Centro Lúcio Costa seleciona 10 projetos de pesquisa de até R$ 24.000,00

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por intermédio do Centro Regional de Formação em Gestão do Patrimônio – Centro Lucio Costa (CLC) -, Centro de Categoria II sob os auspícios da UNESCO, sediado no Rio de Janeiro, lançou duas chamadas públicas voltadas a artigo e pesquisa.

Serão selecionadas propostas de artigos relacionados às estratégias de valoração de bens culturais nos países de línguas portuguesa e espanhola da América do Sul e de língua portuguesa da África e Ásia, com o objetivo de refletir sobre as apropriações dos valores universais do Patrimônio. As propostas podem ter como recorte tanto a Região como um ou mais países que a compõem, priorizando-se como área temática a Subrepresentatividade dos bens culturais como Patrimônio da Humanidade.

O CLC selecionará até 10 (dez) propostas de artigo, no valor individual total de R$ 5.000,00, buscando contemplar o conjunto dos países da Região e a adequação das propostas aos objetivos e temáticas da Chamada. Clique aqui e saiba mais.

No caso da pesquisa, serão selecionados projetos referentes a preservação e gestão do patrimônio cultural, que analisem ações e políticas realizadas por diferentes setores da sociedade de cada país (de caráter público ou privado), conforme as perspectivas cultural e histórica, nos países de línguas portuguesa e espanhola da América do Sul e de língua portuguesa da África e Ásia, tendo como áreas temáticas prioritárias as Práticas de gestão do Patrimônio da Humanidade e Panorama comparativo de políticas públicas e gestão participativa do Patrimônio da Humanidade entre dois ou mais países da Região.

O CLC selecionará até 10 (dez) projetos de pesquisa, no valor individual total de R$ 24.000,00, buscando contemplar o conjunto dos países da Região e a adequação das propostas aos objetivos e temáticas da Chamada. Saiba mais clicando aqui.

Congonhas/MG comemora 30 anos do título de Patrimônio Mundial da Unesco

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Foto: Welerson Athaydes

A cidade histórica de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, sedia a partir do dia 17 de maio uma vasta programação cultural, em comemoração aos 30 anos do título de “Patrimônio Mundial”, conferido em 1985, pela UNESCO, ao Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

O secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, estará presente na solenidade de abertura das comemorações no espaço cultural da Romaria, com o tradicional Festival da Quitanda que, nesta edição, destaca o “Patrimônio dos Sabores”, representado pelo resgate das receitas de quitandas da culinária mineira.

O conjunto histórico de Congonhas, construído na segunda metade do século 18, é singular por reunir, em um só lugar, uma Igreja em estilo rococó, além da obra-prima de Aleijadinho: os 12 profetas e as 64 estátuas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo.

Organizadas pela Prefeitura Municipal, as atividades acontecem até 6 de dezembro – data oficial do anúncio do título –, com a cooperação  da UNESCO e apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Exposições, palestras, debates, festivais, inaugurações de espaços culturais, ações de reconceituação do sítio histórico e programas de educação patrimonial integram a agenda festiva ao longo do ano.

Um dos pontos altos da comemoração dos 30 anos do título de Patrimônio Mundial será a inauguração da nova sinalização interpretativa do sítio histórico em frente ao Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

Seis bens culturais brasileiros estão na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial da Unesco

iphaMais seis bens culturais foram incluídos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na Lista Indicativa brasileira do Patrimônio Mundial, em 2015. Poderão ser futuramente apresentados ao Comitê do Patrimônio Mundial, os Geoglifos do Acre (AC), Teatros da Amazônia (AM, PA), Itacoatiaras do Rio Ingá (PB), Barragem do Cedro nos Monólitos de Quixadá (CE), Sítio Roberto Burle Marx (RJ) e o Conjunto de Fortificações do Brasil (AP, AM, RO, MS, SP, SC, RJ, BA, PE, RN) para serem avaliados e receberem o título de Patrimônio Mundial.

Na última atualização da Unesco, em 2014, três bens culturais brasileiros haviam sido incluídos na Lista, juntamente com outros 18 bens naturais e culturais: Cais do Valongo (Rio de Janeiro/RJ), a Vila Ferroviária de Paranapiacaba (Santo André/SP) e o Ver-o-Peso (Belém/PA). Agora a Lista Indicativa brasileira consta de 24 bens no total.

