Preservação do Parque de Jaboatão do Guararapes é tema de Encontro Nacional

Sem título12Um estudo sistemático sobre aspectos urbanísticos, físicos, socioeconômicos, ambientais, históricos e fundiários do Parque Histórico Nacional dos Guararapes, localizado em Recife (PE), está sendo realizado por técnicos de diversos órgãos da esfera federal e estadual hoje e amanhã, 15 de outubro.

O objetivo do Encontro Nacional, que conta com especialistas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), da Secretaria do Patrimônio da União, do Exército, da Universidade Federal de Pernambuco, da Prefeitura local, dentre outros, é elaborar um plano urbanístico e de Regularização Fundiária para os assentamentos que estão em área de domínio da União.

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Serviço:
Encontro Nacional do Projeto Plano de Regulamentação Fundiária do Assentamento Habitacional da área de Domínio da União do Parque Histórico Nacional dos Guararapes-PE.
Data:
14 e 15 de Outubro a partir das 8h.
Local: Mini Auditório do CFCH/UFPE – Av. Jorn. Aníbal Fernandes, Cidade Universitária, Recife-PE.

IPHAN premiará trabalhos acadêmicos voltados à preservação arqueológica brasileira

O Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNA/IPHAN) lança o Prêmio Luiz de Castro Faria que premiará pesquisas acadêmicas relativas à preservação do patrimônio arqueológico brasileiro. De caráter nacional, os vencedores da primeira edição do Prêmio receberão para as categorias de Monografia de Graduação, Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado R$ 5 mil, R$ 10 mil e R$ 15 mil reais, respectivamente, observando os devidos descontos previstos em lei.

Os trabalhos deverão ser entregues no CNA ou enviados por Correio (por correspondência registrada com Aviso de Recebimento-AR) até às 18 horas do dia 11 de outubro de 2013. O carimbo de postagem do Correio será considerado como comprovante de remessa no prazo. A inscrição será efetivada mediante a apresentação do trabalho e a aceitação por parte do autor concorrente, das disposições que regulam o Concurso. A ficha de inscrição já está disponível no site do IPHAN (www.iphan.gov.br).

Os trabalhos vencedores poderão ser indicados, citados, descritos, transcritos ou utilizados pelo IPHAN, total ou parcialmente, em expedientes, publicações – internas ou externas – cartazes ou quaisquer outros meios de promoção e divulgação do patrimônio arqueológico, incluindo os devidos créditos. Os vencedores serão anunciados no dia 05 de dezembro de 2013.

Outras informações poderão ser obtidas junto ao CNA/IPHANpelo telefone (61) 20246300 ou pelo e-mail premio.cna@iphan.gov.br. O CNA/IPHAN fica na SEPS 713/913, Lote D, 3º Andar, Brasília -Distrito Federal – CEP: 70.390-135.

Confira [aqui] o edital do Concurso

Acesse a ficha de inscrição clicando [aqui]

Serra da Moeda está prestes a ganhar fundo internacional para preservação

Conjunto natural que já foi alvo de várias manifestações pela conservação pode ganhar apoio do exterior

A Serra da Moeda, que abrange oito municípios mineiros, está prestes a ganhar visibilidade internacional. Faltam dois meses para o anúncio da lista que contemplará entre 60 e 70 lugares em todo o mundo que serão prioridade para o Fundo Mundial para Monumentos, organização não governamental ligada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que se dedica à preservação de itens do patrimônio cultural, natural e histórico. Sinalizando um resultado positivo, a diretora de projetos para a América Latina, Espanha e Portugal do WMF (sigla em inglês), Norma Barbacci, visitou pela segunda vez em dois anos a serra, único candidato brasileiro. Em passagem por Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a peruana viu pinturas rupestres, passeou pelo Instituto Inhotim e conheceu a Igreja Nossa Senhora da Piedade, do século 18.

