IEPHA/MG investe mais de R$ 5 milhões em bens culturais de Minas Gerais

O Governo de Minas Gerais, por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), inicia intervenções em três importantes bens culturais do Estado: a Fazenda Boa Esperança, em Belo Vale, a Praça da Liberdade (BH) e o Centro Histórico de Brumal. Ainda este ano, serão liberados também os editais de licitação de obras nas cidades de Matias Cardoso (Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição), Jequitibá (Igreja do Santíssimo Sacramento), Belo Vale (Fazenda Belo Vale – 1ª etapa de obras de restauração arquitetônica) e Brejo do Amparo, município de Januária (Igreja Nossa Senhora do Rosário). Além disso, serão licitados os projetos para restauração da Casa de Cultura em Oliveira.

Os investimentos do Governo do Estado são de R$ 4.237.936,05, somados ao Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público de Minas Gerais no valor de R$ 659.036,95 e ainda uma parceria público-privada, que investe outros R$ 103.000,00, totalizando mais de R$ 5 milhões. As obras contemplam, entre outras ações, recuperação de estruturas físicas, restauração de elementos artísticos e de imagens sacras, revitalização de pinturas de postes e recuperação de fachadas.

Dentre as obras anunciadas em agosto pelo Governo do Estado, as intervenções nos edifícios Rainha da Sucata e Museu Mineiro foram retomadas no segundo semestre, com o pagamento da dívida de R$ 4,3 milhões, nas quais a execução havia sido interrompida no governo anterior.

O Iepha-MG fará o acompanhamento de todas as etapas das obras.

Relação de obras já licitadas e com ordem de início:

– Fazenda Boa Esperança (Belo Vale-MG): execução de obra emergencial de reforma e recuperação pontual das estruturas físicas e de restauração pontual de elementos artísticos da capela. Valor: R$ 408.000,00; previsão de início: novembro de 2015.

– postes da Praça da Liberdade: revitalização das pinturas de 41 postes que serão pintados e trocadas as cúpulas. Projeto patrocinado pela Claro. Valor: R$ 103.000,00; previsão de início: novembro de 2015.

– Centro histórico de Brumal (Santa Bárbara): execução de obras de reforma e restauração da capela do Senhor dos Passos inclusive adro, restauração da imagem do Senhor dos Passos. Recuperação de fachadas das edificações situadas à rua principal e Praça Santo Amaro. Valor: R$ R$ 659.036,95; previsão de início: novembro de 2015.

Obras reiniciadas:

Forro do Museu Mineiro – previsão de conclusão: maio de 2016

Rainha da Sucata – previsão de conclusão: abril de 2016

Olhares do Brasil – Ouro Preto/MG, por Agliberto Lima

IPHAN participa de Feira do Livro em Diamantina (MG)

Sem títuloCom publicações diversas sobre patrimônio cultural, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) integra a Feira do Livro de Diamantina (MG), no Mercado Velho, montada no 2º Festival de História, que acontece de 19 a 22 de setembro na cidade. O livro Entrevista com Erich Joachim Hess, da série Memórias do Patrimônio, foi lançado na Feira e contou com a presença dos filhos do Fotógrafo, Claudio e Lilia Hess. No Mercado, também estão em exposição 8 fotos selecionadas entre as mais de 400 registradas por Erich Hess em Diamantina.

Desde sua criação, há 76 anos, o IPHAN publicou mais de 1,5 mil títulos, um grande esforço editorial para proporcionar a estudantes, pesquisadores, professores e ao público em geral um conjunto de obras de referência, essencial ao conhecimento do processo de formação do Patrimônio Cultural Brasileiro. As obras são relacionadas às atividades de registro e valorização do patrimônio material e imaterial, e a projetos de restauração e recuperação de centros históricos. Inúmeros títulos estão disponíveis para download, reunidos em catálogos, coleções, manuais, séries, revistas e títulos diversos, entre outras classificações.

O IPHAN distribui suas publicações, gratuitamente, às bibliotecas públicas, universidades e escolas em todo o Brasil. As consultas podem ser feitas em suas próprias bibliotecas.

Conheça as publicações do IPHAN clicando [aqui].
Confira [aqui] uma das obras publicadas.

Serra da Moeda está prestes a ganhar fundo internacional para preservação

Conjunto natural que já foi alvo de várias manifestações pela conservação pode ganhar apoio do exterior

A Serra da Moeda, que abrange oito municípios mineiros, está prestes a ganhar visibilidade internacional. Faltam dois meses para o anúncio da lista que contemplará entre 60 e 70 lugares em todo o mundo que serão prioridade para o Fundo Mundial para Monumentos, organização não governamental ligada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que se dedica à preservação de itens do patrimônio cultural, natural e histórico. Sinalizando um resultado positivo, a diretora de projetos para a América Latina, Espanha e Portugal do WMF (sigla em inglês), Norma Barbacci, visitou pela segunda vez em dois anos a serra, único candidato brasileiro. Em passagem por Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a peruana viu pinturas rupestres, passeou pelo Instituto Inhotim e conheceu a Igreja Nossa Senhora da Piedade, do século 18.

“É uma combinação de paisagem natural e cultural muito bonita, que nos parece importante preservar”, disse a diretora da WMF, deixando transparecer o encantamento com a Serra da Moeda. Norma esclarece que a escolha não garante verba para grandes projetos, mas desperta a atenção do mundo para a preservação dos monumentos que integram a lista, renovada a cada dois anos, o que pode facilitar o levantamento de recursos financeiros. O Centro Histórico de Salvador, o Convento de São Francisco, em Olinda (PE), e o Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI), já estiveram presentes em listas do fundo internacional, elaboradas desde 1996.

Preocupada com o impacto da mineração e do crescimento urbano, a presidente da Associação para a Recuperação e Conservação Ambiental (Arca-Amaserra), Simone Bottrel, enviou no ano passado a candidatura para apreciação do WMF. A intenção é conseguir apoio para impedir que o conjunto fique abandonado. Além de ser pouco conhecido, a gestora ambiental lamenta que o ponto turístico não ofereça segurança aos visitantes. “Queremos criar um grande parque, como os internacionais, para que as pessoas possam conhecer a nossa história e a nossa paisagem”, adianta. “Precisamos descortinar a serra para o mundo, aí os olhos se voltam para ela.” Já no ano que vem, a Arca espera atrair investimentos em lazer, esporte e cultura.