A Lista é composta pela indicação de bens culturais, naturais e mistos, apresentados pelos países que ratificaram a Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco. Essa iniciativa pode ensejar a participação de gestores de sítios, autoridades locais e regionais, comunidades locais, ONGs e outros interessados na preservação do patrimônio cultural e natural do país.

Novos bens culturais brasileiros inscritos na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial

Geoglifos do Acre (Acre): trata-se de estruturas de terra escavadas no solo e formadas por valetas e muretas que representam figuras geométricas de diferentes formas. Foram encontrados na região sudoeste da Amazônia ocidental, mais predominantemente na porção leste do estado do Acre, estando localizados em áreas de interflúvios, nascentes de igarapés e várzeas. As pesquisas arqueológicas nestas áreas, ainda que esparsas, dão conta de informações importantes sobre o manejo da paisagem amazônica por grupos indígenas que habitaram a região entre, aproximadamente, 200 AC – AD 1300, e sugerem um novo paradigma sobre o modelo de ocupação da Amazônia por densas sociedades pré-coloniais.

Teatros da Amazônia (Amazonas e Pará): construídos em finais do século XIX, os Teatros Amazonas e da Paz, localizados na região amazônica brasileira, respectivamente nas cidades de Manaus e Belém, são expressivos monumentos implantados nos dois maiores centros urbanos da região, como símbolos do apogeu econômico alcançado e representado por um modelo de civilidade europeizada, então reproduzido nos trópicos em função do auge do Ciclo da Borracha na América do Sul.

Itacoatiaras do Rio Ingá (Paraíba): localiza-se na zona rural do Município de Ingá, cerca de 105 km de distância da cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba. As primeiras manifestações de arte rupestre na Região Nordeste do Brasil surgiram antes de 10.000 A.C. e, apesar dos escassos estudos sobre estas populações pré-históricas, constata-se a produção de uma arte expressiva de gravura rupestre com elevada capacidade técnica. O sítio das Itacoatiaras do Rio Ingá congrega o mais representativo conjunto conhecido desse tipo de gravura no Brasil, que se notabiliza pelo uso quase exclusivo de representações não figurativas na composição de grandes painéis de arte rupestre, exprimindo o gênio criativo de um grupo humano que se apropriou de padrões estéticos abstratos como forma de expressão, e possivelmente, de conceitos simbólico-religiosos, diferentemente de outras culturas que, em sua maioria, utilizaram-se de representações antropomórficas e zoomórficas.

Barragem do Cedro nos Monólitos de Quixadá (Ceará): a Barragem do Cedro, com sua parede em arco de alvenaria de pedra, foi a primeira grande obra hidráulica moderna do continente sul-americano e uma das pioneiras obras do seu tipo e do seu porte no mundo. Para além de sua funcionalidade de represamento d’água para irrigação, sua implantação, seu desenho e seu esmero de execução resultaram numa paisagem de beleza ímpar, combinando arrojo e elegância, monumentalidade e singeleza, numa simbiose entre o engenho humano e a obra da natureza existente no local, formado por monólitos que dão uma característica singular ao local.

Sítio Roberto Burle Marx – SRBM (Rio de Janeiro): compreendido como obra de arte, o SRBM espelha de forma notável a cultura, a energia criadora e a preocupação científica de Roberto Burle Marx, cuja obra, ao produzir o conceito moderno de jardim tropical, constituiu um paradigma especial no âmbito do movimento modernista brasileiro. Trata-se de um referencial de paisagem construída, um testemunho vivo da mudança do conceito europeu de jardim com rigor formal da composição geometrizada para o conceito de modernidade do jardim tropical, como uma forma de manifestação artística.