“É uma combinação de paisagem natural e cultural muito bonita, que nos parece importante preservar”, disse a diretora da WMF, deixando transparecer o encantamento com a Serra da Moeda. Norma esclarece que a escolha não garante verba para grandes projetos, mas desperta a atenção do mundo para a preservação dos monumentos que integram a lista, renovada a cada dois anos, o que pode facilitar o levantamento de recursos financeiros. O Centro Histórico de Salvador, o Convento de São Francisco, em Olinda (PE), e o Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI), já estiveram presentes em listas do fundo internacional, elaboradas desde 1996.

Preocupada com o impacto da mineração e do crescimento urbano, a presidente da Associação para a Recuperação e Conservação Ambiental (Arca-Amaserra), Simone Bottrel, enviou no ano passado a candidatura para apreciação do WMF. A intenção é conseguir apoio para impedir que o conjunto fique abandonado. Além de ser pouco conhecido, a gestora ambiental lamenta que o ponto turístico não ofereça segurança aos visitantes. “Queremos criar um grande parque, como os internacionais, para que as pessoas possam conhecer a nossa história e a nossa paisagem”, adianta. “Precisamos descortinar a serra para o mundo, aí os olhos se voltam para ela.” Já no ano que vem, a Arca espera atrair investimentos em lazer, esporte e cultura.

No documento enviado ao WMF constam várias características que justificam a preservação da Serra da Moeda. Destacam-se a vegetação de canga, encontrada em regiões onde há concentração de minério de ferro, animais ameaçados de extinção, como lobo-guará, tamanduá-mirim, onça-parda e onça-pintada, comunidades quilombolas, construções de interesse histórico – entre elas uma casa clandestina de fundição de moedas –, e as nascentes, responsáveis pelo abastecimento de água em cerca de 70% da capital mineira. Até agora, apenas a Serra da Calçada, trecho do maciço em Nova Lima, é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).

Caso a Serra da Moeda seja incluída na lista do WMF de 2014, a diretora informa que ela fará parte de campanhas mundiais, com o objetivo de buscar recursos para preservação. “Vamos lutar por uma proteção integral do conjunto, prevenindo certas intervenções do desenvolvimento descontrolado, para preservar essa paisagem milenar. Também pretendemos aproveitar melhor os recursos ecológicos para ajudar as comunidades próximas”, aponta Norma. O resultado será divulgado em outubro.

Incêndios

Parte dos recursos arrecadados com a ajuda do Fundo Mundial para Monumentos será destinada ao combate de incêndios na Serra da Moeda, segundo a presidente da Arca-Amaserra, Simone Bottrel. Apesar de não haver um projeto específico, ela destaca que pretende investir no treinamento de equipe de brigadistas, formada por voluntários, para impedir mais destruição da área verde.

Ontem, um incêndio que começou próximo à crista da serra, perto da estrada para a cidade de Moeda, consumiu a vegetação por cerca de quatro horas e só não chegou à BR-040 porque foi combatido por 17 brigadistas, apoiados por seis bombeiros e pelo helicóptero da corporação. Por volta das 18h as chamas foram controladas.

Via EM.com.br

IPHAN-RO aposta em educação patrimonial em arqueologia

boom de investimentos em Rondônia, capitaneados pela construção das Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, têm preocupado o Iphan. Só nas regiões que compreendem as duas usinas, foram encontrados 103 sítios arqueológicos com vestígios de populações indígenas pré-colombianas. De olho na preservação desses santuários da memória, o Iphan aposta na educação patrimonial dos jovens.

Previsto para ter início ainda neste mês, o Programa de Educação Patrimonial em Arqueologia (Pepa) é voltado para cinco turmas do 6º ano do ensino fundamental de escolas públicas de Porto Velho. É nesta fase que os alunos entram em contato com o conteúdo sobre o passado de antes de Cabral aportar por essas terras. “Começaremos com palestras de 30 minutos. Mas, se for de interesse das escolas, o Iphan poderá executar minicursos, incluindo visitas a sítios arqueológicos e orientações a alunos de outras séries”, explica o arqueólogo Danilo Curado, coordenador do projeto.

