Centro de Preservação Cultural da USP lança nova edição especial de sua revista

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O Centro de Preservação Cultural (CPC) da USP acaba de lançar duas novas edições da publicação eletrônica Revista CPC, o número 21 (2016) e a edição especial Dossiê: O reconhecimento dos bens culturais: método, inventários e repercussões normativas.

De caráter científico, a revista é semestral e dedica-se a refletir sobre questões relativas a patrimônio em seus múltiplos aspectos, publicando artigos inéditos sobre patrimônio cultural, conservação e restauração, coleções e acervos, além de resenhas e depoimentos. Lembramos aos autores que a Revista CPC adota o fluxo contínuo de submissões e que o envio de trabalhos é feito diretamente pelo Portal de Revistas da USP.

Entre outros artigos, a Revista CPC traz os textos “A preservação do patrimônio cultural no contexto do licenciamento ambiental: possibilidades sociais e produção de (des)conhecimento sobre ambiente, cultura e patrimônio” e “Cidade, patrimônio e território: As políticas federais de seleção no Brasil do século XXI”. Na edição especial, estão reunidos os trabalhos apresentados no Seminário Internacional O reconhecimento dos bens culturais: método, in-ventários e repercussões normativas, promovido pelo CPC em maio de 2015, tais como “O legado da arquitetura no século XX: proteção administrativa versus salvaguarda efetiva” e “Inventário de bens culturais: conhecer e compreender”.

As novas edições podem ser consultadas neste link.

Mais informações: site http://revistas.usp.br/cpc

Fonte: : Jornal da USP

Iguape : Prédio do Correio Velho em 2 tempos

As fotos mostram dois momentos do Correio Velho, em Iguape. A primeira foto é de 2006 e a foto debaixo é atual, de 2015, com o restauro já quase concluído.

Situado na praça Praça Engenheiro Greenhalgh s/nº, é um prédio importantíssimo para a história de Iguape/SP que está, com seu restauro,  ganhando um visual belíssimo e um interior modernizado, fruto de convênio entre Iphan e Prefeitura de Iguape.

fonte : patrimoniovaledoribeira.org

A famosa máscara do faraó egípcio Tutancâmon foi “danificada de forma irreversível”

A máscara de enterro do rei Tutancâmon, relíquia arqueológica mais famosa do mundo, foi danificada durante uma tentativa fracassada de limpeza. A barba trançada azul e dourada caiu e foi colada “às pressas” com um adesivo inadequado, danificando o item ainda mais.

Segundo a Associated Press, parece que a barba foi rapidamente colada de volta por curadores do Museu Egípcio, no Cairo, com epóxi – um “material irreversível” que é completamente inadequado para um esforço de restauração desta importância.

O caso não foi totalmente esclarecido porque três dos curadores do museu estão oferecendo relatos conflitantes. Não se sabe quando o incidente aconteceu, ou se a icônica barba foi acidentalmente derrubada ou removida porque estava solta.

O que sabemos, no entanto, é que os curadores receberam ordens de cima para corrigir a falha rapidamente, e que eles usaram epóxi. Todos os três curadores se recusaram a dar seus nomes por medo de represálias.

“A máscara deveria ter sido levada para o laboratório de conservação, mas eles estavam com pressa para voltar a expô-la rapidamente e usaram esse material irreversível de secagem rápida”, acrescentou o conservador do museu.

O conservador disse que a máscara agora mostra uma lacuna entre o rosto e a barba, enquanto que antes ela estava diretamente ligada: “agora você pode ver uma camada de amarelo transparente”.

A história fica pior. Parece que os curadores acabaram espalhando epóxi no rosto da máscara por acidente; eles usaram uma espátula para tirar o material, prejudicando a relíquia ainda mais:

Outro conservador do museu, que estava presente no momento da reparação, disse que o epóxi tinha secado no rosto da máscara do rei menino, e que um colega usou uma espátula para removê-lo, deixando arranhões. O primeiro conservador, que inspeciona o artefato regularmente, confirmou os arranhões e disse estar claro que eles foram causados por uma ferramenta usada para raspar o epóxi.