Conjunto de Fortificações do Brasil (AP, AM, RO, MS, SP, SC, RJ, BA, PE, RN): o conjunto de fortificações do Brasil apresenta-se como um testemunho material único de um contato produzido entre diferentes culturas do Velho e do Novo Mundo. As fortificações, edificadas em resposta a esses contatos, marcam o sucesso de uma fórmula singular de ocupação do território, onde os moradores do Brasil tiveram um papel mais fundamental do que a ação dos governos das metrópoles do Velho Mundo, ao contrário do que ocorreu em outras colônias europeias no resto do mundo. As construções feitas com o objetivo de garantir a posse e a segurança dos novos territórios formam um conjunto sem semelhança a outros sistemas fortificados edificados no mesmo período em outros lugares do mundo, tendo um importante papel na ocupação territorial da América do Sul. Abrange a Fortaleza de São José, em Macapá (AP); o Forte Coimbra, em Corumbá (MS); Forte de Príncipe da Beira, em Costa Marques (RO); a Fortaleza dos Reis Magos, em Natal (RN); o Forte de Santa Catarina, em Cabedelo (PB); o Forte de Santa Cruz (Forte Orange), em Itamaracá (PE); o Forte São João Batista do Brum, no Recife (PE); o Forte São Tiago das Cinco Pontas, no Recife (PE); o Forte de Santo Antônio da Barra, em Salvador (BA); o Forte São Diogo, em Salvador (BA); o Forte São Marcelo, em Salvador (BA); o Forte de Santa Maria, em Salvador (BA); o Forte de N. S. de Montserrat, em Salvador (BA); a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói (RJ); a Fortaleza de São João, no Rio de Janeiro (RJ); a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, em Guarujá (SP); o Forte São João, em Bertioga (SP); a Fortaleza de Santa Cruz de Anhantomirim, em Governador Celso Ramos (SC); e o Forte de Santo Antônio de Ratones, em Florianópolis (SC).

Unesco reconhece Roda de Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

cap1A 9ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda acaba de aprovar a inscrição da Roda de Capoeira, um dos símbolos do Brasil mais reconhecido internacionalmente, na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A aprovação ocorreu na manhã desta quarta-feria, dia 26 de novembro, na reunião do Comitê, que acontece, em Paris. Agora a  Roda de Capoeira se junta ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA), à Arte Kusiwa- Pintura Corporal (AP), ao Frevo (PE), e ao Círio de Nazaré (PA), já reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Segundo a presidenta do Iphan, a inscrição da roda de Capoeira na lista representativa promoverá o aumento de sua visibilidade desse, mas também de outros bens culturais relacionados aos movimentos de luta contra a opressão, sobretudo aqueles pertencentes às comunidades afrodescendentes. “A roda de capoeira expressa a história de resistência negra no Brasil, durante e após a escravidão. Seu reconhecimento como patrimônio demarca a conscientização sobre o valor da herança cultural africana, que, no passado, foi reprimida e discriminada”, conclui Jurema Machado.
Originada no século XVII, em pleno período escravista, desenvolveu-se como forma de sociabilidade e solidariedade entre os africanos escravizados, estratégia para lidarem com o controle e a violência. Hoje, é um dos maiores símbolos da identidade brasileira e está presente em todo território nacional, além de praticada em mais de 160 países, em todos os continentes. A Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira foram reconhecidos como patrimônio cultural brasileiro pelo Iphan em 2008, e estão inscritos no Livro de Registro das Formas de Expressão e no Livro de Registro dos Saberes, respectivamente.
A Roda
Profundamente ritualizado, o espaço da Roda reúne cantos e gestos que expressam uma visão de mundo, uma hierarquia, um código de ética, e revelam companheirismo e solidariedade. É na roda de capoeira que se formam e se consagram os grandes mestres, se transmitem e se reiteram práticas e valores tradicionais afro-brasileiros. Forma redes de sociabilidade, gera identidades comuns e laços de cooperação entre seus integrantes. É o lugar de socialização de conhecimentos e práticas; de aprender e aplicar saberes, testar limites e invenções, reverenciar os mais velhos e improvisar novos cantos e movimentos.
Metaforicamente representa a roda do mundo, a roda da vida, onde há lugar para o inesperado, onde ora se ganha ora se perde. A roda também tem a função de difundir os símbolos e valores relacionados à diáspora africana no território brasileiro. Leva a mensagem de resistência sobre o sistema escravagista.

 Saiba mais sobre a candidatura da Roda de Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade clicando aqui.  Leia mais sobre o Registro da Roda de Capoeira e do Ofício dos Mestres de Capoeira .                                                                              

Unesco aprova inclusão de novos três bens brasileiros na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial

O sítio arqueológico do antigo Cais do Valongo (Rio de Janeiro/RJ), a Vila Ferroviária de Paranapiacaba (Santo André/SP) e o Ver-o-Peso (Belém/PA) foram incluídos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na lista indicativa de bens culturais brasileiros que poderão ser futuramente apresentados ao Comitê do Patrimônio Mundial para serem avaliados e receberem o título de Patrimônio Mundial. A última atualização da Lista Indicativa brasileira ocorreu em 1996. Agora, em 2014, com a inclusão de mais três bens culturais, a lista possui 18 bens naturais e culturais que poderão ser futuramente inscritos como na Lista do Patrimônio Mundial. Acesse aqui a lista indicativa completa no site da UNESCO.

