Planejamento libera R$ 19,5 milhões para reforma do Mercado Público de Porto Alegre

Planejamento libera R$ 19,5 milhões para reforma do Mercado Público. Crédito: André Ávila

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, confirmou a liberação de R$ 19,5 milhões para reformas no Mercado Público após encontro com o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, nesta segunda-feira. De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, os recursos serão disponibilizados através do PAC Cidades Históricas do governo federal. Nesta terça-feira, completa-se um mês do incêndio que consumiu parte do segundo piso do prédio.

Para ter acesso à verba, contudo, Fortunati ainda terá de aprovar um decreto e apresentar proposta dos reparos no patrimônio público à Caixa Econômica Federal. Apesar do trâmite burocrático, o prefeito poderá dar início às obras assim que necessário com a confirmação obtida em Brasília.

Segundo o Ministério do Planejamento, já podem ser feitas as licitações do projeto de recuperação e investimentos iniciais dos consertos. A verba, posteriormente, será recuperada a fundo perdido com a Caixa Econômica através do PAC.

Termo de Ajustamento de Conduta é assinado

Na tarde desta segunda-feira, foi assinado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Mercado Público, pelo Ministério Público, prefeitura, Associação de Permissionários e Corpo de Bombeiros. A data para reabertura, entretanto, permanece indefinida. A decisão depende da adequação de itens de segurança contra incêndio. A prefeitura tem 60 dias para apresentar um cronograma de adequações.

No TAC constam todos os requisitos necessários para a readequação do Mercado Público em cada uma das três fases programadas para reabertura, que será parcial em um primeiro momento. Antes da reabertura de cada fase, o Corpo de Bombeiros deverá expedir Certidão de Vistoria em até 48h antes da reabertura.

O Mercado Público

Inaugurado em outubro de 1869, o Mercado Público de Porto Alegre foi criado para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. O local foi tombado como bem cultural em 1979 e passou por um processo de restauração entre os anos de 1990 e 1997, o que garantiu ao lugar um espaço maior aos estabelecimentos comerciais, mas sempre manteve a concepção arquitetônica original.

O incêndio do último dia 6 não foi o primeiro enfrentado pelo Mercado Público. Em 1912, um sinistro destruiu os chalés internos. Em 1941, uma enchente atingiu o Mercado e, 38 anos mais tarde, mais dois sinistros destruíram as dependências do estabelecimento que é um dos principais cartões postais de Porto Alegre. O local chegou a ser ameaçado de demolição durante a administração de Telmo Thompson Flores. Na época, era cogitada a construção de uma avenida.

Na década de 90, quando passou por reforma, o Mercado Público recuperou a percepção visual das arcadas. O trabalho resgatou as circulações internas, criou novos espaços de convivência e implantou redes de infraestrutura compatíveis com o funcionamento do Mercado. A nova cobertura possibilitou a integração entre o térreo e o segundo pavimento.

No segundo andar, onde antes existiam escritórios e repartições públicas, diversos estabelecimentos como restaurantes e lancherias passaram ocupar o espaço. Com nova infraestrutura, o cartão postal de Porto Alegre ganhou também um Memorial, além de duas escadas rolantes e dois elevadores. O custo da reforma ficou, na época, em R$ 9 milhões, sendo 88% do orçamento da Prefeitura e 12% do Fundo Municipal do Mercado Público e doações diversas.

Restauração do Mercado Público de Porto Alegre será prioridade

A presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Jurema Machado, garantiu que dará prioridade aos trabalhos de restauração do Mercado Público de Porto Alegre. “No que depender do IPHAN, o processo será o mais célere possível já que o espaço é fundamental para a vivacidade do centro histórico da cidade”, afirmou.

Para isto, o projeto de restauração será iniciado já nesta segunda-feira (08), e estará pronto para quando as outras etapas forem vencidas, a exemplo das obras de rescaldo. O governo federal dará auxílio financeiro por meio do PAC Cidades Históricas, conforme anunciado pela presidenta Dilma Rousseff, que lamentou o incêndio e disse que o “Mercado faz parte da alma de Porto Alegre”.

Sobre os esforços conjuntos, a Ministra da Cultura Marta Suplicy declarou que “estaremos unidos na reconstrução” e Jurema Machado lembra ainda que o Programa não é a única fonte disponível, e que o Fundo Nacional de Cultura e o próprio orçamento da União poderiam destinar recursos a Porto Alegre para o próximo ano.

