Carimbó paraense é declarado patrimônio cultural brasileiro

foto: Agência Pará

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou o registro do Carimbó como patrimônio cultural do Brasil. A decisão, feita por unanimidade, saiu na manhã desta quinta-feira, 11, durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília. O pedido de Registro foi apresentado pela Irmandade de Carimbó de São Benedito, Associação Cultural Japiim, Associação Cultural Raízes da Terra e Associação Cultural Uirapurú, com a anuência da comunidade.

A reunião do Conselho Consultivo foi acompanhada por um grupo de artistas do Pará, entre eles cinco mestres do carimbó de Marapanim, considerado o berço desse ritmo. “Esperei nove anos por esse momento. Só quem sabe o amor que eu tenho por essa cultura, consegue entender a emoção que eu sinto agora. A luta pelo reconhecimento nacional do carimbó é uma luta de todos os paraenses, que assim como eu acreditam na força e na beleza da nossa cultura popular”, afirma o mestre Manoel, líder do grupo Uirapuru, uma das associações de carimbó mais antigas da cidade.

Em um barracão de madeira, usado como espaço de oficinas de percussão e confecção de instrumentos típicos de carimbó, mestre Manoel ensina o amor ao ritmo paraense a dezenas de crianças da comunidade. Mesmo sem nenhum tipo de patrocínio, o local funciona como um grande polo de incentivo à cultura popular em Marapanim, considerada a terra do carimbó. “Só eu sei o quanto é difícil manter esse projeto de incentivo ao carimbó, mas a cada novo instrumento fabricado aqui no barracão, a cada nova criança que aprende a tocar percussão, a minha certeza de estar no caminho certo só aumenta”, conta o mestre, que compôs uma música especialmente para ser apresentada durante o evento, em Brasília.

Outro mestre de carimbó também celebra a decisão do IPHAN. Ex-integrante do grupo Uirapuru, mestre Luiz dos Santos, 72, é um dos maiores defensores do carimbó raiz de Marapanim. “Na teoria talvez não signifique muita coisa, mas na prática, o título de patrimônio cultural imaterial do país resgata a autoestima do mestre de carimbó e valoriza ainda mais o ritmo, que passará a ser respeitado e reconhecido em todo o país. Eu, que já estou há mais de 50 anos nesse meio, e já senti várias vezes a falta de reconhecimento pelo meu trabalho, sei que essa decisão vai reacender o amor do público pelo ritmo mais popular do Pará”, conta o idealizador do grupo “Os originais”.

O registro como patrimônio cultural imaterial brasileiro é um instrumento de reconhecimento concedido pelo governo federal a um determinado bem que seja reconhecido como referência cultural em todo o país. A reunião desta quinta-feira, em Brasília, finalizou o processo de registro de bem cultural iniciado oficialmente em 2008, resultado das discussões e mobilizações que grupos e mestres de carimbó realizaram no município de Santarém Novo, nordeste do estado, há nove anos, quando surgiu a campanha.

“Historicamente, Marapanim sempre teve forte ligação com o carimbó. E isso é muito nítido com a presença de diversos mestres e grupos de carimbó espalhados pelos quatro cantos da cidade. Por isso, estamos muito felizes com essa notícia e acreditamos piamente que o carimbó consegue preencher todos os requisitos exigidos para esse tipo de reconhecimento”, ressalta Ranilson Trindade, presidente da Associação Marapananiense de Agentes Multiplicadores de Turismo (Amatur) e coordenador do Festival de carimbó no município, realizado todo mês de agosto.

Filho de mestre Lucindo, apontado como um dos maiores divulgadores do carimbó de Marapanim, o músico Ranilson da Silva, 49, decidiu seguir as tradições herdadas em casa. Desde o ano passado, ele e diversos familiares de um dos maiores nomes do carimbó do estado decidiram criar o grupo “Raízes do Mestre Lucindo”. “A nossa ideia é homenagear um dos maiores defensores da cultura de resistência do Pará e não deixar que a obra do Lucindo seja apagada da nossa história”, explicou o músico.

“A semente do carimbó plantada por mestre Lucindo cresceu e deu frutos. E agora é a nossa vez de mostrar para o Brasil inteiro a importância desse ritmo contagiante. Para nós é uma felicidade e uma honra enormes poder trazer o nome dele não apenas no nosso grupo, mas no sangue da maioria dos integrantes”, declara o músico Edilson Aleixo, 51, o “Chopp”, sobrinho de Lucindo.

