Prefeitura do Rio de Janeiro: Não à rodoviária no Palácio Imperial! Salve a memória do Brasil!

O prefeito do Rio de Janeiro quer fazer uma rodoviária de grande porte no local das antigas Cavalariças Imperiais, exatamente ao lado de patrimônio tombado como a Quinta da Boa Vista (antigos Jardins Imperiais) e o Paço Imperial de São Cristóvão (hoje o Museu Nacional).

O local serviu de sede para a nossa corte Luso-Brasileira (residência de D. João VI, D. Pedro I, D. Pedro II….).

Como o entorno histórico obviamente não resistirá ao afogamento por este tsunami de trânsito de ônibus, o plano contemplaria construir viadutos (!!!) em volta deste patrimônio nacional.

O  plano original era transformar o espaço em área pública de lazer, mantendo suas características de época. Seria uma benção pois a Zona Norte do Rio é uma das mais carentes de áreas verdes.

A ameaça:

A área pública das Cavalariças Imperiais passou por uma privatização de forma obscura e apressada, sem qualquer debate público.

Não houve qualquer estudo de impacto viário, pré-requisito básico.

Os órgãos de proteção de patrimônio (IPHAN, por exemplo) não foram informados do projeto.

A pouca exposição dada ao projeto pela imprensa, ignora por completo o genocídio cultural e histórico. Você já imaginou emparedar o Louvre em Paris com viadutos e rodoviárias, só porque ele está numa região central daquela cidade?

Este projeto, que é tocado quase em segredo, pode ser detido APENAS através da exposição pública. APENAS uma reação da sociedade pode evitar este desastre. Tantas omissões já obrigariam a administração pública a rever o projeto se este for efetivamente exposto.

O timing não poderia ser melhor: a poucos dias das Olimpíadas nesta cidade, a exposição de tal aberração urbanística surtiria mais efeito pois estaríamos sob mais holofotes nacional e internacionalmente.

Agradecemos o apoio com sua assinatura!  Uma área verde pública não pode virar uma rodoviária no coração histórico do Brasil!

ASSINE AQUI O ABAIXO-ASSINADO

fonte: Defender.org

Conselho Consultivo do IPHAN vai avaliar tombamento de quatro novos bens nesta quarta (25)

A lista de bens protegidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) poderá aumentar nesta quarta-feira, 25 de novembro, durante a 81ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que estará reunido na sede do instituto, em Brasília. Na pauta estão as propostas de tombamento das estações telegráficas construídas pela Comissão Rondon Vilhena e Ji-Paraná (RO), o Conjunto arquitetônico e paisagístico e acervo de bens móveis do Terreiro Omo Ilê Aboula (BA), o tombamento dos Remanescentes do antigo Teatro de Cultura Artística (SP) e o Edifício Sede do IAB – Departamento de São Paulo (SP).

Esta é a última reunião de 2015, durante o ano o Conselho se reuniu outras três vezes. Nas ocasiões eles avaliaram diversos bens, entre eles, a prática artesanal de fazer cuias, realizada por mulheres de comunidades ribeirinhas do Baixo Amazonas (PA), a maestria do paisagismo de seis Jardins de Burle Marx, no Recife (PE), e a história, arte e beleza do parque Campo de Santana, no Rio de Janeiro (RJ).  Também estiveram na pauta o tombamento do Conjunto Arquitetônico Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora (MG) e da Antiga sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro (RJ), além da proposta de registro com o Patrimônio Cultural do Brasil da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antonio de Barbalha (CE).

Estações telegráficas construídas pela Comissão Rondon Vilhena e Ji-Paraná (RO)

As duas antigas estações telegráficas são um dos poucos vestígios restantes do desbravamento e ocupação da região Norte, Centro-Oeste e, em especial, em Rondônia. Ambas são consideradas testemunhas concretas de uma política específica de integração nacional, da região Norte com o restante do País e de um momento da história da tecnologia no Brasil, com o surgimento das telecomunicações.

Remanescentes do antigo Teatro de Cultura Artística (SP)

O antigo Teatro é um marco na história contemporânea das práticas artísticas do Brasil, um símbolo do movimento espontâneo da própria sociedade para o desenvolvimento de atividades culturais, na qual as iniciativas deixaram de depender do Estado com um propósito de priorizar a arte brasileira e a cultura tradicional. O valor artístico está atribuído ao Painel de afresco de Di Cavalcanti, elemento de maior destaque na fachada.

Conjunto arquitetônico e paisagístico e acervo de bens móveis do Terreiro Omo Ilê Aboula (BA)

O Terreiro Omo Ilê Aboula é um testemunho de resistência do povo de axé. É um espaço que condensa toda a ancestralidade dos antigos terreiros, tornando-se um elo fundamental entre os terreiros de culto a Egunguns fundados por africanos no século XIX e a ancestralidade afro-brasileira. E por isso, é uma casa de notório reconhecimento entre o povo de culto aos ancestrais, uma tradição que sua história fez ser restrita e pouco disseminada, em relação às outras tradições de matriz africana.

Edifício Sede do IAB – Departamento de São Paulo (SP)

O edifício se destaca no contexto da arquitetura moderna construída em São Paulo entre as décadas de 1930 e 1940, resultado de um projeto coletivo no qual ficou expresso o desejo de afirmação da arquitetura moderna, sendo emblemático nesse processo. Sua qualidade foi consagrada em publicações especializadas, sendo analisado por diversos autores que se dedicaram ao tema.

Conselho Consultivo

O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 23 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

Serviço:

Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data:
25 de novembro de 2015, das 9h às 18h
Local: Sede do Iphan – SEPS 713/913 Bloco D – Ed Iphan – Asa Sul – Brasília – DF

fonte : Ascom/Iphan

Igarassu/PE celebra 43 anos de tombamento

foto: Nelson Khron/reprodução facebook

foto: Nelson Khron/reprodução facebook

Canoa grande, esse é o significado do nome da cidade pernambucana Igarassu. Tida como um dos pontos mais importantes de ocupação portuguesa do litoral nordestino, hoje, a cidade celebra 43 de anos tombamento. Devido ao seu valioso conjunto arquitetônico, o reconhecimento realizado pelo IphanGovBr abarca também cerca de 250 edificações que mantém suas características originais dos séculos XVII e XVIII.

Leia sobre esta cidade brasileira caracterizada por seu traçado singelo e harmonioso: http://goo.gl/ja9t3o

fonte : Iphan

No seu aniversário cidade de Goiás/GO ganha duas obras restauradas

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entrega, neste sábado (25/7), quando se comemora o aniversário da Cidade de Goiás, o Museu de Arte Sacra e a Escola de Artes Plásticas Veiga Valle.

A primeira etapa da obra do Museu de Arte Sacra da Boa Morte estava em andamento desde novembro do ano passado. Os trabalhos no local foram feitos em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus ( Ibram) e com recursos de R$ 500 mil, advindos do Fundo Nacional de Cultura (FNC).