Se for bem sucedido, o Pepa será levado para escolas públicas do interior do estado. Já as unidades privadas de ensino podem solicitar o projeto a qualquer hora. “Sabemos que os livros e o professor em sala não conseguem explorar com detalhes o que a arqueologia pode trazer. Ao capacitar a população, o Iphan ganha também novos agentes de fiscalização do patrimônio”, afirma Danilo.

Estudante do 8º período de Arqueologia da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e uma das idealizadoras do Pepa, Fernanda Maia destaca a necessidade de conscientizar a população sobre sua história. “Por causa das inúmeras obras aqui, têm aumentado as chances de se encontrar sítios arqueológicos. E, com isso, há o risco de o patrimônio se perder. Para promover o desenvolvimento de uma identidade social mais centralizada e coerente, pensamos em um projeto que começasse pelas crianças, pois, diferente dos adultos, elas exercem sobre a família uma pressão muito maior por mudança”, observa.

Investir em consciência patrimonial para promover educação social é uma das ferramentas de preservação da história apontada pela professora da Unir, Lilian Moser. Para a especialista em memória e patrimônio, apesar de presentes nos discursos, as políticas estatais de preservação e informação sobre o passado na região são incipientes.

“O Estado deveria agir de forma firme, promovendo oficinas para a comunidade e fiscalizando as ações. São inúmeras as igrejas e as comunidades ribeirinhas que têm sido inundadas, apesar dos estudos de impacto para a implantação das usinas defenderem que elas estariam a salvo. A população vê a lei de compensação, como o PAC, como um benefício e não como um patrimônio de todos”, critica Moser, referindo-se à lei que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, um mecanismo para contrabalançar o impacto das atividades sobre o meio ambiente.

Via Revista de História

Casa do Patrimônio de Olinda recebe oficina de fotografia

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Pernambuco (IPHAN-PE), por meio da Casa do Patrimônio de Olinda, recebe, entre os dias 23 de julho e 02 de agosto, a oficina de fotografia Retratos, memória coletiva e identidade comunitária.

O objetivo é pensar a preservação do patrimônio cultural do Sítio Histórico de Olinda por meio da reconstrução da memória coletiva de seus moradores e sua relação com o sítio histórico, representado por seu patrimônio edificado e pelas manifestações culturais populares locais. A intenção é abranger moradores dos bairros do Amparo, Amaro Branco, Bonsucesso, Carmo, Guadalupe e Varadouro, localidades inseridas no Polígono de Tombamento do Sítio Histórico de Olinda.

A oficina integra o projeto Olinda, Patrimônio Cotidiano – memória coletiva de seus moradores, iniciativa do Instituto de Cooperação Econômica Internacional (ICEI), e financiada pelo Fundo de Incentivo à Cultura do Governo de Pernambuco (Funcultura/Fundarpe). A ação também conta com a parceria da Secretaria de Patrimônio e Cultura da Prefeitura Municipal de Olinda (SEPAC/PMO), e os resultados serão exibidos no dia 16 de agosto de 2013, na Casa do Patrimônio de Olinda, por ocasião da 6ª Semana do Patrimônio.

Escolas de Vitória recebem ação educativa para preservação do patrimônio

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Espirito Santo (IPHAN-ES), em parceria com as Secretarias Municipais de Educação e Turismo, Instituto Goia, e as autoras do kit interativo Pinte em Vitória – Patrimônio Histórico (Márcia Lins Rosas e Míriam Rosas Mangueira), realiza nas escolas da rede pública municipal a ação educativa Vitória –Patrimônio em Cores.

Os alunos receberão o kit composto de livro interativo e pôster para colorir com ilustrações do artista Wagner Veiga, algumas delas com bens protegidos pelo IPHAN. Ao longo do ano, a iniciativa envolverá instituições parceiras, alunos e professores com a cidade, estimulando descobertas, resgatando memórias, revisitando lugares e produzindo novos olhares e sentidos.