O ministério de antiguidades do Egito e a administração do museu não estão respondendo às solicitações da mídia, mas um dos conservadores disse que uma investigação está em andamento.

Tutancâmon foi um faraó (rei do Antigo Egito) que comandou o império entre 1332 a.C. e 1323 a.C. Ele se tornou rei aos nove anos de idade, e permaneceu no trono por cerca de dez anos até morrer, provavelmente devido a uma infecção na perna. Há algumas teorias de que Tutancâmon foi assassinado, mas o consenso entre cientistas é que a morte do faraó foi acidental.

Séculos depois, em 1922, sua tumba foi descoberta quase intacta. Nela estavam peças de ouro, tecidos, armas e textos sagrados, além da famosa máscara azul-dourada. Os artefatos são considerados propriedade do governo egípcio e são mantidos no Museu Egípcio, no Cairo.

Desde 2011, após a Primavera Árabe e a derrubada de Hosni Mubarak, as autoridades não fizeram nenhuma grande melhoria no museu. Há planos de mudar a exibição de Tutancâmon para o Grande Museu Egípcio, previsto para ser inaugurado em 2018.

fonte: Gizmodo

Igreja do Rosário, em São Luiz do Paraitinga, é entregue restaurada

Maquete eletrônica da Igreja de São Luiz do Paraitinga

No próximo dia 05 de setembro, a Igreja do Rosário restaurada será entregue à comunidade de São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, em São Paulo. O templo que não desabou na enchente que assolou a cidade no início de 2010, mas foi bastante danificado, passou à época por um serviço emergencial de reforço na estrutura e de conservação do telhado. A obra que será entregue pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Instituto Elpídio dos Santos (IES), teve inicio em 27 de fevereiro de 2012 e custou cerca de R$ 2,4 milhões.

Entre os serviços realizados estão a conservação e restauração dos forros, retábulos, escadas e assoalho de madeira, piso em ladrilho hidráulico, cúpula da torre, acessibilidade à igreja; construção de sanitários; pintura externa; adequação da iluminação externa e interna; implantação de projetos de áudio e vídeo e prevenção e combate a incêndio. Ao realizarem pesquisas para definir as cores externas da Igreja, os técnicos encontraram pintura original à base de cal, com o azul claro como cor predominante e assim manteve-se a área externa.

Localizada no Centro Histórico da cidade, a igreja construída no século XIX, com paredes de taipa de pilão, foi reformada três vezes e demolida no inicio do século XX a pedido do padre italiano Ignácio Gioia por causa de seu péssimo estado de conservação. A nova igreja inaugurada em 29 de maio de 1921, possui estilo eclético com predominância neo-gótico. No fundo do templo estão os túmulos de figuras importantes da cidade, como o Barão de Paraitinga. Outras duas obras na cidade estão contempladas no Convênio firmado pelo IPHAN e IES que totalizam R$ 4,3 milhões.

Enchente de 2010

O trabalho do IPHAN em São Luiz do Paraitinga incluiu ações emergenciais de escoramento, salvamento e limpeza de imóveis atingidos pela enchente, incluindo a Igreja Matriz. Também foram feitas restaurações de imagens sacras e bens integrados às igrejas, um inventário das manifestações culturais tangíveis e intangíveis do município, e o apoio técnico constante à comunidade para a reconstrução da cidade. Como mais uma medida de proteção, o IPHAN em São Paulo concluiu o dossiê de tombamento e, em dezembro de 2010, São Luiz do Paraitinga foi incluída na lista das cidades sob a proteção do IPHAN.

Geórgia cria polêmica ao anunciar que vai restaurar estátua de Stalin

A Geórgia, país onde nasceu Joseph Stalin, vai restaurar um monumento em homenagem ao ditador soviético que foi tirado de circulação há tres anos, afirmou o ministro da cultura do país.