Entre os trabalhos executados no Museu de Arte Sacra estão ações emergenciais, como drenagem e reforços estruturais, e ainda, serviços essenciais, como revisão das instalações elétricas, substituição de reboco, recuperação das esquadrias e repintura. Foi contemplada também a elaboração do projeto executivo para a segunda etapa da obra de restauração, a ser realizada pelo Ibram.

A segunda obra entregue é a Escola de Artes Plásticas Veiga Valle, que reabre as portas após dez meses em obras de restauro e requalificação. O Iphan foi o responsável por conduzir os trabalhos, que contaram com recursos de R$ 1.385.682,99, repassados por meio do PAC Cidades Históricas.

Entre os serviços executados durante a obra estão o reordenamento das atividades de aula no bloco principal do edifício, a instalação da direção e copa no bloco que abrigava a cadeia, e a execução de um novo anexo, para receber as salas de música e de modelagem, além de adequadas instalações sanitárias. Novos espaços de permanência também foram propostos, melhorando a interligação da escola e resguardando sua integridade.

A escola é parte do conjunto tombado na cidade de Goiás e oferece diversos cursos, como desenho, escultura, pintura, gravura e história da arte, já tendo recebido entre seus professores alguns dos maiores nomes das artes plásticas em Goiás.

Ela é formada por edifícios do século XIX, com características da arquitetura vernácula de Goiás, e foi transformado em escola de artes em 1968.  As obras serão entregues no sábado (25) durante as comemorações do aniversário da cidade de Goiás e festa de Sant’Ana, sua padroeira. Na ocasião, o Estado de Goiás celebra a data com a transferência de sua Capital para a cidade.

Iguape : Prédio do Correio Velho em 2 tempos

As fotos mostram dois momentos do Correio Velho, em Iguape. A primeira foto é de 2006 e a foto debaixo é atual, de 2015, com o restauro já quase concluído.

Situado na praça Praça Engenheiro Greenhalgh s/nº, é um prédio importantíssimo para a história de Iguape/SP que está, com seu restauro,  ganhando um visual belíssimo e um interior modernizado, fruto de convênio entre Iphan e Prefeitura de Iguape.

fonte : patrimoniovaledoribeira.org

Iphan elabora projeto de restauração da Casa de Chico Mendes em Xapuri/AC

Casa obedece a um sistema construtivo tradicional da região (Foto: José Aguilera)

A enchente do Rio Acre, em abril, deixou danos por toda a cidade de Xapuri (AC). Um dos pontos atingidos foi a casa do líder seringueiro Chico Mendes, que ficou parcialmente submersa pelas águas. Para restaurar o bem tombado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai elaborar um projeto voltado para requalificação urbanística e ambiental para as margens do córrego na área de entorno da casa.

O objetivo da ação é garantir à área boas condições de segurança, saneamento, salubridade e conforto ambiental. Para isso, será preciso realizar a estabilização do solo, em processo gradual de escorregamento nos fundos do imóvel, o condicionamento correto das águas de superfície e subterrâneas e a elaboração de projeto paisagístico.
Por se tratar de um bem tombado, o Projeto de Conservação e Restauração já existente na Casa será revisto e, com sua conclusão, a expectativa é que o Iphan possa viabilizar as obras no segundo semestre deste ano.

O acervo da Casa de Chico Mendes, que também é tombado, foi retirado do imóvel antes da cheia. A Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansur do Estado do Acre, que realizou a ação, mantém o acervo sob seus cuidados. Os profissionais receberão orientações de técnicos especialistas do Iphan para tratar das questões referentes à conservação do acervo e para a realização do inventário de bens móveis da Casa de Chico Mendes.

A Casa de Chico Mendes fica no centro de Xapuri, município do Acre. Foi lá que o líder sindical e seringueiro Francisco Alves Mendes Filho passou os últimos dois anos da sua vida, dedicada ao seringalismo, ao movimento de resistência dos trabalhadores locais e à luta contra a devastação da Amazônia. Foi nesta casa, onde hoje funciona uma sala de memória em sua homenagem, que ele morreu assassinado há 20 anos, na noite de 22 de dezembro de 1988, após ter escapado de sucessivos atentados.

O pedido de tombamento da casa foi entregue em 2007 ao Iphan por Elenira Mendes, filha do seringueiro e presidente do Instituto Chico Mendes, em conjunto com o Comitê Chico Mendes, representativo de mais de vinte instituições, entre elas o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular (CDHEP), o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) e a União das Nações Indígenas do Acre e Sul do Amazonas (UNI).

A casa de Chico Mendes é um imóvel simples, que obedece a um sistema construtivo tradicional da região, ainda de uso frequente. A casa cabocla em madeira coberta de telha de barro possui apenas quatro metros de largura e pode ser edificada em menos de uma semana. Todo composto de tábuas verticais, inclusive as portas e janelas, o imóvel possui telhado em formato de V, de telha francesa.

A necessidade de proteção dessa singela construção de madeira, pintada de azul turquesa, surgiu a partir de 2005, devido a uma descaracterização do bosque que compõe a paisagem da casa, com a derrubada de algumas árvores e uma invasão urbana. O parecer de tombamento faz alusão à Constituição Federal, que, em seu artigo 216, define que “constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”.

“A Casa de Chico Mendes é, sem sombra de dúvida, uma casa histórica, porque remete simbolicamente à memória de uma pessoa importante que se notabilizou pela sua ação incansável em prol dos trabalhadores rurais, índios e seringueiros e pelas suas ideias preservacionistas que encontraram acolhida no mundo inteiro”, destaca José Aguilera, arquiteto do Iphan que apreciou o processo de tombamento.

Iphan abre seleção de 48 vagas de arqueologia com salário de R$ 8.300,00

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu processo de seleção para contratação por tempo determinado de profissionais de nível superior para atividades técnicas especializadas.

Serão 48 vagas em área de atuação de nível superior de arqueologia. A contratação será por um ano, prorrogáveis por até quatro anos, a critério do Iphan.

O Processo Seletivo Simplificado será realizado em uma etapa, composta por duas fases. A seleção implicará em prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, avaliação curricular, de caráter classificatório.

As provas serão aplicadas em Manaus (AM), Belém (PA), Teresina (PI), Natal (RN), Recife (PE), Aracaju (SE), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Brasília (DF) e Cuiabá (MT).

As vagas são para diversas capitais em todo o país, a carga horária será de 40 horas semanais e o valor do salário será de R$ 8.300,00 (oito mil e trezentos reais).

Edital disponível em:http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp…

Prazo das inscrições para o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade é prorrogado

premio-rodrigo-meloAté o próximo dia 15 de maio, estão abertas as inscrições para a 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concurso de carater nacional promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que mereçam registro, divulgação e reconhecimento público em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar.

