Deu no JB : Movimento reúne moradores da Baixada para recuperar patrimônio histórico do Brasil

Um dos mais valiosos patrimônios históricos do Brasil se encontra em estado de calamidade na Baixada Fluminense: a Fazenda São Bernardino, construída em 1875 pelo português Bernardino José de Souza e Melo.

Localizada na Estrada Zumbi dos Palmares, em Tinguá, em Nova Iguaçu, as ruínas perderam bastante a identidade do tempo do império com um incêndio e também com atos constantes de vandalismo: pichações, muito lixo espalhado, matagal, e as paredes e pisos singulares foram arrancados.

Um grupo ligado às causas socioambientais – Quem Ama Cuida – mobilizou os moradores da região para realizar um mutirão neste domingo (21/6), a partir das 9 h, visando recuperar o patrimônio histórico.

Leia Matéria completa no JB

IPHAN-BA destaca medidas emergenciais para casarão incendiado no Comércio, em Salvador

A apresentação de um plano para execução de obras emergenciais é uma das medidas que deverão ser tomadas pelo proprietário do casarão que destruído por um incêndio na última quinta-feira, dia 05 de setembro, na Cidade Baixa de Salvador. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia (IPHAN-BA) definiu as medidas após análise dos resultados obtidos na vistoria, realizada pelo IPHAN e pela Codesal, no mesmo dia do incêndio.

O casarão composto por duas edificações contíguas apresenta risco de desabamento, que pode ser causado pela grande presença de entulhos no interior. Também foi pedido ao proprietário o isolamento da área, a demolição das partes que trazem ameaças e o escoramento da fachada. O plano de execução de obras deverá ser apresentado ao IPHAN-BA em um prazo máximo de cinco dias, apresentando várias medidas que visam consolidar a estrutura, remover os escombros interiores, estruturas pendentes e demolição do último pavimento do imóvel da esquina, entre outras questões, referentes à alvenaria e reboco. Deverá ainda ser apresentada a avaliação estrutural do imóvel, por profissional competente. Essas intervenções emergenciais devem ser executadas no prazo máximo 20 dias.

Deve ser apresentado também um projeto de restauração com o objetivo de recompor a volumetria original do imóvel, bem como, as esquadrias, fachadas e seus elementos decorativos, no prazo máximo de 20 dias. A vistoria no casarão constatou a total destruição das coberturas, diversas esquadrias e parte da alvenaria de tijolos das fachadas, no último pavimento e demolição das paredes internas, tendo sobrado da ruína, apenas as fachadas. Em uma das edificações, no pavimento térreo, funcionava um restaurante.

Restauração do Mercado Público de Porto Alegre será prioridade

A presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Jurema Machado, garantiu que dará prioridade aos trabalhos de restauração do Mercado Público de Porto Alegre. “No que depender do IPHAN, o processo será o mais célere possível já que o espaço é fundamental para a vivacidade do centro histórico da cidade”, afirmou.

Para isto, o projeto de restauração será iniciado já nesta segunda-feira (08), e estará pronto para quando as outras etapas forem vencidas, a exemplo das obras de rescaldo. O governo federal dará auxílio financeiro por meio do PAC Cidades Históricas, conforme anunciado pela presidenta Dilma Rousseff, que lamentou o incêndio e disse que o “Mercado faz parte da alma de Porto Alegre”.

Sobre os esforços conjuntos, a Ministra da Cultura Marta Suplicy declarou que “estaremos unidos na reconstrução” e Jurema Machado lembra ainda que o Programa não é a única fonte disponível, e que o Fundo Nacional de Cultura e o próprio orçamento da União poderiam destinar recursos a Porto Alegre para o próximo ano.

Saiu no G1: Incêndio atinge prédio do Mercado Público de Porto Alegre

Fogo atinge prédio do Mercadi Público de Porto Alegre (Foto: Rhian Carlos Berghetti Dantas/ Divulgação)

Um incêndio atingiu o Mercado Público de Porto Alegre na noite deste sábado (6). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, 10 viaturas da capital estão no local. Reforços da cidade de Canoas, na Região Metropolitana, também foram chamados. De acordo com o órgão, o incêndio é de grandes proporções e iniciou às 20h30. Pelo menos 70 bombeiros combatem as chamas. Às 23h os principais focos do incêndio já haviam sido controlados.

O prédio é um dos mais tradicionais do Rio Grande do Sul e está localizado no Centro de Porto Alegre. Segundo a Brigada Militar, o fogo atinge o último andar do edifício. A Avenida Mauá está bloqueada.

O prefeito José Fortunati disse às 21h20 que não tinham vítimas. “Não imaginei que algum dia pudesse presenciar um espetáculo tão triste como este”, falou Fortunati. Até às 22h, o Samu não havia recebido nenhum chamado para buscar possíveis feridos.

Em um determinado momento do combate às chamas, um dos hidrantes de uma viatura não funcionou por falta de água. A população que se aglomera em volta do prédio gritou revoltada “água, água” e vaiou os bombeiros.

De acordo com Fortunati, materiais de fácil combustão podem ter ajudado a espalhar as chamas. “Tem muita madeira, certamente ajuda muito, muitas lojas, restaurantes, empreendimentos. É alarmante, assustador”, completou.

O Mercado Público faz parte do patrimônio histórico e cultural da capital gaúcha desde 1979 e foi inaugurado em outubro de 1869, segundo informações da prefeitura do município. O segundo pavimento foi construído apenas em 1912. Pelo menos 111 estabelecimentos ficam no local. Este é o quarto incêndio que atinge o prédio. Os outros ocorreram em 1912, 1976 e 1979.

Moradores da cidade presenciaram início das chamas
O advogado Eduardo Leal, 40 anos, estava na Avenida Borges de Medeiros por volta das 20h15 quando percebeu um foco de incêndio no Mercado Público. “Começou no lado esquerdo, perto da prefeitura”, disse ao G1. Ele conta que as chamas se alastraram muito rápido.

Via Globo.com

IPHAN acompanha vistoria de Solar incendiado em Salvador

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, lamenta o incêndio ocorrido no último dia 3 de janeiro no Solar Boa Vista, prédio do século XIX, tombado em 1941, que serviu de morada do escritor e poeta baiano Castro Alves. O Instituto está acompanhando os trabalhos de vistoria do prédio e assim que surgirem os primeiros resultados do laudo a ser apresentado pela Comissão de Defesa Civil do Salvador – Codesal, o IPHAN se pronunciará sobre as medidas administrativas a serem adotadas. Em razão da edificação possuir apólice de seguro, após a conclusão da perícia, as obras de restauro, a cargo do Governo do Estado da Bahia serão acompanhadas por nossa equipe técnica. O edifício pertence ao governo do Estado e está cedido ao Município de Salvador.

O Solar da Boa Vista
Solar suburbano, particular, é transformado em casa de saúde, no último quartel do século XIX, sob a guarda e responsabilidade da Santa Casa de Misericórdia. O Solar tem uma construção robusta e defensiva em alvenaria de pedra e divisórias em paredes francesas, desenvolvida em torno de pequeno pátio central, com mirante em forma de torre no plano da fachada lateral. Sua planta, quase quadrada, é comum nas construções residenciais mais abastadas.

As fachadas são emolduradas por cunhais superpostos por coruchéus. O  edifício possui capela com teto em gamela, no pavimento térreo, e um saguão central com escadarias de três lances que dá acesso ao pavimento nobre. Uma característica especial do prédio é a de que em 1867, após retornar da Europa, o poeta Castro Alves instalou-se nele.