Centro de Preservação Cultural da USP lança nova edição especial de sua revista

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O Centro de Preservação Cultural (CPC) da USP acaba de lançar duas novas edições da publicação eletrônica Revista CPC, o número 21 (2016) e a edição especial Dossiê: O reconhecimento dos bens culturais: método, inventários e repercussões normativas.

De caráter científico, a revista é semestral e dedica-se a refletir sobre questões relativas a patrimônio em seus múltiplos aspectos, publicando artigos inéditos sobre patrimônio cultural, conservação e restauração, coleções e acervos, além de resenhas e depoimentos. Lembramos aos autores que a Revista CPC adota o fluxo contínuo de submissões e que o envio de trabalhos é feito diretamente pelo Portal de Revistas da USP.

Entre outros artigos, a Revista CPC traz os textos “A preservação do patrimônio cultural no contexto do licenciamento ambiental: possibilidades sociais e produção de (des)conhecimento sobre ambiente, cultura e patrimônio” e “Cidade, patrimônio e território: As políticas federais de seleção no Brasil do século XXI”. Na edição especial, estão reunidos os trabalhos apresentados no Seminário Internacional O reconhecimento dos bens culturais: método, in-ventários e repercussões normativas, promovido pelo CPC em maio de 2015, tais como “O legado da arquitetura no século XX: proteção administrativa versus salvaguarda efetiva” e “Inventário de bens culturais: conhecer e compreender”.

As novas edições podem ser consultadas neste link.

Mais informações: site http://revistas.usp.br/cpc

Fonte: : Jornal da USP

Guia do Patrimônio Cultural no País da Copa está disponível on-line > Baixe aqui !

manualCom a Copa do Mundo 2014 o Brasil, anfitrião do campeonato, vai mostrar a torcedores e turistas que, além da paixão pelo futebol, é um dos países mais ricos do planeta quando o assunto é a diversidade cultural. Para apresentar as mais variadas expressões da cultura no Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) lança o Guia do Patrimônio Cultural no País da Copa, um publicação online que destaca monumentos e manifestações tradicionais nas cidades que vão sediar os jogos do campeonato mundial de futebol.

O guia apresenta diversas fotografias e uma pequena descrição a história de cada uma das cidades-sede, seus monumentos e os destaques do Patrimônio Cultural Imaterial das localidades. Em um país com tamanha riqueza e pluralidade como o Brasil, o Guia se torna ferramenta fundamental para aproveitar cada pedacinho da história e conhecer bem os segredos e tesouros da nação verde e amarela.

Acesse em PDF > aqui < o Guia do Patrimônio Cultural no País da Copa e encante-se com a beleza da diversidade cultural brasileira.

2º Festival de História de Diamantina debate memória e patrimônio cultural brasileiro em Minas

Fundamentais para a memória e identidade de um povo, a história e o patrimônio cultural do Brasil estarão ainda mais interligados no 2º Festival de História de Diamantina, que acontecerá na cidade mineira de 18 a 20 de setembro. As rodas de conversa, palestras e oficinas a serem realizadas no Teatro Santa Izabel, no Mercado Velho e na Biblioteca Antônio Torres contarão com especialistas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pesquisadores, historiadores, arquitetos e gestores que debaterão, junto ao público, os desafios da proteção, conservação e salvaguarda do patrimônio cultural material e imaterial brasileiro.

As capistranas e a arquitetura de Diamantina foto: Pedro Miranda / Divulgação

A programação voltada ao patrimônio tem início já no dia 14, na Casa de Chica da Silva – sede do escritório técnico do IPHAN, que receberá as Oficinas da Fábrica do Futuro: História, Patrimônio e Memória Audiovisual e, no dia 17, a produção Vídeo-Série Patrimônio Cultural de Diamantina. A cidade sede do Festival continua em evidência com palestra no dia 18 sobre Os desafios e perspectivas de Diamantina, Patrimônio Mundial.

Já na inauguração do FHist, o Centro Nacional de Arqueologia (CNA/IPHAN) integra mesa redonda para tratar da Arqueologia e Patrimônio: vestígios, restos e objetos que recontam a História. No dia 20, técnicos do IPHAN falam sobre Missões revisitadas: projeto universal jesuíta, concepções Guarani e novos rumos para o patrimônio. Já em rodas de conversa, técnicos do DPI/IPHAN falarão sobre as políticas de salvaguarda do Queijo e do Jongo como patrimônios culturais.

O Mercado dos Tropeiros de Diamantina na História: Centro de trocas, de comércio e, sobretudo, de intercâmbio cultural e o Sinais de messianismo nas artes: jesuítas, rebeliões e inconfidências em Minas Gerais também serão temas de palestras do 2º Festival de História, nos dias 20 e 21, respectivamente.

