Deu no O Dia : Arquivo de Petrópolis/RJ, com 900 mil documentos de 1857 a 1968, será digitalizado


Documento no Arquivo: solicitação do Pai da Aviação para ter um cão
Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia

No acervo, há requerimentos inimagináveis feitos por colonos a vereadores antes da instalação da prefeitura. Alguns toscos e ofensivos, e outros engraçados. Havia constantes pedidos de chefes de famílias para mendigar nos finais de semana, para complemento de renda familiar. O capitão Marcolino Rodrigues da Costa Júnior, por exemplo, pediu, em 19 de janeiro de 1900, licença para uma corrida de pombos-correio entre Petrópolis e Rio.

Requerimentos inusitados foram assinados por Alberto Santos Dumont, o Pai da Aviação. No primeiro, de número 276, de 15 de outubro de 1919, ele pedia licença para circular com um Ford no município. Em outro (360), solicitou licença “para ter um cão de nome Bob, de cor amarelada e raça policial”.

Rato treinado e fuga de escravo

Exemplares de jornais revelam curiosidades. Nas páginas de ‘O Parahyba’, o primeiro produzido em Petrópolis, há um convite inusitado, dia 1º de abril de 1858: “Sr. Sanelli, tem a honra de convidar o público para assistir as habilidades de alguns de seus ratos”.

Anúncios de compra, venda e sumiço de escravos foragidos eram comuns. No mesmo jornal, do dia 7 de novembro de 1858, o fazendeiro José Francisco Werneck fez um apelo: “Escravo fugido. Agostinho, bem preto, baixo, com sinais de açoites nas nádegas. Sabe cozinhar, ler, escrever e contar”. “Aluga-se uma senhora para enfermeira, sem escrúpulo algum”, lia-se em outro anúncio, de 1905.

Em ‘O Mercantil’, Helena Neiman, avisou, em 1882: “Faço ciente, que ninguém faça transação de qualquer espécie com meu marido, o Sr. João Neiman, sem consentimento meu. Sob pena de ficar sem efeito”. O ‘Tribuna de Petrópolis’ alertava dia 15 de setembro de 1904: “Começará o serviço de apanhar cães em carroça. Encontrados nas vias públicas serão mortos. Este é mais um excelente serviço que a nossa cidade presta”.

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Natal/RN : Casarão da Deodoro em processo de restauração

Imóvel pertenceu à família do médico Varela Santiag. Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

O casarão número 479 da Av. Deodoro da Fonseca, em Petrópolis, um dos últimos prédios de Natal a manter características da arquitetura neoclássica e art nouveau, passa por restauração. O imóvel, que é tombado pelo patrimônio estadual desde 1989, foi adquirido pelo empresário Flávio Azevedo, que pretende instalar no local um escritório da empresa Dois A Engenharia. Azevedo garante que a estrutura original da casa não será alterada e que a restauração está autorizada pelos órgãos competentes. No entanto, de acordo com o chefe do setor de patrimônio da FJA, Sérgio Wycliffe, a instituição que  tem responsabilidade sobre o prédio desconhece a obra.

As obras no casarão da Deodoro começaram há cerca de cinco meses. Segundo Flávio Azevedo, que na manhã de ontem acompanhou a reportagem do VIVER em uma visita ao imóvel, após a restauração, a casa se tornará um misto de espaço social e acervo da história da empresa, com biblioteca técnica e mostruário dos serviços realizados. Nos fundos do terreno da casa  que tem cerca de 1000 m²  será erguido um  segundo prédio com dois pavimentos e garagem, onde funcionará o escritório da empresa.

A intenção do empresário Flávio Azevedo, proprietário do imóvel, é preservar ao máximo os traços originais do casarão. (Foto: Adriano Abreu)

O empresário garantiu que o novo prédio não irá alterar a estrutura da casa principal. Tivemos o cuidado de não usar máquinas para cavar os alicerces, por medo de abalar as estruturas da casa. Todo o trabalho foi feito de forma manual, disse Azevedo. Ele ressalta ainda que a altura da segunda edificação será levemente inferior à da casa principal, de modo a não comprometer a visão do prédio histórico.

Texto: Alexis Peixoto/Tribuna do Norte   Foto:

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