Saiu no G1: Incêndio atinge prédio do Mercado Público de Porto Alegre

Fogo atinge prédio do Mercadi Público de Porto Alegre (Foto: Rhian Carlos Berghetti Dantas/ Divulgação)

Um incêndio atingiu o Mercado Público de Porto Alegre na noite deste sábado (6). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, 10 viaturas da capital estão no local. Reforços da cidade de Canoas, na Região Metropolitana, também foram chamados. De acordo com o órgão, o incêndio é de grandes proporções e iniciou às 20h30. Pelo menos 70 bombeiros combatem as chamas. Às 23h os principais focos do incêndio já haviam sido controlados.

O prédio é um dos mais tradicionais do Rio Grande do Sul e está localizado no Centro de Porto Alegre. Segundo a Brigada Militar, o fogo atinge o último andar do edifício. A Avenida Mauá está bloqueada.

O prefeito José Fortunati disse às 21h20 que não tinham vítimas. “Não imaginei que algum dia pudesse presenciar um espetáculo tão triste como este”, falou Fortunati. Até às 22h, o Samu não havia recebido nenhum chamado para buscar possíveis feridos.

Em um determinado momento do combate às chamas, um dos hidrantes de uma viatura não funcionou por falta de água. A população que se aglomera em volta do prédio gritou revoltada “água, água” e vaiou os bombeiros.

De acordo com Fortunati, materiais de fácil combustão podem ter ajudado a espalhar as chamas. “Tem muita madeira, certamente ajuda muito, muitas lojas, restaurantes, empreendimentos. É alarmante, assustador”, completou.

O Mercado Público faz parte do patrimônio histórico e cultural da capital gaúcha desde 1979 e foi inaugurado em outubro de 1869, segundo informações da prefeitura do município. O segundo pavimento foi construído apenas em 1912. Pelo menos 111 estabelecimentos ficam no local. Este é o quarto incêndio que atinge o prédio. Os outros ocorreram em 1912, 1976 e 1979.

Moradores da cidade presenciaram início das chamas
O advogado Eduardo Leal, 40 anos, estava na Avenida Borges de Medeiros por volta das 20h15 quando percebeu um foco de incêndio no Mercado Público. “Começou no lado esquerdo, perto da prefeitura”, disse ao G1. Ele conta que as chamas se alastraram muito rápido.

Via Globo.com

Cromomuseu Pós-Pictorialismo no Contexto Museológico em Porto Alegre-RS

Uma exposição inverte a lógica tradicional ao apresentar uma sala com quadros de costas para o público em paredes pintadas de diversas cores com formas geométricas e proporciona reflexão e questionamentos sobre o espaço museológico tradicional. Assim é Cromomuseu: Pictorialismo no Contexto Museológico.

Cromomuseu é formada por uma plataforma museográfica composta por paredes pintadas com centenas de cores sobre as quais são expostas as obras e uma “galeria invertida”, construída dentro de uma das galerias do MARGS, onde as pinturas são mostradas com seu verso voltado para o público. Cromomuseu declara temporariamente o fim do chamado cubo branco — o espaço de exposições privilegiado pela modernidade para exibição de obras.

Trata-se de um espaço asséptico, branco, inodoro e sem interferência de luz externa, cujo objetivo é isolar a produção artística do mundo real, possibilitando que tudo o que seja exibido naquele espaço torne-se, por essa razão, consagrado como arte. O cubo branco foi assim concebido como uma plataforma ideológica capaz de canonizar as obras da modernidade.

PUC-RS promove Seminário Internacional “Práticas e reflexões históricas e arqueológicas: as cidades e seus territórios”

Entre os meses de março e junho, o Programa de Pós Graduação em História da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, com apoio financeiro da CNPq e sob responsabilidade do Professor Dr. Arno Alvarez Kern, promoverá uma série de conferências no Seminário Internacional ” Práticas e reflexões históricas e arqueológicas: as cidades e seus territórios”. As conferências ocorrerão todas as sextas-feiras entre os dias 11 de março e 24 de junho de 2013, de 09hs às 12hs, na sala 307 do Prédio 3 – PPGH/PUCRS. A entrada é livre.

Veja aqui a programação completa parte 1 e parte 2