Criado há menos de um ano, o “Raízes do Mestre Lucindo” já teve música premiada em festival e aos poucos vem ocupando espaço junto aos maiores grupos de carimbó da região. “A nossa principal função é não deixar morrer o carimbó raiz, cantado e ensinado por mestre Lucindo”, conta o vocalista Anselmo Amaral, 31.

Há mais de dois séculos, o Carimbó mantém sua tradição em quase todas as regiões do Pará, e tem se reinventado constantemente. Seus instrumentos, sua dança e música são resultados da fusão das influências culturais indígena, negra e ibérica; e a memória coletiva dos mestres e seus descendentes tem mantido vivo estes aspectos. Entretanto, a principal característica está nas formas de organização e reprodução sociais em torno desse ritmo, no cotidiano de sociabilidade dos carimbozeiros, seja ele relativo ao dia-a-dia do trabalho ou das celebrações religiosas e seculares.

IPHAN-PA sedia palestras sobre arqueologia, comunidade Quilombola e museu comunitário cearense

Patrimônio arqueológico, comunidade Quilombola e Museu Comunitário da Serra do Evaristo, em Baturité, no Ceará, são os próximos temas apresentados no Conversa Pai D’égua: falando sobre patrimônio, projeto realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Pará (IPHAN-PA).

A 13ª edição do Ciclo de Palestras, que acontece às 15h do dia 11 de outubro, tem como objetivo divulgar e refletir sobre diversos aspectos das questões mais atuais do Patrimônio Cultural, trazendo especialistas para abordar esses assuntos. Neste encontro, a mestre e historiadora Verônica Pontes Viana falará sobre a experiência realizada no Museu Comunitário da Serra do Evaristo, localizado em Baturité, a 90 km de Fortaleza, no Ceará.

A criação do espaço, inaugurado no final de setembro, atendeu às reivindicações da Comunidade Quilombola da Serra do Evaristo (CE) e atualmente abriga urnas funerárias, machadinhos polidos, entre outros inúmeros vestígios arqueológicos com mais de 700 anos que compõem o acervo. O maior diferencial do museu é a preservação do acervo arqueológico in loco, diferente do que ocorre com vestígios funerários expostos e depositados em museus do Ceará, sem qualquer informação sobre suas procedências.

Saiba mais sobre o Museu Comunitário aqui.

Ciclo de Palestras 2013 “Conversa Pai D’égua”
O objetivo é divulgar e refletir sobre diversos aspectos das questões mais atuais sobre o tema “Patrimônio Cultural”, trazendo especialistas para abordar esses assuntos. Já foram realizadas doze palestras abordando os temas “Paisagem Cultural e Patrimônio”, “Legislação e Patrimônio Cultural”, “Educação Patrimonial”, “Roteiros Sensoriais Interpretativos Culturais”, “Do Largo das Mercês à Praça Visconde do Rio Branco: um estudo de gestão do patrimônio Histórico em Belém do Pará, 1941-2011”, “De Manaus a Belém: Entendendo o patrimônio cultural amazônico, sua conservação e suas técnicas”, “J. B. Debret – Iconografia de cidades do sul do Brasil”, “Diálogos contemporâneos na arquitetura belenense (1979-2007)”, “A importância da comunicação nas organizações”, “A reconstrução da memória na vila de Lapinha da Serra”; “Propostas de intervenção restaurativa: Capela de Nosso Senhor dos Passos e Igreja de Santo Antônio” e “A valoração como patrimônio cultural do ‘Raio que o parta’: expressão do Modernismo Popular, em Belém/PA”.

Selos retratam cemitérios tombados

A Emissão Postal Cemitérios Brasileiros: Patrimônio Cultural Brasileiro, realizada pelos Correios, divulga os detalhes mais significativos dos quatro cemitérios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em estados do Nordeste e no Pará: o Cemitério de Santa Isabel de Mucugê (BA), o Portão do Cemitério de Arez (RN), o Cemitério do Batalhão (PI) e o Cemitério da Soledade (PA).

Os Correios colocaram em circulação uma quadra de selos que destaca as referências históricas, artísticas e arquitetônicas de cada cemitério, valorizando aspectos sociais, culturais e econômicos da região onde eles estão inseridos. O Cemitério de Santa Isabel, na Bahia, foi tombado pelo IPHAN em 1980 e inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, com destaque para a silhueta das sepulturas brancas diante do fundo montanhoso.

No município de Campo Maior (PI) está o Cemitério do Batalhão, tombado pelo IPHAN em 1938 e inscrito nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes, é considerado uma dos mais importantes marcos da história do Estado e da Independência do Brasil. O Cemitério da Soledade, em Belém, (PA) – tombado em 1964 e inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico – mantem as características do século XIX, época em que foi construído.