De início, há um Projeto de Formação semi-presencial para os professores da rede pública municipal, com carga horária de 80 horas, voltada ao patrimônio natural, histórico e cultural de Vitória. Visitas técnicas aos monumentos com a Secretaria de Turismo enriquecem e complementam os conteúdos apresentados. Os alunos também terão a oportunidades de fazer uma visita técnica ao Centro Histórico, como parte do Projeto Iniciação Escolar para o Turismo, visita guiada aos bens tombados do projeto Visitar (Instituto Goia), além de participarem de 59 projetos específicos apresentados pelas escolas.

Vitória, capital do Espírito Santo, fundada em 08 de setembro de 1551, é a terceira capital mais antiga do Brasil. Conhecer e percorrer o Centro Histórico, construções do período colonial, Igrejas dos séculos XVI, XVII e XVIII, Palácios, Teatro, Monumentos Naturais, promovendo uma aprendizagem significativa, são ações deste programa que apresenta VITÓRIA como PATRIMÔNIO EM CORES.

IPHAN auxiliará na preservação do Patrimônio Imaterial da Guatemala

Sem título-1O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão brasileiro integrante do Comitê Intergovernamental da Salvaguarda do Patrimônio Imaterial da UNESCO, auxiliará o Governo da Guatemala a desenvolver ações voltadas à política de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial do país.

A iniciativa decorre do compromisso brasileiro assumido durante a 7ª Sessão do Comitê Intergovernamental da Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO, em Paris, em dezembro de 2012, e organizada pela Assessoria de Relações Internacionais da Presidência do Iphan – ARIN, em articulação interna com a direção do Departamento de Patrimônio Imaterial, e com as autoridades guatemaltecas de patrimônio cultural.

A experiência brasileira desenvolvida no IPHAN, especialmente no que se refere aos inventários e aos modos de reconhecimento do patrimônio cultural imaterial será compartilhada com os órgãos guatemaltecos. O trabalho inicial irá se concentrar em seis municípios e o foco geográfico busca um reflexo da realidade multicultural da Guatemala em quatro grupos importantes (Xinca, Garifuna, Mestizo e Maya).

Para isto, a especialista do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Mônia Silvestrin, Coordenadora-Geral de Identificação e Registro, estará reunida com a Direção Técnica do Patrimônio Cultural Imaterial da Guatemala (PCI), durante uma semana (13 a 19 de junho) para trocar experiências e auxiliar no processo de criação de um sistema de inventário do Patrimônio Imaterial, da projeção de seu banco de dados e armazenamento, bem como no estabelecimento de requisitos do PCI. Esta iniciativa reitera o comprometimento do IPHAN de apoiar ações no âmbito da cooperação Sul-Sul, fortalecendo e exemplificando os princípios da Convenção de 2003, da UNESCO e, neste particular, prestando a assistência técnica àquele país para que possa desenvolver iniciativas nesse campo junto à UNESCO.

População de Ji-Paraná, segunda maior cidade de Rondônia, sai em defesa da sua catedral ameaçada de demolição

No dia 2 de junho de 2013, deve ser celebrada a última missa na Catedral São João Bosco, em Ji-Paraná. Depois disso, a igreja e a praça serão demolidas para dar lugar a uma nova catedral.

Um abaixo assinado está movimentando a cidade de Ji-Paraná, no Estado de Rondônia, noroeste do Brasil. O movimento é em defesa da Catedral São João Bosco, ameaçada de demolição para dar lugar a uma nova Catedral. Diz a petição ON-LINE:

Em defesa da Catedral São João Bosco e da Praça Central de Ji-Paraná

“No dia 2 de junho de 2013, deve ser celebrada a última missa na Catedral São João Bosco, em Ji-Paraná. Depois disso, a igreja e a praça serão demolidas para dar lugar a uma nova catedral. Respeitamos a demanda da comunidade católica em querer melhores instalações. Não concordamos que, para isso, seja sacrificado um patrimônio histórico e cultural do município. A questão ultrapassa os muros da Igreja e diz respeito a um bem coletivo: um espaço que traduz em sua arquitetura marcas da construção de nossa cidade, fundamental para a memória de um povo que ainda está em formação. A catedral e a praça são fruto das mãos e do suor de gente que veio pra cá no processo de ocupação recente de nosso estado. Se ele for destruído, o que restará para contar essa história? Queremos uma solução, construindo a nova Catedral em outro local, tombando a igreja atual e a praça como patrimônio histórico e cultural de nossa cidade. Vamos lá, Preserva, Ji-Paraná! Preserve a igreja matriz, suas histórias, seus batismos, seus casamentos, as memórias deste povo feliz!”