Erguida em 1952, o ano anterior à morte de Stalin, a estátua foi removida em 2010 junto com outros monumentos da era soviética pelo presidente pró-Ocidente Mikhail Saakashvili. Sua restauração é parte de um recuo em relação ao legado de Saakashvili, depois que seu partido perdeu as eleoções no ano passado.

A estátua, de 6 metros, fica na cidade nativa de Stalin, Gori, e será restaurada até o dia 21 de dezembro, seu aniversário, afirmou uma porta-voz do governo.

A administração de Gori decidiu reconstruir o monumento a pedido do legislativo local. O Ministério da Cultura recomendou que ela fosse colocada do lado de fora do museu de Stalin, em vez de na sua localização original, na praça principal da cidade.

Saakashvili afirmou que a decisão foi “estúpida e danosa”. “O Ocidente vai rir da gente e virar as costas para nós por causa de decisões ideológicas como essa”, afirmou.

O mandato presidencial de Saakashvili só termina em outubro, mas sua autoridade está enfraquecida.

Comunistas e outros cidadãos de gerações antigas compartilham uma nostalgia de Stalin, que colocou a União Soviética na era industrial, enquanto muitos outros denunciam suas repressões cruéis que mataram milhões de pessoas.

IPHAN-MG entrega restauração à cidade dos sinos

Conhecida como a terra onde os sinos falam, a cidade de São João Del Rei, em Minas Gerais, recebeu restaurado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural em Minas Gerais (IPHAN-MG) o corpo de madeira de um de seus conhecidos entoadores de badaladas.

Atendendo ao pedido da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, zelosa pelo patrimônio cultural, a equipe técnica especializada do IPHAN-MG  restaurou o corpo de madeira para receber a nova bacia e fez as substituições necessárias para que o sino pudesse continuar a soar como antes. Todo o trabalho, que durou dois meses, foi realizado nas dependências da Oficina do IPHAN, na cidade de Tiradentes (MG).

O novo sino, batizado de Simão Stock, em homenagem a São Simão, que nasceu e viveu na Inglaterra no século XXII, fará par com o sino Santo Elias. No último domingo, dia 14 de julho, deu seu primeiro repique e ecoou um belíssimo som pela cidade e estará a postos para soar no dia de Nossa Senhora do Carmo, comemorado na terça-feira, dia 16 de julho.

O sino é como um documento e como tal deve ser preservado. Ele traz informações, fatos e detalhes únicos de uma época, de um momento da história, seja da cidade, do seu momento evolutivo, e do país, assim como da própria construção das igrejas, explica o chefe do Escritório Técnico do IPHAN em São João Del Rei, Mario Antônio Ferrari Felisberto.

Patrimônio Imaterial
O Toque dos Sinos em Minas Gerais constitui forma de expressão que associa os sinos, o espaço onde estão instalados – as torres-, os sineiros e a comunidade que os ouve em um processo de codificação e decodificação de mensagens há muito tempo transmitidas nas cidades de Minas Gerais.

Essa forma de expressão, que associa a estrutura dos toques à ocasião religiosa em que devem ser tocados, contribui para o agenciamento de formas de sociabilidade, originalmente, relacionados à vida religiosa daquelas comunidades, mas que, hoje, ultrapassa essa dimensão, abrangendo sentidos e significados relacionados à sua identidade cultural.

Em dezembro de 2009, o Toque dos Sinos em Minas Gerais foi inscrito o Ofício de Sineiros foram registrados como Patrimônio Cultural do Brasil.

Restauração do Mercado Público de Porto Alegre será prioridade

A presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Jurema Machado, garantiu que dará prioridade aos trabalhos de restauração do Mercado Público de Porto Alegre. “No que depender do IPHAN, o processo será o mais célere possível já que o espaço é fundamental para a vivacidade do centro histórico da cidade”, afirmou.