Serão selecionados oito trabalhos representativos, divididos em duas grandes categorias:

Categoria I – Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação e salvaguarda, envolvendo identificação, reconhecimento e salvaguarda; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro.

Categoria II – Iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

O edital divulgado no  Diário Oficial da União tem premiação no valor de R$ 30 mil como estímulo e forma de reconhecimento aos projetos selecionados.

Para outras informações entrar em contato com Departamento de Articulação e Fomento (DAF/Iphan) pelo e-mail premio.prmfa@iphan.gov.br ou telefones (61) 2024-5462 / 2024-5465.

Acesse abaixo edital e anexos da 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Edital PRMFA 2015

Anexo 1 – Ficha de inscrição
Anexo 2 – Resumo da ação
Anexo 3 – Mudança de categoria

Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade tem inscrições abertas

premio-rodrigoAté o próximo dia 30 de abril, estão abertas as inscrições para a 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concurso de carater nacional promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que mereçam registro, divulgação e reconhecimento público em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar.

Serão selecionados oito trabalhos representativos, divididos em duas grandes categorias:

Categoria I – Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação e salvaguarda, envolvendo identificação, reconhecimento e salvaguarda; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro.

Categoria II – Iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

O edital divulgado no Diário Oficial da União tem premiação no valor de R$ 30 mil como estímulo e forma de reconhecimento aos projetos selecionados.

Acesse abaixo edital e anexos da 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Edital PRMFA 2015

Anexo 1 – Ficha de inscrição
Anexo 2 – Resumo da ação
Anexo 3 – Mudança de categoria

Teatro de Bonecos do Nordeste é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil

A brincadeira continua. O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste – Mamulengo, Babau, João Redondo, Cassimiro Coco (TBPN) foi aprovado, com unanimidade, como Patrimônio Cultural do Brasil e inscrito no Livro de Formas de Expressão do Patrimônio Cultural Brasileiro. A decisão foi anunciada, na manhã desta quinta-feira, dia 05 de março, na 78ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que ocorreu na Sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília. O pedido de inclusão foi solicitado pela Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB), o que afirma a tendência de uma apropriação da sociedade sobre suas manifestações.

Os 22 conselheiros foram favoráveis ao parecer lido pelo relator Conselheiro Luiz Viana Queiroz. Com a aprovação do registro, o Teatro de Bonecos passa a ter proteção institucional, ou seja, mais uma garantia de salvaguarda deste bem cultural, que já se mantém vivo com a força de seus praticantes.

Em depoimento, momentos após a decisão, a presidente da ABTB, Ângela Escudeiro, diz que “é de grande relevância o reconhecimento de uma linguagem artística que possui tanto alcance nas suas comunidades. Para os mestres que trabalham com esta prática é como se da terra seca começasse a surgir a água que alimenta; alimenta a alma e o trabalho deles. Além disso, dá uma visão ampla para a sociedade que vai mexer com as políticas culturais”.

A brincadeira
O Teatro de Bonecos do Nordeste se tornou uma tradicional brincadeira, com origens no hibridismo cultural, durante o período de colonização do Brasil. A troca intensa possibilitou uma diversidade de temáticas: religiosa, profana ou de costumes populares. E, apesar deste bem ser amplamente conhecido como mamulengo, em cada contexto se desenvolveu de forma diferenciada, por isso, possui diversas denominações: Cassimiro Coco, no Maranhão e Ceará; João Redondo e Calunga no Rio Grande do Norte; Babau na Paraíba; Mamulengo em Pernambuco.

A brincadeira começa com a montagem da empanada, uma espécie de barraca. Depois disso, os brincantes se colocam na parte de trás e então começa o espetáculo com os bonecos em cena e a introdução de um texto poético, a loa. Além da narrativa, a peça contém elementos surpresas, sugeridos, muitas vezes, pelo mestre a partir de um conhecimento prévio sobre o público, por exemplo.

Esta forma de expressão carrega elementos fundamentais para a sustentabilidade da identidade, memória e ainda desempenha um papel agregador que legitima as práticas cotidianas nessas regiões. Dessa maneira, tornou-se uma referência cultural que vem se atualizando, ao longo do tempo, mas que mantém relações de tradição, pertencimento e coletividade no universo cultural na qual se desenvolve.

O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, assim, constitui-se não apenas como um Brinquedo ou, simplesmente, um traço do folclore, envolve, sobretudo, a produção de conhecimento criativo, artístico e com uma forte carga de representação teatral.

De acordo com Fernando Augusto Santos, que pesquisa a brincadeira dos bonecos, este tipo de fazer teatro está estreitamente relacionado a grupos sociais específicos e enraizado no cotidiano dessas comunidades “por suas características, meios e modos de trabalho e sobremaneira por seu caráter dramático, que lhe faz representar, reinventar e mesmo transfigurar a cultura, a coletividade e o mundo, que lhes são próprios e nos quais sobrevive”.

Assim, pela representatividade que possui essa manifestação, a Associação Brasileira de Teatro de Bonecos vêm se articulando para que O Teatro de Bonecos seja reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, pelo Iphan e pela sociedade. No texto de inscrição ressalta-se o que este bem “trata-se de uma expressão teatral genuína da cultura brasileira e muito peculiar do nordeste brasileiro, rica da genialidade de seus criadores e na empatia que estabelece com seu público”.

Casa Rux, em Jaraguá do Sul/SC , celebra centenário e ganha restauração

casa ruxSituada em uma região predominantemente rural, e parte da história da imigração germânica em Jaraguá do Sul, a Casa Rux completa 100 anos em 2015, e está ganhando do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) uma segunda restauração. A demanda foi feita pelos atuais proprietários, que têm interesse em abri-la para visitação e, com isso, complementar a renda da família.

A obra prevê a restauração completa da casa, construída em estrutura enxaimel com alvenarias de tijolos aparentes – incluindo a substituição de peças de madeira comprometidas por umidade e por cupins, como os caibros do telhado e alguns barrotes que sustentam o piso. A previsão é que a obra esteja concluída no mês de outubro, pronta para receber visitantes.

Construída em 1915 por Augusto Rux, bisavô do atual proprietário, Edivino Rux, a casa atual substituiu a primeira residência, de madeira, que permaneceu durante muitos anos ao lado da nova edificação, interligada a esta por uma espécie de passarela de madeira coberta por um singelo telhado de duas águas.

O conjunto é composto ainda por mais quatro ranchos de madeira, que dão apoio às atividades rurais (estrebaria, galinheiro, depósito da produção, materiais e ferramentas…).

Localizada no distrito de Rio da Luz, a Casa Rux faz parte dos Roteiros Nacionais da Imigração. O requinte técnico e dos detalhes da casa enxaimel, a volumetria e o esmero construtivo dos ranchos, a implantação do conjunto no lote e sua relação com a paisagem, proporcionam à propriedade um valor especial, e por isso o conjunto foi reconhecido como patrimônio cultural nacional pelo Iphan em 2007.