Veja também > Demolição de catedral causa polêmica em Ji-Paraná, RO

Iphan discute a preservação do acervo arqueológico da Usina de Samuel, em Rondônia

Reunião-UHE-Samuel

Reunião técnica ocorreu nesta semana em Brasília e reuniu membros da Instituição e da Eletronorte. O objetivo é uma aproximação entre ciência e sociedade

Nesta semana, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio da Superintendência em Rondônia, se reuniu no Centro Nacional de Arqueologia (CNA/IPHAN) em Brasília para propor a preservação do acervo arqueológico originado das pesquisas realizadas durante a construção da Usina Hidrelétrica de Samuel, localizada no município de Candeias do Jamari, em Rondônia.

Membros do Iphan e representantes da Eletronorte, incluindo o coordenador de pesquisa da época, o arqueólogo Eurico Theófilo Miller, discutiram os parâmetros necessários para o tratamento ideal do material arqueológico resgatado durante as pesquisas, que totaliza cerca de 200 mil fragmentos, alguns datados de aproximadamente 8 mil anos antes do presente.

Todo o patrimônio arqueológico proveniente da Usina de Samuel encontra-se alocado dentro do próprio empreendimento, local onde também existe uma pequena área “musealizada”, que contém uma amostra do material arqueológico identificado durante as escavações.

“Por se tratar de um patrimônio cultural do povo brasileiro, e, necessariamente, carecer de cuidados específicos para a sua conservação, a reunião entre Iphan e Eletronorte buscou meios para oportunizar a curadoria do acervo. Outro ponto discutido foi a retirada do material arqueológico das dependências da Usina, propiciando um contato mais facilitado entre pesquisadores, sociedade e o patrimônio arqueológico”, destacou o Superintendente do Iphan em Rondônia, Beto Bertagna.

Preservação da memória

De acordo com o arqueólogo do Iphan em Rondônia, Danilo Curado, a curadoria, seguida da retirada do acervo arqueológico das dependências da Usina de Samuel, vai proporcionar o real sentido do material arqueológico -“o de espelhar parte do passado humano”. “Por anos o acervo arqueológico foi mantido dentro da Usina de Samuel, causando um afastamento entre pesquisadores e o acervo. Desse modo, todo o potencial científico do material não fora utilizado, visto que existem dificuldades naturais em adentrar em usinas hidrelétricas, pois tratam-se de áreas de segurança. Havendo o tratamento de limpeza e catalogação e, posteriormente, o encaminhamento para alguma reserva técnica, o acervo arqueológico de Samuel retornará as suas funções científicas e, acima de tudo, sociais.”, sugere Curado.

Ainda segundo o arqueólogo do Iphan, a maior justificativa para a escavação arqueológica é o resgate da história por meio da cultura material. “Assim, um acervo arqueológico deve ser mantido próximo às comunidades e para elas. É preciso atingir o patamar social”, enfatiza.

Para o superintendente Beto Bertagna, o tratamento e a alocação do acervo arqueológico da Usina de Samuel em outra instituição representará um ganho sem igual para a sociedade científica e a comunidade em geral. “Um resgate arqueológico no âmbito do licenciamento ambiental justifica-se, inicialmente, por tratar-se de questões legais quanto ao patrimônio cultural brasileiro”, finaliza.

A Eletronorte se compromissou em contratar uma equipe especializada no tratamento de materiais arqueológicos, além de manter a consultoria constante do arqueólogo Eurico Miller, por acreditar que o pesquisador é uma “memória viva” de toda a pesquisa arqueológica realizada na Usina de Samuel na década de 1980. Em concomitância, a superintendência do IPHAN em Rondônia manterá ações de fiscalização sobre todas as atividades de curadoria, além de auxiliar em questões técnicas quando se apresentarem necessárias.