Ainda acontecerá durante o FHist atividades de Educação Patrimonial com escolas de Diamantina. Entre elas está a Visita à Exposição e à Escavação Arqueológica na Casa de Chica da Silva, além da Exposição e Lançamento de livro sobre Erich Hess (foto em destaque), primeiro fotógrafo contratado pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Também estarão à venda na Feira de Livros no Mercado Velho algumas obras de referência publicadas pelo IPHAN, essencial ao conhecimento do processo de formação do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Museu da Borracha passará por reforma após 5 meses fechado

Museu mais antigo de Rio Branco está fechado há cinco meses (Foto: Veriana Ribeiro/G1)

O processo licitatório para as obras do Museu da Borracha, localizado no centro de Rio Branco, devem finalizar nesta semana, após o prédio ficar com portas fechadas para o público por cinco meses, devido o perigo de um incêndio. A expectativa dos gestores do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural do Acre (DPHC) é que o contrato seja assinado até sexta-feira (23) e as obras sejam finalizadas no próximo mês.

“Teve um curto circuito na parte externa do prédio e após análise constatamos que havia a possibilidade de um incêndio se o prédio não fosse interditado. Nós ficamos com medo e fechamos, porque uma vez perdido aquele acervo nunca mais nós conseguiríamos reavê-lo”, comenta Libério de Souza, diretor do DPHC.

De acordo com o diretor, o processo de licitação é demorado e depende de outros setores do governo estadual. A falta de interesse das empresas de construções, segundo ele, dificultam a situação. “Esses pequenos projetos de R$ 30 a 60 mil as empresa não querem, elas acham que a margem de lucro é muito pequena então não concorrem. Até encontrar uma com interesse, responsabilidade, no nosso caso é demorado”, afirma.

O diretor comentou anda que o prédio está fechado para o público, mas que o setor administrativo continuou trabalhando normalmente e que as pesquisas ao acervo eram feitas, sempre que possível, em outro espaço. “Quando é uma pesquisa muito urgente a gente abre um exceção, explicávamos a situação e o pesquisador fazia o estudo sem utilizar energia na sacada da parte de fora. Os guias de visitação nós distribuímos para outros espaços do estado, como todos estão com equipes pequenas, aproveitamos para tirar as férias pendentes dos funcionários”, explicou.

O Museu da Borracha, inaugurado em 1978, é considerado o museu mais antigo de Rio Branco, de acordo com o diretor do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural do Acre.

Via G1.com.br

Artigo: Rodrigo M. F. de Andrade: “the right man in the right place”

Essa é uma colaboração à Semana do Patrimônio Cultural do IPHAN, assinada por Vanuza Moreira Braga, doutoranda em História pela Universidade Cândido Mendes, que desenvolve tese sobre Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Leia o artigo clicando [aqui].

VI Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco

A Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Prefeitura da Cidade do Recife e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco – PPGA/UFPE convidam para a VI Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, que acontecerá de 12 a 18 de agosto de 2013, nas cidades de Recife, Olinda e Igarassu.

A semana enfocará a compreensão do Patrimônio Cultural através de exposições, mesas-redondas, seminários, encontros, ações educativas e celebrações, elegendo como tema central: Patrimônio cultural e políticas públicas: (des)envolvimento e desafios.

Programação:

Manual de orientação sobre requalificação urbana será lançado em Curitiba

Sem título-1Requalificar as áreas urbanas preservando e valorizando o patrimônio cultural, conferindo-lhes dinâmica econômica, urbanidade e qualidade de vida é um dos objetivos do Manual de Orientação sobre a Implementação de Ações em Áreas Urbanas Centrais e Cidades Históricas, que será lançado no próximo dia 23 de julho, em Curitiba.

A iniciativa resulta de parceria entre o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos (SNAPU) e o Ministério da Cultura, via Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também realizará oficinas regionais visando a capacitação de técnicos federais, estaduais e municipais para a implementação de ações de reabilitação em áreas urbanas centrais e em cidades históricas.

Na oficina da região sul, serão discutidos temas como as grandes problemáticas e estratégias de atuação, os instrumentos de política urbana, a estrutura de gestão para implementação dos planos e as fontes de recursos financeiros. Serão apresentadas também experiências relacionadas ao planejamento urbano e à preservação do patrimônio cultural nas cidades de Pelotas (RS), São Francisco do Sul e Florianópolis (SC) e Curitiba (PR), ressaltando o patrimônio cultural como um importante eixo indutor e estruturador de desenvolvimento social e econômico. Confira aqui a programação.

Inscrição

A participação é aberta ao público e, para se inscrever nas atividades de capacitação, é necessário possuir cadastro no Portal Capacidades. Caso não seja cadastrado (a) siga as orientações seguintes:

Digite em seu navegador: http://www.capacidades.gov.br/, clique em Cadastre-se, preencha todo o formulário e clique em Enviar. Aguarde em seu e-mail uma mensagem para ativação do cadastro, após a ativação, retorne ao Portal Capacidades e faça seu login utilizando seu cpf e a senha cadastrada. Após logado, localize o evento desejado em Relação das próximas atividades e faça sua pré-inscrição.