O Cemitério de Arez – localizado no município onde a Superintendência do IPHAN-RN participou do lançamento durante o Dia do Patrimônio, 17 de agosto – está representado no selo por um detalhe de seu portão tombado pelo IPHAN em 1962, com inscrição no Livro do Tombo Histórico. A construção data de 1822 e é atribuída ao capuchinho Frei Herculano, quando viveu naquela vila. De acordo com o historiador Câmara Cascudo, é considerada a peça mais sugestiva de todo o Estado, com seus ornamentos barrocos, colunas, frontão em forma de sino encimado por cruz, entre outros detalhes.

Com tiragem de 600 mil unidades (150 mil por motivo), cada selo será vendido a R$ 2,00. Poderão ser adquiridas pela loja virtual ( http://www.correios.com.br/correiosonline), pela Agência de Vendas a Distância (centralvendas@correios.com.br) ou nas agências dos Correios, em todo o Brasil.

Balaio do Patrimônio debate politicas públicas em Belém

O Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional no Pará (IPHAN-PA) realizará, de 16 a 23 de agosto, o Balaio do Patrimônio – 2013, no auditório da instituição, em Belém. Com o objetivo de informar e fomentar o debate acerca das políticas públicas na área do patrimônio cultural, o evento também é parte integrante das comemorações do Dia Nacional do Patrimônio, celebrado em 17 de agosto.

O evento é destinado a gestores, técnicos, profissionais, professores e estudantes que atuam em áreas relacionadas ao patrimônio cultural. O Balaio do Patrimônio 2013 também é aberto a outras pessoas interessada nas temáticas abordadas.

A temática deste ano são as possibilidades e desafios na captação de recursos e realização de projetos. Serão apresentados tanto os meios para obtenção de recursos, como também alguns instrumentos de gestão e identificação de bens patrimoniais e ações que tenham sido efetivadas por meio do acesso a esses recursos públicos e privados de fomento à cultura.

O Balaio do Patrimônio 2013 será composto por palestras, mesas redondas e painel. A abertura abordará a Política Nacional de Preservação do Patrimônio Cultural e será proferida pela presidenta do IPHAN, Jurema Machado. As duas mesas terão como temas Iniciativas de Preservação e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Paraense, apresentando os projetos vencedores da etapa estadual do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2012; e Educação e Patrimônio Cultural, onde serão apresentados projetos que utilizam o patrimônio cultural como instrumento para a educação formal e não formal, realizados, com e sem captação de recursos, em diferentes tipos de instituições e contextos no estado do Pará.

Serviço:
Balaio do Patrimônio – 2013
Data:
de 16 a 23 de agosto de 2013
Local: Auditório do IPHAN-PA – Av. José Malcher, nº 474, Nazaré –  Belém /PA

O desafio de preservar a beleza dos azulejos históricos de Belém

Ao passear pelos casarões dos bairros da Campina, Comércio e Cidade Velha é impossível não deslumbrar-se com os palacetes do período áureo de Belém.  A beleza dos azulejos que compõem as fachadas desses prédios históricos encanta os olhares de quem passa por ali. Mas o que fazer quando há um risco de desaparecimento progressivo desses objetos? A terceira reportagem do UFPA em Série: Patrimônio irá mostrar o que pode ser feito para preservar esses azulejos e o trabalho de alguns projetos que realizam sua restauração aqui na região. Leia a seguir…

Para quem pretende visitar o centro histórico de Belém, além de passear entre os grandes palacetes e construções do período áureo da capital, poderá perceber a beleza e também a fragilidade dos azulejos portugueses. O clima, o descaso e os altos custos para manutenção desses azulejos somam um grande desafio para sua preservação.

Belém possui azulejos com mais de cem anos e muitos estão degradados. Somente alguns deles estão em perfeito estado de conservação. Por isso conhecer seus materiais e descobrir técnicas de restauração que sejam mais duráveis e acessíveis se torna tão importante.

Lacore – É neste contexto que o Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação da UFPA (Lacore), tem suas atividades voltadas para a atividade de pesquisa visando à produção de conhecimento tecnológico especializado na salvaguarda do patrimônio arquitetônico e urbanístico. Defende a conservação dos azulejos históricos com base no manuseio de reagentes químicos, análises microscópicas e preparação de amostras para análises instrumentais.

Parceria – O grupo trabalha em parceria com outros laboratórios científicos da UFPA no desenvolvimento de técnicas de restauração e conservação preventiva. Trata-se de um laboratório de pesquisa e extensão, que visa à conservação e restauração de bens culturais móveis e imóveis e na iniciação científica.

