Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade tem inscrições abertas

premio-rodrigoAté o próximo dia 30 de abril, estão abertas as inscrições para a 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concurso de carater nacional promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em reconhecimento às ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que mereçam registro, divulgação e reconhecimento público em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar.

Serão selecionados oito trabalhos representativos, divididos em duas grandes categorias:

Categoria I – Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação e salvaguarda, envolvendo identificação, reconhecimento e salvaguarda; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro.

Categoria II – Iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

O edital divulgado no Diário Oficial da União tem premiação no valor de R$ 30 mil como estímulo e forma de reconhecimento aos projetos selecionados.

Acesse abaixo edital e anexos da 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Edital PRMFA 2015

Anexo 1 – Ficha de inscrição
Anexo 2 – Resumo da ação
Anexo 3 – Mudança de categoria

Novos bens registrados como Patrimônio Cultural Brasileiro

foto: Tetraktys / Wikipédia

Reunindo mestres do Maracatu e do Cavalo Marinho de Pernambuco e representantes do povo indígena Guarani, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na última quarta-feira, dia 3 de dezembro de 2014, aprovou o registro do Maracatu Nação, Maracatu Rural e Cavalo-Marinho, de Pernambuco, e da Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani, que se localiza no Sítio São Miguel das Missões (RS).

O Maracatu Nação, também conhecido como Maracatu de Baque Virado, com a grande maioria dos grupos concentrada nas comunidades de bairros periféricos da Região Metropolitana de Recife, é uma forma de expressão que apresenta um conjunto musical percussivo e um cortejo real, que sai às ruas para desfiles e apresentações durante o carnaval.  No cortejo estão personagens que acompanham a corte real, como o séquito do rei e da rainha do Maracatu Nação e outras figuras, entre elas as baianas, os orixás, as calungas – bonecas negras confeccionadas com madeira ou pano, consideradas ícone do fundamento religioso e marco identitário dos maracatus nação. Os grupos são compostos majoritariamente por negros e negras e carrega elementos essenciais para a memória, a identidade e a formação da população afro-brasileira.

A alegria e as cores dos maracatus e do cavalo-marinho revelam elementos essenciais para a memória, a identidade e formação da população afro-brasileira

O maracatu de baque solto, maracatu de orquestra, maracatu de trombone, maracatu de baque singelo ou Maracatu Rural ocorre durante as comemorações do Carnaval e da Páscoa. É composto por dança, música, poesia e está associado ao ciclo canavieiro da Zona da Mata, também tem apresentações na Região Metropolitana do Recife e outras localidades. Esta herança imaterial é revelada em gestos, performances, nos pantins de caboclos e dos arreiamás, na dança das baianas, nas loas dos mestres, nas indumentárias vestidas pelos folgazões. A expressão do Maracatu Baque Solto está tanto na sua musicalidade, um tipo de batuque ou baque solto, como por seus movimentos coreográficos e indumentária dos personagens e pela riqueza de seus versos de improviso. O aspecto sagrado/religioso/ritualístico é presente no folguedo durante todo o ano, durante os ensaios e sambadas, dando à manifestação a característica de ser o segredo do brinquedo, tão caro a seus detentores.

O Cavalo-Marinho é uma brincadeira popular envolvendo performances dramáticas, musicais e coreográficas é o que caracteriza o Cavalo-Marinho, apresentado durante o ciclo natalino. Ceus brincadores são, em geral, trabalhadores da Zona da Mata, mas também ecoa na região metropolitana de Recife e de João Pessoa (PB), entre outras localidades. No passado, era realizado nos engenhos de cana-de-açúcar e seu conhecimento é transmitido de forma oral. Durante a apresentação são representadas as cenas do cotidiano e do mundo do trabalho rural, com variado repertório musical, poesia, rituais, danças, linguagem corporal, personagens mascarados e bichos, como o boi e o cavalo (que dá nome à brincadeira). Contém ainda louvação ao Divino santo Rei do Oriente e possui momentos em que há culto à Jurema Sagrada.

