Paço Imperial lança livreto com registros de 60 obras de Beatriz Milhazes

O catálogo Meu Bem, de Beatriz Milhazes, será lançado às 18h desta quinta-feira (24), no Paço Imperial, Centro Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A publicação originada da exposição de mesmo nome traz um panorama da produção da artista e reúne mais de 60 obras entre pinturas, colagens e gravuras, além de um grande móbile concebido especialmente para o espaço.

Na ocasião, será realizado um bate-papo com Beatriz Milhazes e Lauro Cavalcanti, diretor da Instituição na sala Academia dos Felizes com capacidade para 80 pessoas.  As senhas serão distribuídas ao público partir das 17h. A exposição seguirá para o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, onde ficará de 21 de novembro de 2013 a 23 de fevereiro de 2014.

Confira aqui o convite.

Serviço:
Lançamento do Catálogo Meu Bem – Beatriz Milhazes
Data:
 24 de Outubro de 2013.
Horário: 18h
Local: Paço Imperial – Praça XV de Novembro  48 – Centro – Rio de Janeiro/RJ

Livro desvenda arqueologia do Piauí e Portugal

Resultado de parceria entre o Governo do Estado, através da Fundação Cultural do Piauí (Fundac) e o Instituto Terra e Memória, de Portugal, o livro “Identidades e Diversidade Cultural: patrimônio arqueológico e antropológico do Piauí-Brasil e do Alto Ribatejo-Portugal”, será lançado na próxima terça-feira (27), na galeria do Clube dos Diários, a partir das 19h. Na ocasião, haverá uma exposição “imagens e narrativas de vivências”.

Segundo a diretora do Museu do Piauí Casa de Odilon Nunes, Dora Medeiros, o evento terá a presença do secretário-geral do Instituto Terra e Memória do Museu de Artes Pré-História de Mação de Portugal, Nelson Almeida, que no dia anterior, fará uma visita ao Museu do Piauí.

Dora informa que em sua passagem por Teresina, Nelson vai ministrar a oficina de organização e educação patrimonial em museu no dia 28, a partir das 10h, destinada a museólogos, estudantes de Antropologia e Arqueologia. As inscrições podem ser feitas até a data do evento.

O livro, que já foi lançado em Brasília, tem um perfil gráfico com duas faces, que contemplam  o patrimônio arqueológico e antropológico. De um lado, o Piauí – Brasil e do outro, do Alto Ribatejo – Portugal, duas regiões ricas em sítios arqueológicos. “A obra apresenta uma análise do Piauí e do Alto Ribatejo, fundamentada em pesquisas científicas, práticas culturais, marcadores identitários e registros iconográficos”, diz Marleide.

A obra é um convite para que o Piauí e o Alto Ribatejo, o Brasil e Portugal, se descubram profundamente através das suas complementaridades e diversidades. É um exemplo prático de como a aproximação entre várias áreas do saber pode agir em benefício da construção do conhecimento pelo viés da alteridade.

Publicação revela belezas de jardins históricos do país

As esculturas, os coretos, as fontes e os mais variados equipamentos dos mais belos jardins de todo o país são a temática do livro Jardins do Brasil, de Carlos Fernando de Moura Delphim, que será lançado nessa segunda-feira, dia 20 de maio, às 20h, em Brasília. A publicação, com informações inéditas, ressalta aspectos de inserção urbana dos jardins das cidades como locais de convivência social ao longo da história. Muitos desses locais abrigam obras de artistas como Aleijadinho e mestre Valentim, além de diferentes espécies de plantas e flores.

O Autor
Carlos Fernando de Moura Delphim nasceu em Lavras – MG e formou-se na Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais. Iniciou seu trabalho na área do patrimônio no final dos anos 70, quando integrou o grupo responsável pela Restauração do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Em seguida, criou o Programa Jardins Históricos na Fundação Nacional pró-memória. Desde os anos 80 tem atuado no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em defesa do patrimônio natural, propondo uma visão mais ampla sobre essa área. Também realizou projetos de paisagismo em vários locais do mundo. No Brasil, dentre seus trabalhos, destacam-se os realizados para Oscar Niemeyer no Memorial da América Latina, em São Paulo, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, e da Universidade Norte Fluminense.

Serviço:
Lançamento do livro Jardins do Brasil, de Carlos Fernando de Moura Delphim
Data:
20 de maio de 2013, às 20h
Local: Livraria Cultura – Teatro Eva Herz
Shopping Center Iguatemi Brasília
SHIN CA 4, Lote A – Lago Norte

Lei Murilo Mendes – Em Minas Gerais, livro “Reflexões e Olhares” aborda política de proteção ao patrimônio cultural de Juiz de Fora

A política institucional de proteção ao patrimônio cultural do município nos últimos 30 anos é o tema abordado no livro “Reflexões e Olhares: o Patrimônio Cultural de Juiz de Fora”, que será lançado no sábado, 2 de março, às 10 horas, na Livraria A Terceira Margem (Galeria Pio X – 2º piso – loja 127 – Centro). A obra, de autoria de Nilo Lima de Azevedo e Wilson Coury Jabour Júnior, tem 184 páginas e foi financiada pela Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura, mantida pela Prefeitura de Juiz de Fora e gerenciada pela Funalfa.