Iphan deve abrir novo concurso com 415 vagas

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)  está aguardando autorização Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para a abertura de novo processo seletivo. A estimativa é que 415 vagas sejam oferecidas para os cargos auxiliar institucional, analista e técnico. As lotações dos cargos ainda são desconhecidas.

Para os que pretendem concorrer ao cargo de nível médio, o cargo oferecido é o de auxiliar institucional. Já para os cargos de analista e técnico, o candidato precisa ter formação superior.

O último concurso do Iphan foi organizado pela Fundação Universa e aconteceu em 2009. Na ocasião foram abertas 187 vagas, 117 para nível superior e 70 para nível médio.

Os postos foram distribuídos entre as cidades de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Mariana (MG), Vitória, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, São Miguel das Missões (RS), Campo Grande, Cuiabá, Goiânia, Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Recife, Natal, Salvador, São Luiz, Teresina, Parnaíba (PI), Belém (PA), Boa Vista, Macapá, Manaus, Palmas, Porto Velho e Rio Branco.

Ponte da Cambaúba: 1ª obra do PAC Cidades Históricas fica pronta em Goiás

Totalmente recuperada, a Ponte da Cambaúba, na cidade de Goiás (GO), será a primeira obra do PAC Cidades Históricas concluída no Brasil. Iniciados em janeiro de 2014, os trabalhos serão entregues nesta sexta-feira (6/2), às 18 horas, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura, por meio de sua Superintendência em Goiás.

A lista dos projetos aprovados pelo PAC Cidades Históricas contempla 44 municípios em todo o país.

Depois das cheias do Rio Vermelho, a ponte apresentou graves patologias estruturais, sendo que depois da enchente de 2011 a estrutura chegou a ser interditada pela Defesa Civil.

De acordo com o IPHAN, o sistema construtivo da ponte era formado por fundações em blocos de concreto e pilares de madeira do tipo paliteiro, que atrapalhavam a vazão das águas do rio naquele trecho. Agora, a ponte possui estruturas em concreto com acabamento em madeira, cujo formato minimiza a retenção de detritos trazidos pelas águas, e também teve o seu vão expandido, aumentando o leito do rio e, consequentemente, sua vazão.

Amazonas vai debater o Inventário e Registro do Complexo Cultural dos Bois-Bumbás

foto : Wikipédia/João Guilherme

Nos próximos dias 7 e 8 de outubro, Itacoatiara e Maués (AM) vão receber reuniões de mobilização e difusão sobre o Inventário e Registro do Complexo Cultural dos Bois-Bumbás do Médio Amazonas e de Parintins. O evento é uma realização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O objetivo do encontro é a mobilização dos detentores de Bois-Bumbás no Amazonas, para compartilhar as informações da pesquisa do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), que vem sendo realizado desde 2013.

As reuniões buscam a construção coletiva e participativa da política de valorização e salvaguarda desse bem cultural e, por isso, constitui uma etapa fundamental para o processo de Registro do Complexo Cultural dos Bois-Bumbás do Médio Amazonas e de Parintins (AM).

Vão participar da reunião, além de técnicos do IPHAN, mestres, grupos e brincantes dos Bois-Bumbás das cidades de Itacoatiara, Maués e comunidades adjacentes, e representantes das respectivas prefeituras desses municípios.

Serviço:
Inventário e Registro do Complexo Cultural dos Bois-Bumbás do Médio Amazonas e de Parintins (AM)

Data: 07 de outubro de 2014
Horário: 14h
Local: Centro de Educação Tecnológica do Amazonas – CETAM – Av. Mário André Azza, s/n, Itacoatiara (AM).

Data: 08 de outubro de 2014
Horário: 14h
Local: Museu do Homem de Maués – Rua Floriano Peixoto, s/n, Centro, Maués (AM).

Fonte: IPHAN-AM

Iphan lança Edital para Identificação, apoio e fomento à diversidade linguistica : Línguas de Sinais, Línguas de Imigração e Línguas Indígenas.

foto: Agência Brasil/arquivo

Estão abertas até 30 de setembro de 2014, no Portal dos Convênios – SICONV, as inscrições para envio de propostas ao Edital  de Chamamento Público para execução de projetos de identificação, apoio e fomento à diversidade linguística. Este edital contemplará projetos sobre línguas de sinais, línguas de imigração e línguas indígenas. Os projeto deverão abarcar as atividades de mobilização, produção, análise e sistematização de informações e dados textuais, fotográficos e audiovisuais a serem realizadas com base em metodologias de pesquisa sociolinguística.

Os recursos financeiros globais são da ordem de R$ 1.350.000,00 e serão distribuídos para os projetos nas seguintes categorias, excluído o valor da contrapartida:

– 1 projeto orçado entre R$ 300.000,00 e R$ 500.000,00 para projetos sobre Línguas de Sinais;

– 1 projeto orçado entre R$ 300.000,00 e R$ 500.000,00 para projetos sobre Línguas de Imigração;

– 1 projeto orçado entre R$ 300.00,00 e R$ 500.000,00 para projetos sobre Línguas Indígenas.

Esses recursos serão destinados ao custeio das propostas selecionadas e aprovadas nos termos deste Chamamento Público. O valor previsto e a quantidade de projetos poderão ser ampliados desde que haja disponibilidade de recursos para custear outros projetos tecnicamente qualificados, selecionados e aprovados. Projetos aprovados e não contemplados por estarem fora do limite orçamentário comporão banco de projetos do Departamento do Patrimônio Imaterial – DPI e, caso haja ampliação da disponibilidade de recursos, poderão firmar convênio com o IPHAN até o fim de 2014.

Edital de Chamamento Público 04/2014
Anexo I
Anexo II
Anexo III
Anexo IV
Anexo V
Anexo VI
Anexo VII

fonte : Iphan/DPI

Veja aqui os vencedores do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2014

Os seis vencedores da 27ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), foram conhecidos na última quarta-feira, 13 de agosto. O Prêmio é uma celebração e reconhecimento das ações de preservação e salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro.

Nesta edição, cada um dos vencedores receberão um certificado e o valor de R$ 25.000,00. Foram selecionadas três ações em cada uma das categorias, dos estados do Ceará, de Goiás, de Minas Gerais, do Pará, da Paraíba e do Rio de Janeiro.