Outras informações poderão ser solicitadas no endereço eletrônico oficinacentros@cidades.gov.br.

Confira a Programação [Aqui]

Serviço
Oficina Implementação de Ações em Áreas Urbanas Centrais e Cidades Históricas – Região Sul

Data: 23 de julho de 2013
Horário: 09h
Local: Teatro Caixa
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, nº 280, Centro, Curitiba, Paraná

Patrimônio cultural de Palmas é tema de Seminário

Promover o diálogo entre o poder público, estudantes, agentes culturais e sociedade para a construção de políticas públicas é o objetivo do Seminário Patrimônio Cultural de Palmas, que será realizado na próxima sexta-feira (14), na capital, no auditório das Faculdades Objetivo.

O evento promovido pela Associação Amigos do Patrimônio Cultural de Palmas (AAPCP) contará com a presença do superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Tocantins (IPHAN-TO), Antônio Miranda dos Santos, que palestrará sobre o financiamento público para o patrimônio Cultural de Palmas.

O Seminário ainda abordará o patrimônio arqueológico, o tombamento de Taquaruçu; e o patrimônio cultural material e imaterial da cidade. As inscrições serão gratuitas e podem ser feitas no local.

Todos os participantes receberão certificado de 10 horas. Confira aqui a programação completa.

Serviço:
Seminário sobre o Patrimônio Cultural de Palmas
Local: Auditório das Faculdades Objetivo
Endereço: Quadra 402 Sul, Conjunto 02, Lotes 7 e 8 Palmas/TO
Data: 14 de Junho de 2013.
Horário: das 8 às 18h30.

Iphan-MG realiza Fórum Internacional Indicações Geográficas, Patrimônio Cultural e os Queijos de Leite Cru

Entre os dias 04 e 06/06/2013 acontecerá o Fórum Internacional Indicações Geográficas, Patrimônio Cultural e os Queijos de Leite Cru, no ExpoMinas (Belo Horizonte), numa parceria entre o Instituto Mineiro de Agropecuária/IMA, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais/Seapa e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Minas Gerais (IPHAN-MG).

O evento está inserido no contexto do Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas, configurando-se como finalização de uma primeira etapa dos trabalhos desenvolvidos para a salvaguarda desse saber tradicional.

Em 13 de junho de 2008 o Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas, nas Regiões do Serro e das Serras da Canastra e do Salitre foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, registrado no Livro dos Saberes. Desde então, o IPHAN-MG promove encontros para formulação do seu Plano de Salvaguarda, e incentiva o levantamento das demandas dos detentores desse saber e o estabelecimento de parcerias com vistas à continuidade da existência do bem cultural registrado.

Nos anos de 2009 e 2010 foi realizada uma série de reuniões com produtores do queijo Minas artesanal, nas cidades de Medeiros, São Roque de Minas, Rio Paranaíba e Serro, quando foram levantados os principais problemas, desafios e demandas para a salvaguarda desse modo de fazer tradicional.  Em 2012 realizou-se, em âmbito nacional, o I Encontro sobre Produção Artesanal de queijo de leite cru no Brasil – Perspectivas de fortalecimento e valorização, promovido pelo Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, dando-se início à ampliação dessa discussão para todas as regiões do país nas quais essa tradição se mantém.

A partir de agosto de 2012, até o presente momento, foram realizadas, no âmbito do IPHAN-MG, Reuniões de Articulação gerais e regionais, com representantes de produtores do queijo Minas artesanal e de órgãos públicos e da sociedade civil, objetivando a disseminação das reflexões sobre a elaboração do Plano de Salvaguarda desse bem cultural registrado.  Durante essas Reuniões de Articulação levantou-se a necessidade de promoção de um encontro entre os diversos atores sociais mobilizados até o momento, com vistas à troca das reflexões já realizadas e à efetivação dos encaminhamentos necessários à sistematização e execução do referido Plano de Salvaguarda, viabilizando-se a organização das demandas e sugestões de ação levantadas, para elaboração do documento que nortearia o Plano e para composição de seu Comitê Gestor e de seu Conselho Consultivo.

Em 2013 foi proposta, pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (em parceria com o Ministério da Agricultura, do Agroalimentar e da Floresta da França), a realização de um evento para disseminação de reflexões e ações relativas ao instrumento das Indicações Geográficas em sua interface com a produção do queijo Minas artesanal.

Levando em consideração ser essa uma temática presente em grande parte das Reuniões de Articulação do Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas, bem como um dos eixos indicados pelo Dossiê Queijo Minas Artesanal como fundamentais à salvaguarda desse patrimônio brasileiro, propôs-se a extensão da temática do evento com vistas a abranger, também, as discussões relativas ao reconhecimento do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas como patrimônio cultural brasileiro e à elaboração de seu Plano de Salvaguarda. Sendo assim, estabeleceu-se parceria anteriormente citada, com o objetivo de viabilizar a realização do evento.

