Festa do Senhor do Bonfim recebe título de Patrimônio Imaterial Brasileiro

Festa do Senhor do Bonfim recebe título de Patrimônio Imaterial Celebração acontece há quase 3 séculos . foto: Divulgação/Fundação Palmares

A Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador, na Bahia, estará em festa nesta quarta-feira (15). A ministra da Cultura, Marta Suplicy, e a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, farão a entrega do título de Patrimônio Imaterial Nacional à Festa do Bonfim. O registro da Festa de Nosso Senhor do Bonfim como Patrimônio Cultural Brasileiro foi aprovado em 05 de junho do ano passado, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.

Realizada sem interrupção desde o ano de 1745, a festa, que atrai para a capital baiana o maior número de participantes, depois do carnaval, articula duas matrizes religiosas distintas – a católica e a afro-brasileira – assim como envolve diversas expressões da cultura e da vida social soteropolitana. Mais que uma grande manifestação religiosa da Bahia, a celebração é uma referência cultural importante na afirmação da cultura baiana, além de representar um momento significativo de visibilidade para os diversos grupos sociais.

À tarde, a ministra Marta Suplicy e a presidenta do Iphan, Jurema Machado, estarão no terreiro de Candomblé Ilê Axé Oxumaré, tombado – por unanimidade – pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em novembro de 2013. Elas participarão de festividade em comemoração ao tombamento, com descerramento de placa comemorativa. A Casa de Oxumaré, sob os mais variados aspectos, constitui-se um dos mais relevantes templos da cultura afro-brasileira. É considerado um dos mais antigos  e tradicionais da Bahia, com grande reconhecimento social.

Afirmação da cultura baiana

Embora se recrie a cada ano, os elementos básicos e estruturantes da Festa do Bonfim permaneceram os mesmos, ou seja, a Novena, o Cortejo, a Lavagem, os Ternos de Reis e a Missa Solene. A celebração, que integra o calendário litúrgico e o ciclo de Festas de Largo da cidade de Salvador, acontece durante onze dias do mês de janeiro, iniciando-se um dia após o Dia dos Santos Reis, e encerrando-se no segundo domingo depois da Epifania, no Dia do Senhor do Bonfim.

Um dos pontos altos da festa, e que a individualiza no conjunto das Festas de Santo e Festas de Largo da cidade de Salvador, é a Lavagem do Bonfim, que se segue ao Cortejo, realizada por baianas e filhas de santo e acompanhada por um enorme contingente de moradores, turistas e de devotos do Senhor do Bonfim (Oxalá no candomblé).

Os rituais e celebrações da Festa ocorrem em diversos espaços da cidade de Salvador, tendo seu início o cortejo que sai da Igreja da Conceição da Praia, no bairro do Comércio, e seu ponto focal na Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, situada na Colina Sagrada, na península de Itapagipe, cenário onde é realizada a lavagem das suas escadarias. Esta igreja, construída para abrigar a imagem do Senhor do Bonfim que foi trazida de Portugal no século XVIII, é um monumento tombado pelo Iphan desde 1938, registrado no Livro de Belas Artes. Como Festa de Largo, incorpora práticas religiosas do catolicismo e do Candomblé, associando o culto dos orixás ao culto católico tradicional.

Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), é tombado pelo IPHAN

Foto: Adenor Gondim

O mais frequentado equipamento cultural do estado da Bahia e um dos mais importantes do Brasil, o Teatro Castro Alves (TCA) passa a ter a proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A proposta de tombamento, feita pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, na manhã de hoje, em Brasília. Situado na principal praça da capital – o Campo Grande – o Teatro Castro Alves evoca as lutas gloriosas da Independência da Bahia e foi fruto das ideias desenvolvimentistas do Governador Antônio Balbino.

O espaço cultural, cujo nome homenageia o Poeta dos Escravos, além de seu valor histórico é também um marco da arquitetura moderna brasileira e palco privilegiado de acontecimentos culturais que marcaram a história recente do Brasil.

Um teatro-origami
Inteiramente dedicado à música, dança e artes cênicas, o projeto arquitetônico do Teatro Castro Alves, com sua armação do origami gigante, como que feito de dobras geométricas de uma peça de papel, foi executado pelo arquiteto José Bina Fonyat Filho, com a colaboração do engenheiro Humberto Lemos Lopes, durante o governo do médico Luis Régis Pacheco. O edifício guarda em sua forma arquitetônica uma série de elementos que lhe garantiram o destaque que na arquitetura brasileira do século XX. Compõem o complexo cultural do TCA a Sala Principal, com capacidade de abrigar 1,5 mil espectadores; Sala do Coro, comporta até 201 espectadores; e a Concha Acústica, além de albergar até 5,5 pessoas. Cada um dos seus seis camarotes, servidos por uma estrutura de apoio com bar e sanitário, comporta 25 pessoas.

Poucos dias antes de sua inauguração programada, em 1958, e depois de obter uma menção honrosa na Primeira Bienal de Artes Plásticas de São Paulo, em 1957, um grande incêndio comprometeu a obra. Queimado, o edifício denunciou sua simplicidade: numa extremidade, uma grande caixa fechada para o palco e apoio (coxia); e na outra, uma lâmina baixa para o foyer. O incêndio o destruiu quase por completo, tendo escapado apenas o vestíbulo ou foyer.

No foyer preservado, foi logo instalado entre 1960 e 1963 o Museu de Arte Moderna da Bahia, originalmente dirigido por Lina Bo Bardi. Desta forma, mesmo antes das artes cênicas, foram as artes plásticas que tomaram conta do complexo cultural. O foyer se impôs com as reveladoras mostras de Carybé, Mário Cravo, Emanuel Araújo, entre outros artistas locais e internacionais. Pouco a pouco, o complexo foi ocupado, constituindo-se num verdadeiro centro de produção e reflexão cultural. Recuperado, foi finalmente inaugurado em 1967. Desde então, o Teatro Castro Alves – assumindo lugar de destaque na vida do país – cumpre com sua missão cultural.

Entre tantos que já passaram pelo maior e mais importante centro artístico de Salvador destacam-se Raul Seixas e Marcelo Nova, Gilberto Gil, Chico Buarque, João Gilberto, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Flávio Venturini, Paulo Autran, Montserrat Caballé, Mikhail Baryshnikov, os Balés Bolshói e Kirov, o maestro Zubin Metha e a Filarmônica de Israel.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do IPHAN.

Nesta 74ª reunião o Conselho também avaliará a proposta de tombamento do Terreiro de Candomblé Ilê Axé Oxumaré, em Salvador (BA), e a proposta de Registro como Patrimônio Cultural Brasileiro da Festividade do Glorioso São Sebastião da Cachoeira do Arari, na região do Marajó, no Pará. (Veja as fotos aqui)

Serviço
74ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

Dia: 27 de novembro de 2013, de 10h às 16h
Local: Sede do IPHAN
SEPS 713/913 Bloco D – Ed IPHAN – Asa Sul
Brasília – DF

IPHAN-BA destaca medidas emergenciais para casarão incendiado no Comércio, em Salvador

A apresentação de um plano para execução de obras emergenciais é uma das medidas que deverão ser tomadas pelo proprietário do casarão que destruído por um incêndio na última quinta-feira, dia 05 de setembro, na Cidade Baixa de Salvador. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia (IPHAN-BA) definiu as medidas após análise dos resultados obtidos na vistoria, realizada pelo IPHAN e pela Codesal, no mesmo dia do incêndio.

O casarão composto por duas edificações contíguas apresenta risco de desabamento, que pode ser causado pela grande presença de entulhos no interior. Também foi pedido ao proprietário o isolamento da área, a demolição das partes que trazem ameaças e o escoramento da fachada. O plano de execução de obras deverá ser apresentado ao IPHAN-BA em um prazo máximo de cinco dias, apresentando várias medidas que visam consolidar a estrutura, remover os escombros interiores, estruturas pendentes e demolição do último pavimento do imóvel da esquina, entre outras questões, referentes à alvenaria e reboco. Deverá ainda ser apresentada a avaliação estrutural do imóvel, por profissional competente. Essas intervenções emergenciais devem ser executadas no prazo máximo 20 dias.

Deve ser apresentado também um projeto de restauração com o objetivo de recompor a volumetria original do imóvel, bem como, as esquadrias, fachadas e seus elementos decorativos, no prazo máximo de 20 dias. A vistoria no casarão constatou a total destruição das coberturas, diversas esquadrias e parte da alvenaria de tijolos das fachadas, no último pavimento e demolição das paredes internas, tendo sobrado da ruína, apenas as fachadas. Em uma das edificações, no pavimento térreo, funcionava um restaurante.

Conselho Consultivo registra Festa do Senhor do Bonfim como Patrimônio Cultural Brasileiro

Os fiéis que todos os anos participam da Festa do Senhor do Bonfim na cidade de Salvador (BA) já têm mais um motivo para comemorar. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido nesta quarta-feira, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Brasília, aprovou a proposta de Registro da celebração como Patrimônio Cultural Brasileiro. A Festa do Senhor do Bonfim, realizada sem interrupção desde o ano de 1745 e que atrai para a capital baiana o maior número de participantes, depois do carnaval, articula duas matrizes religiosas distintas – a católica e a afro-brasileira – assim como envolve diversas expressões da cultura e da vida social soteropolitana.

A Festa do Bonfim, que ocorre desde o século XVIII e possui origem na Idade Média (península ibérica), tem fundamento na devoção do Senhor Bom Jesus, ou Cristo Crucificado, está profundamente enraizada no cotidiano da cidade e é elemento importante na constituição da identidade baiana. Embora se recrie a cada ano, seus elementos básicos e estruturantes permaneceram os mesmos, ou seja, a Novena, o Cortejo, a Lavagem, os Ternos de Reis e a Missa Solene. Mais que uma grande manifestação religiosa da Bahia, a celebração é uma referência cultural importante na afirmação da baianidade, além de representar um momento significativo de visibilidade para os diversos grupos constituidores da sociedade soteropolitana.

A festa
A celebração que integra o calendário litúrgico e o ciclo de Festas de Largo da cidade de Salvador reúne ritos e representações religiosas (além de manifestações profanas e de conteúdo cultural), durante onze dias do mês de janeiro. Os festejos começam um dia após o Dia dos Santos Reis e terminam no segundo domingo depois da Epifania, no Dia do Senhor do Bonfim. Um dos pontos altos da Festa, e que a individualiza no conjunto das Festas de Santo e Festas de Largo da cidade de Salvador, é a Lavagem do Bonfim, que se segue ao Cortejo de cerca de oito quilômetros, realizada por baianas e filhas de santo, acompanhada por um enorme contingente de moradores, turistas e de devotos do Senhor do Bonfim.

Os rituais e celebrações da Festa ocorrem em diversos espaços da cidade de Salvador, tendo seu ponto focal na Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, na Colina Sagrada, península de Itapagipe. Esta igreja, construída para abrigar a imagem do Senhor do Bonfim trazida de Portugal no século XVIII, é monumento tombado pelo IPHAN desde 1938. Como Festa de Largo, incorpora práticas religiosas do catolicismo e do Candomblé, associando o culto dos orixás ao culto católico tradicional.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

Iphan reabre imóvel do século XVII no Centro Histórico de Salvador (BA)

A reforma do imóvel durou dois anos e custou R$ 1,5 milhão.

Uma casa nobre, construída no século XVII, que serviu de passagem para corte de D. João VII e que agora será abrigo para peças do acervo patrimonial baiano, local de exposição e de debates importantes, além de escritório do PAC Cidades Históricas. Essa é a primeira Casa do Patrimônio da Bahia, que funciona na Casa dos Sete Candeeiros (referência aos sete lampiões de azeite que nela se penduravam por ocasião da estadia da corte), reaberta ontem pela presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema de Souza Machado e pelo superintendente estadual do Iphan, Carlos Amorim, após passar por uma reforma de dois anos, no valor de R$1,5 milhão.

O espaço localizado na Rua São Francisco, Sé, Centro Histórico de Salvador ganhou conforto e acessibilidade e dispõe de um auditório com capacidade para 100 lugares. Na cerimônia representou o governo estadual, o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico, Frederico Mendonça e a prefeitura municipal, o secretário de Desenvolvimento, Turismo e Cultura Guilherme Belintani. Também compôs a mesa, o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Segundo o superintendente do Iphan na Bahia, Carlos Amorim, a Casa do Patrimônio além de administrativa será local também para exposições de peças e elementos que façam referência ao patrimônio protegido. “Nós reformamos, restauramos o acervo, construímos esse auditório, sendo um espaço para compartilharmos o patrimônio com a sociedade, além de conquista também para o Centro Histórico de Salvador”, afirmou.

Retirado do Jornal da Mídia

IPHAN inaugura Casa do Patrimônio em Salvador (BA)

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) inaugura nesta quarta-feira dia 15 de março, no Centro Histórico de Salvador (BA), a Casa do Patrimônio, que funcionará na Casa dos Sete Candeeiros. O edifício de grande valor arquitetônico, construído no século XVII, foi a primeira sede do IPHAN-BA. A Casa estava fechada em nos últimos dois anos, passou por reforma com investimentos de R$1,5 milhão.

A presidenta do IPHAN, Jurema Machado, que está em Salvador participando de eventos com o tema do Patrimônio Cultural desde segunda-feira, inaugura as novas instalações, acompanhada do superintendente do IPHAN-BA, Carlos Amorim, e de outras autoridades do Estado e do Município. Após as reformas, a Casa do Sete Candeeiros ganhou uma sala de projeção e um auditório para cem lugares, além do Núcleo de Bens Móveis e Integrados e o Laboratório de Restauração, todos climatizados e com elementos de acessibilidade.

A cerimônia de inauguração será às 15h30 quando também será lançado o livro Guia Lírico de Rio de Contas, de Ester Trindade (ed.Oiti – 144 páginas), uma homenagem à memória do Rio de Contas e a Chapada Diamantina.

A Casa dos Sete Candeeiros foi tombada pelo IPHAN no ano de 1938 e sua denominação deve-se aos sete lampiões de azeite que nela se penduravam por ocasião da estadia da corte de D. João VI, como forma de iluminar melhor o ambiente. A casa nobre tem forte caráter defensivo, com robutez nas paredes e raras aberturas no pavimento térreo.

Serviço
Inauguração da Casa do Patrimônio de Salvador
Lançamento do livro Guia Lírico de Rio de Contas
Data: 15 de maio de 2013, às 15h30
Local: Casa dos Sete Candeeiros
Rua São Francisco, nº32, Sé
Salvador – BA

Saiu no G1: Prefeitura, Governo e Iphan fazem acordo para reabrir Forte São Marcelo

Forte está fechado desde março de 2011. Acordo prevê reabertura no próximo verão (Foto: Egi Santana/G1)

A Prefeitura de Salvador através da secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Cultura (Sedes) selou um acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Governo do Estado para reabertura do Forte São Marcelo, localizado na Baía de Todos-os-Santos. A reunião aconteceu na sexta-feira (10). De acordo com informações da Sedes, o acordo prevê a reabertura do equipamento cultural no próximo verão.  Ainda não há data definida para abertura do espaço. O local está fechado desde março de 2011.

Em fevereiro de 2013, um grupo de pessoas fez um protesto contra o fechamento do Forte São Marcelo. Os manifestantes pediam que a fortaleza militar, que está fechada há dois anos, fosse reaberta e voltasse a fazer parte do roteiro cultural da capital baiana.

O protesto foi uma iniciativa da Organização Não Governamental Museu Vivo e foi feito de forma bem humorada. Atores representando personagens históricos da época do descobrimento do Brasil fizeram uma dramatização no local. Além da cena de teatro, os manifestantes cantaram e comeram um bolo para lembrar o fechamento da fortaleza.

Responsável pela proteção do equipamento, o Iphan informou em nota que o monumento foi fechado  com o objetivo de proteger o local, já que o contrato com a associação que era responsável pela manutenção do monumento havia sido rescindido.

O Forte foi construído no século XVII, na entrada do Porto da cidade de Salvador para proteger a capital baiana. O Forte São Marcelo é um dos pontos turísticos mais famosos da Bahia.

Leia a Matéria no Globo.com

Começa em Salvador (BA) o ArquiMemória 4

IPHAN está presente no encontro internacional que reúne profissionais de todo o Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos

Abordando a dimensão urbana do patrimônio, teve início nesta terça-feira dia 14 de maio, em Salvador (BA), o ArquiMemória 4 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado, no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador. Principal encontro sobre o assunto realizado no Brasil, o ArquiMemória 4 é promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), através do Departamento da Bahia (IAB-BA), em parceria com a Faculdade de Arquitetura (FAUFBA) e o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (PPG-AU/UFBA). O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) participa do ArquiMemória 4 em mesas redondas e com um estande para mostra e venda de publicações.

Na solenidade de abertura, a presidenta do IPHAN, Jurema Machado, ressaltou a importância do evento, realizado em uma época em que todos os locais emblemáticos do Patrimônio Cultural Brasileiro estão passando por algum tipo de transformação, assim como ocorreu no país no final do século XIX e início do século XX. Segundo ela, “esse é um período em que o Brasil vive um dos maiores desafios já experimentados pela política de preservação, que exige maior dedicação e firmeza, tanto dos gestores públicos quanto da sociedade civil”. Neste sentido, a presidenta do IPHAN ressalta a realização do ArquiMemória 4 como a retomada do debate sobre o tema, em um momento especial em que a nação recebe o maior investimento destinado ao Patrimônio Cultural com o PAC Cidades Históricas.

O Arquimemória 4 reune profissionais e pesquisadores da Itália, Espanha, Portugal, Argentina, Uruguai, Peru, Equador, Bolívia, Chile, Paraguai, Cuba, Panamá, México, Estados Unidos, Hungria e de todas as regiões do Brasil, com o objetivo de discutir as diversas relações entre cidade e patrimônio no Brasil e em outros contextos. Os participantes terão oportunidade de trocar experiências sobre as relações entre gestão, planejamento urbano e preservação do patrimônio, os instrumentos de política urbana, o que podem fazer as parcerias público-privadas na preservação e gestão do patrimônio edificado, os mega eventos e seus impactos nos sítios culturais, dentre vários outros assuntos. Na programação, acontecerão mesas redondas, sessões temáticas, colóquios, exposição de projetos, lançamento de livros e ainda o Fórum de Dirigentes Estaduais de Órgãos de Preservação do Patrimônio Cultural.

O IPHAN participa do evento na coordenação de debates sobre o patrimônio material e imaterial, nas mesas redondas O IPHAN e a dimensão urbana do patrimônio e Novos conceitos, novos patrimônios. No primeiro eixo temático serão abordados o desafio do patrimônio ferroviário nas grandes metrópoles nacionais; as maquetes eletrônicas como instrumento para o planejamento de centros históricos; e o PAC Cidades Histórias. Já o segundo grupo abordará os desafios e possibilidades de uma política federal do patrimônio cultural; a diversidade linguística como objeto de patrimonialização; e a gestão compartilhada e sustentabilidade dos bens culturais registrados. Um estande do Instituto está montado no Hall G onde é possível adquirir livros editados pelo IPHAN. Nesta terça-feira, às 18h, acontece uma sessão de autógrafos de autores baianos.

Mais informações para a Imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Mécia Menescal –mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5477
(61) 9381-7543
www.iphan.gov.br
www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr
www.youtube.com/IphanGovBr

Fórum reúne gestores do Patrimônio Cultural em Salvador (BA)

A necessidade de trabalhar mais na gestão política do Patrimônio Cultural, buscando a construção de estratégias que envolvam também as esferas estaduais e municipais. Esse foi o ponto que a presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Jurema Machado, destacou na mesa de abertura do Fórum Nacional de Instituições Estaduais de Preservação do Patrimônio Cultural, realizado nesta segunda-feira, 13 de maio, em Salvador (BA). Debatendo com representantes de instituições de cerca de 20 estados, Jurema Machado ressaltou “com ações como o PAC Cidades Históricas e a presença do IPHAN nos licenciamentos ambientais em todo o país, está claro que o Patrimônio Cultural já faz parte de uma estratégia política no Brasil e é fundamental encontrar soluções que revertam a lacuna deixada pelos estados, aproximando cada vez mais a sociedade do processo de gestão do Patrimônio Cultural”.

O Fórum Nacional das Instituições Estaduais de Preservação do Patrimônio Cultural traçou um diagnóstico sobre a participação de estados e municípios brasileiros nas atividades de preservação patrimonial. Dando sequência ao encontro realizado em Pernambuco, em 2012, o Fórum busca ampliar o debate sobre a gestão de entidades e secretarias que coordenam as políticas de preservação dos bens culturais brasileiros. Além do IPHAN, participam do encontro de dirigentes de órgãos e departamentos de patrimônio do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, dentre outros estados brasileiros.

Salvador recebe também nesta semana o ArquiMemória 4 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado, que tem como foco a dimensão urbana do patrimônio. O evento ocorre 14 a 17 de maio, no Centro de Convenções da Bahia, reunindo profissionais e pesquisadores do Brasil, Itália, Espanha, Portugal, Argentina, Uruguai, Peru, Equador, Bolívia, Chile, Paraguai, Cuba, Panamá, México, Estados Unidos, Hungria. O objetivo é discutir as diversas relações entre cidade e patrimônio no Brasil e em outros contextos. O IPHAN está presente no ArquiMemória 4 em mesas redondas e com um estande para mostra e venda de publicações. A presidenta Jurema Machado participará da solenidade de abertura, no dia 14 pela manhã.

Já na quarta-feira, dia 15 de maio às 15h30, será inaugurada a Casa do Patrimônio, que passará a funcionar na Casa dos Sete Candeeiros, no Centro Histórico de Salvador. O edifício do século XVII passou por reforma nos últimos dois anos, no valor de R$1,5 milhão. Após as obras, a casa ganhou também uma sala de projeção com auditório para cem lugares, além do Núcleo de Bens Móveis e Integrados e do Laboratório de Restauração, todos climatizados e com elementos de acessibilidade. Durante a cerimônia, com a presença da presidenta do IPHAN e do superintendente do IPHAN-BA, Carlos Amorim, ocorrerá também o lançamento do livro Guia Lírico de Rio de Contas, de Ester Trindade, uma homenagem à memória do Rio de Contas e da Chapada Diamantina.

A Casa dos Sete Candeeiros foi tombada pelo IPHAN em 1938 e recebe esse nome em função dos sete lampiões de azeite que nela se penduravam por ocasião da estadia da corte de D. João VI, como forma de iluminar melhor o ambiente. A casa nobre tem forte caráter defensivo, com robutez nas paredes e raras aberturas no pavimento térreo.

Mais informações para a Imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Mécia Menescal – mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5477
(61) 9381-7543
www.iphan.gov.br
www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr
www.youtube.com/IphanGovBr

Evento internacional sobre preservação do patrimônio edificado acontece em Salvador/BA

Sem títuloA dimensão urbana do patrimônio será o tema central do ArquiMemória 4 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado, que acontece de 14 a 17 de maio de 2013, no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador. Principal encontro sobre o assunto realizado no Brasil, o ArquiMemória 4 é promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), através do Departamento da Bahia (IAB-BA), em parceria com a Faculdade de Arquitetura (FAUFBA) e o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (PPG-AU/UFBA). O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) participa do ArquiMemória 4 em mesas redondas e com um estande para mostra e venda de publicações.

O evento reunirá profissionais e pesquisadores da Itália, Espanha, Portugal, Argentina, Uruguai, Peru, Equador, Bolívia, Chile, Paraguai, Cuba, Panamá, México, Estados Unidos, Hungria e de todas as regiões do Brasil, com o objetivo de discutir as diversas relações entre cidade e patrimônio no Brasil e em outros contextos. Os participantes terão oportunidade de trocar experiências sobre as relações entre gestão, planejamento urbano e preservação do patrimônio, os instrumentos de política urbana, o que podem fazer as parcerias público-privadas na preservação e gestão do patrimônio edificado, os mega eventos e seus impactos nos sítios culturais, dentre vários outros assuntos. Na programação, acontecerão mesas redondas, sessões temáticas, colóquios, exposição de projetos, lançamento de livros e ainda o Fórum de Dirigentes Estaduais de Órgãos de Preservação do Patrimônio Cultural.

A presidenta do IPHAN, Jurema Machado, participará da solenidade de abertura, no dia 14 pela manhã. Durante a semana, o Instituto também coordenará debates sobre o patrimônio material e imaterial, nas mesas redondas O IPHAN e a dimensão urbana do patrimônio e Novos conceitos, novos patrimônios. No primeiro eixo temático serão abordados o desafio do patrimônio ferroviário nas grandes metrópoles nacionais; as maquetes eletrônicas como instrumento para o planejamento de centros históricos; e o PAC Cidades Histórias e o seu impacto em pequenos conjuntos urbanos. Já o segundo grupo abordará os desafios e possibilidades de uma política federal do patrimônio cultural; a diversidade linguística como objeto de patrimonialização; e a gestão compartilhada e sustentabilidade dos bens culturais registrados.

O público interessado em participar do Arquimemória 4 pode se inscrever até a data do evento pelo site www.iab-ba.org.br/arquimemoria4. O custo das inscrições varia entre R$ 200,00 (estudantes) e R$ 500,00 (profissionais de outras áreas que não arquitetura). Arquitetos associados ao IAB têm desconto especial. Outras informações sobre o evento podem ser obtidas enviando e-mail para arquimemoria4@gmail.com ou pelo telefone (71) 3018-3120.

Serviço:
Arquimemória 4 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado
Data: De 14 a 17 de maio de 2013
Local: Centro de Convenções da Bahia [Avenida Simon Bolivar s/nº – Armação, Salvador]

Mais informações para a imprensa:
COMUNIKA PRESS (71) 3497-5000
Aleksandra Pinheiro – alepinheiro@comunikapress.com.br – (71) 9121-5359
Débora Teixeira – debora.teixeira@comunikapress.com.br – (71) 9188-1423|8341-0204

Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger encerra inscrições nesta sexta, 8 de março

As inscrições do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger 2012/2013, abertas em 11 de dezembro seguem até esta sexta, 8 de março. O concurso, um dos maiores para trabalhos fotográficos do Brasil, é promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado (SecultBA). Nesta 5ª edição, o prêmio teve uma ampliação significativa: agora são R$ 120 mil distribuídos em três categorias – “Livre Temática e Livre Técnica”; “Fotografia Documental” e “Trabalhos de Inovação e Experimentação na Área de Fotografia” –, reforçando seu papel no intuito de incentivar, divulgar e valorizar a produção fotográfica brasileira. O edital e seus anexos estão disponíveis no site www.fundacaocultural.ba.gov.br. O Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger é aberto a fotógrafos brasileiros ou estrangeiros com situação de permanência legalizada, maiores de 18 anos, que devem apresentar um projeto ainda não premiado no Brasil nem no exterior. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas exclusivamente via Correios. As fotografias devem ser apresentadas impressas, em formato de 20 x 30 centímetros , e serão avaliadas por uma comissão composta por três profissionais da Bahia e dois de outras localidades, todos indicados através de fóruns representativos do setor.

IPHAN acompanha vistoria de Solar incendiado em Salvador

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, lamenta o incêndio ocorrido no último dia 3 de janeiro no Solar Boa Vista, prédio do século XIX, tombado em 1941, que serviu de morada do escritor e poeta baiano Castro Alves. O Instituto está acompanhando os trabalhos de vistoria do prédio e assim que surgirem os primeiros resultados do laudo a ser apresentado pela Comissão de Defesa Civil do Salvador – Codesal, o IPHAN se pronunciará sobre as medidas administrativas a serem adotadas. Em razão da edificação possuir apólice de seguro, após a conclusão da perícia, as obras de restauro, a cargo do Governo do Estado da Bahia serão acompanhadas por nossa equipe técnica. O edifício pertence ao governo do Estado e está cedido ao Município de Salvador.

O Solar da Boa Vista
Solar suburbano, particular, é transformado em casa de saúde, no último quartel do século XIX, sob a guarda e responsabilidade da Santa Casa de Misericórdia. O Solar tem uma construção robusta e defensiva em alvenaria de pedra e divisórias em paredes francesas, desenvolvida em torno de pequeno pátio central, com mirante em forma de torre no plano da fachada lateral. Sua planta, quase quadrada, é comum nas construções residenciais mais abastadas.

As fachadas são emolduradas por cunhais superpostos por coruchéus. O  edifício possui capela com teto em gamela, no pavimento térreo, e um saguão central com escadarias de três lances que dá acesso ao pavimento nobre. Uma característica especial do prédio é a de que em 1867, após retornar da Europa, o poeta Castro Alves instalou-se nele.