Categoria I – iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio:

• Ação: “Rabecas da Tradição: performance e luteria”. Os rabequeiros, tocadores e fabricantes artesanais da rabeca, mantêm vivo o som deste instrumento, no interior do Ceará, como forma de preservar a cultura do lugar onde vivem.
Proponente: Francisco Gilmar Cavalcante de Carvalho
Estado: Ceará

• Ação: “Projeto Respeitável Público, Respeitável Circo”. A partir de diversas ações e de uma extensa pesquisa documental, o Projeto reacende a memória e a força de expressão cultural do Circo, em Minas Gerais.
Proponente: Sula Kyriacos Mavrudis
Estado: Minas Gerais

• Ação: “Projeto Balsa Buriti Preservando a Memória Fluvial”. Uma balsa feita da leveza do Buriti traz à tona o peso e força da memória, percorrendo, pelo rio, diversas localidades da região e mostrando este antigo costume de construir este tipo de balsa.
Proponente: Fundação Casa da Cultura de Marabá
Estado: Pará

Categoria II – iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio:

• Ação: “Projeto Cabocla – Bordando Cidadania”. Oficinas de um antigo costume, o bordado, são ministradas às presidiárias e aos presidiários de Goiás, tecendo novas histórias.
Proponente: Milena Curado de Barros
Estado: Goiás

• Ação: “Memórias e colaborações através do audiovisual”. No município de Zabelê, o pequeno gesto de uma câmera na mão é capaz de reviver e registrar o patrimônio cultural daquele lugar.
Proponente: Associação Cultural de Zabelê.
Estado: Paraíba

• Ação: “Programa de Apoio à Conservação do Patrimônio Cultural – PRÓ-APAC”. A ação propõe a revitalização de residências, como instrumento de manutenção da memória e de preservação do patrimônio.
Proponente: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.
Estado: Rio de Janeiro

A escolha dos premiados ocorreu nos dias 12 e 13 de agosto, na sede do IPHAN em Brasília. Os 16 jurados da Comissão Nacional, presididos pelo diretor do Departamento de Articulação Fomento/DAF do IPHAN, Luiz Philippe Peres Torelly, a partir de seus pareceres sobre as 50 ações finalistas fomentaram um rico debate. A votação dos seis vencedores levou em consideração a relevância e excelência de cada projeto. Por vezes, os jurados reforçaram que as iniciativas participantes demonstram a riqueza de expressões culturais que mantêm viva a memória e o patrimônio cultural brasileiro.

Na 27ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, as Superintendências Estaduais do IPHAN receberam 122 inscrições, em 22 estados brasileiros. Após as triagens, saíram os seis projetos vencedores, que participarão da cerimônia de premiação, no dia 4 de novembro, no Clube do Choro em Brasília. Entre as atividades do Prêmio, ainda serão promovidos debates e mesa redonda, o que visa fomentar a discussão com a sociedade e profissionais da área.

A Comissão Nacional de Avaliação em 2014 teve a seguinte composição:
•  Américo Córdula, secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura.
•  Ana Beatriz Goulart de Faria, consultora do Ministério de Educação e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
•  Ana Elisabete de Almeida Medeiros, professora adjunta do Departamento de Teoria e História da Arquitetura e Urbarnismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília.
•  Ana Lúcia Abreu Gomes, professora adjunta do Curso de Museologia da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília.
•  Briane Panitz Bicca, coordenadora do Monumenta PAC Cidades Históricas Porto Alegre.
•  Damiana Bregalda Jaenisch, mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutoranda em Artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
•  Isabel de Freitas Paula, Oficial de Cultura da Representação da UNESCO no Brasil.
•  José Simões Belmont Pessôa, professor associado da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense.
•  Luiz Phelipe de Carvalho Castro Andrès, diretor do Centro Vocacional Tecnológico Estaleiro Escola e conselheiro do Conselho Consultivo do IPHAN
•  Maria das Dores Freire, historiadora e consultora.
•  Maria da Graça Nobre Mendes, jornalista da Assessoria de Imprensa da Defensoria Pública da União, do Ministério da Justiça.
•  Simone Scifoni, docente do Depatamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
•  Telmo Padilha César, fundador da Defesa Civil do Patrimônio Histórico (Defender).
•  Thiago de Andrade, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil no Distrito Federal.
•  Luiz Philipe Torelly – presidente da Comissão Nacional e diretor do Departamento de Articulação Fomento/DAF do IPHAN.

Rodrigo Melo Franco de Andrade
O advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em 17 de agosto de 1898 em Belo Horizonte. Foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil e, na política, foi chefe de gabinete de Francisco Campos, atuando na equipe que integrou o Ministério da Educação e Saúde do governo Getúlio Vargas. O grupo era formado por intelectuais e artistas herdeiros dos ideais da Semana de 1922. Rodrigo Melo Franco de Andrade comandou o IPHAN desde sua fundação em 1937, até 1967.

III Simpósio Internacional de Arqueologia da Amazônia Ocidental, Geoglifos da Amazônia acontece em Rio Branco/AC

III Simpósio Internacional da Amazônia OcidentalGeoglifos do Acre vai acontecer  entre os dias 12 e 15 de agosto, em Rio Branco. O evento é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia, da Universidade Federal do Acre (UFAC) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A abertura vai contar com a participação da presidenta do IPHAN, Jurema Machado.

O objetivo é reunir profissionais ligados à arqueologia e gestores do patrimônio para debater sobre a patrimonialização dos geoglifos, o processo de tombamento desses sítios, e as perspectivas e desafios da gestão dos bens em longo prazo.

No dia 14, haverá uma apresentação dos resultados do Estudo sobre os sítios tipo Geoglifo nos Estados do Acre, Amazônia e Rondônia, fornecida pela professora Dra. Denise P. Schaan da Universidade Federal do Pará. A realização do simpósio é do Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas.

Sobre geoglifos
Os geoglifos são enormes recintos de formatos geométricos, circundados por fossos, que foram construídos e ocupados por populações indígenas. Hoje esses sítios arqueológicos constituem-se em um importante patrimônio cultural do estado do Acre, sendo representativos das modificações e aproveitamento da paisagem por parte dos grupos indígenas no passado.

Podem ser encontrados em várias partes do mundo. Os mais conhecidos e estudados estão na América do Sul, principalmente na região andina do Chile, Peru e Bolívia. No Acre, os pesquisadores já listaram mais de 250 sítios arqueológicos em estrutura de terra. Descobertos pelo pesquisador Ondemar Dias em 1977, os geoglifos do Acre são estudados a partir da ação de Alceu Ranzi, que os popularizou.

Acesse aqui para ver a programação.

Serviços:
Local: Anfiteatro da Universidade Federal do Acre – UFAC
Data: 12 a 15 de agosto de 2014.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (68) 8114-9667; 9994-5363, 3222-7290 ou pelo email geoglifos@gmail.com .

Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade edição 2014 está com inscrições abertas

Promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1987 em reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade está com inscrições abertas até 30 de abril, e traz novidades em sua 27ª edição. Agora, serão selecionados seis trabalhos divididos em duas grandes categorias. A primeira está voltada a Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural. A segunda tem como foco a promoção e gestão compartilhada do Patrimonio e visa valorizar e promover iniciativas de referência que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

As inscrições poderão ser feitas via postal ou presencialmente nas Superintendências do IPHAN que promoverão a pré-seleção das ações correspondentes aos seus estados ou ao Distrito Federal. As iniciativas selecionadas nesta fase estadual serão encaminhadas para a Comissão Nacional de Avaliação, que posteriormente anunciará os nomes dos vencedores nacionais.