O Fórum Internacional Indicações Geográficas, Patrimônio Cultural e os Queijos de Leite Cru tem por objetivo geral a mobilização de produtores de queijo Minas artesanal, órgãos governamentais e instituições privadas com vistas à potencialização das reflexões sobre as interfaces existentes entre os instrumentos de Indicação Geográfica e de reconhecimento do patrimônio cultural no âmbito da produção dos queijos de leite cru no estado.

Como objetivos específicos, no que diz respeito especificamente ao campo do patrimônio cultural, temos:
–  Reunir representantes das três regiões – Serro, Serra do Salitre e Canastra – de produção do queijo Minas artesanal, reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro, bem como representantes de órgãos públicos e de entidades civis e pesquisadores envolvidos com a temática.
– Sistematizar as demandas e propostas ligadas à salvaguarda desse Modo de Fazer.
–  Elaborar o documento “Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas”.
–  Compor o Comitê Gestor e o Conselho Consultivo do Plano de Salvaguarda do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas.

Patrimônio Cultural na Copa das Confederações

Toda beleza e diversidade do Patrimônio Cultural referente às cidades que serão sede da Copa das Confederações está acessível no Portal da Copa. O guia idealizado e elaborado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) foi publicado no site levando ao internauta um pouco da história dos monumentos, saberes e ritos que construíram a identidade dos seis municípios.

Confira clicando aqui.

Fórum reúne gestores do Patrimônio Cultural em Salvador (BA)

A necessidade de trabalhar mais na gestão política do Patrimônio Cultural, buscando a construção de estratégias que envolvam também as esferas estaduais e municipais. Esse foi o ponto que a presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Jurema Machado, destacou na mesa de abertura do Fórum Nacional de Instituições Estaduais de Preservação do Patrimônio Cultural, realizado nesta segunda-feira, 13 de maio, em Salvador (BA). Debatendo com representantes de instituições de cerca de 20 estados, Jurema Machado ressaltou “com ações como o PAC Cidades Históricas e a presença do IPHAN nos licenciamentos ambientais em todo o país, está claro que o Patrimônio Cultural já faz parte de uma estratégia política no Brasil e é fundamental encontrar soluções que revertam a lacuna deixada pelos estados, aproximando cada vez mais a sociedade do processo de gestão do Patrimônio Cultural”.

O Fórum Nacional das Instituições Estaduais de Preservação do Patrimônio Cultural traçou um diagnóstico sobre a participação de estados e municípios brasileiros nas atividades de preservação patrimonial. Dando sequência ao encontro realizado em Pernambuco, em 2012, o Fórum busca ampliar o debate sobre a gestão de entidades e secretarias que coordenam as políticas de preservação dos bens culturais brasileiros. Além do IPHAN, participam do encontro de dirigentes de órgãos e departamentos de patrimônio do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, dentre outros estados brasileiros.

Salvador recebe também nesta semana o ArquiMemória 4 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado, que tem como foco a dimensão urbana do patrimônio. O evento ocorre 14 a 17 de maio, no Centro de Convenções da Bahia, reunindo profissionais e pesquisadores do Brasil, Itália, Espanha, Portugal, Argentina, Uruguai, Peru, Equador, Bolívia, Chile, Paraguai, Cuba, Panamá, México, Estados Unidos, Hungria. O objetivo é discutir as diversas relações entre cidade e patrimônio no Brasil e em outros contextos. O IPHAN está presente no ArquiMemória 4 em mesas redondas e com um estande para mostra e venda de publicações. A presidenta Jurema Machado participará da solenidade de abertura, no dia 14 pela manhã.

Já na quarta-feira, dia 15 de maio às 15h30, será inaugurada a Casa do Patrimônio, que passará a funcionar na Casa dos Sete Candeeiros, no Centro Histórico de Salvador. O edifício do século XVII passou por reforma nos últimos dois anos, no valor de R$1,5 milhão. Após as obras, a casa ganhou também uma sala de projeção com auditório para cem lugares, além do Núcleo de Bens Móveis e Integrados e do Laboratório de Restauração, todos climatizados e com elementos de acessibilidade. Durante a cerimônia, com a presença da presidenta do IPHAN e do superintendente do IPHAN-BA, Carlos Amorim, ocorrerá também o lançamento do livro Guia Lírico de Rio de Contas, de Ester Trindade, uma homenagem à memória do Rio de Contas e da Chapada Diamantina.

A Casa dos Sete Candeeiros foi tombada pelo IPHAN em 1938 e recebe esse nome em função dos sete lampiões de azeite que nela se penduravam por ocasião da estadia da corte de D. João VI, como forma de iluminar melhor o ambiente. A casa nobre tem forte caráter defensivo, com robutez nas paredes e raras aberturas no pavimento térreo.