O local representa a trajetória do povo Guarani, sendo um lugar onde é possível vivenciar o modo de ser dessa comunidade

A Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani se localiza no Sítio São Miguel das Missões (RS). Para o povo Guarani, a Tava é de suma importância por ser o local onde viveram seus antepassados. É também um lugar de referência por ser um espaço vivo que articula concepções relativas ao bem-viver, integra narrativas sobre a trajetória deste povo e é diariamente vivenciada como lugar de atividades diversas e de aprendizado para os jovens. Estar na Tava aciona dimensões estruturantes e afetivas na vida social e na memória dos Guarani-Mbyá, promovendo sentimentos de pertencimento e identidade. Enquanto patrimônio cultural, a Tava converge significados e sentidos atribuídos pelo povo indígena Guarani-Mbyá ao sítio histórico que abriga os remanescentes da antiga Redução Jesuítico-Guarani de São Miguel Arcanjo. O sítio histórico foi tombado pelo Iphan em 1938 e declarado patrimônio da humanidade, pela Unesco, em 1983

O acervo é considerado a maior coleção de brasiliana em mãos particulares

Uma das maiores coleções de origem particular de desenhos, pinturas, gravuras, litografias, mapas, álbuns e livros de viagem sobre o Brasil , a Coleção Geyer , acaba de se tornar Patrimônio Cultural do Brasil. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido em Brasília, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) avaliou o pedido e decidiu pelo tombamento.  Todo o conjunto foi doado ao do Museu Imperial de Petrópolis (RJ) pelo casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer, em 1999.

O precioso acervo de quase três mil peças, reunido ao longo de 40 anos na residência dos Geyer, inclui móveis, louças, objetos de decoração e prataria. O conjunto é considerado a maior coleção de brasiliana em mãos particulares. O casal doou também a Casa Geyer, localizada em um terreno de 12 mil metros quadrados no Cosme Velho, na cidade do Rio de Janeiro, que passará a ser uma extensão do Museu Imperial. A doação de natureza cultural rendeu ao casal Geyer o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Iphan, em 1999. Muitas das peças da Coleção Geyer foram produzidas por artistas, cientistas, exploradores e viajantes estrangeiros que estiveram no país entre os séculos XVI e XIX.

O tombamento da Coleção Geyer mostra a importância histórica e artística desse acervo e, também, a dimensão pública do gesto do casal Geyer em doar ao povo brasileiro uma coleção particular de arte brasiliana do século XIX de significativo valor, não apenas cultural, mas também financeiro.

O tombamento de mais de duas mil peças do acervo do Museu de Arte e Ofício foi aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

Para cada ofício há uma diversidade de ferramentas das quais o profissional pode lançar mão e assim obter meios para executar plenamente seu trabalho. Durante a histórica construção do Brasil, alguns instrumentos tornaram-se símbolos da importância dos ofícios para o desenvolvimento do país. Pensando em resgatar e proteger esses bens culturais ligados às classes trabalhadoras, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília, aprovou o tombamento do Acervo do Museu de Artes e Ofícios, instalado na antiga Estação Ferroviária de Belo Horizonte (MG).

A sugestão de inscrição no livro do tombo decorre da preocupação em legitimar os modos de fazer e viver do homem comum e de toda sociedade brasileira. O historiador Adler Homero de Castro pontua que “os instrumentos podem ser considerados documentos históricos, exemplares de fazeres, técnica, arte e ofícios de grande importância nacional”. Os mais de 2,1 mil bens móveis que compõem o acervo do Museu de Artes e Ofícios, originados da coleção de Flávio e Ângela Gutierrez e doados inicialmente ao IPHAN, agora sob responsabilidade do IBRAM, estão organizados em sub coleções temáticas, como Jardim das Energias e variados ofícios: dos ambulantes, da cerâmica, da cozinha, da madeira, da mineração, da terra, da lapidação, do couro, do fio e do tecido, do fogo, do transporte e da proteção do viajante.

O Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde (Roça do Ventura) é considerado bem cultural de importância significativa para a história religiosa brasileira

A cultura negra muito contribui para formação do Patrimônio histórico, etnográfico e religioso brasileiro. OTerreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde, também conhecido como Roça do Ventura, localizado no município de Cachoeira (BA) é de grande importância na formação histórica do país e de grande influência nas expressões sagradas de matriz africana nas manifestações religiosas no país. A solicitação para o tombamento da casa de candomblé matricial de tradição jeje-mahi foi feita pela presidente da Sociedade Religiosa Zogbodo Male Bogun Seja Unde, Alaíde Augusta da Conceição, a veneranda vodunce Alaíde de Oyá, em dezembro de 2008. Estudos e avaliações realizadas por técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ressaltam que as ações de proteção à casa de candomblé são necessárias em função do risco provocado pela especulação imobiliária.

A importância e simbologia da Roça do Ventura no contexto da tradição Jeje para a história do candomblé no Brasil é amplamente destacada em vários estudos antropológicos e sociológicos que tratam da questão religiosa e no país. Entre os trabalhos estão Brancos e Pretos na Bahia (Estudo de contacto racial), escrito na cidade de Salvador entre os anos de 1935-1937 por Donald Pierson e publicado originariamente em 1942, com várias reedições; Afro-Brazilian Culture and Politics: Bahia, 1970s to 1990s, de Hendrik Kraay; Gaiaku Luiza e a Trajetória do Jeje-Mahi na Bahia, de Marcos Carvalho; A Formação do Candomblé: História e Ritual da Nação Jeje na Bahia, de Luis Nicolau Pares.

O Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde

A ocupação da Roça do Ventura teve início em 1858. Até hoje, o Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde é responsável pela preservação de umas das tradições religiosas de matriz africana, da liturgia do Candomblé de nação Jeje-Mahi originaria nos cultos às divindades chamadas Vodum. O Seja Unde tem fundamental importância na conformação da rede de terreiros do Recôncavo Baiano e sobretudo para a formação histórica do Candomblé como uma instituição religiosa.

O terreiro Zogbodo abrange um sitio natural e elementos edificados, além de árvores referenciais dos ritos Jeje, como as Casas de Hospedagem; Oiá (Altar); Peji (cerimonial), com salão, ronco e cozinha sagrada; Casa dos Antepassados; Fonte de Oxum; Poço; Ponte e Instalações Sanitárias. As Árvores Sagradas existentes no local são Nana, Tiriri, Ogum Eroquê, Avequité, Zogbo, Bessém, Ogum, Ajuzum, Lokó, Badé, Aqué e Parara. Também fazem parte do conjunto o Riacho Caquende – Odé e as margens Aziri e Avinagé.

fonte : Ascom / Iphan

Carimbó paraense é declarado patrimônio cultural brasileiro

foto: Agência Pará

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou o registro do Carimbó como patrimônio cultural do Brasil. A decisão, feita por unanimidade, saiu na manhã desta quinta-feira, 11, durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília. O pedido de Registro foi apresentado pela Irmandade de Carimbó de São Benedito, Associação Cultural Japiim, Associação Cultural Raízes da Terra e Associação Cultural Uirapurú, com a anuência da comunidade.

A reunião do Conselho Consultivo foi acompanhada por um grupo de artistas do Pará, entre eles cinco mestres do carimbó de Marapanim, considerado o berço desse ritmo. “Esperei nove anos por esse momento. Só quem sabe o amor que eu tenho por essa cultura, consegue entender a emoção que eu sinto agora. A luta pelo reconhecimento nacional do carimbó é uma luta de todos os paraenses, que assim como eu acreditam na força e na beleza da nossa cultura popular”, afirma o mestre Manoel, líder do grupo Uirapuru, uma das associações de carimbó mais antigas da cidade.

Em um barracão de madeira, usado como espaço de oficinas de percussão e confecção de instrumentos típicos de carimbó, mestre Manoel ensina o amor ao ritmo paraense a dezenas de crianças da comunidade. Mesmo sem nenhum tipo de patrocínio, o local funciona como um grande polo de incentivo à cultura popular em Marapanim, considerada a terra do carimbó. “Só eu sei o quanto é difícil manter esse projeto de incentivo ao carimbó, mas a cada novo instrumento fabricado aqui no barracão, a cada nova criança que aprende a tocar percussão, a minha certeza de estar no caminho certo só aumenta”, conta o mestre, que compôs uma música especialmente para ser apresentada durante o evento, em Brasília.