O edital foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 05 de março. Os candidatos poderão esclarecer dúvidas e obter mais informações sobre o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade junto ao Departamento de Articulação e Fomento (DAF/IPHAN) pelos telefones (61) 2024-5462, 2024-5463 e fax (61) 2024-5499 e também pelo e-mail premio.prmfa@iphan.gov.br.

Acesse aqui o edital da 27ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Lina Bo Bardi
A homenageada desta 27ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade é a responsável por inovações estéticas importantes na arquitetura nacional. Achillina Bo, ou como é mais conhecida, Lina Bo Bardi, nasceu em 05 de dezembro de 1914 em Roma, sendo filha de família genovesa. Junto a seu marido, Pietro Maria Bardi, veio ao Brasil em 1946 onde conheceu Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Athos Bulcão, Burle Marx Portinari, o escultor Landucci e outros, encantando-se pelo país.

Naturalizou-se brasileira em 1951, declarando que “Quando a gente nasce, não escolhe nada, nasce por acaso. Eu não nasci aqui, escolhi esse lugar para viver. Por isso, o Brasil é meu país duas vezes, é minha Pátria de Escolha, e eu me sinto cidadã de todas as cidades”.

Projetou desde importantes espaços culturais do país, como a sede do Museu de Arte de São Paulo (MASP), o Teatro Oficina de São Paulo; o Museu de Arte Moderna da Bahia; e a Casa de Cultura, em Recife. Sua própria residência, conhecida como Casa de Vidro, foi considerada patrimônio Cultural pelo IPHAN em 2007. A artista também estava envolvida com outras artes, a exemplo da pintura, cinema e artes plásticas, designer de móveis, objetos e joias. Lina Bo Bardi faleceu em 1992 em sua Casa de Vidro.

Iphan, Condephaat e Conpresp criam Escritório Técnico de Gestão Compartilhada para ampliar a proteção ao patrimônio histórico em São Paulo

Uma iniciativa pretende agilizar e ampliar as ações de proteção do patrimônio em São Paulo. Criado em dezembro de 2013 e posto em funcionamento na última semana, o Escritório Técnico de Gestão Compartilhada reúne técnicos das três esferas de patrimônio: Iphan, ligado ao governo federal, Condephaat, conselho de defesa do Estado, e o Conpresp, seu equivalente em nível municipal. “Era uma demanda antiga das áreas de patrimônio”, comenta Ana Lanna, presidente do Condephaat. “De maneira informal, os técnicos já tinham criado uma cultura de conversar em casos mais polêmicos. Mas isso não acontecia de forma organizada.”

Atualmente, um edifício com valor histórico e arquitetônico pode ser considerado patrimônio a ser preservado pela cidade, pelo Estado ou pelo País. Para proteger esses bens, existem organismos que funcionam nessas três esferas. Cada um com seus métodos e critérios para análise. O novo escritório vem para simplificar procedimentos. E agilizar o trâmite dos processos.

Na Bahia, já existe um sistema semelhante. Lá, um escritório congrega representantes do Instituto de Patrimônio Histórico Nacional, do governo estadual e da secretaria municipal de planejamento. “É uma experiência bem-sucedida de quase 30 anos”, pontua Anna Beatriz Galvão, superintendente do Iphan em São Paulo. A ideia, ela conta, é expandir o novo modelo a ser adotado agora na capital paulista para outros municípios do Estado.

Mesmo antes da publicação do convênio que formalizou a criação do escritório, o grupo já havia começado a trabalhar. Analistas se uniram para examinar casos emblemáticos para a cidade, como o Hospital Matarazzo e o Jockey Club, que havia destinado parte de sua área a uma tenda destinada para shows.

O Largo São Francisco é outro exemplo da ação em conjunto. O coletivo reviu o perímetro das áreas envoltórias de tombamento. Propôs uma redução dessa área e estabeleceu regras para sua conservação. Tudo isso, considerando as modificações urbanas que aconteceram na região nos últimos anos e as necessidades de preservação.

Todas as áreas envoltórias – que são aquelas que ficam ao redor de um bem tombado e, por conseguinte, também ficam protegidas – estão na mira do escritório recém-criado. “Nós vamos regulamentar, estabelecer regras comuns”, observa Nadia Somekh, presidente do Conpresp. “Em alguns casos existem estudos técnicos dos dois órgãos. Nós vamos nos reunir para estabelecer uma diretriz única.”

Para Mauro Pereira, diretor interino de preservação do DPH – Departamento de Patrimônio Histórico, o impacto das ações deve ser imenso. “Isso libera centenas de imóveis e facilita as ações, inclusive do poder público.”

Um dos principais objetivos do escritório é diminuir a burocracia e tornar os processos mais rápidos. Afinal, as queixas em relação ao tempo de análise necessário para um tombamento ou para qualquer resolução sobre um imóvel tombado é uma das principais críticas da sociedade civil a respeito da atuação dos órgãos de preservação. Com o novo órgão, o material para os conselhos deliberarem será produzido mais rapidamente. E, mais importante, haverá um mesmo estudo para embasar as decisões das três instâncias.

“Não adianta ter um projeto aprovado no Condephaat e no Conpresp se um órgão pede uma coisa e o outro pede uma diferente. Às vezes pedidos divergentes”, observa Ana Lanna. “Isso aconteceu, por exemplo, no caso do MAC Ibirapuera. Cada decisão ia para um lado. Só depois de nos reunirmos conseguimos chegar a um conceito comum e eliminar as divergências.” O próximo passo, conta a presidente do Condephaat, será a uniformização dos documentos exigidos. Hoje, cada órgão tem uma lista própria.

Mas simplificar procedimentos, ressalvam as especialistas em preservação histórica, não deve pôr fim à independência de cada órgão. “Os conselhos continuarão a deliberar de maneira independente. Mas, agora, nós podemos instruí-los da melhor forma possível.”

PROJETO PILOTO

Além de preservar e regulamentar, o órgão também pretende unir as forças para desenvolver projetos especiais. O Parque da Independência, no Ipiranga, deve ser o primeiro objeto sobre o qual os técnicos devem se debruçar. No pacote, estão incluídos o jardim, o Monumento à Independência e o Museu Paulista. “É uma tentativa de qualificar esse espaço, que merece uma atenção especial”, comenta a superintendente do Iphan. “Já estamos lidando com a perspectiva do bicentenário da Independência, em 2022.”