Para isto, o projeto de restauração será iniciado já nesta segunda-feira (08), e estará pronto para quando as outras etapas forem vencidas, a exemplo das obras de rescaldo. O governo federal dará auxílio financeiro por meio do PAC Cidades Históricas, conforme anunciado pela presidenta Dilma Rousseff, que lamentou o incêndio e disse que o “Mercado faz parte da alma de Porto Alegre”.

Sobre os esforços conjuntos, a Ministra da Cultura Marta Suplicy declarou que “estaremos unidos na reconstrução” e Jurema Machado lembra ainda que o Programa não é a única fonte disponível, e que o Fundo Nacional de Cultura e o próprio orçamento da União poderiam destinar recursos a Porto Alegre para o próximo ano.

Tecnologia auxilia restauro da Capela Nossa Senhora da Boa Morte em Campinas

Em vez de bisturis, espátulas, estiletes e lâminas, um grupo de restauradores lançou mão de equipamentos de última geração para analisar as paredes e os murais da Capela Nossa Senhora da Boa Morte, localizada no centro da edificação da Santa Casa de Misericórdia de Campinas. Além de acelerar o processo de coleta de dados, as técnicas usadas são consideradas não destrutivas. Após o levantamento, os restauradores irão avaliar a necessidade de intervenção e de que forma ela será feita para se chegar à pintura original. A expectativa é encontrar sob as diversas camadas de tintas um verdadeiro tesouro sobre a história da capela de 142 anos e da cidade de Campinas.

Entre os aparelhos utilizados estão tomógrafo, microscópio digital, termovisor e uma paleta automática. A restauradora-pesquisadora Elizabeth Kajiya, do Instituto de Física Nuclear da Universidade de São Paulo (USP) e do Grupo de Conservação e Restauro da Arquitetura e Sítios Históricos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) trabalha em parceria com o restaurador Antônio Sarasá, responsável pelo projeto da capela. Elizabeth explicou que será feito um levantamento constitutivo do material usado nas pinturas decorativas da capela. Em análise preliminar, já foi possível verificar que há períodos distintos de pintura e que sob uma das paredes do lado direito há um desenho.

O restaurador Antonio Sarasá e Elizabete Kajiya, do Instituto de Física Nuclear da USP, com o aparelho termovisor no interior da capela. Foto: Elcio Alves/AAN

Uma das técnicas que serão utilizadas é a análise de superfície, chamada imageamento. Os restauradores farão uma espécie de escaneamento da pintura sem precisar raspar a parede com o bisturi, como é feito na técnica convencional. “Com a luz infravermelha vamos tentar identificar as camadas internas, as técnicas artísticas utilizadas e, tendo todo esse levantamento, ver se houve intervenções de restauro e diferenciar as etapas.” Além da luz infravermelha, será usada luz ultravioleta, que vai avaliar a interação do material, as áreas de retoques antigos e recentes, e luz rasante, que vai mostrar as deformações, craquelamento e fissuras.

Além das paredes e murais da capela, a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, trazida da França, em 1907, e, aparentemente bem preservada, também será analisada pelos restauradores. Ela deverá ser submetida a um tomógrafo que vai avaliar o seu real estado de conservação. Depois da análise, os restauradores vão poder dizer o quanto a capela está danificada e se precisa ser restaurada. A coleta de dados deve levar 15 dias e a análise das informações deve ficar pronta em quatro meses. Com os dados em mãos, os pesquisadores irão definir se haverá necessidade de intervenção. As possibilidades são restaurar ou conservar como está. “O objetivo final não é a restauração, mas a preservação da história. O mais importante é deixar a história inteira”, afirmou Sarasá, restaurador responsável pelo projeto.