No documento enviado ao WMF constam várias características que justificam a preservação da Serra da Moeda. Destacam-se a vegetação de canga, encontrada em regiões onde há concentração de minério de ferro, animais ameaçados de extinção, como lobo-guará, tamanduá-mirim, onça-parda e onça-pintada, comunidades quilombolas, construções de interesse histórico – entre elas uma casa clandestina de fundição de moedas –, e as nascentes, responsáveis pelo abastecimento de água em cerca de 70% da capital mineira. Até agora, apenas a Serra da Calçada, trecho do maciço em Nova Lima, é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).

Caso a Serra da Moeda seja incluída na lista do WMF de 2014, a diretora informa que ela fará parte de campanhas mundiais, com o objetivo de buscar recursos para preservação. “Vamos lutar por uma proteção integral do conjunto, prevenindo certas intervenções do desenvolvimento descontrolado, para preservar essa paisagem milenar. Também pretendemos aproveitar melhor os recursos ecológicos para ajudar as comunidades próximas”, aponta Norma. O resultado será divulgado em outubro.

Incêndios

Parte dos recursos arrecadados com a ajuda do Fundo Mundial para Monumentos será destinada ao combate de incêndios na Serra da Moeda, segundo a presidente da Arca-Amaserra, Simone Bottrel. Apesar de não haver um projeto específico, ela destaca que pretende investir no treinamento de equipe de brigadistas, formada por voluntários, para impedir mais destruição da área verde.

Ontem, um incêndio que começou próximo à crista da serra, perto da estrada para a cidade de Moeda, consumiu a vegetação por cerca de quatro horas e só não chegou à BR-040 porque foi combatido por 17 brigadistas, apoiados por seis bombeiros e pelo helicóptero da corporação. Por volta das 18h as chamas foram controladas.

Via EM.com.br

Palácio da Liberdade em Minas vira museu e revela templo da política e da história

Salas, corredores e móveis do palácio vão ganhar vida e mostrar ao público a intimidade e a vida pública de governantes mineiros

Imagine você entrando numa sala e a foto no porta-retrato começa a falar. De repente, como mágica, alguém surge no espelho do banheiro ajeitando o terno e contando a sua história. Na sala, sobre o piano de cauda, um homem dança em cima das linhas da partitura e usa uma nota musical para remar um barco. Tudo isso poderá ser visto na exposição interativa permanente que marca a transformação do Palácio da Liberdade em museu, devidamente incorporado ao Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Segunda-feira, a mostra será apresentada à imprensa e convidados e a partir de 4 de agosto será aberta ao público nos fins de semanas e feriados, das 10h às 16h.

A exposição Palácio da Liberdade – memórias e histórias ocupa 30 cômodos da antiga sede oficial do governo de Minas e é uma criação do diretor artístico, designer e curador Marcello Dantas. Para dar vida e interatividade à história de 16 governadores mineiros, o autor lançou mão da mais moderna tecnologia de projeção de imagens e áudio, ativada por sensores de presença.

Na animação do porta-retrato, exposto sobre uma mesa de canto no Salão Dourado, quem interage com o público é o ex-governador Aureliano Chaves, que comandou Minas de 1974 a 1978 e foi vice-presidente da República no mandato do general João Figueiredo. No Salão Vermelho, onde está o piano, quem começa a dançar sobre as notas musicais é Benedito Valadares, interventor federal que governou Minas de 1933 a 1945. Os passos de dança do político são animados pela música Será o Benedito e o som vem de uma pequena caixa acústica instalada atrás do piano.

Tancredo Neves

O Salão Vermelho foi reservado à história de Tancredo Neves, que governou Minas de março de 1983 a agosto de 1984. A imagem do político surge em um imenso quadro com moldura dourada. O vídeo mostra como ele foi cativando os brasileiros na campanha das Diretas Já e o impacto da sua morte em 21 de abril de 1985, depois de eleito presidente do Brasil. Na fala do ator que interpreta Tancredo, detalhes da trajetória de vida do político mineiro, destacando seu nascimento, “por mercê de Deus”, em São João del-Rei, em 4 de março de 1910, e as dificuldades financeiras da sua família quando ele era pequeno. A narrativa realça também o fato de ele ter sido escolhido pelo povo nas primeiras eleições diretas para governador de Minas em mais de 15 anos, além de outros fatos significativos de sua carreira política.

A mostra abrange diversos períodos da história da política mineira. Na Sala da Rainha, por exemplo, quem surge do espelho no banheiro é Francisco Sales, presidente de Minas de 1902 a 1906. “Olá, chegou em boa hora”, diz o ator que interpreta o político ao dar as boas-vindas aos visitantes. Na cena, diante de uma requintada mesa de café, apenas as mãos são visíveis. São vários os assuntos desfiados pelo político enquanto interage com o público. Um banquete de histórias e gostosuras, no qual o visitante se sente na companhia de Francisco Sales, que oferece um pedaço de queijo para amenizar o sabor do café, que considera forte demais. “Queijo curado”, ressalta.

Via Em.com.br

História indígena é resgatada em Minas com restauração de objetos

Urnas e utensílios domésticos foram remontados e serão levados para Pedrinópolis, no Alto Paranaíba.

A montagem meticulosa de cerca de 1.800 fragmentos de barro cozido indígena levou 13 anos para terminar. Depois do trabalho arqueológico e restauro do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) finalmente trouxe de volta a forma de cinco urnas funerárias e cacos de utensílios cerâmicos de tribos que habitaram as regiões Centro-Oeste e do Alto Paranaíba há cerca de 700 anos. O material chegou em 2000, guardado em 24 caixas, e hoje parte será entregue, às 10 horas, ao município de origem, Pedrinópolis, no Alto Paranaíba. Os demais serão enviados de volta a Moema, no Centro-Oeste, em data ainda a ser marcada.