Outro mestre de carimbó também celebra a decisão do IPHAN. Ex-integrante do grupo Uirapuru, mestre Luiz dos Santos, 72, é um dos maiores defensores do carimbó raiz de Marapanim. “Na teoria talvez não signifique muita coisa, mas na prática, o título de patrimônio cultural imaterial do país resgata a autoestima do mestre de carimbó e valoriza ainda mais o ritmo, que passará a ser respeitado e reconhecido em todo o país. Eu, que já estou há mais de 50 anos nesse meio, e já senti várias vezes a falta de reconhecimento pelo meu trabalho, sei que essa decisão vai reacender o amor do público pelo ritmo mais popular do Pará”, conta o idealizador do grupo “Os originais”.

O registro como patrimônio cultural imaterial brasileiro é um instrumento de reconhecimento concedido pelo governo federal a um determinado bem que seja reconhecido como referência cultural em todo o país. A reunião desta quinta-feira, em Brasília, finalizou o processo de registro de bem cultural iniciado oficialmente em 2008, resultado das discussões e mobilizações que grupos e mestres de carimbó realizaram no município de Santarém Novo, nordeste do estado, há nove anos, quando surgiu a campanha.

“Historicamente, Marapanim sempre teve forte ligação com o carimbó. E isso é muito nítido com a presença de diversos mestres e grupos de carimbó espalhados pelos quatro cantos da cidade. Por isso, estamos muito felizes com essa notícia e acreditamos piamente que o carimbó consegue preencher todos os requisitos exigidos para esse tipo de reconhecimento”, ressalta Ranilson Trindade, presidente da Associação Marapananiense de Agentes Multiplicadores de Turismo (Amatur) e coordenador do Festival de carimbó no município, realizado todo mês de agosto.

Filho de mestre Lucindo, apontado como um dos maiores divulgadores do carimbó de Marapanim, o músico Ranilson da Silva, 49, decidiu seguir as tradições herdadas em casa. Desde o ano passado, ele e diversos familiares de um dos maiores nomes do carimbó do estado decidiram criar o grupo “Raízes do Mestre Lucindo”. “A nossa ideia é homenagear um dos maiores defensores da cultura de resistência do Pará e não deixar que a obra do Lucindo seja apagada da nossa história”, explicou o músico.

“A semente do carimbó plantada por mestre Lucindo cresceu e deu frutos. E agora é a nossa vez de mostrar para o Brasil inteiro a importância desse ritmo contagiante. Para nós é uma felicidade e uma honra enormes poder trazer o nome dele não apenas no nosso grupo, mas no sangue da maioria dos integrantes”, declara o músico Edilson Aleixo, 51, o “Chopp”, sobrinho de Lucindo.

Criado há menos de um ano, o “Raízes do Mestre Lucindo” já teve música premiada em festival e aos poucos vem ocupando espaço junto aos maiores grupos de carimbó da região. “A nossa principal função é não deixar morrer o carimbó raiz, cantado e ensinado por mestre Lucindo”, conta o vocalista Anselmo Amaral, 31.

Há mais de dois séculos, o Carimbó mantém sua tradição em quase todas as regiões do Pará, e tem se reinventado constantemente. Seus instrumentos, sua dança e música são resultados da fusão das influências culturais indígena, negra e ibérica; e a memória coletiva dos mestres e seus descendentes tem mantido vivo estes aspectos. Entretanto, a principal característica está nas formas de organização e reprodução sociais em torno desse ritmo, no cotidiano de sociabilidade dos carimbozeiros, seja ele relativo ao dia-a-dia do trabalho ou das celebrações religiosas e seculares.

Veja aqui os vencedores do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2014

Os seis vencedores da 27ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), foram conhecidos na última quarta-feira, 13 de agosto. O Prêmio é uma celebração e reconhecimento das ações de preservação e salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro.

Nesta edição, cada um dos vencedores receberão um certificado e o valor de R$ 25.000,00. Foram selecionadas três ações em cada uma das categorias, dos estados do Ceará, de Goiás, de Minas Gerais, do Pará, da Paraíba e do Rio de Janeiro.