O laboratório desenvolve três projetos para a preservação dos azulejos em Belém: Patrimônio Azulejar Setecentista de Belém: subsídios para a conservação e restauração dos azulejos do Colégio Santo Antonio; Ciência da Conservação e da Restauração na Amazônia: subsídios para a salvaguarda do Cemitério Nossa Senhora da Soledade; e Analise e concepção do espaço construído na Amazônia, este último envolve diferentes frentes de pesquisa e uma delas é voltada para a questão do patrimônio histórico.

Interdisciplinaridade – Todos estes projetos de preservação de azulejos são coordenados pela professora Thaís Sanjad, e fazem parte das investigações científicas do Grupo de Pesquisa de Mineralogia e Geoquímica Aplicada da Universidade. Atuam de forma interdisciplinar envolvendo as áreas de engenharia, tecnologia, geologia, química e biologia, e ainda em correlações específicas com a história, artes visuais, geografia, entre outras. Mantém parcerias com o Grupo de Mineralogia e Geoquímica Aplicada, do CNPq, o Núcleo de Tecnologia da Preservação e Restauração – NTPR/ UFBA, o ICOMOS Brasil e o Museu Paraense Emílio Goeldi.

Valorização

O principal objetivo das pesquisas é a revalorização das fachadas na capital paraense.  Cada projeto é voltado para uma finalidade, tais como identificação, possibilidades de fabricação de réplicas e técnicas de restauração apropriadas ao nosso clima. “Os azulejos históricos documentam nossa historia e nossa cultura. A cidade de Belém tinha no século XX a maior quantidade de azulejos diferentes nas fachadas das edificações, maior ate mesmo que São Luis, conhecida pelos seus casarões azulejados. Hoje, após inúmeras perdas, esses azulejos correm o risco de desaparecer” afirma Thaís Sanjad.

Segundo Thaís Sanjad, o Lacore busca a interdisciplinaridade da tecnologia da conservação e da restauração, de modo a proporcionar um conhecimento tecnológico básico ao profissional arquiteto e urbanista para atuar na salvaguarda do patrimônio edificado e urbanístico, além das pesquisas relacionadas às intervenções em sítios históricos, visando à reabilitação de áreas de preservação arquitetônica, urbanística e cultural.

“As próximas pesquisas almejam a área da conservação e restauração por meio de investigação acerca da caracterização dos materiais, seus processos de degradação e as técnicas mais adequadas a sua conservação, aliadas a realidade amazônica; a reabilitação urbana em áreas de interesse a preservar; e produção de materiais, entre outros”, finalizou.

Via Universidade Federal do Pará – UFPA

IPHAN-PA realiza “Balaio do Patrimônio 2013

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Pará (IPHAN-PA), no âmbito das comemorações do Dia Nacional do Patrimônio Histórico (17/08), realiza, de 19 a 23 de agosto, o Balaio do Patrimônio – 2013. O objetivo do evento é informar e fomentar o debate acerca das políticas públicas na área do patrimônio histórico e artístico nacional, bem como propiciar momentos de diálogo em torno de projetos públicos e da sociedade civil que estão contribuindo para a proteção, salvaguarda e valorização do patrimônio cultural.

Este ano, a temática está centrada nas possibilidades e desafios na captação de recursos e realização de projetos. Serão apresentados tanto os meios para obtenção de recursos, quanto alguns instrumentos de gestão e identificação de bens patrimoniais e ações que tenham sido efetivadas por meio do acesso a esses recursos públicos e privados de fomento à cultura.

Durante as palestras com pesquisadores das áreas: “Patrimônio arquivístico”, “Patrimônio Cultural Quilombola” e “Patrimônio Cultural Indígena”, os participantes terão a oportunidade de compartilhar informações e reflexões. Os Municípios que integram o PAC Cidades Históricas (PACCH) também apresentarão ações e projetos na área do patrimônio realizados em Afuá, Aveiro, Belterra, Belém, Bragança, Cametá, Óbidos, Santarém e Vigia.

A participação no evento é gratuita e as inscrições estão abertas a todos os interessados. Porém, as vagas são limitadas e inicialmente estarão disponíveis somente para técnicos e gestores de instituições públicas, privadas e ONG’s que atuam na área do patrimônio cultural.