Só para o município de Pedrinópolis serão entregues três urnas, sendo uma de grande porte, uma de médio e uma meia cuia, acompanhados de fragmentos de outros objetos que não puderam ser remontados. “O tempo que levou para devolver as peças se deve mais ao aguardo para que o local onde elas seriam recebidas para exposição, em Pedrinópolis, fosse preparado para recebê-las”, conta a gerente de Elementos Artísticos do Iepha, Jacqueline Mesquita.

Na maior das urnas dá para ver como foi delicado o trabalho de restauro. Como num quebra-cabeça, os pedaços de cerâmica foram montados sobre uma base com o formato e cor aproximada da urna original, trazendo de volta a vida o objeto que serviu inicialmente como depósito e depois como túmulo para os brasileiros que viveram na região 200 anos antes de os portugueses terem chegado ao Brasil. Restauradores chegaram a afirmar que, por se tratar de objetos de uma era da qual restaram poucos vestígios arqueológicos para remontar ao período, esse foi um ingrediente a mais para motivar o trabalho.

De acordo com o Iepha, as peças passaram por processos de restauração, higienização, consolidação e reforço estrutural de modo a permitir que futuros estudos possam melhor identificá-las e associá-las a tradições indígenas em Minas Gerais. Caberá ao município de Pedrinópolis manter a guarda desses bens culturais, que deverão ser expostos e acondicionados em local seguro, por se tratar de Patrimônio Cultural da União.

Trabalho

Fazendeiros da região encontraram os fragmentos de barro cozido e depois de um acordo de restauro com o Iepha o material foi trazido pelo arqueólogo Fabiano Lopes, durante a realização de um curso de restauração de cerâmica arqueológica e materiais pétreos, em 2001. O volume de trabalho no Ateliê de Restauração foi tanto que a reconstrução das urnas foi sendo desenvolvida lentamente. Foi preciso licitar, em 2009, uma empresa especializada para finalizar os procedimentos de consolidação. A equipe da Oficina de Arte Aplicada trabalhou na restauração, pesquisa e documentação das peças por sete meses, garantindo que sua integridade física e documental (histórica) fosse preservada. A restauração teve um custo total de R$ 54 mil.

Contudo, os moradores da cidade ainda vão levar algum tempo para ver as relíquias pré-históricas. É que a Casa da Memória de Pedrinópolis ainda não tem um local de exposição preparado para as peças, que ficarão estocadas. “As obras para ampliação da casa para receber a exposição das urnas deve começar neste ano. São objetos importantes de que ninguém na nossa região tinha conhecimento e agora vamos ver inteiros. É parte da nossa história e todos estão curiosos no município”, disse a ex-presidente do conselho do patrimônio cultural e que está à frente dos trabalhos pela prefeitura, Luana Roberta da Fonseca.

Via Em.com.br

IPHAN-MG entrega restauração à cidade dos sinos

Conhecida como a terra onde os sinos falam, a cidade de São João Del Rei, em Minas Gerais, recebeu restaurado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural em Minas Gerais (IPHAN-MG) o corpo de madeira de um de seus conhecidos entoadores de badaladas.

Atendendo ao pedido da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, zelosa pelo patrimônio cultural, a equipe técnica especializada do IPHAN-MG  restaurou o corpo de madeira para receber a nova bacia e fez as substituições necessárias para que o sino pudesse continuar a soar como antes. Todo o trabalho, que durou dois meses, foi realizado nas dependências da Oficina do IPHAN, na cidade de Tiradentes (MG).

O novo sino, batizado de Simão Stock, em homenagem a São Simão, que nasceu e viveu na Inglaterra no século XXII, fará par com o sino Santo Elias. No último domingo, dia 14 de julho, deu seu primeiro repique e ecoou um belíssimo som pela cidade e estará a postos para soar no dia de Nossa Senhora do Carmo, comemorado na terça-feira, dia 16 de julho.

O sino é como um documento e como tal deve ser preservado. Ele traz informações, fatos e detalhes únicos de uma época, de um momento da história, seja da cidade, do seu momento evolutivo, e do país, assim como da própria construção das igrejas, explica o chefe do Escritório Técnico do IPHAN em São João Del Rei, Mario Antônio Ferrari Felisberto.

Patrimônio Imaterial
O Toque dos Sinos em Minas Gerais constitui forma de expressão que associa os sinos, o espaço onde estão instalados – as torres-, os sineiros e a comunidade que os ouve em um processo de codificação e decodificação de mensagens há muito tempo transmitidas nas cidades de Minas Gerais.

Essa forma de expressão, que associa a estrutura dos toques à ocasião religiosa em que devem ser tocados, contribui para o agenciamento de formas de sociabilidade, originalmente, relacionados à vida religiosa daquelas comunidades, mas que, hoje, ultrapassa essa dimensão, abrangendo sentidos e significados relacionados à sua identidade cultural.

Em dezembro de 2009, o Toque dos Sinos em Minas Gerais foi inscrito o Ofício de Sineiros foram registrados como Patrimônio Cultural do Brasil.

Festival de História em Diamantina, Minas Gerais, abre inscrições

Com a proposta de trazer à tona novos e inéditos olhares sobre fatos da História do Brasil do período colonial até a atualidade, a programação diversificada é um dos atrativos do Festival de História (FHist), que ocorre entre os dias 19 e 22 de setembro de 2013, em Diamantina, Minas Gerais.

Sem título

Para participar é necessário inscrever-se pelo site do evento www.festivaldehistoria.com.br focado, nesta segunda edição, em temas históricos do Brasil como, por exemplo, a Tenda da História, que receberá mais de 50 consagrados historiadores, escritores e jornalistas para um debate franco e aberto que terão como eixo temático as “Histórias não contadas”.

O Festival conta com a parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Minas Gerais (IPHAN-MG) e três das principais universidades do estado (UFMG, UFVJM e UEMG). Os ingressos custam R$ 30 para estudantes, R$ 60 para professores e R$ 90 para as demais categorias. As praças e ruas da cidade também receberão atrações artísticas durante os quatro dias de evento.

Iphan-MG realiza Fórum Internacional Indicações Geográficas, Patrimônio Cultural e os Queijos de Leite Cru

Entre os dias 04 e 06/06/2013 acontecerá o Fórum Internacional Indicações Geográficas, Patrimônio Cultural e os Queijos de Leite Cru, no ExpoMinas (Belo Horizonte), numa parceria entre o Instituto Mineiro de Agropecuária/IMA, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais/Seapa e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Minas Gerais (IPHAN-MG).