Conforme os autores, a primeira parte do livro traz uma reflexão teórica em relação à política de proteção do patrimônio cultural, por meio de uma análise abrangendo a evolução do conceito de patrimônio cultural, através das cartas internacionais, bem como esse conceito se formou dentro do contexto político brasileiro. Também é abordada a política de proteção ao patrimônio cultural de Juiz de Fora, desde a sua primeira legislação, em 1982, até a formação do atual Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural de Juiz de Fora (Comppac).

A segunda parte do livro apresenta as entrevistas de atores chaves da política do patrimônio cultural de Juiz de Fora. As perspectivas de arquitetos, artistas, políticos e juristas possibilitam perceber os vários olhares sobre a cidade e seu patrimônio cultural. Foram entrevistadas 11 pessoas, que tiveram atuação importante na área: Antônio Carlos Duarte, Custódio Antônio de Mattos, Francisco Antônio de Mello Reis, José Alberto de Pinho Neves, Júlio Cesar Ribeiro Sampaio, Luiz Alberto do Prado Passaglia, Murílio de Avelar Hingel, Nívea Bracher, Paulo Roberto de Gouvêa Medina, Rachel Jardim e Tarcísio Delgado.

O livro poderá ser adquirido na Livraria A Terceira Margem, ao preço de R$ 30.

Os autores

Nilo Lima de Azevedo é bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes (Ucam/Campos). Mestre em Ciências Sociais pela UFJF e doutorando pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, onde atuou como professor instrutor. Também lecionou na Fundação Educacional São José – Faculdade de Ciências Jurídicas de Santos Dumont.

Wilson Coury Jabour Júnior é bacharel em Direito pela UFJF. Licenciado em Estudos Sociais pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF). É especialista em Administração Pública pela Faculdade Machado Sobrinho. Atua como procurador do Município de Juiz de Fora, sendo, ainda, membro do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), do Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio e do Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora.

* Informações com a Assessoria de Comunicação da Funalfa pelo telefone 3690-7044 /Contato: Wilson Coury Jabour Júnior – 3232-3813.

Ibram, Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional têm projeto para preservar, modernizar e difundir acervos

Por Akemi NitaharaRepórter da Agência Brasil

Preservar e democratizar o acesso aos acervos de museus, bibliotecas e arquivos do Brasil é o que prevê o acordo de cooperação firmado entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e  o Arquivo Nacional. As três instituições fizeram hoje (28) a primeira reunião de trabalho.

O presidente do Ibram,  José do Nascimento Junior, explicou que o objetivo é integrar esses três grandes sistemas de acervos brasileiros, tendo as três instituições como coordenadoras. “São 105 mil instituições que estão sob o guarda-chuva dessas três grandes instituições. Pretende-se que a gente possa estabelecer ações comuns, estratégias no sentido de preservação desse patrimônio que está sob essas instituições todas, para que a gente possa potencializar tanto a preservação quanto a difusão, ou seja, pôr à disposição da população, dos pesquisadores em geral”.

A diretora do Centro de Referência e Difusão da Biblioteca Nacional, Mônica Rizzo, diz que o Projeto Biblioteca Nacional Digital, com mais de cinco anos de existência, é pioneiro no Brasil na digitalização de acervos.

“As três instituições que aqui estão abrindo os trabalhos desse acordo, cada uma trará a sua expertise na sua área de concentração. No caso a Biblioteca Nacional trará a sua contribuição como agência bibliográfica nacional, como a instituição responsável pela padronização de processos dentro da biblioteconomia no Brasil, para agregar valor a esse conjunto e para que nós possamos, daqui para frente, difundir de forma integrada todo esse conhecimento que essas instituições que aqui estão detém”.

Segundo Mônica, o que se pretende é a democratização do acervo, com uso pleno da internet. Nos últimos dois anos, a FBN digitalizou 10 milhões de imagens de livros brasileiros que estão em domínio público. Para os próximos dez anos, a meta é pôr todo o acervo na rede para consulta pública, com prioridade para as obras raras.

O diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes da Silva, diz que o acordo surgiu da necessidade de aprimorar a cooperação interinstitucional que já existia. O documento foi assinado em dezembro de 2011, mas a primeira reunião só ocorreu hoje.

“Hoje é o delineamento do plano de trabalho; vai ser desenvolvido um plano plurianual de atividades, o que pode ser resolvido com orçamentos próprios vai ter prioridade e o que será necessário – a busca de patrocínio ou financiamento – fica para etapas posteriores. Se nós fizermos uma análise mais detida, nós vamos ver que a gente tem muito mais pontos de convergência do que de divergência para preservação do patrimônio. Então é importante essa ação conjunta porque ganham as instituições, ganha a cultura e ganha o cidadão, porque ele vai ter facilitado o acesso”.

De acordo com Antunes, atualmente o Arquivo Nacional está priorizando a digitalização dos acervos do período do regime militar, para atender às demandas da Comissão Nacional da Verdade.

O grupo de trabalho do acordo de cooperação entre Ibram, FBN e Arquivo Nacional tem prazo de funcionamento de dois anos, prorrogável por mais dois, mas o objetivo é construir um plano de trabalho para até 15 anos. Um dos objetivos é cumprir a meta do Plano Nacional de Cultura, de modernizar 50% das bibliotecas públicas e museus até 2020.