A lista é composta pela indicação de bens culturais, naturais e mistos, apresentados pelos países que ratificaram a Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco.  Essa iniciativa pode ensejar a participação de gestores de sítios, autoridades locais e regionais, comunidades locais, ONGs e outros interessados na preservação do patrimônio cultural e natural do país. Os bens culturais indicados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) contemplam o patrimônio histórico, arqueológico e ferroviário, além de importante área cultural e ponto turístico do norte brasileiro. Esse posicionamento será apresentado ao Comitê do Patrimônio Mundial na sua próxima reunião, que este ano ocorrerá em Doha, no Catar, em junho.

Novos bens culturais brasileiros inscritos na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial
Cais do Valongo foi redescoberto, em 2011, durante as obras de revitalização da zona portuária, na Avenida Barão de Tefé (área central da cidade do Rio de Janeiro).  O cais foi construído em 1811 para desembarque e comércio dos africanos escravizados. Em 1843, passou por grande remodelação e recebeu o nome de Cais da Imperatriz e, no início do século, o local foi aterrado para construção da Praça do Commercio. Possui cerca de 350 metros de comprimento e cerca de 2.000 m2, estendendo-se da Rua Coelho e Castro até a Sacadura.  Na área, foram encontrados objetos que revelam a vida cotidiana das classes dominantes do império e dos negros escravizados. As peças estão armazenadas no Museu Nacional e vão compor um memorial com os achados mais significativos. É um testemunho de grande valor histórico, um símbolo da violência da escravidão e da diáspora africana, que trouxe para o Brasil mais de quatro milhões de escravos.

Vila Ferroviária de Paranapiacaba está localizada no município de Santo André (SP) e foi tombada pelo IPHAN em 2008. A área central e seu entorno estão em região de grande importância histórica e ambiental, que registra uma época da influência da cultura e tecnologia inglesas. O município possui 55% de seu território em área de mananciais, que compõe o cinturão verde da capital paulista com vegetação de Mata Atlântica. A ocupação desse local está associada à construção da Ferrovia Santos-Jundiaí, pela companhia inglesa de trens São Paulo Railway Co., que ocorreu a partir de 1860. Em 1946, a concessão chegou ao fim e a União incorporou o patrimônio da empresa. Saiba mais clicando aqui.

A região do Ver-o-Peso, na cidade de Belém do Pará, que tem o seu mercado tombado pelo IPHAN em 1977, alberga a maior feira livre da América Latina. O conjunto arquitetônico e paisagístico dessa região, abrange ainda a Praça Pedro II e Boulevard Castilhos França, além dos mercados de Carne e de Peixe, compreendendo uma área de 25.000 m2, com inúmeras construções históricas, na Cidade Velha, às margens da baía do Guarajá.  O Mercado do Ver-o-Peso começou a ser construído em 1899 e, atualmente, é um dos principais pontos turísticos de Belém (PA). Saiba mais clicando aqui.

fonte: Ascom/Iphan

UNESCO abre incrições para o programa Memória do Mundo

Estão abertas as submissões de candidaturas ao Registro Internacional do Programa Memória do Mundo (MOW). As propostas devem ser enviadas em versões eletrônicas, até 31 de março de 2014 para analise no biênio de 2014/2015.

Com a finalidade de identificar conjuntos documentais que tenham valor de patrimônio da humanidade, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a partir da aprovação por comitê internacional de especialistas, analisa a candidatura encaminhada pela instituição detentora do acervo. As nomeações individuais são limitadas em apenas duas por país, mas não há nenhuma restrição sobre o número de candidaturas conjuntas.

Serão aceitas propostas em inglês e francês e devem ser encaminhadas aos cuidados de Joie Springer para o endereço eletrônico mowsecretariat@unesco.org.
Para mais informações sobre Diretrizes Gerais para a Salvaguarda do Patrimônio Documental (CII-95/WS-11rev) e do Cadastro, acesse o site http://www.unesco.org / webworld / en /

Manual de preparação de candidaturas para o Patrimônio Mundial tem edição em português

Clique na imagem para ir ao site da UNESCO

O estudo, disponível em inglês e francês, pela UNESCO, agora possui versão em português e tem como objetivo tornar acessível ao público lusófono os conceitos, parâmetros e demais orientações relacionadas ao processo de inscrição de um bem cultural, natural ou misto à Lista do Patrimônio Mundial, no âmbito da Convenção de 1972.