O evento está inserido no contexto do Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas, configurando-se como finalização de uma primeira etapa dos trabalhos desenvolvidos para a salvaguarda desse saber tradicional.

Em 13 de junho de 2008 o Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas, nas Regiões do Serro e das Serras da Canastra e do Salitre foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, registrado no Livro dos Saberes. Desde então, o IPHAN-MG promove encontros para formulação do seu Plano de Salvaguarda, e incentiva o levantamento das demandas dos detentores desse saber e o estabelecimento de parcerias com vistas à continuidade da existência do bem cultural registrado.

Nos anos de 2009 e 2010 foi realizada uma série de reuniões com produtores do queijo Minas artesanal, nas cidades de Medeiros, São Roque de Minas, Rio Paranaíba e Serro, quando foram levantados os principais problemas, desafios e demandas para a salvaguarda desse modo de fazer tradicional.  Em 2012 realizou-se, em âmbito nacional, o I Encontro sobre Produção Artesanal de queijo de leite cru no Brasil – Perspectivas de fortalecimento e valorização, promovido pelo Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, dando-se início à ampliação dessa discussão para todas as regiões do país nas quais essa tradição se mantém.

A partir de agosto de 2012, até o presente momento, foram realizadas, no âmbito do IPHAN-MG, Reuniões de Articulação gerais e regionais, com representantes de produtores do queijo Minas artesanal e de órgãos públicos e da sociedade civil, objetivando a disseminação das reflexões sobre a elaboração do Plano de Salvaguarda desse bem cultural registrado.  Durante essas Reuniões de Articulação levantou-se a necessidade de promoção de um encontro entre os diversos atores sociais mobilizados até o momento, com vistas à troca das reflexões já realizadas e à efetivação dos encaminhamentos necessários à sistematização e execução do referido Plano de Salvaguarda, viabilizando-se a organização das demandas e sugestões de ação levantadas, para elaboração do documento que nortearia o Plano e para composição de seu Comitê Gestor e de seu Conselho Consultivo.

Em 2013 foi proposta, pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (em parceria com o Ministério da Agricultura, do Agroalimentar e da Floresta da França), a realização de um evento para disseminação de reflexões e ações relativas ao instrumento das Indicações Geográficas em sua interface com a produção do queijo Minas artesanal.

Levando em consideração ser essa uma temática presente em grande parte das Reuniões de Articulação do Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas, bem como um dos eixos indicados pelo Dossiê Queijo Minas Artesanal como fundamentais à salvaguarda desse patrimônio brasileiro, propôs-se a extensão da temática do evento com vistas a abranger, também, as discussões relativas ao reconhecimento do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas como patrimônio cultural brasileiro e à elaboração de seu Plano de Salvaguarda. Sendo assim, estabeleceu-se parceria anteriormente citada, com o objetivo de viabilizar a realização do evento.

O Fórum Internacional Indicações Geográficas, Patrimônio Cultural e os Queijos de Leite Cru tem por objetivo geral a mobilização de produtores de queijo Minas artesanal, órgãos governamentais e instituições privadas com vistas à potencialização das reflexões sobre as interfaces existentes entre os instrumentos de Indicação Geográfica e de reconhecimento do patrimônio cultural no âmbito da produção dos queijos de leite cru no estado.

Como objetivos específicos, no que diz respeito especificamente ao campo do patrimônio cultural, temos:
–  Reunir representantes das três regiões – Serro, Serra do Salitre e Canastra – de produção do queijo Minas artesanal, reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro, bem como representantes de órgãos públicos e de entidades civis e pesquisadores envolvidos com a temática.
– Sistematizar as demandas e propostas ligadas à salvaguarda desse Modo de Fazer.
–  Elaborar o documento “Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas”.
–  Compor o Comitê Gestor e o Conselho Consultivo do Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas.

Complexo da Pampulha, em Belo Horizonte, completa 70 anos

O Complexo Arquitetônico e Paisagístico da Pampulha, um dos principais símbolos de Belo Horizonte, completa 70 anos nesta quinta-feira (16). Com tombamento nas esferas municipal, estadual e federal, o cartão-postal aguarda análise para receber da Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco) o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Como presente, serão anunciadas nesta tarde, medidas imediatas para recuperação do local.

Igreja São Francisco de Assis, em Belo Horizonte (Foto: Alex Araújo / G1)

A Fundação Municipal de Cultura iniciou neste ano as obras de restauração dos Jardins de Burle Marx, localizados na orla da Lagoa da Pampulha. A previsão é que fiquem prontos em julho de 2013. A despoluição da lagoa está sob a responsabilidade do Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha (Propam). Ela será feita em três fases, com a participação da Companhia de Saneamento de Minas Geras (Copasa), recursos do governo federal e ainda das prefeituras municipais de Contagem e Belo Horizonte. Há esforços para que isso ocorra até o início da Copa do Mundo

“Será assinada uma ordem de serviço, um termo, para que o espelho d’água seja despoluído para que, até o ano que vem, possamos andar de barco e visitar os monumentos”, disse o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas Oliveira. A previsão é que até dezembro deste ano 95% do esgoto que cai na Lagoa da Pampulha esteja tratado. Uma estação com capacidade de bombear 24 milhões de litros de dejetos por dia foi inaugurada na Pampulha.

Inaugurado no ano de 1943, o complexo foi encomendado pelo então prefeito da capital, Juscelino Kubitschek. A obra contou com os trabalhos de decoração de Candido Portinari e Alfredo Ceschiatti, com o projeto paisagístico de Burle Marx e os traços de Oscar Niemeyer.

Assim como em outros bairros da cidade, a ocupação de parte da região é mais antiga que a própria cidade de Belo Horizonte. Na década de 1930, na gestão do prefeito Otacílio Negrão de Lima, começaram as obras de construção de uma barragem, formando uma represa que serviria de reservatório de água para a cidade.  Assim surgiu  a Lagoa da Pampulha, que foi inaugurada em 1938.