Histórico

Durante a construção da Usina de Samuel, instalada no município de Candeias do Jamarí/RO, ainda na década de 1980, foram efetivadas pesquisas intensivas de arqueologia, todas coordenadas pelo arqueólogo Eurico Theófilo Miller. Durante os anos de 1987 e 1988, Miller e sua equipe resgataram 101 sítios arqueológicos, totalizando um acervo de quase 200 mil artefatos arqueológicos.

Seminário de Pesquisa do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do IPHAN – Brasília

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional promove em Brasília, no próximo dia 30, às 14h30, o Seminário de Pesquisa do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do IPHAN.

O PEP/MP é um Programa de Pós-Graduação que visa à formação interdisciplinar de profissionais graduados em diversas áreas de conhecimento para atuarem no campo da preservação do patrimônio cultural. A proposta pedagógica do Mestrado associa práticas de preservação ao aprendizado teórico-metodológico e à pesquisa. O Seminário de Pesquisa é uma das atividades do Programa, que tem como objetivo a apresentação, pelos alunos, das atividades e pesquisas em desenvolvimento em seus departamentos e a discussão dos temas relacionados à preservação com outros profissionais e colegas, professores, estudantes e pesquisadores.

Nesta edição, o Seminário abordará temáticas de educação patrimonial, reconhecimento e preservação do patrimônio cultural quilombola, instrumentos jurídicos de proteção aos direitos coletivos e direitos difusos relacionados aos bens registrados e os desafios na relação entre bens edificados e tecnologias digitais.

Seminário de Pesquisa do PEP/MP IPHAN
Data: 30/04/2013 – 14h30
Local: Sala de Reuniões (sala do Comitê Gestor), 5º andar
Sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
SEPS 713/913 Bloco D, 5º andar, Asa Sul, Brasília, DF

Via Educação Patrimonial

Educadores participam de oficina sobre tombamento de Antonina-PR

Educadores da rede pública de ensino de Antonina, município do litoral do Paraná, irão participar durante o mês de fevereiro de oficinas de Educação Patrimonial. O objetivo é conhecer melhor o processo de tombamento histórico do município e quais os direitos e deveres de quem vive, estuda ou trabalha nas áreas tombadas. O centro histórico da cidade e o complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM) foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em janeiro de 2012.

As oficinas irão acontecer nos dias 6 e 7 de fevereiro, das 9 às 18h. Além de discutirem sobre noções e ferramentas de Preservação do Patrimônio Cultural, os participantes das oficinas também irão conhecer o Jogo do Patrimônio, uma forma lúdica de aplicação dos conceitos aprendidos. Este jogo é baseado nos princípios do RPG (Role-Playing Game), que mistura estratégia e imaginação. Nele, os jogadores interpretam diferentes personagens que vivem em uma cidade imaginária prestes a ser tombada. Para ajudar no processo, os personagens devem escolher a área a ser preservada.

As oficinas fazem parte de uma parceria entre o IPHAN-PR e o Núcleo Regional de Educação. Segundo a responsável pelo setor de Educação Patrimonial do IPHAN-PR, Lia Ono, ações como essas são fundamentais para refletir com a comunidade escolar e os moradores de Antonina os sentidos de se preservar e valorizar os centros históricos de nossas cidades. E como essas ações estão relacionadas com a construção da memória coletiva e fortalecimento de nossas identidades, assim como podem ser vetor de desenvolvimento para as cidades. As oficinas de fevereiro são direcionadas a educadores da rede pública estadual, mas estão sendo programados outras encontros para gestores do município e moradores interessados. A proposta é formar uma rede de cooperação para a preservação do patrimônio cultural.