Categoria I – iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio:

• Ação: “Rabecas da Tradição: performance e luteria”. Os rabequeiros, tocadores e fabricantes artesanais da rabeca, mantêm vivo o som deste instrumento, no interior do Ceará, como forma de preservar a cultura do lugar onde vivem.
Proponente: Francisco Gilmar Cavalcante de Carvalho
Estado: Ceará

• Ação: “Projeto Respeitável Público, Respeitável Circo”. A partir de diversas ações e de uma extensa pesquisa documental, o Projeto reacende a memória e a força de expressão cultural do Circo, em Minas Gerais.
Proponente: Sula Kyriacos Mavrudis
Estado: Minas Gerais

• Ação: “Projeto Balsa Buriti Preservando a Memória Fluvial”. Uma balsa feita da leveza do Buriti traz à tona o peso e força da memória, percorrendo, pelo rio, diversas localidades da região e mostrando este antigo costume de construir este tipo de balsa.
Proponente: Fundação Casa da Cultura de Marabá
Estado: Pará

Categoria II – iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio:

• Ação: “Projeto Cabocla – Bordando Cidadania”. Oficinas de um antigo costume, o bordado, são ministradas às presidiárias e aos presidiários de Goiás, tecendo novas histórias.
Proponente: Milena Curado de Barros
Estado: Goiás

• Ação: “Memórias e colaborações através do audiovisual”. No município de Zabelê, o pequeno gesto de uma câmera na mão é capaz de reviver e registrar o patrimônio cultural daquele lugar.
Proponente: Associação Cultural de Zabelê.
Estado: Paraíba

• Ação: “Programa de Apoio à Conservação do Patrimônio Cultural – PRÓ-APAC”. A ação propõe a revitalização de residências, como instrumento de manutenção da memória e de preservação do patrimônio.
Proponente: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.
Estado: Rio de Janeiro

A escolha dos premiados ocorreu nos dias 12 e 13 de agosto, na sede do IPHAN em Brasília. Os 16 jurados da Comissão Nacional, presididos pelo diretor do Departamento de Articulação Fomento/DAF do IPHAN, Luiz Philippe Peres Torelly, a partir de seus pareceres sobre as 50 ações finalistas fomentaram um rico debate. A votação dos seis vencedores levou em consideração a relevância e excelência de cada projeto. Por vezes, os jurados reforçaram que as iniciativas participantes demonstram a riqueza de expressões culturais que mantêm viva a memória e o patrimônio cultural brasileiro.

Na 27ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, as Superintendências Estaduais do IPHAN receberam 122 inscrições, em 22 estados brasileiros. Após as triagens, saíram os seis projetos vencedores, que participarão da cerimônia de premiação, no dia 4 de novembro, no Clube do Choro em Brasília. Entre as atividades do Prêmio, ainda serão promovidos debates e mesa redonda, o que visa fomentar a discussão com a sociedade e profissionais da área.

A Comissão Nacional de Avaliação em 2014 teve a seguinte composição:
•  Américo Córdula, secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura.
•  Ana Beatriz Goulart de Faria, consultora do Ministério de Educação e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
•  Ana Elisabete de Almeida Medeiros, professora adjunta do Departamento de Teoria e História da Arquitetura e Urbarnismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília.
•  Ana Lúcia Abreu Gomes, professora adjunta do Curso de Museologia da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília.
•  Briane Panitz Bicca, coordenadora do Monumenta PAC Cidades Históricas Porto Alegre.
•  Damiana Bregalda Jaenisch, mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutoranda em Artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
•  Isabel de Freitas Paula, Oficial de Cultura da Representação da UNESCO no Brasil.
•  José Simões Belmont Pessôa, professor associado da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense.
•  Luiz Phelipe de Carvalho Castro Andrès, diretor do Centro Vocacional Tecnológico Estaleiro Escola e conselheiro do Conselho Consultivo do IPHAN
•  Maria das Dores Freire, historiadora e consultora.
•  Maria da Graça Nobre Mendes, jornalista da Assessoria de Imprensa da Defensoria Pública da União, do Ministério da Justiça.
•  Simone Scifoni, docente do Depatamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
•  Telmo Padilha César, fundador da Defesa Civil do Patrimônio Histórico (Defender).
•  Thiago de Andrade, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil no Distrito Federal.
•  Luiz Philipe Torelly – presidente da Comissão Nacional e diretor do Departamento de Articulação Fomento/DAF do IPHAN.