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Edição 2013 do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade já está com inscrições abertas

A mais importante premiação brasileira na área do Patrimônio Cultural vem com novidades este ano. Já estão abertas as inscrições para 26ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que agora tem oito categorias, ampliando assim a identificação e a participação da sociedade civil, de órgãos governamentais e de profissionais que desenvolvem ações e projetos de valorização, divulgação e preservação do patrimônio cultural. Em 2013, a premiação celebra também os 120 anos de nascimento do modernista  Mário de Andrade que, em 1936, a pedido do então ministro da Educação, Gustavo Capanema, elaborou o anteprojeto de lei que resultou na organização jurídica da proteção do patrimônio cultural brasileiro e na criação do atual IPHAN.

O edital foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 24 de abril. As inscrições dever ser feitas até 15 de junho, exclusivamente  via postal, enviando-se o material para as Superintendências do IPHAN. Os endereços estão listados no edital e também  disponíveis no site do IPHAN (www.iphan.gov.br). As Superintendências promoverão a pré-seleção das ações correspondentes aos seus estados ou ao Distrito Federal e as ações selecionadas nestas etapas estaduais serão encaminhadas para a Comissão Nacional de Avaliação, que posteriormente anunciará os nomes dos vencedores nacionais. Os candidatos poderão esclarecer dúvidas e obter mais informações sobre o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade junto ao Departamento de Articulação e Fomento (DAF/IPHAN) pelos telefones (61) 2024-5462, 2024-5463 e fax (61) 2024-5499 e também pelo e-mail premio.prmfa@iphan.gov.br.

Confira o Edital e seus anexos:
EDITAL – 26ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade
Anexo 1 – Ficha de Inscrição
Anexo 2 – Resumo da Ação

Continue Lendo no Site Oficial do IPHAN

Seminário de Pesquisa do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do IPHAN – Brasília

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional promove em Brasília, no próximo dia 30, às 14h30, o Seminário de Pesquisa do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do IPHAN.

O PEP/MP é um Programa de Pós-Graduação que visa à formação interdisciplinar de profissionais graduados em diversas áreas de conhecimento para atuarem no campo da preservação do patrimônio cultural. A proposta pedagógica do Mestrado associa práticas de preservação ao aprendizado teórico-metodológico e à pesquisa. O Seminário de Pesquisa é uma das atividades do Programa, que tem como objetivo a apresentação, pelos alunos, das atividades e pesquisas em desenvolvimento em seus departamentos e a discussão dos temas relacionados à preservação com outros profissionais e colegas, professores, estudantes e pesquisadores.

Nesta edição, o Seminário abordará temáticas de educação patrimonial, reconhecimento e preservação do patrimônio cultural quilombola, instrumentos jurídicos de proteção aos direitos coletivos e direitos difusos relacionados aos bens registrados e os desafios na relação entre bens edificados e tecnologias digitais.

Seminário de Pesquisa do PEP/MP IPHAN
Data: 30/04/2013 – 14h30
Local: Sala de Reuniões (sala do Comitê Gestor), 5º andar
Sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
SEPS 713/913 Bloco D, 5º andar, Asa Sul, Brasília, DF

Via Educação Patrimonial

Aprovada Lei de Tombamento em São Nicolau (RS)

Na foto o Sobrado da Família Silva que é o único bem tombado no Município, tombamento feito na época através de Decreto.

O Prefeito Municipal Benone de Oliveira Dias, sancionou no dia 1º de abril a Lei Nº2927/2013, aprovada pelo legislativo que institui os procedimentos de tombamento para a proteção ao patrimônio cultural do município e dá outras providências. O objetivo da criação da lei é proteger o patrimônio.

O patrimônio cultural é constituído pelos bens de natureza material e imaterial existentes no município, tombados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade local, dentre os quais se incluem: as formas de expressão; os modos de criar, fazer e viver; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais. O próximo passo é nomear a “Comissão de Tombo” que deverá ser composta por representantes da Secretarias Municipais de Turismo e Educação e Cultura e da Área Jurídica do Município. Segundo a Secretária Municipal de Turismo Ana Paula o primeiro bem a ser tombado é o “saber fazer café de cambona”, e partir do tombamento realizar oficinas por todo o município, disseminando esta cultura e formando “mestres populares”.

Um município como São Nicolau que irá completar 387 anos de fundação histórica em 03 de maio, deve preservar seu patrimônio, e a aprovação desta lei é uma conquista de toda a comunidade.