As primeiras intervenções, consideradas emergenciais, começaram a ser feitas na capela em 2009 e foram propostas pelo Instituto de Saúde Integrada (ISI). Elas incluíram a retirada de cupins, limpeza de calhas, reboco externo. Já o trabalho iniciado ontem é considerado a etapa artística. “Até então, foi utilizada a técnica do bisturi, descascando camada a camada até chegar à pintura original. É válida e permitida no processo de restauro, mas tem a desvantagem do tempo, que é maior, e da dificuldade de encontrar profissionais especializados”, afirmou Leide Mengatti, diretora-executiva do ISI. Segundo Reinaldo Masson, um dos restauradores, a expectativa é restaurar 70% da pintura original. O custo estimado do trabalho é de R$ 9 milhões e até agora tem contado com a doação de fiéis e da comunidade.

Riqueza histórica
A capela foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) em 1972 e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) em 1988. O altar-mór da capela, as duas pias de água benta e o piso do presbitério são em mármore de Carrara. As grades que cercam o altar principal foram construídas pela fundição Irmãos Bierrenbach. O frontispício da igreja é adornado por três estátuas artísticas de mármore simbolizando a fé, a esperança e a caridade.

Via Correio Polular

Prédio cedido pelo IPHAN a Caxias do Sul é restaurado

Mais um imóvel da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) passará a ter função cultural. O antigo prédio da Oficina de Locomotivas do complexo da Estação Férrea de Caxias do Sul (RS) está restaurado e será entregue nesta quarta-feira, 17, à comunidade.

O prédio foi cedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para uso do município durante 20 anos, após o Termo de Compromisso firmado em 2011. A iniciativa tem como principal objetivo preservar a memória ferroviária local ao promover a revitalização e a reestruturação do espaço para destinação compatível ao seu valor cultural, para fins de lazer e de desenvolvimento turístico.  Os recintos da Estação Ferroviária de Caxias do Sul, de Forqueta, bem como o leito ferroviário destas estações também foram cedidas pelo IPHAN ao município.

Com área de 450 m², a antiga oficina integra o complexo arquitetônico da Estação Férrea, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE). De acordo com a prefeitura, o novo espaço abrigará uma biblioteca parque que realizará ações de estímulo à leitura voltado às crianças, jovens e adultos, como também a promoção da educação patrimonial.

Serviço
Data: 17 de abril de 2013 – Quarta-feira
Horário: 15 horas
Local: Estação Férrea, Rua Augusto Pestana, 50 – Bairro São Pelegrino, Caxias do Sul (RS)

Santa Casa de SP passa por fase final de restauro

Complexo hospitalar foi construído em 1884 pelo escritório de Ramos de Azevedo. Kathia Tamanaha/04.11.1999/Estadão Conteúdo

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, em Santa Cecília, centro da capital paulista, passa por um “plano de restauração das fachadas” que prevê a reforma externa de todos os edifícios do Complexo Hospitalar. Duas obras estão sendo finalizadas: a do prédio da pediatria e da Capela Nossa Senhora da Misericórdia.

Ainda neste mês será inaugurada a fachada da capela, com o resgate da cor laranja original de 1901. O espaço passa por reforma há 12 anos, desde que começou a ter infiltrações no telhado. Durante a obra, foram encontradas camadas de tinta que escondiam pinturas artísticas góticas e retratos de santos feitos pelo artista Gino Catani – o mesmo que pintou as igrejas de Santa Ifigênia e Santa Cecília. O interior e o pé-direito da capela, que estavam cobertos por tinta cinza e imitavam granito, ganharam pinturas coloridas baseadas em fotos de 1919.

Já o prédio da pediatria foi um dos primeiros a receber as obras porque janelas e detalhes do acabamento estavam tão deteriorados que caíam na calçada e colocavam em risco os pacientes que passavam por ali. A reforma externa começou em 2011 e deve ser concluída até o fim deste semestre.