Esse Manual de Referência está estruturado em cinco partes, incluindo informações sobre o conceito de Patrimônio Mundial, e as etapas para a formulação de uma candidatura e sua avaliação. O documento, além de ter sido editado em meio impresso, está disponível em meio digital no site da UNESCO no Brasil.

Existem muitas formas diferentes de preparar uma candidatura. A diversidade das estruturas administrativas e culturais vai necessariamente se refletir nas candidaturas.

Não seria adequado oferecer receitas ou recomendar um método de trabalho preferencial para a preparação de candidaturas. Há muitas boas formas de fazê-lo. No entanto, os órgãos consultivos consideram que existem alguns princípios básicos subjacentes que devem estar por trás de todas as boas candidaturas para garantir que os bens mais adequados sejam indicados, que os bens sejam representados da maneira mais eficaz possível dentro das candidaturas e que o próprio processo de candidatura contribua para a proteção, conservação e gestão efetiva do patrimônio natural e cultural:

  • ressaltar e explicar em termos simples conceitos-chave do Patrimônio Mundial;
  • enfatizar a atuação da equipe para o preparo de uma candidatura;
  • oferecer maior compreensão da abrangência do trabalho de preparação de uma candidatura;
  • oferecer informações e orientações sobre a compreensão do bem; e
  • orientar para o preparo do dossiê de candidatura ajudando a esclarecer as Orientações Técnicas.

O manual também oferece conselhos para propostas de extensão de um bem já considerado Patrimônio Mundial, já que uma extensão significativa é tratada como uma nova candidatura.

Este Manual serve principalmente para aqueles que estão envolvidos com o
desenvolvimento de candidaturas de bens para o Patrimônio Mundial. Ele também pode ser útil para a preparação de Listas Indicativas, e para outras iniciativas de listagem no patrimônio.

O manual pretende ser uma ferramenta para:

  • o aprendizado próprio;
  • oficinas de treinamento; e
  • instrução e educação.

Este manual é a tradução da segunda edição de seu original. A primeira
edição, de 2010, tomou como referência o título Operational Guidelines for the Implementation of the World Heritage Convention (2008). Este manual é baseado na nova versão das Orientações Técnicas (2011).

Até agora, este manual existe nas versões em inglêsfrancês e em português. Os títulos desta série são produzidos como documentos em PDF online, que podem ser acessados por download gratuito. Incentiva-se a reprodução gratuita/sem fins comerciais deste manual, conservando sempre os devidos créditos a sua fonte original.

Desde a adoção da Convenção do Patrimônio Mundial, em 1972, a Lista do Patrimônio Mundial vem evoluindo e crescendo continuamente. Com esse crescimento, surgiu a necessidade crucial de orientar os Estados-parte acerca da implementação da Convenção. Várias reuniões de especialistas e resultados de relatórios periódicos identificaram a necessidade de mais
treinamento focado e capacitação em áreas específicas nas quais os Estados-parte e os gestores de sítios listados como Patrimônio Mundial precisam de maior apoio. O desenvolvimento de uma série de manuais de referência do patrimônio mundial (World Heritage Resource Manuals) vem em resposta a essa necessidade.

A publicação desta série é um esforço conjunto dos três órgãos consultivos da Convenção do Patrimônio Mundial: International Center for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property1 (ICCROM), Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) (ICCROM, ICOMOS and IUCN) e do Centro do Patrimônio Mundial da UNESCO como secretaria da Convenção.

Saiu no G1: Diários de Che Guevara viram patrimônio mundial da Unesco

Parte dos manuscritos de Che Guevara, em foto de arquivo de 2008 (Foto: AP)

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) decidiu incluir os manuscritos de Ernesto “Che” Guevara no Registro Memória do Registro Mundial, um projeto que reúne e protege quase 300 documentos e coleções de todos os cinco continentes.

Em cerimônia realizada em Havana, Cuba, na sexta-feira (19), com a presença da viúva, da filha e do filho de Che Guevara, a Unesco oficializou a inclusão dos diários de juventude e outros escritos originais do líder da Revolução Cubana.

Entre os documentos está o diário que ele manteve nas montanhas da Bolívia, onde ele foi executado, em 1967, por militares bolivianos.

As obras de Che Guevara estão entre as 54 novas inclusões do Projeto Memória do Registro Mundial neste ano. O projeto foi criado em 1997 e inclui registros como discos originais da música de Carlos Gardel até as listas de ouro dos exames imperiais da dinastia Qing chinesa.