O Complexo Arquitetônico e Paisagístico da Pampulha recebe diariamente centenas de pessoas. É formado pelo Museu de Arte da Pampulha, antigo Edifício do Cassino, pela Casa do Baile, Igreja São Francisco de Assis e Fundação Zoobotânica, antigo Iate Golf Clube.

Além disso, os Correios lançam nesta quinta, às 15h, a Praça Dino Barbieri, o selo personalizado, alusivo à data comemorativa.

Revitalização
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o Museu de Arte receberá pintura interna e externa, restauração do piso em taco, limpeza dos revestimentos e o carpete do auditório será trocado. A Casa do Baile terá as esquadrias e o piso restaurados, a cobertura será impermeabilizada e os mármores, limpos. Os jardins de Burle Marx receberão uma intervenção para ter de volta suas características originais. A casa onde morou Juscelino Kubitschek, na orla da lagoa, vai funcionar um museu, a Casa Kubitschek.

A praça Dino Barbieri, em frente à igrejinha, vai abrigar o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), para a prestação de serviços de informação turística. A região receberá nova sinalização, com placas interpretativas em português, inglês e espanhol.

Já a orla, vai receber recapeamento em 18 quilômetros. Ainda segundo a prefeitura, o investimento total na recuperação da bacia hidrográfica e na requalificação da Pampulha será superior a R$ 425 milhões, sendo R$ 158,40 milhões provenientes do município, com apoio do governo federal, R$ 256 milhões do governo estadual, por meio da Copasa, e outros R$ 10,8 milhões em recursos próprios e parcerias firmadas pela prefeitura.

Publicado no site Globo.com

São João Del-Rei recupera bordados de João Cândido, líder da Revolta da Chibata

O marinheiro João Cândido, protagonista de um movimento que amedrontou toda a cidade do Rio de Janeiro em 1910, tinha o hábito de bordar. A evidência concreta está em São João Del-Rei (MG), onde se encontram duas toalhas bordadas pelo líder da Revolta da Chibata. Elas fazem parte do acervo do Museu Tomé Portes Del-Rei, que estava desativado e será reaberto ao público.

Segundo o novo secretário de cultura de São João Del-Rei, Pedro Leão, os bordados se constituem como um documento histórico para compreender o período e enriquecem o patrimônio artístico da cidade. Ele conta que as obras foram encontradas no dia 2 de janeiro. “Elas estavam em uma sala úmida, sem o menor cuidado de preservação, juntamente com outras telas e fotografias. Imediatamente foi feito o translado pra uma sala maior, mais arejada e limpa. Também já contratamos um técnico que será responsável pela higienização e restauração do acervo”, explicou Pedro Leão.

“Uma vez aprovado o projeto, nós acreditamos que o museu será reaberto num prazo de 3 anos. São mais ou menos 800 obras. Talvez o restauro de algumas delas pode demorar mais. É necessário um conhecimento técnico para dar uma estimativa mais exata”, diz Pedro Leão. Ele conta que também está sendo elaborado o Blog do Acervo, que conterá informações históricas da obras.

(Foto: Luciano Oliveira / Secretaria de Cultura de São João Del-Rei)
Bordada pelo marinheiro João Cândido, a toalha intitulada “Amôr” integra o acervo de um museu no município de São João Del-Rei (MG).

O secretário ressalta que, embora algumas obras tenham sido perdidas devido à deterioração, os bordados de João Cândido encontram-se em bom estado. “Um deles apresenta uma mancha, talvez proveniente da umidade ao qual eles estavam expostos. Mas acredito que ela será removida”, disse.

João Cândido liderou a Revolta da Chibata entre os dias 23 e 26 de novembro de 1910. Indignados contra o uso da chibata e outras práticas humilhantes da Marinha brasileira, os marinheiros assumiram o controle de quatro embarcações. Entre elas, estavam os encouraçados recém-incorporados São Paulo e Minas Gerais, que possuíam 84 canhões e figuravam entre os mais poderosos do mundo, com um poder de fogo que poderia causar sérios estragos na cidade.

O clima tenso que tomou conta do Rio de Janeiro se agravou ainda mais com alguns disparos esparsos, em direção a navios e fortalezas. Apesar do acordo com o governo, que incluía a anistia aos rebelados, os marinheiros permaneceram presos por muito tempo e João Cândido foi expulso da Marinha.

Restauração

A restauração de todo o acervo é parte do projeto inscrito pelo município no PAC das Cidades Históricas, programa governamental coordenado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). São João Del-Rei apresentou uma demanda de R$19 milhões para a recuperação de todo seu patrimônio histórico e cultural.

fonte: EBC Cultura

IPHAN monitora estado de conservação de igreja em Ouro Preto

Os profissionais do Escritório Técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Ouro Preto (MG) acompanham de perto o estado de conservação da Igreja de Nossa Senhora da Conceição. As vistorias rotineiras são realizadas desde 2010, quando começou a tramitar no IPHAN-MG e no Escritório em Ouro Preto o projeto de restauração arquitetônica estrutural, elementos artísticos e complementares. Na vistoria realizada em fevereiro de 2013, foram constatadas peças comprometidas estruturalmente, com início de ruptura de algumas delas, principalmente no sistema da cobertura sobre o coro (trecho inicial da nave).

Para minimizar os riscos à estrutura da igreja, a presidenta do IPHAN, Jurema Machado, determinou nesta terça-feira, dia 16 de abril, que as intervenções necessárias à garantia da estabilidade do bem sejam realizadas de imediato, com recursos do orçamento ordinário. A superintendente do IPHAN-MG também acompanha as ações desempenhadas pelo Escritório Técnico em Ouro Preto e, nos próximos dias terão início às obras de escoramento no coro da igreja. Além dos recursos do IPHAN, estão previstos para a Igreja Nossa Senhora da Conceição R$ 6,5 milhões do PAC Cidades Históricas. O projeto de restauro já foi apresentado ao IPHAN e passa agora por análise da comissão coordenadora do programa.

Testemunha da história
Das mais antigas paróquias de Minas Gerais, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, além de seu tamanho e suntuosidade, destaca-se também pela presença do túmulo de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A construção do templo teve início em 1724, segundo projeto e orientação de Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho.