Via Defender.org.br

Primeiro arranha-céu da América Latina pode se tornar patrimônio cultural brasileiro

Marco da modernidade da então capital brasileira, o Edifício A Noite foi o primeiro arranha-céu da América Latina, atração turística da cidade e um mirante que competia com o Pão de Açúcar e o Corcovado. Foi construído por um grande jornal da época, A Noite, e sediou desde a fundação a mais importante emissora do país, a Rádio Nacional. É também um dos mais destacados exemplares da art déco, estilo arquitetônico característico de grande parte das edificações das décadas de 1920 a 1940 nas grandes cidades do mundo.

O nome soa exótico para os que não conhecem a história do prédio, que pode ganhar o status de patrimônio cultural brasileiro.

O prédio, de 22 andares e 102 metros de altura – o que corresponde a 30 andares de um edifício atual – está desocupado desde o final do ano passado, com a mudança, para outras instalações, da Rádio Nacional e daAgência Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O edifício já é tombado pela prefeitura do Rio de Janeiro.

Considerado um dos primeiros jornais populares do Rio, o vespertino A Noite foi criado em 1911 por Irineu Marinho, que se afastou de sua direção em 1925 para fundar O Globo. Em 1929, já pertencente ao jornalista Geraldo Rocha, A Noite inicia a construção de seu edifício-sede na Praça Mauá. No local, existia o Liceu Literário Português, a primeira escola do país a oferecer cursos noturnos, ainda em 1854, no Império, quando nem luz elétrica havia ainda no Rio de Janeiro. Para fazer frente aos elevados custos da obra, o jornal, que havia sido de oposição, passou a apoiar o governo do presidente Washington Luís.

A edificação, em uma época em que os prédios mais altos do Rio não passavam de dez a 12 andares, causou grande impacto na população carioca. “A conclusão de cada andar era celebrada como se fosse uma vitória da raça brasileira. O Brasil finalmente entrava na era dos arranha-céus, embora o edifício, com seus 22 andares, sequer se comparava aos seus equivalentes norte-americanos”, conta o professor Milton Teixeira, estudioso da história carioca.

O projeto foi do arquiteto francês Joseph Gire, com os cálculos estruturais a cargo do engenheiro alemão Emilio Baumgart, ambos radicados no Brasil e responsáveis por várias obras importantes na cidade. Mesmo assim, lembra Teixeira, não faltaram especulações negativas durante a construção. “Falava-se que aquilo poderia cair, que o vento iria derrubar o prédio”, diz o professor.

A Revolução de 1930 não poupou o edifício que acabava de ser inaugurado, devido ao apoio do jornal A Noite à República Velha, derrubada por Getúlio Vargas. O prédio foi alvo de ataques e de um incêndio por parte dos revoltosos. Em 1933, sob nova orientação, o jornal, que ocupava os cinco primeiros pavimentos do prédio, decide criar uma emissora de rádio. Inaugurada em 1936, a Rádio Nacional ocupava os quatro últimos andares do prédio.

Mergulhado em dívidas, o grupo que detinha o controle do jornal e da rádio, além de diversas outras empresas, foi incorporado ao patrimônio da União. E assim, a Nacional, que nasceu como emissora privada, se tornou uma rádio pública.

Arroio Pelotas, no RS, completa dez anos como patrimônio cultural do Estado

Em comemoração aos dez anos da declaração do Arroio como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul, o prefeito de Pelotas, Eduardo Leite, decretou na quinta-feira (28), a lei de nº 5.642 que estabelece 2013 como o Ano do Arroio Pelotas.

Como parte das celebrações, foram colocadas duas placas de sinalização turística nas cabeceiras da ponte sobre o Arroio Pelotas, situada na avenida Adolfo Fetter.

A lei nº 11.895/2003 que declara o Arroio Pelotas como patrimônio do Estado foi criada em 28 de março de 2003 pelo então deputado estadual Bernardo de Souza e evidencia a importância histórica, econômica, turística e ambiental do Arroio.

No local onde foram postas as placas de sinalização turísticas estiveram presentes o prefeito Eduardo Leite, a vice-prefeita Paula Mascarenhas e a família do autor da lei, o filho Bernardo José de Souza e a viúva Hilda de Souza.

Arroio Pelotas
O Arroio Pelotas possui cerca de 60 quilômetros de extensão. O nome dado ao arroio se dá em virtude das “pelotas”, embarcações que transportavam o charque – produzida pelas charqueadas às suas margens.

Via Diário Popular

Tombamento da Estação Ferroviária de Teresina é homologado pelo MinC

Estação Ferroviária de Teresina, inaugurada em 1926, fica localizada na Avenida Miguel Rosa (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Diário Oficial da União divulgou hoje (25) a homologação do tombamento do Conjunto da Estação Ferroviária de Teresina, no estado do Piauí. A assinatura do documento prevê a agilização da construção do Parque Estação da Cidadania, localizado entre as principais avenidas de Teresina.

Segundo a superintendente estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (Iphan) do Piauí, Claudiana Cruz, “o tombamento tem relevância histórica, cultural muito importante para o estado e para o Brasil como símbolo do processo de interligação do país, principalmente com o interior, através das rodovias”.