Agora que foram reconhecidos como patrimônio mundial, os diários serão protegidos e cuidados com a ajuda da Unesco.

Via G1.com

Documentos de Niemeyer entram em coleção da Unesco

A Ministra da Cultura, Marta Suplicy, anunciou na semana passada que, conforme solicitação do Brasil à Organização das Nações Unidas para Educação Ciências e Cultura (Unesco), a coleção de Oscar Niemeyer foi inscrita no Registro Memória do Mundo da Unesco 2013. A decisão foi dada pelo Comitê Consultivo Internacional do Programa Memória do Mundo, que estava reunido em Gwangju, República da Coreia, entre 18 a 21 de junho.

De acordo com o Ministério da Cultura, os esboços e álbuns são documentos originais, em que se distinguem não só as curvas e a poesia características da obra de Niemeyer, mas também o método de trabalho do arquiteto. “Muitos destes documentos, além de constituir fontes primárias, são considerados verdadeiras obras de arte”, disseram.

Via Pini Web

Documentos de Niemeyer e de D. Pedro II entram na lista da UNESCO

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, comemorou nesta quinta-feira (20) a inscrição das coleções de Oscar Niemeyer e de D. Pedro II no Registro Memória do Mundo da UNESCO 2013. São quase 9 mil documentos, esboços, álbuns e desenhos técnicos do arquiteto e o patrimônio documental de viagens do imperador.
“As inscrições são sinais de que, cada vez mais, é reconhecida por todos a contribuição que a Cultura brasileira pode dar para o mundo. A partir da decisão de buscar o reconhecimento internacional do patrimônio, obtivemos também os títulos do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural da Humanidade e do Frevo como Patrimônio Imaterial. Estamos no caminho certo”, afirmou a ministra ao destacar que é preciso continuar trabalhando pela valorização de nossa Cultura.

Os documentos de D. Pedro II fazem referência a registros de viagens do imperador realizadas a Europa, ao Oriente Médio e aos Estados Unidos, entre 1840 e 1913. Esse material faz parte do acervo do Museu Imperial, que é administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e fica em Petrópolis (RJ). É a primeira vez que uma unidade do Ibram recebe a premiação internacional.

O patrimônio documental de Niemeyer forma um valioso registro da obra de um artista que transformou a arquitetura do século XX no mundo. Muitos destes documentos, além de constituir fontes primárias, são considerados verdadeiras obras de arte. Os esboços e álbuns são documentos originais, raros e, principalmente, únicos. Neles se distingue não só as curvas e a poesia características da obra de Niemeyer, mas também o método de trabalho do arquiteto.

Brasília é avaliada na 37ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Camboja

O Comitê do Patrimônio Mundial, da UNESCO, reunido desde 16 de junho em Phnom Penh, no Camboja, entre os temas previstos para discussão, avalia o estado de conservação de bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial. Nesta sessão, que conta com a participação de delegação brasileira, integrada por representantes da Delegação Permanente do Brasil junto à UNESCO, do Ministério das Relações Exteriores e da Assessoria de Relações Internacionais da Presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura (MiC), o estado de conservação de Brasília foi debatido, consideradas as demandas apresentas pelo Centro do Patrimônio Mundial e o órgão consultivo ICOMOS – Conselho Internacional de Monumentos e Sítios.

Diante dos questionamentos realizados e da defesa apresentada pela delegação brasileira, o Comitê concordou e decidiu que o Brasil poderá apresentar o mais breve possível e com prazo máximo de 1º de fevereiro de 2014, informações referentes aos projetos previstos para o entorno do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, bem como os documentos técnicos referentes às estratégias de transporte público no setor. O PPCUB também foi objeto de questionamento, sendo acordado que os seus resultados deverão ser analisados no âmbito de relatório do estado de conservação de Brasília que deverá ser preparado e enviado ao Centro do Patrimônio Mundial até 1º de fevereiro de 2015, permitindo sua avaliação final na 39ª Sessão do Comitê.

A delegação brasileira explicou que no momento da realização do monitoramento reativo realizado em 2012 pelo Centro do Patrimônio Mundial e o ICOMOS à Brasília, o Iphan não havia recebido os projetos para as intervenções no entorno do Estádio. No entanto, mais recentemente, esses projetos foram apresentados ao Instituto, pelo Governo do Distrito Federal, incluindo documentos como: o Projeto Paisagístico; os Sistemas de acesso para pedestres, incluindo túneis sob o Eixo Monumental; o Sistema viário e cicloviário no entorno imediato, inclusive estacionamentos, áreas calçadas e equipamentos para estar e circulação de pedestres; o Projeto Paisagístico de recuperação do Projeto inicial de Roberto Burle Marx junto à Torre de Televisão; as Ciclovias no Eixo Monumental, inclusive sinalização e interseções; e os Sistemas de baias de ônibus e equipamentos adjuntos (pontos, sanitários e sinalização).