Com arquitetura típica de primeira metade do século XVIII, a fachada foi modificada em meados do século XIX. A decoração interna da nave também é atribuída a Manoel Francisco Lisboa. A igreja possui oito altares consagrados a Nossa Senhora da Boa Morte, São João Batista, São Gonçalo, São Miguel e Almas, São José, São Sebastião, São Antônio e Nossa Senhora Aparecida. Há também uma imagem de Nossa Senhora da Conceição em tamanho natural, doada pelo Coronel Cícero Pontes em 1893, inspirada na Conceição de Murilo.

Na antiga sacristia, consistório e porão está o Museu Aleijadinho com várias obras do mestre, como os leões de essa, a imagem de São Francisco de Paula, um Cristo crucificado e os lançamentos do óbito do Aleijadinho.

Fonte: ASCOM – IPHAN

Memória ameaçada

Por José Horta Manzano

Dos edifícios antigos que subsistem nas cidades brasileiras, raros são os que têm mais de um século. Poucas casas foram levantadas no século XIX num País escassamente povoado à época. Assim mesmo, dentre as poucas que restam, boa parte anda abandonada ao deus-dará.

Interesses comerciais primam sobre considerações históricas. Um século atrás, as cidades eram bem menores e seu perímetro construído, restrito. As aglomerações cresceram vertiginosamente. As construções mais antigas se encontram hoje, naturalmente, em regiões valorizadas, em pleno centro das metrópoles.

Com a valorização das regiões centrais, o proprietário de construções antigas tende a vendê-las a promotores. Novos edifícios ― altos e modernos ― surgirão dos escombros da História destruída. Para o brasileiro padrão, mais vale um belo prédio moderno de 20 ou 30 andares, dotado de todas as comodidades da vida moderna, do que um velho casarão. Diferentemente do que ocorre na Europa, a velha construção aparece como mancha urbana, excrescência a ser eliminada quanto antes. Afinal, em Miami não há essas velharias.

É triste, mas assim é. E assim seguimos. O grosso de nossa população não aprendeu a conceder o devido valor aos (poucos) testemunhos históricos que nos restam. E, como ninguém consegue dar o que não tem, os adultos de hoje estão desarmados para transmitir às novas gerações a formação e a informação que eles mesmos não receberam. Assim, nossos jovens não dispõem de fontes onde impregnar-se.

Um exemplo noticiado pela Folha de São Paulo de 16 de abril vem a calhar. A reportagem nos informa que a igreja de Nossa Senhora da Conceição, erguida em Ouro Preto na primeira metade do século XVIII (1724), foi obrigada a fechar suas portas ao público visto o risco de desabamento.

Há mais: o templo abriga o túmulo e o Museu do Aleijadinho, o maior escultor barroco que o Brasil conheceu. Cansado de esperar por providências das autoridades pagas para cuidar de nosso escasso patrimônio arquitetural, o próprio vigário tomou a iniciativa de interditar a igreja.

Há mais ainda: o edifício está tombado como patrimônio nacional desde 1949. Portanto, está há mais de 60 anos sob os cuidados do Poder Público.

A região das cidades históricas das Minas Gerais abriga o coração de nosso patrimônio arquitetônico. Ouro Preto, antiga capital da província, é sua expressão maior. Qualquer aluno de escola média sabe quem foi Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. O que nem todos sabem é que, do jeito que vão as coisas, nossos netos perigam apenas conhecer sua obra através de belas fotos, nada mais. Serão fotos digitais e, com um pouco de sorte, em alta resolução. Naturalmente.

Vamos esperar que o tempo, a umidade e os cupins se encarreguem da demolição? Não vai precisar esperar muito.

fonte : Brasil de Longe

Patrimônio do Rio São Francisco é tema de seminário no Norte de Minas Gerais

No dia 12 de abril, hoje, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) participa do Seminário Políticas de Proteção do Patrimônio Cultural, em Matias Cardoso, cidade do Norte de Minas Gerais. O evento é promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, dentro do Projeto Cidadania Ribeirinha, que tem como objetivo desenvolver ações socioeducativas em municípios localizados às margens do Rio São Francisco com baixo Índice de Desenvolvimento Humano. A proposta é trabalhar a cidadania nas comunidades, estimulando o desenvolvimento sustentável da região.

Durante o Seminário, técnicos do IPHAN abordarão temas como a identificação, o reconhecimento e a salvaguarda do Patrimônio Imaterial, e também o Patrimônio Cultural do Rio São Francisco, identificado no inventário realizado pelo Instituto durante três anos desde a nascente até a foz do rio. A presença do IPHAN vai ressaltar, a partir da valorização do patrimônio cultural, a importância de Matias Cardoso na formação social do país. A cidade é uma das mais antigas do Brasil, com registro da passagem do grupo do bandeirante paulista Matias Cardoso desde 1612. O arraial que deu origem à cidade foi criado em 1650.

O Inventário do Rio São Francisco, do IPHAN, mapeou e registrou um vigoroso panorama da paisagem cultural e natural expresso em unidades de conservação ambiental que revelam a força dos biomas de Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga; na extensão do seu patrimônio arqueológico; na riqueza arquitetônica de bens do período colonial ou da art déco e eclética; no patrimônio naval e ferroviário; e na singularidade de manifestações culturais, das festas religiosas e saberes populares. Desde 2011, a partir da apresentação do inventário, o IPHAN promove e participa de debates para a implementação de ações conjuntas de proteção e preservação com instituições federais, empresas públicas, governos e órgãos estaduais e municipais, associações, e organizações não governamentais. O objetivo é incentivar a troca de experiências e garantir uma pactuação de esforços para a preservação da enorme riqueza cultural e natural do rio São Francisco.

O município de Matias Cardoso
Mariana e Matias Cardoso, situado na microrregião de Januária, no Norte de Minas, são consideradas as cidades mais antigas de Minas Gerais. Com cerca de 10 mil habitantes, a cidade tem forte artesanato em cerâmica e produção de queijo. É formada às margens do rio São Francisco com casas antigas ao redor de um gramado. Chamam a atenção o casarão dos padres e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, do XVII, com grossas paredes de pedras e talhas que teriam sido esculpidas por um deficiente físico.