Claudiana destacou ainda que o tombamento foi muito significativo para o desenvolvimento econômico e social do estado, o que viabiliza projetos voltados para área da cultura e do turismo. “Ter um bem reconhecido acaba facilitando a obtenção de recursos para esses projetos”.

Além do conjunto da Estação Ferroviária de Teresina, oito bens históricos foram reconhecidos pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em 2012. São eles: o Centro Histórico de Antonina (PR), o Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá (GO/TO), o Centro Histórico de Manaus (AM), o Centro Histórico de Oeiras (PI), o Centro Histórico de Piracuruca (PI), a Ponte Pênsil Affonso Penna (GO), Ponte Eurico Gaspar Dutra (MS) e o Fandango Caiçara do litoral de São Paulo e do Paraná.

Segundo o Iphan, ainda não houve nenhum tombamento este ano. Em abril o conselho vai se reunir em Brasília para tomar medidas de preservação do edifício do jornal A Noite e da Festa do Divino de Parati, ambos no estado do Rio de Janeiro.

Da Agência Brasil

Lei Murilo Mendes – Em Minas Gerais, livro “Reflexões e Olhares” aborda política de proteção ao patrimônio cultural de Juiz de Fora

A política institucional de proteção ao patrimônio cultural do município nos últimos 30 anos é o tema abordado no livro “Reflexões e Olhares: o Patrimônio Cultural de Juiz de Fora”, que será lançado no sábado, 2 de março, às 10 horas, na Livraria A Terceira Margem (Galeria Pio X – 2º piso – loja 127 – Centro). A obra, de autoria de Nilo Lima de Azevedo e Wilson Coury Jabour Júnior, tem 184 páginas e foi financiada pela Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura, mantida pela Prefeitura de Juiz de Fora e gerenciada pela Funalfa.

Conforme os autores, a primeira parte do livro traz uma reflexão teórica em relação à política de proteção do patrimônio cultural, por meio de uma análise abrangendo a evolução do conceito de patrimônio cultural, através das cartas internacionais, bem como esse conceito se formou dentro do contexto político brasileiro. Também é abordada a política de proteção ao patrimônio cultural de Juiz de Fora, desde a sua primeira legislação, em 1982, até a formação do atual Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural de Juiz de Fora (Comppac).

A segunda parte do livro apresenta as entrevistas de atores chaves da política do patrimônio cultural de Juiz de Fora. As perspectivas de arquitetos, artistas, políticos e juristas possibilitam perceber os vários olhares sobre a cidade e seu patrimônio cultural. Foram entrevistadas 11 pessoas, que tiveram atuação importante na área: Antônio Carlos Duarte, Custódio Antônio de Mattos, Francisco Antônio de Mello Reis, José Alberto de Pinho Neves, Júlio Cesar Ribeiro Sampaio, Luiz Alberto do Prado Passaglia, Murílio de Avelar Hingel, Nívea Bracher, Paulo Roberto de Gouvêa Medina, Rachel Jardim e Tarcísio Delgado.

O livro poderá ser adquirido na Livraria A Terceira Margem, ao preço de R$ 30.

Os autores

Nilo Lima de Azevedo é bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes (Ucam/Campos). Mestre em Ciências Sociais pela UFJF e doutorando pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, onde atuou como professor instrutor. Também lecionou na Fundação Educacional São José – Faculdade de Ciências Jurídicas de Santos Dumont.

Wilson Coury Jabour Júnior é bacharel em Direito pela UFJF. Licenciado em Estudos Sociais pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF). É especialista em Administração Pública pela Faculdade Machado Sobrinho. Atua como procurador do Município de Juiz de Fora, sendo, ainda, membro do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), do Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio e do Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora.

* Informações com a Assessoria de Comunicação da Funalfa pelo telefone 3690-7044 /Contato: Wilson Coury Jabour Júnior – 3232-3813.

Em Rondônia, blog mostra a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré antes e depois de revitalização

Veja neste arquivo Power Point produzido pelo Arquiteto Giovani Barcelos , um comparativo entre o que era a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré no ano de 2008 e , depois, no ano de 2012. Muito útil para professores de história regional e para quem realmente se interessa pela realidade da ferrovia tombada. Clique no link para fazer download     >      ESTRADA DE FERRO MADEIRA-MAMORÉ

fonte: efmm100anos

Edital Proext 2014

edital 2014 do Programa de Extensão Universitária – ProExt está no ar no portal do Ministério da Educação. As inscrições de propostas estão abertas até o dia 22 de março de 2013.
A linha temática número 9 é fruto da parceria do Iphan com o MEC e abrigará iniciativas que visem à preservação do patrimônio cultural brasileiro. As propostas deverão se enquadrar em um dos seguintes subtemas:

– Identificação do patrimônio.
– Articulação para a Política Nacional de Patrimônio Cultural.
– Preservação e Salvaguarda do Patrimônio Cultural.
– Promoção, Educação e Informação para o Patrimônio Cultural.