Considera-se, finalmente que os esforços de uma maior articulação entre o Iphan, pelo Governo Federal, e o Governo do Distrito Federal, estão favorecendo uma leitura e percepção quanto aos entendimentos necessários a serem empreendidos em prol do conjunto urbanístico de Brasília, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade.

Veja a Decisão do Comitê: 37 COM 7B.93 (versão original em inglês).

IPHAN auxiliará na preservação do Patrimônio Imaterial da Guatemala

Sem título-1O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão brasileiro integrante do Comitê Intergovernamental da Salvaguarda do Patrimônio Imaterial da UNESCO, auxiliará o Governo da Guatemala a desenvolver ações voltadas à política de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial do país.

A iniciativa decorre do compromisso brasileiro assumido durante a 7ª Sessão do Comitê Intergovernamental da Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO, em Paris, em dezembro de 2012, e organizada pela Assessoria de Relações Internacionais da Presidência do Iphan – ARIN, em articulação interna com a direção do Departamento de Patrimônio Imaterial, e com as autoridades guatemaltecas de patrimônio cultural.

A experiência brasileira desenvolvida no IPHAN, especialmente no que se refere aos inventários e aos modos de reconhecimento do patrimônio cultural imaterial será compartilhada com os órgãos guatemaltecos. O trabalho inicial irá se concentrar em seis municípios e o foco geográfico busca um reflexo da realidade multicultural da Guatemala em quatro grupos importantes (Xinca, Garifuna, Mestizo e Maya).

Para isto, a especialista do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Mônia Silvestrin, Coordenadora-Geral de Identificação e Registro, estará reunida com a Direção Técnica do Patrimônio Cultural Imaterial da Guatemala (PCI), durante uma semana (13 a 19 de junho) para trocar experiências e auxiliar no processo de criação de um sistema de inventário do Patrimônio Imaterial, da projeção de seu banco de dados e armazenamento, bem como no estabelecimento de requisitos do PCI. Esta iniciativa reitera o comprometimento do IPHAN de apoiar ações no âmbito da cooperação Sul-Sul, fortalecendo e exemplificando os princípios da Convenção de 2003, da UNESCO e, neste particular, prestando a assistência técnica àquele país para que possa desenvolver iniciativas nesse campo junto à UNESCO.

Vagas em Projetos da UNESCO no Brasil contemplam IPHAN

Os processos seletivos dos projetos são conduzidos diretamente pela coordenação executiva de cada projeto, cabendo à UNESCO do Brasil o acompanhamento e monitoramento dos processos de contratação.

As candidaturas deverão ser encaminhadas para o endereço indicado em cada anúncio, obedecendo os prazos determinados em cada edital.

PROJETO 914BRZ 4012 – Edital 06/2013 – Região SulVagas Disponíveis: Graduação em antropologia, ciências sociais, história, geografia, museologia ou educação.Responsável Técnico pela Seleção : IPHAN

Data limite para entrega do currículo: maio 12, 2013

PROJETO 914BRZ 4012 – Edital 05/2013 – Região SudesteVagas Disponíveis: Graduação em antropologia, ciências sociais, história, geografia, museologia ou educação.Responsável Técnico pela Seleção : IPHAN

Data limite para entrega do currículo: maio 12, 2013

PROJETO 914BRZ 4012 – Edital 04/2013 – Região Centro OesteVagas Disponíveis: Graduação em antropologia, ciências sociais, história, geografia, museologia ou educação.Responsável Técnico pela Seleção : IPHAN

Data limite para entrega do currículo: maio 12, 2013

PROJETO 914BRZ 4012 – Edital03/2013 – Região nordesteVagas Disponíveis: Graduação em antropologia, ciências sociais, história, geografia, museologia ou educação.Responsável Técnico pela Seleção : IPHAN

Data limite para entrega do currículo: maio 12, 2013

PROJETO 914BRZ 4012 – Edital 02/2013 – Região NorteVagas Disponíveis: Graduação em antropologia, ciências sociais, história, geografia, museologia ou educação.Responsável Técnico pela Seleção : IPHAN