Veja a programação [aqui]

Mais informações para imprensa:
Assessoria de Comunicação IPHAN
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Mécia Menescal – mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5526 / 2024-5527
www.iphan.gov.br
www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr
www.youtube.com/IphanGovBr

Deu na Folha de S. Paulo : Ex-prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, vai presidir Ibram

Ângelo Oswaldo de Araújo Santos, ex-prefeito de Ouro Preto (MG), foi indicado pelo Ministério da Cultura para presidir o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão responsável por políticas públicas na área de museus que foi criado há quatro anos.

Araújo Santos, que já foi presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão antes responsável também pelos museus do país, substitui o antropólogo José do Nascimento Júnior, que criou o Ibram e foi exonerado da presidência do órgão pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, em março.

fonte: Folha de S.Paulo

Saiu no G1: Urna indígena é encontrada durante escavação de rede de esgoto

Uma urna indígena foi encontrada nesta quarta-feira (6) no bairro da Chácara em Conceição dos Ouros (MG). Segundo a Polícia Militar, funcionários da prefeitura faziam uma escavação para a ligação de uma rede de esgoto quando encontraram o objeto.

Urna funérea foi vista durante escavação para rede de esgoto (Foto: Prefeitura de Conceição dos Ouros)

O Departamento de Cultura foi até o local e constatou se tratar de uma urna funérea indígena, que possivelmente guardava ossos dos antigos habitantes da região. Segundo a responsável pelo setor de cultura da cidade, Elaine Carvalho, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou que arqueólogos da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha (MG) retirem e analisem o objeto. “Até que os arqueólogos venham para retirá-lo ele permanece enterrado e o entorno do local foi isolado pela prefeitura”, contou.

Ainda de acordo com ela, esta não é a primeira vez que urnas indígenas são encontradas no Sul de Minas. No Museu Histórico, Arqueológico, Cultural e Ambiental de Conceição dos Ouros há cinco outras urnas, além de objetos como machados, encontrados na cidade. A área é tida como habitação antiga de índios goitacazes, uma ramificação dos Tupi-Guarani.

Após ser retirada, a urna será levada para a universidade, pesquisada e em seguida encaminhada ao acervo do museu de Conceição dos Ouros.

Via G1

Lei Murilo Mendes – Em Minas Gerais, livro “Reflexões e Olhares” aborda política de proteção ao patrimônio cultural de Juiz de Fora

A política institucional de proteção ao patrimônio cultural do município nos últimos 30 anos é o tema abordado no livro “Reflexões e Olhares: o Patrimônio Cultural de Juiz de Fora”, que será lançado no sábado, 2 de março, às 10 horas, na Livraria A Terceira Margem (Galeria Pio X – 2º piso – loja 127 – Centro). A obra, de autoria de Nilo Lima de Azevedo e Wilson Coury Jabour Júnior, tem 184 páginas e foi financiada pela Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura, mantida pela Prefeitura de Juiz de Fora e gerenciada pela Funalfa.

Conforme os autores, a primeira parte do livro traz uma reflexão teórica em relação à política de proteção do patrimônio cultural, por meio de uma análise abrangendo a evolução do conceito de patrimônio cultural, através das cartas internacionais, bem como esse conceito se formou dentro do contexto político brasileiro. Também é abordada a política de proteção ao patrimônio cultural de Juiz de Fora, desde a sua primeira legislação, em 1982, até a formação do atual Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural de Juiz de Fora (Comppac).

A segunda parte do livro apresenta as entrevistas de atores chaves da política do patrimônio cultural de Juiz de Fora. As perspectivas de arquitetos, artistas, políticos e juristas possibilitam perceber os vários olhares sobre a cidade e seu patrimônio cultural. Foram entrevistadas 11 pessoas, que tiveram atuação importante na área: Antônio Carlos Duarte, Custódio Antônio de Mattos, Francisco Antônio de Mello Reis, José Alberto de Pinho Neves, Júlio Cesar Ribeiro Sampaio, Luiz Alberto do Prado Passaglia, Murílio de Avelar Hingel, Nívea Bracher, Paulo Roberto de Gouvêa Medina, Rachel Jardim e Tarcísio Delgado.

O livro poderá ser adquirido na Livraria A Terceira Margem, ao preço de R$ 30.

Os autores

Nilo Lima de Azevedo é bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes (Ucam/Campos). Mestre em Ciências Sociais pela UFJF e doutorando pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, onde atuou como professor instrutor. Também lecionou na Fundação Educacional São José – Faculdade de Ciências Jurídicas de Santos Dumont.

Wilson Coury Jabour Júnior é bacharel em Direito pela UFJF. Licenciado em Estudos Sociais pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF). É especialista em Administração Pública pela Faculdade Machado Sobrinho. Atua como procurador do Município de Juiz de Fora, sendo, ainda, membro do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), do Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio e do Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora.

* Informações com a Assessoria de Comunicação da Funalfa pelo telefone 3690-7044 /Contato: Wilson Coury Jabour Júnior – 3232-3813.

IPHAN apoia projeto de capacitação para jovens em Minas Gerais

O curso de qualificação em conservação do patrimônio iniciará mais uma turma no próximo dia 03 de março. A 5º edição do curso realizado pelo Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG), em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com a Fundação Dom Cabral e apoio das Prefeituras de Belo Horizonte e de Nova Lima formará mais 30 jovens em situação de vulnerabilidade social que estarão aptos a atuar como assistentes de restauração.

As aulas do curso acontecem no Laboratório de Conservação do Museu de Artes e Ofícios, na região central de Belo Horizonte. Para viabilizar a participação dos jovens e criar condições para sua permanência no projeto é oferecida bolsa auxílio mensal, além de uniforme, transporte e lanche no período das aulas. Com formação multidisciplinar, o curso oferece perspectivas profissionais bastante amplas, que vão além da área de restauração. Durante seis meses, os estudantes participam de aulas teóricas e técnicas de disciplinas como Biologia, Matemática, Química, Ética, Português, Inglês, História, Fotografia, Cinema, Artes Plásticas, Modelagem, Tratamentos variados, Colagem e Reboco. Atividades externas, como visitas a cidades históricas também fazem parte do programa.

