que levou para devolver as peças se deve mais ao aguardo para que o local onde elas seriam recebidas para exposição, em Pedrinópolis, fosse preparado para recebê-las”, conta a gerente de Elementos Artísticos do Iepha, Jacqueline Mesquita.

Na maior das urnas dá para ver como foi delicado o trabalho de restauro. Como num quebra-cabeça, os pedaços de cerâmica foram montados sobre uma base com o formato e cor aproximada da urna original, trazendo de volta a vida o objeto que serviu inicialmente como depósito e depois como túmulo para os brasileiros que viveram na região 200 anos antes de os portugueses terem chegado ao Brasil. Restauradores chegaram a afirmar que, por se tratar de objetos de uma era da qual restaram poucos vestígios arqueológicos para remontar ao período, esse foi um ingrediente a mais para motivar o trabalho.

De acordo com o Iepha, as peças passaram por processos de restauração, higienização, consolidação e reforço estrutural de modo a permitir que futuros estudos possam melhor identificá-las e associá-las a tradições indígenas em Minas Gerais. Caberá ao município de Pedrinópolis manter a guarda desses bens culturais, que deverão ser expostos e acondicionados em local seguro, por se tratar de Patrimônio Cultural da União.

Trabalho

Fazendeiros da região encontraram os fragmentos de barro cozido e depois de um acordo de restauro com o Iepha o material foi trazido pelo arqueólogo Fabiano Lopes, durante a realização de um curso de restauração de cerâmica arqueológica e materiais pétreos, em 2001. O volume de trabalho no Ateliê de Restauração foi tanto que a reconstrução das urnas foi sendo desenvolvida lentamente. Foi preciso licitar, em 2009, uma empresa especializada para finalizar os procedimentos de consolidação. A equipe da Oficina de Arte Aplicada trabalhou na restauração, pesquisa e documentação das peças por sete meses, garantindo que sua integridade física e documental (histórica) fosse preservada. A restauração teve um custo total de R$ 54 mil.

Contudo, os moradores da cidade ainda vão levar algum tempo para ver as relíquias pré-históricas. É que a Casa da Memória de Pedrinópolis ainda não tem um local de exposição preparado para as peças, que ficarão estocadas. “As obras para ampliação da casa para receber a exposição das urnas deve começar neste ano. São objetos importantes de que ninguém na nossa região tinha conhecimento e agora vamos ver inteiros. É parte da nossa história e todos estão curiosos no município”, disse a ex-presidente do conselho do patrimônio cultural e que está à frente dos trabalhos pela prefeitura, Luana Roberta da Fonseca.

Via Em.com.br