O complexo da Santa Casa foi construído pelo escritório de Ramos de Azevedo, em 1884. O desenho, com acabamento gótico e tijolos aparentes, foi escolhido em um concurso de arquitetos em 1876 e o ganhador foi o italiano Luiz Pucci – que projetou o Museu do Ipiranga.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Natal/RN : Casarão da Deodoro em processo de restauração

Imóvel pertenceu à família do médico Varela Santiag. Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

O casarão número 479 da Av. Deodoro da Fonseca, em Petrópolis, um dos últimos prédios de Natal a manter características da arquitetura neoclássica e art nouveau, passa por restauração. O imóvel, que é tombado pelo patrimônio estadual desde 1989, foi adquirido pelo empresário Flávio Azevedo, que pretende instalar no local um escritório da empresa Dois A Engenharia. Azevedo garante que a estrutura original da casa não será alterada e que a restauração está autorizada pelos órgãos competentes. No entanto, de acordo com o chefe do setor de patrimônio da FJA, Sérgio Wycliffe, a instituição que  tem responsabilidade sobre o prédio desconhece a obra.

As obras no casarão da Deodoro começaram há cerca de cinco meses. Segundo Flávio Azevedo, que na manhã de ontem acompanhou a reportagem do VIVER em uma visita ao imóvel, após a restauração, a casa se tornará um misto de espaço social e acervo da história da empresa, com biblioteca técnica e mostruário dos serviços realizados. Nos fundos do terreno da casa  que tem cerca de 1000 m²  será erguido um  segundo prédio com dois pavimentos e garagem, onde funcionará o escritório da empresa.

A intenção do empresário Flávio Azevedo, proprietário do imóvel, é preservar ao máximo os traços originais do casarão. (Foto: Adriano Abreu)

O empresário garantiu que o novo prédio não irá alterar a estrutura da casa principal. Tivemos o cuidado de não usar máquinas para cavar os alicerces, por medo de abalar as estruturas da casa. Todo o trabalho foi feito de forma manual, disse Azevedo. Ele ressalta ainda que a altura da segunda edificação será levemente inferior à da casa principal, de modo a não comprometer a visão do prédio histórico.

Texto: Alexis Peixoto/Tribuna do Norte   Foto:

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Igreja de São Pedro dos Cléricos, em Recife-PE, começa a ser restaurada

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Pernambuco (IPHAN-PE) inicia as obras de conservação e restauração da igreja de São Pedro dos Clérigos, no bairro de São José,  em Recife. O templo é tombado pelo IPHAN desde 1938. Construída em 1728, a Igreja é uma das mais significativas obras da arquitetura religiosa  em Pernambuco. Possui  uma rica fachada bastante verticalizada, com a imagem de são Pedro nicho do tímpano. Chamam a atenção de fiéis e visitantes o altar-mor e a pintura do forro da nave principal, de João de Deus Sepúlveda.

A obra  terá duração de 24 meses com orçamento de R$ 3,2 milhões. Serão realizados serviços de conservação e restauração da cobertura, estruturas, esquadrias, cantarias, instalações elétricas e hidro-sanitárias, pisos e pintura. A Igreja ficará aberta a visitação, seguindo uma programação que ainda será divulgada.

Igreja Nossa Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em Recife, volta a receber fiéis

As obras de restauro da Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em Recife, serão entregues pelo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, pela Prefeitura da cidade do Recife, e pela Arquidiocese de Olinda e Recife hoje, dia 11 de janeiro. A solenidade de entrega das obras de restauração terá Missa de Rededicação da Igreja.

As obras tiveram um custo em torno de R$ 470 mil. O processo de restauração e reabilitação do monumento, coordenado pelo IPHAN, teve início em 2009, com três ações preparatórias, de cunho educativo: uma oficina de educação patrimonial através da fotografia, um tapume informativo e uma exposição sobre os ofícios tradicionais da construção. A primeira etapa consistiu em uma obra escola, realizada através de convênio de cooperação entre o IPHAN, a Prefeitura da Cidade do Recife e o Centro de Trabalho e Cultura, que promoveu o envolvimento e a participação da comunidade local no processo de preservação do bem tombado e objetivou formar mão de obra local para atuar na restauração de edificações.