As histórias de sucesso multiplicam-se a cada ano. Tadeu Henrique Elias, 20 anos, integrante da primeira turma do Valor Social, começou a trabalhar logo após a formatura como assistente de restauração numa empresa especializada. “Foi o melhor curso que já fiz. Tudo foi maravilhoso, desde as novas técnicas até o relacionamento com os professores e funcionários”, conta o jovem que atualmente está trabalhando na restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Conselheiro Lafaiete.
Thiago Daniel Melo Guimarães, 19 anos, outro aluno da primeira turma do Valor Social, hoje é aluno do CEFET-MG. O jovem passou em 3º lugar no curso de Técnico em Meio Ambiente. Igualmente de origem simples, Thiago descobriu nas aulas de química, biologia, fotografia e gestão o interesse pelas questões ambientais.

Já  para Kelvin Mckolen Martins o Valor Social revelou o universo da Museologia. De origem humilde, sempre estudou em escolas públicas e nunca pensou que poderia fazer um curso superior. Hoje tem um grande motivo para comemorar: foi aprovado no vestibular de Museologia da UFMG. Tudo começou quando ingressou em 2008 na primeira turma do Valor Social. Lá descobriu o gosto por restauração, por arte, cultura e história. “Este curso mudou a minha vida”, ele conta. O menino de 21 anos, que se destacou pelo interesse e desejo de crescer, hoje trabalha como monitor no Trilhos e Trilhas, programa educativo do Museu.

Serviço:
Início do curso: 01 de março
Horário:13h
Local: Setor educativo do Museu de Artes e Ofícios – MAO.
Informações: (31) 3248-8600

Ouro Preto

Saímos de Rio Claro/SP em direção a Tiradentes/MG e já na entrada da Fernão Dias nos deparamos com o trânsito congestionado. Havia muito caminhão na estrada e apenas 2 vias. Só ficou um pouco pior quando pegamos a BR 265: via única! O melhor é que mesmo em pleno carnaval e essas dificuldades da estrada, chegamos apenas meia hora depois do previsto.

Veja a matéria completa no Blog de Daniel Adamo – world travel and cooking 

Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Ouro Preto é fechado para reforma

O Santuário de Nossa Senhora da Conceição, que fica na Praça Antônio Dias, em Ouro Preto, Região Central de Minas Gerais, está fechado para revitalização. A igreja começou a ser desmontada na última segunda-feira e pode ficar interditada por até três anos. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas do governo federal. O Museu de Aleijadinho, que é um anexo do santuário, vai funcionar normalmente durante a obra.

A paróquia é uma das mais antigas de Minas (1707) e guarda o túmulo de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Ela compõe um conjunto de igrejas tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na região do Bairro Antônio Dias. As outras paróquias são Igrejas Nossa Senhora das Mercês e Igreja São Francisco de Assis.

De acordo com a coordenadora do museu, Sidneia Santos, as celebrações da Semana Santa serão mantidas na São Francisco de Assis e Capela das Dores. “As igrejas de Ouro Preto têm quase todas a mesma idade. Quando começa a acontecer algum problema em uma, ficamos em alerta. Nos antecipamos e apresentamos um projeto no PAC. Se mantivéssemos aberta na Semana Santa, corria o risco de o Iphan pedir o fechamento durante as celebrações. Por isso a igreja já foi fechada”, afirma Santos.

Os bancos removíveis e outras peças da igreja já foram retirados e serão guardadas no salão paroquial durante obras, mas o início dos trabalhos ainda depende de autorização do Iphan. A coordenadora garante que será um obra de grandes proporções com desmontagem completa das estruturas do imóvel. O PAC Cidades Históricas atuará, inicialmente, em 44 cidades, de 20 estados brasileiros, com a disponibilização de R$ 1 bilhão de reais até 2015 em obras públicas. Outros R$ 300 milhões estão destinados a uma linha de crédito para proprietários de imóveis de cidades tombadas pelo Iphan.

Arquitetura

O santuário foi construído segundo o projeto e sob orientação do mestre de obras, Manoel Francisco Lisboa, pai do Aleijadinho. A área interna tem uma arquitetura típica de primeira metade do século 18 e a fachada foi modificada em meados do século 19, numa imitação neo-clássica da Capela de Nossa Senhora do Carmo de Ouro Preto. A decoração interna, atribuída também ao pai de Aleijadinho, é suntuosa com arcos majestosos no estilo joaino.

Via Diario de Pernambuco

IPHAN reúne-se com Associação Mineira das Cidades Históricas

A presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, Jurema Machado, reuniu-se na última terça-feira (29) com a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais (ACHMG). O presidente da Associação, Helvécio Reis, também prefeito de São João Del-Rei, disse que o principal objetivo do encontro era apresentar os novos membros da entidade e reforçar a parceria com o Instituto. “São muitas as necessidades das Cidades Históricas mineiras, mas a entidade reconhece o esforço do IPHAN no trabalho de preservação”.

Jurema Machado ressaltou a importância da mobilização dos municípios em defesa do patrimônio e a elaboração de projetos e Planos de Ação. “O planejamento que as cidades de Minas Gerais realizaram para seus bens patrimoniais vêm auxiliando o trabalho do IPHAN no Estado. Porém, o mais importante para a preservação é esta união de esforços para um objetivo comum”, destacou. Por isto, a interlocução com os municípios é de extrema relevância para uma efetiva gestão do patrimônio.

A Presidenta do Iphan enalteceu a importância do trabalho da Associação Mineira das Cidades Históricas como experiência a ser seguida pelos demais estados brasileiros, consolidando-se como um forte instrumento para consolidação de ações integradas em prol do Patrimônio Cultural.

ACHMG
Criada em 2003 e composta por 32 municípios, a Associação foi reconhecida pelo Estado de Minas Gerais como de utilidade pública por tratar-se de um órgão gestor dos recursos destinados ao incremento do Patrimônio Cultural.

Para alcançar os seus objetivos, a ACHMG tem promovido a interação com a comunidade e a iniciativa privada; produzido subsídios para formulação e o exercício das políticas de cultura e turismo; realizado exposições, cursos, seminários, palestras e eventos visando elevar e enriquecer o padrão cultural dos municípios membros e a divulgação de suas culturas; celebrado convênios, contratos, acordos, ajustes e demais atos de cooperação técnica com empresas, entidades e instituições públicas nacionais e internacionais.