Rodrigo Melo Franco de Andrade
O advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em 17 de agosto de 1898 em Belo Horizonte. Foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil e, na política, foi chefe de gabinete de Francisco Campos, atuando na equipe que integrou o Ministério da Educação e Saúde do governo Getúlio Vargas. O grupo era formado por intelectuais e artistas herdeiros dos ideais da Semana de 1922. Rodrigo Melo Franco de Andrade comandou o IPHAN desde sua fundação em 1937, até 1967.

IPHAN premia iniciativas que preservam e fomentam o Patrimônio Cultural Brasileiro

Contando com a presença ilustre da professora Clara de Andrade Alvim, filha do primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a 26ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade reuniu os oito vencedores deste ano e convidados no Cine Brasília, na capital federal. A cerimônia da maior premiação nacional de reconhecimento a iniciativas de preservação, valorização e divulgação do patrimônio cultural brasileiro aconteceu na noite desta quinta-feira, 17 de outubro. O IPHAN também presenteou o público com o show de José Miguel Wisnik e Ná Ozzetti, que encerrou as comemorações de 2013.

Premiados e convidados foram recebidos pela presidenta do IPHAN, Jurema Machado, acompanhada pelos diretores e superintendentes do Instituto. A cerimônia contou também com a presença do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), Ângelo Oswaldo, que também já presidiu o IPHAN. A 26º Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade celebrou ainda os 120 anos de nascimento do modernista Mário de Andrade, que entre todas as suas contribuições à cultura nacional também elaborou o anteprojeto de Lei de criação do atual IPHAN.

Saudando os premiados e destacando a diversidade da cultura brasileira expressa nas ações vencedoras, a presidenta Jurema Machado relembrou a missão do IPHAN, ao longo de seus 77 anos de existência, período no qual “uma grande rede foi tecida”. Segundo ela, essa rede se consolida a cada ano com as ações evidenciadas nas muitas edições do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Ela destacou que, somente entre os homenageados deste ano, há “instituições acadêmicas, professores da rede pública, jovens agentes culturais, pesquisadores, restauradores, arqueólogos, comunidades, empresas, ONGs, governos, que, seja em Belém, em São Paulo, em João Pessoa, na Chapada Diamantina, em São Cristóvão, em Sergipe, na Amazônia e em Pernambuco multiplicam e dão sentido à ação do IPHAN”. Em função da trajetória da instituição, Jurema Machado ressaltou que atualmente “não há nenhum grande tema relacionado ao desenvolvimento sobre o qual o IPHAN não tenha algo a dizer. Espera-se que o IPHAN cuide das expressões culturais – ricas, mas frágeis – aquelas que Mário de Andrade inventariou pelo país afora e outras tantas que vem sendo trazidas por novas pesquisas e pelas demandas sociais”, concluiu.

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Estrada de Ferro atrai 5 mil pessoas por fim de semana, em Porto Velho

Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi revitalizado e entregue à população em 2010 (Foto: Jenifer Zambiazzi/G1)

A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) completou na quinta-feira (1) 101 anos. Segundo uma pesquisa realizada pela Secretaria de Turismo (Setur) de Rondônia, estima-se que a EFMM atrai cerca de cinco mil pessoas por fim de semana, no complexo histórico da ferrovia, em Porto Velho.

Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi
revitalizado e entregue à população em 2010
(Foto: Jenifer Zambiazzi/G1)

Além de ser um atrativo turístico, já que parte da ferrovia foi tombada, em 2006 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como patrimônio cultural brasileiro, várias atividades culturais vêm sendo realizadas no complexo.

Reformada desde 2010, como parte da compensação ambiental da Santo Antônio Energia, a praça e os galpões da Estrada de Ferro, na Avenida Farquar, se tornou um novo espaço de convivência na capital. Foram investidos R$ 4,6 milhões na restauração.