O ProExt tem o objetivo de apoiar as instituições públicas de ensino superior no desenvolvimento de programas ou projetos de extensão que contribuam para a implementação de políticas públicas. Criado em 2003, o ProExt abrange a extensão universitária com ênfase na inclusão social.

Para a linha de Patrimônio Cultural, as propostas deverão ter como pressuposto a troca de saberes acadêmicos e populares, devendo haver participação ativa tanto da população quanto dos estudantes de graduação no desenvolvimento dos projetos.

Via Educação Patrimonial

Iphan realiza missão institucional à Colômbia

Delegação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan/Ministério da Cultura – MinC participa, de 21 a 25 de Janeiro, na Colômbia, de missão institucional voltada para o estabelecimento de um projeto de cooperação pautado em ações de intercâmbio em temas de interesse comum no campo do patrimônio cultural.

A Presidenta do Iphan, o Assessor de Relações Internacionais do Instituto e os Diretores dos Departamentos de Patrimônio Material e Imaterial do Iphan estarão em Bogotá e Cartagena de Índias para discutir e trocar informações e experiências com autoridades do Ministério da Cultura colombiano responsáveis pelas políticas e gestão do patrimônio cultural daquele país.

Levando em consideração o estabelecido no Plano de Ação 2011-2014, decorrente da Reunião da Comissão Mista Cultural, Educacional e Esportiva realizada entre os dois países, em Brasília, em 2011, serão discutidos, entre outros assuntos, o intercâmbio de experiências sobre recuperação e reconhecimento de sítios históricos, o uso do patrimônio como recurso turístico, políticas de promoção e valorização do patrimônio cultural e mecanismos/instrumentos de financiamento para a sua preservação e salvaguarda.

Dentre os possíveis projetos a serem apoiados por essa iniciativa, encontram-se o “Projeto de Cartografia Cultural do Noroeste Amazônico”, que prevê o inventário de sítios sagrados relacionados aos povos indígenas dessa região; a formação de fundos bibliográficos especializados para enriquecer o acervo da biblioteca de referência do Centro Lucio Costa, no Rio de Janeiro, o qual está voltado para a formação de gestores do patrimônio para os países de língua espanhola e portuguesa da América do Sul, África e Ásia; e o estabelecimento de um estudo conjunto sobre a valorização de centros históricos como destinos turísticos patrimoniais, a partir da análise de casos brasileiros e colombianos. Outras iniciativas poderão ainda decorrer dessa missão e dependerá dos interesses mútuos e possibilidades operacionais na sua realização.

Em função dessa missão, as instituições envolvidas, dos dois países, trabalharão na preparação de um Projeto de Cooperação que estabeleça as atividades decorrentes que deverão ensejar o intercâmbio de experiências, de informação e de produção de estudos conjuntos de interesse comum.

Como essa iniciativa, o Brasil marca sua presença como importante parceiro regional no fomento à cooperação técnica e cultural no âmbito das políticas culturais e, em especial, do patrimônio cultural, como uma importante via para a integração, o diálogo e o desenvolvimento regional dos povos sul-americanos. Atualmente, a Colômbia exerce a função de membro do Comitê do Patrimônio Mundial, da UNESCO, constituindo-se em parceiro estratégico nos fóruns internacionais de interesse para o Brasil.

Meio Ambiente aprova criação de áreas de preservação do patrimônio cultural

Para o relator Penna, a produção material e imaterial dos diferentes grupos precisam ser preservadas.

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou a criação das Unidades de Preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. A medida, que modifica o Estatuto da Cidade (Lei10.257/01), está prevista no Projeto de Lei 3056/08, do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR).

Pela proposta, as unidades terão como objetivo reconhecer segmentos da população que, ao lado de portugueses, índios e negros, foram cruciais na formação populacional e territorial, como os imigrantes europeus e asiáticos. Assim, essas unidades de preservação serão “territórios habitados por povos e comunidades tradicionais, participantes do processo civilizatório” do Brasil.

Para constituírem uma unidade de preservação, os povos devem preservar bens de natureza material e imaterial referentes a identidade, ação e memória. Poderão ser salvaguardados pelo Estado o modo de vida, expressões orais, manifestações artísticas e culturais, obras, objetos, documentos e edificações, entre outros.

O relator, deputado Penna (PV-SP), defendeu a aprovação da proposta. Ele lembrou que a Constituição Federal inovou ao reconhecer o princípio da diversidade cultural como característica marcante da nossa sociedade. “A produção material e imaterial dos diferentes grupos precisam ser preservadas para permitir, igualmente, a preservação da nossa memória cultural e nacional”, defendeu.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-3056/2008

via Agência Câmara