Entre as ações previstas estão a incorporação do último trecho visível do Rio Ipiranga à área do parque, o restauro dos edifícios e dos elementos paisagísticos, além da criação de um programa que articule as atividades do museu – atualmente fechado para restauro – com as do Monumento à Independência. “Em qualquer outro país, essa seria uma área tratada de maneira especial. É preciso valorizar São Paulo como o berço desse episódio histórico”, lembra a presidente do Conpresp. “Nós temos, é claro, que ser críticos em relação ao episódio da Independência. Mas não podemos negligenciá-lo. Temos que analisar o que significa essa independência para o Brasil.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Presidenta Dilma sanciona Lei que cria cargos no IPHAN

A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou no último dia 27 de dezembro a Lei nº 12.935 que transforma 474 cargos vagos do Plano Especial de Cargos da Cultura, em vagas alocadas no quadro de pessoal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Serão 107 cargos de Analista I e 119 cargos de Técnico I, ambas de nível superior; e 248 cargos de Auxiliar Institucional I, de nível intermediário.

O objetivo é gerar maior racionalidade no Plano de Cargos da Cultura, reduzindo o número de cargos distintos a uma estrutura mais adequada e a uma eficiente gestão de recursos humanos.

Além disso, também adequa a nomenclatura e o quantitativo de cargos, o que permitirá a nomeação e posse imediata dos 73  inscritos e aprovados no concurso público de 2009, sendo  54 para os cargos Auxiliar Institucional I, de nível médio, e 19 Analistas I, de nível superior.

O provimento dos demais cargos criados por esta Lei deverá ocorrer de forma gradual, mediante autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, observada a disponibilidade orçamentária.
Veja [aqui] a íntegra da Lei:

Fonte: Ascom-IPHAN

Senado aprova a criação de 474 novos cargos efetivos no Iphan

O Senado aprovou o projeto que transforma 474 cargos vagos do Plano Especial de Cargos da Cultura em cargos efetivos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo a proposta, esses cargos serão ocupados gradualmente, respeitando a disponibilidade orçamentária e com autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) explicou que essas vagas serão preenchidas por concursos públicos.
— Com isso, poderemos aparelhar o Iphan, que é uma instituição da maior importância para a preservação da memória do patrimônio cultural e histórico brasileiro — afirmou.

O Projeto de Lei (PL) 112/2013, agora segue para Sanção Presidencial. O andamento da proposta, originalmente PL 5381/2013, foi considerado rápido e contou com o empenho pessoal da Ministra da Cultura Marta Suplicy e da presidenta do IPHAN, Jurema Machado.

O objetivo é gerar maior racionalidade no Plano de Cargos da Cultura, reduzindo o número de cargos distintos a uma estrutura mais adequada e a uma eficiente gestão de recursos humanos. Além disso, também adequa a nomenclatura e o quantitativo de cargos, o que permitirá a nomeação e posse do restante dos aprovados no concurso público de 2009, que vence em janeiro de 2014, para os cargos de nível médio, e em abril de 2014 para os cargos de nível superior.  O provimento dos cargos do concurso de 2009 será possível após a publicação do PL 112/2013 e a autorização para provimento pelo Ministério do Planejamento e Gestão (MPOG).

Leia o PL 112/2013 clicando aqui.

Iphan garante construção do 3º Museu de Arqueologia em Rondônia

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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), através da Superintendência em Rondônia, realizou, na quinta-feira (5), uma reunião para firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Empreendimento Canaã Geração de Energia, garantido uma série de medidas que visam à construção de um Museu de Arqueologia no município de Ariquemes/RO. O objetivo é diminuir os impactos ao patrimônio arqueológico com a construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Cruz, nos municípios de Cacaulândia e Monte Negro.
O Museu de Arqueologia, segundo o acordo, deve ser construído em 12 meses na sede do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro), em Ariquemes. Após a obra, o Museu será mantido e gerido pelo Ifro. Além da construção da reserva técnica, que abrigará as peças arqueológicas resgatadas nas PCHs Jamari, Santa Cruz e Canaã, o TAC prevê a publicação de mil livros que retratam a arqueologia da região, 10 mil guias didáticos sobre educação patrimonial e cursos com 200 horas/aula para os colaboradores do Ifro e comunidade em geral.
Segundo o superintendente substituto do IPHAN em Rondônia, Danilo Curado, o Museu levará para a região de Ariquemes um centro de pesquisa em Arqueologia, contribuindo para a preservação da memória do povo brasileiro e da cultura local. “As pesquisas apontaram que Ariquemes e demais municípios vizinhos possuem um potencial arqueológico extremamente relevante, tornando imprescindível a existência de um local de pesquisa e exposição permanente”, sinaliza Curado.
O Termo, que teve acompanhamento ininterrupto do Procurador Federal junto ao IPHAN, Dr. Osvaldo Vieira Costa, foi ajustado para as reais necessidades da região de Ariquemes, possibilitando não apenas a criação do Museu, mas de uma série de ferramentas educativas em prol dos cidadãos.

Parceria

Diante das ações de compensação a serem executadas, o Campus do Ifro em Ariquemes, através do diretor Osvino Schimidt, pleiteou o recebimento do Museu de Arqueologia a ser construído pela Canaã Geração de Energia. Após uma série de reuniões, sempre pautadas nas possibilidades orçamentárias de gestão, o IPHAN deferiu o projeto de construção do Museu na sede do Instituto Federal da região.
Conforme o superintendente substituto do IPHAN esclarece, a iniciativa do diretor do IFRO foi plausível, pois o Museu será mantido e gerido por uma instituição pública e educacional, promovendo e dissipando todo o conhecimento sobre o passado humano daquela região. “É uma bela parceria entre Cultura e Educação. É mais um caso de sucesso, pois consentimos que o Instituto Federal possui totais condições logísticas e orçamentárias para gerir um acervo arqueológico, o qual é tido como patrimônio cultural do povo brasileiro”, sintetiza Curado.

Museus de Arqueologia em Rondônia

Ciente da importância indiscutível de Rondônia no cenário da arqueologia brasileira, a Superintendência do IPHAN trabalha desde 2007 na busca por parcerias nos mais diversos municípios do Estado.
Inicialmente, o primeiro Museu de Arqueologia criado em Rondônia foi o Centro de Pesquisa e Museu Regional de Arqueologia de Rondônia. Instalado em Presidente Médici/RO, o Museu foi um resultado profícuo de parceria firmada entre IPHAN e Prefeitura Municipal de Presidente Médici. A contar com um corpo técnico de professores, o museu trata-se da primeira instituição em Rondônia com temática exclusiva voltada para o patrimônio arqueológico.
Já em 2008, no contexto da instalação das usinas hidrelétricas no Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio), o IPHAN solicitou a criação de uma grande Reserva Técnica de Arqueologia – com espaço musealizado – dentro da Universidade Federal de Rondônia. Ainda em andamento, o projeto prevê uma área de 2 mil metros quadrados, a qual irá dar guarda a todo acervo arqueológico resgatado nas usinas do Madeira.
Neste contexto, perpetuando a política de parcerias, o IPHAN firmou o presente TAC no final de 2013. “Apesar de ser nossa atribuição institucional, temos ciência de que sem estas parcerias o trabalho se tornaria subaproveitado. Considerando os três Museus que o IPHAN proporcionou para Rondônia, nosso intuito é de ampliar nossas parcerias, levando cultura e acesso à nossa memória nacional para todos os cidadãos do Estado”, encerra Curado.