Data limite para entrega do currículo: maio 12, 2013

 

PROJETO 914BRZ4005- Edital 02/2013Vagas Disponíveis: Graduação na área de Comunicação Social – habilitação em Relações Públicas. Pós Graduação em Comunicação Social, Marketing e/ou relativos.Responsável Técnico pela Seleção : IPHAN

Data limite para entrega do currículo: maio 13, 2013

 

PROJETO 914BRZ 4012 – Edital 06/2013 – Região SulVagas Disponíveis: Graduação em antropologia, ciências sociais, história, geografia, museologia ou educação.Responsável Técnico pela Seleção : IPHAN

Data limite para entrega do currículo: maio 12, 2013

Unesco contrata graduado em Comunicação Social para atuar junto ao IPHAN

É necessário ter experiência mínima de 05 (cinco) anos na área de comunicação social; experiência mínima de 05 (cinco) anos em assessoria de comunicação na área de Patrimônio e desejável experiência na área de comunicação em Projetos de Cooperação Técnica Internacional. 

Veja aqui o Edital Completo em PDF >  914brz4005 – edital 02.2013

Curso prepara professores para Educação Patrimonial

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico no Rio de Janeiro (IPHAN-RJ) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) são parceiros na realização do Curso da Paisagem Carioca: Paisagem, Patrimônio e Cidadania. Dirigido aos professores de geografia do ensino fundamental e médio da rede pública, o evento é a primeira ação para a viabilização de um projeto maior, que envolve as duas instituições, voltado para a valorização da cidadania e do patrimônio cultural do Estado por parte de alunos de várias faixas etárias.

O Rio de Janeiro foi recentemente inscrito na lista de Patrimônio Mundial, na categoria Paisagem Cultural, e é com base nesse título que o projeto pretende compreender o que significa para os alunos o lugar onde vivem, estimulando o reconhecimento e a atuação na paisagem como exercício de cidadania, mesmo que se situe fora da área valorada pela UNESCO. Mediante ações de educação patrimonial realizadas sobre imagens fotográficas, capturadas pelos estudantes e professores, apontando problemas e virtudes de seu bairro, pretende-se valorizar a cidadania e o nosso Patrimônio Cultural, através da discussão das razões para a seleção desses elementos e o que pode ser feito para a sua preservação ou transformação.

Pela metodologia em desenvolvimento, será solicitado a cada aluno que tire duas fotos: uma, que represente coisas boas que devem ser preservadas na paisagem de seu bairro; e outra, as coisas ruins que deveriam ser transformadas. Serão elaboradas pequenas legendas explicativas e esse conjunto de imagens, incluindo uma escolhida por toda a turma, será carregado em um blog (http://www.flickr.com). Professores e estudantes terão acesso, através da internet, ao material produzido por todos os envolvidos e, assim, através da análise e comparação, será produzida uma discussão sobre as diferentes características da paisagem cultural do Rio de Janeiro. A proposta de ação foi desenvolvida pelo Geoppol – Grupo de Estudos e Pesquisas em Política e Território – do Departamento de Geografia da UFRJ, através do Projeto de Extensão Rio Patrimônio – sentidos da Paisagem Carioca, aprovado no edital PROEXT do MEC e com parceria do IPHAN/RJ.

A Oficina
Com a carga horária de 20 horas, as palestras do Curso da Paisagem Carioca: Paisagem, Patrimônio e Cidadania têm por objetivo traçar estratégias, metodologias, além de estabelecer ações práticas que possam ser desenvolvidas com os alunos. Nos três primeiros encontros, especialistas falarão sobre os temas Paisagem, Patrimônio e Cidadania, Rio de Janeiro como Patrimônio Mundial e Educação Patrimonial. No último dia, será a vez da atividade Oficina Paisagem Carioca, durante a qual será realizado o treinamento dos professores, o aprimoramento das propostas, a saída a campo para a captação das suas imagens e a respectiva alimentação do banco de dados.

O evento acontecerá no auditório da sede do IPHAN/RJ, localizada na Avenida Rio Branco, 46, no Centro do Rio de Janeiro, sempre às sextas-feiras, dias 26 de abril e 3, 10 e 17 de maio, das 13h às 16h30min.

Informações e inscrições:
riopaisagemcultural@yahoo.com.br.
Os professores deverão fornecer nome completo, telefone, formação, escolas e segmentos de ensino em que atuam.