As etapas seguintes, realizadas pelo IPHAN, compreenderam a restauração completa da edificação, de seus bens integrados e a sua adaptação para novos usos.  As obras evidenciaram elementos de relevante valor artístico: a portada principal, esculpida em lioz; a cantaria em arenito com pintura policromada das fachadas e dos arcos e cimalha da nave; a pintura em escaiola nas paredes da capela-mor e da nave e os azulejos portugueses, do século XVII, sobre o arco-cruzeiro e nos rodapés da nave, que revelaram ter sido esse espaço todo revestido por esse elemento. Todas as ações realizadas totalizam um valor em torno de R$ 1,4 milhões.

 

Igreja de Nossa Senhora do Pilar

Monumento nacional, inscrito nos Livros de Tombo Histórico e de Belas Artes, a Igreja de Nossa Senhora foi construída no antigo Istmo do Recife, entre os anos de 1680 e 1683, com os materiais do Forte de São Jorge, invadido pelos holandeses, a Igreja foi recuperada em 1899 pelos moradores da localidade, então denominada Fora-de-Portas.

No século XX, a edificação e seu entorno sofreram impactos da remodelação urbana Porto do Recife e, posteriormente, acompanhou o seu processo de degradação, ficando sem uso e manutenção. O abandono do monumento provocou o desmoronamento da cobertura e propiciou saques e depredações, que se intensificaram entre os anos de 2001 a 2008.

A restauração da Igreja está inserida no contexto urbano da Comunidade do Pilar, que se encontra em processo de reurbanização, pela Prefeitura da Cidade do Recife. Esta ação contempla a construção de edifícios habitacionais, um mercado público, uma escola-creche, um posto de saúde da família e uma praça de lazer.

Serviço: 
Cerimônia de entrega da Obra de Restauro da Igreja Nossa Senhora do Pilar
Data: 11 de janeiro de 2013, a partir das 9h
Local: Igreja Nossa Senhora do Pilar
Endereço: Bairro do Pilar – Recife – Pernambuco
Veja o convite [aqui]

Paço Municipal será entregue no próximo domingo, em Manaus

Depois de seis anos em obras, o Paço Municipal será entregue à população no próximo domingo (30), às 10h. Antiga sede da Prefeitura de Manaus, o local terá sete espaços de exposições permanentes e itinerantes. As obras ainda incluem a recuperação do entorno do Paço, com as reformas do Coreto e Chafariz, ambos na Praça Dom Pedro II, no Centro da capital.

Em 133 anos de existência, está é a primeira vez que o local foi submetido a uma restauração. A obra foi realizada por meio de convênio com o Ministério da Cultura, no âmbito do programa Monumenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e teve um custo total de R$ 5,7 milhões, sendo a contrapartida da Prefeitura de R$ 3,7 milhões.

Durante a reabertura, o Salão Nobre do Paço Municipal abrigará o acervo fotográfico dos Prefeitos de Manaus. Já o Salão Permanente vai receber uma exposição sobre a História antiga e atual de Manaus, enquanto a Sala de Arqueologia exibe escavações e urnas funerárias encontradas na cidade, além de uma exposição dos fragmentos arqueológicos encontrados no Paço da Liberdade e seu entorno.

O Museu da Cidade irá abrigar exposições Nacionais e Internacionais, bem como as Exposições Regionais com o objetivo de valorizar os artistas amazonenses. O Departamento de Museologia e Pesquisa e o Departamento de Educação, bem como as salas de Oficinas e aulas de restauro serão implantados com o objetivo de difundir o conhecimento e fomentar o Museu da Cidade e outros museus de Manaus.

No âmbito do convênio com a Prefeitura de Manaus ainda faltam ser executados R$5,3 milhões, sendo de responsabilidade do IPHAN R$ 4 milhões e da Prefeitura R$1,3 milhões. Os recursos serão destinados as obras de restauração do Mercado Adolpho Lisboa e de dois imóveis na Rua Bernardo Ramos e da Praça IX de Novembro.

Serviço:
Reinauguração do Paço Municipal de Manaus
Data: 30 de dezembro de 2012, às 10h
Local: Praça Dom Pedro II, Centro – Manaus – AM