Arquitetura em madeira é tema de simpósio do IPHAN no Acre

A necessidade de identificação, reconhecimento, valorização e fomento à perenidade da produção da arquitetura de madeira no Acre foi o motivo principal que levou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Acre (IPHAN-AC) e o Instituto Federal de Educaçao, Ciência e Teconolgia (IFAC) a realizar o I Simpósio sobre Arquitetura de Madeira que acontecerá dia 10 de dezembro, no Auditório do Palácio da Justiça, no Centro de Rio Branco, capital do estado. Os certificados serão emitidos pelo IPHAN-AC com a carga horária de 4h, após o evento.

Como a arquitetura em madeira é uma característica cultural fortemente expressa no modo de habitar e de construir no Acre, o simpósio busca valorizar, dentro do repertório do patrimônio cultural, os bens edificados acrianos que somam à significância cultural que caracteriza a vastidão da arquitetura e urbanismo no Brasil.

O Simpósio será um espaço para o debate sobre a necessidade crescente de conhecimento e acerca das ocorrências arquitetônicas remanescentes das diversas épocas e, também, a respeito e das políticas públicas para proteger esses elementos arquitetônicos. Durante o evento, será lançado também o Curso de Extensão voltado para a Conservação do patrimônio edificado em madeira que tem como objetivo fomentar a formação de mão-de-obra especializada no mercado de trabalho local. As inscrições para o I Simpósio sobre Arquitetura de Madeira são gratuitas e podem ser feitas por e-mail, telefone ou presencialmente na sede do IPHAN-AC ou no dia do evento.

A proposta é que o simpósio seja realizado anualmente para produzir conhecimento e para compartilhar informações sobre a arquitetura de madeira, a exemplo dos Ofícios Tradicionais, das Técnicas Construtivas, da Arquitetura Vernácula, da Arquitetura Popular, da Arquitetura Contemporânea, entre tantos outros.

Confira [aqui] a programação
Veja o convite clicando [aqui]

Serviço:
I Simpósio sobre Arquitetura de Madeira
Data:
 10 de dezembro de 2013, das 14h às 18h
Local: Auditório do Palácio da Justiça,
Rua Benjamin Constant, 277, Centro
Rio Branco – AC

Audiência Pública no Senado debate o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília

A presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) participou na manhã desta quinta-feira, dia 05 de dezembro, da Audiência Pública realizada na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, em Brasília. O convite partiu dos senadores Rodrigo Rollemberg e Cristovam Buarque e teve como objetivo debater o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasilia (PPCUB) e seus efeitos na área tombada e no entorno.

Ao relatar um histórico sobre os debates a respeito da preservação do Plano Piloto, Jurema Machado ressaltou a necessidade de consolidar as normas hoje existentes relativas à área tombada em Brasília, um trabalho que o IPHAN vem desenvolvendo também para todos os sítios urbanos tombados em nível federal no país ou inscritos na lista do Patrimônio Mundial. (Leia aqui a íntegra do discurso da presidenta do IPHAN).

Também participaram da Audiência Pública Romulo Andrade, sub-secretário da Secretaria de Estado de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano (SEDHAB-DF); Maria Elda Fernandes Melo, Promotora de Justiça da 3ª Promotoria de Justiça de Ordem Urbanística (Prourb) do Ministério Público do Distrito Federal; Benny Schvarsberg, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAUNB); Vera Ramos, arquiteta e urbanista diretora de Patrimônio Cultural do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHG-DF); Paulo Henrique Paranhos de Paula e Silva, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), João Gilberto Carvalho, presidente do Sindicato da Construção Civil; e Thiago Teixeira Andrade, arquiteto e urbanista representando a organização Arquitetos por Brasília.

Cultura Jesuítico-Guarani é tema de seminário no Rio Grande do Sul

O Sítio de São Miguel Arcanjo, considerado Patrimônio Nacional desde 1938 e declarado como Patrimônio Mundial em 1983, é uma das grandes belezas gaúchas. Para comemorar estas datas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio Grande do Sul (IPHAN-RS), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e a Prefeitura de São Miguel das Missões, promove o Seminário Internacional Missões – Patrimônio da Humanidade: Turismo Cultural e Preservação, nos dias 12 e 13 de dezembro.

Inserido no PAC das Cidades Históricas, o sítio receberá em 2014, um Centro Cultural das Missões com espaço para receber turistas e apreciadores de história da arte. A programação das festividades inclui a apresentação do Coral Guarani e apresentação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, no palco em frente às Ruínas. O encerramento será com o espetáculo de Som e Luz, no dia 13, às 21h30. As inscrições para o seminário podem ser feitas pelo e-mail: parque.missões@iphan.gov.br ou pelo telefone (55) 3381-1399. Confira [aqui] a programação.

Missões Jesuíticas

O município gaúcho abriga parte da antiga redução Jesuítica-Guarani de São Miguel Arcanjo, fundada por volta de 1687, e o Museu das Missões, inaugurado em 1940. A serviço da coroa espanhola, os catequizadores jesuítas iniciaram 30 grupos de evangelização em terras indígenas no sul do Brasil. Em meio ao campo, florestas e gado de corte, os jesuítas implantaram pequenas colônias cada uma com seu povoado: praças, igrejas, colégios, cemitério e outas edificações. O sistema colaborativo idealizado fez com que aumentasse o imaginário europeu sobre as missões e a utopia do novo mundo.  Com a expulsão dos missionários, as colônias minguaram em algumas, só restam ruinas.

Declarado como patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO), a cidade se tornou ponto turístico pelos vestígios imponentes, marcados pela espiritualidade. São Miguel Arcanjo é parte importante da história do Rio Grande do Sul. A conservação das ruínas é realizada pelo IPHAN desde 1938, um trabalho que inclui também o patrimônio cultural dos Guarani e a paisagem cultural da região.

Museu das Missões
O Museu das Missões faz parte do sítio tombado pela União em 1937, onde está situado o mais significativo remanescente material dos Sete Povos das Missões, comunidades indígenas lideradas e organizadas pelos Jesuítas. Neste sítio foi erguida a Igreja de São Miguel Arcanjo, declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, em 1983.

O Museu foi criado em 8 de março de 1940, projeto do arquiteto Lucio Costa e abriga a maior coleção de arte missioneira do Brasil. De terça-feira à domingo é realizado no Sítio Histórico o espetáculo de Som e Luz relatando as guerras guaraníticas. O Museu também apresenta os vídeos Sonho da Paixão e Computação Gráfica.

Serviço:
Seminário Internacional Missões – Patrimônio da Humanidade: Turismo Cultural e Preservação
Data:
12 e 13 de Dezembro de 2013
Local: Hotel Park Tenondé – São Miguel das Missões

Rua São Miguel, 664 – Centro