Confira o convite aqui

Serviço:
Balaio do Patrimônio | 2013 | Belém
Período: 19 a 23 de agosto de 2013
Local: Auditório do IPHAN
Endereço: Avenida José Malcher, nº 474, Nazaré, Belém/PA)
Público alvo: gestores, técnicos, profissionais, docentes e discentes que atuam em áreas relacionadas ao patrimônio cultural e sociedade civil interessada nas temáticas abordadas no evento.
Contatos: Carla Cruz (carla.cruz@iphan.gov.br) ou André Andrade (andre.andrade@iphan.gov.br)
Telefones: (91) 3224-1825 / 0699
Inscrições: As inscrições são realizadas no Blog da Rede Casas do Patrimônio Pará (http://casadopatrimoniopa.wordpress.com/).
Atenção: No período de 19/06 à 19/07 as inscrições estarão abertas somente para técnicos e gestores de instituições públicas, privadas e ONG’s que atuam na área do patrimônio cultural. A partir de 20/07 as inscrições serão abertas para todos os interessados de acordo com a disponibilidade.
Vagas limitadas    |   Inscrições gratuitas    | Certificado mediante 90% de presença

A arquitetura belenense (1979-2007) é o tema de palestra no IPHAN-PA

Os Diálogos contemporâneos na arquitetura belenense (1979-2007) será o tema da 8ª edição do Ciclo de Palestras 2013 “Conversa Pai D’égua: falando sobre patrimônio” promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Pará (IPHAN-PA).

O evento acontece no próximo dia 24 de maio e tem como palestrante o arquiteto do IPHAN-PA e doutor em arquitetura e urbanismo Giovanni Blanco Sarquis, que apresentará pesquisa sobre a relação entre o moderno e o regional na construção de um segmento da arquitetura contemporânea belenense entre 1979 e 2007. O propósito da investigação foi confirmar como essas duas pautas foram articuladas na constituição de obras arquitetônicas que revisitam e reinterpretam características ambientais regionais (clima e técnicas construtivas locais) e referências projetuais modernas (quanto ao pensar o projeto).

Giovanni Sarquis é graduado em Arquitetura e Urbanismo (UNAMA-PA, 2000), com doutorado (2012) e mestrado (2002) também em Arquitetura e Urbanismo (MACKENZIE-SP), especialista em Paisagismo Tropical Urbano (UNAMA-PA, 2009). É arquiteto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN desde 2006, lotado no Pará. Foi professor no Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Paulista (2010-2011), professor-substituto do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará-UFPA (2004-2006). Trabalhou também como arquiteto no Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural-DPHAC da Secretaria Executiva de Cultura do Estado-SECULT (2004-2005), no Escritório de Arquitetura ARQTETO-PA (2003-2005) e no Ateliê de Arquitetura Carlos Bratke-SP (2000).

Ciclo de Palestras 2013 “Conversa Pai D’égua”
O objetivo é divulgar e refletir sobre diversos aspectos das questões mais atuais sobre o tema “Patrimônio Cultural”, trazendo especialistas para abordar de forma qualificada esses assuntos. Já foram realizadas quatro palestras abordando os temas “Paisagem Cultural e Patrimônio”, “Legislação e Patrimônio Cultural”, “Educação Patrimonial”, “Roteiros Sensoriais Interpretativos Culturais”, “Do Largo das Mercês à Praça Visconde do Rio Branco: um estudo de gestão do patrimônio Histórico em Belém do Pará, 1941-2011”, “De Manaus a Belém: Entendendo o patrimônio cultural amazônico, sua conservação e suas técnicas” e “J. B. Debret – Iconografia de cidades do sul do Brasil”.

Veja o convite [aqui]

Serviço:
Conversa pai d’égua: falando sobre patrimônio – Diálogos contemporâneos na arquitetura belenense (1979-2007)”
Dia: 24 de maio de 2013
Horário: 15h às 18h
Local: Auditório do IPHAN-PA
Endereço: Governador José Malcher, esquina com Benjamim Constant
Inscrições: andre.andrade@iphan.gov.br | Inscrições gratuitas | Será entregue certificado

Projeto de extensão realizado em Manaus é tema de palestra no IPHAN-PA

No próximo dia 07 de maio o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Pará (IPHAN-PA) promove a sexto evento do ciclo de palestras Conversa Pai D’égua: falando sobre patrimônio. A temática do encontro será De Manaus a Belém: Entendendo o patrimônio cultural amazônico, sua conservação e suas técnicas, projeto de extensão desenvolvido na disciplina de Técnicas Retrospectivas e Patrimônio Cultural, ministrada pela professora mestre Taise Costa de Farias, para o 7º período do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Nilton Lins, em Manaus.

