Museu da Borracha passará por reforma após 5 meses fechado

Museu mais antigo de Rio Branco está fechado há cinco meses (Foto: Veriana Ribeiro/G1)

O processo licitatório para as obras do Museu da Borracha, localizado no centro de Rio Branco, devem finalizar nesta semana, após o prédio ficar com portas fechadas para o público por cinco meses, devido o perigo de um incêndio. A expectativa dos gestores do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural do Acre (DPHC) é que o contrato seja assinado até sexta-feira (23) e as obras sejam finalizadas no próximo mês.

“Teve um curto circuito na parte externa do prédio e após análise constatamos que havia a possibilidade de um incêndio se o prédio não fosse interditado. Nós ficamos com medo e fechamos, porque uma vez perdido aquele acervo nunca mais nós conseguiríamos reavê-lo”, comenta Libério de Souza, diretor do DPHC.

De acordo com o diretor, o processo de licitação é demorado e depende de outros setores do governo estadual. A falta de interesse das empresas de construções, segundo ele, dificultam a situação. “Esses pequenos projetos de R$ 30 a 60 mil as empresa não querem, elas acham que a margem de lucro é muito pequena então não concorrem. Até encontrar uma com interesse, responsabilidade, no nosso caso é demorado”, afirma.

O diretor comentou anda que o prédio está fechado para o público, mas que o setor administrativo continuou trabalhando normalmente e que as pesquisas ao acervo eram feitas, sempre que possível, em outro espaço. “Quando é uma pesquisa muito urgente a gente abre um exceção, explicávamos a situação e o pesquisador fazia o estudo sem utilizar energia na sacada da parte de fora. Os guias de visitação nós distribuímos para outros espaços do estado, como todos estão com equipes pequenas, aproveitamos para tirar as férias pendentes dos funcionários”, explicou.

O Museu da Borracha, inaugurado em 1978, é considerado o museu mais antigo de Rio Branco, de acordo com o diretor do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural do Acre.

Via G1.com.br

Planejamento libera R$ 19,5 milhões para reforma do Mercado Público de Porto Alegre

Planejamento libera R$ 19,5 milhões para reforma do Mercado Público. Crédito: André Ávila

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, confirmou a liberação de R$ 19,5 milhões para reformas no Mercado Público após encontro com o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, nesta segunda-feira. De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, os recursos serão disponibilizados através do PAC Cidades Históricas do governo federal. Nesta terça-feira, completa-se um mês do incêndio que consumiu parte do segundo piso do prédio.

Para ter acesso à verba, contudo, Fortunati ainda terá de aprovar um decreto e apresentar proposta dos reparos no patrimônio público à Caixa Econômica Federal. Apesar do trâmite burocrático, o prefeito poderá dar início às obras assim que necessário com a confirmação obtida em Brasília.

Segundo o Ministério do Planejamento, já podem ser feitas as licitações do projeto de recuperação e investimentos iniciais dos consertos. A verba, posteriormente, será recuperada a fundo perdido com a Caixa Econômica através do PAC.

Termo de Ajustamento de Conduta é assinado

Na tarde desta segunda-feira, foi assinado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Mercado Público, pelo Ministério Público, prefeitura, Associação de Permissionários e Corpo de Bombeiros. A data para reabertura, entretanto, permanece indefinida. A decisão depende da adequação de itens de segurança contra incêndio. A prefeitura tem 60 dias para apresentar um cronograma de adequações.

No TAC constam todos os requisitos necessários para a readequação do Mercado Público em cada uma das três fases programadas para reabertura, que será parcial em um primeiro momento. Antes da reabertura de cada fase, o Corpo de Bombeiros deverá expedir Certidão de Vistoria em até 48h antes da reabertura.

O Mercado Público

Inaugurado em outubro de 1869, o Mercado Público de Porto Alegre foi criado para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. O local foi tombado como bem cultural em 1979 e passou por um processo de restauração entre os anos de 1990 e 1997, o que garantiu ao lugar um espaço maior aos estabelecimentos comerciais, mas sempre manteve a concepção arquitetônica original.

O incêndio do último dia 6 não foi o primeiro enfrentado pelo Mercado Público. Em 1912, um sinistro destruiu os chalés internos. Em 1941, uma enchente atingiu o Mercado e, 38 anos mais tarde, mais dois sinistros destruíram as dependências do estabelecimento que é um dos principais cartões postais de Porto Alegre. O local chegou a ser ameaçado de demolição durante a administração de Telmo Thompson Flores. Na época, era cogitada a construção de uma avenida.

Na década de 90, quando passou por reforma, o Mercado Público recuperou a percepção visual das arcadas. O trabalho resgatou as circulações internas, criou novos espaços de convivência e implantou redes de infraestrutura compatíveis com o funcionamento do Mercado. A nova cobertura possibilitou a integração entre o térreo e o segundo pavimento.

No segundo andar, onde antes existiam escritórios e repartições públicas, diversos estabelecimentos como restaurantes e lancherias passaram ocupar o espaço. Com nova infraestrutura, o cartão postal de Porto Alegre ganhou também um Memorial, além de duas escadas rolantes e dois elevadores. O custo da reforma ficou, na época, em R$ 9 milhões, sendo 88% do orçamento da Prefeitura e 12% do Fundo Municipal do Mercado Público e doações diversas.