Segundo Beto Bertagna, superintendente do Iphan, a recuperação trouxe à sociedade porto-velhense um espaço pertencente aos próprios moradores. “Antes da recuperação, a praça era um ponto de usuários de drogas, hoje é local de famílias, de crianças”, frisa o superintendente do Iphan.

Festivais de teatro e filme, apresentações de músicas e de poesia na EFMM ocorrem com maior frequência, desde a reforma. Recentemente, Porto Velho contou com o Festival Amazônia Encena na Rua, que levou milhares de pessoas as arquibancadas do complexo.

Outro projeto independente que ocorre no gramado da ferrovia é o Acústico Lo-Fi, que foi criado para ser uma opção de lazer aos domingos. A ideai mistura música, poesia e feira de trocas. Cantores solos, bandas e grupos de amigos se reúnem para apresentar suas composições.

Segundo secretário da Setur Júlio Olivar, outros projetos também serão implantados e criados para aumentar ainda mais este público. “A nossa intenção é fazer visitas monitoradas com as escolas em todo o complexo. Além de disponibilizar turismólogos para a região”, diz Olivar.

Um projeto que já está pronto e deve ser colocado em prática em pouco tempo, segundo o secretário, é o Rota Porto Velho 48h, que pretende fazer circuitos de passeios turísticos pela cidade e seus pontos de atração turística.

A revitalização
Segundo a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) a revitalização da ferrovia de Rondônia começou após um estudo de viabilidade técnica em 2007. A primeira parte da obra foi entregue em 2010.

Igreja de Santo Antônio foi um dos primeiros marcos da história de Porto Velho (Foto: Jenifer Zambiazzi/G1)

Desde novembro de 2011, estão sendo restaurados a oficina, o girador e a rotunda da EFMM. Nesse trabalho estão sendo investidos R$ 8 milhões. Também fazem parte do Complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré a Igreja de Santo Antônio, que terá a revitalização do entorno entregue em 30 dias e o Prédio do Relógio que está previsto para ter a reforma iniciada até o início de 2014.

Via G1.com

Dia das Paneleiras de Goiabeiras é celebrado no Espírito Santo

Foto: Gildo Loyola

Uma grande festa marcou o Dia das Paneleiras de Goiabeiras, no Espírito Santo, comemorado no último domingo, dia 7 de julho. A data, criada por lei municipal em 1993, celebra o primeiro bem cultural registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em dezembro de 2002, reconhecendo como Patrimônio Cultural Brasileiro um saber que envolve a prática artesanal de fabricação de panelas de barro e conserva todas as características essenciais que a identificam com a prática dos grupos nativos das Américas, antes da chegada de europeus e africanos. Este saber está enraizado na localidade de Goiabeiras, bairro de Vitória, capital do estado.

Durante as comemorações, realizadas no Galpão de Goiabeiras, aconteceu a cerimônia de entrega dos certificados de titulação do Ofício das Paneleiras às detentoras pela superintendente do IPHAN-ES, Diva Figueiredo. Autoridades locais e instituições parceiras participaram da festividade, entre eles representantes do Banco do Brasil, que noticiaram a aprovação de projeto em parceria com a Associação das Paneleiras de Goiabeiras, visando a sustentabilidade do ofício por meio do associativismo. Na ocasião, o IPHAN estabeleceu contatos com o Banco do Brasil e com a Associação para articular o projeto ao plano de salvaguarda do ofício das paneleiras, com ênfase na educação patrimonial.

IPHAN divulga resultado da Etapa Habilitação do EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO nº. 01/2013/DAF

O Departamento de Articulação e Fomento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DAF-IPHAN) torna público o resultado da primeira etapa do edital que selecionará propostas para realização, no Brasil, de congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclos de conferências e outros eventos similares, de abrangência nacional ou internacional, relacionados com a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Confira:
Primeira etapa – HABILITADOS
Ata Primeira Etapa Habilitação

Os recursos deverão ser enviados exclusivamente para o e-mail daf@iphan.gov.br, nos dias 03 e 04 de junho de 2013, conforme item 13 do edital.