Iniciado em setembro de 2008, o projeto então denominado “Ampliando Horizontes: alongando o olhar sobre o patrimônio cultural da Amazônia”, tem como objetivo ampliar o horizonte da disciplina de Técnicas Retrospectivas e Patrimônio Cultural por meio de uma viagem de estudos a Belém do Pará, com visitas técnicas aos principais monumentos restaurados, museus e centros de patrimônio cultural.

A Professora Taise Farias é de Salvador, arquiteta formada na UFPB e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Paraíba (2011), na linha de pesquisa Projeto e Memória. É membro do Laboratório de Estudos sobre Cidades, Culturas Contemporâneas e Urbanidades (LECCUR), vinculado ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPB.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail andre.andrade@iphan.gov.br, enviando nome completo, área de formação e instituição. Será entregue certificado.

Ciclo de Palestras Conversa Pai D’égua
O objetivo é discutir e esclarecer diversos aspectos das questões mais atuais sobre o tema “Patrimônio Cultural”, trazendo especialistas para abordar de forma qualificada esses assuntos. Já foram realizadas quatro palestras abordando os temas “Paisagem Cultural e Patrimônio”, “Legislação e Patrimônio Cultural”, “Educação Patrimonial”, “Roteiros Sensoriais Interpretativos Culturais” e “Do Largo das Mercês à Praça Visconde do Rio Branco: um estudo de gestão do patrimônio Histórico em Belém do Pará, 1941-2011”.

Veja o convite [aqui]
Serviço:
Conversa Pai D’égua: falando sobre patrimônio
De Manaus a Belém: Entendendo o patrimônio cultural amazônico, sua conservação e suas técnicas
Profª. Msc. Taise Farias, da Universidade Nilton Lins de Manaus/AM
Data: 07 de maio de 2013, de 15h às 18h
Local: Auditório do IPHAN
Rua Gov. José Malcher, esquina com Benjamim Constant
Belém-PA

IPHAN no Pará discute roteiros sensoriais interpretativos culturais

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Pará (IPHAN-PA) promove no próximo dia 12 de abril a 4º edição do ciclo de palestras “Conversa Pai D’égua: falando sobre patrimônio”. O evento terá como temática o Programa Sentidos Urbanos, realizado pela Casa do Patrimônio de Ouro Preto e contará com a especialista Simone Fernandes, do IPHAN de Minas Gerais. As edições anteriores promovidas pelo IPHAN-PA abordaram a “Paisagem Cultural e Patrimônio”, “Legislação e Patrimônio Cultural” e “Educação Patrimonial”.

O Projeto de Minas, Sentidos Urbanos: patrimônio e cidadania teve metodologia concebida pelo Departamento de Turismo da Universidade Federal de Ouro Preto, em parceria com o IPHAN (Escritório Técnico e a Casa do Patrimônio de Ouro Preto) e com a Fundação de Arte da cidade. Teve início em 2009, quando foram implementados roteiros sensoriais interpretativos, dirigidos inicialmente ao público jovem, em especial estudantes universitários.

Os roteiros são estruturados na percepção diferenciada da cidade, nos detalhes vivenciais dos lugares de memória e nas qualidades das ambiências urbanas: cheiros, sons, texturas, luminosidades, ventos, sensações, lembranças, fluxos, usos e formas de apropriação.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas via e-mail andre.andrade@iphan.gov.br. É necessário conter nome completo, área de formação e instituição.

Veja o convite[aqui]

Serviço:
Conversa pai d’égua: falando sobre patrimônio
Palestra: “Casa do Patrimônio de Ouro Preto – Programa Sentidos Urbanos: patrimônio e cidadania” – Esp. Simone Fernandes – IPHAN Minas Gerais
Dia: 12/04/13
Horário: 15h às 18h
Local: Auditório do IPHAN no Pará (Gov. José Malcher, nº 474, esquina com Benjamim Constant) Inscrições:andre.andrade@iphan.gov.br | Inscrições gratuitas | Será entregue certificado

Lançamento do livro “Turismo e Gestão do Patrimônio Arqueológico”

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por meio da Superintendência no Pará, convida para o lançamento do livro “Turismo e Gestão do Patrimônio Arqueológico”, no dia 02 de abril de 2013, às 19h.

A publicação é resultante do projeto de socialização de sítios arqueológicos nos estados do Pará e Amapá, cujos estudos foram fomentados pela Superintendência do Iphan-PA entre os anos de 2009 a 2010. A ação visou a elaboração de projetos para criação de infraestrutura adequada em sítios arqueológicos situados no Parque Estadual de Monte Alegre (PA), em Calçoene e Maracá (AP). Durante o processo, foram necessárias reuniões técnicas, visitas a sítios musealizados no Brasil e no exterior, oficinas e demais atividades, dentre estas, a realização de workshop sobre turismo arqueológico, que culminou na presente publicação.

O workshop Internacional Turismo e Patrimônio Cultural ocorreu na cidade de Belém, no período de 28 a 30 de abril de 2009 e foi promovido pelo Iphan, Naea/Ufpa e MPEG. O presente livro reúne 14 pesquisadores, entre brasileiros e estrangeiros participantes do workshop, além da colaboração do Instituto Cubano de Antropologia/ICAN, cujas contribuições foram cruciais para o desenvolvimento do projeto e podem inspirar o debate sobre modelos de gestão da visitação de sítios arqueológicos em outras partes do país.

Lançamento do livro “Turismo e Gestão do Patrimônio Arqueológico”

Data: 02/04/2013
Horário: 19h
Local: Anexo IPHAN/PA (Av. Governador José Malcher, nº 474, esquina com a Tv. Benjamin Constant)

Via Educação Patrimonial

IPHAN/PA promove debate sobre Educação Patrimonial

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Pará (IPHAN-PA) promove o 3º evento do ciclo de palestras Conversa Pai D’égua: falando sobre patrimônio, no próximo dia 8 de março, no auditório do IPHAN à Avenida Governador José Malcher, nº 474, em Belém. A temática abordada será educação patrimonial, com foco no processo permanente de trabalho voltado para o patrimônio. A professora Lygia Segalla, da Universidade Federal Fluminense (UFF), coordenadora do Laboratório de Educação Patrimonial (LABOEP), será a especialista convidada. A inscrição é gratuita. As ações de educação patrimonial realizadas pelo IPHAN-PA são compostas por processos educativos que primam pela construção coletiva do conhecimento, pelo diálogo entre os agentes sociais e pela participação efetiva das comunidades detentoras das referências culturais onde convivem noções de patrimônio cultural diversas.

A superintendente do IPHAN-PA, Dorotéa Lima, acredita que a educação patrimonial pode ajudar o indivíduo a ampliar seus horizontes e sua relação com o mundo. Para ela, o debate é fundamental para estimular a reflexão sobre a importância da preservação do patrimônio histórico e o papel da educação patrimonial nesse contexto.

As inscrições gratuitas podem ser feitas pelo e-mail andre.andrade@iphan.gov.br, enviando nome completo, área de formação e instituição a qual o inscrito é ligado.

Ciclo de Palestras Conversa Pai D’égua
O objetivo é discutir e esclarecer diversos aspectos das questões mais atuais sobre o tema, trazendo especialistas para abordar de forma qualificada esses assuntos. Já foram realizadas duas palestras abordando os temas Paisagem Cultural e Patrimônio e Legislação e Patrimônio Cultural.

Veja o convite [aqui]

Serviço:
Conversa Pai D’égua: falando sobre patrimônio
Palestra: Educação Patrimonial: valores negociados e processos de patrimonialização
Palestrante: Drª. Lygia Segala
Data: 8 de março de 2013, de 15h às 18h
Local: Auditório IPHAN-PA
Endereço: Av. José Malcher, nº 474, próximo a Benjamim

Novas cores para o Mercado de Ferro do Ver-o-Peso são tema de pesquisa no Pará

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional realiza pesquisa entre os dias 17 e 24 de janeiro para definir as novas cores do Mercado de Ferro, conhecido popularmente como Mercado de Peixe do Ver-o-Peso, em Belém, no Pará. A partir de imagens e pinturas antigas do Mercado, constatou-se que o mesmo já usou diversas cores em seu revestimento. Em épocas mais recentes, tem prevalecido a composição de azul (azul celeste, azul céu, azul oceano) e cinza (platina). Uma votação foi aberta para que a população participe do processo de escolha das novas cores, veja as novas sugestões de cores, vote e dê sua opinião pelo endereço: www.ufpa.br/cma/verosite

Em janeiro de 2012, atendendo a demanda dos próprios trabalhadores do local, o IPHAN deu início à obra de restauração e conservação de Mercado de Peixe, a qual inclui a reconstrução da cobertura com edimensionamento do sistema de calhas e condutores; instalações elétricas e iluminação com implantação de para raios; instalações hidrosanitárias com implantação de sistema de tratamento de esgoto e melhorias nos banheiros; instalação de câmara frigorífica para conservação e estoque mínimo de gelo para as cubas de inox onde o pescado é exposto para venda; restauração dos elementos de ferro que se apresentavam muito oxidados e deteriorados.

Para que o mercado não fosse fechado, foi acordado com a Secretaria Municipal de Economia, os peixeiros e os lojistas, que a obra se daria em duas etapas. A finalização da obra na primeira metade está planejada para março/2013, quando será iniciada a parte restante. Para o remanejamento provisório de alguns comerciantes durante as obras a prefeitura cedeu o Solar da Beira.

Ao realizar as prospecções e cortes estratigráficos no local, os técnicos verificaram que uma intervenção anterior havia utilizado um processo de jateamento no ferro causando a perda de referência cromática. Por este motivo IPHAN apresenta uma proposta de construção compartilhada com a população, de forma a preservar e valorizar o patrimônio arquitetônico.

O Mercado Ver-o-Peso e suas reformas
Inaugurada em 1625 no antigo Porto do Pirí, a Casa de “Haver o Peso”, que inicialmente era apenas um posto de aferição de mercadorias e arrecadação de impostos, viria a constituir um grande mercado aberto. Ao longo do tempo sofreu diversas modificações, inclusive para se adaptar à necessidade e gostos da Belle Époque, período de cultura cosmopolita que, segundo alguns autores, iniciou no fim do século XIX e durou até a Primeira Guerra Mundial. Nesse período o Ver-o-Peso passa por uma grande reforma. O Mercado de Carne recebe o segundo pavimento e o pavilhão de ferro, enquanto que o Mercado de Peixe é construído junto à doca. Os dois mercados integram um complexo arquitetônico e paisagístico de 25 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas: a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo, o Mercado da Carne, o Mercado de Ferro, a Praça do Pescador, a Praça do Relógio e o Solar da Beira.

Em 1897, a empresa La Rocque Pinto & Cia venceu a concorrência para a construção do Mercado de Ferro, edifício exemplar do período artístico da Belle-Époque, seguindo a tendência francesa de art nouveau. Toda a estrutura em forma de dodecágono do Mercado foi importada da Europa, pesando aproximadamente 1.133.389 toneladas, e feita em zinco veille-montaine. No ano de 1892 a obra teve início, sob a responsabilidade dos Engenheiros Bento Miranda e Raimundo Viana, que montaram todo o conjunto no local, uma vez que o Mercado foi comprado de firmas de Nova York (USA) e Londres (Inglaterra). Em 1901 o Mercado vai ser inaugurado, mas inicialmente funcionava apenas com a venda de produtos diversificados.

O conjunto arquitetônico e paisagístico do Ver-o-Peso foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e inscrito no Livro do Tombo Histórico no ano de 1977. Passou por restauração em 2006, que englobou o Mercado de Carne, áreas adjacentes e o Mercado de Peixe.

Veja algumas imagens da pesquisa histórica realizada e dê sua opinião sobre a escolha das cores do Mercado de Ferro visitando o site do Ver-o-Peso www.ufpa.br/cma/verosite

IPHAN e Ufopa realizam Mostra de documentários etnográficos

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e o Programa de Extensão Cultural da Amazônia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) realizam de 7 a 11 de janeiro, das 17h30 às 20h, a Mostra Etnodoc, na sala de exibição do SESC, localizada na rua Floriano Peixoto, 535, centro, Santarém – Pará.

A mostra é uma ação de itinerância dos documentários produzidos a partir do Etnodoc – Edital de Apoio a Documentários Etnográficos sobre Patrimônio Cultural Imaterial. Durante a abertura, serão exibidos os documentários, Memórias Cabanas, dirigido por Clodoaldo Corrêa e o Barco do Mestre com direção de Gavin Andrews.

Etnodoc
Realizado pela Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro, em parceria com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP – e o Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN, patrocinado pela Petrobras, o Etnodoc é o Edital de apoio à Produção de documentários etnográficos sobre  Patrimônio Imaterial e tem por objetivo a documentação e difusão do Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro por meio do apoio à produção de documentários inéditos para exibição em TVs públicas. O Edital conta ainda com a parceria da Secretaria do Audiovisual/SAV e EBC/TV Brasil.

Confira a programação (aqui)

Serviço:

Mostra de documentários etnográficos
Período: de 7 a 11 de Janeiro
Local: Sala de exibições do SESC
Endereço: Rua Floriano Peixoto, 535, Centro – Santarém, Pará.
Realização: Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (ACAMUFEC); Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/IPHAN
Parceria: Universidade Federal do Oeste do Pará; Programa de Extensão Patrimônio Cultural da Amazônia (PROEXT/MEC 2011)
Patrocínio: Petrobrás; Ministério da Cultura
Apoio: SESC