Serviço
Oficinas de Educação Patrimonial e aplicação do Jogo do Patrimônio
para professores da rede pública de ensino de Antonina-PR
40 vagas
Datas e locais:
06/02 – das 09h as 18h: Oficina para as Escolas Brasílio Machado e Rocha Pombo
Anfiteatro da Escola Brasílio Machado

07/02 – das 09 as 18h: Oficina para a Escola Moisés Lupion
Auditório da Escola Moisés Lupion

Mais informações:
IPHAN-PR – (41) 3264-7971

Edital Proext 2014

edital 2014 do Programa de Extensão Universitária – ProExt está no ar no portal do Ministério da Educação. As inscrições de propostas estão abertas até o dia 22 de março de 2013.
A linha temática número 9 é fruto da parceria do Iphan com o MEC e abrigará iniciativas que visem à preservação do patrimônio cultural brasileiro. As propostas deverão se enquadrar em um dos seguintes subtemas:

– Identificação do patrimônio.
– Articulação para a Política Nacional de Patrimônio Cultural.
– Preservação e Salvaguarda do Patrimônio Cultural.
– Promoção, Educação e Informação para o Patrimônio Cultural.

O ProExt tem o objetivo de apoiar as instituições públicas de ensino superior no desenvolvimento de programas ou projetos de extensão que contribuam para a implementação de políticas públicas. Criado em 2003, o ProExt abrange a extensão universitária com ênfase na inclusão social.

Para a linha de Patrimônio Cultural, as propostas deverão ter como pressuposto a troca de saberes acadêmicos e populares, devendo haver participação ativa tanto da população quanto dos estudantes de graduação no desenvolvimento dos projetos.

Via Educação Patrimonial

Educadores participam de oficina sobre tombamento de Antonina-PR

Educadores da rede pública de ensino de Antonina, município do litoral do Paraná, irão participar durante o mês de fevereiro de oficinas de Educação Patrimonial. O objetivo é conhecer melhor o processo de tombamento histórico do município e quais os direitos e deveres de quem vive, estuda ou trabalha nas áreas tombadas. O centro histórico da cidade e o complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM) foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em janeiro de 2012.

As oficinas irão acontecer nos dias 6 e 7 de fevereiro, das 9 às 18h. Além de discutirem sobre noções e ferramentas de Preservação do Patrimônio Cultural, os participantes das oficinas também irão conhecer o Jogo do Patrimônio, uma forma lúdica de aplicação dos conceitos aprendidos. Este jogo é baseado nos princípios do RPG (Role-Playing Game), que mistura estratégia e imaginação. Nele, os jogadores interpretam diferentes personagens que vivem em uma cidade imaginária prestes a ser tombada. Para ajudar no processo, os personagens devem escolher a área a ser preservada.

As oficinas fazem parte de uma parceria entre o IPHAN-PR e o Núcleo Regional de Educação. Segundo a responsável pelo setor de Educação Patrimonial do IPHAN-PR, Lia Ono, ações como essas são fundamentais para refletir com a comunidade escolar e os moradores de Antonina os sentidos de se preservar e valorizar os centros históricos de nossas cidades. E como essas ações estão relacionadas com a construção da memória coletiva e fortalecimento de nossas identidades, assim como podem ser vetor de desenvolvimento para as cidades. As oficinas de fevereiro são direcionadas a educadores da rede pública estadual, mas estão sendo programados outras encontros para gestores do município e moradores interessados. A proposta é formar uma rede de cooperação para a preservação do patrimônio cultural.

Serviço
Oficinas de Educação Patrimonial e aplicação do Jogo do Patrimônio
para professores da rede pública de ensino de Antonina-PR
40 vagas
Datas e locais:
06/02 – das 09h as 18h: Oficina para as Escolas Brasílio Machado e Rocha Pombo
Anfiteatro da Escola Brasílio Machado

07/02 – das 09 as 18h: Oficina para a Escola Moisés Lupion
Auditório da Escola Moisés Lupion

Mais informações:
IPHAN-PR – (41) 3264-7971

Campanha em Rondônia busca assinaturas a favor da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré , candidata a Patrimônio Cultural da Humanidade junto a Unesco.

Pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho (Foto: Taísa Arruda/G1)

A centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, é candidata ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).  Desde o ano passado, o comitê pró-candidatura realiza uma campanha em todo o estado, a fim de recolher assinaturas a favor do título à ferrovia.   Veja a matéria completa no site G1

Para participar, basta assinar a petição publica através da página do centenário, clicando aqui

Leia também : A espetacular Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Patrimônio Cultural da Humanidade

 

Meio Ambiente aprova criação de áreas de preservação do patrimônio cultural

Para o relator Penna, a produção material e imaterial dos diferentes grupos precisam ser preservadas.

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou a criação das Unidades de Preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. A medida, que modifica o Estatuto da Cidade (Lei10.257/01), está prevista no Projeto de Lei 3056/08, do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR).

Pela proposta, as unidades terão como objetivo reconhecer segmentos da população que, ao lado de portugueses, índios e negros, foram cruciais na formação populacional e territorial, como os imigrantes europeus e asiáticos. Assim, essas unidades de preservação serão “territórios habitados por povos e comunidades tradicionais, participantes do processo civilizatório” do Brasil.

Para constituírem uma unidade de preservação, os povos devem preservar bens de natureza material e imaterial referentes a identidade, ação e memória. Poderão ser salvaguardados pelo Estado o modo de vida, expressões orais, manifestações artísticas e culturais, obras, objetos, documentos e edificações, entre outros.

O relator, deputado Penna (PV-SP), defendeu a aprovação da proposta. Ele lembrou que a Constituição Federal inovou ao reconhecer o princípio da diversidade cultural como característica marcante da nossa sociedade. “A produção material e imaterial dos diferentes grupos precisam ser preservadas para permitir, igualmente, a preservação da nossa memória cultural e nacional”, defendeu.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-3056/2008

via Agência Câmara

38º Encontro Cultural de Laranjeiras é apoiado pelo IPHAN

Com o tema “Lúdica: poder comunicante. Tributo a Luiz Antônio Barreto” o 38º Encontro Cultural de Laranjeiras acontece até o dia 13 de janeiro, e é promovido pela Secretaria de Estado da Cultura – Secult de Sergipe e apoiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

Laranjeiras, cidade histórica, com sítio tombado pelo IPHAN, torna-se palco para apresentações de mais de cem grupos folclóricos de Laranjeiras e os de outros municípios sergipanos. Além dos grupos, haverá shows, apresentações de teatro, exposições de fotografias, pintura e artesanato. E também, cafés culturais, lançamentos de livros e um Simpósio que abordará o tema central com palestras e mesas-redondas. Fará parte da programação um Fórum de Secretários Municipais de Cultura, para debater políticas municipais para este setor.

Durante o Encontro, o IPHAN apresentará os resultados do Projeto “Dia do Patrimônio na Escola”, que foi executado ao longo do segundo semestre de 2012 em escolas laranjeirenses. Uma iniciativa que tem como tema Patrimônio Cultural e envolve diversas instituições como IPHAN, Subsecretaria de Estado do Patrimônio Histórico e Cultural, Secretarias Municipais de Cultura e Educação e a Unidade Cimesa da Votorantim Cimentos.

O historiador pesquisador e folclorista Luiz Antônio Barreto, homenageado pelo encontro, falecido em abril de 2012, é um dos criadores do evento. Deixou como legado, vasta obra de estudo e interpretação do folclore, grande defensor que foi da preservação do patrimônio cultural sergipano.

Histórico
O Encontro Cultural de Laranjeiras foi criado em 1975, com três objetivos principais: a reversão de um passivo de descuido e de desconhecimento da cultura laranjeirense; a ampliação de uma consciência da preservação; e a divulgação para o Brasil e para o mundo, do acervo histórico e artístico das tradições populares e do sincretismo religioso que ao longo destas quase quatro décadas de trajetória está consolidado como um dos maiores do gênero em todo o País.

Confira a programação completa (aqui)

Serviço:
38º Encontro Cultural de Laranjeiras
Data: de 7 a 13 de janeiro
Cidade: Laranjeiras (SE)
Organizadora: Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe