Jornada do Patrimônio vai abrir as portas de imóveis importantes de São Paulo

Além da vasta programação de palestras, cursos e atrações, a Jornada do Patrimônio vai abrir as portas de vários imóveis na cidade de São Paulo ,onde estarão disponíveis acervos e monitores para ensinar um pouco sobre esses pontos importantes da cidade e que acabam passando despercebidos na correria de uma grande metrópole.

Programação por imóveis

Confira todos os imóveis no site oficial da Jornada do Patrimônio .

A história do piso de caquinhos das casas paulistas

Pode algo quebrado valer mais que a peça inteira? Aparentemente não. Mas no Brasil já aconteceu isto, talvez pela primeira vez na história da humanidade. Vamos contar esse mistério.
Foi na década de 40 / 50 do século passado. Voltemos a esse tempo. A cidade de São Paulo era servida por duas indústrias cerâmicas principais. Um dos produtos dessas cerâmicas era um tipo de lajota cerâmica quadrada (algo como 20x20cm) composta por quatro quadrados iguais. Essas lajotas eram produzidas nas cores vermelha (a mais comum e mais barata), amarela e preta. Era usada para piso de residências de classe média ou comércio.

No processo industrial da época, sem maiores preocupações com qualidade, aconteciam muitas quebras e esse material quebrado sem interesse econômico era juntado e enterrado em grandes buracos.

Nessa época os chamados lotes operários na Grande São Paulo eram de 10x30m ou no mínimo 8 x 25m, ou seja, eram lotes com área para jardim e quintal, jardins e quintais revestidos até então com cimentado, com sua monótona cor cinza. Mas os operários não tinham dinheiro para comprar lajotas cerâmicas que eles mesmo produziam e com isso cimentar era a regra.

Certo dia, um dos empregados de uma das cerâmicas e que estava terminando sua casa não tinha dinheiro para comprar o cimento para cimentar todo o seu terreno e lembrou do refugo da fábrica, caminhões e caminhões por dia que levavam esse refugo para ser enterrado num terreno abandonado perto da fábrica. O empregado pediu que ele pudesse recolher parte do refugo e usar na pavimentação do terreno de sua nova casa. Claro que a cerâmica topou na hora e ainda deu o transporte de graça pois com o uso do refugo deixava de gastar dinheiro com a disposição.

Agora a história começa a mudar por uma coisa linda que se chama arte. A maior parte do refugo recebida pelo empregado era de cacos cerâmicos vermelhos mas havia cacos amarelos e pretos também. O operário ao assentar os cacos cerâmicos fez inserir aqui e ali cacos pretos e amarelos quebrando a monotonia do vermelho contínuo. É, a entrada da casa do simples operário ficou bonitinha e gerou comentários dos vizinhos também trabalhadores da fábrica. Ai o assunto pegou fogo e todos começaram a pedir caquinhos o que a cerâmica adorou pois parte, pequena é verdade, do seu refugo começou a ter uso e sua disposição ser menos onerosa.

Mas o belo é contagiante e a solução começou a virar moda em geral e até jornais noticiavam a nova mania paulistana. A classe média adotou a solução do caquinho cerâmico vermelho com inclusões pretas e amarelas. Como a procura começou a crescer a diretoria comercial de uma das cerâmicas descobriu ali uma fonte de renda e passou a vender, a preços módicos é claro pois refugo é refugo, os cacos cerâmicos. O preço do metro quadrado do caquinho cerâmico era da ordem de 30% do caco integro (caco de boa família).

Até aqui esta historieta é racional e lógica pois refugo é refugo e material principal é material principal. Mas não contaram isso para os paulistanos e a onda do caquinho cerâmico cresceu e cresceu e cresceu e , acreditem quem quiser, começou a faltar caquinho cerâmico que começou a ser tão valioso como a peça integra e impoluta. Ah o mercado com suas leis ilógicas mas implacáveis.

Aconteceu o inacreditável. Na falta de caco as peças inteiras começaram a ser quebradas pela própria cerâmica. E é claro que os caquinhos subiram de preço ou seja o metro quadrado do refugo era mais caro que o metro quadrado da peça inteira… A desculpa para o irracional (!) era o custo industrial da operação de quebra, embora ninguém tenha descontado desse custo a perda industrial que gerara o problema ou melhor que gerara a febre do caquinho cerâmico.

De um produto economicamente negativo passou a um produto sem valor comercial a um produto com algum valor comercial até ao refugo valer mais que o produto original de boa família…

A história termina nos anos sessenta com o surgimento dos prédios em condomínio e a classe média que usava esse caquinho foi para esses prédios e a classe mais simples ou passou a ter lotes menores (4 x15m) ou foram morar em favelas.

São histórias da vida que precisam ser contadas para no mínimo se dizer:
– A arte cria o belo, e o marketing tenta explicar o mistério da peça quebrada valer mais que a peça inteira

fonte:  Biblioteca da Fau/USP

Iphan, Condephaat e Conpresp criam Escritório Técnico de Gestão Compartilhada para ampliar a proteção ao patrimônio histórico em São Paulo

Uma iniciativa pretende agilizar e ampliar as ações de proteção do patrimônio em São Paulo. Criado em dezembro de 2013 e posto em funcionamento na última semana, o Escritório Técnico de Gestão Compartilhada reúne técnicos das três esferas de patrimônio: Iphan, ligado ao governo federal, Condephaat, conselho de defesa do Estado, e o Conpresp, seu equivalente em nível municipal. “Era uma demanda antiga das áreas de patrimônio”, comenta Ana Lanna, presidente do Condephaat. “De maneira informal, os técnicos já tinham criado uma cultura de conversar em casos mais polêmicos. Mas isso não acontecia de forma organizada.”

Atualmente, um edifício com valor histórico e arquitetônico pode ser considerado patrimônio a ser preservado pela cidade, pelo Estado ou pelo País. Para proteger esses bens, existem organismos que funcionam nessas três esferas. Cada um com seus métodos e critérios para análise. O novo escritório vem para simplificar procedimentos. E agilizar o trâmite dos processos.

Na Bahia, já existe um sistema semelhante. Lá, um escritório congrega representantes do Instituto de Patrimônio Histórico Nacional, do governo estadual e da secretaria municipal de planejamento. “É uma experiência bem-sucedida de quase 30 anos”, pontua Anna Beatriz Galvão, superintendente do Iphan em São Paulo. A ideia, ela conta, é expandir o novo modelo a ser adotado agora na capital paulista para outros municípios do Estado.

Mesmo antes da publicação do convênio que formalizou a criação do escritório, o grupo já havia começado a trabalhar. Analistas se uniram para examinar casos emblemáticos para a cidade, como o Hospital Matarazzo e o Jockey Club, que havia destinado parte de sua área a uma tenda destinada para shows.

O Largo São Francisco é outro exemplo da ação em conjunto. O coletivo reviu o perímetro das áreas envoltórias de tombamento. Propôs uma redução dessa área e estabeleceu regras para sua conservação. Tudo isso, considerando as modificações urbanas que aconteceram na região nos últimos anos e as necessidades de preservação.

Todas as áreas envoltórias – que são aquelas que ficam ao redor de um bem tombado e, por conseguinte, também ficam protegidas – estão na mira do escritório recém-criado. “Nós vamos regulamentar, estabelecer regras comuns”, observa Nadia Somekh, presidente do Conpresp. “Em alguns casos existem estudos técnicos dos dois órgãos. Nós vamos nos reunir para estabelecer uma diretriz única.”

Para Mauro Pereira, diretor interino de preservação do DPH – Departamento de Patrimônio Histórico, o impacto das ações deve ser imenso. “Isso libera centenas de imóveis e facilita as ações, inclusive do poder público.”

Um dos principais objetivos do escritório é diminuir a burocracia e tornar os processos mais rápidos. Afinal, as queixas em relação ao tempo de análise necessário para um tombamento ou para qualquer resolução sobre um imóvel tombado é uma das principais críticas da sociedade civil a respeito da atuação dos órgãos de preservação. Com o novo órgão, o material para os conselhos deliberarem será produzido mais rapidamente. E, mais importante, haverá um mesmo estudo para embasar as decisões das três instâncias.

“Não adianta ter um projeto aprovado no Condephaat e no Conpresp se um órgão pede uma coisa e o outro pede uma diferente. Às vezes pedidos divergentes”, observa Ana Lanna. “Isso aconteceu, por exemplo, no caso do MAC Ibirapuera. Cada decisão ia para um lado. Só depois de nos reunirmos conseguimos chegar a um conceito comum e eliminar as divergências.” O próximo passo, conta a presidente do Condephaat, será a uniformização dos documentos exigidos. Hoje, cada órgão tem uma lista própria.

Mas simplificar procedimentos, ressalvam as especialistas em preservação histórica, não deve pôr fim à independência de cada órgão. “Os conselhos continuarão a deliberar de maneira independente. Mas, agora, nós podemos instruí-los da melhor forma possível.”

PROJETO PILOTO

Além de preservar e regulamentar, o órgão também pretende unir as forças para desenvolver projetos especiais. O Parque da Independência, no Ipiranga, deve ser o primeiro objeto sobre o qual os técnicos devem se debruçar. No pacote, estão incluídos o jardim, o Monumento à Independência e o Museu Paulista. “É uma tentativa de qualificar esse espaço, que merece uma atenção especial”, comenta a superintendente do Iphan. “Já estamos lidando com a perspectiva do bicentenário da Independência, em 2022.”

Entre as ações previstas estão a incorporação do último trecho visível do Rio Ipiranga à área do parque, o restauro dos edifícios e dos elementos paisagísticos, além da criação de um programa que articule as atividades do museu – atualmente fechado para restauro – com as do Monumento à Independência. “Em qualquer outro país, essa seria uma área tratada de maneira especial. É preciso valorizar São Paulo como o berço desse episódio histórico”, lembra a presidente do Conpresp. “Nós temos, é claro, que ser críticos em relação ao episódio da Independência. Mas não podemos negligenciá-lo. Temos que analisar o que significa essa independência para o Brasil.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Museu de Arte Sacra realiza inventário de acervos do gênero em instituições de São Paulo

O Museu de Arte Sacra, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, está realizando um projeto para inventariar os acervos sacros distribuídos em São Paulo. O Inventário Paulista de Acervos Museológicos de Arte Sacra teve início a partir de uma ação do Sistema Estadual de Museus, em 2012, que previu a articulação de instituições, com a criação de redes temáticas entre os museus de diferentes tipologias, buscando a preservação do patrimônio museológico paulista.

A primeira parte da atividade será entregue no 17 de dezembro (terça-feira), em uma cerimônia na sede da Secretaria de Estado da Cultura, em São Paulo. Ao todo, participarão do projeto, que vai até 2015, 70 instituições, em 55 municípios, em todo o Estado de São Paulo.

A iniciativa busca assegurar a proteção, a pesquisa e a difusão do patrimônio museológico de arte sacra paulista, que encontra-se não só em instituições museais com os mesmos perfis, mas em museus de arte, museus-casa, museus históricos e pedagógicos e museus de cidade de todo o Estado.

Tem início o Encontro de Culturas Populares e Tradicionais

O sétimo Encontro de Culturas Populares e Tradicionais tem início nesta quinta-feira, dia 3 de outubro, e segue até domingo, 06 no SESC Itaquera, São Paulo. Concebido pela Rede Nacional de Culturas Populares e realizado pelo Ministério da Cultura (MinC) e vários parceiros, o Encontro tem a missão de avaliar as políticas públicas de cultura implantadas nos últimos dez anos e de propor diretrizes para o fortalecimento desta ações.
O evento reúne mestres e mestras da cultura popular, lideranças indígenas, quilombolas, artistas, gestores culturais, representantes da sociedade civil nos conselhos e colegiados de cultura, dirigentes do MinC e o público interessado no debate em torno do futuro da Cultura Popular e Tradicional do país.
Toda esta programação fomenta a realização da Meta 04 do Plano Nacional de Cultura-PNC, que estabelece a necessidade de implantação de política nacional de proteção e valorização dos conhecimentos e expressões das culturas populares e tradicionais. Conheça as 53 Metas do PNC clicando aqui. Veja também o Plano Setorial de Culturas Populares clicando aqui.

Serviço:
Encontro de Culturas Populares e Tradicionais
Local:
SESC Itaquera
Endereço: Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000, Itaquera – São Paulo.

Governo de São Paulo anuncia investimento de R$ 22 milhões para reformas em prédios históricos que abrigam oficinas culturais

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta segunda-feira, 9, que o Estado vai investir R$ 22 milhões no restauro de cinco prédios históricos que abrigam oficinais culturais. As cidades beneficiadas serão São Paulo, Santos, Iguape, Sorocaba e Bauru. Veja quais reformas serão feitas e o custo de cada obra.

São Paulo

O prédio em que está instalada a Oficina Cultural Amácio Mazzaropi – e onde também funciona a SP Escola de Teatro -, localizado no bairro do Brás, foi construído em 1912 para abrigar a Escola Padre Anchieta e é tombado pelos órgãos de preservação nas três esferas (Conpresp, Condephaat e Iphan). O custo para esta obra, que inclui a criação de um novo auditório, é de R$ 5 milhões. Serão restaurados os revestimentos originais da construção e as pinturas de parede remanescentes. Também serão reformados o telhado e todas as instalações elétricas e hidrossanitárias. A obra prevê, ainda, a instalação de um elevador para acesso aos andares superiores, tornando o edifício acessível.

Santos

Para a reforma e restauro da Cadeia Velha de Santos, serão liberados R$ 10 milhões. Trata-se de um dos edifícios coloniais mais antigos e importantes da cidade, declarado patrimônio histórico nas esferas municipal (Condepasa), estadual (Condephaat) e federal (Iphan). A sua construção foi concluída em 1869, quando foi instalada no edifício a Câmara de Santos e, um ano depois, a cadeia, que funcionou até 1956. O intuito da obra é manter a feição original do bem de modo a preservar também as marcas significativas das intervenções sofridas ao longo do tempo.

Iguape

Será restaurada a Oficina Cultural Regional Gerson de Abreu, que ocupa um casarão colonial do final do século 19, construído para abrigar a velha cadeia da cidade. O imóvel foi tombado pelo Condephaat em 1975 e pelo Iphan em 2011. Com o custo de R$ 1,5 milhão, a obra prevê reforma do telhado e de todas as instalações elétricas e hidrossanitárias, instalação de iluminação, reparo das rachaduras, novo paisagismo e o restauro dos revestimentos originais e das pinturas de parede remanescentes. Será criada, ainda, uma nova edificação anexa ao edifício, em harmonia com materiais, volumetria e ambiência do Centro Histórico de Iguape. Visando à adequação aos parâmetros de acessibilidade, serão implantados um elevador, rampas e novos sanitários.

Sorocaba

Patrimônio histórico de Sorocaba e do Estado, a Oficina Cultural Regional Grande Otelo, instalada no antigo prédio do Fórum Municipal, também será restaurada pelo Governo. O investimento será de R$ 1,7 milhão e prevê reforma do telhado e de todas as instalações elétricas e hidrossanitárias, correção de falhas estruturais e reparo das rachaduras, restauro de pisos, forros e esquadrias, além da proteção da edificação das raízes das árvores. Também será implantado um elevador para acesso aos pavimentos superiores e adaptadas escadas, portas, rampas e banheiros.

Bauru

Outro imóvel a ser restaurado é a Oficina Cultural Regional Glauco Pinto de Moraes. Com o custo de R$ 4 milhões, a obra inclui reforma do telhado e das instalações elétricas e hidrossanitárias, melhoria do solo, reparo das rachaduras, novos revestimentos e a proteção da edificação das raízes das árvores, além da implementação de um elevador e de rampas, escadas e sanitários acessíveis. Das cinco oficinas que passarão por obras, é a única não tombada.

Museu da Imigração disponibiliza acervo digital

Hospedaria dos Imigrantes. Acervo: Museu da Imigração do Estado de São Paulo.

Um baú de preciosidades. Assim pode ser definido o acervo digital do Museu da Imigração, com suas mais de 250 mil imagens digitalizadas que revelam a história da imigração no Estado de São Paulo e no Brasil. Lá estão disponíveis também as listas de bordo dos navios de imigrantes que ancoraram no Porto de Santos entre 1888 e 1973.

Um banco de dados online integra o acervo digital do museu e documentos pertencentes ao Arquivo Público do Estado de São Paulo. São mais de 247 mil páginas para consulta e download gratuito. Há documentos como listas com os nomes dos imigrantes embarcados, principalmente em portos europeus, com desembarque previsto no Porto de Santos.

Pesquisadores, estudantes, descendentes de imigrantes e demais interessados podem consultar o acervo no site do Museu da Imigração. A busca pode ser feita por critérios como o nome do navio, um determinado intervalo de anos ou a data precisa do desembarque em Santos. A ferramenta de pesquisa possibilita buscas específicas entre as categorias do acervo.

Via Defender.org.br

Edifício da Estação da Luz passará por revitalização

O edifício da Estação da Luz, patrimônio histórico do Século XIX, será revitalizado. A Advocacia Geral da União (AGU) confirmou a legalidade das autorizações expedidas pelos órgãos de Proteção ao Patrimônio Histórico ao negar o pedido do Ministério Público Federal (MPF) que alegava irregularidades e solicitava a não revitalização do Edifício.

As unidades da AGU e a 2ª Vara Federal de São Paulo não identificaram nenhuma ilegalidade no procedimento de revitalização capaz de impedir a realização das obras.

A decisão declara que os órgãos administrativos de proteção IPHAN, Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) possuem a capacitação técnica para de avaliar intervenções em bens tombados. A Advocacia Geral também apontou que as autorizações concedidas para a restauração do edifício foram feitas com base em ampla discussão, participação, revisão, formulação de diretrizes e readequação do projeto.

O Prédio de arquitetura inglesa e importante relevância histórica para o Brasil é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1996 e foi escolhido em 2006 para abrigar o Museu da Língua portuguesa. O museu interativo é um dos mais visitados da América Latina e tornou-se parada obrigatória no circuito cultural de São Paulo por trazer uma proposta inovadora que utiliza tecnologia de ponta e diversos recursos multimídia para preservar, valorizar e divulgar um dos idiomas mais falado no mundo.

Quem visita o Museu da Língua Portuguesa durante os finais de semana e feriados tem a oportunidade de mergulhar na história do importante prédio da Estação da Luz. As visitas monitoradas têm em média 50 minutos de duração e percorrem pontos históricos e arquitetônicos da Estação, contando um pouco da história do prédio, da ferrovia Santos-Jundiaí e de seu impacto para a economia e sociedade brasileiras, principalmente no final do Século XIX e na primeira metade do Século XX.

O Edifício
Localizado no bairro da Luz, foi construído com o objetivo de sediar a recém-criada Companhia São Paulo Railway, de origem britânica. Sua maior importância, no entanto, era na condição de infraestrutura econômica para o país: por ali passava o café que seguia para o porto de Santos para exportação.

A Estação da Luz também recebia bens de consumo e de capital importados que abasteciam a cidade, ainda pouco industrializada e reflete o momento histórico em que foi construída, evidenciando o poder do café na trajetória de expansão da cidade. Erguida junto ao Jardim da Luz, por décadas a sua torre dominou parte da paisagem central paulistana.

O patrimônio não é só histórico, é também estratégico

Vale a pena ficar de olho na revisão do Plano Diretor Estratégico de São Paulo cujo debate recém começou.

Tenho particular esperança de que haverá maior participação popular desta vez, ao contrário da revisão de 2007, uma das causas que levou o desatualizado plano de 2002 a permanecer em vigência até hoje, do que resultaram abusos do setor imobiliário, o agravamento da mobilidade urbana e poucas ações sustentáveis.

Uma das dimensões da sustentabilidade é a cultural. A cidade não é só onde moramos, trabalhamos e estudamos. Não é só um amontoado de gente. A cidade é essencialmente um organismo social em mutação constante. Cada qual com um DNA único. Essa identidade é dada pela cultura local. Ela precisa ser forte, para não deixar que as mutações dilacerem a cidade. Para ser forte, a cultura local precisa unir, não segregar. Vale dizer, respeitar a diversidade de todas as raízes da comunidade.

A preservação dos bens culturais faz parte desse contexto. São edificações, paisagens, bens móveis e sítios arqueológicos que guardam nossa memória coletiva. Sem eles, sofreríamos de uma “labirintite urbana”, digamos assim. Não conseguiríamos nos equilibrar, andariamos pelas ruas com tonturas, com medo do inesperado. O patrimônio cultural nos acalma, nos faz sentir em casa fora de casa. Apesar dessa importância, em São Paulo os bens culturais têm sido tratados de uma forma individualizada, como fenômenos isolados do restante do tecido das cidades. Células cancerígenas que precisam ficar isoladas.

Leia aqui o Post Completo no Blog do Júlio Moreno

Santa Casa de SP passa por fase final de restauro

Complexo hospitalar foi construído em 1884 pelo escritório de Ramos de Azevedo. Kathia Tamanaha/04.11.1999/Estadão Conteúdo

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, em Santa Cecília, centro da capital paulista, passa por um “plano de restauração das fachadas” que prevê a reforma externa de todos os edifícios do Complexo Hospitalar. Duas obras estão sendo finalizadas: a do prédio da pediatria e da Capela Nossa Senhora da Misericórdia.

Ainda neste mês será inaugurada a fachada da capela, com o resgate da cor laranja original de 1901. O espaço passa por reforma há 12 anos, desde que começou a ter infiltrações no telhado. Durante a obra, foram encontradas camadas de tinta que escondiam pinturas artísticas góticas e retratos de santos feitos pelo artista Gino Catani – o mesmo que pintou as igrejas de Santa Ifigênia e Santa Cecília. O interior e o pé-direito da capela, que estavam cobertos por tinta cinza e imitavam granito, ganharam pinturas coloridas baseadas em fotos de 1919.

Já o prédio da pediatria foi um dos primeiros a receber as obras porque janelas e detalhes do acabamento estavam tão deteriorados que caíam na calçada e colocavam em risco os pacientes que passavam por ali. A reforma externa começou em 2011 e deve ser concluída até o fim deste semestre.

O complexo da Santa Casa foi construído pelo escritório de Ramos de Azevedo, em 1884. O desenho, com acabamento gótico e tijolos aparentes, foi escolhido em um concurso de arquitetos em 1876 e o ganhador foi o italiano Luiz Pucci – que projetou o Museu do Ipiranga.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Museu Histórico e Arqueológico de Lins, inovação à vista

Quando o Museu Histórico e Arqueológico de Lins foi inaugurado, em 04 de agosto de 2012 foi traçada uma meta por Lucas Martins, administrador do espaço cultural: atingir 10% da população linense, o que representa cerca de 7.300 pessoas, até o final do ano. Este número foi não só alcançado, mas ultrapassado, ao final do mês de dezembro foram contabilizados pouco mais de 8.000 visitantes. Hoje, finalizando o mês de março já são mais de 10 mil visitantes. O projeto é uma realização da Prefeitura Municipal de Lins, através da Secretaria de Desenvolvimento Sustentado, e hoje sub supervisão da Diretoria de Cultura. Foi executado pela Fundação Araporã com apoio do Governo Federal, através do Ministério do Turismo e da Zanettini Arqueologia.

Vale ressaltar também que em pouco tempo de “vida” alcançou resultados expressivos no meio acadêmico, além do reconhecimento em Lins e toda região. “O Museu é um espaço histórico e cultural, nosso objetivo é agregar conhecimento e saberes aos nossos visitantes e também gerar sugestões, dúvidas e reflexões, mas no dia-a-dia funciona como uma empresa, assim foi aplicada, desde a inauguração, uma gestão empresarial de metas” contou Lucas Martins.

Em se tratando de exposições o local possui:

  • Exposição de longa duração, composta por riquíssimos materiais do acervo do arqueólogo japonês Kiju Sakai e da coleção da ABCEL.
  • Exposição de curta duração, que atualmente chama-se Nós por nós mesmos, resultado dos trabalhos com os grupos sociais.
  •  Exposição externa, formada por painéis que explicam a história e arquitetura de cada ambiente reproduzido.

Para este ano os projetos são diversos, entre eles, troca de exposição, aplicação de pesquisas técnicas, concretização da Associação de Amigos do Museu, convênios com instituições, calendário de eventos, agenda de visitas de grupos escolares. Tem muita coisa boa vindo por aí, e para quem ainda não conhece vale muito a pena visitar o Museu Histórico e Arqueológico de Lins.

Um dos principais projetos do Museu para 2013 trata-se do Programa de Relação Escola-Museu (PREM), um sistema próprio de gestão, englobando visitas, indicadores e administração, tudo de forma eficiente e dinâmica, visando melhor atender o público e a comunidade do Museu. Uma das principais ferramentas da gestão consiste em encaminhar rapidamente para todas as escolas relatórios da visita e fotos. “Estamos ainda desenvolvendo um site, que vai servir de plataforma para o Museu, onde, conterá a história, tour pelo prédio, fotos das visitas, depoimentos, quem é você interativo, redes sociais, além de agendamento online para visitação” comentou Lucas Martins.

Museu Histórico e Arqueológico

Endereço: Rua Aureliano Resende de Andrade, 100
Telefone: (14) 3529-2302
Horário de Funcionamento: De terça-feira a domingo, das 9:00 às 17:00.

Fonte: Sistema Estadual de Museus de SP

Deu no G1 : Condephaat tomba ‘Escola do Povo’ erguida em Campinas em 1880

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) tombou o prédio da Escola Ferreira Penteado, em Campinas (SP).

De acordo com o órgão estadual, a decisão protege o imóvel que abrigou a antiga escola, projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo em 1880. A escola foi desativada entre 1914 e 1915, segundo a Secretaria de Cultura de Campinas.Hoje, o local é a sede do Serviço de Acolhimento e Referenciamento Social da Secretaria Municipal de Assistência Social.

O tombamento inclui o lote e o prédio. A partir de agora todas as intervenções, restaurações e reformas deverão ser avaliadas e autorizadas pelo Condephaat antes de serem realizadas.A medida impede que o imóvel sofra alterações em suas características arquitetônicas originais, preservando não só a construção, mas a importância histórica.

Fonte: G1/Campinas